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A cistostomia permite que a urina seja drenada diretamente da bexiga por meio de um cateter introduzido através da parede abdominal, acima do púbis. É utilizada quando a drenagem pela uretra não é possível ou não é a melhor opção clínica, como em determinadas obstruções uretrais e lesões traumáticas. A indicação deve ser avaliada pela equipe médica, considerando as condições do paciente e os riscos envolvidos.
Como funciona a cistostomia?
O cateter suprapúbico é inserido na bexiga por via abdominal, geralmente por técnica percutânea ou cirúrgica. Depois, fica conectado a um sistema coletor para permitir a saída contínua da urina. A técnica de inserção depende da situação clínica, e a troca do dispositivo deve seguir orientação profissional, protocolo institucional e recomendações do fabricante.
O que observar durante a assistência?
O cuidado não termina quando a urina começa a fluir. É necessário verificar se o tubo está dobrado, tracionado ou comprimido, se a bolsa permanece abaixo do nível da bexiga e se a drenagem está ocorrendo adequadamente. A conexão deve ser mantida fechada, evitando desconexões desnecessárias, e o local de inserção precisa ser observado quanto a vermelhidão, dor, secreção ou sangramento.
Em um plantão, por exemplo, se a bolsa permanece quase vazia por um período incomum, vale conferir primeiro o posicionamento do tubo e procurar dobras ou compressões, sem manipular ou irrigar o cateter por iniciativa própria. Se a drenagem não for restabelecida ou houver dor e distensão suprapúbica, a equipe responsável deve ser comunicada prontamente. Essa avaliação ajuda a reconhecer uma possível obstrução sem atrasar a assistência.
Cuidados de enfermagem
Higienize as mãos antes e depois de qualquer manipulação e realize a higiene do local conforme o protocolo institucional. Mantenha o cateter fixado, evite tração e registre o aspecto e o volume da urina, além das condições da pele. Febre, calafrios, dor crescente, secreção purulenta, sangramento importante ou ausência de drenagem exigem avaliação clínica. Se o cateter sair acidentalmente, procure assistência imediatamente: o trajeto pode fechar rapidamente, e a reinserção não deve ser improvisada.
Outra situação que merece atenção ocorre quando há vazamento de urina ao redor do cateter. Em vez de apenas trocar o curativo repetidamente, é importante verificar a drenagem, observar a região e comunicar a equipe para investigar obstrução, deslocamento ou espasmos vesicais. A causa deve ser avaliada antes de qualquer intervenção no dispositivo.
Cistostomia: Cuidados Que Evitam Complicações
- A cistostomia drena a urina diretamente da bexiga pela parede abdominal
- O sistema coletor deve permanecer bem posicionado e sem dobras
- Febre, dor crescente e ausência de drenagem exigem avaliação
- Se o cateter sair, procure assistência imediatamente
Referências:
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Protocolo de prevenção de infecção do trato urinário relacionada ao uso de cateter vesical de demora. Brasília, DF: Anvisa, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/prevencao-e-controle-de-infeccao-e-resistencia-microbiana/prevencao-das-principais-iras/infeccao-do-trato-urinario/protocolo-3-prevencao-de-itu-final.pdf.
- EUROPEAN ASSOCIATION OF UROLOGY NURSES (EAUN). Indwelling catheterisation in adults: urethral and suprapubic. 2024. Disponível em: https://nurses.uroweb.org/guidelines/indwelling-catheterisation-in-adults-urethral-and-suprapubic/.











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