Cuidados com os Estomas Intestinais e Urinários

Um estoma ou ostomia é uma abertura cirúrgica realizada para construção de um novo trajeto localizado no abdômen para saída de fezes e urina. Quando é realizada no intestino grosso, chamamos de COLOSTOMIA. Dependendo do lugar onde é feita, a frequência de evacuações e a consistência das fezes ficam diferentes.

Quando a cirugia é realizada no intestino delgado (fino), chamamos de ILEOSTOMIA. Neste tipo de estomia as fezes são inicialmente líquidas e passam a ser semi-pastosas depois de um período de adaptação. Pode funcionar (sair fezes) várias vezes ao dia.

Chamamos de UROSTOMIA quando é colocado um estoma para saída de urina. A urina sai continuamente, ou seja, sem interrupção.

Quais são os tipos de coletores?

Basicamente, podem ser de dois tipos:

  • INTESTINAIS: coletam fezes;
  • URINÁRIOS: coletam urina.

Há diversos tipos de coletores para atender melhor às diferentes necessidades e tamanhos de estomas. A escolha do tipo de coletor adequado para cada um deverá ser feita juntamente com o estomaterapeuta, e dependerá dos modelos disponíveis na unidade onde você está sendo atendido.

Cuidados e Avaliações com portadores de estomias

  • Use sempre equipamento coletor (bolsa) adequado ao seu tipo de estoma (intestinal ou urológico), de acordo com as orientações e indicações do profissional especializado
    (Estomaterapeuta);
  • Certifique-se de que o tamanho que foi recortado no coletor está correto. O orifício de abertura de seu coletor deve ser igual ao tamanho de seu estoma;
  • Guarde seus coletores de reserva em lugar arejado, limpo, seco e fora do alcance da luz solar, sem dobrá-los;

Quando esvaziar o coletor?

Isto dependerá do tipo de estomia que você tem:

  • Coletores para ileostomias e urostomias (urina) deverão ser esvaziados quando estiverem com pelo menos 1/3 de seu espaço preenchido. É necessário esvaziar constantemente para que ele não fique pesado e descole da pele;
  • Coletores para colostomias (fezes) devem ser esvaziados sempre que necessário, conforme a necessidade do usuário. Você poderá utilizar pequena quantidade de água sem
    pressão, conforme orientação do Estomaterapeuta;
  • Não esqueça de colocar o clamp, espécie de clipe com fechamento, com segurança após o esvaziamento. No caso do coletor de urina, verificar se o “bico” (válvula de escoamento) está fechado;

Para tomar banho preciso tirar o coletor?

Não. Se desejar, proteja o coletor usando um plástico e fitas adesivas durante o banho. Isto vai garantir maior durabilidade e integridade da pele ao redor do estoma.

Quando trocar?

É necessário conhecer a durabilidade e o ponto de saturação (ponto máximo de durabilidade do coletor). A coloração da placa protetora (resina sintética) é amarela. É preciso trocar a bolsa quando estiver ficando quase completamente branco (o chamado ponto de saturação). A partir daí há risco de descolamento e vazamento. Isto geralmente acontece após 4 dias da última troca.

A troca deve ser feita preferencialmente na hora do banho porque é mais fácil descolar o adesivo. Neste momento, deverá ser feita uma limpeza da pele ao redor do estoma com água do chuveiro ou da torneira com espuma de seu sabonete, sem esfregar. Após a limpeza, a pele ao redor do estoma deverá ser seca com um tecido macio.

Não deverá ser aplicado nenhum tipo de material na pele, a menos que tenha sido indicado pelo estomaterapeuta.

Observações

Para seu conforto e segurança, sempre que sair de casa leve com você um kit ou uma pequena bolsa contendo coletores de reserva já recortados, toalha de mão, sabonete neutro, um recipiente contendo água limpa (para limpar a pele) e um saco plástico (para desprezar a bolsa usada).

  • Você pode utilizar lenços umedecidos para limpar a extremidade da bolsa.
  • Após a troca da bolsa, procure permanecer em repouso de 15 a 20 minutos, evitando se abaixar ou sentar, para ajudar que a bolsa tenha melhor aderência e evitar que o coletor descole.
  • Se perceber alterações na pele ao redor do estoma, sentir coçar ou notar vermelhidão, comunique ao estomaterapeuta, pois pode tratar-se de uma reação alérgica e tornar-se um ferimento.
  • Se você usa equipamento coletor para urostomia, para maior conforto e segurança durante o sono, use outro coletor de urina conectado ao bico de escoamento de seu equipamento coletor. Este coletor de urina será fornecido no momento da alta hospitalar.

Cuidados com o estoma

  • Observar sempre a cor (deve ser vermelho vivo), o brilho, a umidade, o tamanho e a forma.
  • A limpeza do estoma deve ser feita delicadamente. Não deve ser esfregado, pois pode sangrar facilmente.
  • Qualquer alteração ou ausência de saída de fezes por três dias ou mais, deverá ser comunicada imediatamente ao estomaterapeuta.

Cuidados com a pele ao redor do estoma

  • A limpeza da pele ao redor do estoma deve ser feita com água e seu sabonete, sem esfregar, nem usar esponjas. Usar somente a espuma do sabonete.
  • Os pelos ao redor do estoma devem ser aparados bem curtos, com tesoura. Não devendo ser raspados, para não provocar inflamação na raiz desses pelos.
  • Não utilize nenhuma substância como álcool, benzina, colônias, tintura de benjoim, mercúrio, mertiolate, pomadas e cremes. Estes produtos podem ressecar a pele, causar ferimentos e reações alérgicas, além de impedir a aderência do coletor, que pode descolar e vazar.

Cuidado!

Tome cuidado com os insetos, em especial as moscas. Não deixe que nenhum inseto pouse no estoma ou ao redor dele.

Como trocar o coletor de uma peça?

  • Retire delicadamente o coletor para não traumatizar a pele. Use um tecido macio embebido em água da torneira ou chuveiro. O ideal é que este procedimento seja realizado durante o banho, pois facilita a retirada da bolsa.
  • Após retirar a bolsa, coloque-a em um saco plástico e descarte-o no lixo.
  • Limpe delicadamente a pele ao redor do estoma com seu sabonete e água.
  • Seque bem ao redor do estoma sem esfregar.
  • Faça isto depois de secar o corpo.
  • Recorte a bolsa no tamanho do estoma, conforme orientação do (a) enfermeiro (a) estomaterapeuta. Se for necessário, use o mensurador de estomas. O coletor deve ser recortado antes de iniciar a troca.
  • Observe as mudanças no tamanho que podem ocorrer com o passar do tempo.
  • Retire o papel que protege a resina.
  • Coloque a bolsa de baixo para cima.
  • Procure não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e que acabam fazendo com que o coletor descole. E certifique-se de que a bolsa esteja bem adaptada à pele.
  • Retire o ar de dentro da bolsa.
  • Feche com o clamp ou feche o “bico” (para urina).

Como trocar o coletor de duas peças?

  • Retire o clamp e esvazie-o completamente.
  • Desconecte o coletor da placa colada ao corpo.
  • Embaixo do chuveiro, procure soltar a placa suavemente, pressionando a pele e ao mesmo tempo soltando o adesivo.
  • Limpe a pele ao redor do estoma e o próprio estoma durante o banho, com movimentos suaves.
  • Use seu sabonete, retirando os restos de fezes, urina ou de adesivos.
  • Depois do banho, seque bem a pele ao redor do estoma, com tecido macio.
  • Faça isto depois de secar o corpo.
  • Retire o papel que protege a resina e segure-o com as duas mãos.
  • Procure posicionar o estoma em frente ao espelho, procurando esticar o corpo durante a colocação.
  • Coloque a placa de baixo para cima, parte por parte, procurando encaixá-la no estoma, do centro para a extremidade.
  • Adapte a bolsa na placa de baixo para cima.
  • Procure não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e acabam fazendo com que o coletor descole.
  • Certifique-se de que a placa esteja bem adaptada à pele.
  • Retire o ar de dentro da bolsa e coloque o clamp para fechar.
  • Se você usa cinto, coloque-o após todos estes passos.

Alimentação

Os efeitos dos alimentos no organismo podem ser diferentes de uma pessoa para outra. Para quem tem um estoma, é importante esclarecer que as orientações para cada caso são realizadas pela equipe de nutrição que deverá acompanhá-lo por meio de consultas. As alterações prolongadas na consistência de suas fezes deverão ser comunicadas ao estomaterapeuta.

A pessoa ostomizada não necessita de dieta especial, apenas deve observar como seu organismo reage aos alimentos e adaptar a dieta conforme necessário.

Existem alimentos que são bem tolerados e outros que causam desconforto, como aumento de gases, do odor e da quantidade das fezes.

Ao experimentar um alimento novo, tente um alimento de cada vez, em pequena quantidade. Observe como seu organismo vai reagir. Se não tolerar bem, espere uns dias e faça uma nova tentativa. Se não apresentar reação, você pode consumi-lo aumentando a frequência e a quantidade gradativamente.

A alimentação deve ser variada, de consistência normal, fracionada em 5 ou 6 refeições ao dia, em horários regulares. Mastigue bem os alimentos. Alguns deles podem produzir
odores fortes, mudança na coloração das fezes. Em caso de dúvidas procure um nutricionista.

Quais tipos de roupas você pode usar?

Você poderá usar praticamente as mesmas roupas que usava antes. Os equipamentos usados atualmente são praticamente imperceptíveis sob as roupas.

É possível praticar exercícios físicos e esportes?

Sim, mas sempre com orientações do seu médico e de seu estomaterapeuta antes de qualquer atividade física, inclusive no que diz respeito à sua atividade sexual.

Referência:

  1. Instituto Nacional de Câncer – INCA

Estomas Intestinales

Estomas Intestinales

La palabra “estoma” tiene origen griego a partir del étimo “stóma”, expresa la idea de “boca” y tiene como sinónimo “estômato”. La colostomía y la ileostomía se definen, respectivamente, por la apertura de segmento cólico o ileal en la pared abdominal con el fin de la desviación del contenido fecal hacia el medio externo.

Las Estomias Intestinales están previstas en el abordaje terapéutico de un gran número de enfermedades que incluyen el cáncer colorrectal, enfermedad diverticular, enfermedad inflamatoria intestinal, incontinencia anal, colitis isquémica, poliposis adenomatosa familiar, trauma, megacolón, infecciones perineales graves y proctitis actínica entre otras.

Se crean en carácter temporal – como en las situaciones de trauma abdominal con perforación intestinal o en función de la necesidad de protección de una anastomosis intestinal más distal a la derivación – , o definitivo objetivando, en ese caso, sustituir la pérdida de función esfinctérica resultante de tratamiento quirúrgico o incontinencia tras el fracaso de otras opciones que tienen por objeto restaurar la evacuación transanal. Se pueden realizar en combinación, o como resultado de procedimiento operatorio o aisladamente (“trephine stomas”).

La construcción de un estoma debe evitarse siempre que sea posible; Sin embargo, el costo asociado a la convivencia con la enfermedad puede ser extremadamente alto y la propiedad de la indicación quirúrgica puede ser constatada por la observación de que la calidad de vida debe mejorar después de la realización de un estoma cuando está bien indicado.

Tipos y Lugares de Estomas

– Colostomía ascendente: el estoma se hace en el asa ascendente, lado derecho del abdomen. Las heces tienen consistencia líquida o semi-líquida, SON MUY IRRITANTES.

– Colostomía transversa = transversostomía: el estoma se hace en el asa del transverso, en el lado izquierdo o derecho del abdomen. Las heces tienen consistencia pastosa, SON POCO IRRITANTES.

– Colostomía descendente: el estoma se hace en el asa descendente, en el lado izquierdo del abdomen. Las heces tienen consistencia semi-sólida, NO SON IRRITANTES.

– Sigmoidostomía: está situada en el sigmoide. Las heces tienen consistencia normal.

– Cecostomía: formación de una abertura en el ciego, para servir de ano artificial. Las heces tienen consistencia líquida.

Principales cuidados en el postoperatorio

Los cuidados en el período postoperatorio son en general simples, principalmente en las situaciones en que no se realizó laparotomía porque el dolor y la duración del íleo post-operatorio son menores. Sin embargo, varían según la indicación de realización de la derivación.

Es posible, en pacientes seleccionados, ofrecer líquidos en el postoperatorio inmediato cuando la operación fue de corta duración y no necesitó de gran movilización del intestino. Es importante chequear en más de una oportunidad la viabilidad del estoma en el postoperatorio inmediato así como verificar si no hubo retracción o hundimiento, y aún, cerciorarse de la correcta posición del bastón en las derivaciones en alza.

Generalmente, los antibióticos no se deben administrar durante más de 24 horas en el período postoperatorio y el mantenimiento de líquidos intravenosos no debe sobrepasar el paso de flatos. El empleo del sondeo nasogástrico no es necesario, a excepción de las situaciones de obstrucción intestinal.

El empleo de antiperitálticos (loperamida y difenoxilato) en el postoperatorio de las ileostomías es asunto controvertido y, por regla general, no hay clara indicación para su uso. Sin embargo, para los pacientes evolucionados en el postoperatorio precoz con dificultades en el control del estado de hidratación debido a la presencia de afecciones asociadas (cardiopatía y nefropatía, principalmente), su empleo temporal puede ser de valor.

Vean también:

Colostomía: ¿Qué es?

La Anastomosis

 

Colostomía: ¿Qué es?

Colostomía

El término colostomía designa la unión a la pared abdominal anterior de una porción del colon, con el fin de permitir la evacuación de heces y gases. Esta evacuación se da por un orificio llamado estoma.

Estoma es un tratamiento quirúrgico que corrige trastornos intestinales, normalmente se recomienda en pacientes que tienen parte del intestino bloqueado u otra patología que impida la eliminación de las heces por el recto.

Becas de Colostomía Desechables X Reutilizables: Las Diferencias

La bolsa desechable tiene su validez a cada limpieza de la colostomía, pues no posee un mecanismo para la limpieza interna del mismo, y la bolsa de Colostomía reutilizable, popularmente llamada Bolsa de Karaya, tiene una salida para despreciar y limpiar la bolsa internamente, teniendo su validez después de instalada en hasta 7 días.

Estomaterapia: ¿Usted sabía?

Hay un profesional habilitado especialmente para este tipo de procedimiento. Este es el
Enfermero estomaterapeuta, es decir, es un área de especialización en enfermería, reconocida desde 1980, que es responsable del estudio y tratamiento de las heridas agudas y crónicas. Se debe a la especialidad también a la asistencia a pacientes con estomias e incontinencias, a orientar, con más claridad, los cuidados a ser realizados con diversos tipos de ostomías, como por ejemplo, la colostomía, la ileostomía, la orostomía, etc. en el ambiente domiciliar.

¿Cuáles son los cuidados que debemos tomar con las bolsas reutilizables?

  • Vaciar la bolsa (al menos una vez por turno y siempre que sea necesario), soltando sólo el brazalete que la cierra en la parte inferior;
  • Lavarla con suero fisiológico cada vez que se desprecie el contenido en el inodoro. El clamp puede ser reutilizado en los intercambios del mismo paciente;
  • El cambio de la bolsa se recomienda entre 5 y 7 días, o cuando sea necesario (si hay fugas, mal olor intenso, suciedad), el enrojecimiento y dolor del peristoma indica problemas de irritación de la piel;
  • El depósito de las heces en la bolsa colectora se inicia alrededor de 72 horas después de la intervención quirúrgica;
  • El drenaje podrá ser continuo y constante, pues no hay control de retención (esfínter) de los desechos alrededor del estoma;
  • La bolsa colectora debe vaciarse cada 4 o 6 horas. Se debe observar la cantidad de material drenado con constancia y no permitir que se llene más allá de su mitad;

El relleno más allá de ese límite pone en riesgo la integridad del estoma, ocasionando lesiones y gran riesgo de infección.

¿Cuáles son los cuidados que debemos tener con el estoma?

  • La piel en el estoma debe permanecer rosa o rojo vívido y brillante;
  • Observar la piel alrededor de la bolsa colectora, así como la fijación y su aspecto. Si es muy sucio alrededor de la fijación, se debe hacer el cambio de la bolsa colectora;
  • Es en el intestino que ocurre la mayor parte de la absorción de líquidos y electrólitos dispersos oriundos de la nutrición del paciente. Es prudente observar la ingestión de líquidos y monitorear con exámenes de laboratorio específicos la absorción adecuada de electrolitos y la hidratación regular. Síntomas de deshidratación como piel seca y cefalea (dolor de cabeza) intensa y recurrente deben ser informados;

¿Cuáles son los cuidados generales de Enfermería con la Colostomía?

  • Limpiar la región de la colostomía con suero fisiológico al 0,9% en movimientos circulares;
  • Secar el área alrededor con gasa estéril;
  • Marcar en la bolsa el círculo con una guía de corte, de acuerdo con el diámetro de la fístula, del drenaje o de la ostomía;
  • Cortar el orificio marcado;
  • Observar para que el orificio no quede apretado demasiado garrotando la ostomía, o demasiado grande facilitando el contacto de la secreción directa con la piel lesionándola;
  • Retirar el adhesivo;
  • Retirar el protector que recubre la cara superior de la placa;
  • Aplicar la placa con el aro sobre la región;
  • Adaptar la bolsa plástica a la parte inferior del aro en la placa, en posición cefalocaudal;
  • Ejercer una ligera presión a la rueda, desde la parte inferior de la bolsa plástica hasta que esté segura, solicitando al paciente que enriquece la región;
  • Tirar suavemente de la bolsa hacia abajo para confirmar que se encuentre debidamente encajada.
  • Registrar la característica del caudal de colostomía, volumen, olor, color, etc …

Mire un poco más sobre la colostomía:

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Estomas Intestinais

Estomas Intestinais

A palavra “estoma” tem origem grega a partir do étimo “stóma”, exprime a idéia de “boca” e tem como sinônimo “estômato”. Colostomia e ileostomia são definidas, respectivamente, pela abertura de segmento cólico ou ileal na parede abdominal visando ao desvio do conteúdo fecal para o meio externo.

As Estomias Intestinais estão previstas na abordagem terapêutica de um grande número de doenças que incluem o câncer colorretal, doença diverticular, doença inflamatória intestinal, incontinência anal, colite isquêmica, polipose adenomatosa familiar, trauma, megacólon, infecções perineais graves e proctite actínica entre outras.

São criadas em caráter temporário —como nas situações de trauma abdominal com perfuração intestinal ou em função da necessidade de proteção de uma anastomose intestinal mais distal à derivação—, ou definitivo objetivando, nesse caso, substituir a perda de função esfinctérica resultante de tratamento cirúrgico ou incontinência após insucesso de outras opções que objetivam restaurar a evacuação transanal. Podem ser realizadas em associação, ou como resultado de procedimento operatório ou isoladamente (“trephine stomas”).

A construção de um estoma deve ser evitada sempre que possível; entretanto, o custo associado ao convívio com a doença pode ser extremamente alto e a propriedade da indicação cirúrgica pode ser constada pela observação de que a qualidade de vida deve melhorar após realização de um estoma quando bem indicado.

Tipos e Locais de Estomas

– Colostomia ascendente: o estoma é feito na alça ascendente, lado direito do abdome.As fezes têm consistência líquida ou semi-líquida, SÃO MUITO IRRITANTES.

– Colostomia transversa = transversostomia: o estoma é feito na alça do transverso, no lado esquerdo ou direito do abdome.As fezes têm consistência pastosa, SÃO POUCO IRRITANTES.

– Colostomia descendente: o estoma é feito na alça descendente, no lado esquerdo do abdome. As fezes têm consistência semi-sólida, NÃO SÃO IRRITANTES.

– Sigmoidostomia: é situada no sigmóide. As fezes têm consistência normal.

– Cecostomia:  formação de uma abertura no ceco, para servir de ânus artificial. As fezes tem consistência líquida.

Principais cuidados no pós operatório

Os cuidados no período pós-operatório são em geral simples, principalmente nas situações em que não foi realizada laparotomia porque a dor e a duração do íleo pós-operatório são menores. Variam, no entanto, conforme a indicação de realização da derivação.

É possível, em doentes selecionados, oferecer líquidos no pós-operatório imediato quando a operação tenha sido de curta duração e não necessitou de grande mobilização do intestino. É importante checar em mais de uma oportunidade a viabilidade do estoma no pós-operatório imediato bem como verificar se não houve retração ou afundamento, e ainda, certificar-se da correta posição do bastão nas derivações em alça.

Geralmente, antibióticos não devem ser administrados por mais de 24h no período pós-operatório e a manutenção de líquidos intravenosos não deve ultrapassar a passagem de flatos. O emprego da sondagem nasogástrica não é necessário, à exceção das situações de obstrução intestinal.

O emprego de antiperistálticos (loperamida e difenoxilato) no pós-operatório das ileostomias é assunto controverso e, via de regra, não há clara indicação para o seu uso. No entanto, para os doentes evoluindo no pós-operatório precoce com dificuldades no controle do estado de hidratação devido à presença de afecções associadas (cardiopatia e nefropatia, principalmente), seu emprego temporário pode ser de valor.

 

Veja também:

Colostomia: O que é?

https://enfermagemilustrada.com/a-anastomose-2/