A Máscara Laríngea (ML)

A Máscara Laríngea, ou “ML”, foi inicialmente empregada apenas para acessar a via aérea em anestesias convencionais, rapidamente se consagrou como equipamento indispensável na manipulação da via aérea difícil. A primeira máscara laríngea (ML) foi inventada pelo Dr. A.I.J. Brain anestesiologista inglês, em 1981, a partir de exaustivos estudos anatômicos da laringe humana.

Pode ser considerado como funcionalmente intermediário entre a máscara facial e o tubo traqueal, dispensando o uso de laringoscópio, ou instrumentos especiais para sua inserção.

Corretamente posicionada, a face convexa posterior da ML estará em contato com a parede da faringe e a anterior, sobreposta às estruturas supraglóticas (laringe), de forma a permitir a ventilação. Sua ponta se aloja sobre o esfíncter esofagiano superior. As MLs se apresentam nas formas reutilizável e descartável, esta última em embalagem individual esterilizada.

Na equipe de Enfermagem, o Enfermeiro é habilitado a introduzir a ML!

Quanto a legalidade da utilização por profissional Enfermeiro diversos Conselhos Regionais, já emitiram parecer onde recomendam que o Enfermeiro prefira o uso de dispositivos supra glóticos como a Máscara Laríngea e o Combitube ao invés de proceder a intubação com tubo orotraqueal é o caso do COREN-BA que emitiu o PARECER COREN-BA Nº 013/2013, e o COREN-DF através do Parecer Coren Nº 022/2011 que abordam o assunto e concluem pela legalidade da ação quando praticada por enfermeiro.

No entanto outros conselhos emitiram parecer favoráveis mas, condicionados à ausência do médico ou impossibilidade deste executar o procedimento como é o caso do COREN-SC que emitiu o PARECER COREN/SC Nº 018/CT/2013 e COREN-RS que publicou a DECISÃO COREN-RS nº 128/09.

Como regra geral utiliza-se o bom senso e a avaliação da capacidade técnica e conhecimento cientifico para realização do procedimento, bem como a correta e completa documentação do mesmo no prontuário do paciente.

Quais são as indicações da Máscara Laríngea?

  1. como conduto para intubação traqueal com fibra óptica no paciente acordado;
  2. na situação de não emergência (paciente anestesiado que não pode ser intubado, mas pode ser ventilado), como via aérea definitiva para prosseguir o caso;
  3. como conduto para intubação traqueal com fibra óptica no paciente anestesiado que pode ser ventilado mas não intubado;
  4. na situação de emergência “não intubo, não ventilo”, como um dispositivo salva-vidas;
  5. como conduto para intubação traqueal nos casos “não intubo, não ventilo”.

Veja mais sobre a Máscara Laríngea em nosso canal YouTube!

 

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.