Dominando as 5 Etapas da SAEP (Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória)

A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) é uma metodologia essencial para garantir segurança, qualidade e continuidade do cuidado ao paciente cirúrgico. Por meio dela, o enfermeiro organiza e direciona suas ações com base em um processo sistemático e individualizado, assegurando que cada etapa do cuidado — do pré ao pós-operatório — seja planejada e executada de forma criteriosa.

A SAEP é composta por cinco etapas fundamentais que se interligam e formam um ciclo contínuo de assistência: visita pré-operatória, planejamento da assistência, implementação, avaliação e reformulação do plano de cuidados. Cada uma dessas fases tem papel essencial na prevenção de complicações, no apoio à equipe cirúrgica e na recuperação do paciente.

A SAEP: Um Processo Contínuo e Dinâmico

A SAEP segue a lógica do Processo de Enfermagem (PE), mas adaptada às exigências rápidas e críticas do ambiente cirúrgico.

Visita Pré-Operatória da Enfermagem (A Coleta de Dados e o Primeiro Vínculo)

Esta é a fase inicial, de avaliação e diagnóstico. É o momento de ouro para o enfermeiro construir o primeiro vínculo com o paciente, que está ansioso e vulnerável.

  • O Que Fazemos: Coletamos dados (histórico, medicações de uso contínuo, alergias, risco de queda, condição da pele, estado emocional) e realizamos o exame físico.
  • Nosso Foco: Identificar Diagnósticos de Enfermagem e riscos cirúrgicos específicos. Por exemplo: risco de hipotermia, risco de infecção, ansiedade e risco de lesão por posicionamento. Também avaliamos a compreensão do paciente sobre o procedimento (o enfermeiro não explica a cirurgia, mas avalia o entendimento do paciente).
  • Cuidados Essenciais: Orientar sobre o jejum, remoção de joias/próteses e, principalmente, reduzir a ansiedade através da informação e escuta ativa.

Planejamento da Assistência Operatória (O Mapa de Ação)

Com os diagnósticos definidos, o enfermeiro traça o plano de cuidados, estabelecendo as metas de segurança e as intervenções para o período dentro da sala de cirurgia e no pós-operatório imediato.

  • O Que Fazemos: Definimos as intervenções específicas para cada risco.
    • Exemplo: Para o diagnóstico “Risco de lesão por posicionamento”, a meta é “Manter a integridade da pele e dos nervos durante o procedimento”. A intervenção é: “Garantir o uso de coxins e suportes adequados, evitar pressão em proeminências ósseas e checar alinhamento corporal.”
  • Nosso Foco: Garantir que o plano seja individualizado. O planejamento envolve a escolha de equipamentos, a organização da sala e a alocação de recursos específicos para as necessidades daquele paciente.

Implementação da Assistência (A Execução do Plano)

Esta é a fase de ação, que ocorre no período intraoperatório e pós-operatório imediato.

  • O Que Fazemos: Colocamos o plano em prática, atuando em três frentes:
    • Circulante da Sala: Garantindo a segurança do ambiente, a contagem de compressas/instrumentos e o monitoramento da assepsia e da temperatura.
    • Instrumentador (Onde aplicável): Garantindo o manejo correto dos materiais estéreis.
    • Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA): Aplicando o plano de cuidados pós-operatórios (controle da dor, monitoramento de sinais vitais, avaliação de sangramento, escala de Aldrete e Kroulik).
  • Cuidados Essenciais: Manter a comunicação constante com a equipe cirúrgica e anestésica e registrar todas as ações e intercorrências.

Avaliação da Assistência (O Feedback Crítico)

Esta etapa ocorre logo após a implementação e é crucial para medir o sucesso das intervenções.

  • O Que Fazemos: Comparamos os resultados obtidos com as metas que foram estabelecidas na Etapa 2.
    • Exemplo: A meta de “Manter a integridade da pele” foi atingida? O paciente desenvolveu alguma lesão ou eritema? O nível de dor na SRPA foi mantido abaixo do esperado?
  • Nosso Foco: Documentar de forma clara se os objetivos foram alcançados, parcialmente alcançados ou não alcançados. Esta avaliação é o que fecha o ciclo de responsabilidade e segurança.

Reformulação da Assistência a Ser Planejada (A Melhoria Contínua)

O processo não termina na alta da SRPA. A reformulação é o princípio da melhoria contínua.

  • O Que Fazemos: Se as metas não foram atingidas (por exemplo, o paciente apresentou hipotermia ou dor intensa), a equipe deve analisar o porquê e reformular o plano.
  • Exemplo: Se a hipotermia ocorreu, a reformulação será: “Aumentar o uso de cobertores térmicos e aquecer soluções intravenosas rotineiramente para todos os pacientes com IMC < 18”.
  • Nosso Foco: Garantir que a informação (o aprendizado) seja transferida para o próximo plantão e para os cuidados pós-operatórios na unidade de internação.

Importância da SAEP para a segurança do paciente

A SAEP é uma ferramenta indispensável para promover a segurança do paciente cirúrgico, assegurando uma assistência sistematizada, humanizada e livre de improvisações.
Além de padronizar o cuidado, ela fortalece a autonomia do enfermeiro e evidencia a importância da enfermagem perioperatória dentro da equipe multiprofissional.

Por meio da SAEP, o enfermeiro atua não apenas na execução técnica, mas também como líder, educador e defensor da segurança e bem-estar do paciente.

Referências:

  1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE SALA DE OPERAÇÃO, RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (SOBECC). Práticas Recomendadas. 10. ed. São Paulo: SOBECC, 2023. (Consultar os capítulos sobre Processo de Enfermagem Perioperatório). Disponível em: https://www.sobecc.org.br/
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 358/2009: Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
  3. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
  4. SILVA, M. C. M.; OLIVEIRA, R. A. Sistematização da assistência de enfermagem no centro cirúrgico: revisão integrativa. Revista SOBECC, v. 26, n. 3, 2021. Disponível em: https://revistasobecc.emnuvens.com.br/sobecc

Classificação de Killip na SCA

A classificação de (ou Killip-Kimball) é um sistema de pontuação que desempenhou papel fundamental na cardiologia desde há mias de três décadas, tendo sido usada como um critério de classificação para muitos outros estudos.

Durante o período de evolução do IAM, a migração dos portadores de uma classe mais baixa para uma mais alta está associada independentemente com elevação da mortalidade em muitos estudos, enquanto que os que evoluem com uma baixa pontuação têm uma menor probabilidade de morrer dentro dos primeiros 30 dias.

Como surgiu a classificação de Killip?

Em Outubro de 1967, os médicos Thomas Killip e John Kimball publicam no The American Journal of Cardiology a experiência de dois anos com 250 pacientes tratados por infarto agudo do miocárdio em uma unidade coronariana. A publicação falava de um sistema que, mais tarde, ficou conhecido como classificação Killip, que usamos até hoje no cenário de síndrome coronariana aguda.

Critérios de Classificação

  • Killip 1 (81/250 pacientes): sem sinais clínicos de insuficiência cardíaca, com ausculta pulmonar normal – cerca de um terço dos pacientes;
  • Killip 2 (96/250 pacientes): achados consistentes com insuficiência cardíaca leve a moderada (presença de B3, estertores pulmonares bibasais ou distensão venosa jugular) – cerca de um terço dos pacientes;
  • Killip 3 (26/250 pacientes): IC grave ou edema pulmonar franco;
  • Killip 4 (47/250 pacientes): choque cardiogênico, em que há evidência pulmonar e sistêmica de baixo débito cardíaco.

Este estudo tem, contudo, limitações, principalmente por ter sido uma série de casos, não cega, sem desfechos objetivos, não ajustada para fatores de confusão e não validada independentemente, além de ter sido feito em uma população de 250 indivíduos.

Apesar de todas estas dificuldades mostrou-se muito útil e a classificação de Killip permanece sendo empregada.

Referências:

  1. Killip T, Kimball JT. Treatment of myocardial infarction in a coronary care unit: a two year experience of 250 patients. Am J Cardiol. 1967; 20:457-464. ISSN 0002-9149
  2. http://en.wikipedia.org/wiki/Killip class

Teste de Filkenstein

A Doença de De Quervain, também conhecida como tenossinovite estenosante dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, é uma condição dolorosa que afeta o punho, especialmente na região lateral (próxima ao polegar). Essa inflamação atinge a bainha que envolve os tendões responsáveis por movimentar o polegar, dificultando atividades simples como segurar objetos, abrir potes ou até digitar.

Um dos métodos mais utilizados para identificar essa condição é o Teste de Finkelstein, um exame clínico rápido e eficaz que ajuda a diferenciar a dor causada pela Doença de De Quervain de outras patologias que também afetam o punho e o polegar.

O Que É a Doença de Quervain? 

A Doença de Quervain, ou tenossinovite estenosante do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar, é uma inflamação dos tendões e da bainha (a “capa” que envolve os tendões) que ficam no punho, do lado do polegar. Esses tendões são essenciais para o movimento do polegar e, quando inflamados, causam dor, inchaço e dificuldade de movimento.

  • Causas Comuns: A repetição de movimentos de pinça ou preensão, como levantar um bebê, digitar no celular com o polegar, ou atividades de jardinagem, pode sobrecarregar esses tendões e levar à inflamação.

O Teste de Finkelstein: O Diagnóstico Clínico na Prática

O Teste de Finkelstein é um procedimento simples e rápido, que provoca o alongamento dos tendões inflamados para verificar se há dor. Ele é considerado positivo se o paciente sentir uma dor aguda e súbita no punho, na base do polegar.

Como o Teste é Realizado?

    1. Peça ao paciente para fechar a mão, formando um punho, com o polegar para dentro. É importante que o polegar esteja totalmente flexionado e envolvido pelos outros dedos.
    2. Peça ao paciente para desviar o punho para o lado ulnar. Ou seja, inclinar a mão para o lado oposto ao polegar, como se estivesse tentando encostar o dedo mindinho no antebraço.
    3. Avalie a resposta:
      • Teste positivo: Se essa manobra causar uma dor aguda e intensa no punho, na região dos tendões do polegar.
      • Teste negativo: Se o paciente não sentir dor ou apenas um leve desconforto sem características de dor aguda.
  • Mecanismo da Dor: A manobra de desvio ulnar estica os tendões extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar, que estão inflamados. O atrito desses tendões inchados contra a bainha apertada provoca a dor característica da Doença de Quervain.

Diagnóstico Diferencial: A Importância de um Olhar Completo

Embora o Teste de Finkelstein seja muito útil, é importante lembrar que ele é apenas uma ferramenta. A dor no punho pode ter outras causas, como a rizartrose (artrose na base do polegar) ou outras tendinites. Por isso, uma anamnese detalhada e um exame físico completo são essenciais para confirmar o diagnóstico. O médico também pode solicitar exames de imagem, como uma ultrassonografia, para visualizar a inflamação dos tendões.

Tratamento e Cuidados de Enfermagem

Após o diagnóstico, o nosso papel na enfermagem é crucial no suporte ao paciente. O tratamento para a Doença de Quervain visa reduzir a inflamação e a dor e, na maioria dos casos, não é cirúrgico.

Repouso e Imobilização:

    • Orientar o paciente: Explicar a importância de evitar os movimentos que causam a dor.
    • Uso de órtese: Orientar sobre o uso de uma órtese (tala) específica para o polegar e o punho, que ajuda a imobilizar a articulação e a diminuir a inflamação.

Manejo da Dor e Inflamação:

    • Compressas frias: Orientar a aplicação de compressas frias (gelo) na área afetada por 15-20 minutos, várias vezes ao dia, para diminuir o inchaço e a dor.
    • Medicamentos: Administrar e orientar sobre o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) orais ou tópicos.

Educação em Saúde e Prevenção:

    • Ergonomia: Ensinar o paciente sobre ergonomia no trabalho e no dia a dia. Por exemplo, a forma correta de segurar um bebê, de usar o celular, ou de segurar objetos.
    • Exercícios de Fisioterapia: Acompanhar o paciente em exercícios de alongamento e fortalecimento, que são essenciais para a recuperação e para prevenir a recorrência da doença.

Suporte em Procedimentos:

    • Infiltrações: Em casos mais persistentes, o médico pode optar por uma infiltração com corticoides. Nosso papel é de preparar o paciente, acalmá-lo, auxiliar no procedimento e orientar sobre os cuidados pós-procedimento.
    • Cirurgia: Se o tratamento conservador falhar, a cirurgia pode ser necessária. Nosso cuidado se estende ao pré e pós-operatório, com monitoramento da ferida, controle da dor e estímulo à reabilitação.

O Teste de Finkelstein é mais do que um nome na literatura médica; é uma ferramenta prática que nos ajuda a dar um nome à dor do paciente. Com nosso conhecimento, podemos não apenas diagnosticar, mas também oferecer o suporte e a educação necessários para que o paciente se recupere e retome suas atividades com mais conforto e segurança.

Referências:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA DA MÃO (SBCM). Doença de Quervain. Disponível em: https://www.cirurgiadamao.org.br/doencas-da-mao/doenca-de-quervain/.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Reabilitação da Mão. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011. (Consultar os capítulos sobre tendinopatias e reabilitação da mão). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_reabilitacao_mao.pdf.
  3. BICKLEY, L. S.; SZILAGYI, P. G.; HOFFMAN, R. M. Bates: Guia de Bolso para Exame Físico e História Clínica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. (Consultar capítulo sobre exame físico do sistema musculoesquelético).

Semicírculo de Skoda

O sinal de semicírculo de Skoda, também conhecido como timpanismo periumbilical móvel, é uma variação do sinal de Skoda usado para detectar a presença de ascite, que é o acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal, o espaço que envolve os órgãos abdominais.

Como funciona o sinal de semicírculo de Skoda

Consiste em deixar o paciente em decúbito dorsal, em que ao percutir a região central do abdome obtém-se som timpânico, enquanto na periferia há som maciço pela presença do líquido ascítico.

Interpretação do sinal de semicírculo de Skoda

  • Presença de timpanismo em todo o semicírculo: Indica um abdome normal, sem ascite.
  • Mudança de timpanismo para maciço em parte do semicírculo: Sugere a presença de ascite, especialmente quando acompanhado de outros sinais e sintomas, como aumento do abdome, inchaço e peso abdominal.

Sinal de Macicez Móvel

Ocorre em casos de ascite de médio volume. Quando o paciente está em decúbito dorsal o líquido acumula-se na região lateral do abdome, revelando timpanismo na região anterior.

Como funciona o sinal de macicez móvel

  1. Posicionamento do paciente: O paciente deita-se de costas (decúbito dorsal).
  2. Palpação profunda: O médico palpa o abdome do paciente com as mãos, pressionando profundamente na região periumbilical (ao redor do umbigo).
  3. Percepção de maciez: Na presença de ascite, o líquido ascítico se acumula nos flancos (laterais do abdome) e desloca o intestino para o centro. Ao pressionar profundamente na região periumbilical, o médico sente uma sensação de maciez, como se estivesse tocando um saco de água.
  4. Mobilidade da maciez: Ao mudar a posição do paciente, seja para o lado esquerdo ou direito, a sensação de maciez também se desloca para o lado correspondente. Isso ocorre porque o líquido ascítico é móvel e se acomoda na parte inferior do abdome, dependendo da posição do paciente.

Interpretação do sinal de macicez móvel

  • Presença de maciez móvel na região periumbilical: Sugere a presença de ascite, especialmente quando acompanhado de outros sinais e sintomas, como aumento do abdome, inchaço e peso abdominal.

Observações

  • A sensibilidade e especificidade do sinal de semicírculo de Skoda para o diagnóstico de ascite são variáveis ​​e podem ser influenciadas por fatores como a quantidade de líquido ascítico presente e a técnica utilizada pelo examinador.
  • O sinal de semicírculo de Skoda deve ser utilizado em conjunto com outros sinais, sintomas e exames físicos para um diagnóstico preciso da ascite.
  • O sinal de macicez móvel é um sinal menos sensível para o diagnóstico de ascite em comparação com outros sinais, como o sinal de Skoda ou o semicírculo de Skoda.
  • A presença do sinal de macicez móvel pode estar associada a outras condições, como tumores abdominais ou grandes cistos ovarianos.
  • O diagnóstico preciso da ascite requer avaliação médica completa, incluindo exame físico, histórico do paciente e exames complementares, como ultrassom abdominal ou paracentese (punção no abdome para remover o líquido ascítico para análise).

Referência:

  1. Manual teório de semiotécnica médica

Tríades Clássicas Médicas

Na vasta e complexa área da medicina, as tríades clássicas emergem como conjuntos de sinais e sintomas que, quando presentes em conjunto, apontam para uma determinada condição médica.

Essas associações, estabelecidas por médicos e pesquisadores ao longo dos anos, servem como ferramentas valiosas para o diagnóstico diferencial e o direcionamento do tratamento. Neste artigo, exploraremos as principais tríades clássicas, seus componentes e a importância dos cuidados de enfermagem nesse contexto.

O que são as Tríades Clássicas?

As tríades clássicas são combinações de três sinais ou sintomas que, quando ocorrem simultaneamente, sugerem fortemente a presença de uma determinada doença ou condição.

Essas associações foram observadas repetidamente em pacientes e, ao longo do tempo, se tornaram conhecidas como “tríades”. É importante ressaltar que a presença de uma tríade não confirma o diagnóstico, mas serve como um guia para investigações adicionais.

Principais Tríades Clássicas e seus Componentes

Tríade de Beck

Caracterizada por hipotensão arterial, distensão das veias jugulares e diminuição dos sons cardíacos, a tríade de Beck é fortemente sugestiva de tamponamento cardíaco.

Tríade de Cushing

Composta por hipertensão arterial, bradicardia e respiração irregular, a tríade de Cushing é um sinal de aumento da pressão intracraniana.

Tríade de Virchow

Relacionada à formação de trombos, a tríade de Virchow engloba lesão endotelial, estase sanguínea e hipercoagulabilidade.

Tríade de Charcot

Caracterizada por dor abdominal na região do hipocôndrio direito, icterícia e febre, a tríade de Charcot é sugestiva de colecistite aguda.

Tríade de Dieulafoy

Composta por hematêmese, melena e história de episódios prévios de sangramento, a tríade de Dieulafoy é associada a úlceras arteriais do estômago.

Tríade de Hutchinson

Caracterizada por ceratite intersticial, surdez e dentes em forma de cinzel, a tríade de Hutchinson é um sinal clássico de sífilis congênita.

Tríade de Horner

Composta por miose, ptose palpebral e anidrose facial, a tríade de Horner indica interrupção das fibras simpáticas para o olho.

Cuidados de Enfermagem nas Tríades Clássicas

O papel do enfermeiro é fundamental no cuidado de pacientes com suspeita de alguma das tríades clássicas. As principais ações incluem:

  • Monitorização: Realizar monitorização contínua dos sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória.
  • Coleta de dados: Obter um histórico completo do paciente, incluindo queixas, fatores de risco e medicamentos em uso.
  • Exames complementares: Colaborar com a equipe médica na coleta de exames laboratoriais e de imagem.
  • Administração de medicamentos: Administrar medicamentos prescritos pelo médico, como anti-hipertensivos, analgésicos e antibióticos.
  • Educação: Orientar o paciente e seus familiares sobre a importância do tratamento e as medidas preventivas.
  • Suporte emocional: Oferecer apoio emocional ao paciente e à família, auxiliando-os a lidar com a situação.

As tríades clássicas são ferramentas valiosas para o diagnóstico clínico, auxiliando os profissionais de saúde a identificar rapidamente condições médicas graves e direcionar o tratamento de forma adequada.

O enfermeiro, como membro fundamental da equipe de saúde, desempenha um papel crucial na assistência a esses pacientes, realizando a monitorização dos sinais vitais, coletando dados e colaborando com o médico no diagnóstico e tratamento.

Referências:

  1. Semiologia Médica – Celmo Celeno Porto – 7ª Edição. 2013. Editora Guanabara Koogan.
  2. Semiologia Médica – José Rodolfo Rocco. 1º Edição. 2010. Editora Elsevier.

Perímetro Cefálico (PC)

O perímetro cefálico (PC) é uma medida simples, mas fundamental, que consiste em circundar a cabeça de uma pessoa com uma fita métrica para determinar sua circunferência. Essa medida é especialmente importante nos primeiros anos de vida, pois reflete o tamanho e o crescimento do cérebro.

Por que o Perímetro Cefálico é Importante?

  • Crescimento cerebral: O cérebro de um bebê cresce rapidamente nos primeiros meses e anos de vida. O perímetro cefálico acompanha esse crescimento, fornecendo uma indicação visual de se o cérebro está se desenvolvendo adequadamente.
  • Detecção precoce de problemas: Desvios significativos no perímetro cefálico podem sinalizar condições médicas como microcefalia (cabeça pequena) ou macrocefalia (cabeça grande), que podem estar associadas a diversos problemas de saúde.
  • Monitoramento do desenvolvimento: O acompanhamento regular do perímetro cefálico permite aos médicos monitorar o crescimento da criança e identificar quaisquer desvios precocemente.

Medidas

A medida do perímetro cefálico é realizada da seguinte forma:

  1. Posição: A criança deve estar deitada em uma superfície plana e firme, com a cabeça em posição neutra.
  2. Fita métrica: Uma fita métrica flexível é colocada ao redor da cabeça, passando pela parte mais proeminente da testa (acima das sobrancelhas) e pela parte mais proeminente da nuca.
  3. Leitura: A medida é obtida no ponto em que a fita se encontra.

Tabela de Medidas

Sexo Meninas Meninos
Idade Medida em Centímetros Medida em Centímetros
Ao nascer 31,5 a 36,2 31,9 a 37
1 mês 34,2 a 38,9 34,9 a 39,6
2 meses 35,8 a 40,7 36,8 a 41,5
3 meses 37,1 a 42 38,1 a 42,9
4 meses 38,1 a 43,1 39,2 a 44
5 meses 38,9 a 44 40,1 a 45
6 meses 39,6 a 44,8 40,9 a 45,8
7 meses 40,2 a 45,4 41,5 a 46,4
8 meses 40,7 a 46 42 a 47
9 meses 41,2 a 46,5 42,5 a 47,5
10 meses 41,5 a 46,9 42,9 a 47,9
11 meses 41,9 a 47,3 43,2 a 48,3
1 ano 42,2 a 47,6 43,5 a 48,6
1 ano e 1 mês 42,4 a 47,9 43,8 a 48,9
1 ano e 2 meses 42,7 a 48,2 44 a 49,2
1 ano e 3 meses 42,9 a 48,4 44,2 a 49,4
1 ano e 4 meses 43,1 a 48,6 44,4 a 49,6
1 ano e 5 meses 43,3 a 48,8 44,6 a 49,8
1 ano e 6 meses 43,5 a 49 44,7 a 50
1 ano e 7 meses 43,6 a 49,2 44,9 a 50,2
1 ano e 8 meses 43,8 a 49,4 45 a 50,4
1 ano e 9 meses 44 a 49,5 45,2 a 50,5
1 ano e 10 meses 44,1 a 49,7 45,3 a 50,7
1 ano e 11 meses 44,3 a 49,8 45,4 a 50,8
2 anos 44,4 a 50 45,5 a 51
2 anos e 1 mês 44,5 a 50,1 45,6 a 51,1
2 anos e 2 meses 44,7 a 50,3 45,8 a 51,2
2 anos e 3 meses 44,8 a 50,4 45,9 a 51,4
2 anos e 4 meses 44,9 a 50,5 46 a 51,5
2 anos e 5 meses 45 a 50,6 46,1 a 51,6
2 anos e 6 meses 45,1 a 50,7 46,1 a 51,7
2 anos e 7 meses 45,2 a 50,9 46,2 a 51,8
2 anos e 8 meses 45,3 a 51 46,3 a 51,9
2 anos e 9 meses 45,4 a 51,1 46,4 a 52
2 anos e 10 meses 45,5 a 51,2 46,5 a 52,1
2 anos e 11 meses 45,6 a 51,2 46,6 a 52,2
3 anos 45,7 a 51,3 46,6 a 52,3
3 anos e 1 mês 45,8 a 51,4 46,7 a 52,4
3 anos e 2 meses 45,8 a 51,5 46,8 a 52,5
3 anos e 3 meses 45,9 a 51,6 46,8 a 52,5
3 anos e 4 meses 46 a 51,7 46,9 a 52,6
3 anos e 5 meses 46,1 a 51,7 46,9 a 52,7
3 anos e 6 meses 46,1 a 51,8 47 a 52,8
3 anos e 7 meses 46,2 a 51,9 47 a 52,8
3 anos e 8 meses 46,3 a 51,9 47,1 a 52,9
3 anos e 9 meses 46,3 a 52 47,1 a 53
3 anos e 10 meses 46,4 a 52,1 47,2 a 53
3 anos e 11 meses 46,4 a 52,1 47,2 a 53,1
4 anos 46,5 a 52,2 47,3 a 53,1
4 anos e 1 mês 46,5 a 52,2 47,3 a 53,2
4 anos e 2 meses 46,6 a 52,3 47,4 a 53,2
4 anos e 3 meses 46,7 a 52,3 47,4 a 53,3
4 anos e 4 meses 46,7 a 52,4 47,5 a 53,4
4 anos e 5 meses 46,8 a 52,4 47,5 a 53,4
4 anos e 6 meses 46,8 a 52,5 47,5 a 53,5
4 anos e 7 meses 46,9 a 52,5 47,6 a 53,5
4 anos e 8 meses 46,9 a 52,6 47,6 a 53,5
4 anos e 9 meses 46,9 a 52,6 47,6 a 53,6
4 anos e 10 meses 47 a 52,7 47,7 a 53,6
4 anos e 11 meses 47 a 52,7 47,7 a 53,7
5 anos 47,1 a 52,8 47,7 a 53,7

Quando o Perímetro Cefálico Deve Ser Medido?

O perímetro cefálico é medido regularmente nos primeiros anos de vida, especialmente nas consultas de puericultura. É importante seguir as orientações do pediatra para realizar essa medida.

Fatores que Podem Influenciar o Perímetro Cefálico

  • Genética: A genética desempenha um papel importante no tamanho da cabeça.
  • Nutrição: Uma nutrição adequada é essencial para o crescimento cerebral e, consequentemente, para o perímetro cefálico.
  • Doenças: Algumas doenças podem afetar o crescimento cerebral e, consequentemente, o perímetro cefálico.

Cuidados de Enfermagem na Medição do Perímetro Cefálico

  1. Preparo do material:
    • Fita métrica flexível e inextensível.
    • Caneta para anotar a medida.
    • Gráfico de crescimento infantil.
    • Prontuário do paciente.
  2. Posicionamento da criança:
    • A criança deve estar deitada em uma superfície plana e firme, com a cabeça em posição neutra.
    • O enfermeiro deve certificar-se de que a criança está relaxada.
  3. Técnica de medição:
    • A fita métrica deve ser passada pela parte mais proeminente da testa (acima das sobrancelhas) e pela parte mais proeminente da nuca, circundando a cabeça.
    • A fita deve ser ajustada de forma confortável, mas sem apertar.
    • A medida deve ser realizada duas vezes e a média dos valores deve ser registrada.
  4. Registro:
    • Anotar a medida obtida no prontuário do paciente, juntamente com a data da medição.
    • Comparar o valor obtido com o gráfico de crescimento infantil para verificar se está dentro dos parâmetros de normalidade.
  5. Comunicação:
    • Informar a mãe ou responsável sobre o resultado da medida e a importância de acompanhar o crescimento da criança.
    • Em caso de desvios, orientar a procurar o pediatra para avaliação e acompanhamento.

Interpretação dos Resultados

A interpretação dos resultados da medida do perímetro cefálico deve ser realizada em conjunto com outros dados clínicos e com o auxílio de um gráfico de crescimento. Desvios significativos podem indicar a necessidade de investigação mais aprofundada.

Quais as principais causas de alterações no perímetro cefálico?

  • Microcefalia: Pode ser causada por infecções congênitas, como a Zika, ou por distúrbios genéticos.
  • Macrocefalia: Pode estar associada a hidrocefalia, tumores cerebrais ou outras condições neurológicas.
  • Outras causas: Desnutrição, prematuridade e síndromes genéticas também podem influenciar o crescimento da cabeça.

Observação: É fundamental que o enfermeiro esteja atento a qualquer sinal de alerta durante a avaliação da criança, como fontanelas abauladas ou deprimidas, irritabilidade, vômitos e convulsões.

Referências:

  1. MARCONDES, E.; YUNES, J. PERÍMETRO CEFÁLICO EM CRIANÇAS ATÉ TRÊS ANOS DE IDADE. INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIOECONÔMICOS. SciELO [SNIPPET],, p. 1-9, 1973.
  2. Macchiaverni, L. M. L., & Barros Filho, A. A. (1998). Perímetro cefálico: Por que medir sempre. Revista de Medicina de Ribeirão Preto, 31(5), 595-609.
  3. Sociedade Brasileira de Pediatria

Focos de Ausculta Cardíaca

Os focos de ausculta cardíaca são pontos específicos da parede torácica anterior onde se ouvem com maior intensidade os sons produzidos pelas valvas cardíacas ao se abrirem e fecharem durante o ciclo cardíaco. Ao auscultar nesses pontos, o médico pode identificar alterações nos sons cardíacos, que podem ser um sinal de diversas doenças cardíacas.

Quais são os principais focos de ausculta?

Existem cinco focos de ausculta cardíacos principais:

  1. Foco mitral: Localizado no 5º espaço intercostal esquerdo na linha hemiclavicular, corresponde ao ictus cordis. É o local onde melhor se ouvem os sons da valva mitral.
  2. Foco tricúspide: Situado na base do apêndice xifóide ligeiramente para a esquerda. É o local ideal para auscultar os sons da valva tricúspide.
  3. Foco aórtico: Localizado no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. É o ponto onde se ouvem os sons da valva aórtica.
  4. Foco pulmonar: Situado no 2º espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno. É o local onde se ouvem os sons da valva pulmonar.
  5. Foco aórtico acessório (ponto de Erb): Localizado no 3º espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal. É um ponto adicional onde se podem ouvir melhor as alterações da valva aórtica.

Por que é importante auscultar os focos cardíacos?

A ausculta cardíaca é um exame fundamental para a avaliação do sistema cardiovascular. Através dela, o médico pode:

  • Identificar as bulhas cardíacas: As bulhas cardíacas são sons produzidos pelo fechamento das valvas cardíacas. Alterações nas bulhas podem indicar problemas nas valvas ou no músculo cardíaco.
  • Detectar sopros cardíacos: Sopros são ruídos anormais causados pelo turbilhonamento do sangue dentro do coração. Eles podem indicar a presença de valvulopatias, defeitos congênitos do coração ou outras doenças cardíacas.
  • Acompanhar a evolução de doenças cardíacas: A ausculta cardíaca permite acompanhar a evolução de doenças cardíacas e avaliar a eficácia do tratamento.

O que pode alterar os sons cardíacos?

Diversos fatores podem alterar os sons cardíacos, como:

  • Doenças cardíacas: Valvulopatias, cardiomiopatias, defeitos congênitos do coração.
  • Alterações na frequência cardíaca: Taquicardia, bradicardia.
  • Alterações na pressão arterial: Hipertensão, hipotensão.
  • Posição do paciente: A posição do paciente pode influenciar a intensidade dos sons cardíacos.
  • Presença de líquidos no pericárdio: Pericardite.

Referências:

  1. Macedo, J. L. S. de ., Santos Neto, L., & Macedo, V.. (1994). A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DOS ACHADOS DO EXAME FÍSICO DO APARELHO CARDIOVASCULAR. Revista Brasileira De Educação Médica, 18(2), 55–60. https://doi.org/10.1590/1981-5271v18.2-002

Abdômen Inocente: Entenda este termo!

Abdômen inocente é um termo utilizado na área médica para descrever um exame físico abdominal que não apresenta sinais de doença ou anormalidades. Em outras palavras, quando um médico examina o abdômen de um paciente e não encontra dor, rigidez, massas, ou outros sinais de inflamação ou doença, ele pode descrever o exame como “abdômen inocente”.

O que isso significa na prática?

  • Ausência de sinais de alerta: Não há indícios de apendicite, úlcera perfurada, obstrução intestinal ou outras condições que causariam dor abdominal, inchaço ou sensibilidade.
  • Exame físico normal: O médico não palpa órgãos aumentados, não identifica massas e não provoca dor ao pressionar a região abdominal.
  • Ruídos intestinais normais: Os ruídos produzidos pela movimentação dos gases e líquidos no intestino são audíveis e normais.

É importante ressaltar que:

  • Não é sinônimo de ausência de doença: Um abdômen inocente não garante que o paciente esteja completamente saudável. Algumas doenças podem não apresentar sintomas abdominais ou podem ter sintomas mais sutis.
  • É um achado preliminar: O diagnóstico médico se baseia em uma combinação de fatores, incluindo a história clínica do paciente, os resultados de exames complementares (como exames de sangue, imagem) e a avaliação de outros sistemas do corpo.

Quando o termo é usado?

O termo “abdômen inocente” é comumente utilizado em:

  • Relatórios médicos: Para descrever o resultado de um exame físico abdominal.
  • Histórias clínicas: Para documentar a ausência de sinais de doença abdominal.
  • Emergências médicas: Para diferenciar casos de dor abdominal aguda que exigem investigação imediata daqueles que podem ter causas mais benignas.

Conclusão

“Abdômen inocente” é um termo que indica um exame físico abdominal normal, sem sinais de doença. No entanto, é fundamental lembrar que este achado deve ser interpretado em conjunto com outros dados clínicos para chegar a um diagnóstico preciso.

Referência:

  1. Dra. Daniela Bouzas

Sinal de Homans

O sinal de Homans é um sinal médico de desconforto ou dor na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé. É causado por uma trombose das veias profundas da perna (trombose venosa profunda). Recebe este nome em homenagem ao médico americano John Homans.

No Sinal de Homans, o examinador faz um movimento de dorsiflexão do pé para avaliação realizada no membro inferior.

Em geral, quando a dor é positiva, o paciente refere dor na panturrilha. Contudo,é válido ressaltar que o diagnóstico deve ser corroborado por outros sinais e sintomas e exames específicos, pois esse sinal não é diagnóstico definitivo de tromboflebite, já que a dor relatada também pode ser causada por estiramento muscular.

Referências:

  1. Lopes, AC et al. Tratado de Clínica Médica. 3a ed. São Paulo: Roca, 2016.
  2. Longo, DL et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine. 19th ed. New York:McGraw-Hill, 2015.
  3. Medicina de emergências: abordagem prática / Herlon Saraiva Martins, Rodrigo Antonio Brandão Neto, lrineu Tadeu Velasco. –11. ed. rev. e atual. — Barueri, SP: Manole, 2017.
  4. Medicina de emergência: revisão rápida / editores Herlon Martins…[et al.]. – Barueri, SP: Manole, 2017.

Tipos de Sons da Percussão Abdominal

A percussão abdominal é uma técnica utilizada no exame físico para avaliar as estruturas internas do abdome. Ao percutir (ou seja, bater) sobre a superfície abdominal, os médicos podem identificar diferentes tipos de sons, cada um com significados específicos.

Os Tipos de Sons da Percussão

Som Timpânico:

    • Descrição: O som timpânico é semelhante ao som produzido quando percutimos uma área vazia, como o estômago.
    • Causa: É obtido sobre áreas com ar, como o intestino delgado.
    • Significado: Indica a presença de cavidades vazias.

Som Hipertimpânico:

    • Descrição: Esse som é ainda mais agudo e ressonante do que o som timpânico.
    • Causa: Pode ser ouvido sobre áreas com excesso de ar, como o intestino delgado distendido.
    • Significado: Sugere distensão intestinal ou obstrução.

Som Submaciço:

    • Descrição: É um som intermediário entre o som timpânico e o som maciço.
    • Causa: Pode ser encontrado em áreas com conteúdo sólido ou líquido, como o fígado ou o baço.
    • Significado: Indica a presença de órgãos sólidos ou líquidos.

Som Maciço:

    • Descrição: Esse som é obtido quando percutimos áreas densas, como o fígado ou o baço.
    • Causa: Resulta da presença de tecido sólido.
    • Significado: Sugere a presença de órgãos sólidos.

A percussão abdominal é apenas uma das técnicas usadas no exame físico.

Além da percussão, a palpação (toque) e a ausculta (escuta dos sons internos) também são importantes para avaliar o abdome.

Referências:

  1. PORTO, Celmo Celeno. Exame clínico: bases para a prática médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
  2. LÓPEZ, Mario, LAURENTYS S., MEDEIROS, José de. Semiologia Médica: As bases do diagnóstico clínico. 5. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2004.