Teste de Perfusão Capilar ou Tempo de Enchimento Capilar (TEC)

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 04/09/2026.

Em poucos segundos, a pressão sobre uma unha pode revelar que a perfusão periférica não está acompanhando o estado clínico do paciente. O tempo de enchimento capilar (TEC) é simples, rápido e não exige equipamento, mas seu verdadeiro valor está na comparação seriada e na interpretação junto aos demais sinais de perfusão.

O que é o tempo de enchimento capilar?

O TEC corresponde ao tempo necessário para o retorno da cor após a compressão de uma área periférica até ocorrer o branqueamento. Tradicionalmente, a avaliação é realizada em um leito ungueal ou outra região adequada, observando o tempo de reperfusão após a liberação da pressão.

É um exame clínico indireto da perfusão periférica. Por isso, um resultado prolongado pode sugerir hipoperfusão, vasoconstrição periférica ou outras alterações circulatórias, mas não identifica sozinho a causa do problema.

Afinal, qual TEC é normal?

Não existe um único valor que possa ser aplicado de forma idêntica a todos os pacientes e situações. Em adultos hospitalizados, o NICE considera TEC superior a 2 segundos como um dos sinais que podem indicar hipovolemia e necessidade de avaliação para possível ressuscitação volêmica. Entretanto, o resultado deve ser interpretado dentro do contexto clínico, porque temperatura, idade, técnica e condições vasculares periféricas podem modificar a medida.

Na sepse e no choque séptico, as diretrizes internacionais de 2026 sugerem utilizar o TEC para auxiliar a avaliação e a monitorização da ressuscitação, sempre associado a outras medidas de perfusão. Um TEC alterado pode trazer uma informação diferente daquela fornecida isoladamente pela pressão arterial ou pelo lactato.

Como realizar o teste

Escolha um local adequado, observe inicialmente a coloração e a temperatura da extremidade e aplique pressão suficiente para provocar o branqueamento. Após liberar, observe o retorno da cor.

O ponto mais importante é padronizar a técnica dentro do serviço. A duração e a intensidade da pressão, o local escolhido e a forma de medir o tempo podem alterar o resultado. Quando o acompanhamento é seriado, utilizar o mesmo método torna a comparação mais útil.

O ambiente também interfere

Um TEC prolongado não significa automaticamente choque. A exposição ao frio pode provocar vasoconstrição periférica e retardar o retorno da cor. Iluminação inadequada, alterações vasculares periféricas, edema, idade e diferenças na técnica de avaliação também podem interferir na observação.

Características da pele e as condições de iluminação merecem atenção especial. Se a mudança de cor não puder ser avaliada com segurança no local escolhido, a interpretação deve considerar outras áreas e outros sinais clínicos, evitando conclusões baseadas apenas em uma medida difícil de observar.

O TEC não substitui a avaliação do paciente

Um paciente pode apresentar pressão arterial aparentemente aceitável e, ainda assim, demonstrar sinais periféricos de hipoperfusão. Da mesma forma, um TEC prolongado isoladamente não confirma sepse, choque ou hipovolemia.

A avaliação ganha força quando o resultado é relacionado à temperatura das extremidades, frequência cardíaca, pressão arterial, nível de consciência, diurese, aspecto da pele, lactato e evolução clínica. As recomendações atuais para sepse são claras ao tratar o TEC como medida complementar, e não como um parâmetro que deve decidir sozinho a conduta.

Duas situações concretas da assistência

Situação 1

Durante a avaliação de um paciente com infecção e piora do estado geral, a enfermagem observa extremidades frias e TEC prolongado em comparação com a avaliação anterior. Mesmo antes de ocorrer uma queda importante da pressão arterial, essa mudança periférica é um dado relevante e deve ser integrada aos demais sinais de possível hipoperfusão e comunicada à equipe.

Situação 2

Em outro paciente, o TEC parece prolongado durante uma madrugada fria, mas as extremidades estão muito geladas. Após medidas para melhorar o conforto térmico e nova avaliação padronizada, o resultado muda. Essa situação mostra por que registrar apenas “TEC 4 segundos” sem considerar as condições da avaliação pode levar a interpretações inadequadas.

Cuidados de enfermagem

Ao avaliar o TEC, observe o ambiente, a temperatura das extremidades e possíveis fatores que dificultem a visualização. Sempre que possível, utilize uma técnica padronizada e compare o resultado com avaliações anteriores.

Registre o valor encontrado, o local utilizado e os sinais associados quando houver alteração. Um TEC prolongado acompanhado de extremidades frias, alteração do nível de consciência, oligúria, hipotensão ou piora clínica merece atenção e comunicação imediata conforme a gravidade e o protocolo institucional.

Mais útil do que registrar apenas “TEC aumentado” é documentar, por exemplo: “TEC em polpa digital de aproximadamente 4 segundos, bilateral, extremidades frias, associado a piora da perfusão periférica em comparação com avaliação anterior”. A tendência clínica pode ser tão importante quanto um valor isolado.

O que guardar para a prática

O TEC continua sendo uma ferramenta valiosa justamente porque pode ser realizado rapidamente à beira do leito. Seu limite é também sua principal lição: um número isolado não diagnostica o paciente. Quando a técnica é consistente e o resultado é comparado com o exame clínico completo, o tempo de enchimento capilar pode ajudar a reconhecer precocemente alterações da perfusão.

Resumo para salvar

TEC: O Sinal Que Pode Alertar

  • O TEC avalia indiretamente a perfusão periférica e deve ser interpretado no contexto clínico
  • Valores acima de 2 segundos podem indicar necessidade de investigação em determinados contextos adultos
  • Temperatura, técnica, iluminação e condições vasculares podem alterar o resultado
  • O TEC ganha mais valor quando acompanhado de outros sinais e comparado de forma seriada

Referências:

  1. SINGER, Mervyn et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 2026. Intensive Care Medicine, 2026. Disponível em: Springer Nature – Diretrizes Surviving Sepsis Campaign 2026. 
  2. SOCIETY OF CRITICAL CARE MEDICINE. Surviving Sepsis Campaign Adult Guidelines. Mount Prospect: SCCM, 2026. Disponível em: SCCM – Surviving Sepsis Campaign Adult Guidelines. 
  3. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. Intravenous fluid therapy in adults in hospital. NICE Guideline CG174. Londres: NICE. Disponível em: NICE – Intravenous fluid therapy in adults in hospital. Acesso em: 4 set. 2026.
  4. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. Suspected sepsis in people aged 16 or over: recognition, assessment and early management. NICE Guideline NG253, 2025. Londres: NICE. Disponível em: NICE – Suspected sepsis in adults. Acesso em: 4 set. 2026.
  5. KING, David; MORTON, Richard; BEVAN, Clare. How to use capillary refill time. Archives of Disease in Childhood: Education & Practice Edition, v. 99, n. 3, p. 111–116, 2014.
  6. FLEMING, Sarah et al. The diagnostic value of capillary refill time for detecting serious illness in children: a systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, v. 10, n. 9, e0138155, 2015.

Método SOAP

O método SOAP, foi criado pelo Dr. Lawrence (“Larry”) Weed em 1966, é um método de anotação utilizado como método de organizar a evolução dos enfermeiros em prontuário, padronizando os registros com fases sequenciadas.

Os dados objetivos são anotados em evolução após a análise dos dados subjetivos e assim sucessivamente, obedecendo às outras etapas de avaliação e prescrição nesta ordem.

É um instrumento proposto que não impede a liberdade do enfermeiro na evolução diária em prontuário, auxiliando nas etapas que devem constar em prontuário.

O SOAP é assim distribuído:

  • S – Subjetivo (informação do paciente);
  • O – Objetivo: observações clínicas e resultados de exames;
  • A – Avaliação: análise explica os significados dos dados subjetivos;
  • P – Prescrição/Plano: decisão sobre a conduta a ser tomada (PINHA, 2007). Cabe ressaltar que esta autora traz a letra P do SOAP, como prescrição e não plano.

O paciente conta, na entrevista, a história de acordo com sua visão e nos relata a sua experiência com aqueles sinais e sintomas. Cabe a nós profissionais, conduzir essa entrevista com perguntas (quanto mais abertas, melhor), para entender as necessidades do paciente e para iniciar o raciocínio clínico.

O Método SOAP na Enfermagem

O COREN/SP, em seu Parecer 056/2013 – CT, considera que:

“o método SOAP baseia-se num suporte teórico que orienta a coleta de dados, o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem, o planejamento das ações ou intervenções e fornece dados para a avaliação dos resultados de enfermagem, assim sendo, contempla o Processo de Enfermagem e pode ser utilizado para registro no prontuário.”

Este parecer foi embasado no Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que regulamenta a Lei 7.498, de 25 de junho de 1986, no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e na Resolução COFEN 358/09, de 15 de outubro de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem.

Neste Parece, o COREN/SP entende que “o registro de enfermagem expressa todas as ações desenvolvidas na assistência prestada ao paciente”. O COREN/SP utilizou como fundamentação e análise da situação diversos autores de renome na área.

O método SOAP pode ser empregado como instrumento auxiliar na operacionalização da SAE, possibilita organizar registros de enfermagem em etapas sequenciadas  (Rodrigues/ABEn).

Referências:

  1. RESPOSTA TÉCNICA Nº 002/2020/COREN-DF
  2. Protocolo e Normas de procedimentos de enfermagem

Sinal de Rovsing

Os sinais clínicos da apendicite aguda vão depender da localização do órgão e do momento em que o paciente vai procurar assistência médica.

Um recurso propedêutico interessante o Sinal de Rovsing:

A palpação do quadrante inferior esquerdo do abdômen do paciente resultar em dor no quadrante inferior direito, diz-se que o paciente é positivo para o sinal de Rovsing.

Essa palpação é realizada procurando-se “ordenhar” o intestino grosso, a partir do sigmóide, retrogradamente, em direção ao cólon descendente, transverso e finalmente ascendente, onde o acúmulo de gases e/ou fezes gera a dor pois é aí que se encontra o apêndice.

Referência:

  1. Pebmed

Biotipologia

Os seres humanos apresentam a característica de ter uma grande variabilidade corporal, elas podem ser do tipo Extremo e do tipo Médio. As do tipo extremo são Longilíneos e Brevilíneos, a do tipo médio é Mediolíneos/normolíneos.

Segundo Dangelo & Fattini (2007), os Longilíneos tem a característica de serem magros, geralmente altos, membros longos comparados a altura dos ombros.

Os Brevilíneos geralmente são baixos, pescoço curto e membros pequenos em relação a altura dos ombros e tronco mais largo que os outros tipos.

Os Mediolíneos/normolíneos tem a característica de transição entre os outros dois tipos.

Nepomuceno (2009) menciona algumas características de cada Biótipo:

Longilíneo:

  • Pescoço longo e delgado,Tórax afilado
  • Membros alongados com franco predomínio sobre o tronco
  • Musculatura delgada e panículo adiposo pouco desenvolvido
  • Tendência para estatura elevada

Mediolíneo:

  • Equilíbrio entre os membros e o tronco
  • Desenvolvimento harmônico da musculatura e distribuição adiposa

Brevilíneo

  • Pescoço curto e grosso, Tórax alargado e volumoso
  • Membros curtos em relação ao tronco
  • Musculatura desenvolvida e panículo adiposo espesso
  • Tendência para baixa estatura

Referências:

  1. ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez. 2001.
  2. BERARDINELLI, Waldemar. Biotipologia: constituição, temperamento, caracter. 3.ed. modificada e aumentada. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1936.
  3. BERARDINELLI, Waldemar. Noções de biotipologia: constituição, temperamento, caracter. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1933.
  4. BLAKE, Stanley E. The vigorous core of our nationality: race and regional identity in northeastern Brazil. Pittsburg: University of Pittsburg Press. 2011

Ruídos Hidroaéreos: Saiba Interpretar

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 06/09/2026.

Na avaliação abdominal, ouvir um “barulho” não é suficiente para dizer que o intestino está funcionando bem. O verdadeiro valor dos ruídos hidroaéreos (RHA) está em relacionar o que se escuta com aquilo que o paciente apresenta.

O que são os ruídos hidroaéreos?

Os RHA, também chamados de ruídos intestinais ou peristálticos, são sons produzidos pela movimentação de gases, líquidos e conteúdo intestinal através do trato gastrointestinal. Podem ser percebidos como estalos, cliques, borbulhamentos ou sons mais prolongados, com frequência e intensidade variáveis.

Eles refletem a atividade motora do intestino, mas não funcionam como um “medidor” preciso do peristaltismo. Um paciente pode apresentar sons audíveis mesmo com motilidade intestinal comprometida, e a presença de RHA não confirma que o trânsito intestinal esteja normal.

Como realizar a ausculta

No exame abdominal, a sequência recomendada começa pela inspeção, seguida da ausculta e só depois da percussão e palpação. A manipulação do abdome pode modificar a atividade intestinal e interferir no que será auscultado.

Com o paciente confortavelmente em decúbito dorsal, utiliza-se o diafragma do estetoscópio com pressão suave. Tradicionalmente, inicia-se pelo quadrante inferior direito e segue-se pelos demais quadrantes. Atualmente, porém, não há necessidade de transformar a ausculta em uma contagem rígida de “5, 10 ou 35 ruídos por minuto”, porque a atividade intestinal varia consideravelmente.

RHA normais, aumentados ou diminuídos

Os sons podem ser descritos conforme presença, frequência aproximada e características, evitando classificações excessivamente rígidas.

Os chamados ruídos hiperativos podem ocorrer quando há aumento da atividade intestinal, como em alguns quadros de diarreia e, especialmente, em fases de determinadas obstruções mecânicas. Sons mais agudos ou “tilintantes” podem aparecer em obstruções, mas esse achado possui baixa precisão diagnóstica quando considerado isoladamente.

Já os ruídos hipoativos ou ausentes podem aparecer no íleo, após determinadas cirurgias, em processos inflamatórios e em outras situações que reduzem a motilidade. A ausência verdadeira de sons, entretanto, não deve ser declarada rapidamente apenas porque o estetoscópio ficou alguns segundos sobre o abdome. Protocolos de ensino recomendam um período prolongado de ausculta quando os sons não são identificados.

Um ponto importante para provas e para a prática: não existe um número universal de RHA por minuto que, sozinho, defina normalidade ou doença. A classificação tradicional em “hipoativo, normoativo e hiperativo” pode ser usada na documentação conforme protocolo institucional, mas deve ser interpretada com cautela.

Quando o achado realmente chama atenção

O contexto é o que muda a importância do achado.

Paciente com distensão abdominal, dor progressiva, vômitos e dificuldade para eliminar gases ou fezes merece avaliação cuidadosa, independentemente de haver ruídos aumentados ou diminuídos. Na suspeita de obstrução intestinal, por exemplo, a ausculta pode acrescentar informação, mas não deve determinar sozinha a conduta.

Imagine um paciente no pós-operatório abdominal que passa a apresentar distensão, náuseas, vômitos e ausência de eliminação de gases. Encontrar poucos ruídos hidroaéreos é relevante, mas o dado ganha muito mais peso quando aparece junto dessas alterações clínicas. Nesse cenário, a enfermagem deve comunicar a mudança e acompanhar a evolução, em vez de registrar apenas “RHA hipoativos”.

Da mesma forma, um paciente com cólica intensa e distensão pode apresentar ruídos agudos e frequentes. Isso pode ocorrer em uma obstrução, mas não permite concluir o diagnóstico apenas pelo estetoscópio. A avaliação precisa avançar para o conjunto de sinais e sintomas e, quando indicado, para exames complementares. Estudos mostram baixa sensibilidade e baixa concordância entre profissionais na interpretação dos sons intestinais.

RHA e íleo paralítico

No íleo paralítico, há redução importante da motilidade intestinal, podendo ocorrer distensão, náuseas, vômitos e redução ou ausência dos ruídos. O quadro é especialmente relevante no período pós-operatório, em pacientes críticos e em situações associadas a alterações metabólicas ou uso de medicamentos que diminuem a motilidade.

Mas há uma armadilha importante: o retorno dos ruídos não significa necessariamente que o íleo tenha resolvido. A evolução deve considerar também dor, distensão, eliminação de gases e fezes, tolerância alimentar, vômitos e o estado clínico geral.

O que a enfermagem deve registrar

Na prática, uma anotação útil é mais informativa do que simplesmente escrever “RHA +++/IV”.

Registre a presença ou ausência dos sons, sua característica geral quando relevante e, principalmente, associe o achado aos demais elementos da avaliação: distensão abdominal, dor, náuseas, vômitos, evacuação, eliminação de flatos, aceitação da dieta e alterações dos sinais vitais.

Quando houver mudança importante do padrão abdominal, piora da dor, distensão progressiva, vômitos persistentes, sinais de irritação peritoneal ou alteração hemodinâmica, a prioridade é comunicar e investigar a causa, não repetir a ausculta indefinidamente.

Cuidados de enfermagem

A ausculta abdominal deve ser realizada com técnica adequada e integrada à avaliação física completa. Antes de palpar ou percutir, observe o abdome e procure distensão, cicatrizes, abaulamentos e movimentos visíveis.

Na presença de alterações dos RHA, acompanhe a tendência e o quadro clínico. Observe especialmente dor abdominal, aumento do perímetro abdominal, vômitos, eliminação de gases e fezes e mudanças nos sinais vitais.

Evite interpretar RHA isoladamente como diagnóstico de obstrução ou íleo. A literatura mostra que a precisão da ausculta é limitada e que decisões clínicas importantes não devem depender apenas desse achado.

! Atenção na Prova Para guardar para a prova

RHA são sons produzidos pela movimentação de gases e líquidos no trato gastrointestinal.

A ausculta faz parte do exame abdominal e deve preceder palpação e percussão.

RHA aumentados podem aparecer em algumas obstruções e na diarreia; RHA diminuídos ou ausentes podem ocorrer no íleo, mas nenhum desses achados, isoladamente, confirma o diagnóstico.

E talvez essa seja a informação mais importante: não ouvir ruídos não significa automaticamente intestino parado, assim como ouvir ruídos não garante trânsito intestinal normal. O exame físico precisa ser interpretado em conjunto com a história, os sintomas e a evolução do paciente.

Resumo para salvar

Ruídos Hidroaéreos

  • RHA são produzidos pelo movimento de gases e líquidos no intestino
  • A ausculta deve ocorrer antes da palpação e percussão
  • RHA isoladamente não confirmam obstrução ou íleo
  • Sempre relacione os sons aos demais achados clínicos

Referências:

  1. TAN, Laura; et al. Abdomen – Auscultation. In: Introduction to Health Assessment for the Nursing Professional. Toronto: Toronto Metropolitan University, 2024. Disponível em: Toronto Metropolitan University – Abdominal Auscultation.
  2. MAYUMI, T. et al. Practice Guidelines for Primary Care of Acute Abdomen 2015. Journal of Hepato-Biliary-Pancreatic Sciences, 2016. Disponível em: Journal of Hepato-Biliary-Pancreatic Sciences.
  3. BICKLEY, Lynn S. Bates’ Guide to Physical Examination and History Taking. 14. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2025. Disponível em: Bates Physical Examination Resources.
  4. GU, Yuqi; LIM, Hyun Ja; MOSER, Michael A. J. How useful are bowel sounds in assessing the abdomen? Digestive Surgery, v. 27, n. 5, p. 422-426, 2010. DOI: 10.1159/000319372. Disponível em: PubMed – How useful are bowel sounds?.
  5. KALIL, A. C. et al. Gastrointestinal function in intensive care patients: terminology, definitions and management. Intensive Care Medicine, 2012. Disponível em: Springer – ESICM recommendations. 
  6. BREUM, B. M.; RUD, B.; KIRKEGAARD, T.; NORDENTOFT, T. Accuracy of abdominal auscultation for bowel obstruction. World Journal of Gastroenterology, v. 21, n. 34, p. 10018-10024, 2015. Disponível em: PubMed Central – Accuracy of abdominal auscultation for bowel obstruction.

Prova Técnico de Enfermagem: O Que Estudar?

provas tecnico enfermagem

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 01/10/2026.

Estudar para uma prova de técnico de enfermagem não é tentar decorar tudo o que existe na profissão. O ponto é reconhecer quais conhecimentos aparecem com mais frequência nos conteúdos programáticos e saber aplicá-los em situações clínicas e práticas. E existe uma diferença importante: concurso, processo seletivo hospitalar e prova prática podem cobrar conteúdos diferentes.

O que estudar primeiro

Comece pelos fundamentos que sustentam várias outras questões: segurança do paciente, higiene e conforto, sinais vitais, exame físico básico, administração de medicamentos, cálculo de doses, prevenção e controle de infecções, registros de enfermagem, procedimentos e biossegurança.

A legislação profissional também merece atenção. A Lei nº 7.498/1986 e o Decreto nº 94.406/1987 regulamentam o exercício da enfermagem e estabelecem as atribuições dos diferentes profissionais. Já o Código de Ética orienta direitos, deveres, responsabilidades e condutas profissionais.

Outro bloco importante envolve SUS e saúde pública. Revise princípios e diretrizes do SUS, atenção à saúde, vigilância, imunização, prevenção de agravos e organização dos serviços. Universalidade, equidade e integralidade continuam sendo conceitos fundamentais para questões teóricas.

Processo de Enfermagem mudou

Esse é um ponto que pode fazer diferença para quem estudou por materiais antigos. A Resolução Cofen 736/2024 estabelece cinco etapas do Processo de Enfermagem: Avaliação, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento, Implementação e Evolução.

Para o técnico de enfermagem, é importante compreender que sua participação ocorre com Anotações de Enfermagem, implementação dos cuidados prescritos e checagem, sob supervisão e orientação do enfermeiro. O Diagnóstico e a Prescrição de Enfermagem são atribuições privativas do enfermeiro.

Por isso, se uma questão apresentar “SAE” ou “Processo de Enfermagem” como se fossem exatamente a mesma coisa, atenção ao contexto e à legislação mais recente. A própria atualização do Cofen diferencia conceitualmente a Sistematização da Assistência de Enfermagem do Processo de Enfermagem.

Medicamentos e cálculos continuam decisivos

Revise conversão de unidades, cálculo de dose, diluição e rediluição quando aplicáveis, gotejamento, bombas de infusão, insulina e interpretação segura da prescrição. Mais importante do que decorar uma fórmula é saber identificar dose disponível, dose prescrita, volume final e unidade de medida.

Em uma questão prática, por exemplo, a prescrição pode trazer uma dose em mg enquanto a apresentação está em mg/mL. O candidato precisa organizar os dados antes de calcular; um erro de unidade pode produzir uma resposta numericamente correta para uma pergunta que foi interpretada de maneira errada.

Também revise os princípios de segurança na administração de medicamentos e a identificação correta do paciente. Em uma simulação de administração, pode aparecer uma prescrição aparentemente simples, mas com dois medicamentos de nomes ou apresentações semelhantes. A conferência do paciente, prescrição, rótulo, dose, via e demais elementos de segurança pode ser justamente o ponto avaliado.

Urgência, emergência e paciente crítico

PCR e RCP, choque, insuficiência respiratória, síndrome coronariana aguda, AVC, sepse, distúrbios glicêmicos, intoxicações e atendimento inicial ao trauma formam um conjunto importante para quem pretende trabalhar em ambiente hospitalar.

Na RCP, não estude apenas a sequência decorada. As diretrizes AHA 2025 atualizaram recomendações para ressuscitação de adultos, pediatria, situações especiais e cuidados pós-parada. Isso torna materiais antigos de RCP particularmente suscetíveis a conter condutas que já foram modificadas.

Outros assuntos que podem aparecer

O conteúdo programático varia conforme o edital ou processo seletivo. Entre os grandes grupos que podem ser cobrados estão:

  • Fundamentos: sinais vitais, higiene, conforto, mobilização, prevenção de lesões, dispositivos e procedimentos.
  • Centro cirúrgico e CME: períodos perioperatórios, segurança, materiais, processamento de produtos para saúde e prevenção de infecções.
  • Saúde da mulher e da criança: pré-natal, parto, puerpério, urgências obstétricas, crescimento e desenvolvimento e cuidados ao recém-nascido.
  • Clínica médica e cirúrgica: doenças cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, gastrointestinais, renais, endócrinas e infecciosas.
  • Feridas: avaliação, prevenção de lesões, tipos de cobertura e cuidados com a pele.
  • Biossegurança: precauções, riscos ocupacionais, resíduos, materiais perfurocortantes e medidas de proteção. A NR-32 estabelece diretrizes de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde.

E se houver prova prática?

A prova prática pode avaliar muito mais do que a execução mecânica de uma técnica. Dependendo do processo seletivo, podem ser observados preparo do material, identificação do paciente, higiene das mãos, comunicação, segurança, execução do procedimento, organização e registro.

Um cenário possível é receber uma prescrição para administrar um medicamento e precisar demonstrar desde a leitura correta até a identificação do paciente, preparo, administração e acompanhamento da resposta. Outro pode envolver uma situação de emergência em que o candidato precisa reconhecer a alteração, pedir ajuda e iniciar as medidas previstas no protocolo.

Não existe uma lista universal de procedimentos para todas as provas práticas. O edital, o perfil do serviço e o regulamento da seleção devem orientar a preparação.

Cuidados de enfermagem que também caem

Não estude somente “a técnica”. Questões e avaliações práticas podem explorar segurança do paciente, comunicação, identificação, registros, ética, biossegurança e reconhecimento de alterações clínicas.

Na hora de estudar, transforme cada procedimento em quatro perguntas: por que fazer, quando fazer, como fazer com segurança e o que observar depois? Esse raciocínio ajuda tanto na prova teórica quanto na prática.

Também vale conferir a legislação diretamente nas fontes oficiais, principalmente quando o material de estudo for antigo. Normas profissionais e protocolos podem ser atualizados, e uma questão baseada em legislação não deve ser respondida apenas pela memória de apostilas antigas.

Resumo para salvar

Prova Técnico de Enfermagem: O Que Estudar

  • Revise fundamentos, medicamentos, SUS e legislação
  • Estude o Processo de Enfermagem conforme a Resolução 736/2024
  • Prepare-se para questões clínicas e situações práticas
  • Confira sempre o edital e as normas atualizadas

Temos aqui em nosso blog simulados para provas admissionais institucionais e para concursos na área da saúde. Que tal testar seu conhecimento agora mesmo?

Te desejamos sorte em sua jornada, e sucesso em seu novo emprego!

Assista ao vídeo para mais dicas!

Referências:

  1. BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Brasília, DF, 1986. Lei nº 7.498/1986 – Planalto
  2. BRASIL. Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498/1986. Brasília, DF, 1987. Decreto nº 94.406/1987 – Planalto
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564, de 6 de novembro de 2017. Aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF, 2017. Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – Cofen
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem. Brasília, DF, 2024. Resolução Cofen nº 736/2024 – Cofen
  5. BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR-32: Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Brasília, DF. NR-32 atualizada – Ministério do Trabalho e Emprego
  6. AMERICAN HEART ASSOCIATION. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Dallas: AHA, 2025. Diretrizes AHA 2025 para RCP e ECC

O Teste do “Coraçãozinho”

O “Teste do Coraçãozinho” pode ser entendido como uma oximetria de pulso em recém-nascidos. Constitui-se de um exame simples, indolor e rápido que deve fazer parte da triagem de rotina de todos os recém-nascidos, pois é importante para o diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica.

Consiste em um exame não invasivo realizado com um aparelho chamado oxímetro de pulso, encostando-se o sensor, que mede a oxigenação do sangue, na mão direita e em um dos pés do recém-nascido.

O resultado é normal se o aparelho registrar nível de oxigenação maior ou igual a 95% nas duas extremidades e diferença menor que 3% entre as medidas do membro superior direito e do membro inferior.

Se o resultado for menor que 95% ou houver uma diferença maior ou igual a 3% entre as extremidades, o teste é repetido após 1 hora.

Persistindo o resultado, a criança deverá ser submetida a uma ecocardiografia dentro das 24 horas seguintes e passará a receber acompanhamento cardiológico.

O teste deve ser realizado nos primeiros dias de vida do recém-nascido, preferencialmente na mesma ocasião dos demais testes de triagem neonatal (pezinho, olhinho e orelhinha).

Pareceres COREN

PARECER COREN – BA N⁰ 010/2014; Parecer Técnico 07/2017 Coren MS; PARECER COREN/SC Nº 002/CT/2016

Os profissionais de enfermagem (Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem) possuem competência ética e legal para realização do Teste do Coraçãozinho. Para a execução do procedimento ressaltamos a necessidade de capacitação técnica dos profissionais e da adoção de protocolos de boas práticas, devidamente reconhecidos pela equipe e assinados pelo responsável técnico do serviço.

Referências

  1. Pareceres Regionais dos CORENS;
  2. https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/cardiologia-e-neonatologia-da-sbp-chamam-atencao-para-o-teste-do-coracaozinho/

Focos de Ausculta Cardíacos

Focos Cardíacos

Os Focos de Ausculta Cardíacos na Enfermagem fazem parte do Exame Físico feitos pelo Enfermeiro, nas quais eles utilizam técnicas de inspeção, palpação, percussão e ausculta, verificando a localização do coração e na inspeção eles conseguem identificar através dos focos as bulhas, o ritmo e frequência; juntamente as possíveis alterações que ocasionam as patologias.

Para entender o funcionamento das valvas e os focos, é necessário entender da fisiologia e compreender que o ciclo cardíaco é de fundamental importância para saber as repercussões hemodinâmicas e clínicas de um paciente.

Veja mais em:

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Glicemia Pós-Prandial: Aquele sono após uma refeição!

Glicemia

Quem nunca sentiu aquele sono tão gostoso após ter feito uma grande refeição, principalmente após o almoço?

Isso tem nome! E é conhecido como Glicemia Pós-Prandial ou popularmente “Sono Pós Prandial”.

Como acontece?

Primeiro, devemos entender que o sangue conduz o oxigênio para o organismo e que o cérebro precisa de muito oxigênio para funcionar. Contudo, após comermos, o sangue aumenta a quantidade do nutriente enviada ao aparelho digestivo e, por consequência, diminui a oferta para o cérebro, o que força a diminuição da sua atividade.

Em palavras mais técnicas, quando começa a digestão, o estômago captura água e gás carbônico no organismo para formar o ácido carbônico.

Esse ácido reage com outro, o ácido clorídrico, e forma o suco gástrico, que digere os alimentos. Da reação entre os ácidos, sobra uma substância chamada bicarbonato, que é absorvida pelo sangue e o torna menos ácido.

Quando o sangue alcalinizado irriga o sistema nervoso central, provoca a diminuição da atividade das regiões responsáveis pela vigília e pela contração muscular, causando aquele sono descontrolável após uma refeição bem feita.

Além disso, durante a digestão uma quantidade maior de sangue se dirige para o estômago e os intestinos para ajudar no processo. O sistema nervoso central passa, então, a ser menos irrigado e, portanto, diminui sua atividade porque dispõe de menos oxigênio.

A própria produção do suco gástrico que faz parte do processo de digestão dos alimentos acaba gerando uma grande quantidade de bicarbonato de sódio, substância que causa no sangue o que se chama de alcalose metabólica, conhecida como maré alcalina pós-prandial (pós-refeições).

Esse processo também faz com que o cérebro diminua a atividade de alerta. Outro fator é que durante as refeições, principalmente as ricas em açúcares de fácil absorção (como os doces e as farinhas), a concentração de glicose sobe no sangue, o que leva a diminuir ainda mais o estado de alerta do cérebro.

Isso é normal?

A maioria dos animais sente sono após as refeições, principalmente aquelas mais pesadas, ou seja, essa reação é normal do organismo. Ele afirma ainda que um cochilo após as refeições é sempre bem vindo, pois 15 ou 20 minutos de sono podem ajudar a pessoa a recuperar as energias.

Contudo, que há um certo minuto de que o cochilo depois do almoço ajuda a memória. A memória é fixada nas fazes profundas do sono que só ocorrem após pelo menos uma hora dormindo. Na verdade, isso pode não ocorrer mesmo em um sono de longa duração.

Os Níveis Normais Vs. Níveis Pós Prandial

As concentrações de glicemia em jejum (8 a 10h) variam geralmente entre 70 e 110 mg/dl (5 a 6mmol/L). Após um refeição rica em carboidratos (ex.: pão, arroz, batata, milho, mandioca…) a glicemia sobe até chegar a um máximo, em uma pessoa saudável, de 140mg/dl. Depois segue diminuindo por 2 a 3h até voltar aos valores de prévios. A absorção de carboidratos continua por mais de 5 a 6h.

Como são interpretados os Sons de KorotKoff?

Korotkoff

A cada segundo, ao redor do mundo, alguém mede a pressão arterial (PA) sistólica e diastólica através do método auscultatório de Korotkoff. 

Quem era o Korotkoff?

Nikolai Sergeevich Korotkoff (1874-1920), um jovem cirurgião do exército russo, trabalhando em condições precárias sobas dificuldades de diversas guerras, fez sua incrível façanha usando o bracelete de Riva-Rocci e um estetoscópio pediátrico.

Korotkoff não era um pesquisador da PA e sua principal preocupação, como cirurgião de guerra, era saber se o suprimento de sangue colateral não havia diminuído, de modo a resolver se uma artéria ferida podia ser firmemente ligada quando uma amputação era provável.

Ele sabia que o início do pulso palpável era a PA sistólica e raciocinou que o momento de desaparecimento do som sinalizava o início do fluxo laminar e, por conseguinte, do relaxamento da parede arterial.

Ele então propôs que a PA diastólica podia ser estimada através do desaparecimento de todos os sons.

Entendendo melhor. Como ele definiu este método?

O método auscultatório é o procedimento mais comum para verificar as medidas da PA. Esse método utiliza um estetoscópio e um aparelho denominado esfigmomanômetro, composto por um manguito inflável de braço conectado a um marcador aneróide (ponteiro).

A medida ocorre através da oclusão arterial pela inflação do manguito, correlacionando a ausculta dos batimentos cardíacos com o valor registrado na coluna de mercúrio ou pelo ponteiro. Os sons ouvidos durante o procedimento de medida são denominados ruídos de Korotkoff, sendo classificados em cinco fases:

Fases dos sons de Korotkoff Característica e significado
Fase 1 Primeira aparição de ruídos rítmicos, de forma clara e repetitiva, coincidindo aproximadamente com a identificação do pulso palpável. Corresponde ao valor da pressão sistólica.
Fase 2 Os ruídos são mais leves e longos, com a qualidade de um murmúrio intermitente.
Fase 3 Os ruídos tornam-se novamente firmes e altos.
Fase 4 Ruídos abafados, pouco distintos e leves, pode corresponder ao valor da pressão diastólica, para casos de pacientes com histórico prévio de doenças de base que podem afetar o valor da pressão arterial final.
Fase 5 O som desaparece completamente, indica o valor da pressão diastólica.
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