Atresia de Coana

A Atresia de Coana é uma malformação congênita e corresponde à falha no desenvolvimento da comunicação entre cavidade nasal posterior e nasofaringe.

A apresentação unilateral é a mais frequente, pois o lactente apresenta desconforto respiratório e obstrução nasal persistente, sendo motivo de internações recorrentes, quando não diagnosticado precocemente.

Clinicamente, pode ser diagnosticada pela falha na progressão da sonda nasal, ou pelo surgimento precoce dos sintomas supracitados.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito, habitualmente, ainda na infância, especialmente se a atresia de coana for bilateral. Nesses casos, o recém-nascido apresenta insuficiência respiratória, logo após o parto.

Entretanto, quando unilateral, alguns pacientes passam muitos anos sem diagnóstico e, consequentemente, sem tratamento.

Nesses casos, a pessoa apresenta obstrução nasal total de uma das narinas e, frequentemente, há necessidade de respirar pela boca, o que pode acarretar em problemas no crescimento e desenvolvimento dos ossos da face, como arcada dentária superior, palato duro (céu da boca), entre outros.

Um teste simples para avaliar se a obstrução nasal pode decorrer de uma atresia de coana é colocar um pequeno espelho (como os de maquiagem) sob as narinas. Quando o ar é expirado, formam-se duas rodelas de vapor.

Quando há obstrução, não há passagem de ar por aquela narina, e forma-se então apenas uma rodela de vapor. Nesses casos, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista, para avaliação especializada.

A Tomografia Computadorizada  tornou-se o método de escolha na investigação e confirmação da atresia de coana, demonstrando a composição e espessura da placa e, principalmente, diferenciando a atresia de outras causas de obstrução nasal em crianças como encefaloceles, gliomas e cistos dermoides.

Os critérios tomográficos incluem: estreitamento de abertura nasal posterior, presença de osso pterigoide anormalmente alargado e espessado na região da coana e espessamento da região posterior do osso vômer com ou sem componente membranoso central

Tratamento

O tratamento para atresia de coanas congênita é cirúrgico. Várias técnicas foram descritas para correção de atresia coanal, divididas em quatro grupos: acesso transpalatino, transeptal, transantral e transnasal.

Referências:

  1. Melo GVSB, Fonteles AS, Esmeraldo CUP, Martins MEP, Cruz JMN. Atresia de coanas: relato de caso e revisão de literatura. Resid Pediatr. 2013;3(2):39-41
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