
Dermatologia
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Queimaduras: Classificações
Dermatite Ocre

A Dermatite Ocre não é uma doença de pele, e sim uma pigmentação acastanhada que aparece na pele, em regiões como pernas e tornozelos, devido a complicações das varizes. Este problema surge em decorrência da má circulação sanguínea, que provoca a migração de elementos do sangue para a pele. A presença do ferro, derivado da hemoglobina do sangue, dá um aspecto escuro e enferrujado à pele. Esta complicação é chamada de estase sanguínea.
A causa da dermatite ocre está relacionada diretamente à insuficiência venosa crônica decorrente do mau funcionamento do sistema venoso superficial, profundo ou ambos. Esse mau funcionamento, leva a um trabalho ineficiente das válvulas venosas que gera obstrução do fluxo sanguíneo e interfere no ‘trabalho’ do sistema venoso. Essa disfunção do sistema venoso resulta numa hipertensão, onde o músculo da panturrilha é sobrecarregado devido a um refluxo sanguíneo.
Com a insuficiência valvular, o sangue acumula-se nas veias formando varizes. Essa hipertensão gerada faz com que os componentes do sangue infiltrem nos tecidos gerando edema, o que prejudica o abastecimento de oxigênio e nutrientes. Com isso, a pele ganha uma coloração acastanhada e as pernas e os pés edemaciam.
Caso não tratado, este quadro clínico se agrava, levando a uma atrofia da pele, tornando-a seca e frágil. Neste estado, facilmente se instalam lesões que cicatrizam com mais dificuldade.
TRATAMENTO
O curativo é uma das principais ferramentas da equipe de enfermagem para o cuidado de pacientes diagnosticados com dermatite ocre e que não são tratados, decorrendo o surgimento de úlceras na pele. Os principais objetivos dos curativos são manter a ferida limpa, úmida e coberta para promover o processo de cicatrização.
Para garantir essas condições é preciso estar atento a:
-Utilização de materiais estéreis, que sejam impermeáveis à água e outros fluídos, mas que permita as trocas gasosas e seja capaz de absorver as secreções da ferida;
-Promover o desbridamento;
-Limitar o movimento dos tecidos ao redor da lesão;
-Permitir a remoção sem causar traumas;
-Tratar as cavidades existentes;
-Aliviar a dor.
Os curativos que servem como processo de cicatrização utilizam Ácidos Graxos Essenciais (AGE), Trigliceril de Cadeia Média (TCM), Papaína, Óleo Mineral, Bota de Unna, Sulfadiazina de Prata, Filme Transparente, entre outros.
Por ser um tratamento longo, requer muita paciência do usuário o que dificulta a adesão, contribuindo para a cronicidade destas lesões. Sendo assim, se refaz a importância do profissional de saúde para dar continuidade ao processo de “ cura” dessa patologia.
A IMPORTÂNCIA DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO E ASSISTÊNCIA
O cuidado para este tipo de paciente, que tem este tipo de feridas que requer um tratamento a longo prazo, atenção, disciplina, dedicação dos profissionais e eficiência para com os medicamentos, não se resume apenas em o técnico de enfermagem ou enfermeiro realizar uma visita domiciliar (VD) e fazer o curativo. Para haver uma evolução no tratamento, o cuidado precisa ser humanizado, ou seja, o envolvimento e comprometimento da família e dos profissionais da unidade básica, envolvendo médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agentes de saúde, nutricionista, psicólogo, assistente social de maneira objetiva e organizada etc.
Também faz parte dos cuidados de enfermagem, além de proporcionar conforto, oferecer orientações, tais como: colocar as pernas ou pés para cima, o repouso e utilizar meias elásticas, não ficar muito tempo em pé, cuidar da alimentação, orientar sobre como realizar o curativo e ou, se necessário, capacitar e supervisionar um cuidador responsável.
Além dos cuidados clínicos, não podem ser descartados o vínculo com paciente e familiares, acompanhamento da ferida, observação quanto a evolução das complicações da insuficiência venosa e a realização de registros detalhados. O cuidado integral deve estar enfocado na realização do trabalho de toda a equipe e, principalmente, do técnico em enfermagem.
Para que o tratamento seja eficaz, precisa haver comprometimento tanto da família, quanto da equipe de saúde. Para realizar o plano de ação, precisa haver uma reunião de uma equipe multiprofissional e montar uma estratégia para assegurar que seja garantido uma assistência de qualidade da equipe de saúde para com o paciente e a família, oferecendo suporte material (na medida do disponível na rede de atenção à saúde), medicamentos, ou até de serviços de profissionais como assistente social e psicólogo etc..
Quanto ao enfermeiro, cabe a ele ter sensibilidade e criar uma estratégia para que, quando houver pacientes com feridas com tratamento a longo prazo, disponibilize regularmente um técnico de enfermagem para realizar o trabalho sem que seja prejudicial à demanda de trabalho de uma instituição. Enfermeiros e técnicos sensibilizados para o cuidado integral podem promover cuidados qualificados, consideradas as demandas do serviço. Nesta interação, cabem ao enfermeiro as atividades gerenciais do serviço de enfermagem.
Síndrome do Homem Vermelho (SHV)

A Síndrome do Homem Vermelho (SHV), também conhecida como Síndrome do Pescoço Vermelho, é uma situação que pode ocorrer imediatamente ou após alguns dias do uso do antibiótico vancomicina devido a uma reação de hipersensibilidade a este remédio.
Este medicamento pode ser usado para o tratamento de doenças ortopédicas, endocardite e infecções comuns da pele mas deve ser usado com cuidado para evitar esta possível reação.
O principal sintoma desta síndrome é a intensa vermelhidão em todo corpo e coceira que deve ser diagnosticada e tratada pelo médico, podendo ser necessário permanecer internado em uma UTI.
Sinais e Sintomas
Os sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome são:
- Intenso eritema nas pernas, braços, barriga, pescoço e face;
- Prurido nas regiões avermelhadas;
- Edema aos redor dos olhos;
- Espasmos musculares;
- Pode haver dispneia, dor no peito e hipotensão.
Nos casos mais graves pode haver hipóxia, síncope, incontinência urinária e fecal, choque anafilático.
Causas
A principal causa desta doença é a aplicação rápida do antibiótico vancomicina diretamente na veia, no entanto, ela também pode surgir quando o medicamento é usado corretamente, com pelo menos 1 hora de infusão, podendo surgir no mesmo dia ou até mesmo, dias após o seu uso.
Assim, se a pessoa utilizou este medicamento mas já teve alta do hospital e apresentar estes sintomas deve ir para o pronto-socorro para iniciar o tratamento imediatamente.
Tratamento
O tratamento deve ser orientado pelo médico e pode ser feito com a cessação do uso do remédio e com a toma de remédios anti-histamínicos como Difenidramina em forma de injeção. Caso os sintomas persistam ou sejam de moderados a severos, pode-se associar bloqueadores do receptor H2 (exemplo, cimetidina ou ranitidina) por via endovenosa.Geralmente é necessário o uso de remédios para aumentar a pressão arterial e regularizar os batimentos cardíacos como a Adrenalina.
Se houver dificuldade para respirar, pode ser necessário usar uma máscara de oxigênio e dependendo da gravidade, pode ser preciso a utilização da ventilação mecânica. Para regular a respiração podem ser usados remédios corticosteroides como Hidrocortisona ou Prednisona.
Sinais de melhora
Os sinais de melhora surgem logo após o início do tratamento com os remédios necessários e o indivíduo pode receber alta após se verificar que os sintomas estão controlados e os exames de sangue, pressão e funcionamento cardíaco estão normalizados.
Sinais de piora e complicações
Os sinais de piora surgem quando o tratamento não é realizado e pode ter graves complicações que colocam em risco a vida do indivíduo por levar à parada cardíaca e respiratória.

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Xerostomia

O termo xerostomia é usado para designar a sensação de boca seca provocada por fatores diversos, como desidratação, ronco, hábito de respirar pela boca, cigarro, álcool, má higiene bucal, longas falas. Quando ocorre queda expressiva ou interrupção na produção de saliva, os termos adequados são hipossalivação ou hipossialia. Nesses casos, a boca seca pode ser sinal de doenças nas glândulas salivares, de diabetes mellitus e da síndrome de Sjögren. Pode também ser efeito colateral de certos medicamentos (os mais comuns são os antidepressivos, antialérgicos, diuréticos e anti-hipertensivos), da radioterapia na região da cabeça e do pescoço, do envelhecimento e de estresse. Idosos correm risco mais alto de desenvolver boca seca.
Em condições normais, uma pessoa produz um litro, um litro e meio de saliva por dia. Secretada pelas glândulas salivares diretamente na boca, além de água, a saliva contém enzimas, minerais, aminoácidos e substâncias que protegem contra a invasão de vírus e controlam a proliferação de bactérias. Entre outras funções, ela desempenha papel importante na limpeza da cavidade oral, na prevenção da cárie, do mau hálito e das infecções do sistema respiratório. Da mesma forma, é fundamental para a digestão dos alimentos e para o desenvolvimento do paladar e da fala.
Sinais e sintomas
São sinais tanto da xerostomia quanto da hipossialia, ou hipossalivação: dificuldade para engolir, lábios secos e rachados, sensação de ardência ou dor na língua, que fica vermelha e com fissuras, maior número de cáries dentárias, presença de saburra (placa bacteriana que se forma na parte posterior da língua), mau hálito, irritação na garganta, dificuldade para falar e deglutir.
Diagnóstico
Boca seca é sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio e precisa ser corrigido. O diagnóstico considera os sinais clínicos da xerostomia e, quando necessário, o resultado da sialometria, um exame simples, rápido, indolor e de baixo custo que permite analisar a quantidade e a qualidade da saliva produzida num período determinado de tempo.
Tratamento
O tratamento de xerostomia está diretamente correlacionado com a causa do distúrbio, mas alguns princípios básicos são recomendados, qualquer que seja o caso. Nesse sentido, é importante ingerir por volta de dois litros de água por dia, caprichar na higiene oral, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos condimentados, não fumar.
Quando necessário, é possível recorrer ao uso de uma saliva artificial em spray ou gotas que pode ser aplicada duas ou mais vezes por dia para evitar complicações provocadas pela xerostomia.
Cuidados de Enfermagem
Deve aconselhar-se uma dieta mole, devendo evitar-se alimentos muito duros ou secos e o uso de tabaco e bebidas alcoólicas. É importante que os técnicos de enfermagem ensinem aos doentes com xerostomia a melhor maneira de obter alívio, as medidas a tomar para prevenirem as complicações que poderão vir a comprometer seriamente a sua qualidade de vida.
