O Mercado Hospitalar sempre inova com tecnologias que facilitam o cuidado ao paciente, acamado em âmbito hospitalar e domiciliar.
Atualmente, há produtos com tecnologias inovadoras ao banho do paciente, que permitem a facilidade e a não utilização de produtos pessoais convencionais, oferecendo suporte com produtos próprios e com Ph correto para a pele do paciente.
Ela é impregnada com gel dermatológico pH 5.5, que ao entrar em contato com água, o mesmo se desprende formando espuma.
Indicação de Uso
Indicada para higienização pessoal em várias condições, a esponja de banho possui ênfase em pacientes acamados ou com restrição de mobilidade. Esta característica permite ao profissional de saúde oferecer o banho no leito com maior praticidade e agilidade, reduzindo o tempo gasto para o banho.
A esponja de banho para acamados limpa, hidrata, suaviza e ativa a circulação, eliminam células mortas, evita contágio por bactérias e fungos, evita a desidratação da pele, sendo indicado para qualquer tipo de pele.
Outras Indicações:
Para higiene pessoal, facilita o banho de pessoas acamadas ou com restrição de mobilidade;
Duas esponjas são suficientes para o banho: uma para a região genitoanal e outra para o restante do corpo.
Do que é confeccionada?
Confeccionada em poliéster, macia, altamente absorvente e isenta de impurezas;
Cada unidade mede aproximadamente 18cm x 12cm e 0,5cm de espessura;
pH: 5.5
Como utilizar estas esponjas?
Deve umedecer parcialmente a esponja com água morna, retirar o excesso de água, ensaboar a pele do paciente suavemente, enxaguar ou retirar o excesso de espuma com uma toalha, conforme necessidade, secar.
Alguns cuidados:
Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada;
Inspecione a esponja antes do uso. Se apresentar algum tipo de dano, rasgo, sujidade não utilizar;
Produto de uso único, descartar após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar;
Este produto se destina à higiene corporal. Indicada para todos os tipos de pele;
Em caso de irritação da pele, suspender o uso;
Não utilizar em feridas com tecido vitalizado. Não utilizar em mucosa;
A esponja reage com a água liberando o sabonete formando espuma;
Use quantidades reduzidas de água para não liberar todo o sabonete de uma só vez;
Avalie atentamente a região a ser higienizada para decidir pelo enxague ou não;
O enxague é se necessário. Podendo ser removido o excesso de espuma com uma toalha úmida e posterior secagem com uma toalha seca;
Fazer a higienização da pele com delicadeza e suavidade, não é necessário aplicar força ou pressão para remover qualquer sujidade;
A esponja deve ser trocada entre a lavagem da cabeça, dos membros, tronco e genitais;
Considerar o uso de EPI adequado para o procedimento de higienização corporal;
A linha nigra é uma marca vertical que aparece na barriga de 90% das gestantes e pode ter uma coloração mais suave e quase imperceptível, ou escura e bem marcada. Ela pode aparecer apenas na parte inferior ao umbigo ou em toda a extensão abdominal, e geralmente possui uma espessura de aproximadamente 1 cm.
Quais as principais causas?
A marca é uma mudança completamente normal e a principal causa são as alterações hormonais durante a gravidez, como o aumento da produção de melanina, que faz com que essa área da barriga, onde a pele é distendida, fique hiperpigmentada.
Além da linha nigra, outras regiões do corpo podem apresentar mudanças no tom da pele e manchas, como a face, os seios, as axilas e a parte interna das coxas.
Quando acontece?
A linha nigra costuma surgir no segundo trimestre de gestação. A partir da oitava semana, é possível notar uma sombra que vai escurecendo até virar a linha divisória na barriga da mamãe.
Quando desaparece?
Geralmente, a linha nigra tende a sumir de forma natural até 12 semanas após o parto. Entretanto, mulheres morenas demoram um pouco mais para perder a marca vertical, com a possibilidade de que não suma.
Que cuidados deve ter?
Mesmo sendo uma mudança natural, é importante ter alguns cuidados com a linha nigra durante a gravidez:
Exposição solar: evite tomar sol entre 10h e 16h, e nos outros momentos utilize bastante protetor solar.
Pele hidratada: passe creme hidratante na pele todos os dias, para ajudar a manter a elasticidade e facilitar a recuperação após o parto. Além disso, beba bastante água.
Se a mamãe achar necessário, pode consultar um médico dermatologista após o nascimento do bebê para informar-se sobre os tratamentos indicados.
Referência:
Mandelbaum SH. Dermatologia na gestante. In: Cuce LC, Festa Neto C. Manual de dermatologia. 2a. ed. São Paulo: Atheneu; 2001. Cap. 31. p. 549-53.
Conteúdo Atualizado!Revisado e atualizado em 04/09/2026.
Um edema não deve ser descrito apenas como “perna inchada”. Na prática de enfermagem, pressionar a pele e observar o que acontece depois fornece uma informação objetiva que pode ser registrada e acompanhada ao longo da internação: é o sinal de Godet, também chamado de sinal do cacifo ou edema depressível.
O que o sinal de Godet mostra
O exame é realizado aplicando pressão digital sobre uma área edemaciada, preferencialmente sobre uma proeminência óssea, como a região anterior da tíbia. Se, após retirar o dedo, permanecer uma depressão visível ou palpável, há edema com cacifo (pitting edema). A profundidade da depressão e o tempo necessário para a pele retornar são informações úteis para documentar a intensidade do achado.
O sinal pode aparecer principalmente em membros inferiores, mas também pode ser observado em outras regiões, dependendo da distribuição do edema. Em situações de retenção importante de líquidos, o edema pode ser mais extenso, inclusive envolvendo região sacral e outras áreas dependentes.
Como classificar o cacifo
Uma classificação frequentemente utilizada na prática de enfermagem é:
Grau
Descrição habitual
1+
Depressão discreta, com retorno rápido
2+
Depressão moderada, com retorno mais demorado
3+
Depressão profunda, com retorno prolongado
4+
Depressão muito profunda, com retorno bastante prolongado
É importante não transformar os valores de profundidade e tempo em uma regra universal. Diferentes referências utilizam critérios diferentes para os graus de edema; por isso, o registro deve seguir a escala adotada pelo serviço e, quando possível, informar localização, profundidade, tempo de retorno e distribuição do edema. Uma referência de avaliação física utiliza 1+ para depressão pouco perceptível e 4+ para depressão profunda com retorno superior a 20 segundos.
Godet positivo não revela a causa
Encontrar cacifo significa que existe edema depressível, mas o exame sozinho não informa por que o líquido se acumulou no tecido. O achado pode acompanhar situações como insuficiência cardíaca, alterações renais ou hepáticas, insuficiência venosa, obstrução venosa, excesso de administração de fluidos e efeitos de determinados medicamentos.
Por isso, a avaliação deve considerar bilateralidade, localização, dor, calor, vermelhidão, integridade da pele, evolução e contexto clínico. Um edema bilateral e simétrico tem uma interpretação diferente de um edema que surgiu de forma súbita em apenas uma perna, principalmente quando acompanhado de dor, calor ou sensibilidade.
Edema com cacifo ou sem cacifo?
O edema com cacifo deixa uma depressão após a pressão. Já no edema sem cacifo, a pressão não produz uma depressão persistente. O edema linfático, por exemplo, pode apresentar cacifo nos estágios iniciais e tornar-se progressivamente mais endurecido e não depressível à medida que ocorre fibrose tecidual.
Essa diferenciação é especialmente útil na avaliação de enfermagem porque acrescenta uma característica objetiva ao exame físico e ajuda a acompanhar mudanças ao longo do tempo.
Duas situações que fazem diferença na prática
Em um paciente internado em UTI que começa a apresentar edema bilateral em membros inferiores após reposição importante de fluidos, a comparação diária pode revelar aumento progressivo do volume das pernas. Nesse cenário, registrar apenas “edema presente” perde informação. Descrever a localização, o grau do cacifo e a evolução permite comparar o exame atual com os anteriores e comunicar a mudança à equipe.
Em outra situação, um paciente pode apresentar edema novo apenas em uma perna, acompanhado de dor e aumento da temperatura local. A presença de cacifo não permite concluir que se trata de trombose, mas a assimetria associada aos demais sinais merece avaliação clínica rápida. Edema unilateral com dor, calor ou vermelhidão pode ocorrer em trombose venosa profunda e em outras condições, portanto não deve ser interpretado isoladamente.
Cuidados de enfermagem
Na avaliação do edema, compare os dois membros quando aplicável, observe pele, coloração, temperatura e presença de dor, faça o exame no mesmo ponto quando estiver acompanhando a evolução e registre o grau conforme o protocolo institucional.
Também acompanhe peso corporal, balanço hídrico e evolução clínica quando esses parâmetros forem pertinentes. Alterações súbitas ou progressivas, especialmente quando associadas a dispneia, dor, assimetria importante, alterações de perfusão ou deterioração clínica, devem ser comunicadas prontamente.
Um detalhe simples melhora muito a anotação: em vez de escrever apenas “edema +++”, registre algo como “edema com cacifo 2+ em região maleolar bilateral, pele íntegra, sem hiperemia ou dor à palpação”, adaptando a descrição ao que realmente foi observado.
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Atenção na Prova
Para memorizar
Godet positivo = ao pressionar a pele, permanece uma depressão após retirar o dedo.
A classificação mais comum utiliza 1+ a 4+, mas os critérios de profundidade e tempo variam entre referências. Portanto, para uma avaliação segura, use a escala padronizada pelo serviço e registre também a localização e as características do edema.
Resumo para salvar
Sinal de Godet: Você Sabe Avaliar?
Godet positivo indica edema com depressão após pressão digital
A classificação mais utilizada vai de 1+ a 4+
Profundidade e tempo de retorno podem variar conforme a escala utilizada
A avaliação deve considerar localização, simetria, dor, pele e evolução do edema
O melanoma pode ser uma doença perigosa e as pessoas precisam saber identificar quando alguma pinta mudou na sua pele.
Mas o que é um Melanoma?
O melanoma ocorre quando as células produtoras dos pigmentos que dão cor à pele tornam-se cancerígenas.
A Regra do ABCDE para Autoexame
A Regra do ABCDE é uma referência para que a população observe sua pele, ou a pele do seu familiar, e busque um dermatologista para um diagnóstico preciso, sendo que, a pinta suspeita nem sempre vai se transformar em um melanoma.
Sendo que a Regra consiste em:
A – Assimetria nas laterais;
B – Bordas irregulares;
C – Cores diferentes e várias na mesma pinta;
D – Diâmetro aumentado;
E – Evolução, aumenta de tamanho com o passar do tempo.
Quando perceber uma dessas alterações, o paciente já deve procurar um dermatologista para uma avaliação.
O melanoma pode se apresentar como uma ferida na pele, como outros tipos de câncer de pele. Além disso, o paciente deve ficar atento aos sangramentos em pintas ou sinais. Dor ou coceira também são suspeitos.
O melanoma é menos comum do que alguns outros tipos de câncer de pele. É muito provável que se dissemine para outras regiões do corpo se não for diagnosticado precocemente.
As Lesões de pele ou Lesões Cutâneas são interrupções da integridade cutâneo-mucosa que resultam no desequilíbrio da saúde, muitas vezes impedindo ou dificultando atividades básicas do dia a dia, como locomoção e convivência. As lesões de pele são organizadas em diversas classificações e, por isso, exigem tratamentos diferenciados.
As Lesões Primárias
As Lesões primárias são as características físicas de uma doença cutânea que surgem logo no início e são mais úteis para determinar o diagnóstico diferencial. As características típicas das lesões primárias incluem a verificação de elas serem planas ou erguidas, sólidas ou cheias de líquido, de cor escura ou clara, grandes ou pequenas, lisas ou grosseiras.
Máculas
Máculas são lesões planas e não palpáveis, em geral com diâmetro < 10 mm. As máculas representam alteração da cor, não são elevadas ou deprimidas, se comparadas com a superfície da pele.
Placa é uma grande mácula. Os exemplos incluem efélides, nevos planos, tatuagens, manchas em vinho do porto e exantemas devido à infecção por riquétsias, rubéola, sarampo (pode ter pápulas e placas) e algumas erupções alérgicas por fármacos.
Pápulas
Pápulas são lesões elevadas, em geral com diâmetro < 10 mm e que podem ser sentidas ao tato ou à palpação. Os exemplos abrangem nevos, verrugas, líquen plano, picadas de inseto, queratoses seborreicas e actínicas, algumas lesões de acne e câncer de pele.
O termo “maculopapular” é frequentemente impreciso e usado de maneira imprópria para descrever diversos exantemas eritematosos da pele; por ser inespecífico e facilmente mal empregado, esse termo deve ser evitado.
Bolhas
São lesões com diâmetro > 10 mm, contendo líquido claro. Podem ser causadas por queimaduras, picadas, dermatite de contato irritativa ou alérgica e reações a fármacos.
As doenças bolhosas autoimune clássicas compreendem o pênfigo vulgar e o penfigoide bolhoso. As bolhas também podem surgir em doenças hereditárias que apresentam fragilidade cutânea.
Placas
São lesões palpáveis, em geral com diâmetro > 10 mm, que podem ser elevadas ou deprimidas, se comparadas à superfície cutânea. Podem ser arredondadas e com superfície plana. As lesões de psoríase e granuloma anular geralmente formam placas.
Pústulas
São vesículas que contêm pus. São comuns em infecções bacterianas e foliculites, podendo ser encontradas em algumas doenças inflamatórias, como na psoríase pustulosa.
Vesículas
São bolhas pequenas contendo líquido claro, com diâmetro < 10 mm. São características de infecções herpéticas, dermatite de contato alérgica aguda e algumas doenças bolhosas autoimunes (p. ex., dermatite herpetiforme).
Nódulos
São pápulas firmes ou lesões que se estendem na derme ou no tecido subcutâneo. São exemplos os cistos, lipomas e fibromas.
Urticárias (urticas ou vergões)
É caracterizada por lesões elevadas causadas por edema localizado. Pápulas são pruriginosas e vermelhas. Urticas são manifestações frequentes de hipersensibilidade a fármacos, picadas ou espinhos, autoimunidade e, menos comumente, por estímulos físicos, como temperatura, pressão e luz solar.
Em geral, as doenças bolhosas típicas duram < 24 h.
Escamas
São acúmulos sobrepostos do epitélio córneo, observados em doenças como psoríase, dermatite seborreica e infecções fúngicas. A pitiríase rósea e as dermatites crônicas de qualquer tipo podem ser descamativas.
Crostas
São formadas por soro, sangue ou pus dessecados. Podem ocorrer em doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas (p. ex., impetigo).
Erosões
São áreas abertas da pele, consequentes à perda de parte ou de toda a epiderme. Erosões podem ser por traumas ou ocorrer em várias doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas. Escoriação é uma erosão linear causada por coçadura, atrito ou escoriação.
Úlceras
São causadas pela perda da epiderme e às vezes parte da derme. As causas observadas incluem dermatite por estase venosa, trauma físico com ou sem comprometimento vascular (p. ex., causado por úlcera de decúbito ou doença arterial periférica), infecções e vasculites.
Petéquias
São pontos focais não branqueados da hemorragia. As causas incluem anormalidades plaquetárias (trombocitopenia, disfunção plaquetária), vasculites e infecções (p. ex., meningococcemia, febre maculosa das Montanhas Rochosas e outras riquetsioses).
Púrpura
É uma área maior de hemorragia que pode ser palpável. A púrpura palpável é considerada como um sinal da vasculite leucocitoclástica. Pode ser indício de uma coagulopatia. Equimoses ou contusão representam extensas áreas de púrpura.
Atrofia
É o adelgaçamento da pele cujo aspecto pode ser xerótico e enrugado, lembrando papel de cigarro. A atrofia pode ser causada por exposição crônica ao sol, envelhecimento e algumas doenças cutâneas inflamatórias e/ou neoplásicas, incluindo linfoma de linfócitos T e lúpus eritematoso. Muitas vezes decorre também do uso prolongado de corticoides tópicos potentes.
Cicatrizes
São áreas de fibrose que substituem a pele normal após um ferimento. Algumas cicatrizes tornam-se hipertróficas ou espessadas e elevadas. Queloides são cicatrizes hipertróficas que se estendem além da margem original do ferimento.
Telangiectasias
São pequenos vasos sanguíneos permanentemente dilatados que podem ocorrer em áreas de dano solar, rosácea, doenças sistêmicas (especialmente esclerodermia), doenças hereditárias (p. ex., ataxia-telangiectasia, telangiectasia hemorrágica hereditária) ou após tratamento a longo prazo com corticoides fluorados tópicos.
Verrugas
Um pequeno caroço carnudo na pele ou na membrana mucosa causado pelo papilomavírus humano.
Eczemas
O eczema é uma inflamação aguda ou crônica na pele que gera sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão, podendo ser causado por uma alergia. Esta doença de pele não tem cura mas pode ser controlada com o tratamento indicado pelo dermatologista.
Escoriações
Escoriação significa uma falta substancial da pele, que atinge a derme. É uma lesão discreta, resultante de um trauma por abrasão linear ou com pequenas manchas, pontos ou depressões.
Um Flictena ou Bolha, é uma pequena bolsa de fluído corporal (linfa, soro, plasma, sangue ou pus) dentro das camadas superiores da pele, tipicamente causadas por fricção forçada, queimaduras, congelamento, exposição a produtos químicos ou infecção.
A maioria das bolhas são preenchidas com um líquido claro, seja soro ou plasma.
Mas quando a mesma é rompida, é denominado de Bolha Rota. Isso quer dizer que, de alguma forma, foi rompida por meios mecânicos (através de dispositivos pontiagudos), ou pelo movimento de fricção, o que pode romper acidentalmente.
Geralmente quando a Bolha Rota é aparente, a base de onde foi formado o Flictena possui característica rósea, brilhante ou úmida, e dolorosa nos primeiros dias, e partes da pele (epiderme), podem ficar soltas e presas ao redor da Bolha Rota, podendo em alguns casos realizar desbridamento da pele, para que ocorra uma cicatrização eficaz.
Alguns Cuidados
– Quando as bolhas estão íntegras e o tempo decorrido da queimadura até o atendimento for menor que 1 hora: devem ser aspiradas com agulha fina estéril, mantendo-se íntegra a epiderme como uma cobertura biológica à derme queimada, já que a retirada do líquido da flictena remove também os mediadores inflamatórios presentes, minimizando a dor e evitando o aprofundamento da lesão;
– Se maior que 1 hora: manter a flictena íntegra; se a flictena estiver rota: fazer o desbridamento da pele excedente, costuma-se remover a epiderme solta, a fim de aplicar os curativos sobre o tecido viável. É importante lembrar que a derme viável sob as bolhas mostrar-se-á bastante dolorosa;
– O rompimento da bolha sem assepsia multiplica o risco de infecção bacteriana secundária e não é recomendável;
Observação
As queimaduras que envolvem bolhas são classificadas como de 2º grau. Afetam a epiderme e parte da derme.
Elas podem ser classificadas como superficiais, quando a base da bolha é rósea, úmida e dolorosa; ou profundas, quando a base da bolha é branca, seca, indolor e menos dolorosa (profunda).
A restauração das lesões ocorre entre 7 e 21 dias.
3.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012:20p. :il. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf
A hiperemia é um aumento da quantidade de sangue circulante num determinado local, ocasionado pela dilatação arterial, pelo número de vasos sanguíneos funcionais, ou por congestão.
Hiperemia Ativa
Aumento da vermelhidão (eritema) na área afetada. A dilatação arteriolar e arterial dá-se por mecanismos neurogênicos simpáticos e liberação de substâncias vasoativas.
É provocada por contração arteriolar com aumento do fluxo sanguíneo local. A vasodilatação é de origem simpática ou humoral e leva à abertura de capilares “inativos”, o que resulta na coloração rósea intensa ou vermelha do local atingido e no aumento da temperatura. Ao microscópio, os capilares encontram-se repletos de hemácias.
A hiperemia ativa pode ser:
Fisiológica: Quando há necessidade de maior irrigação, como ocorre nos músculos esqueléticos durante o exercício, na mucosa gastrointestinal durante a digestão, na pele em ambiente quentes;
Patológico: Quando acompanha inúmeros processos patológicos, principalmente as inflamações crônicas, agressões térmicas e traumatismo.
Hiperemia Passiva
Hiperemia passiva ou congestão possui uma coloração azul-avermelhada intensificada nas áreas afetadas, de acordo com o acúmulo de sangue venoso. Esta coloração aumenta quando há um aumento da concentração de hemoglobina não-oxigenada no sangue.
Decorre da redução da drenagem venosa, que provoca distensão das veias distais, vênulas e capilares; por isso mesmo, a região comprometida adquire coloração vermelho-escura devido à alta concentração de hemoglobina desoxigenada. Pode ser localizada (obstrução de uma veia) ou sistêmica (insuficiência cardíaca).
Congestão pode ser causada por obstrução extrínseca ou intrínseca de uma veia (compressão do vaso, trombose, torsão de pedículo vascular etc.) ou por redução do retorno venoso, como acontece na insuficiência cardíaca.
Na insuficiência cardíaca esquerda ou casos de estenose ou insuficiência mitral, surge congestão pulmonar; na insuficiência cardíaca direita, há congestão sistêmica.
Na congestão aguda, os vasos estão distendidos e o órgão é mais pesado; na crônica, o órgão pode sofrer hipotrofia e apresentar micro-hemorragias antigas. As hiperemias passivas mais importantes são as dos pulmões, do fígado e do baço.
Quais são as diferenças entre um ERITEMA e uma HIPEREMIA?
Eritema tem a ver com uma lesão fundamental que se caracteriza como uma bolha ou vesícula se for de conteúdo líquido e por uma pápula ou nódulo se for conteúdo indeterminado consistente, apresenta bordas avermelhadas por isso eri= vermelho.
Hiperemia é uma resposta fisiológica do organismo a um agente irritante, e consiste no aumento da permeabilidade vascular e aumento do número de vasos funcionais no local irritado causando uma micro hemorragia local no intuito de liberar mediadores químicos para desativar o agente irritante. Hiper=muito, hemia=sangue.
Sem querer confundir: pode-se dizer que, nas bordas do eritema existe uma hiperemia.
Vitiligo: A Importância da Enfermagem no apoio psicossocial ao paciente
Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua etiologia ainda não é bem compreendida, embora o fator autoimune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.
Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Os pelos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.
Há 3 teorias principais para porque ocorre o vitiligo:
As células pigmentares são lesadas por células nervosas;
Reação imunológica autoimune contra as células pigmentares (o corpo destruiria o seu próprio tecido, que é percebido como estranho);
Teoria autotóxica – as células pigmentares são autodestrutivas;
Outras hipóteses sugerem que o vitiligo possa ser devido:
À deficiência de um fator de crescimento melanócito não identificado;
Um defeito intrínseco da estrutura e função do retículo endoplasmático rugoso em melanócitos de vitiligo;
Anormalidades em um suposto receptor de melatonina ou melanócitos;
Uma quebra da defesa contra radicais livres na epiderme;
Um déficit na produção de biopterina que possa levar à biossíntese desregulada de catecolaminas;
Uma perda de melanócitos devida a melanocitorragia;
Uma desregulação do apoptose melanocítica;
Uma infecção viral (Citomegalovírus – CMV).
O Apoio Psicossocial e os Tratamentos
As pessoas acometidas pelo vitiligo em geral, sofrem impactos psicossociais que desequilibram o organismo, trazendo alterações físicas, emocionais e sociais. É notório a importância da equipe de enfermagem na assistência psicoterapêutica e equilíbrio emocional.
O tratamento do vitiligo pode ser realizado com esteroides utilizados com o objetivo de remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outra forma de tratamento, essa mais agressiva, é o tratamento químico usado para remover todo o pigmento da pessoa, deixando assim a pele uniforme.
Podem ser utilizados ainda a foto quimioterapia com componentes psoralênicos e subsequente exposição à radiação UVA (PUVA), a terapia oral com metoxipsoralen na dose de 0,4mg/kg de peso, a terapia tópica com metoxipsoralen na concentração de 0,1%, a terapia combinada, com a retirada da epiderme associada à indução de bolhas para introdução do enxerto associada à Puva terapia, assim como os corticoides tópicos usados como terapia adjuvante à Puva.
Podemos ainda destacar a terapia cirúrgica, a micropigmentação, pseudocatalase, helioterapia, radiação ultravioleta B, extrato de placenta humana, Kellin (Kuva), fenilalanina tópica e sistêmica, antioxidantes, imunomoduladores e a despigmentação.
Tipos de Exsudato Inflamatório
O Exsudato Inflamatório é composto de proteínas plasmáticas e leucócitos que extravasam dos vasos e se acumulam no local inflamado. Tem a função de destruir o agente agressor, degradar (liquefazer) e remover o tecido necrosado. A drenagem linfática fica aumentada, levando mais facilmente antígenos aos linfonodos regionais. Dependendo do local, da intensidade da reação e do agente injuriante, o exsudato pode ter diferentes características. Segundo o tipo de exsudato a inflamação será classificada em:
1- SEROSA: O líquido extravasado tem alto teor aquoso, apresentando pouca quantidade de moléculas protéicas. Este líquido pobre em proteínas além da origem vascular, pode ser produzido também pelas células mesoteliais que recobrem a cavidade pleural, peritoneal e pericárdica. Devido ao seu baixo conteúdo protéico, o exsudato seroso não é detectado histologicamente deixando apenas espaços entre os elementos tissulares. O caso mais comum de inflamação serosa é a queimadura da pele com formação de “bolhas”. Ocorre nas doenças vesículo-bolhosas (pênfigo, herpes).
2- FIBRINOSA: Quando a lesão vascular é mais intensa permitindo a saída de moléculas grandes, o líquido extravasado será rico em proteínas, especialmente fibrinogênio, formando uma rede de fibrina no território inflamado e é chamado de exsudato fibrinoso. Pode ocorrer na cavidade pericárdica em certas doenças reumáticas ficando o espaço pericárdico preenchido por uma massa de fibrina. Nos pulmões em casos de pneumonia pneumocócica, os alvéolos podem estar ocupados por uma rede de fibrina com grande quantidade de leucócitos. O exsudato fibrinoso é mais comum nas membranas serosas do pericárdio, pulmão e peritônio. A rede de fibrina pode ser invadida por fibroblastos, substituindo o exsudato fibrinoso por tecido fibroso, que pode interferir nas funções do pulmão e coração.
3- CATARRAL: Quando a inflamação ocorre nas superfícies mucosas, há a formação de grande quantidade de muco sendo então chamada de catarral. É encontrada, portanto, apenas quando o tecido inflamado é capaz de secretar muco como a nasofaringe, pulmões, trato intestinal, útero e glândulas secretoras de muco. Exemplos comuns de inflamação catarral são a gripe e o resfriado.
4- HEMORRÁGICA: Quando há o rompimento da parede vascular, grandes quantidades de hemácias estão presentes no território inflamado. É uma classificação pouco usada.
5- PSEUDOMEMBRANOSA: Se caracteriza pela formação de uma falsa membrana composta de fibrina, epitélio necrosado e leucócitos. Resulta da descamação do epitélio juntamente com um exsudato fibrinopurulento. Ocorre apenas nas superfícies mucosas, mais comumente na faringe, laringe, trato respiratório e intestinal. Na difteria ocorre este tipo de inflamação.
6- PURULENTO: O exsudato purulento é formado pelo acúmulo de grande quantidade de neutrófilos, que interagem com o agente agressor, geralmente bactérias, provocando a destruição tecidual. A viscosidade do pus é devida em grande parte ao conteúdo de DNA, oriundo dos próprios neutrófilos. Exemplos de bactérias piogênicas são os Stafilococos, bacilos gram negativos (Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, cepas de Proteus e Pseudomonas aeruginosa), meningococos, gonococos e pneumococos. Abscesso periapical, furúnculo e apendicite são bons exemplos de inflamação supurativa. Devido a viscosidade, o abscesso é difícil de ser reabsorvido, devendo quando possível ser drenado naturalmente ou cirurgicamente. O pus pode ser formado por agentes químicos, como terebentina e nitrato de prata, mostrando que não é dependente de bactérias.
Lembrando que a celulite ou flegmão é uma infecção supurativa disseminada causada pelos estreptococos hemolíticos do grupo A de Lancefield!
Deve-se ressaltar que nem sempre há a predominância de um tipo de exsudato, existindo então os tipos mistos que poderão ser chamados de serofibrinosos, fibrinopurulentos, mucopurulentos e assim por diante.
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Livedo Reticular (LR)
Certamente, você já deve ter visto em algum momento um paciente com estas características na pele.
Lembrando vagamente como se fosse uma textura “marmorizada”, com coloração levemente avermelhada e puxado mais para o arroxeado, é uma alteração da coloração da pele caracterizada por cianose em forma de placas, circundada por áreas de palidez.
Mas quando muito intenso, a pele adquire o aspecto de mármore e recebe a denominação de “cutis marmorata.” ou Livedo Reticular (LR).
O Livedo Reticular ocorre por uma contração das arteríolas causada tanto pelo frio quanto por doenças orgânicas e possui grande influência da temperatura ambiente, aumentando com o frio e diminuindo como calor.
Embora, a manifestação ocorre em 1 a 5% das pessoas sadias, em especial idosas, mas atinge principalmente as extremidades dos membros, como antebraços, pernas, coxas e pés.
Afinal, é discreta nos meses quentes e acentuada nos meses frios, uma vez que, nessa época, ocorre maior contração das arteríolas para manter o calor do corpo.
Embora existam pacientes nos quais a causa de livedo reticular é desconhecida, sendo considerado doença idiopática, o livedo reticular pode ser manifestação de doença secundária como: lúpus eritematoso sistêmico, poliarterite nodosa, doenças da tireóide, e a síndrome do anticorpo antifosfolípide, entre outras doenças.
Bulário Ilustrado
Bulário ilustrado com os principais medicamentos utilizados em pronto atendimento.
Trazendo informações como nomes comerciais, apresentações, diluição, função, reações adversas e alguns dos seus principais cuidados de enfermagem.
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