Bandeja para Coleta de Gasometria Arterial

Para que serve?

A coleta de sangue arterial (gasometria) tem por objetivo revelar valores: de potencial de hidrogênio (pH) sanguíneo, da pressão parcial de gás carbônico (PaCO2 ou pCO2), da pressão parcial de oxigênio (PaO2), de íon Bicarbonato (HCO3) e da saturação da Oxi-hemoglobina.

Com isto, pode-se avaliar a adequação da ventilação e realizar correções com a finalidade de alcançar o equilíbrio ácido base do paciente e níveis adequados de gases sanguíneos. Contribui para avaliação diagnóstica e/ou para monitorar a resposta do paciente à terapia.

Executor:

Enfermeiros, Equipe Médica.

Materiais Necessários

  • Etiqueta de solicitação do exame;
  • Seringa estéril com tampa exclusiva para este exame preparada com anticoagulante (seringa própria para gasometria);
  • Agulha (25×7) ou escalpe 23 ou 25;
  • Algodão;
  • Almotolia contendo álcool 70INPM;
  • Bloodstop;
  • Na falta de uma seringa própria para gasometria acrescentar uma seringa de 01 a 03ml, heparina não fracionada (HNF), com tampa de borracha.

Etapas do Procedimento

1. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
2. Conferir a solicitação da coleta que está em forma de etiqueta constando nome do paciente, registro hospitalar, data e exame solicitado;
3. Providenciar os materiais e etiqueta de solicitação;
4. Reunir os materiais na bandeja e colocá-la no carrinho auxiliar;
5. Dirigir-se ao leito do paciente;
6. Realizar a higienização das mãos com água é sabão antisséptico (mínimo 30 segundos), ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
7. Perguntar para o paciente e/ou acompanhante: “Qual é o seu nome completo?”; “Qual é a sua data de nascimento?” “Sabe seu número de registro hospitalar?”;
8. Conferir os dados da pulseira de identificação com os dados relatados;
9. Conferir o registro hospitalar constante na pulseira;
10. Explicar o procedimento e finalidade ao paciente e/ou acompanhante;
11. Posicionar confortavelmente o paciente em decúbito dorsal ou sentado;
12. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
13. Escolher o local a ser puncionado, checar o pulso e expor apenas a área a ser puncionada (a artéria radial deve ser a primeira escolha, se não houver contraindicação);
14. Realizar o Teste de Allen: comprimir simultaneamente as duas artérias (radial e ulnar) pedindo ao paciente que feche e abra várias vezes a mão; esta ficará com uma tonalidade pálida. Em seguida com a mão do paciente aberta, retira-se os dedos da artéria ulnar, a coloração rósea deve voltar, indicando que o fluxo do sangue voltou e a circulação é boa. Se a coloração não voltar, deve-se escolher outro local para a punção arterial;
15. Palpar o pulso radial, em caso de debilidade pensar nos demais locais de punção, em ordem de prioridade: braquial, pedioso e femoral;
16. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
17. Colocar máscara cirúrgica, óculos de segurança e luvas de procedimento;
18. Realizar a antissepsia do local escolhido com álcool 70 INPM, realizando fricção de maneira circular, em uma área ampla (aproximadamente 10cm de diâmetro), do centro para fora, trocando o algodão quantas vezes forem necessárias. Não tocar a área após antissepsia e esperar secar espontaneamente;
19. Posicionar a agulha ou escalpe inclinado a 45° a 60° se for braquial, para os demais locais a angulação da agulha deve respeitar: 30-45º para pedioso e 60-90º para femoral;
20. Inserir a agulha ou escalpe na pele, atravessando a parede da artéria, delicadamente com o bisel voltado para cima;
21. Deixar o sangue fluir espontaneamente pela seringa, ao atingir a luz da artéria, ou realizar aspiração até o volume predeterminado;
22. Certificar-se que puncionou a artéria, observando a característica do sangue, que tem coloração vermelho “vivo”;
23. Retirar a agulha ou escalpe com a seringa do local de punção, já realizando leve pressão com o bloodstop. Após a retirada total da agulha (ou escalpe), realizar forte compressão do local de punção, até a completa hemostasia.
26. Verificar se há presença de bolhas de ar dentro da seringa, pois podem alterar os valores de PaO2, se houver colocar a seringa na posição vertical, proteger a ponta e empurrar o embolo até que as bolhas sejam retiradas;
27. Acoplar a tampa da seringa;
28. Movimentar suavemente a seringa para homogeneização da heparina com o sangue;
29. Colocar o material na bandeja;
30. Identificar a seringa com a etiqueta de solicitação do exame;
31. Proteger a seringa, com o material colhido, com gaze e colocar em um recipiente para encaminhamento ao labotarório;
32. Manter o leito organizado e o paciente confortável;
33. Retirar as luvas de procedimento;
34. Realizar a higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos), ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
35. Retirar a máscara cirúrgica;
36. Calçar luvas de procedimento;
37. Desprezar os materiais nos locais apropriados;
38. Lavar a bandeja com água e sabão, após secar, friccionar álcool 70INPM e guardá-la;
39. Limpar o carrinho auxiliar com água e sabão, secar e friccionar álcool 70INPM;
40. Retirar as luvas de procedimento;
41. Realizar higienização das mãos com sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) e ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
42. Retirar os óculos de proteção, lavá-los com água e sabão, secá-los e guardá-los;
43. Realizar higienização das mãos com sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) e ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
44. Realizar a confirmação da coleta no Sistema Hospitalar e anotações de enfermagem, registrando a dificuldade de punção, o membro puncionado e quantas punções foram realizadas para obter o sucesso;
45. Encaminhar o material coletado em recipiente de transporte, identificado com a etiqueta de solicitação do exame ao destino o mais rápido possível;
46. Confirmar no sistema, ao chegar no laboratório, a entrega do material e aguardar a saída do resultado.

Observações

1. Em casos de paciente intubado conferir os dados da pulseira de identificação com os dados da placa de identificação no leito, solicitação do exame ou sistema.
2. Evitar a punção de braço do lado da realização de cirurgia de mastectomia e fístula artério venosa.
3. Não puncionar a artéria do paciente se houver lesão no local.
4. Os locais de escolha para punção da artéria poderá ser artéria radial (primeira escolha), braquial, pediosa e femoral (femoral deve ser a última escolha, pois no caso de ocorrer lesão nesta artéria, com consequente formação de trombo, há grande risco de que o paciente perca o membro inferior).
5. Situações onde houver necessidade de palpação do sítio de punção, após antissepsia, deve-se realizar nova antissepsia e se houver necessidade de manter a palpação durante a coleta, calçar luvas estéreis.
6. Realizar o procedimento com segurança e corretamente para evitar complicações como: trombose arterial, embolização, infecção e formação de pseudoaneurisma.
7. Não realizar mais que duas tentativas de coleta no mesmo local, o ato de “procura” da artéria com a agulha poderá causar lesão na mesma ou nervo ao lado.
8. Comunicar as intercorrências no ato da coleta e realizar os registros necessários.
9. Se o paciente acabou de ser submetido a fisioterapia respiratória, esperar 30 minutos antes de retirar a amostra.
10. Em caso de hematoma ou sangramento aplicar gelo ou curativo compressivo.
11. Remover os pelos, quando necessário, deverá ser realizado com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilizar lâminas de barbear pois estas aumentam o risco de
infecção.
12. Na falta da seringa já adquirida de fábrica com heparina, acrescentar uma seringa de 01 a 03ml, mais uma agulha (25×7), tampa de borracha e heparinizar esta seringa e o escalpe (caso seja utilizado). Aspirar aproximadamente 0,1ml de heparina, não ultrapassar esta quantidade para não ocorrer alterações na análise do material.
13. O SESMT orienta que os óculos de segurança devem ser lavados com água e sabão neutro e secado com papel macio e, apenas em casos de procedimentos de assistência com pacientes de isolamento e/ou projeção de secreções e líquidos biológicos, após a secagem, deve ser utilizado álcool 70°, (até que seja liberada a utilização de quaternário de amônio). Em ambos os casos, após a lavagem, evitar friccionar o papel para secagem, nas lentes.

Referências:

  1. GUERRERO, GP; BECCARIA, ML.; TREVIZAN, MA. Procedimento Operacional Padrão: Utilização na Assistência de Enfermagem em Serviços Hospitalares. Rev. Latino-am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v.16, n.6, p.966-972, 2008.
  2. FELIPPE, MJDB.; SOUZA, LA.; DELARMELINDO, RCA. Protocolos de Coleta de Sangue. Hospital Estadual Bauru, R02. Abr, 2007, 1 – 15 p.
  3. ARAÚJO, G. M. et al. Procedimento de gasometria arterial em unidade de terapia intensiva: relato de experiência. Revista de Enfermagem, v. 11(11), p.72-79, 2015
  4. BORTOLOZO, NM.; GORAYAB, SBS.; CAMPOS, DAGO.; PAIVA, MCMS. Técnicas de Enfermagem: Passo a Passo. EPBU, 2007, 216p.
  5. Brasil agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Medidas de Prevenção de Infecção de Corrente Sanguínea. Brasil ia: cap. 03, pag.77-101, 2017. ANVISA.

Tipos de Exames de Sangue

Os exames de sangue são ferramentas poderosas para avaliar a saúde geral de uma pessoa e diagnosticar diversas condições médicas. Ao analisar uma amostra de sangue, os profissionais de saúde podem medir níveis de substâncias como glicose, colesterol, hormônios e enzimas, além de identificar células sanguíneas anormais.

Exames de sangue para enzimas cardíacas são particularmente importantes na avaliação de problemas cardíacos. Quando o coração é danificado, como em um ataque cardíaco, ele libera enzimas específicas no sangue. A medição desses níveis pode ajudar a confirmar um diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

A gasometria é outro exame de sangue que avalia a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, além do pH. Ela é fundamental para avaliar a função pulmonar e a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos.

Exames de Sangue Comuns e suas Funções

Tipo de Exame O que Mede Para que serve
Hemograma Completo Número e tipo de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) Avalia anemia, infecções, distúrbios de coagulação e outros problemas.
Perfil Bioquímico Níveis de glicose, proteínas, enzimas, eletrólitos e outros componentes Avalia função renal, hepática, cardíaca, e metabólica.
Perfil Lipídico Níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos Avalia o risco de doenças cardíacas.
Tipagem Sanguínea e Fator Rh Tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e presença do fator Rh Essencial para transfusões de sangue e durante a gravidez.
Teste de Função Tireoidiana Níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) Avalia a função da tireoide.
Teste de Glicose em Jejum Nível de glicose no sangue após um período de jejum Diagnostica diabetes e monitora o controle glicêmico.
Teste de Tolerância à Glicose Nível de glicose no sangue após a ingestão de glicose Confirma o diagnóstico de diabetes e avalia a resistência à insulina.
Teste de Hemoglobina Glicada (A1c) Nível médio de glicose nas últimas 2-3 meses Monitora o controle glicêmico em pacientes com diabetes.

Exames de Sangue para o Coração

  • Enzimas Cardíacas: Troponina, CK-MB e LDH são as enzimas mais comumente medidas para avaliar danos ao músculo cardíaco.
  • Proteína C-reativa (PCR): Um marcador inflamatório que pode indicar a presença de doença arterial coronariana.
  • BNP (peptídeo natriurético cerebral): Um marcador de insuficiência cardíaca.

Gasometria Arterial

A gasometria arterial mede os seguintes parâmetros:

  • pH: Indica o equilíbrio ácido-base do sangue.
  • pO2: Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
  • pCO2: Pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
  • Bicarbonato: Um íon importante no equilíbrio ácido-base.
  • Saturação de Oxigênio: Porcentagem de hemoglobina saturada com oxigênio.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

As Diferenças entre PAI e PAM

Embora ambos, Pressão Arterial Média (PAM) e Pressão Arterial Invasiva (PAI) são procedimentos e parâmetros controle hemodinâmico do paciente, há uma diferença sutil entre ambas as siglas, o que muitos confundem.

Quais são as diferenças?

A PAM (Pressão Arterial Média) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão. Podendo ser obtido através do procedimento como Pressão Arterial Invasiva (PAI) ou Não Invasiva (PANI).

Ou seja, a PAI é o procedimento realizado pelo plantonista de introduzir um CATETER ARTERIAL no paciente, e instalar um sistema de transdutor eletrônico ao monitor multiparâmetros, assim obtendo os parâmetros no monitor.

A PAM é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão, o que que determina a intensidade média com que o sangue vai fluir pelos vasos sanguíneos, onde aparecerá no monitor os valores da Pressão Arterial Sistólica, Diastólica e o Valor Médio, que é a PAM!

Lembrando que a PAM pode ser obtido pelo meio Invasivo (PAI) ou não invasivo (PANI).

Veja aqui embaixo como calcular os valores da Pressão arterial Média!

Cálculo da Pressão Arterial Média (PAM)

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)

O sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona recebe esse nome por causa da interação entre esses três hormônios. Atuam de uma forma sequencial para que aconteçam reações orgânicas que vão equilibrar a pressão sanguínea e a quantidade de sódio e água do organismo.

Por que é ativado o SRAA?

Ele é ativado quando a pressão fica baixa demais ou quando há perda excessiva de líquidos, desencadeando uma série de reações orgânicas para que eles voltem a estabilizar.

Como esse sistema funciona?

Você viu que o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona entra em ação quando existe uma tendência para queda da pressão arterial. Esses hormônios vão atuar em partes distintas do corpo desencadeando reações simultâneas para estabilização sistêmica da pressão.

Assim, acontecem diferentes etapas durante a ativação desse sistema. A seguir você confere quais são elas e o que ocorre em cada uma:

1ª etapa: Conversão da pró-renina em renina

Quando acontece uma queda da pressão arterial também ocorre uma redução da perfusão renal. Essa reação é captada pelos receptores que estão presentes nas arteríolas conectadas aos rins. Então, inicia-se a conversão da Pró-renina em Renina. É a estimulação dos nervos renais que aumenta a secreção da renina pelas células.

2ª etapa: Liberação de angiotensina I

Nessa etapa acontece uma segunda reação desencadeada pela renina. Quando presente no plasma sanguíneo, ela atua na conversão de Angiotensinogênio em Angiotensina I, que tem uma atividade biológica mais baixa.

3ª etapa: Conversão da angiotensina I em angiotensina II

Nesse momento entra em ação uma outra enzima, localizada predominantemente nos rins chamada de Conversora de Angiotensina (ECA). A ação dessa enzima de conversão acontece nos pulmões e nos rins, desencadeando uma reação catalisadora que converte a angiotensina I em Angiotensina II.

4ª etapa: Liberação da Aldosterona

Com a ativação da Angiotensina II, hormônio vasoconstritor ativado, ele vai atuar no córtex das glândulas suprarrenais fazendo com que a aldosterona seja sintetizada e secretada. Esse hormônio atua nas células dos rins incentivando o órgão a aumentar a reabsorção de sódio. Com isso, há um aumento da quantidade de líquido dentro dos vasos sanguíneos com objetivo de corrigir os níveis de pressão arterial.

5ª etapa: Estímulo renal direto

Voltando à ação da Angiotensina II, ela vai atuar estimulando a troca de sódio e hidrogênio nesse órgão. Ao mesmo tempo, vai aumentar a retenção renal de sódio e também de bicarbonato.

6ª etapa: Aumento da sede e ação antidiurética

Nessa etapa de ativação do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, a Angiotensina II vai atuar mais uma vez. Porém, aqui ela estimulará o hipotálamo a aumentar a sensação de sede, para que a pessoa seja incentivada a beber água. Ao mesmo tempo, ocorre o estímulo da secreção do Hormônio Antidiurético ( ADH) para que o organismo retenha mais água ingerida ou produzida pelo metabolismo.

7ª etapa: Vasoconstrição

Como explicamos, o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona também vai provocar uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos pela ação da Angiotensina II. Ela vai atuar diretamente sobre as pequenas artérias e arteríolas fazendo com que se contraiam.

E o Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)? Como e quando agem?

O Inibidores são aqueles de diminuem ou bloqueiam a atividade orgânica da enzima conversora da angiotensina, assim produzindo vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial. Eles entram em ação no organismo quando a o quadro de hipertensão não é regularmente controlada, podendo ocasionar complicações aos pacientes como AVC/AVE, aneurisma, etc.

Em resumo…

A diminuição da Pressão Arterial ativa o SRAA, produzindo um conjunto de respostas tentando normalizar a P.a.

A resposta mais importante é o efeito da aldosterona aumentando a reabsorção renal de Na⁺. Ao se promover a reabsorção de Na⁺, aumenta-se o volume do líquido extracelular e o volume sanguíneo, com isso ocorre aumento do retorno venoso, e pelo mecanismo de Frank-Starling, aumento do débito cardíaco e da pressão arterial.

Referência:

  1. Heran BS, Wong MMY, Heran IK, Wright JM. Blood pressure lowering efficacy of angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors for primary hypertension. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008, Issue 4. Art. No.: CD003823. DOI: 10.1002/14651858.CD003823.pub2

MAPA e Holter: Entenda as diferenças

Os exames MAPA e Holter são alguns dos mais indicados para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas. Apesar de parecidos, eles têm diferenças e é importante saber quais são elas para recomendar o exame mais adequado.

O MAPA

O exame de Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame usado para a verificação da pressão arterial de forma mais aprofundada. Enquanto o esfigmomanômetro verifica apenas a pressão sanguínea momentânea, o MAPA consegue acompanhar as oscilações durante determinado tempo.

O MAPA é um aparelho semelhante a um gravador portátil, que coleta as informações sobre a condição do paciente, de acordo com as condições externas. Assim, ele pode registrar a oscilação pela presença do médico (síndrome do jaleco branco), pela submissão a estresse físico ou emocional, entre outras.

Por isso, o MAPA é bastante usado em pacientes com suspeita de hipertensão arterial. Afinal, ele mostra elevações na pressão, que podem indicar um quadro da doença, e também uma elevação isolada, que não necessariamente demonstra um problema de saúde, podendo ser um evento isolado.

Também pode ser recomendado para investigar os motivos para elevações periódicas na pressão de pacientes que já tenham o diagnóstico de hipertensão. Ou seja, é importante para que o médico tenha as informações necessárias para rever o tratamento proposto.

O Holter

O Holter é um equipamento portátil, também colocado junto ao corpo do paciente, usado para a mensuração da atividade elétrica do coração. Por isso, é indicado para diagnosticar diversos problemas relacionados à condução cardíaca.

São colados fios no tórax do paciente, que fazem a medição da atividade cardíaca durante 24 horas. Ele registra diferentes episódios, como desmaios, palpitações, arritmias, entre outros problemas.

Apesar de não haver contraindicação, é muito importante considerar o histórico do paciente antes de acoplar o aparelho. Além disso, é fundamental orientar bem o paciente, tirando todas as dúvidas dele, uma vez que ele passará o dia todo com o equipamento.

Então, qual é a diferença?

Ambos os exames não exigem um preparo. Por isso, são considerados pouco invasivos e de fácil convivência. De qualquer forma, é necessário que o paciente fique 24 horas com qualquer um dos aparelhos, com um bom registro da rotina do paciente.

A diferença entre eles é mesmo a indicação: o MAPA verifica a pressão arterial; o Holter a atividade elétrica. Ou seja, eles podem até ser usados de forma complementar, principalmente para os casos mais complexos de doenças cardiovasculares.

De qualquer forma, é muito importante avaliar o quadro global do paciente antes de indicar os exames de MAPA e Holter. Portanto, pesquise bem o histórico, converse e, inclusive, veja se outros exames podem ser necessários.

O CardioMAPA

O CardioMAPA é um aparelho com a capacidade de registrar o Holter e o MAPA simultaneamente – dessa forma é possível analisar os registros da pressão arterial e da frequência cardíaca no mesmo período sem a necessidade de dois dias de monitorização.

Referências:

  1. Hospital Israelita Albert Einstein;
  2. Portal Telemedicina;
  3. Maislaudo.

Embolia Gasosa

A Embolia Gasosa ou embolia por gás é a obstrução dos vasos sanguíneos em decorrência da presença de bolhas em artérias e veias.

Essa condição, apesar de rara, gera mortes em aproximadamente 30% dos casos e está associada normalmente a procedimentos médicos, tais como craniotomia, angiografia, ventilação mecânica, cesarianas e procedimentos com circulação extracorpórea.

Além disso, pode ocorrer embolia gasosa em acidentes de mergulho, em que pode acontecer a expansão do ar retido nos pulmões do mergulhador no momento da subida. Essa expansão ocorre em razão da diminuição da pressão à medida que ocorre a subida para a superfície.

Com isso, o ar passa para a corrente sanguínea e provoca bolhas, que acabam impedindo o fluxo normal do sangue.

Como Acontece?

A embolia gasosa pode ocasionar a obstrução do fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo, sendo potencialmente fatal quando ocorre no coração e no cérebro, que são regiões muitos sensíveis a condições de baixa concentração de oxigênio.

É importante frisar que, para produzir um quadro significativo de embolia gasosa, é fundamental que sejam injetados mais de 300 ml de ar, segundo dados de alguns trabalhos.

Além disso, a velocidade dessa injeção de ar também é importante, sendo necessária uma taxa de 100 ml/segundo. Em pacientes com problemas cardiopulmonares, entretanto, quantidades menores podem ser fatais.

Sinais e Sintomas

As manifestações mais comuns em casos de embolia gasosa são falta de ar súbita, dor no peito, tontura, náusea, confusão e perda de consciência.

Ao surgirem os sintomas, deve-se iniciar imediatamente o tratamento, em que se faz necessário o suporte respiratório e circulatório.

Geralmente, coloca-se o paciente em uma posição conhecida como posição de Trendelemburg ou em decúbito lateral esquerdo.

Tratamento

Além disso, é administrado oxigênio a 100% ou adotada a oxigenoterapia hiperbárica, em que o paciente é colocado em um ambiente com oxigênio puro e com pressão superior à atmosférica. Essa técnica diminui o tamanho do êmbolo e previne o edema cerebral.

Percebe-se, portanto, que apesar de ser um evento considerado raro, o risco de morte pode ser alto se não tratado da forma adequada. Sendo assim, é de fundamental importância que todos os profissionais da saúde saibam diagnosticar, tratar e, principalmente, prevenir o embolismo gasoso.

Referências:

  1. SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “Embolia Gasosa”; Brasil Escola.

Cateter Arterial

O Cateter Arterial é importante durante o tratamento intensivo de pacientes críticos, pois atua como acesso vascular arterial para o monitoramento preciso da pressão sanguínea em anestesia ou medicina interna, através das artérias radial, braquial e femoral, controlando, assim, as funções cardíacas, circulatórias e pulmonares.

Com este Cateter, também é possível colher sangue arterial para gasometria e outros exames laboratoriais que exigem o mesmo.

Algumas Observações:

  • Manter o curativo do orifício de saída sempre seco;
  • O cateter deve permanecer imóvel;
  • Jamais force a infusão em um cateter obstruído. A obstrução pode ser resultante de coágulo ou precipitação de substâncias. Para evitar a obstrução, mantenha o cateter heparinizado ou irrigado e confira as substâncias antes de infundi-las;
  • Técnicas rigorosamente assépticas devem ser usadas durante o procedimento de implantação e manutenção do cateter;
  • A utilização do cateter é de curto prazo, até 29 dias.

Notícias da Enfermagem

Conheça as novas Diretrizes de Hipertensão Arterial 2020

SE LIGUEM NESSA NOVA DIRETRIZ DE HIPERTENSÃO ARTERIAL! Durante o 75º. Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ocorrido na semana passada, foi divulgada a nova diretriz de hipertensão arterial. A classificação para pré-hipertensão sofreu alteração, conforme a ilustração acima. Um destaque da nova diretriz é a definição de hipertensão arterial sistêmica. Ela volta a utilizar […]

Cateter de Fogarty

O Cateter de Embolectomia Arterial, tipo “Fogarty”, é indicado para a remoção de trombos e êmbolos arteriais.

Origem do nome

A intervenção em pacientes com Oclusão Arterial Aguda ou Isquemia Aguda de Extremidade provocada por embolia foi realizada pela primeira vez em 1895, e por muito tempo usaram-se técnicas de lavagem ou irrigação retrógrada da artéria.

O desenvolvimento do cateter de embolectomia por Thomas Fogarty, em 1963, representou uma revolução para a resolução desse tipo de problema, uma vez que a recuperação do êmbolo se tornou um procedimento cirúrgico de pequena monta, na maior parte das vezes.

Como é utilizado o Cateter

Em pacientes com suspeita de embolia e pulso femoral ausente ipsilateral, a melhor conduta é a exposição da bifurcação da artéria femoral e a realização da tromboembolectomia com cateter Fogarty. Como refinamento da técnica, passa-se um fio guia pela lesão e o cateter Fogarty é passado através deste fio guia, com controle por radioscopia.

Com isso, torna-se possível visualizar as três artérias da perna e, quando possível, realizar a tromboembolectomia de forma seletiva e controlada.

Após a remoção do coágulo, realiza-se a arteriografia para confirmar se a tromboembolectomia foi eficaz e para guiar o tratamento subsequente, se houver obstrução no inflow ou outflow.

Referência:

  1. FOGARTY, T. J.; DAILY, P. O.; SHUMWAY, N. E.; KRIPPAEHNE, W. Experience with balloon catheter technic for arterial embolectomy. American Journal of Surgery, Belle Mead, v. 122, no. 2, p. 231–237, 1971. doi: 10.1016/0002-9610(71)90323-0. 

Pressão Arterial Média (PAM): Área sobre a Curva

Certamente, você tem um paciente sob monitorização arterial invasiva e observa no monitor, além dos valores reais e ao vivo da pressão arterial do paciente, também observa a curvatura do mesmo durante a monitorização cardíaca. 

Mas o que eu posso entender sobre essa curvatura do monitor?

Você precisa entender que a curva da pressão Arterial possui curva característica, com dois componentes:

  • Que é o Anacrótico, nada mais a ejeção do sangue e a pressão sistólica (Primeira fase da onda de pressão é precedida pelo complexo QRS do ECG);
  • E o Dicrótico, que é a diástole e o nó dicrótico, representando o fechamento da valva aórtica (ECG: Final da onda T, ou seja, no final da sístole e no início da diástole ventricular).

Vários fatores podem desencadear a ALTERAÇÃO da curva da P.A, como:

  • Arritmias, hipotensão, doenças da válvula aórtica, pericardite constritiva.

E também há fatores que podem AMORTECER a curva, como:

  • Hematomas, trombos intraluminais, impactação da ponta ou dobras.

É sempre importante conhecer de tudo sobre o que acontece com seu paciente, o conhecimento amplo nunca é demais!