O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou no dia 28/2 a resolução normatizando a assistência de Enfermagem nos Bancos de Leite Humano (BHL) e postos de coleta. A resolução 741/2024 foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor. “A resolução busca trazer segurança aos profissionais e qualificar o atendimento de Enfermagem, […]
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Colostro

O colostro, primeiro leite que você produz quando começa a amamentar, é o alimento ideal para o recém-nascido.
É altamente concentrado, repleto de proteínas e rico em nutrientes – por isso, mesmo uma pequena quantidade pode fazer toda a diferença no pequeno estômago do bebê.
O colostro tem baixo teor de gordura, é fácil de digerir e repleto de componentes que iniciam o desenvolvimento do bebê da melhor forma possível. E, talvez ainda mais importante, tem papel fundamental no desenvolvimento do sistema imunológico do bebê.
O colostro é mais espesso e amarelado do que o leite maduro. Sua composição também é diferente, porque é produzido conforme as necessidades específicas do recém-nascido.
O colostro combate as infecções!
Deixando a proteção do corpo da mãe, o bebê precisa estar preparado para novos desafios no mundo que o cerca. Os glóbulos brancos do colostro produzem anticorpos que neutralizam as bactérias e vírus. Esses anticorpos são especialmente eficazes contra distúrbios digestivos e diarreia, o que é importante para o recém-nascido com intestino ainda imaturo.
Informação nutricional do colostro
A tabela a seguir indica a composição nutricional do colostro e do leite de transição e leite maduro:
| Colostro (g/dL) | Leite de transição (g/dL) | Leite maduro (g/dL) | |
| Proteína | 3,1 | 0,9 | 0,8 |
| Gordura | 2,1 | 3,9 | 4,0 |
| Lactose | 4,1 | 5,4 | 6,8 |
| Oligossacarídeos | 2,4 | – | 1,3 |
Durante a amamentação, se a mãe tiver rachadura nos mamilos é normal que saia colostro com sangue mas o bebê pode mamar mesmo assim porque não é prejudicial para ele.
Referências:
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- Mitra S, Rennie J. Neonatal jaundice: aetiology, diagnosis and treatment. Br J Hosp Med (Lond). 20172;78(12):699-704.
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Qual é o tamanho do estômago de um bebê?

O tamanho do estômago ao nascer é muito pequeno e vai aumentando de acordo com o crescimento do bebê e também com a ingestão de leite materno, fórmula infantil e outros alimentos.
Muitas mães, ao realizarem as primeiras amamentações, ficam em dúvida sobre quando o bebê está realmente saciado. Essa dúvida se dá, principalmente, pois muitas não sabem o verdadeiro tamanho do estomago de um bebê recém-nascido e acreditam que o leite produzido não foi suficiente para alimentar o pequeno, principalmente o colostro.
Comparativo de Tamanhos
- 1° DIA DE VIDA: O estomago do bebê é do tamanho de uma cereja e comporta, aproximadamente, de 5 a 7 ml de leite.
- 3° DIA DE VIDA: O estomago já se desenvolveu mais e agora é do tamanho de uma noz. Nessa fase, a quantidade de leite comportada é, aproximadamente, de 22 a 27 ml de leite.
- 1° SEMANA DE VIDA: Já ouviu falar de damasco? O estomago do bebezinho após uma semana do nascimento é do tamanho dessa fruta e comporta, aproximadamente, 45 a 60 ml de leite.
- 1 MÊS DE VIDA: Agora ficou fácil fazer a comparação! Com um mês o estomago é do tamanho de um ovo e comporta, aproximadamente, 80 a 150 ml de leite.
- 6° MÊS DE VIDA: O estomago tem aproximadamente o tamanho de um kiwi e comporta pouco mais de 150 ml. É nesse momento, inclusive, que deve ser iniciada a introdução alimentar!
- 1 ANO DE VIDA: Agora ficou fácil! Após um ano do nascimento, o estomago do bebê já está do tamanho de uma maçã e comporta, aproximadamente, 250 ml de leite.
Observação: Lembrando que tais medidas podem variar minimamente para mais ou para menos! Porém, se a quantidade for muito inferior, por exemplo, é importante buscar ajuda médica para que seja avaliado o que pode estar acontecendo.
Como deve ser a amamentação
Como o estômago do bebê ao nascer é pequeno, é importante alimentar o bebê com pequenos volumes de leite materno, ou fórmula infantil, várias vezes ao longo do dia. Assim, é normal que no início o bebê precise mamar mais vezes, de 10 a 12 vezes por dia, pois seu estômago não tem uma capacidade muito grande.
Independente do tamanho do estômago, é recomendado que o bebê se alimente exclusivamente de leite materno até os sexto mês de vida, podendo se prolongar até os 2 anos, ou até quando a mãe e filho quiserem, sob livre demanda, que é sempre que o bebê quiser.
Referências
- ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE COIMBRA. Manual de estudo: versão 1: Anatomofisiologia pediátrica. 2018. Disponível em: <https://repositorio.esenfc.pt/private/index.php?process=download&id=185277&code=672b6c0eddb5c14c9ecabc192689a085c17a618c>
- ELSEVIER. Paediatric anatomy. 2013. Disponível em: <https://www.surgeryjournal.co.uk/article/S0263-9319(13)00003-3/pdf>.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Infant and Young Child Feeding: Model Chapter for Textbooks for Medical Students and Allied Health Professionals- Session 3: Complementary feeding. 2009. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK148957/>.
- WATCHMAKER, Brittany et al. Newborn feeding recommendations and practices increase the risk of development of overweight and obesity. BioMedCentral Pediatrics . Vol.20. 104.ed; 1-6, 2020
- BERGMAN, J, Nils . Neonatal stomach volume and physiology suggest feeding at 1-h intervals. Acta Paediatrica. Vol.102. 8.ed; 773-777, 2013
Alergia Vs. Intolerância ao Leite: Quais são as diferenças?

Alergia ou Intolerância ao leite?
Há grandes diferenças!
A alergia é uma reação do sistema de defesa do organismo às proteínas, proteínas dos alimentos, de ácaros, de pólen, de pelo de animais, etc. Portanto, a APLV é uma reação às proteínas do leite (ex: caseína, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina).
A intolerância é decorrente da dificuldade do organismo em digerir à lactose, açúcar do leite, devido à diminuição ou da ausência de lactase, enzima que a digere.
Lembrando que: A expressão “alergia à lactose” é errada e não existe, pois a alergia é uma reação à proteína e a lactose é um açúcar!
Quais são os Sintomas?
Os sintomas da alergia podem ser gástricos como vômitos, cólicas, diarreia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo; dermatológicos (urticária, dermatite atópica de moderada a grave) e respiratórios (asma, chiado no peito e rinite).
A criança pode ter reação anafilática, baixo ganho de peso e crescimento. As reações podem ocorrer após a ingestão de leite de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva.
Essa incapacidade ocorre em organismos que não produzem (ou produzem em quantidade insuficiente) uma enzima digestiva que se chama lactase e que é a responsável por decompor a lactose.
Como acontece?
Alguns pacientes apresentam intolerância à lactose por uma deficiência congênita, isso é, a pessoa já nasce sem condições de produzir a lactase. Em outros casos, há uma redução progressiva da produção de lactase que geralmente começa na adolescência e persiste até o final da vida, sendo essa a forma mais comum da doença. Uma terceira forma da patologia é aquela em que a deficiência da lactase é consequência de doenças intestinais como doença celíaca, doença de Crohn e síndrome do intestino irritável. Nesses casos, a intolerância tende a desaparecer quando a doença de base é controlada.
Para fazer o diagnóstico, o médico gastroenterologista pode pedir exames como teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes. O tratamento geralmente é feito com medicamentos e dieta, suspendendo a ingestão de leite e derivados no início. Podem ser recomendados também suplementos com lactase e o consumo de leites modificados com baixo teor de lactose para manter a oferta de cálcio ao organismo.
Os Cuidados com os pacientes sob estas condições
Uma vez diagnosticada a intolerância, pode-se evitar os sintomas excluindo leite e derivados, além de produtos ou alimentos preparados com leite. Outra forma de evitar os sintomas é experimentar os suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis. O medicamento deve ser ingerido junto com os laticínios.
Além disso, é possível adicionar gotas de enzima lactase no leite comum para pré-digerir a lactose antes de beber. Vale lembrar que as gotas devem ser colocadas 24 horas antes do consumo, tempo necessário para digerir a lactose. Porém, fique atento, o não consumo de leite e derivados pode gerar falta de cálcio. E quem optar por eliminar os laticínios precisará de uma dieta especial para suprir a necessidade do mineral. Caso opte pelo corte de laticínios, é necessário consumir principalmente vegetais de cor verde-escura como brócolis, couve, agrião, mostarda, além de repolho, nabo e peixes de ossos moles como o salmão e sardinha, mariscos e camarão.
Fontes de cálcio: folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio.
Alternativas alimentares
- Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando os produtos com leite ou derivados.
- Se a intolerância não for grave, o indivíduo não precisa excluir da dieta qualquer alimentos que contenha lactose. Aos poucos a pessoa descobre quais alimentos lácteos ela pode ingerir sem sentir tantos sintomas.
Hoje já temos diversos produtos no mercado sem lactose como queijos, requeijão, iogurtes, leites, biscoitos, pães, bolos, entre outros. Outro substituto para o leite são as bebidas vegetais, entre elas o leite de arroz, leite de amêndoas e o leite de castanhas.
O uso de probióticos ou alimentos contendo probióticos, pode trazer benefícios para os portadores de intolerância à lactose, já que estas bactérias iniciam a “quebra” da lactose, melhorando a digestão do alimento. Algumas cepas probióticas tem efeito favorável melhorando os sintomas de pacientes com intolerância à lactose secundária, como dor abdominal, diarreia e absorção da lactose. O ideal é a indicação por medico e/ou nutricionista para utilizar alguma dessas substâncias.
Fonte e Referência:
O Aleitamento Materno e seus tipos

O leite materno é importante para o crescimento e desenvolvimento da criança, trazendo benefícios para a vida toda.
O leite materno é livre de impurezas, fresco, disponível na temperatura ideal e facilmente digerido pela criança.Nas primeiras 72 horas após o parto as mamas produzem um leite que é chamado de colostro, é amarelado e grosso, sai em pequenas quantidades. É o que a criança necessita nos primeiros dias de vida, pois contém nutrientes necessários para ela nesta fase.
O colostro também é considerado a primeira vacina do bebê, pois contém anticorpos maternos que vão ajudá-lo a não contrair infecções como sarampo, entre outras, que nesta fase seriam fatais para ele. Também é rico em substâncias que favorecem o crescimento, estimulam o desenvolvimento do intestino do bebê, preparando-o para digerir e absorver o leite maduro, e impedem a absorção de proteínas não digeridas. O colostro é laxativo e auxilia a eliminação do mecônio (primeiras fezes do recém-nascido).
Em uma ou duas semanas, o leite aumenta em quantidade e muda sua aparência e composição. Este é o leite maduro que contém todos os nutrientes necessários para a criança crescer. Ele parece mais ralo que o leite de vaca, o que pode levar a pensar que o leite é fraco. Mas esta aparência aguada é normal, por que ele fornece água suficiente para a criança.
A composição do leite maduro muda durante a mamada. No começo, parece acizentado e aguado, sendo rico em proteína, vitaminas, minerais e água. No fim, parece mais branco do que no começo e contém mais gordura, que vai fornecer energia. A criança necessita tanto do leite do começo quanto do final para poder crescer e desenvolver-se bem. É importante deixar que o bebê pare de mamar espontaneamente, pois se interrompermos a amamentação, podemos fazer com que a criança não receba quantidade suficiente do leite energético.
O aleitamento materno deve ser exclusivo, em livre demanda, até os seis meses de vida, pois o leite fornece tudo que a criança precisa neste período.
Os Tipos de Aleitamento Materno
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007a)
Algumas Recomendações da Amamentação pelo Ministério da Saúde
A Amamentação deve ser exclusiva nos 6 primeiros meses, sendo continuada até os 2 anos de idade ou mais.

