Pulseiras de Risco Hospitalares

As pulseiras de risco hospitalares são identificadores coloridos utilizados para alertar a equipe de saúde sobre condições específicas de um paciente, como risco de queda, alergias, lesão por pressão e necessidade de preservação de membro.

Elas desempenham um papel fundamental na prevenção de incidentes e na garantia da segurança do paciente durante a hospitalização.

Tipos de Pulseiras e seus Significados

A padronização das cores e símbolos utilizados nas pulseiras varia de acordo com cada instituição, mas a ideia central é a mesma: comunicar de forma rápida e eficiente os riscos associados a cada paciente.

Risco de Queda

    • Cor: Geralmente amarela ou laranja.
    • Símbolo: Um ícone representando uma pessoa caindo ou um símbolo de equilíbrio.
    • Indica: Pacientes com maior probabilidade de cair, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizam medicamentos que podem causar tontura.

Alergia

    • Cor: Vermelha ou rosa.
    • Símbolo: Um ícone de exclamação dentro de um triângulo ou um símbolo de alergia.
    • Indica: Pacientes com alergia a medicamentos, alimentos, látex ou outras substâncias. A pulseira pode especificar a substância causadora da alergia.

Lesão por Pressão

    • Cor: Roxa ou lilás.
    • Símbolo: Um ícone representando uma ferida ou uma área sob pressão.
    • Indica: Pacientes com risco aumentado de desenvolver úlceras por pressão, como aqueles que permanecem acamados por longos períodos ou com problemas de circulação.

Preservação de Membro

    • Cor: Azul ou verde.
    • Símbolo: Um ícone representando um membro (braço ou perna) ou uma faixa em torno de um membro.
    • Indica: Pacientes com risco de perda de um membro, como aqueles com problemas circulatórios graves ou que necessitam de enxertos, pacientes mastectomizadas que precisam preservar o lado do membro, não puncionar membro em que irá realizar exame de cateterismo.

Outras informações que podem constar na pulseira

  • Nome do paciente: Essencial para a identificação correta.
  • Data de nascimento: Ajuda a evitar erros de identificação, especialmente em pacientes com nomes comuns.
  • Alergias específicas: Lista detalhada das substâncias às quais o paciente é alérgico.
  • Restrições dietéticas: Indicações sobre a dieta especial do paciente.
  • Nome do médico: Facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e o médico responsável.

Importância das pulseiras de risco

  • Melhora na comunicação: As pulseiras garantem que todas as informações relevantes sobre o paciente sejam facilmente acessíveis a todos os profissionais de saúde envolvidos.
  • Prevenção de erros: Reduz o risco de administrar medicamentos errados, realizar procedimentos inadequados ou causar lesões ao paciente.
  • Melhora na qualidade do cuidado: Permite que a equipe de saúde forneça um cuidado mais individualizado e seguro, adaptando as intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
  • Empoderamento do paciente: Ao usar a pulseira, o paciente se sente mais seguro e confiante na equipe de saúde.

As pulseiras de risco hospitalares são ferramentas simples, mas eficazes, que contribuem significativamente para a segurança do paciente. Ao utilizar essas pulseiras de forma correta e consistente, as instituições de saúde podem reduzir o número de eventos adversos e garantir que todos os pacientes recebam o cuidado de alta qualidade que merecem.

Referências:

  1. HOFFMEISTER, Louíse Viecili; MOURA, Gisela Maria Schebella Souto de. Uso de pulseiras de identificação em pacientes internados em um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem, jan.-fev. 2015, v. 23, n. 1, p. 36-43. DOI: 10.1590/0104-1169.0144.2522.
  2. COREN-SP. Orientação Fundamentada nº 073. 2018. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Orienta%C3%A7%C3%A3o-Fundamentada-073-.pdf

Riscos Ocupacionais na Enfermagem

Os profissionais de enfermagem estão expostos a uma variedade de riscos ocupacionais durante o exercício de suas funções. Esses riscos podem comprometer a saúde e a integridade física e mental dos trabalhadores, impactando diretamente sua qualidade de vida e a segurança dos pacientes.

Principais Riscos Ocupacionais na Enfermagem

Riscos Biológicos

  • Exposição a agentes infecciosos: Contato com sangue, fluidos corporais, secreções e excreções, além de pacientes com doenças infecciosas, expõe os profissionais de enfermagem a vírus, bactérias, fungos e parasitas.
  • Doenças transmissíveis: Hepatite B e C, HIV, tuberculose, sarampo, rubéola, caxumba, gripe, COVID-19, entre outras.
  • Riscos específicos para áreas de atuação: Maternidade (hepatite B, sífilis), pediatria (sarampo, rubéola, caxumba), oncologia (infecções oportunistas), UTI (bactérias multirresistentes), saúde mental (risco de violência).

Riscos Químicos

  • Medicamentos: Exposição a medicamentos citotóxicos, anestésicos, antissépticos, antibióticos, antivirais, etc., durante a administração, manipulação e descarte.
  • Reagentes de laboratório: Uso de soluções químicas para análise laboratorial e outros procedimentos.
  • Produtos de limpeza: Desinfetantes, detergentes, alvejantes, solventes, etc., utilizados na higienização de ambientes e materiais.

Riscos Físicos

  • Esforço físico excessivo: Movimentação de pacientes, equipamentos pesados, realização de procedimentos que exigem força física.
  • Exposição a ruídos: Ambientes hospitalares com níveis elevados de ruído, equipamentos médicos, alarmes, etc.
  • Vibrações: Uso de instrumentos cirúrgicos, equipamentos médicos que vibram, etc.
  • Radiações ionizantes: Exposição a raios X, gama e outros tipos de radiação em procedimentos médicos

Riscos Ergonômicos

  • Posturas inadequadas: Posições prolongadas, movimentos repetitivos, trabalho em pé ou sentado por longos períodos.
  • Mobília inadequada: Cadeiras, mesas, equipamentos e outros objetos que não se adaptam às necessidades do trabalho.
  • Organização inadequada do ambiente: Falta de espaço, iluminação inadequada, excesso de materiais, etc.
  • Equipamentos inadequados: Ferramentas pesadas, complexas ou com design inadequado, dificultando a realização de tarefas.

Riscos Acidentais e Psicossociais

  • Acidentes com materiais perfurocortantes: Agulhas, bisturis e outros materiais perfurantes podem causar ferimentos e a exposição a agentes patogênicos como vírus da hepatite B, C e HIV.
  • Quedas: A movimentação de pacientes, a utilização de escadas e a presença de obstáculos no ambiente de trabalho aumentam o risco de quedas e fraturas.
  • Queimaduras: O contato com líquidos quentes, substâncias químicas e equipamentos médicos podem causar queimaduras de diversos graus.
  • Choques elétricos: O uso inadequado de equipamentos elétricos e a presença de fios desencapados aumentam o risco de choques elétricos.
  • Acidentes com produtos químicos: A manipulação de medicamentos, soluções desinfetantes e outros produtos químicos pode causar irritações na pele, mucosas e vias respiratórias.
  • Acidentes com equipamentos: O mau funcionamento de equipamentos médicos, a falta de manutenção e o uso inadequado podem causar acidentes e ferimentos.
  • Carga de trabalho excessiva: Horas extras, plantões longos, falta de pessoal, etc.
  • Pressão do trabalho: Dificuldades de lidar com situações de urgência e emergência, responsabilidades e decisões complexas.
  • Conflitos interpessoais: Relações tensas com colegas, superiores, pacientes e familiares.
  • Falta de reconhecimento profissional: Baixa remuneração, falta de valorização da profissão.
  • Assédio moral e sexual: Comportamentos abusivos, humilhantes e discriminatórios.

Fatores que Aumentam os Riscos

  • Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Uso inadequado ou ausência de luvas, máscaras, óculos de proteção, aventais e outros EPIs.
  • Condições de Trabalho Precárias: Ambientes de trabalho insalubres, falta de higiene, equipamentos inadequados.
  • Subdimensionamento de Pessoal: Sobrecarga de trabalho e falta de tempo para realizar as tarefas com segurança.
  • Falta de Treinamento: Desconhecimento dos riscos e das medidas de prevenção.

Prevenção dos Riscos Ocupacionais

  • Uso correto dos EPIs: É fundamental utilizar os EPIs adequados para cada atividade e realizar a manutenção periódica.
  • Melhoria das condições de trabalho: Garantir ambientes de trabalho seguros, bem iluminados e ventilados, com equipamentos em bom estado de conservação.
  • Promoção da saúde: Incentivar hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática de atividade física e descanso adequado.
  • Capacitação dos profissionais: Oferecer treinamentos periódicos sobre segurança do trabalho e prevenção de acidentes.
  • Gestão de riscos: Realizar avaliação de riscos regularmente e implementar medidas de controle para minimizar os perigos.

A prevenção dos riscos ocupacionais na enfermagem é fundamental para garantir a saúde e a segurança dos profissionais, além de contribuir para a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Referência:

  1. Silva MKD, Zeitoune RCG. Riscos ocupacionais na perspectiva da enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm 2009 abr-jun; 13 (2): 279- 86

Declaração de Óbito: Como é feito?

A Declaração de Óbito (DO) é um documento-padrão usado em todo o território nacional. Ela é emitida pelo médico que vinha prestando assistência ao paciente, sempre que possível. No entanto, em algumas situações específicas, outras pessoas ou serviços também podem emitir a declaração.

Quem Preenche a Declaração de Óbito?

O médico que estava cuidando do paciente é o responsável ideal para preencher a DO. Se o médico não estiver disponível, outros profissionais de saúde, como enfermeiros ou técnicos de enfermagem, podem preenchê-la.

Em casos específicos, como óbitos ocorridos fora de estabelecimentos de saúde, a declaração pode ser preenchida por familiares ou até mesmo pelo Serviço de Verificação de Óbito (quando disponível).

Como é Feito o Preenchimento

    • A DO é impressa em três vias autocopiativas, com diferentes cores (branca primeira via, amarela segunda via e rosa terceira via).
    • Ela deve ser preenchida para todos os óbitos, inclusive os fetais, ocorridos em estabelecimentos de saúde, domicílios ou outros locais.
    • O preenchimento inclui informações sobre a causa da morte, dados pessoais do falecido e detalhes sobre o local e a data do óbito.

Fluxos da Declaração de Óbito

  1. Óbito por Causa Natural Ocorrido em Estabelecimento de Saúde:
    • Quando o falecimento ocorre em um hospital ou clínica, o médico que estava cuidando do paciente é o responsável ideal para preencher a DO.
    • O preenchimento inclui informações sobre a causa da morte, dados pessoais do falecido e detalhes sobre o local e a data do óbito.
  2. Óbito por Causa Natural Ocorrido Fora do Estabelecimento de Saúde e com Assistência Médica:
    • Se o óbito ocorreu em casa ou em outro local fora de um estabelecimento de saúde, mas com assistência médica, o profissional de saúde que prestou assistência pode preencher a DO.
    • Novamente, informações sobre a causa da morte, dados pessoais e detalhes do óbito são necessários.
  3. Óbito por Causa Natural, Sem Assistência Médica, em Localidade com Serviço de Verificação de Óbito:
    • Quando o falecimento ocorre sem assistência médica, mas em uma área com Serviço de Verificação de Óbito (SVO), o preenchimento pode ser feito por um familiar ou pelo próprio SVO.
    • O SVO é responsável por verificar a causa da morte.
  4. Óbito por Causa Natural Ocorrido Fora de Estabelecimento de Saúde, Sem Assistência Médica, em Localidade sem Serviço de Verificação de Óbito:
    • Se o óbito ocorreu em casa ou em outro local sem assistência médica e sem SVO, o preenchimento pode ser feito por um familiar.
    • Essa situação requer atenção especial para garantir informações precisas.
  5. Óbito por Causa Natural Ocorrido em Localidade sem Médico:
    • Em áreas remotas sem médicos, outros profissionais de saúde ou até mesmo familiares podem preencher a DO.
    • A causa da morte deve ser registrada com base nos sintomas e circunstâncias.
  6. Óbito por Causa Natural Ocorrido em Aldeia Indígena com Assistência Médica:
    • Nas aldeias indígenas, o preenchimento pode ser feito por profissionais de saúde ou líderes comunitários.
    • A DO deve refletir a realidade local.
  7. Óbito por Causa Acidental ou Violenta Ocorrido em Localidade com Instituto Médico-Legal (IML):
    • Quando a morte é acidental ou violenta, o IML é responsável pelo preenchimento.
    • Informações detalhadas sobre a causa e circunstâncias devem ser incluídas.
  8. Óbito por Causa Acidental ou Violenta Ocorrido em Localidade sem Instituto Médico-Legal:
    • Se não há IML na região, outros profissionais podem preencher a DO, mas com atenção aos detalhes.

Atestado de Óbito e Declaração de Óbito são a mesma coisa?

Não. Declaração de Óbito é documento federal de preenchimento privativo de médico e que serve para reduzir a texto uma determinada situação referida a um óbito, confirmando sua ocorrência e causas.

Já o “atestado de óbito” (certidão), é um documento emitido por cartório que comprova ou garante a existência ou não de uma situação de direito. Ou seja, que informa e dá fé sobre a existência da declaração em um óbito registrada naquele tabelionato.

Lembrando que a DO é um documento essencial para fins legais e estatísticos, e seu correto preenchimento é fundamental para garantir informações precisas sobre a mortalidade no país.

O que é SVO?

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) é um serviço público estratégico para determinar a causa de morte.

Ele colabora para o diagnóstico da situação de saúde do país, auxiliando na promoção de ações para esclarecer as causas de óbitos, com ou sem assistência médica.

Além disso, o SVO emite a Declaração de Óbito para os óbitos com ocorrência domiciliar quando não há cobertura do serviço de saúde.

 

  1. Entenda a diferença entre certidão de óbito e atestado de óbito – Portal CNJ
  2. Entenda a diferença entre certidão de óbito e atestado de óbito | Jusbrasil
  3. Ministério da Saúde
  4. manual_declaracao_obitos.pdf (saude.gov.br)
  5. Manual de instruções para preenchimento de Declaração de Óbito tem versão atualizada – Portal CRM-PR (crmpr.org.br)
  6. Óbito no domicílio: quem e como preencher a declaração de óbito? – TelessaúdeRS-UFRGS

Geladeira de Vacinas: O Que Mudou

Geladeira Vacinas

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 14/10/2026.

Uma vacina pode perder sua potência sem apresentar alteração visível. Por isso, a segurança da vacinação começa no equipamento de armazenamento: geladeiras domésticas e frigobares não devem ser usados para conservar imunobiológicos. O serviço precisa dispor de equipamento apropriado, regularizado e capaz de manter a temperatura dentro dos limites recomendados.

Qual é a temperatura correta?

Para os imunobiológicos cuja conservação exige refrigeração positiva, a faixa habitual é de +2 °C a +8 °C, respeitando sempre as orientações específicas do fabricante. A sala de vacinação deve contar com monitoramento da temperatura, registros conforme a regulamentação e procedimentos definidos para situações de falha elétrica ou alteração térmica.

Como organizar corretamente os imunobiológicos

Nas câmaras refrigeradas apropriadas, as vacinas devem permanecer em suas embalagens identificadas, organizadas de forma a permitir a circulação de ar e o controle dos prazos de validade. O mapa de organização deve facilitar a localização dos produtos e reduzir o risco de trocas ou uso de frascos vencidos. Não se deve reproduzir automaticamente a antiga divisão fixa por prateleiras: a disposição precisa seguir as características do equipamento e as orientações técnicas vigentes.

Na rotina, uma embalagem recém-chegada pode precisar ser guardada enquanto outras doses estão sendo separadas para atendimento. Nesse momento, deixar a porta aberta por mais tempo do que o necessário e bloquear a circulação de ar pode prejudicar a estabilidade térmica. Organizar os imunobiológicos antes de abrir o equipamento e guardar os produtos rapidamente ajuda a reduzir essas oscilações.

Monitoramento e limpeza exigem planejamento

A temperatura deve ser acompanhada e registrada conforme os procedimentos do serviço, utilizando instrumentos adequados e calibrados. Se houver queda de energia, falha do equipamento ou temperatura fora da faixa recomendada, mantenha os produtos identificados e sob controle, comunique imediatamente o responsável técnico e siga o plano de contingência. Não libere nem descarte vacinas automaticamente: a decisão deve considerar o tempo e a intensidade da exposição, as características do produto e a orientação da rede de imunização ou do fabricante.

Antes de uma limpeza programada, é necessário garantir uma alternativa apropriada para armazenar temporariamente os imunobiológicos, com controle da temperatura. Após a higienização, o equipamento deve voltar a apresentar condições térmicas adequadas antes que os produtos sejam recolocados. A transferência, o acondicionamento e a retomada do armazenamento devem seguir o procedimento operacional padrão do serviço.

Imagine que, durante a conferência do início do turno, seja identificada uma temperatura de 9 °C. A conduta segura não é simplesmente ajustar o termostato e continuar usando as vacinas. É preciso comunicar a ocorrência, registrar os dados disponíveis, preservar os produtos nas condições previstas pelo plano de contingência e aguardar avaliação técnica antes de decidir sobre sua utilização.

Cuidados de enfermagem

Confira os registros de temperatura, a validade e a identificação dos imunobiológicos; mantenha a organização interna conforme o mapa do equipamento e evite aberturas desnecessárias. Conheça o plano de contingência do serviço e saiba quem deve ser acionado diante de excursões térmicas, falhas elétricas ou defeitos no equipamento. A conservação adequada faz parte da segurança do paciente e da qualidade da vacinação.

Resumo para salvar

Geladeira de Vacinas: O Que Mudou

  • Não utilize geladeiras domésticas ou frigobares para vacinas
  • Mantenha os imunobiológicos na faixa indicada pelo fabricante
  • Monitore e registre a temperatura conforme o protocolo
  • Diante de excursão térmica, preserve os produtos e comunique o responsável técnico

Referências:

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 197, de 26 de dezembro de 2017. Dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana. Brasília, DF: Anvisa, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2017/rdc0197_26_12_2017.pdf.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações. 6. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/rede-de-frio/publicacoes/manual-da-rede-de-frio-pni-6ed. 

XABCDEF do Trauma: ATLS

A ATLS (Advanced Trauma Life Support) irá disponibilizar em sua 11º edição, uma atualização importante sobre a avaliação primária.

Como será o novo mnemônico?

X – Exsanguinação

– Identificar e conter hemorragias massivas

A – Vias Aéreas +controle manual cervical

– Realizar desobstrução das VA e restringir movimentos do pescoço

B- Ventilação/Oxigenação

-Exame físico, uso de oximetria e oferta de oxigênio

C -Circulação

-Perfusão, pulsos, coloração + temperatura da pele, sangramentos

D – Neurológico

-Glasgow – Pupilas – Sinais de TCE

E – Exposição e controle de temperatura

-Hipotermia pode ser letal – observar outras lesões

*F – Fatores associados*

-Populações especiais: Criança, idoso, gestante

Não confunda com o XABCDE do PHTLS!

O PHTLS fala do atendimento pré-hospitalar ou traumatizado, já o ATLS fala do suporte avançado de vida no trauma. Ou seja:

No PHTLS vai estudar e trazer referências sobre o atendimento de uma vítima antes dela chegar no Hospital, portanto, no caso de um acidente na rua ou em qualquer outro local que não seja no hospitalar.

Já o ATLS irá tratar apenas de procedimentos avançados, ou seja, procedimentos que serão realizados por médicos ou até enfermeiros porém dentro do ambiente hospitalar.

Contudo, essa atualização trazendo “F” ela aconteceu dentro do ATLS então que dizer, que é uma atualização para ser praticada dentro do ambiente hospitalar!

Essa atualização do ATLS que ainda vai acontecer, ela vai tratar do ambiente INTRA HOSPITALAR, então para quem trabalha no ambiente Extra hospitalar (APH), isso não vai mudar nada, continuando até então o protocolo XABCDE.

Referências:

  1. Global Symposium ATLS

Kit CIPA: O que você precisa saber!

O Kit CIPA é um conjunto de equipamentos essenciais que auxiliam no suporte e cuidado às vítimas em casos de acidentes ou lesões.

Para que situações serve?

Principalmente utilizado em diversas situações de emergência e primeiros socorros em ambientes de trabalho, explicamos algumas das principais situações em que o Kit CIPA é necessário incluem:

  1. Acidentes e Lesões: O Kit CIPA é essencial para o atendimento imediato em casos de acidentes, quedas, cortes, fraturas, queimaduras e outras lesões. Ele fornece os materiais necessários para estabilizar a vítima e prevenir complicações.
  2. Mal-Estar Súbito: Se um trabalhador apresentar mal-estar súbito, como desmaios, tonturas, náuseas ou dor no peito, o Kit CIPA pode ser usado para fornecer suporte básico até a chegada de ajuda profissional.
  3. Intoxicações e Exposições Químicas: Em casos de intoxicação por produtos químicos ou exposição a substâncias perigosas, o Kit CIPA contém itens como luvas estéreis e máscaras RCP para proteger o socorrista durante o atendimento.
  4. Emergências Cardíacas e Respiratórias: As máscaras RCP descartáveis são usadas em procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP). O Kit CIPA também pode conter um desfibrilador externo automático (DEA) em alguns locais de trabalho.
  5. Atendimento a Vítimas de Acidentes de Trabalho: O Kit CIPA é fundamental para o atendimento adequado a vítimas de acidentes ocorridos no ambiente de trabalho. Ele ajuda a minimizar os riscos e a garantir que a vítima receba os cuidados necessários.

Lembre-se de que o Kit CIPA deve estar sempre disponível em locais de trabalho onde a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é exigida. Ele é fundamental para garantir a segurança e o pronto atendimento em situações de emergência.

Itens que devem compor o Kit

  1. Colar Cervical: O colar cervical é um dispositivo utilizado para imobilizar a região cervical da coluna vertebral, oferecendo suporte e estabilidade em casos de suspeita de lesão na coluna. É essencial selecionar o tamanho adequado do colar cervical para garantir um ajuste correto e evitar movimentos que possam agravar a lesão.
  2. Prancha de imobilização: A prancha de imobilização, também conhecida como prancha longa, é um dispositivo rígido utilizado para imobilizar a coluna vertebral e o corpo da vítima. Feita de materiais resistentes, como plástico ou madeira, a prancha proporciona uma superfície estável para a vítima ser colocada e transportada com segurança, evitando movimentos indesejados.
  3. Bloco de Imobilização e Jogo de Tala Aramada: O bloco de imobilização e o jogo de tala aramada são utilizados para imobilizar membros fraturados ou lesionados, fornecendo suporte e estabilidade. O bloco de imobilização é colocado ao redor do membro afetado e fixado no local com ataduras ou faixas elásticas. Já o jogo de tala aramada consiste em talas maleáveis revestidas de espuma e arame, que podem ser moldadas e presas ao redor do membro para imobilização.
  4. Manta Térmica: A manta térmica é um item importante para o controle da temperatura corporal em situações de emergência. Ela ajuda a evitar a perda de calor em casos de hipotermia e também pode ser usada para proteção contra o calor excessivo. A manta térmica é leve e compacta, sendo facilmente transportada no kit de primeiros socorros.
  5. Luvas Estéreis e Tesoura de Ponta Romba: As luvas estéreis são essenciais para proteger tanto o socorrista quanto a vítima de contaminação e infecções durante os procedimentos de primeiros socorros. A tesoura de ponta romba é utilizada para cortar materiais, como ataduras e roupas, de forma segura, evitando ferimentos adicionais.
  6. Óculos de Proteção: Os óculos de proteção são utilizados para proteger os olhos do socorrista contra respingos de sangue, fluidos corporais ou outros materiais perigosos.
  7. Ataduras de Crepe: As ataduras de crepe são bandagens elásticas utilizadas para fixar curativos, imobilizar membros ou aplicar compressão.
  8. Fita Micropore: A fita Micropore é um tipo de fita adesiva hipoalergênica que pode ser usada para fixar curativos e bandagens.
  9. Materiais para eventuais curativos: gazes estéreis, luvas de procedimento e estéreis, fita adesiva microporosa/esparadrapo, band-aids, antissépticos, podem ser necessários caso haja algum ferimento.
  10. Máscaras RCP Descartáveis: As máscaras RCP descartáveis são usadas em procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar, fornecendo uma barreira entre o socorrista e a vítima.

Como utilizar o Kit CIPA?

Avalie a Situação

Antes de qualquer intervenção, avalie a situação e verifique se é seguro se aproximar da vítima. Certifique-se de que não há riscos adicionais, como fogo, eletricidade ou substâncias perigosas.

Chame Ajuda Profissional

Se necessário, chame imediatamente ajuda profissional (como o serviço de emergência local) antes de iniciar qualquer procedimento.

Proteja-se

Coloque as luvas estéreis do kit para proteger-se contra contaminação e infecções.

Imobilize a Vítima

Se houver suspeita de lesão na coluna vertebral, utilize o colar cervical para imobilizar a região cervical. Utilize a prancha de imobilização para transportar a vítima com segurança, evitando movimentos desnecessários.

Controle Hemorragias

Use ataduras de crepe ou outros materiais do kit para fazer curativos e controlar sangramentos. Eleve o membro afetado, se possível, para reduzir o fluxo sanguíneo.

Mantenha a Vítima Aquecida

Se necessário, utilize a manta térmica para evitar a perda de calor corporal.

Administre RCP, se Necessário

Se a vítima não estiver respirando ou não tiver pulso, inicie a ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Utilize as máscaras RCP descartáveis do kit.

Transporte Adequado

Utilize a prancha de imobilização para transportar a vítima até o local de atendimento médico. Mantenha a vítima estável e evite movimentos bruscos.

Documente o Atendimento

Registre todas as ações realizadas no atendimento, incluindo horários, procedimentos e observações relevantes.

Lembre-se de que o treinamento adequado é fundamental para utilizar corretamente o Kit CIPA. Além disso, siga sempre as diretrizes e protocolos específicos da sua empresa ou local de trabalho.

Referências:

Consultório na Rua

O Consultório na Rua é uma estratégia de saúde que foi instituída pela Política Nacional de Atenção Básica em 2011.

Seu objetivo é ampliar o acesso aos serviços de saúde para a população em situação de rua, oferecendo atenção integral de maneira oportuna. Essa população enfrenta condições de vulnerabilidade e frequentemente tem seus vínculos familiares interrompidos ou fragilizados.

A Equipe Multidisciplinar

As equipes do Consultório na Rua são compostas por profissionais de diversas áreas, como A: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional; e B: agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião-dentista, profissional/professor de educação física ou profissional com formação em arte e educação.

Essas equipes realizam ações itinerantes, atendendo às necessidades específicas dessa população, seja durante o dia ou à noite, em todos os dias da semana.

Modalidades

As equipes dos Consultórios na Rua podem ser organizadas em três modalidades :

Modalidade I – equipe formada minimamente por 4 (quatro) profissionais, entre os quais 2 (dois) destes obrigatoriamente deverão estar conforme a letra A (descrição acima) e os demais entre aqueles descritos nas letras A e B;
Modalidade II – equipe formada minimamente por 6 (seis) profissionais, entre os quais 3 (três) destes obrigatoriamente deverão estar conforme a letra A (descrição acima) e os demais entre aqueles descritos nas letras A e B;
Modalidade III – equipe da Modalidade II acrescida de um profissional médico.

Item 1: Enfermeiro, Psicólogo, Assistente Social e Terapeuta Ocupacional
Item 2: Agente Social, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem, técnico em Saúde Bucal, Cirurgião Dentista, profissional de Educação Física e profissional com formação em Arte e Educação.

É importante ressaltar que a responsabilidade pela atenção à saúde da população em situação de rua é de todos os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo que não façam parte de uma equipe de Consultório na Rua.

Ações

As atividades devem ser realizadas de forma itinerante, com cumprimento de carga horária mínima semanal de 30 horas, porém seu horário de funcionamento deverá ser adequado às demandas das pessoas em situação de rua, podendo ocorrer em período diurno e/ou noturno, em todos os dias da semana.

No processo de trabalho, devem estar garantidas ações para o cuidado in loco, a partir da abordagem ampliada dos problemas de saúde e sociais, bem como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A depender da necessidade do usuário, essas equipes também devem atuar junto aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de atenção da rede de saúde e intersetorial.

Diante das especificidades dessa população, a estratégia de redução de danos deverá ser transversal a todas as ações de saúde realizadas pelas equipes. Todas as ações realizadas pelas eCR devem ser registradas no Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), por meio da Estratégia e-SUS AB.

Quando não há equipes específicas de Consultório na Rua em determinado município ou área, a atenção deve ser prestada pelas demais modalidades de equipes da Atenção Básica.

O cuidado com a saúde dessa população também deve incluir profissionais de Saúde Bucal e os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) do território onde essas pessoas estão concentradas.

Em resumo, o Consultório na Rua desempenha um papel fundamental ao oferecer atendimento integral e humanizado para aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade nas ruas, contribuindo para a promoção da saúde e o resgate da cidadania. 🌟

Para mais informações, você pode consultar as marcas da Estratégia Consultório na Rua da Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Pulseira de Identificação: O que deve Conter?

A pulseira de identificação de pacientes é um elemento crucial no ambiente hospitalar. Ela atende a uma das mais relevantes necessidades do setor, que é assegurar a correta identificação dos pacientes.

Quando essa identificação é feita de maneira precisa, reduz-se significativamente o risco de erros, como equívocos na administração de medicamentos ou transfusões de sangue. Além disso, a identificação correta é fundamental para garantir a segurança no cotidiano de um hospital.

Itens importantes que devem conter em uma pulseira de identificação

  • Prevenção de Erros Médicos: A pulseira fornece informações essenciais sobre o paciente, como o nome, o número de identificação, o grupo sanguíneo e quaisquer condições médicas pré-existentes. Esses dados ajudam a equipe médica a fornecer o tratamento certo de forma rápida e eficaz, evitando erros que podem ter consequências graves.
  • Segurança em Casos de Doenças Contagiosas: Em áreas controladas e restritas, como zonas de isolamento para pacientes com doenças contagiosas, é fundamental identificar todas as pessoas que entram e saem. A pulseira permite rastrear os movimentos dos pacientes e visitantes, garantindo que todos estejam cientes das precauções necessárias.
  • Funcionamento da Pulseira: A pulseira pode ser impressa no momento em que o paciente chega à recepção do hospital. Ela contém informações como o nome do paciente, motivo da internação, medicamentos recorrentes, potenciais alergias e contato do responsável legal.
  • Identificadores Mínimos: Para garantir uma identificação correta, recomenda-se usar pelo menos dois identificadores na pulseira branca padronizada. Por exemplo, o nome completo e a data de nascimento são essenciais para evitar confusões.
  • Utilizar no mínimo dois identificadores como:
    • Nome completo do paciente;
    • nome completo da mãe do paciente;
    • data de nascimento do paciente;
    • número de prontuário do paciente.

Em resumo, a pulseira de identificação hospitalar é uma ferramenta vital para a segurança dos pacientes e deve conter informações relevantes para facilitar os cuidados médicos adequados.

Outros pontos importantes

Quanto à pulseira de identificação:

  • Deve conter nome completo – sem abreviatura e data de nascimento com dois dígitos para dia, 02 dígitos para mês e 04 dígitos para ano (xx/xx/xxxx).
  • Quando o paciente não puder ter sua identificação confirmada por estar sem documento, mas está consciente e sabe informar a nome completo e a data de nascimento e/ou seu acompanhante fornece os dados solicitados, a Identificação do paciente na pulseira e na ficha de identificação (anexo) será precedido da sigla PSD (paciente sem documento).
  • Quando o paciente estiver sem documento inconsciente, com confusão mental ou não sabe informar nome completo e data de nascimento, deverá ser utilizado como identificadores para nome: identidade sexual, cor da pele precedido da sigla PNI (paciente não identificado), se tiver cicatriz, tatuagem em face que o identifique, poderá ser acrescentado (ex.: PNI, homem de cor parda, D.I xx/xx/xxxx).
    • Identificadores para data de nascimento: será a data da internação (dia, mês e ano) precedida pela sigla DI (data da Internação): xx/xx/xxxx).
    • Neste caso, o número do atendimento será obrigatório estar descrito na pulseira de identificação e deverá ser conferido por leitura antes de cada cuidado e ou procedimento.
  • Nas demais situações o número do atendimento e ou prontuário poderá estar presente, não se faz obrigatório e não será considerado marcador de identificação obrigatório para auditorias.
  • Se a pulseira de identificação estiver danificada, for removida acidentalmente ou se tornar ilegível, deverá s ser solicitada ao setor de internação uma nova pulseira.
  • A pulseiras com registro manual deverá ser preenchida obrigatoriamente com letra de forma (caixa alta) legível.
  • Todos os formulários, etiquetas ou rótulos que identifiquem pacientes deverão possuir os dois marcadores de identificação nome e data de nascimento, e devem ser corretamente preenchidos.
  • A pulseira de identificação deve ser colocada, preferencialmente, no punho direito. Caso não seja possível a instalação nesse membro, será obedecida a seguinte ordem:
    • Punho esquerdo;
    • Tornozelo direito;
    • Tornozelo esquerdo.
  • Peça ao paciente que declare (e, quando possível, soletre) seu nome completo e data de nascimento.
  • Para a identificação do recém-nascido, a pulseira de identificação deve conter minimamente a informação do nome da mãe e o número do prontuário do recém-nascido e
    outras informações padronizadas pelo serviço de saúde.
  • Quando for realizada transferência para outro serviço de saúde, um identificador adicional do paciente pode ser o endereço.
  • Não usar o número do quarto/enfermaria/ leito do paciente como um identificador, em função do risco de trocas no decorrer da estadia do paciente no serviço.

O objetivo é que todos os pacientes permaneçam com a mesma pulseira durante a sua permanência na instituição, mas certas situações clínicas exigem que seja realizado um rodízio de membros, como na presença de edemas, de dispositivos invasivos, amputações, dentre outros.

Quando for necessária a realização do rodízio, a equipe de enfermagem responsável pelo cuidado deverá solicitar a internação, uma nova pulseira e providenciar a troca, procurando seguir as prioridades na eleição do membro. A saber: membro superior direito, membro superior esquerdo, membro inferior direito, membro inferior esquerdo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. ANVISA

Time de Resposta Rápida (TRR)

Um Time de Resposta Rápida é constituído por um grupo interdisciplinar especializado em lidar com casos clínicos urgentes. Geralmente formada por médicos e enfermeiros, essa equipe é responsável por avaliar, tratar e agir em casos de parada cardíaca ou deterioração clínica aguda dos pacientes, que podem ser:

  • Mudanças nos sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura;
  • Níveis de oxigênio insuficientes no sangue;
  • Alterações nos níveis de consciência, como sonolência, confusão ou agitação;
  • Dificuldade respiratória, como respiração rápida, superficial ou ofegante;
  • Dor aguda e intensa;
  • Sangramento ou hemorragia;
  • Hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue);
  • Qualquer outra mudança súbita ou significativa no estado do paciente.

O Time de Resposta Rápida é treinado para reconhecer sinais precoces de deterioração, como mudanças nos sinais vitais, níveis de consciência ou sintomas respiratórios, e tomar medidas imediatas para estabilizar o paciente.

Entre as atitudes imediatas tomadas pelo time, encontram-se a administração de medicamentos, intervenções respiratórias ou a transferência do paciente para a UTI, caso necessário.

Objetivos

Os objetivos de um Time de Resposta Rápida incluem o aprimoramento da qualidade no atendimento médico, a promoção da redução de custos e um atendimento mais ágil para os pacientes que precisam de cuidados emergenciais:

  • Identificar precocemente pacientes em risco de deterioração clínica e intervir antes que a situação se agrave;
  • Reduzir a taxa de parada cardíaca em pacientes hospitalizados;
  • Reduzir a taxa de mortalidade hospitalar;
  • Melhorar a comunicação entre as equipes de saúde de distintos setores hospitalares.

Além disso, podemos incluir, entre os objetivos, o diagnóstico preciso em um menor espaço de tempo e a preservação da segurança física e bem-estar dos pacientes. São inúmeros os benefícios em contar com um TRR em seu hospital: além de melhorar os níveis da qualidade no atendimento em um hospital, o trabalho desse time aumenta a segurança dos pacientes, reduz os custos hospitalares e melhora a satisfação do paciente e dos profissionais de saúde.

A equipe

  1. Definir uma equipe, composta por profissionais de saúde treinados e experientes em cuidados críticos, como médicos e enfermeiros. Na equipe também pode-se incluir fisioterapeutas, farmacêuticos e outros profissionais de saúde, dependendo das necessidades do hospital;
  2. Estabelecer um protocolo com critérios de acionamento, papéis e responsabilidades da equipe, equipamentos e medicamentos necessários, entre outros aspectos;
  3. Treinamento de todos os membros da equipe de acordo com o protocolo estabelecido;
  4. Uma vez implementado é necessário monitorar e avaliar o desempenho regularmente.

A Tecnologia no TRR

A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia dos hospitais e instituições de saúde. Quando falamos de Times de Resposta Rápida, a tecnologia pode ser uma ferramenta essencial para ajudar as equipes a agir com rapidez e eficácia durante uma crise ou emergência:

  • Monitoramento remoto: a tecnologia pode ser usada para monitorar pacientes remotamente, permitindo que a equipe do TRR possa identificar rapidamente sinais de deterioração clínica aguda e agir antes que a situação se torne crítica. Por exemplo, sensores vestíveis podem ser usados para monitorar a frequência cardíaca, respiratória e outras funções vitais em tempo real;
  • Alertas automáticos: podem ser gerados em caso de deterioração clínica aguda;
  • Comunicação integrada: a comunicação entre a equipe do TRR e outros profissionais de saúde do hospital permite uma resposta mais rápida e eficaz em casos de emergência. Por exemplo, sistemas de mensagens instantâneas podem ser usados para enviar alertas e comunicações em tempo real;
  • Prontuários eletrônicos (PEPs): podem ser usados para acessar rapidamente informações sobre o histórico médico do paciente, incluindo alergias a medicamentos, histórico de doenças e medicamentos em uso. Isso pode ajudar a equipe do TRR a tomar decisões mais informadas e seguras em casos de emergência;
  • Telemedicina: pode ser usada para permitir que a equipe do TRR avalie rapidamente pacientes em diferentes partes do hospital ou até mesmo de outros locais remotamente, permitindo uma resposta ainda mais rápida em casos de emergência.

Como acionar o TRR?

O Time de Resposta Rápida pode ser acionado pelo Ramal padronizado por cada instituição que possui o TRR em qualquer caso de parada cardíaca, mesmo que suspeito. Após a ligação do profissional de saúde, o TRR chegará  rapidamente  ao local da ocorrência. Esse atendimento é chamado de Código Vermelho.

O TRR pode ser acionado também pelo Código Amarelo, que visa prevenir Códigos Vermelhos, via critérios disponibilizados pela equipe médica. O time oferece suporte à equipe responsável pelo paciente.

Referência:

  1. Ministério da Saúde e Educação

Dignidade Menstrual: Tenha acesso a absorventes gratuitos pelo SUS

Dignidade Menstrual é um programa do governo federal que visa garantir o acesso a absorventes higiênicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O programa foi criado em 2023, após a aprovação da Lei nº 14.189, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

O objetivo é promover a saúde, a educação e a cidadania das mulheres, além de combater a pobreza menstrual, que afeta milhões de brasileiras.

Como ter acesso aos absorventes gratuitos?

Quem tem direito

Pessoas com idade entre 10 e 49 anos de idade (considerada como idade fértil) e que estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Além disso, é necessário estar em uma das seguintes situações:

– Estar em situação de vulnerabilidade social extrema (renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa);
– Ser estudante da rede pública de ensino e de baixa renda (meio salário mínimo);
– Estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito

– Apresentar a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;
– Levar documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene

O programa Dignidade Menstrual beneficia cerca de 20 milhões de mulheres em todo o país, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza, que são beneficiárias do Bolsa Família, que estão em situação de rua ou que são privadas de liberdade.

A iniciativa também contempla meninas em idade escolar, que podem receber os absorventes nas escolas públicas onde estudam.

O acesso aos absorventes gratuitos pelo SUS é um direito das mulheres e uma forma de garantir sua dignidade, sua saúde e seu bem-estar.

Se você se enquadra nos critérios do programa, procure uma unidade de saúde, Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Centros Pop ou equipes do Consultório na Rua  para orientações e faça seu cadastro. Se você conhece alguém que precisa desse benefício, compartilhe essa informação e ajude a divulgar essa importante política pública.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/01/23/distribuicao-de-absorventes-via-farmacia-popular-reforca-programa-aprovado-pelo-congresso