Diferenças entre: Cardioversão Elétrica VS Farmacológica

A cardioversão é um procedimento utilizado para restaurar o ritmo cardíaco normal em pacientes com arritmias.

Existem duas principais formas de cardioversão:

Cardioversão Elétrica:

    • Nesse método, descargas elétricas (choques) são aplicadas ao paciente por meio de eletrodos colocados no tórax.
    • É preferida em casos graves, como fibrilação ventricular, que ocorre durante uma parada cardíaca.
    • A cardioversão elétrica é rápida e eficaz na interrupção de arritmias potencialmente fatais.

Cardioversão Farmacológica:

    • Envolve a administração de medicamentos antiarrítmicos específicos.
    • É mais adequada para arritmias bem toleradas ou quando o paciente está em boas condições físicas.
    • A eficácia depende do tipo de arritmia e do momento de início do tratamento.

A cardioversão elétrica é mais indicada para emergências graves, enquanto a cardioversão farmacológica é uma opção quando a arritmia é menos crítica.

Porém ambas visam restabelecer o ritmo sinusal e melhorar a função cardíaca.

Referências:

  1. CTSEM – Cardioversão elétrica: saiba diferenciá-la da desfibrilação
  2. Cardioversão elétrica: o que é, quando salva uma vida (emergency-live.com)

Como funciona um Cardioversor?

Para o uso do cardioversor, primeiro é preciso detectar o local de origem da arritmia:

  • As atriais acontecem na área superior do coração;
  • As ventriculares na parte inferior do coração;
  • E as juncionais entre os átrios e os ventrículos.

Quando o defeito no coração acontece nos ventrículos se configura um caso mais grave. E, se não houver cuidado constante ou socorro imediato, tem alta porcentagem de morte.

O que causa a batida descompassada do coração é a falha na pulsação elétrica dele, oriundos de questões hereditárias, genéticas ou agravamentos decorrentes do sedentarismo e da má alimentação.

O cardioversor age como uma terapia elétrica, interrompendo a arritmia e devolvendo o ritmo normal de pulsações. Importante salientar que o uso do cardioversor, diferentemente do desfibrilador, somente deve ser administrado por um profissional de saúde responsável.

Como diferenciar o CARDIOVERSOR do DESFIBRILADOR?

Para diferenciar os usos do desfibrilador e do cardioversor é preciso ter um olhar mais atento à aplicação de cada um.

O primeiro (DESFIBRILADOR) é sempre um procedimento feito em casos de emergência, em que há a iminência de morte. Ele dá choques elétricos, que não são sincronizados, sobre o tórax ou diretamente no coração. Assim, retornando o funcionamento dele como se o tivesse reiniciado.

O aparelho de cardioversão também pode ser usado em emergências, mas é mais comum em uso eletivo. A indicação é para as situações em que arritmia é criticamente instável ou então por escolha médica. Em sua aplicação o choque produzido despolariza todas as fibras cardíacas ao mesmo tempo, reparando o funcionamento correto do coração.

Importante destacar que a cardioversão elétrica deve ser realizada com o paciente em jejum, além de que sob anestesia ou sedação profunda.

Tipos de Cardioversores

Existem diversos tipos de aparelhos cardioversores disponíveis para uso hospitalar.

Os manuais são os que  precisam que um operador administre o reconhecimento do ritmo dos batimentos, bem como aplique o choque.

Os semiautomáticos têm o ritmo cardíaco reconhecido automaticamente, porém a aplicação do choque é feito por um operador. Quanto aos externos, eles são usados através da aplicação dos eletrodos adesivos sobre o tórax. Enquanto o interno tem os cabos eletrodos implantados pelo sistema venoso.

O choque elétrico é feito no músculo cardíaco através de ondas que podem ter dois formatos: monofásico e bifásico.

No monofásico a energia é aplicada em um único sentido, enquanto no bifásico a tensão parte de dois pontos diferentes, em inversão de polaridade sendo a tecnologia bifásica mais segura e eficaz para o paciente.

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Cardioversão VS Desfibrilação: Quais são as diferenças?

Cardioversão Elétrica e Farmacológica

Cardioversão Elétrica e Farmacológica

Certamente você já ouviu diversas vezes sobre a cardioversão em pacientes com certas arritmias. Mas você sabia que existe dois tipos de cardioversão?

O médico avaliará as condições certas para aquele paciente, na qual apresenta uma arritmia.

Cardioversão Farmacológica

Se a arritmia não é uma emergência, um médico irá normalmente usar medicação para fazer o coração bater normalmente. Isto é chamado de cardioversão farmacológica ou química. É mais efetiva quando iniciada dentro dos sete primeiros dias do início das arritmias – fibrilação atrial e flutter atrial.

Pode normalmente obter o medicamento através de um IV, enquanto os médicos verificam o coração. Mas, às vezes, as pessoas podem tomar o medicamento como um comprimido.

Cardioversão Elétrica

É um procedimento eletivo utilizado para reverter arritmias mediante a administração de uma corrente elétrica direta e sincronizada que despolariza o miocárdio. Para que a descarga elétrica seja sincronizada o paciente deve estar monitorizado no próprio cardioversor e o botão de sincronismo deve estar ativado.

A descarga é liberada na onda R (período refratário da despolarização cardíaca). Esse mecanismo consiste em despolarizar simultaneamente quase todas as fibras cardíacas, interrompendo os mecanismos de reentrada, com o objetivo de restaurar o impulso cardíaco de maneira coordenada, com apenas uma fonte de geração de impulso elétrico.

Geralmente é um procedimento que requer sedação ao paciente, e a terapia escolhida para o tratamento de taquiarritmias. como por exemplo, a Fibrilação atrial (FA) e Flutter atrial.

lembrese: A Cardioversão Elétrica não é o mesmo que Desfibrilação!

Ainda existe confusão sobre a diferença entre cardioversão e desfibrilação, além de falta de atenção e cuidado no momento do disparo da corrente elétrica, resultando em sérias consequências. Presenciei várias vezes consequências indesejáveis para a equipe, como choque simultâneo no paciente, enfermeiro, técnico de enfermagem, no paciente e médico e, também, consequências para os pacientes, como queimaduras extensas de primeiro e segundo grau.

Na desfibrilação, promove uma aplicação de corrente elétrica não sincronizada ao músculo cardíaco. O choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio. tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco.

Na cardioversão, é aplicado o choque elétrico de maneira sincronizada, assim, o paciente deve estar monitorado no cardioversor e este deve estar com o botão de sincronismo ativado, pois a descarga elétrica é liberada na onda P. ou seja. no período refratário.

Quais são os Riscos?

Embora incomuns, a cardioversão apresenta riscos. Algumas vezes esse procedimento pode piorar arritmias. Em ocasiões raras pode causar arritmias potencialmente fatais.

Cardioversão pode soltar coágulos sanguíneos no coração. Esses coágulos podem viajar até órgãos e tecidos do corpo e causar AVC ou outros problemas. Fazer o uso de profilaxias como anticoagulantes antes e depois da cardioversão pode reduzir esse risco.