Dreno de Penrose: Para que serve?

No dia a dia da enfermagem, especialmente em ambientes cirúrgicos ou de internação, nos deparamos com uma infinidade de dispositivos que, embora pareçam simples, são cruciais para a recuperação do paciente. Um desses dispositivos, que já salvou muitos pós-operatórios de complicações, é o dreno de Penrose.

Ele é, talvez, o mais “básico” dos drenos, mas sua eficácia e a simplicidade de seu mecanismo o tornam um velho conhecido e um grande aliado.

Para nós, profissionais de enfermagem e estudantes de enfermagem, compreender o que é, para que serve e como cuidar de um Penrose é fundamental. Vamos desvendar esse “caninho de borracha”?

O Que é o Dreno de Penrose? Um “Caminho” para o Excesso

Imagine que, após uma cirurgia ou um trauma, há um espaço no corpo onde se pode acumular sangue, soro, pus ou outros fluidos. Se esses fluidos ficam ali parados, eles podem formar coleções, servir de cultura para bactérias e causar infecções, inchaço excessivo ou até mesmo dificultar a cicatrização. É aí que entra o dreno!

O dreno de Penrose é um tipo de dreno passivo e por capilaridade. Isso significa que ele não utiliza sucção ativa (como outros drenos, que puxam o líquido). Ele é simplesmente um tubo de borracha macia e flexível (geralmente de látex) que é colocado na ferida cirúrgica ou no local da coleção.

O fluido escorre por fora e por dentro desse tubo, seguindo a gravidade e o princípio da capilaridade (como a água sobe em um canudo fino), para fora do corpo.

  • Formato: Ele parece uma fita ou um tubo achatado de borracha. Geralmente é fixado à pele com um ponto de sutura para não sair do lugar.
  • Mecanismo: Funciona como um “atalho” ou “canal” para que o líquido acumulado saia da cavidade e seja absorvido por um curativo externo ou coletado em uma bolsa.

Para Que Serve o Dreno de Penrose? Os Cenários de Uso

O Penrose é usado em cirurgias ou em situações onde se espera um acúmulo moderado de líquidos e onde não há necessidade de monitorar o volume exato do que está sendo drenado.

  • Drenagem de Coleções de Líquido: É sua principal função. Ajuda a prevenir o acúmulo de:
    • Seroma: Acúmulo de líquido seroso (claro, amarelado), comum após cirurgias onde há um “espaço morto” ou manipulação de tecidos (ex: mastectomias, cirurgias de hérnia).
    • Hematoma: Acúmulo de sangue.
    • Abscessos: Coleções de pus, onde o dreno é inserido após a drenagem do pus para manter o “caminho” de saída.
  • Prevenção de Infecções: Ao remover o líquido acumulado, o Penrose ajuda a reduzir o risco de infecção no local da cirurgia ou lesão, já que o líquido parado pode ser um meio de cultura para bactérias.
  • Cuidado com Feridas Contaminadas: Em feridas que já estão contaminadas ou infectadas, o Penrose pode ser usado para manter a drenagem e auxiliar na limpeza do local.

Exemplos de Cirurgias Onde o Penrose é Comum:

  • Cirurgias de mama (mastectomia, quadrantectomia)
  • Cirurgias de tireoide
  • Drenagem de abscessos
  • Algumas cirurgias abdominais de pequeno e médio porte
  • Cirurgias plásticas

Cuidados de Enfermagem com o Dreno de Penrose

O Penrose é simples, mas exige cuidados de enfermagem rigorosos para garantir sua eficácia e prevenir complicações. Nós somos os guardiões desse dreno!

Monitoramento da Drenagem:

    • Aspecto e Volume: Observar o tipo de drenagem (seroso, serossanguinolento, sanguinolento, purulento), a coloração, odor e a quantidade. Registrar essas características no prontuário.
    • Frequência da Troca de Curativo: O curativo externo (gaze e micropore) deve ser trocado sempre que estiver úmido ou saturado de drenagem, pois um curativo úmido facilita a entrada de bactérias.
    • Comunicação: Qualquer mudança brusca no aspecto ou volume da drenagem (ex: aumento súbito, drenagem purulenta, odor fétido) deve ser comunicada imediatamente ao médico.

Manutenção da Integridade e Fixação:

    • Fixação: Verificar se o dreno está bem fixado à pele pelo ponto de sutura. Se o ponto estiver frouxo ou rompido, comunicar ao médico.
    • Posicionamento: Certificar-se de que o dreno não esteja tracionado ou dobrado, o que pode impedir a drenagem.
    • Protetor de Pele: Em peles muito sensíveis ou com muita drenagem, pode-se usar um protetor cutâneo ao redor da pele para evitar irritação e assaduras.

Cuidados com o Curativo:

    • Técnica Asséptica: Realizar a troca de curativo utilizando técnica estéril, com luvas estéreis, solução antisséptica (clorexidina ou PVPI degermante, conforme protocolo) para limpar a pele ao redor doreno e soro fisiológico para a pele ao redor e ferida cirúrgica.
    • Limpeza do Sítio: Limpar o dreno da base (próximo à pele) para a extremidade, e a pele ao redor de forma suave.
    • Proteção: Usar gazes estéreis ao redor do dreno para absorver a drenagem e cobrir com curativo oclusivo, mas que permita a visualização se o dreno for transparente.

Sinais de Infecção:

    • Local da Inserção: Observar a pele ao redor do dreno para sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, calor, dor ou presença de pus.
    • Sinais Sistêmicos: Monitorar a temperatura do paciente (febre pode indicar infecção).

Educação ao Paciente e Família:

    • Explicação: Explicar o propósito do dreno e o que a família deve observar (aspecto da drenagem, sinais de alerta).
    • Cuidados em Casa: Se o paciente for para casa com o dreno, orientar sobre a troca do curativo, a frequência, como observar e quando procurar o hospital.

A Retirada do Penrose: O Último Passo

A retirada do dreno de Penrose é geralmente simples e feita pelo médico ou enfermeiro (em alguns protocolos, o enfermeiro pode retirar). O dreno é removido quando a drenagem diminui significativamente ou cessa, indicando que o espaço foi obliterado e não há mais risco de acúmulo. Após a retirada, um curativo oclusivo é feito sobre o pequeno orifício, que cicatriza por segunda intenção (de dentro para fora).

O dreno de Penrose, apesar de sua simplicidade, é um grande aliado na prevenção de complicações pós-operatórias. Conhecer suas particularidades e aplicar os cuidados de enfermagem adequados garante a segurança e o conforto do paciente, acelerando sua recuperação e diminuindo o risco de reintervenções. Mais uma vez, é a nossa atenção aos detalhes que faz a diferença!

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Curativos: Normas Técnicas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. (Disponível em sites oficiais do Ministério da Saúde ou no portal da Biblioteca Virtual em Saúde).
  2. SOBECC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CME. Práticas Recomendadas. 8. ed. São Paulo: SOBECC, 2019. (Consultar capítulo sobre drenos e cirurgia).
  3. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. (Consultar capítulo sobre drenagens e cuidados com feridas).

Hematoma Subdural Vs Epidural

Uma das diferenças entre hematoma subdural e epidural é a localização do sangramento.

Entenda as diferenças

O hematoma subdural ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e as membranas aracnoides, que são camadas que revestem o cérebro.

O hematoma epidural ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e o crânio.

Essa diferença se deve ao tipo de vaso sanguíneo que se rompe em cada caso.

No hematoma subdural, geralmente são veias de baixa pressão que se rompem, enquanto no hematoma epidural, geralmente são artérias de alta pressão que se rompem .

Outra diferença é a velocidade de formação e evolução dos hematomas. O hematoma epidural se forma rapidamente, pois o sangue arterial flui com mais força e comprime o cérebro.

O hematoma subdural se forma mais lentamente, pois o sangue venoso flui com menos força e demora mais para causar sintomas . Por isso, o hematoma epidural costuma causar um quadro clínico mais grave e urgente do que o hematoma subdural.

Além disso, os hematomas subdurais e epidurais têm formas diferentes na tomografia computadorizada (TC) de crânio, que é o exame usado para diagnosticá-los.

O hematoma epidural tem uma forma de lente biconvexa, limitada pelas suturas do crânio. O hematoma subdural tem uma forma de meia-lua, que pode se expandir por todo o espaço subdural .

O tratamento dos hematomas subdurais e epidurais depende da gravidade dos sintomas, do tamanho e da localização dos hematomas. Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma cirurgia para drenar o sangue e aliviar a pressão no cérebro .

Referência:

  1. Lacerda, F. H., Rahhal, H., Soares, L. J., Ureña, F. del R. M., & Park, M.. (2017). Seguimento de hematoma epidural intracraniano com ultrassonografia bidimensional. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 29(2), 259–260. https://doi.org/10.5935/0103-507X.20170036

Lesões do Tecido Mole

A Lesões das extremidades e dos tecidos moles são frequentes no atendimento de emergência. Traumas assim podem variar de pequenas escoriações sem gravidade até lesões que colocam a vida do paciente em risco.

As principais causas costumam ser os acidentes de rotina, como distensões, entorses, choques e ferimentos.

Para tratar esses traumas, o mais importante é que a equipe médica tenha agilidade ao proceder com os primeiros-socorros e ao estancar possíveis hemorragias, já que a não observância dessas duas medidas influencia diretamente nas chances de sequelas.

Lesões fechadas

Em situações de lesões dos tecidos moles fechadas não há ruptura da superfície da pele ou das mucosas do corpo. Há, na verdade, um trauma nas camadas inferiores do tecido, podendo gerar edema, equimoses e hematomas.

Na presença desses sinais, o mais indicado é fazer aplicações frias sobre o local para redução do inchaço, da hemorragia e da dor. As lesões fechadas também se beneficiam da imobilização.

Lesões abertas

Costumam ser mais graves e apresentar risco de sequela. Podem ser:

  • Escoriações, que sangram pouco, mas são extremamente dolorosas.
  • Feridas incisas (cortes), que apresentam bordos regulares.
  • Feridas contusas, que são irregulares e apresentam perda de tecido.
  • Feridas perfurantes, que geram dissociação de um ou mais planos de tecidos.
  • Eviscerações, que resultam da lesão da parede abdominal e apresentam exteriorização das estruturas intra-abdominais.
  • Amputações, em que ocorre secção de um membro ou segmento de um membro.
  • Esfacelos, resultantes de esmagamentos.

Cuidados de Enfermagem

Em feridas abertas, as duas preocupações principais dizem respeito ao controle da hemorragia e à prevenção da infecção. A hemorragia deve ser controlada para cada gravidade. Quanto à infecção, o ideal é recorrer à limpeza imediata com soro fisiológico, lavando abundantemente a ferida para remover o máximo de sujidade possível.

Na sequência, deve-se fazer a desinfecção, aplicando desinfetantes como a iodopovidona. A ferida tem de ser coberta com proteção estéril (compressas embebidas em desinfetante), a fim de evitar a entrada de microrganismos.

O próximo passo é avaliar a existência de lesões nas áreas vizinhas e subjacentes. Havendo corpos estranhos, eles devem ser removidos cuidadosamente, desde que não estejam empalados. Quando removidos, é importante repetir o mesmo procedimento de lavagem da ferida.

Já nas amputações, depois do controle da hemorragia, o profissional de saúde precisa colocar compressas no coto e efetuar compressão manual direta. A limpeza só deve ser feita se a perda sanguínea não for significativa. Sem remover as primeiras compressas, chega a hora de fazer um penso.

Nesses casos, ainda existem cuidados necessários com o membro amputado. Ele precisa ser lavado com SF ou água destilada, envolto em compressas com SF, ensacado, e colocado novamente dentro de um saco com gelo.

Os esfacelos, por sua vez, são traumas graves que podem levar à necessidade de amputação. Devem ser lavados rapidamente e depois cobertos com penso compressivo. Sempre que possível, recomenda-se elevar o membro.

Referências:

  1. TSAO H; SWARTZ MN; WEINBERG AN & JOHNSON RA. Soft tissue Infections: erysipelas, cellulitis and gangrenous cellulites. In: FREEDBERG IM; EISEN AZ; WOLFF K; AUSTEN KF; GOLDSMITH LA; KATZ SI & FITZPATRICK TB, eds. Dermatology in general medicine. 5th ed, McGraw Hill, p. 2213-2231,1999.
  2. FITZPATRICK TB; JOHNSON RA & WOLLF K. Infecções bacterianas sistêmicas. In: Dermatologia: Atlas e texto, 3a ed., McGraw Hill, São Paulo, p. 622-678, 1998.

Espectro Equimótico

As Equimoses são lesões decorrentes da infiltração hemorrágica na intimidade dos tecidos. Mas, nem sempre surgem de imediato ou nos locais de traumatismo!

Ocorre derrame sanguíneo interno e, com isto, ocorre produção de mancha de variado tamanho, conforme a extensão da área que sofreu o choque.  O material extravasado vai ser reabsorvido e isto provoca uma variação cromática que vai do início ao pleno reparo da lesão.

É utilizado o que chamamos de “Espectro Equimótico de Legrand du Saulle”, onde é possível avaliar a data da lesão ou se ocorreram várias lesões em dias diferentes, através das mudanças de tonalidades.

Em geral, é vermelha no primeiro dia, violácea no segundo e terceiro, azul do quarto ao sexto, esverdeada do sétimo ao 10º, amarelada por volta do 12º, desaparecendo em torno do 15º ao 20º dia.

Lembrando que é dados aproximativos, conforme literaturas abrangentes no assunto.

Referências:

1. FRANÇA, G.V. Medicina Legal. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

Sinal de Guaxinim (Bléfaro-hematoma)

Sinal de Guaxinim

Sinal do Guaxinim ou bléfaro-hematoma consiste em equimose periorbital bilateral. É um forte indicativo de lesão de base de crânio, e surge algumas horas após o trauma e indica trauma direto.

As fraturas de base de crânio geralmente não são visualizadas em radiografias comuns, como raios X.

A vítima pode apresentar também:

-Rinorréia: perda de líquor ou sangue pelas narinas.

-Otorréia ou otoliquorreia: perda de líquor ou sangue pelos ouvidos.

-Sinal de Battle: equimose ou hematoma na região mastóide.

-Sinal de duplo anel: presença de líquor e sangue no nariz e/ou nos ouvidos.

CUIDADOS GERAIS

sondagem nasogástrica ou enteral está contra-indicada na suspeita de fraturas de base de crânio pelo risco de penetração da sonda no encéfalo durante a introdução da mesma pela narina. Nessa eventualidade, a passagem da sonda deve ser reservada aos indivíduos com diminuição do nível de consciência, por via orogástrica/enteral.

Assim como a sondagem, a aspiração nasotraqueal, também está contra-indicada.

Flebite

Flebite

A flebite é uma das complicações mais frequentes do uso de cateteres venosos periféricos (CVP). Caracterizando-se por uma inflamação aguda da veia, causando edema, dor, desconforto, eritema ao redor da punção e um “cordão” palpável ao longo do trajeto da veia.

Os principais fatores que ocorrem em uma flebite nas punções venosas é longa permanência dos acessos venosos, e a má assepsia do curativo.

CLASSIFICAÇÕES

A flebite pode ser classificada de acordo com os fatores causais, os quais podem ser químicos, mecânicos ou infecciosos:

Mecânico: é predominantemente em razão de problemas no cateter, o qual causa trauma no interior da veia. Isso pode ocorrer na inserção (utilização de dispositivos com calibre grosso para a veia), punção inadequada (ponta do cateter traumatiza a parede da veia) ou manipulação do cateter (deslocamento).

Química: geralmente está associada à administração de medicamentos irritantes/vesicantes, medicamentos diluídos impropriamente, infusão muito rápida ou presença de particulados na solução que resultam em dano para o endotélio interno da veia.

Infecciosa: é a inflamação da veia que está associada à contaminação bacteriana. Pode ocorrer devido à não utilização de técnica asséptica (inserção, manipulação, manutenção do dispositivo).

Há uma escala para avaliar as condições da flebite:

  • Grau 0 – Sem sinais clínicos;
  • Grau 1 – Eritema no local do acesso com ou sem dor;
  • Grau 2 – Dor no local do acesso com eritema e/ou edema;
  • Grau 3 – Dor no local do acesso eritema e/ou edema – Formação de estria/linha -Cordão venoso palpável;
  • Grau 4 – Dor no local do acesso eritema e/ou edema;
  • Formação de estria/linha;
  • Cordão venoso palpável > 2,5cm de comprimento;
  • Drenagem purulenta.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM AS PUNÇÕES VENOSAS:

– Antes e após a punção e manuseio do cateter venoso, realizar higiene das mãos com água e clorexidina degermante 2% ou com preparação alcoólica quando as mãos não estiverem visivelmente sujas;

– Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, viscosidade do fluído, nos componentes do fluído e nas condições do acesso venoso. No cliente adulto, inserir o cateter na extremidade superior.

– Em clientes pediátricos, podem ser utilizados ainda como local de inserção os membros inferiores e a região da cabeça;

– Evitar puncionar áreas de articulações;

– Remover os dispositivos intravasculares assim que seu uso não for necessário;

– Realizar antissepsia da pele com álcool 70% na inserção dos cateteres periféricos e não palpar o local da inserção após à aplicação do antisséptico;

– Optar pelo curativo de filme transparente e trocá-lo: A cada nova punção ou A cada 7 dias ou Antes da data estipulada se o curativo estiver sujo ou soltando;

– Se for necessário utilizar esparadrapo para realizar o curativo, trocá-lo diariamente após o banho;

– Se atentar às trocas dos equipos e conexões conforme orientação da CCIH (as dânulas -torneirinhas- devem ser trocadas juntamente com o sistema de infusão);

– Realizar desinfecção das conexões com álcool 70% por meio de fricção vigorosa com, no mínimo, três movimentos rotatórios, utilizando gaze limpa;

– A limpeza e desinfecção da superfície e do painel das bombas de infusão deve ser realizada a cada 24 horas e na troca de paciente, utilizando produto conforme recomendação do fabricante;

– Os cateteres periféricos deverão ser trocados a cada 72 horas se confeccionados de teflon e 96 horas se confeccionados de poliuretano (obs: sem rotina de troca em pacientes com acesso venoso difícil, neonatos e crianças);

Se atentar à prescrição médica em relação à:

  • Osmolaridade;
  • pH;
  • Incompatibilidade entre drogas;

– Aplicar a escala de flebite a cada 6 horas e realizar anotação;

– Reconhecer sua própria limitação ao realizar o procedimento e solicitar auxílio quando necessário;

– Retirar imediatamente o cateter;

– Aplicar compressas frias no local afetado na fase inicial para diminuição da dor, e a seguir compressas mornas para promover a vasodilatação e reduzir o edema;

– Lavar o membro;

– Administrar analgésicos, anti inflamatórios e antibióticos quando prescritos.

 

 

Veja também:

Escala de Maddox: A Identificação de Flebite

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

Terapia Intravenosa (TI) y sus Complicaciones

Terapia Intravenosa

En el día a día de la enfermería, la práctica de la terapia intravenosa es una constante. La administración de medicamentos y otras soluciones parenterales se constituye en una de las mayores responsabilidades del equipo de enfermería, lo que resalta la importancia de que éste sea un procedimiento seguro tanto para el cliente y para el profesional de la salud. Durante la punción venosa, la presencia de material inerte, que va de la piel al sistema vascular, crea una compleja relación entre catéter, hospedador y microorganismos, que puede determinar alteraciones iatrogénicas, abarcando desde cuadro inflamatorio no asociado a infección hasta cuadros graves de septicemia, ya que constituye una puerta abierta entre el medio externo y el medio intravascular.

La complicación más frecuentemente relacionada con la PVP es la flebitis (o tromboflebitis, cuando se combina con la formación de trombo). Hay tres tipos de flebitis: mecánica, química e infecciosa. En la flebitis, las células endoteliales de la pared venosa se vuelven inflamadas y ásperas, debido a la adherencia de neutrófilos, facilitando la progresión del proceso inflamatorio. La flebitis química está directamente relacionada a la infusión de soluciones irritantes, a la dilución de medicamentos o mezclas de drogas incompatibles, a la alta velocidad de infusión o, aún, a la presencia de partículas en la solución. La flebitis mecánica puede provenir del uso de catéter calibroso en vena fina, que causa irritación de la capa interna de la vena.

También la manipulación frecuente del catéter durante la infusión de soluciones puede ocasionarla. En la flebitis bacteriana, la inflamación de la pared venosa interna está asociada a la presencia de microorganismos. Los factores relacionados con la aparición de flebitis bacteriana, incluyen antissepsia inadecuada de la piel, pérdida de integridad del catéter intravenoso periférico (CIP), técnica inadecuada de inserción del catéter y mantenimiento ineficiente. Además de la presencia de los signos y síntomas que caracterizan la flebitis, ésta debe ser evaluada por medio de una escala estandarizada que determine su intensidad en grados. La infiltración y la extravasación también son complicaciones relacionadas con la TI. La infiltración es la administración accidental de una solución o medicamento en un tejido adyacente. La extravasación es similar a la infiltración, sin embargo, la solución administrada inadvertidamente, en este caso, es vesicante o irritante.

Los signos y síntomas de estas dos complicaciones son: edema, incomodidad, dolor, empalidamiento y enfriamiento de la piel local, siendo importante la interrupción inmediata de la infusión, ya que, dependiendo de la sustancia infundida, puede sobrevenir una lesión grave, así como escarificación tisular y, necrosis local. La extravasación se considera la complicación aguda más severa, causando extrema incomodidad y sufrimiento al paciente y exigiendo del enfermero habilidad clínica para diagnosticarlo e intervenir precozmente. El hematoma resulta cuando la sangre se extrae hacia adentro de los tejidos adyacentes al sitio de punción, generalmente creando edema doloroso con sangre infiltrada.

Puede resultar de intento de punción sin éxito, retirada del CIP sin que se haga presión adecuada en el lugar de remoción o uso de torniquete o garrote apretado en local que previamente puncionado. Los signos de un hematoma incluyen equimosis, edema inmediato en el lugar y extravasación de sangre en el sitio de inserción.

En gran parte evitable, la infección del flujo sanguíneo relacionado con el catéter vascular es potencialmente grave y frecuente entre pacientes hospitalizados. El sistema de TI resulta en una potencial ruta de entrada de microorganismos en el sistema vascular, por el rompimiento de los mecanismos de defensa de la piel y, con ello, causar serios problemas cuando penetran y proliferan en la cánula o en el fluido intravascular. El mecanismo más probable de las ICS relacionadas con catéteres venosos periféricos es la colonización del tracto del catéter vascular seguida de formación de biofilm. La colonización puede ocurrir durante la inserción y / o al manipular el catéter para administración de drogas o recolección de sangre.

Si se sospecha de infección relacionada con la perfusión, se deben utilizar técnicas asépticas y observando precauciones estándar, tomar muestras de sangre, de la punta del catéter y del lugar de inserción del acceso y también muestras de la solución infundida (si se sospecha de ésta como fuente de sepsis). Muchos son los factores que pueden potenciar el desarrollo de complicaciones durante la TI. Los factores relacionados con el paciente son de edad inferior a un año o superior 60; mujeres; enfermedades que resultan en pérdida de integridad epitelial, como psoriasis y quemaduras; granulocitopenia; quimioterapia, inmunosupresores; presencia de foco infeccioso a distancia; gravedad de la enfermedad de base; tiempo de hospitalización; y otra.

Los factores inherentes al propio acceso vascular y su manipulación por el equipo de enfermería (tipo y calibre del CIP, lugar de inserción, uso de guantes, higienización de las manos, reparación del local con antissepsia, técnica de inserción, tipo de fijación de la cobertura, uso o no de conectores, tipo de solución para el mantenimiento de la permeabilidad, tiempo de permanencia del catéter y frecuencia de la observación) también son importantes en relación al desarrollo de complicaciones relativas a TI. En la etapa post-punción, como identificación de la punción (número del catéter, fecha y hora de la punción, responsable de la punción), orientación del paciente, cálculo del goteo, dilución y tipo de drogas administradas, también pueden influenciar la manifestación acontecimientos adversos.

Vean también:

Flebitis

La Identificación de Flebitis: Escala de Maddox

 

Flebitis

Flebitis

La flebitis es una de las complicaciones más frecuentes del uso de catéteres venosos periféricos (CVP). Se caracteriza por una inflamación aguda de la vena, causando edema, dolor, incomodidad, eritema alrededor de la punción y un “cordón” palpable a lo largo del trayecto de la vena.

Los principales factores que ocurren en una flebitis en las punciones venosas es larga permanencia de los accesos venosos, y la mala asepsia del vendaje.

Clasificaciones

La flebitis puede clasificarse de acuerdo con los factores causales, que pueden ser químicos, mecánicos o infecciosos:

Mecánico: es predominantemente debido a problemas en el catéter, que causa trauma en el interior de la vena. Esto puede ocurrir en la inserción (uso de dispositivos con calibre grueso para la vena), punción inadecuada (punta del catéter traumatiza la pared de la vena) o manipulación del catéter (desplazamiento).

Química: generalmente está asociada a la administración de medicamentos irritantes / vesicantes, medicamentos diluidos impropiamente, infusión muy rápida o presencia de partículas en la solución que resultan en daño para el endotelio interno de la vena.

Infecciosa: es la inflamación de la vena que está asociada a la contaminación bacteriana. Puede ocurrir debido a la no utilización de técnica aséptica (inserción, manipulación, mantenimiento del dispositivo).

Hay una escala para evaluar las condiciones de la flebitis:

  • Grado 1 – Eritema en el lugar del acceso con o sin dolor;
  • Grado 2 – Dolor en el lugar del acceso con eritema y / o edema;
  • Grado 3 – Dolor en el lugar del acceso eritema y / o edema – Formación de estrías / línea -Cordón venoso palpable;
  • Grado 4 – Dolor en el lugar del acceso eritema y / o edema;
  • Formación de estria / línea;
  • Cordón venoso palpable> 2,5 cm de longitud;
  • Drenaje purulento.

Cuidados de Enfermería con las Punciones Venosas

  • Antes y después de la punción y manipulación del catéter venoso, realizar higiene de las manos con agua y clorexidina de un 2% o con preparación alcohólica cuando las manos no estén visiblemente sucias;
  • Seleccionar el catéter periférico con base en el objetivo pretendido, en la duración de la terapia, viscosidad del fluido, en los componentes del fluido y en las condiciones del acceso venoso. En el cliente adulto, inserte el catéter en el extremo superior;
  • En los clientes pediátricos, se pueden utilizar como lugares de inserción los miembros inferiores y la región de la cabeza;
  • Evitar punzonar áreas de articulaciones;
  • Quitar los dispositivos intravasculares tan pronto como su uso no sea necesario;
  • Realizar antiséptis de la piel con alcohol 70% en la inserción de los catéteres periféricos y no palpar el lugar de la inserción después de la aplicación del antiséptico;
  • Optar por el vendaje de película transparente y cambiarlo: cada nueva punción o cada 7 días o antes de la fecha estipulada si el vendaje está sucio o soltando;
  • Si es necesario utilizar esparadrapo para realizar el vendaje, cambiarlo diariamente después del baño;
  • Se atente a los cambios de los equipos y conexiones según la orientación de la CCIH (las dánulas -torneirinhas- deben ser intercambiadas junto con el sistema de infusión);
  • Realizar desinfección de las conexiones con alcohol 70% por fricción vigorosa con, como mínimo, tres movimientos rotatorios, utilizando gasa limpia;
  • La limpieza y desinfección de la superficie y del panel de las bombas de infusión debe realizarse cada 24 horas y en el cambio de paciente, utilizando producto según recomendación del fabricante;
  • Los catéteres periféricos deberán ser intercambiados cada 72 horas si se confeccionan de teflón y 96 horas si se confeccionan de poliuretano (obs: sin rutina de cambio en pacientes con acceso venoso difícil, neonatos y niños);

Se debe prestar atención a la prescripción médica en relación con:

  • Osmolaridad;
  • pH;
  • Incompatibilidad entre drogas;

– Aplicar la escala de flebitis cada 6 horas y realizar anotación;

– Reconocer su propia limitación al realizar el procedimiento y solicitar ayuda cuando sea necesario;

– Retirar inmediatamente el catéter;

– Aplicar compresas frías en el lugar afectado en la fase inicial para disminuir el dolor, y luego las compresas calientes para promover la vasodilatación y reducir el edema;

– Lavar el miembro;

– Administrar analgésicos, anti inflamatorios y antibióticos cuando se prescriben.

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

Terapia Intravenosa

No dia a dia da enfermagem, a prática da terapia intravenosa é uma constante. A administração de medicamentos e de outras soluções parenterais se constitui uma das maiores responsabilidades da equipe de enfermagem, o que ressalta a importância de que este seja um procedimento seguro tanto para cliente quanto para o profissional de saúde. Durante a punção venosa, a presença de material inerte, que vai da pele ao sistema vascular, cria uma complexa relação entre cateter, hospedeiro e microrganismos, que pode determinar alterações iatrogênicas, abrangendo desde quadro inflamatório não associado a infecção até quadros graves de septicemia, uma vez que constitui porta aberta entre o meio externo e o meio intravascular.

A complicação mais frequentemente relacionada à PVP é a flebite (ou tromboflebite, quando a esta é combinada com formação de trombo). Há três tipos de flebite: mecânica, química e infecciosa. Na flebite, as células endoteliais da parede venosa tornam-se inflamadas e ásperas, devido a aderência de neutrófilos, facilitando a progressão do processo inflamatório. A flebite química está diretamente relacionada à infusão de soluções irritantes, à diluição de medicações ou misturas de drogas incompatíveis, à elevada velocidade de infusão ou, ainda, à presença de partículas na solução. A flebite mecânica pode advir do uso de cateter calibroso em veia fina, que causa irritação da camada interna da veia.

Também a manipulação frequente do cateter durante a infusão de soluções pode ocasioná-la. Na flebite bacteriana, a inflamação da parede venosa interna está associada à presença de microrganismos. Os fatores relacionados à ocorrência de flebite bacteriana, incluem-se antissepsia inadequada da pele, perda de integridade do cateter intravenoso periférico (CIP), técnica inadequada de inserção do cateter e manutenção ineficiente. Além da presença dos sinais e sintomas que caracterizam a flebite, esta deve ser avaliada por meio de uma escala padronizada que determine sua intensidade em graus. A infiltração e o extravasamento também são complicações relacionadas à TI. A infiltração é a administração acidental de uma solução ou medicamento em um tecido adjacente. O extravasamento é similar a infiltração, no entanto, a solução administrada inadvertidamente, nesse caso, é vesicante ou irritante.

Os sinais e sintomas advindos dessas duas complicações são: edema, desconforto, dor, empalidecimento e resfriamento da pele local, sendo importante a interrupção imediata da infusão, uma vez que, dependendo da substância infundida, pode sobrevir lesão grave, assim como escarificação tecidual e necrose local. O extravasamento é tido como a complicação aguda mais severa, causando extremo desconforto e sofrimento ao paciente e exigindo do enfermeiro habilidade clínica para diagnosticá-lo e intervir precocemente. O hematoma resulta quando o sangue extravasa para dentro dos tecidos adjacentes ao sítio de punção, geralmente criando edema doloroso com sangue infiltrado.

Pode resultar de tentativa de punção sem sucesso, retirada do CIP sem que seja feita pressão adequada no local de remoção ou uso de torniquete ou garrote apertado em local que previamente puncionado. Os sinais de um hematoma incluem equimose, edema imediato no local e extravasamento de sangue no sítio de inserção.

Em grande parte evitável, a infecção de corrente sanguínea (ICS) relacionada a cateter vascular é potencialmente grave e frequente entre pacientes hospitalizados. O sistema da TI resulta em uma potencial rota de entrada de micro organismos no sistema vascular, pelo rompimento dos mecanismos de defesa da pele e, com isso, causar sérios problemas quando penetram e proliferam na cânula ou no fluído intravascular. O mecanismo mais provável das ICS relacionadas a cateteres venosos periféricos é a colonização do trato do cateter vascular seguida de formação de biofilme. A colonização pode ocorrer durante a inserção e/ou ao se manipular o cateter para administração de drogas ou colheita de sangue.

Havendo suspeita de infecção relacionada com perfusão, devem-se, utilizando técnica asséptica e observando precauções-padrão, colher amostras de sangue, da ponta do cateter e do local de inserção do acesso e também amostras da solução infundida (caso se suspeite desta como fonte de sepse).  Muitos são os fatores que podem potencializar o desenvolvimento de complicações durante a TI. Os fatores relacionados ao paciente são idade inferior a um ano ou superior  60; sexo feminino; doenças que resultam em perda de integridade epitelial, como psoríase e queimaduras; granulocitopenia; quimioterapia, imunossupressora; presença de foco infeccioso à distância; gravidade da doença de base; tempo de hospitalização; e outros.

Os fatores inerentes ao próprio acesso vascular e sua manipulação pela equipe de enfermagem (tipo e calibre do CIP, local de inserção, uso de luvas, higienização das mãos,  reparo do local com antissepsia, técnica de inserção, tipo de fixação da cobertura, uso ou não de conectores, tipo de solução para manutenção da permeabilidade, tempo de permanência do cateter e frequência da observação) também são importantes em relação ao desenvolvimento de complicações relativas a TI.  Outros elementos presentes na etapa pós-punção, como identificação da punção (número do cateter, data e horário da punção, responsável pela punção), orientação do paciente, cálculo do gotejamento, diluição e tipo de drogas administradas, também podem influenciar a manifestação de eventos adversos.