Cateteres Flexíveis

Os Cateteres Flexíveis, também conhecido como “Abocath, Jelco” são cateteres de curta permanência que servem para monitorar o paciente, administração de soroterapia medicamentosa, onde são constituídos por materiais cilíndricos, canulados e perfurantes.

Contudo, são destinados (exclusiva ou simultaneamente) a viabilizar a drenagem de elementos do tecido sanguíneo e/ ou infusão de soluções líquidas, na direção exterior corporal ou interior dos vasos, nos respectivos sentidos do fluxo.

Mas possuem uma extremidade destinada à perfuração e à penetração das estruturas corporais e outra, ao “plug adaptador”, para promover conexões com seringa(s) ou equipo(s).

Entretanto, muitos o conhecem pelos nomes comerciais “jelco, abocath”, mas vale lembrar que isto é somente um nome comercial, todavia que existem outros nomes para este tipo de cateter.

Conhecendo as Características do Cateter

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bísel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso.

Portanto, é confeccionado de polímero policloreto de vinila (Teflon® ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres que vão de 14G a 24G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão posteriormente.

As Indicações de Cada Cateter

Nº14: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, procedimentos de ressuscitação, sempre que se deve infundir grandes quantidades de líquidos. Portanto, a inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

16: Pré-adolescentes, adolescentes e adultos, mas também serve para administração de hemoderivados e hemocomponentes e outras infusões viscosas. Portando, a  Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

18: Crianças, adolescentes e adultos. Certamente é adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outros hemoderivados.

Nº 20: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a a maioria das infusões, portanto, é mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, contudo deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Eventualmente indicado em casos de inserção difícil, como pele resistente.

Nº22 e 24: RN’s, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor.

Portanto, é ideal para veias muito estreitas, todavia como exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.

Enfim, destacando que o cateter 24G é que a sua cânula é bem fina e pode ser utilizado em neonatos sem causar o rompimento do vaso.

Validade de Troca

Decerto é indicado consultar o Protocolo Operacional Padrão (POP) de sua instituição para averiguar o prazo de validade padronizado naquele âmbito hospitalar.

Contudo é recomendado em diversas literaturas para o prazo de troca, mesmo que não obtenha sinais flogísticos, ou flebite, em até 72 horas, sempre revezando o lugar a ser puncionado.

Veja também:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

[Button id=”166″]

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres

Os Cateteres Agulhados, ou popularmente conhecidos como “Scalp” ou “Butterfly” , são feitos de aço inoxidável biocompatível, não flexíveis que na qual dobram-se sob resistência, para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, pode ser usado para administração de medicamentos “In bolus” ou “flush” e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Os Tipos de Terapia Infusional

  • Bolus: tempo menor ou igual a 1 minuto;
  • Infusão rápida: realizada entre 1 e 30 minutos;
  • Infusão lenta: realizada entre 30 e 60 minutos;
  • Infusão contínua: tempo superior a 60 minutos, ininterruptamente;
  • Administração Intermitente: não contínua, de 6 em 6 horas.

Características Físicas dos Cateteres Agulhados

O Cateter Agulhado é composto pelos principais itens:

  • Protetor da agulha: Garante a integridade da agulha até o momento do uso;
  • Asas de empunhadura/fixação: Facilitam a “empunhadura” durante a punção e a estabilização do dispositivo durante o tempo de permanência na veia;
  • Tubo vinílico transparente, atóxico e apirogênico: Permite a visualização do refluxo sangüíneo e/ou medicamento infundido, reduzindo o contato com o sangue;
  • Conector fêmea Luer-Lok(TM) codificado por cores: Proporciona segura conexão com o equipo e permite a identificação do calibre de acordo com a cor do conector;
  • Paredes finas: Aumenta o fluxo interno.

Observação: Todo o dispositivo precisa ser preenchido com a solução que será utilizada no paciente, antes de administração!

Os Calibres dos Cateteres Agulhados e suas indicações

Os Cateteres Agulhados são classificados com números ímpares, lembrando que quanto menor o número, maior calibre é da agulha:

  • 19G: Indicado para veias de grande calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grande dosagens, coleta de sangue;
  • 21G e 23G: Indicado para veias de médio calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grandes e médias dosagens, in bolus ou flush e coleta de sangue;
  • 25G e 27G: Indicado para veias de pequeno calibre, ou seja, crianças ou neonatos, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos in bolus ou flush, de baixa dosagens.

Vantagens e Desvantagens

Sua Principal vantagem é de ter uma agulha de paredes finas, muito afiadas próprio para pequenos vasos, possibilitando a inserção difícil através da pele resistente.

A desvantagem é de ser um cateter não flexível, podendo lesionar o membro que foi puncionado se o paciente dobrar o mesmo, e podendo perfurar-se acidentalmente; e o estouro da veia que ali foi puncionado com a falta de cuidado do mesmo.

Indicações e Contra-Indicações

O Cateter Agulhado deve ser utilizado para administração imediata de medicação, onde não há necessidade de se manter o acesso no paciente.

Sua principal contra-indicação é de nunca usar com solução vesicante ou irritante.

Cateter Vesical de Alívio

Cateter Vesical de Alívio

A Sonda de Nelaton, também chamada de Cateter ou Sonda Vesical de Alívio, é um dispositivo muito utilizado em procedimento invasivo vesical que consiste em introduzir um cateter estéril através da uretra até a bexiga. Assim que esse cateter chega à bexiga, a urina é eliminada, causando alívio ao paciente. Feito o procedimento, o cateter é retirado e descartado.

Esse é um procedimento de alívio imediato, somente em casos de retenção urinária temporária. Quando há a necessidade de uma sonda permanente, é colocada a sonda vesical de demora, que permanece no paciente durante o tempo necessário, prescrito pelo médico ou enfermeiro.

O procedimento é bastante eficiente, mas é um pouco incômodo e pode causar micro lesões no canal urinário, podendo ocorrer ardência na hora que a urina voltar a sair naturalmente.

Por isso, a sonda vesical de alívio deve ser usada somente em último caso. Antes de usá-la, deve-se estimular o idoso a urinar sem a necessidade de um procedimento tão invasivo.

O procedimento é realizado somente pelo enfermeiro, em equipe de enfermagem, conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013. A forma de realizar o procedimento é bastante parecida com a sondagem vesical de demora, tendo as diferenças que não obtém um balão para ser preenchido com água destilada, e não tracionar a sonda pois não há o balão para que possa fixar, e a utilização de sacos coletores descartáveis e extensões para sondas de alívio, se precisar permanecer por um período de tempo. O técnico de enfermagem pode estar auxiliando neste procedimento, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita Microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina (sistema aberto e descartável);
– Extensão para Sondas;
– Sonda de Nelaton com o tamanho pré-estabelecido;
– Em homens: Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O uso do Cateter Vesical de Alívio para o Cateterismo Vesical Intermitente

O cateterismo vesical intermitente consiste na retirada da urina por meio da sonda de nelaton, diversas vezes por dia, e é um procedimento conhecido e corriqueiro nos hospitais, facilmente realizado por enfermeiros adequadamente treinados.

O cateterismo vesical intermitente deve ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia, na dependência do volume de urina produzido pelo paciente, em regime de antissepsia hospitalar. Após a adequada lubrificação da sonda e da uretra com Lidocaína gel, passa-se a sonda no paciente, drena-se toda a urina da bexiga e imediatamente retira-se a sonda descartando-a. Simples assim.

É de suma importância esclarecer alguns tópicos para os pacientes e seus familiares:

  • A sondagem intermitente causa muito menos infecção urinária do que a sonda de demora.
  • A passagem da sonda de nelaton várias vezes ao dia não machuca o paciente. Ainda que haja algum sangramento na passagem da sonda, o traumatismo é mínimo. A uretra (especialmente a masculina) apresenta finos vasos sanguíneos muito superficiais, que podem sangrar durante o cateterismo, mas isso não traz sequela para o paciente, mesmo que submetido a diversos cateterismos por dia, durante semanas.
  • O cateterismo intermitente facilita a retomada da micção espontânea porque devolve a atividade de enchimento e esvaziamento à bexiga. Sem essa atividade cíclica os reflexos miccionais desaparecem e o paciente não consegue coordenar a micção. É exatamente esse o motivo pelo qual um paciente que permaneceu sondado (com sonda de demora) por vários dias não consegue urinar quando se lhe retira a sonda.
  • Não se deve deixar o paciente ficar com a bexiga muito cheia. Quando isso acontece o músculo que existe na parede da bexiga (chamado Detrusor), responsável pela contração da bexiga ao urinar, perde o seu tônus e isso atrasa o processo de retomada da micção espontânea do paciente. É exatamente esse o motivo pelo qual devemos saber que, conceitualmente, o cateterismo intermitente não é um cateterismo “de alívio” e sim um cateterismo com periodicidade calculada para esvaziar a bexiga do paciente antes que ele entre na condição de “globo vesical”, como chamamos a condição em que a bexiga está cheia em demasia.
  • A retomada da micção espontânea muitas vezes se faz aos poucos. Em alguns pacientes esse é um processo rápido, principalmente quando o paciente já consegue sair do leito e caminhar. Para os pacientes acamados e pacientes com diminuição do nível de consciência, no entanto, pode ser um processo longo e demandar o cateterismo intermitente por vários dias, às vezes semanas.

Uma vez que inicie a retomada da micção espontânea o cateterismo intermitente deve ser realizado após o paciente urinar espontaneamente para retirar o resíduo de urina pós-miccional, que vai progressivamente se tornando menor, até que o paciente não necessite mais do auxílio da sonda.

Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, onde falamos um pouco sobre A Sonda Vesical de Alívio.

 

Swan-Ganz: Cateter de Artéria Pulmonar

O cateter de Swan-Ganz ou cateter de artéria pulmonar foi desenvolvido na década de 1960 e, em 1970, Jeremy Swan e Willian Ganz publicaram um trabalho que revolucionou a medicina intensiva, cateterizando a artéria pulmonar à beira leito de maneira segura com o mínimo de complicações possíveis.

Com ele, podemos obter dados como débito cardíaco e saturação venosa mista, que nos permitem cálculos de metabolismo tecidual, e das pressões das câmaras cardíacas direitas, pressão venosa central, pressão na artéria pulmonar e pressão capilar pulmonar, que nos permitem calcular a resistência vascular sistêmica e pulmonar, por exemplo.

O principal objetivo é auxiliar no diagnóstico das disfunções cardiovascular e cardiopulmonar, determinar a terapia necessária e avaliar a eficácia do tratamento.

Principais indicações

  • Insuficiência cardíaca aguda ocasionada pelo infarto agudo do miocárdio (IAM)
  • Insuficiência cardíaca congestiva refratária
  • Hipertensão pulmonar
  • Choque circulatório ou instabilidade hemodinâmica
  • Tromboembolismo pulmonar
  • Situações circulatórias complexas (ex.: reposição volêmica)
  • Síndrome do desconforto respiratório agudo
  • Sepse e síndrome da resposta inflamatória sistêmica
  • Intoxicação por drogas – overdose
  • Insuficiência renal aguda
  • Pancreatite necro-hemorrágica
  • Pacientes de alto risco intra e pós-operatório
  • Cirurgias de grande porte (ex.: cardiológicas, ortopédicas, vasculares)
  • Pacientes obstétricas de alto risco: cardiopatas e doença hipertensiva específica da gestação (pré-eclâmpsia)
  • Queimado grave
  • Politraumatismo
  • Processos dialíticos com complicações
  • Choques de qualquer natureza

Algumas contraindicações

  • Comprometimento neurológico extenso sem prognóstico
  • Neoplasias disseminadas
  • Sensibilidade reconhecida à heparina
  • Sepse recorrente ou estados de hipercoagulabilidade – formação de trombos
  • Alterações do ritmo cardíaco – bloqueio completo do ramo esquerdo, onde há risco de bloqueio atrioventricular total (BAVT); e outras síndromes como Wolff-Parkinson-White (via acessória de condução anômala) e anomalia de Ebstein (má formação da valva tricúspide), onde há risco de taquiarritmias
  • Falta de conhecimento, habilidade e preparo da equipe médica.

Quem instala o cateter?

Somente o médico habilitado e treinado para este tipo de procedimento.

Qual é o sítio de preferência para a inserção?

De preferência, o cateter deve ser passado pela veia jugular interna direita. O motivo é óbvio: o caminho para as câmaras direitas é mais linear, e as distâncias padrão do cateter nas câmaras cardíacas são medidas a partir da jugular direita. Como todos os acessos vasculares, preferencialmente a punção deve ser guiada por ultrassom. Como primeira alternativa, pode-se utilizar a veia subclávia.

Outros sítios podem ser utilizados, porém a inserção do cateter pode se tornar mais difícil, eventualmente necessitando de recursos como fluoroscopia para guiar o posicionamento do mesmo. Como de costume, podem trocar um cateter venoso central por um cateter de artéria pulmonar através de fio-guia, desde que seja possível manter a técnica asséptica. Caso haja um marca-passo em algum sítio venoso, preferencialmente escolhe-se o lado oposto para inserção do cateter.

Vias do Cateter

  • Via proximal (azul): seu orifício situa-se a 29 cm da extremidade distal. Permite a injeção de líquidos para as medidas hemodinâmicas e é utilizado também para a medida da pressão venosa central (PVC) e coleta de amostras de sangue para exame.
  • Via distal (amarela): seu orifício situa-se na ponta do cateter, permitindo a medida das pressões nas câmaras cardíacas direitas, pressão arterial pulmonar e pressão capilar pulmonar e coleta de sangue venoso misto, misto, na artéria pulmonar.
  • Via do balão (vermelha): situado a 1 cm do orifício distal, com capacidade para 1,5 ml, auxilia na migração do cateter pela flutuação dirigida pelo fluxo, permitindo o encunhamento do cateter e a medida da pressão capilar pulmonar, quando insuflado em um ramo da artéria pulmonar.
  • Termistor: consiste em dois finos fios isolados, estendendo-se pelo comprimento do cateter e finalizando em um termistor embutido na parede do cateter (a aproximadamente 6 cm da ponta do cateter), que mede continuamente a temperatura sanguínea na artéria pulmonar e o débito cardíaco por termodiluição.

Fzlq.png

Complicações

Relacionadas à técnica – punção:

  • Punção inadvertida de artéria
  • Pneumotórax
  • Arritmias
  • Lesão do plexo braquial
  • Lesão transitória do nervo frênico
  • Embolia gasosa

Relacionadas à técnica – passagem:

  • Arritmias
  • Enovelamento
  • Danos aos sistemas valvares
  • Perfuração da artéria pulmonar

Relacionadas à permanência do cateter:

  • Infarto pulmonar
  • Trombose venosa
  • Endocardite

Algumas recomendações para evitar possíveis complicações (Knobel, 2009)

  • O cateter deverá ser removido entre 72 e 96 horas, para reduzir as chances de infecção
  • Manter a permeabilidade do cateter através do fluxo contínuo de solução heparinizada, mantendo a bolsa pressurizada com 300mmHg
  • As conexões dever estar ajustadas, prevenindo retorno sanguíneo pela extensão
  • Certificar-se do funcionamento adequado do sistema para lavagem do cateter
  • Monitorar frequentemente as extensões e conexões para verificar e eliminar presença de bolhas de ar
  • Trocar solução de heparina a cada 24 horas
  • Manter o paciente imóvel, se necessário usar sedação ou restrição
  • Toda manipulação do cateter dever ser com técnica estéril
  • Examinar cuidadosamente a radiografia de tórax após o procedimento, observando a presença de pneumotórax e a posição do cateter
  • Insuflar o balão gradualmente – parar de insuflar se não houver resistência
  • Não reutilizar cateteres indicados pelo fabricante como uso único
  • Paciente deve estar monitorado durante a inserção e manutenção do cateter a fim de detectar a ocorrência de arritmias
  • Não utilizar líquidos para insuflação do balão. Eles podem dificultar ou impedir a desinsuflação
  • Manipulação excessiva do cateter deve ser evitada
  • Nunca retirar o cateter com o balão insuflado

Intervenções de Enfermagem

  • Informar o paciente e família sobre o procedimento;
  • Preparar o material necessário;
  • Posicionar o paciente e preparar o local de inserção do cateter;
  • Auxiliar a equipe médica na passagem;
  • Acompanhar o trajeto do cateter – fluoroscopia, radiografia de tórax e monitorização;
  • Posicionar e calibrar o transdutor – para leituras corretas;
  • Fazer curativo no local de inserção – diariamente;
  • Identificar no monitor as curvas de pressão e seus valores normais;
  • Registrar todos os valores das curvas;
  • Fazer uma medida de pressão a cada 12 horas;
  • Antes das medições lavar o cateter com soro heparinizado através do sistema de flushing, nivelar e calibrar o transdutor;
  • Manter soro heparinizado em perfusão contínua da via distal e proximal;
  • Não irrigar o cateter quando em posição de cunha;
  • Utilizar técnica asséptica ao manipular o sistema e o cateter;
  • A seringa de insuflação deve estar sempre ligada a via entrada para o balão;
  • Trocar sistemas, conexões e soluções de acordo com protocolos definido no serviço;
  • Atentar para as queixas do paciente;
  • Para a retirada, preparar o material necessário e informar o paciente;
  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal;
  • Retirar cateter (com o balão desinsuflado) e fazer compressão adequada;
  • Fazer curativo no local.
 

Cateter de Malecot e a Gastrostomia

Malecot

As gastrostomias são indicadas em pacientes portadores de obstrução esofágica por afecções malignas ou benignas, ou em pacientes portadores de neuropatias graves com distúrbios de deglutição, como via de suporte nutricional de longo prazo, para oferta de medicamentos ou descompressão em algumas situações específicas. Tem a vantagem de proporcionar alimentação intermitente, com controle do esvaziamento gástrico pelo esfíncter pilórico.

Há vários tipos de cateteres disponíveis para este tipo de tratamento, sendo em comum os mais vistos como:

• Cateter de Malecot – antiga, mas muito utilizada quando a opção de confecção da gastrostomia é pela técnica cirúrgica aberta.

• Sondas plásticas mais modernas que possuem peças que auxiliam nas fixações interna e externa da sonda (disco cutâneo, balão) e conectores em Y para irrigação e administração de medicamentos.

A gastrostomia cirúrgica aberta é realizada pelas técnicas de Stamm (sutura em bolsa e fixação à parede abdominal) ou Witzel (confecção de túnel submucoso para proteção da sonda que é também fixada à parede abdominal).

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DA GASTROSTOMIA

– Aspiração Pulmonar
– Infecção da sutura abdominal
– Retirada Acidental
– Úlcera e Sangramento gástricos
– Inflamação do Estoma
– Peritonite (inflamação do peritônio);
– Fístula Gastrocólica
– Hemorragia

Outros métodos utilizados na realização de gastrostomias são a endoscópica percutânea e a por via radiológica.A gastrostomia videolaparoscópica é uma alternativa ao procedimento cirúrgico e sondas de gastrostomia e jejunostomia especialmente projetadas
para colocação laparoscópica já estão disponíveis.

CONTRA-INDICAÇÕES

– Ascite
– Coagulopatia
– Impossibilidade de transiluminação
– Obstrução Intestinal
– Hepatomegalia Importante

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM O CATETER

Deve-se tomar cuidado com a fixação do cateter, principalmente nos primeiros 30 dias de pós-operatório, quando o risco de fístula
gástrica é maior.

Deve-se evitar também a repassagem de sonda de maior calibre, pois esse fato aumenta o orifício e favorece a saída de secreções irritantes. A fixação da sonda deve ser complementada com curativo externo, gaze e esparadrapo ou micropore. A lavagem periódica da sonda com água evita seu entupimento e garante seu bom funcionamento.

CUIDADOS COM A PELE

• O curativo das sondas é feito com o paciente deitado,removendo o adesivo microporoso e gaze, sem molhar.

• A seguir, com água morna e sabonete, limpa-se a pele, cuidando para não lesá-la,retirando os resíduos; em seguida, deve-se secá-la, sempre com movimentos delicados.

• Nunca usar pomadas ou cremes – somente água e sabonete.

• Se houver pêlos ao redor do cateter, cortá-los bem rente com uma tesoura.

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

picc

O PICC, ou Cateter Central de Inserção Periférica, é um dispositivo de acesso vascular inserido perifericamente, tendo a ponta localizada em nível central, na altura do terço distal da veia cava, podendo possuir lúmen único ou duplo. É constituído de poliuretano ou silicone, sendo os de silicone mais flexíveis e em sua maioria inertes, causando menor irritação à parede dos vasos.

Finalidade

Promover a terapia intravenosa por tempo prolongado e de forma segura, garantindo a preservação da rede venosa periférica, diminuição do estresse, dor e desconforto gerado por múltiplas venopunções.

Indicações

– Necessidade de acesso venoso por tempo prolongado (além de 6 dias), avaliando previamente se há possibilidade de utilizar-se da terapêutica com acesso venoso periférico.

– Administração de soluções hipertônicas e/ou vesicantes (Nutrição Parenteral Total com osmolaridade maior que 600 mOsmol/L e soro glicosado com concentração superior a 12,5%, entre outros).

Contra indicações relativas

– Rede venosa periférica prejudicada.

– Recém-nascido com menos de 48h de vida.

– Policitemia.

– Lesões cutâneas no lugar da inserção do cateter.

– Retorno venoso prejudicado.

– Administração de grandes volumes em bolus e sob pressão (risco de rompimento do cateter).

– Situações de emergência.

– Trombose venosa.

– Malformação congênita na rede venosa.

Inserção do cateter compete ao enfermeiro

Através da Resolução do COFEN 258/2001, reconhece que a implantação do cateter de PICC como competência do Enfermeiro, desde que tenha recebido treinamento adequado com cursos de capacitação.

Cuidados de Enfermagem

* O curativo no local da inserção deve ser feito com gazes embebidas em soro fisiológico seguido de clorexidina alcoólico 2% e fixação com película transparente.

* A troca do curativo deve ser realizada a cada sete dias ou antes desse período, se apresentar sangramento ou sujidade.

* Antes de trocar o curativo verificar se há eritema, exsudato ou edema. Apalpar delicadamente em torno do local da inserção para sentir se a área está sensível.* No banho, proteger o curativo para não molhar.* Se necessário o uso de conectores, estes devem ser trocados a cada 72 horas.* Circunferência do braço: deverá ser verificada diariamente, 5cm acima da inserção do cateter. Se houver aumento da circunferência o médico deverá ser comunicado.

* Salinização: utilizar 10ml de solução fisiológica 0,9% antes e após o término de infusões de medicamentos;

* Heparinização: deve ser realizada sempre que o cateter não estiver em uso e repetida a cada 5 dias. A solução recomendada é de 9,8ml de água destilada para 0,2ml de Heparina®, devendo ser injetados 1,5ml da solução. Antes de utilizar o cateter ou na troca da solução de Heparina®, deve-se aspirar e desprezar a solução anterior e lavar o cateter com 10ml de solução fisiológica 0,9%.

* Não utilizar seringa menor que 10ml para infusão no cateter;

* Não tracionar ou reintroduzir o cateter;

* Nunca aferir pressão arterial ou garrotear o membro onde está inserido o PICC;

* Não utilizar adesivos tipo Micropore® ou similares, em torno do corpo do cateter;

* Nunca usar o cateter para administrações de volumes em alta pressão, pois pode ocorrer o seu rompimento;

* A desobstrução e retirada, se necessário, deverão ser feitas por enfermeiro capacitado na passagem do cateter, devendo sempre ser comunicada ao médico a ocorrência.

Saiba mais em nosso canal Youtube:

 

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter
O Cateter Central Totalmente Implantando, mais conhecido como port-a-cath é um dispositivo que fica acoplado abaixo da pele e consiste em um reservatório com membrana perfurável e um cateter de silicone.
Muitas das medicações utilizadas em oncologia são administradas através das veias. Estes tratamentos podem ser longos, e os medicamentos contra o câncer podem causar, por vezes, inflamações nas veias superficiais dos braços, que são mais sensíveis. Por isso foi desenvolvido este tipo de dispositivo para administração de medicamentos e coleta de exames, colocado diretamente nas grandes veias do corpo, o cateter totalmente implantado.

Implantação

A colocação do port compete ao médico especialista e deve ser realizada no centro cirúrgico, através de um procedimento simples, instalado após anestesia local e um sedativo ou anestesia geral. O tempo do procedimento varia de 30 minutos a 1 hora. O paciente pode ter alta no mesmo dia e até receber a infusão do medicamento logo após. É implantado no tecido subcutâneo e introduzido numa veia calibrosa, em geral na veia cava superior, próximo à entrada do coração. A cicatrização da inserção do cateter varia de 7 a 10 dias e após isso, não há necessidade de curativo.

Punção e Manuseio

O acesso ao dispositivo é feito por meio de punção na pele sobre o port com agulha específica que penetra o septo sem cortá-lo, esse procedimento deve ser realizado por um enfermeiro treinado e capacitado, com domínio da técnica e obedecendo aos rigores absolutos de assepsia, avaliação do sítio de punção, bem como as condições clínicas do paciente. É importante saber que algumas atividades que cause muito impacto devem ser evitadas (futebol, tênis, boxe, etc).
Ele apresenta algumas vantagens em relação aos outros tipos de cateter como diminuição de risco de infecções, minimização do risco de trombose, fácil punção, permite tratamento ambulatorial, não interfere nas atividades diárias do paciente, tem melhor aspecto estético e preserva a rede venosa periférica.
Apesar de seguro, em raros casos podem acontecer algumas complicações, como eritema local, sangramento, presença de secreção no local de inserção do cateter e ou febre.
Um cirurgião experiente, com uma boa técnica de implantação, uma assepsia rigorosa associada ao acompanhamento dos pacientes por equipe treinada, reduz as complicações precoces e previne as tardias.
Os cateteres totalmente implantáveis para quimioterapia são meios seguros e confortáveis para a administração de medicamentos e coleta de exames, sendo um importante aliado no tratamento do câncer.
Conforme o PARECER COREN-SP 060/2013 – CT , quando o profissional Técnico de Enfermagem questiona se pode realizar a punção do cateter tipo Port-a-Cath®, é dado conclusão de que:
“Do questionamento quanto a competência da punção do cateter Port-a-Cath®, por ser uma atividade assistencial de alta complexidade, compete ao Enfermeiro. Vale salientar que este profissional deve ser dotado de competência técnica e científica, além de habilidades que sustentem as prerrogativas da legislação para a realização do procedimento. Ao Técnico de Enfermagem compete acompanhar a infusão do medicamento, sempre sob orientação e supervisão do Enfermeiro, além da comunicação imediata de qualquer não conformidade. “