
Vá direto ao ponto!
A dúvida entre EV e IV parece apenas uma questão de linguagem, mas na enfermagem existe um detalhe mais importante: uma abreviatura pode interferir na segurança da prescrição.
EV e IV são vias diferentes?
Não. EV e IV se referem à mesma via de administração: a via intravenosa ou endovenosa, na qual o medicamento ou solução é administrado diretamente na circulação por meio de um acesso venoso.
A diferença está principalmente na formação das palavras: “intravenoso” utiliza o prefixo latino intra, enquanto “endovenoso” utiliza o prefixo grego endo. Na prática assistencial, os dois termos são usados para designar a mesma via.
Então qual abreviatura devo usar?
Aqui está a parte que merece atenção.
O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos recomenda que, quando houver padronização de abreviaturas para vias de administração, seja preferido EV em vez de IV, porque a sigla “IV” pode ser confundida com “IM”, especialmente em prescrições pouco legíveis.
Isso muda a interpretação de uma informação bastante repetida em conteúdos antigos: não é correto afirmar que IV é sempre mais apropriado ou preferível a EV no contexto de segurança da prescrição.
Na prática da enfermagem
Uma prescrição pode trazer, por exemplo, “medicamento X, EV”, enquanto uma bula ou literatura internacional pode apresentar “IV”. Isso não significa que existam duas vias diferentes. É a mesma via, descrita com abreviações distintas.
Durante a rotina de uma unidade, uma situação comum é encontrar uma prescrição com várias vias abreviadas e pouca legibilidade. Se “IV” estiver escrito de maneira que possa ser confundido com “IM”, a dúvida não deve ser resolvida por suposição. A prescrição precisa ser esclarecida conforme o fluxo institucional antes da administração.
Em outro cenário bastante comum na assistência, o profissional prepara um medicamento para administração intravenosa e percebe que a apresentação comercial traz “IV”, enquanto o protocolo interno utiliza “EV”. Essa diferença de nomenclatura, isoladamente, não significa que o medicamento deva ser administrado por outra via; é necessário conferir a prescrição, a bula e o protocolo institucional.
Cuidados de enfermagem
Na administração por essa via, o profissional deve conferir a prescrição, identificação do paciente, medicamento, dose, via, horário e demais informações necessárias antes do preparo e da administração.
Também é fundamental avaliar o acesso venoso e observar sinais como dor, edema, hiperemia, infiltração ou outras alterações no local, além de seguir as práticas institucionais de prevenção de infecção e segurança na administração de medicamentos.
Para não esquecer
EV = endovenoso.
IV = intravenoso.
Os dois termos indicam a mesma via. Quando houver padronização institucional de abreviaturas, o protocolo do Ministério da Saúde/Anvisa recomenda EV em vez de IV para reduzir risco de confusão com IM.
Por isso, em uma questão de prova ou na prática profissional, não trate EV e IV como duas vias diferentes. A atenção deve estar na clareza da prescrição e na segurança da administração.
EV ou IV na Enfermagem
- EV e IV indicam a mesma via de administração
- EV significa endovenoso e IV significa intravenoso
- A Anvisa recomenda EV quando houver padronização de abreviaturas
- A clareza da prescrição ajuda a evitar erros de medicação
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde; AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.
- CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Guia prático: técnicas de enfermagem. Capítulo 18: Administração de medicamentos por via endovenosa (EV). Brasília, DF: Cofen.
- FERREIRA, Giovanna da Silva et al. Boas práticas na administração de medicamentos endovenosos. Biblioteca Virtual de Enfermagem, Cofen.
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Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!
Christiane Ribeiro
Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.
É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

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