Paciente Colonizado Vs Infectado: As diferenças

As bactérias, assim como outros microrganismos, não estão sempre associadas à infecção, mas podem colonizar transitória ou permanentemente vários sítios corporais.

A diferença entre colonização e infecção leva em consideração não apenas o sítio corporal de onde o microrganismo foi isolado, mas também as condições clínicas do paciente.

Resumidamente, pode-se dizer que colonização é a presença de microrganismos sem que ocorram alterações nas funções normais do órgão/tecido ou resposta imune inflamatória; já na infecção, os microrganismos estão se multiplicando em grande quantidade e provocam alterações orgânicas.

Entenda as diferenças

Um paciente colonizado é aquele que tem uma bactéria em alguma parte do seu corpo, mas não apresenta sinais ou sintomas de infecção. A bactéria pode estar presente na pele, nas mucosas, nas feridas, nos cateteres ou em outros locais, mas não causa nenhum dano ao organismo. (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile e pode ser agente de disseminação)

Um paciente infectado é aquele que tem uma bactéria que invade os tecidos ou os órgãos e provoca uma resposta inflamatória, com manifestações clínicas como febre, dor, vermelhidão, secreção ou alteração de exames laboratoriais. A infecção pode ser causada por bactérias comuns ou multirresistentes, que são aquelas que não são sensíveis a vários grupos de antibióticos.  (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile porém já está em situação clínica vulnerável por outras doenças)

Como é diagnosticado?

O diagnóstico de colonização ou infecção depende da avaliação clínica do paciente e da realização de exames microbiológicos, como culturas de secreções ou de sangue. A colonização e a infecção podem ter implicações para o tratamento e a prevenção da transmissão de bactérias entre os pacientes e os profissionais de saúde.

A colonização pode ser detectada por meio de culturas de vigilância, que são exames realizados em pacientes de risco para identificar a presença de bactérias multirresistentes.
A infecção pode ser diagnosticada por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, que mostram evidências de comprometimento dos tecidos ou órgãos afetados pela bactéria.
Referências:
  1. EBSERH
  2. Secretaria de Saúde DF
  3. https://www.scielo.br/j/ape/a/J4qMbKZQVbZXsHgk5zjG4Kc/?lang=pt&format=pdf

O que você achou da nossa publicação?

Clique nas estrelas!

Média da classificação 5 / 5. Votos: 3

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar esta publicação.

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais!

Não achou o que queria?

Nos dê a sugestão do tema! Iremos elaborar ilustrações e publicações com sua ajuda!

Escreva um tema que gostaria que fosse abordado!

💡

Faltou algum tema ou procedimento?

Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!

🎉

Muito obrigado pela sua sugestão!

Sua ideia foi enviada com sucesso para a nossa equipe. Em breve ela poderá virar uma linda ilustração no blog! 💙

Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
✓ 16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva. Une a vivência clínica à inovação digital e criativa, atuando na produção de conteúdos educacionais, ilustração digital e no desenvolvimento web de ferramentas e recursos interativos (PHP, CSS e JavaScript).

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem Ilustração Digital Dev Web & PHP/JS
✓ Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.