Infecção Hospitalar VS Comunitária

A Portaria 2.616/98 traz diretrizes e normas para o controle das infecções hospitalares. Em seu anexo II, conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções classificando-as em comunitárias ou hospitalares.

Infecção Comunitária

É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. São também comunitárias:

  • As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção;
  • Infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (ex: Herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis e AIDS). Adicionalmente, são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas.

Infecção Hospitalar

É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Usa-se como critérios gerais:

  • Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser considerado como hospitalar;
  • Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão, considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão;
  • As infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas.

Observações

  • Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos, realizados previamente.
  • Tempo ou período de incubação de uma doença infeciosa é o intervalo de tempo que transcorre entre a exposição a um agente infecioso e a aparição do primeiro sinal ou sintoma da doença de que se trate.

Referências:

  1. Slides de Controle de Infecção Hospitalar:  http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/aula_NNISS.pdf
  2. Manual Básico de Controle de Infecção Hospitalar: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoA.pdf
  3. Portaria 2.616/98:  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt2616_12_05_1998.html

Como Descartar Medicamentos Corretamente?

Fazer o descarte de medicamentos vencidos ou de medicamentos que sobraram de algum tratamento feito jogando-os no lixo comum ou no esgoto doméstico não é uma boa solução.

Isso porque os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar algumas substâncias dos medicamentos, que acabam contaminando o meio ambiente, podendo, assim causar danos aos seres vivos que nele habitam.

Então, que destino dar aos medicamentos?

Existem muitos locais que aceitam remédios e seringas descartados pela população.

Medicamentos Controlados

Farmácias de Manipulação:

Deixar os medicamentos que serão inutilizados dentro de armário com chave e aguardar inspeção programada. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a farmácia deve arquivar por dois anos.

Drogarias e distribuidoras:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima. Após protocolo da solicitação, a drogaria irá aguardar inspeção que será realizada pela Supervisão de Saúde local.

Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a drogaria deve arquivar por dois anos.

Indústrias de medicamentos:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para medicamentosindustriais@prefeitura.sp.gov.br.

Após protocolo da solicitação, o estabelecimento deverá aguardar inspeção local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que o estabelecimento deve arquivar por dois anos.

Laboratórios:

As substâncias, padrões analíticos e amostras de medicamentos controlados pela Port. 344/98 a serem inutilizados deverão ser segregados. Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima.

Após protocolo da solicitação, o laboratório deverá aguardar inspeção sanitária no local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pelo estabelecimento deverá entrar em contato com a empresa que realiza a retirada dos resíduos e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda com a coleta e sua incineração. A empresa emitirá comprovante de retirada dessas substâncias, cuja cópia deverá ser apresentada à equipe inspetora e original arquivada por dois anos.

Descarte de Medicamentos e Frascos:

Muitas farmácias fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos, assim como várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) e supermercados.

Descarte de Bulas e Caixas:

As caixas de papel, também chamadas de embalagem secundária, assim como as bulas, não têm contato direto com o medicamento. Portanto, não são tóxicas ao meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Mas é importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, também chamadas de embalagens primárias (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte nos postos de coleta.

Estes não devem ser descartados juntamente com o lixo orgânico, devido aos danos que podem causar ao meio ambiente.

Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes e só devem ser descartados nos postos de coleta.

Lembramos que os medicamentos, enquanto utilizados e dentro de seu prazo de validade, devem ser armazenados em suas caixas (embalagens secundárias).

Descarte de medicamentos que ainda não estão vencidos, mas não estão mais em uso:

Acumular muitos medicamentos em casa não é um bom hábito. Quando há sobras, o melhor a fazer é descartá-las nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada.

Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. Nunca tome medicamentos que mudaram de cor, textura ou cheiro.

Referências:

  1. https://www.pastoraldacrianca.org.br/meio-ambiente/descarte-de-medicamentos;
  2. http://www.ufrgs.br/boletimcimrs/descarteboletim.pdf;
  3. Roché.;
  4. Prefeitura de São Paulo

O que é a Lock Terapia?

A maioria dos pacientes em terapia dialítica que fazem a “infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter (ICSRC)“ são tratados ambulatoriamente, com bons resultados.

Hospitalização só é necessária em caso de sepse severa e infecção a distância.

A maioria das infecções destes pacientes são causadas por Staphylococci coagulase negativo ou S. aureus, portanto a seleção do antimicrobiano deverá considerar drogas que possam ser administradas após cada sessão de hemodiálise (vancomicina, ceftazidima, cefazolina) ou antimicrobianos que não são dialisados (ceftriaxone).

A Lock Terapia, Terapia de Bloqueio ou “Antibiotic Lock Theraphy” é um procedimento onde a droga escolhida é combinada com heparina e instilada dentro de cada lúmen do cateter ao final da sessão de diálise.

Em detalhes, é usada em conjunto com terapia sistêmica, e consiste em instilar altas concentrações do antimicrobiano desejado (de acordo com o microorganismo envolvido) no lúmen do dispositivo.

Indicações da Terapia

Está indicado para pacientes com ICSRC envolvendo cateteres de longa permanência que não tenham sinais de infecção em seu sítio de inserção ou túnel, para os quais a manutenção do cateter é o objetivo.

  • Paciente com estabilidade clínica e hemodinâmica;
  • (Infecção Primária de Corrente Sanguínea-) IPCS-CVC por Staphylococcus Coagulase Negativa (SCN), Bacilos Gram Negativos (BGN) ou Enterococcus sp sensíveis a vancomicina.

Como a maioria das infecções de cateter de longa permanência ou totalmente implantável são intraluminais, a erradicação do agente infeccioso pode ser feita com o preenchimento da luz do dispositivo por solução com doses supraterapêuticas do antimicrobiano, retendo-a por horas ou dias.

Tempo de Terapia

A duração da terapia varia de 3 a 30 dias entre os estudos, porém a maioria dos autores advoga um período de 2 semanas de utilização.

Alguns Cuidados

  • Idealmente deve ser preparado por farmacêutico imediatamente antes da sua administração, ou, na impossibilidade desse profissional, uma enfermeira;
  • Na hora da administração, retirar a solução antiga de lock antes de infundir a nova;
  • Coletar hemoculturas de controle nos momentos de troca da lock terapia antimicrobiana → se em qualquer momento durante o tratamento a hemocultura voltar a positivar ou permanecer positiva, considera-se falha terapêutica e programa-se a retirada do cateter;
  • Devem ser monitorados quanto a sua evolução clínica e novas hemoculturas;
  • A lock terapia deve ser suspensa e o cateter retirado se houver descompensação clínica (evolução para infecção sistêmica apesar do tratamento) ou evidência de persistência da infecção (hemoculturas persistentemente positivas).

Referências:

  1. Mermel LA, Farr BM, Sherertz RJ, et al. Guidelines for the management of intravascular catheter-related infections. Clin Infect Dis 2001; 32:1249–72.
  2. Field MJ, Lohr KN, eds. Institute of Medicine Committee to Advise the Public Health Service on Clinical Practice Guidelines. Clinical practice guidelines: directions for a new program. Washington, DC: National Academy Press, 1990.

A Cultura da Ponta do Cateter: Infecções Relacionadas

A Infecções relacionadas a cateteres são clinicamente importantes e devem ser diagnosticadas rapidamente. Geralmente estão associadas com eritemas, inflamação, pus e em algumas situações febre.

Veja mais sobre os Sinais Flogísticos:

Os Sinais Flogísticos ou Cardinais

Quando estes sinais são identificados, o cateter é removido do paciente e encaminhado sua ponta para análise laboratorial.

Os cuidados de Enfermagem quanto ao processo de cultura:

Em geral:

Enviar a ponta do cateter para cultura somente se houver sinal de infecção (inflamação no sítio de inserção, febre, sinais de sepse ou bacteremia documentada sem foco de infecção aparente).

  • Se houver evidência de pus e infecção do tecido local, limpar a superfície da pele e coletar o pus do tecido profundo utilizando seringa e agulha;
  • O frasco deve ser identificado corretamente;
  • O coletor deve conferir os dados do paciente ao receber a amostra e anotar na etiqueta o horário da coleta;
  • Anotar na etiqueta se o cateter retirado era de nutrição parenteral, pois nestes casos é importante pesquisar Malassezia furfur (fungo).

PROCEDIMENTO DE COLETA

Os mesmos cuidados de desinfecção utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada.

  • Limpar a pele com álcool 70% antes de remover o cateter;
  • Utilizando técnicas assépticas, segurar a porção exposta do cateter e remover cuidadosamente o cateter do paciente com um instrumento estéril (evitar o contato com a pele);
  • Segurar a porção distal sobre um recipiente estéril e cortar aproximadamente 5cm da ponta (marca no cateter) com tesoura estéril ou lâmina de bisturi, deixando-a cair dentro do recipiente estéril;
  • Após a coleta, anotar na etiqueta o horário da coleta.

Coleta e transporte:

  • O envio deve ser realizado a temperatura ambiente (20 a 25ºC) em até 1 hora após a coleta.

Observação

NÃO DOBRAR OU ENROLAR A PONTA DO CATETER!!! É necessário que a ponta do cateter esteja reta para rolar sobre a placa do meio de cultura!

Interpretação do exame

  • Quantificar o numero de cada tipo de micro-organismo isolado;
  • Se a contagem for superior a 15 UFC, o micro-organismo deve ser identificado e realizado teste de sensibilidade a antimicrobianos;
  • Se a contagem for inferior a 15 UFC, identificar somente patógenos importantes, como por exemplo, Candida albicans, Streptococcus do grupo A e Staphylococcus aureus;
  • Caso tenha sido coletada amostra de sangue, guardar a placa para comparação caso esta seja positiva;
  • Se houver crescimento de vários micro-organismos, reportar como “nº” UFC de microbiota bacteriana mista, sem identificação e sem teste de sensibilidade a antimicrobianos.

Referência:

  1. DIAGNÓSTICO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS AOS CATETERES VASCULARES CENTRAIS NO HIAE (Hospital Albert Einstein)

Expurgo Hospitalar: Saiba Como Funciona

expurgo hospitalar

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 06/10/2026.

O expurgo não é simplesmente o lugar onde o hospital “joga o que está sujo”. Ele é uma área de apoio essencial para manter o fluxo seguro de materiais, roupas e resíduos após o uso, evitando que aquilo que ainda precisa de processamento se misture com áreas limpas.

Para que serve o expurgo?

Também chamado de sala de utilidades, o expurgo é destinado à limpeza e desinfecção de materiais e roupas utilizados na assistência, além da guarda temporária de resíduos, conforme a estrutura e o fluxo definidos para o serviço de saúde.

Sua organização deve impedir que materiais contaminados retornem ou circulem de forma inadequada por áreas limpas. A RDC 50/2002 estabelece a sala de utilidades ou expurgo como ambiente destinado à limpeza, desinfecção e guarda desses materiais, além da guarda temporária de resíduos.

Expurgo não é CME

Essa diferença costuma gerar dúvida.

O expurgo integra a estrutura de apoio da unidade e pode participar de etapas iniciais relacionadas à limpeza, conforme o fluxo institucional. O CME, por sua vez, é a unidade destinada ao processamento de produtos para saúde, envolvendo etapas como limpeza, inspeção, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição.

Quando o material precisa ser encaminhado ao CME, deve seguir o fluxo definido pelo serviço e pelas normas de processamento. A RDC 15/2012 determina que o processamento siga fluxo direcionado da área suja para a área limpa e que a limpeza preceda a desinfecção ou esterilização.

O que pode passar pelo expurgo?

Dependendo da organização da instituição, podem chegar ao expurgo materiais utilizados na assistência que precisam ser encaminhados para processamento, roupas sujas, recipientes utilizados para coleta de excreções e resíduos que necessitam de manejo conforme o PGRSS.

Isso não significa que tudo deva permanecer armazenado ali. A permanência deve ser temporária e o destino precisa respeitar o fluxo estabelecido pela instituição.

Um cenário comum no plantão é a chegada de uma comadre ou papagaio após o uso. O cuidado não termina quando o material é colocado no expurgo: ele precisa ser encaminhado para o processamento definido pelo serviço, enquanto resíduos e roupas seguem seus fluxos específicos.

Resíduos exigem outro raciocínio

Um dos erros mais comuns é chamar todo material descartado de “lixo infectante”. A classificação dos resíduos deve considerar o risco e as regras do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

A RDC 222/2018 regulamenta o gerenciamento dos RSS e atribui ao serviço gerador a responsabilidade pela elaboração, implantação, implementação e monitoramento do PGRSS. Portanto, a rotina do expurgo deve estar integrada ao plano e aos procedimentos institucionais, e não baseada apenas em uma regra informal da unidade.

Perfurocortantes, por exemplo, devem ser descartados diretamente em coletores apropriados, no ponto de geração, respeitando as características do recipiente e o limite definido pelo fabricante ou pelo protocolo institucional. Não devem ser transportados soltos até o expurgo.

Organização e segurança fazem diferença

O expurgo deve permanecer organizado, limpo e com os materiais separados de acordo com sua finalidade. Bancadas, pias, recipientes, equipamentos e demais estruturas devem ser compatíveis com as atividades realizadas naquele ambiente.

Materiais contaminados devem seguir o fluxo definido para processamento, enquanto resíduos, roupas e equipamentos aguardam seus respectivos encaminhamentos. A equipe também precisa utilizar os EPIs indicados para o risco da atividade e seguir o POP da instituição.

Na prática, um problema simples como deixar uma bandeja usada sobre uma bancada destinada a materiais limpos pode criar uma quebra de fluxo. Por isso, a separação entre o que chega contaminado, o que está em processamento e o que já foi processado não é apenas organização: é uma barreira contra contaminação cruzada.

Cuidados de enfermagem

A equipe de enfermagem deve:

  • manter o expurgo organizado e sem acúmulo desnecessário;
  • encaminhar materiais contaminados conforme o fluxo institucional;
  • separar resíduos conforme sua classificação e o PGRSS;
  • descartar perfurocortantes imediatamente no coletor apropriado;
  • utilizar os EPIs indicados para cada atividade;
  • evitar mistura entre materiais sujos e limpos;
  • comunicar problemas estruturais, falta de recipientes ou falhas no fluxo;
  • realizar a higiene das mãos nos momentos indicados.

A organização do ambiente também deve ter responsabilidades definidas pela instituição. Em manual da EBSERH, por exemplo, a organização do expurgo aparece como atividade da equipe de enfermagem, enquanto a limpeza e remoção de resíduos são atribuídas à equipe de higienização, mostrando por que o POP local precisa deixar as responsabilidades claras.

O que lembrar para a prova

Expurgo = sala de utilidades, com função de apoio ao manejo de materiais, roupas e resíduos.

CME = unidade responsável pelo processamento dos produtos para saúde dentro do seu escopo.

PGRSS = organiza o gerenciamento dos resíduos do serviço de saúde.

A ideia central é simples: o expurgo recebe aquilo que precisa seguir um fluxo seguro após o uso, mas não substitui o CME nem funciona como depósito geral de resíduos hospitalares.

Resumo para salvar

Expurgo Hospitalar: Saiba Como Funciona

  • Entenda a função do expurgo hospitalar
  • Saiba a diferença entre expurgo e CME
  • Conheça o fluxo de materiais e resíduos
  • Veja os principais cuidados de enfermagem

Referências:

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2002. RDC nº 50/2002 — Anvisa
  2. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2012. RDC nº 15/2012 — Anvisa
  3. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2018. RDC nº 222/2018 — Anvisa
  4. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Planejamento do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde para hospitais da Rede Ebserh. Brasília, DF: EBSERH. Planejamento do gerenciamento de RSS — EBSERH

Hamper Hospitalar: A Real Finalidade

A questão da higiene é fundamental nos setores hospitalares, a fim de que a proteção mais adequada das roupas e dos demais produtos que marcam presença nestes ambientes. E o mobiliário mais imprescindível é o Hamper Hospitalar, que faz parte essencial de todos os setores que demandam assistência à saúde.

Afinal, de onde vem essa palavra, o “Hamper”?

Termo originalmente do inglês, o “Hamper” refere-se a um conjunto de itens relacionados com cesta. Em uso principalmente britânico, refere-se a uma cesta de vime, geralmente grande, que é usada para o transporte de itens, muitas vezes alimentos.

Na América do Norte, o termo geralmente se refere a um receptáculo familiar, muitas vezes uma cesta, para roupas limpas ou sujas, independentemente da sua composição, ou seja, “um cesto de roupa”.

O mesmo tipo de recipiente seria usado para retornar roupas limpas, que seriam eliminadas pelo serviço de lavanderia e o recipiente vazio deixado no lugar do recipiente completo para retirada posterior.

No uso hospitalar, o Hamper tem sua utilização como meio de transporte de roupas de origem hospitalares (roupas de cama, roupas pessoais, enxovais hospitalares) sujas e infectadas ou contaminadas, sem ter o contato com outros ambientes externos.

A Utilização

O Suporte de Hamper é indicado para embalar e transportar roupas sujas que foram utilizadas em ambientes médico-hospitalares. Geralmente o mobiliário é composto pela estrutura do suporte de aço inox, com sacos de resíduos hospitalares à parte para serem encaixados ao suporte, ficando prontos para o uso.

Mas o Hamper é só para roupa suja?

Não! Certamente os sacos para hampers são divididos em grupos, onde em alguns setores podem utilizar para acondicionar resíduos radioativos, químicos, descarte de peças anatômicas, etc. sendo descartados corretamente conforme as normativas da ANVISA.

Referências:

  1. Educalingo.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

Atuando no controle da disseminação de microrganismos em ambientes hospitalares, na proteção da equipe de saúde e de pacientes, as luvas hospitalares o são itens extremamente importantes para a proteção em diversos setores.

E para cada uso, existe um tipo de luva de procedimento que se encaixa perfeitamente.

Diante desse processo simples e primordial, no entanto, o fato de usar luvas não significa ausência de risco de transmissão de micro-organismos; por este motivo, a mesma deve conter indicação de uso e estar íntegra para não falhar no momento assistencial.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

  1. Luva Cirúrgica (luva estéril): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética. É o equipamento de proteção individual de uso único, de formato anatômico, contendo punhos capazes de assegurar ajuste ao braço do usuário, para utilização em cirurgias.
  2. Luva para Procedimentos Não Cirúrgicos(luva não estéril ou luvas de procedimento): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética, e de policloreto de vinila, de uso único, para utilização em procedimentos não cirúrgicos para assistência à saúde. As luvas de látex de borracha natural oferecem alto nível de proteção contra sangue e fluidos corporais potencialmente contaminados; têm grande força, elasticidade, flexibilidade e conforto. Devido a isso, o látex de borracha natural é o material de escolha para luvas quando houver contato com sangue e fluidos corporais.
  3. Luvas para Procedimentos Não Cirúrgicos Antialérgicas ao Látex: são fabricadas a partir de um derivado do petróleo e de borracha nitrílica. Pode ser utilizada como uma alternativa ao látex. No entanto, as propriedades de barreira devem ser definidas pelo fabricante. As luvas de borracha nitrílica geralmente contêm aditivos químicos semelhantes ao látex, que podem atuar como alérgicos de contato. São adequadas no uso com agentes químicos e pessoas que têm alergia ao látex.
  4. Luvas de Vinil (PVC): tem custo baixo e, infelizmente, muitas instituições aderem à compra desse material para assistência ao paciente. Essas luvas são fabricadas a partir de cloreto de polivinila (PVC), um material sintético que é menos flexível, elástico, durável e possui menos conformidade com a mão do que o látex.

A luva de PVC e sua Integridade

Durante o uso, a luva de PVC pode ocorrer a quebra da integridade de barreira. Quanto mais abrasiva ou estressante a atividade ou quanto maior o tempo de utilização, maior a taxa de falha.

Por isso, esse tipo de luva não deve ser utilizado para uso clínico e assistencial. Os profissionais que utilizam luvas de vinil em ambiente hospitalar, se expõe diariamente ao risco de contaminação direta por materiais biológicos.

Após o uso, as luvas devem ser descartadas de acordo com as políticas locais de gestão de resíduos vigentes.

Devo usar qualquer luva desde que seja para me proteger?

A junção de custo e benefício no âmbito hospitalar, laboratorial e em clínicas, disponibiliza qualquer luva para os profissionais usarem, o que, infelizmente, não é o adequado.

A compra e o uso da luva devem estar alinhando conhecimento, tipo de técnica e avaliação de um profissional, além de cuidado para a prevenção de acidentes, pois caso o profissional tenha contato com material biológico sem a proteção adequada, não servirá de nada usar luvas e muito possivelmente irá se prejudicar ao invés de ajudar.

Referências:

  1. Organização Mundial da Saúde – Guia Lavagem das Mãos;
  2. Vigilância Epidemiológica – 2016;
  3. Recomendações sobre o uso de Luvas em Serviços de saúde – Secretaria do Estado de São Paulo / Divisão Epidemiologia Hospitalar

Compadre e Comadre: Dispositivos Urinários

Compadre (Pagagaio, Urinol), e Comadre (Penico), são alguns dos nomes mais curiosos para estes dispositivos urinários hospitalares, considerados como artigos não críticos.

São úteis tanto quanto em ambiente hospitalar e domiciliar para auxiliar uma pessoa debilitada a realizar suas necessidades, no próprio leito.

O Compadre é um dispositivo urinário masculino, tendo como função de coletar urina, sendo produzido em diversos tipos de materiais, como inox, plástico.

A Comadre também é um dispositivo urinário, mais indicado para pacientes femininas, tendo também como função de coletar urina, mas também pode ser utilizado para coletar fezes, sendo também um dispositivo que pode ser utilizado aos pacientes masculinos, produzido em material inox ou plástico.

Quem é Responsável pela Oferta ao paciente e ao Auxílio na Instalação?

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Procedimento de Enfermagem

Antes de mais nada, sempre lavar muito bem as mãos e fazer o uso de luvas durante o procedimento (é muito importante para evitar infecções).

Instalação da Comadre com auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.
  6. Higienizar a Comadre.

Sem Auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Instalação do Compadre com auxílio do paciente:

  1. Colocar o compadre na melhor posição;
  2. O órgão masculino deverá ser introduzido no compadre;
  3. Deixar o papel ou lenço a seu alcance ou da pessoa que for utilizar;
  4. Leve ao banheiro e descarte todo o conteúdo no vaso sanitário, avaliando o aspecto e a quantidade da urina para posterior anotação de enfermagem;
  5. Higienizar o Compadre.

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

De quem é a Responsabilidade da Higienização destes Dispositivos?

Ao falar em responsáveis por essa limpeza, surge uma das principais dúvidas sobre este assunto. Enfermeiros, técnicos de enfermagem ou profissionais do serviço de limpeza devem executar a higienização?

De acordo com diversos documentos emitidos pelos CORENS, surge um exemplo da ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 006/2016 do COREN de São Paulo, onde determina que:

“Assim, consideramos que o processo de limpeza e desinfecção seja criterioso, precedido de capacitação e previsto no protocolo institucional com as atribuições dos membros da equipe, tanto da Enfermagem quanto da Limpeza.”

Portanto, este procedimento pode ser realizado por qualquer profissional que tenha a prévia capacitação, porém deve haver no protocolo organizacional a metodologia de higienização necessária, a especificação de quem será este profissional e o detalhamento de suas responsabilidades.

Clique no link para entender o processo de higienização e desinfecção destes dispositivos através de um POP elaborado pelo Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. ( POP Rotina de Limpeza e Desinfecção Comadres e Compadres ).

Veja também:

Quaternário de Amônia

Desinfecção de Artigos Hospitalares

 

Referências:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.
  2. Orientação Fundamentada COREN-SP Nº 006/2016.

Coletor/Caixa Perfurocortante e os cuidados de enfermagem

O Coletor ou Caixa Perfurocortante é um recipiente destinado ao descarte de resíduos de serviços de saúde, perfurantes ou cortantes, desprezando todo material que corta ou perfura, como agulhas, lancetas, vidros em geral, lâminas de bisturi, ampolas, cateter, etc.

Nesse sentido, devem ser fabricadas de acordo com as normas da ABNT NBR 13853, fornecendo proteção contra perfurações, vazamentos e garantindo segurança aos usuários.

Ela é composta por muitos elementos e sua montagem correta garante a eficiência do descarte e confiabilidade do recipiente.

Componentes de uma Caixa Perfurocortante

É composta por:

  • Saco Plástico: Possui dupla utilidade, pois além de transportar o coletor, forma um DUPLO revestimento, o que garante a proteção contra vazamento de resíduos;
  • Fundo ou tabuleiro: Feito de papelão rígido, evita perfurações no fundo do coletor;
  • Cinta Interna: Também produzido com material de papelão rígido, ocupa toda a área interna, evitando perfurações nas paredes e cantos do coletor;
  • Bandeja Interna: Garante a segurança contra vazamento de líquidos.

Qual é a sequência de montagem de um Coletor Perfurocortante?

Cada fabricante disponibiliza a sequência correta da montagem de seu material, devendo sempre ser seguido conforme o que é estabelecido.

De uma forma geral, maioria pode seguir um padrão de sequência, como esta:

  1. Sequência para o fechamento no fundo: Dobrar aba 1, dobrar abas 2 e 3 simultaneamente e dobrar aba 4 até travar;
  2. Abra todas as abas do coletor;
  3. Abra o saco plástico, coloque o tabuleiro dentro do saco plástico. Introduza também a cinta interna, posicione-a em forma de triangulo sobre o tabuleiro;
  4. Coloque o saco plástico já com o tabuleiro e a cinta dentro do coletor;

5. Colocar as sobras do saco plástico dentro do coletor;
6. Introduza a bandeja impermeável sobre o saco plástico até o fundo;
7. A seguir faça a montagem das alças duplas dobrando-as para dentro e fecha a aba que possui um buraco no meio;
8. Após o uso, travar o lacre para descarte.

Cuidados de Enfermagem

  • Durante o transporte mantenha o coletor afastado do corpo;
  • Sempre carregar pelas ABAS da caixa, para que evite acidentes;
  • Ao fechar após o uso, deve descartar a caixa dentro de um saco intitulado “INFECTANTE” e desprezado em um lixo próprio para materiais infectantes;
  • Ao montar a caixa para a utilização, deve identificar a data de montagem e abertura, setor de destino e o nome do colaborador que realizou a montagem;
  • Não deve jamais ultrapassar a linha máxima pré estabelecida na caixa;
  • Deve acondicionar a caixa em um local livre, longe de pias que possam molhar recipiente;
  • De preferência, deve ser acondicionada em um suporte próprio para parede.

Referências:

  1. Descarpack;
  2. Descarbox.

Prevenção e Controle de Infecção: Qual é a Rotina da Troca de Dispositivos em sua Instituição?

Controle de Infecção

A assistência em saúde é um processo complexo que não está isento de riscos e de possíveis eventos adversos. Dentre as possíveis complicações decorrentes do cuidado em saúde, destacam-se as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), as quais se constituem em problemas frequentes,  principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), apresentando-se com altas taxas de incidência e morbimortalidade.

Em se tratando das IRAS mais comumente identificadas no cenário de cuidados críticos, destacam-se especialmente as infecções de corrente sanguínea (ICS), em detrimento da utilização de dispositivos invasivos, a exemplo de cateteres venosos centrais (CVC).

Dispositivos estes que podem ser inseridos em uma veia ou artéria, centralmente ou perifericamente, com o intuito de monitorização hemodinâmica, administração de fluidos intravenosos, nutrição e medicamentos.

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes, obesas e fumantes.

Nos últimos anos vem ocorrendo aprimoramento das normas de vigilância, elaboração de diretrizes e protocolos baseados em evidências científicas para a prevenção de ICSR-CVC, mas estas ainda se constituem em um grande problema para a segurança do paciente, especialmente daqueles hospitalizados em ambiente de UTI.

É pertinente enfatizar que a prevenção depende também de ações organizacionais que incluem o incentivo da gestão dos serviços de saúde ao conhecimento e cumprimento de cuidados de controle de infecção e segurança do paciente, incluindo as boas práticas nos cuidados de inserção e de manutenção de acessos venosos centrais pela equipe de saúde.

Os esforços para a prevenção dessas infecções devem visar à qualidade da assistência e segurança do paciente, minimizando a ocorrência de eventos adversos por meio da identificação e implementação de estratégias interventivas que visem zerar a ocorrência dessa complicação em pacientes críticos.

É importante conhecer o POP preconizado pelo CCIH de sua instituição!

É importante conhecer e avaliar o conhecimento e adesão da equipe de enfermagem às medidas de prevenção de infecções, sejam elas por quaisquer meios, incentivando o conhecimento de Protocolos Operacionais Padrão (POP) estabelecidos pela CCIH em sua instituição.

Exemplo de um Protocolo Operacional Padrão (POP) para uma rotina de troca de dispositivos e materiais de uso hospitalar

TIPO DE DISPOSITIVO /
MATERIAL
TEMPO DE PERMANÊNCIA OBSERVAÇÕES
BACIA de metal Para banhos: Após o uso em
cada paciente, fazer a
higienização com água e sabão,
e desinfecção com álcool 70ºPara procedimentos estéreis:
Encaminhar à Central de
Material Esterilizado após o uso
As bacias utilizadas em banhos devem
permanecer armazenadas no setor após a
DESINFECÇÃO. As bacias para uso em
procedimentos estéreis (Ex: curativos) devem ser
retiradas na Central de Material Esterilizado e
devolvidas após o uso conforme rotina do setor.
BARBEADOR descartável para
tricotomias não cirúrgicas (ex:
higiênicas, local para punção venosa,
curativos e fixar eletrodos)
Uso único Descartar após o uso em cada paciente.
Cânula de GUEDEL Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
CÂNULA endotraqueal
(INTUBAÇÃO)
Uso único sem troca
programada
Descartar após o uso em cada paciente
Cateter de FLEBOTOMIA Em adultos: 4 a 5 dias
Em crianças: na suspeita de
complicação
Esse tipo de acesso apresenta frequentes
complicações, portanto deve ser evitado.
Cateter de SHILLEY
(Hemodiálise)
Sem troca programada Na presença de sinais flogísticos ou secreção,
comunicar o médico responsável. Se houver a
remoção, coletar imediatamente a ponta para
cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica.
Cateter NASAL tipo óculos para
oxigenoterapia
7 dias A água do reservatório deve ser trocada a cada
24 horas.
Cateter para DIÁLISE
PERITONIAL
Sem troca programada É questão não resolvida na literatura. Fica a
critério médico a decisão de estender o tempo de
permanência, remover o cateter ou substituir por
um permanente.
Cateter totalmente implantado
(PORT-A-CATH)
Sem troca programada Na presença de sinais flogísticos ou secreção,
comunicar o médico responsável. Se houver a
remoção, coletar imediatamente a ponta para
cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica
Cateter UMBILICAL Arterial: 5 dias
Venoso: 14 dias
Se identificado quadro de infecção, trombose ou
insuficiência vascular, comunicar o médico
responsável. Remover com indicação clínica. Se
for removido, não inserir um novo cateter. Coletar
imediatamente a ponta para cultura, se o médico
recomendar.
CIRCUITO DO VENTILADOR
MECÂNICO (respirador)
7 dias Trocar antes do período recomendado se
apresentar sujidades ou mau funcionamento.
Somente disponibilizar para outro paciente após
esterilização feita na Central de Material
Esterilizado.
COLCHÃO PIRAMIDAL “caixa
de ovo”
Uso individual sem troca
programada
Na ALTA do paciente, liberar para levar de
cortesia. Quando ÓBITO encaminhar à
lavanderia para incinerar. Nunca lavar.
COLETOR aberto graduado com
cordão (saco plástico)
Até o final de cada plantão ou
sempre que desprezar o
material coletado
Quando este for utilizado para drenagem de
bolsa coletora de diurese, usar um saco coletor
novo para cada paciente
Coletor urinário tipo BOLSA
(sistema fechado)
30 dias Se houver troca da bolsa por qualquer indicação,
a sonda vesical de foley deverá ser substituída.
Não é recomendada a abertura do sistema
durante o uso do cateter. Esvaziar a cada 12
horas ou quando atingir o limite máximo da
capacidade de armazenamento.
COMADRE A cada uso Lavar com água e sabão.
Fazer desinfecção com álcool 70º
CONECTOR para medicação
aerossol em ventilação mecânica
Uso individual sem troca
programada
Descartar após o uso em cada paciente
CPAP NASAL ADULTO
(em acrílico)
Uso individual sem troca
programada
Após o término de cada sessão no paciente,
fazer higienização e guardar até o próximo uso
no mesmo paciente. Descartar o CPAP após
suspender o uso em cada paciente.
CPAP NASAL ADULTO
(em silicone)
Uso individual sem troca
programada
Ao término de cada sessão no paciente,
higienizar e guardar até o próximo uso no mesmo
paciente. Enviar à Central de Material Esterilizado
após uso em cada paciente.
CPAP NASAL NEONATAL /
PEDIATRIA (“narizinho”)
Uso individual sem troca
programada
Fazer higienização concorrente conforme rotina
do setor enquanto estiver em uso no mesmo
paciente. Descartar após o uso em cada
paciente.
Dispositivo cateter venoso central
DUPLO LÚMEN via SubcláviaDispositivo cateter venoso central
INTRACATH via Subclávia
Sem troca programada Ocluir o cateter com gaze estéril e micropore nas
primeiras 24 horas após a inserção, após este
período fazer assepsia e fixar somente com filme
transparente que deverá ser trocado a cada 7
dias ou sempre que apresentar sujidades,
umidade, descolamento ou reações alérgicas
locais. Na presença de sinais flogísticos ou
secreção, comunicar o médico responsável. Se
houver a remoção, coletar imediatamente a ponta
para cultura, se o médico recomendar.
Remover com indicação clínica. Quando inserido
em situação de emergência, com quebra de
técnica asséptica, remover em até 48 horas após
a inserção.
Dispositivo cateter venoso central
(PICC – Cateter central de
inserção periférica)
Sem troca programada Quando não locado em posição central, há
aumento do risco de complicações, inclusive
flebite. Na presença de sinais flogísticos ou
secreção, comunicar o médico responsável. Se
houver a remoção, coletar imediatamente a ponta
para cultura, se o médico recomendar. O curativo
deve ser trocado conforme Protocolo de PICC da
Instituição. É PROIBIDO reintroduzir as partes
exteriorizadas do cateter após desfazer o campo
estéril.
Dispositivo intravenoso periférico
ADULTO (JELCO, SCALP,
ABOCATH ou ÍNTIMA)Dispositivo intravenoso periférico
INFANTIL (JELCO, SCALP,
ABOCATH ou ÍNTIMA)
72 horas

 

 

Sem troca programada

Nas situações em que o acesso periférico é
limitado, a decisão de manter o cateter além das
72 horas depende da avaliação do local de
inserção, da integridade da pele, da duração e do
tipo da terapia prescrita, e deve ser documentado
nas evoluções do paciente. Pediatria e Neonatal
não há rotina de troca preestabelecida.
Acompanhar o cateter diariamente e trocar na
presença de sinais flogísticos ou secreção. A
mesma recomendação poderá ser aplicada a um
paciente adulto com difícil acesso vascular
periférico (ex: idoso, longo tempo de internação).
Quando inserido em situação de emergência,
com quebra de técnica asséptica, remover em
até 48 horas após a inserção. A fixação deverá
ser feita preferencialmente com filme
transparente, que deverá ser trocado cada vez
que apresentar sujidades, umidade,
descolamento ou reações alérgicas locais.
Dispositivo urinário masculino tipo
preservativo
URIPEN
24 horas Trocar no momento do banho ou sempre que
necessário.
Equipo com BURETA 24 horas Há maior risco de contaminação durante a
manipulação.
EQUIPO macrogotas ou
microgotas para infusão
INTERMITENTE
24 horas Neonatal / UTI Adulto: Conforme rotina do setor.
EQUIPO macrogotas, microgotas,
dupla via, PVC e torneirinha para
infusão CONTÍNUA
72 horas Trocar em intervalo menor se apresentar
sujidade, mau funcionamento ou em caso de
incompatibilidade medicamentosa.
Equipo NUTRIÇÃO ENTERAL
para bomba de infusão
24 horas O equipo será fornecido pelo Serviço de Nutrição
e Dietética acompanhando a primeira dieta do
dia. Consultar Protocolo da EMTN para maiores
informações.
Equipo para bomba de infusão de
MEDICAMENTO NÃO LIPÍDICO /
SOROTERAPIA
72 horas Trocar em intervalo menor se apresentar
sujidade, mau funcionamento ou em caso de
incompatibilidade medicamentosa.
Equipo para PROPOFOL no
Centro Cirúrgico
6 horas
Equipo para SOLUÇÃO
LIPÍDICA, HIPERTÔNICA
(Ringer, Glicose acima de 10%),
NUTRIÇÃO PARENTERAL,
HEMODERIVADOS ou
HEMOCOMPONENTES
A cada troca de bolsa ou
frasco
Infundir emulsões lipídicas em até 12 horas, e
NPT/NPP em até 24 horas a partir da instalação.
NPT/NPP devem ser infundidas em acesso
venoso central com via EXCLUSIVA.
HEMODERIVADOS e HEMOCOMPONENTES
em acesso venoso periférico EXCLUSIVO. O
sistema não deve ser aberto durante a infusão. É
proibido administrar ou acrescentar medicações
pelo injetor lateral do equipo ou da bolsa.
ESPAÇADOR VALVULADO para
medicamentos aerossois via
inalatória (bombinha)
Uso individual sem troca
programada
Não é descartável. Fazer higienização com água
e sabão a cada 72 horas de uso. Quando
suspender o uso ou o paciente receber alta, óbito
ou trasferência, fazer a higienização e devolver à
Farmácia Central que encaminhará à Central de
Material Esterilizado.
EXTENSOR para infusão
intermitente em bomba de seringa
(ex: antibióticos)
Conforme rotina já
estabelecida em cada setor,
podendo ser utilizado até o
máximo de 72 horas
FILME TRANSPARENTE fixador de
cateteres (Curativo)
7 dias Trocar antes do tempo recomendado sempre que
apresentar sujidades, umidade, descolamento ou
reações alérgicas locais.
Neonatal / Pediatria: Conforme rotina do setor.
FILTRO HME bactericida para
ventilador mecânico
48 horas Trocar antes do tempo recomendado se
apresentar sujidade ou mau funcionamento.
FIO-GUIA de cobre para
intubação
Uso individual Fazer higienização e encaminhar à Central de
Material Esterilizado após o uso em cada
paciente.
FIO-GUIA de alumínio revestido
em plástico para intubação
Uso único individual Descartar após o uso em cada paciente.
LÂMINA de Tricotomizador
(tricotomias pré-cirúrgicas)
Uso único individual Descartar após o uso em cada paciente.
MÁSCARA VENTURI +
umidificador
Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
NEBULIZADOR
(reservatório, extensão e
máscara) de uso contínuo –
comum e traqueostomia
Sem troca programada Trocar sempre que apresentar sujidades ou mau
funcionamento. Encaminhar à Central de Material
Esterilizado após o uso em cada paciente.
NEBULIZADOR
(reservatório, extensão e
máscara) de uso intermitente –
Inalação
Geral: A cada uso

Neonatal / UTI Adulto:
Conforme rotina do setor

Após o uso em cada paciente, fazer higienização
e desinfecção de baixo nível.
PAPAGAIO A cada uso Higienizar com água e sabão.
Fazer desinfecção com álcool 70º
Sistema coletor fechado para
DRENAGEM DE TÓRAX
Sem troca programada Mensurar e esvaziar o frasco quando necessário,
reutilizando para o mesmo paciente, desde que
manipulado com técnica asséptica e utilizada
solução estéril para refazer o selo d’água.
Descartar todo o sistema após o uso em cada
paciente.
Sonda de ASPIRAÇÃO
oronasoendotraqueal
Uso único Descartar após o uso em cada paciente
Sonda de ASPIRAÇÃO
endotraqueal sistema fechado
“TRACH CARE”
7 dias Trocar antes do tempo recomendado se
apresentar sujidades ou mau funcionamento.
Descartar todo o sistema após o uso em cada
paciente.
Sonda ENTERAL

Sonda NASOGÁSTRICA

Sem troca programada Trocar com indicação clínica ou prescrição de
enfermagem.
Sonda URETRAL DE ALÍVIO Adulto: Retirar
imediatamente após o
esvaziamento da bexiga
Neonatal / Pediatria:
Conforme rotina do setor.
Usar técnica asséptica para a inserção.
Sonda uretral de FOLLEY (sonda
de demora) com sistema coletor
fechado
30 dias Trocar se apresentar obstrução, grande
quantidade de sedimentos e coágulos, ou
indicação clínica. Sempre usar técnica asséptica
para a inserção. A bolsa coletora de urina
também deve ser trocada junto com a sonda,
pois não é recomendada a abertura do sistema
durante o uso da mesma. Realizar higiene íntima
duas vezes ao dia ou sempre que necessário
enquanto estiver com a sonda.
Tubo EXTENSÃO de LÁTEX ou
SILICONE para aspiração
Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
UMIDIFICADOR + EXTENSÃO Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.
Vidro / Frasco de ASPIRAÇÃO Sem troca programada Encaminhar à Central de Material Esterilizado
após o uso em cada paciente.

*OBSERVAÇÃO: Este exemplo de Protocolo não é empregado em TODAS as Instituições, podendo variar conforme o que foi preconizado pela CCIH da sua Instituição. Vale consultar a validade de troca destes dispositivos em sua Instituição!

O Protocolo e a Anvisa

A ANVISA revisou e publicou recentemente a nova edição da série Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde, chamada “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde”.

A presente publicação constitui uma ferramenta influente para a segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde, fruto de esforço conjunto de diversos Grupos de Trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata das orientações básicas para a prevenção e o controle de infecção, com embasamento técnico-científico atualizado.

O intuito é apresentar de maneira objetiva, concisa e prática, as medidas para a prevenção e controle de infecção nos serviços de saúde, devendo estar facilmente disponível aos profissionais de saúde que atuam nestes serviços. A principal finalidade desta publicação da Anvisa é contribuir para reduzir a incidência das IRAS em serviços de saúde, a partir da disponibilização das principais medidas preventivas práticas adequadas à realidade brasileira. Dessa forma, espera-se com esta publicação, oferecer um importante instrumento de apoio para a prevenção e redução das principais IRAS, como as Infecções do Trato Respiratório, Trato Urinário, Corrente Sanguínea e Sítio Cirúrgico, contribuindo para a redução de riscos nos serviços de saúde do Brasil.

Para baixar e consultar, clique neste link!

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Veja também:

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Administração Segura de Medicamentos