Bactérias: Formas e Flagelos

As bactérias, esses microrganismos unicelulares onipresentes, exibem uma diversidade surpreendente em suas formas e estruturas. Para nós, estudantes de enfermagem e futuros profissionais, entender essa variedade é fundamental, pois ela influencia a forma como as bactérias se movem, interagem com o ambiente e, em alguns casos, causam doenças.

Vamos explorar juntos essa rica taxonomia bacteriana, focando em sua morfologia básica e na presença e arranjo de flagelos.

Desvendando as Formas: Um Universo de Cocos, Bacilos e Espirais

A forma de uma bactéria é uma de suas características mais distintivas e uma das primeiras maneiras pelas quais elas são classificadas. Existem basicamente três formas principais, com algumas variações interessantes:

  • Cocos: Essas bactérias possuem uma forma esférica ou oval, lembrando pequenas bolinhas. Elas podem ocorrer isoladamente (cocos), aos pares (diplococos, como Neisseria gonorrhoeae), em cadeias (estreptococos, como Streptococcus pyogenes), em agregados irregulares semelhantes a cachos de uva (estafilococos, como Staphylococcus aureus) ou em grupos de quatro (tétrades) ou oito (sarcinas).
  • Bacilos: As bactérias com essa forma são alongadas e cilíndricas, como pequenos bastões. Assim como os cocos, podem se apresentar isoladamente (bacilos, como Escherichia coli), aos pares (diplobacilos), em cadeias (estreptobacilos, como Bacillus anthracis) ou em um formato mais curto e ovalado, sendo então denominados cocobacilos (como Haemophilus influenzae).
  • Espirais: Este grupo engloba bactérias com um formato helicoidal. Dentro dessa categoria, encontramos algumas subdivisões:
    • Vibriões: Bactérias que se assemelham a uma vírgula, apresentando uma curvatura em sua forma (como Vibrio cholerae).
    • Espirilos: Bactérias com um corpo espiralado rígido, que geralmente se movem utilizando flagelos (como algumas espécies do gênero Spirillum).
    • Espiroquetas: Bactérias espiraladas mais longas e flexíveis, que possuem filamentos axiais (fibrilas internas semelhantes a flagelos) responsáveis por seu movimento ondulatório característico (como Treponema pallidum, causador da sífilis, e Leptospira interrogans, causadora da leptospirose).

A Importância dos Flagelos: Apêndices para a Locomoção e Mais

Muitas bactérias possuem flagelos, estruturas filamentosas longas que se projetam da superfície celular e atuam como propulsores, permitindo a motilidade bacteriana. A presença e o arranjo dos flagelos são outra característica importante na classificação e identificação bacteriana:

  • Monotríquia: A bactéria possui um único flagelo em uma das extremidades da célula (por exemplo, Vibrio cholerae).
  • Anfitríquia: A bactéria apresenta um flagelo em cada extremidade da célula (por exemplo, Campylobacter jejuni).
  • Lofotríquia: A bactéria possui um tufo de flagelos em uma das extremidades (por exemplo, algumas espécies de Pseudomonas).
  • Peritríquia: A bactéria é coberta por flagelos que se distribuem por toda a sua superfície (por exemplo, Escherichia coli e Salmonella).

A motilidade conferida pelos flagelos é crucial para a sobrevivência de muitas bactérias, permitindo que elas se movam em direção a nutrientes, se afastem de substâncias tóxicas e, em alguns casos, colonizem seus hospedeiros. O movimento flagelar ocorre através da rotação do flagelo, impulsionando a célula através do ambiente líquido.

O Olhar da Enfermagem: Implicações Clínicas e Cuidados Essenciais

Compreender a forma e a presença de flagelos nas bactérias pode ter implicações indiretas em nossa prática de enfermagem:

  • Identificação e Diagnóstico: Embora a identificação específica das bactérias seja realizada em laboratório por meio de coloração, cultura e testes bioquímicos, o conhecimento da morfologia básica pode fornecer pistas iniciais sobre o tipo de microrganismo envolvido em uma infecção.
  • Mecanismos de Patogenicidade: A motilidade conferida pelos flagelos pode ser um fator de virulência em algumas bactérias, facilitando a adesão a células hospedeiras e a disseminação da infecção.
  • Prevenção da Disseminação: Nossos cuidados de higiene, como a lavagem rigorosa das mãos, a desinfecção de superfícies e o uso adequado de equipamentos de proteção individual, são cruciais para interromper a cadeia de transmissão de bactérias, independentemente de sua forma ou motilidade.
  • Coleta de Amostras: Ao coletar amostras para exames microbiológicos (por exemplo, secreções, urina, sangue), é importante seguir as técnicas corretas para garantir a integridade da amostra e a identificação precisa do microrganismo causador da infecção.
  • Educação do Paciente: Informar os pacientes sobre a importância da higiene pessoal e das medidas preventivas para evitar a propagação de infecções bacterianas, independentemente da forma ou se possuem flagelos.

O estudo da bacteriologia, incluindo a morfologia e a motilidade bacteriana, é um componente essencial da nossa formação como enfermeiros, capacitando-nos a entender melhor o mundo microbiano e a fornecer um cuidado mais seguro e eficaz aos nossos pacientes.

Referências:

  1. TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
  2. KONEMAN, E. W. et al. Diagnóstico Microbiológico: Texto e Atlas Colorido. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
  3. MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; SATTLER, W. C. Brock Biology of Microorganisms. 15. ed. Boston: Pearson, 2018. 

Pielonefrite

Pielonefrite

A pielonefrite designa uma infecção do trato urinário, que atinge a “pielo” (pelve) do rim. Afeta quase todas as estruturas do rim e existe sob duas formas: pielonefrite aguda (causada por uma infecção bacteriana) e pielonefrite crônica (infecções bacterianas repetidas, associadas a um sistema imunitário debilitado).

Pielonefrite Aguda

É causada por uma infecção bacteriana aguda, nomeadamente por bactérias Gram-negativas, que fazem parte da flora normal do intestino. Estas bactérias, a título de exemplo, podem ser: Escherichia coli, Enterobacter, Proteus Mirabillis ou Klebsiella).

A infecção bacteriana acontece a nível da uretra, bexiga e/ou ureteres. Desta forma, é comum designar-se como uma infecção ascendente.

Os ureteres transportam a urina, proveniente do rim, para ser armazenada na bexiga, antes de ser expelida pela uretra. Existem mecanismos anti-refluxo que não permitem que a urina passe da uretra/bexiga para os ureteres/rins (ou seja, que faça o percurso inverso). No entanto, se estes mecanismos, devido a anomalias congênitas ou a inflamação, não forem eficazes, a urina volta para trás e pode transportar bactérias que infectam a bexiga, a uretra e até mesmo o rim.

A obstrução de um ureter também pode conduzir a uma pielonefrite. Esta obstrução pode ser devida a litíase renal (pedras nos rins) ou a uma hiperplasia benigna da próstata (presente nas pessoas do genero masculino e muito frequente a partir dos 70 anos). Nestas situações de obstrução, a estase da urina acima da obstrução permite o crescimento bacteriano.

Um catéter urinário também é um fator de risco, bem como a gravidez ou um traumatismo do aparelho urinário.

Pielonefrite Crônica

A pielonefrite crônica deriva de infecções bacterianas constantes (pielonefrites agudas de repetição) que podem ser mais ou menos graves, e que ocorrem, frequentemente, durante um período alargado.

Existe uma destruição generalizada de nefrônios (unidade básica e funcional do rim), que são substituídos por tecido de cicatrização. Isto pode levar a uma insuficiência renal crônica terminal (IRCT).

As causas mais reiteradas são a insuficiência dos mecanismos anti-refluxo e a litíase renal.

Pode ser considerado internar uma pessoa com pielonefrite, numa unidade de saúde, se a pessoa:

  • Estiver grávida;
  • Tiver outras co morbilidades pertinentes;
  • Tiver obstrução das vias urinárias;
  • Em casos graves de sépsis (infecção generalizada).

Epidemiologia

A Pielonefrite acontece mais frequentemente em bebés com idade inferior a um ano (devido às dejecções frequentes e à prematuridade do sistema imunitário); na população feminina (provavelmente devido à maior proximidade do ânus em relação à uretra) e em homens com hiperplasia benigna da próstata (fazem retenção urinária).

Sinais/Sintomas e Diagnóstico

Normalmente, o início da Pielonefrite aguda acontece de forma abrupta. Já a Pielonefrite Crônica acontece de forma mais gradual, sendo que os sintomas podem ser mais suaves.

Os sinais e sintomas desta doença são:

  • Dor ao urinar (disúria);
  • Urgência em urinar;
  • Urinar várias vezes (polaciúria);
  • Febre;
  • Calafrios;
  • Suores;
  • Mal-estar;
  • Dor lombar;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Pus na urina (piúria)

O diagnóstico é, normalmente, realizado tendo por base os sinais e sintomas e a análise laboratorial, através de colheita de sangue/urina. Em casos de necessidade, para eventual estudo, por exemplo, a tomografia computadorizada (TAC) com contraste intravenoso é o exame recomendado, em virtude da sua elevada sensibilidade e especificidade.

Prognóstico e Tratamento

O tratamento da Pielonefrite Aguda passa pelo uso de antibióticos (como o Ceftriaxona, Levofloxacino) e a recomendação de uma maior ingestão de líquidos (se não houver contra-indicações). Após alguns dias de toma de antibiótico, começa a haver a remissão de sinais e sintomas.

Em casos de Pielonefrite Crónica (em que as pessoas têm as defesas imunitárias comprometidas) podem ocorrer complicações, nomeadamente sepse (infecção generalizada, de prognóstico reservado, podendo ser mortal e que necessita de hospitalização) ou necrose da pelve renal, que conduz, por sua vez, a insuficiência renal crônica. Frequentemente, esta insuficiência renal crônica evolui, exigindo o tratamento de diálise.

Os Cuidados de enfermagem:

  • Promover conforto ao paciente;
  • Estimular os mecanismos de defesa do organismo;
  • Encorajar o paciente a urinar a cada 3 horas esvaziar a bexiga completamente;
  • Ofertar líquidos com frequência para estimular o fluxo urinário;
  • Repouso no leito em fase aguda.

 

Probióticos e Antibióticos

Probióticos e Antibióticos

Há mais de 100 trilhões de bactérias que vivem em seu corpo. Você tem mais bactérias do que células. Muitas dessas bactérias são úteis, ajudando na digestão, fortalecendo o sistema imunológico e manter as bactérias menos amigáveis ​​em dia. Quando bactérias nocivas causam doenças ou infecções, você pode usar um antibiótico para matar as bactérias. Infelizmente, algumas das bactérias probióticas benéficas também são destruídas. Tomar probióticos complementares durante o curso de antibióticos pode repor as bactérias boas e ajudar a reduzir alguns dos efeitos colaterais de tomar antibióticos, especialmente a diarreia.

O que são probióticos?

Do latim “pro” e “biota”, que significa “para a vida”, probióticos são definidos como microrganismos vivos administrados em quantidades adequadas, que conferem um efeito benéfico sobre a saúde do hospedeiro. Estas bactérias que vivem em colônias no trato gastrointestinal inferior e devem ser capazes de sobreviver a digestão para serem eficazes. Há mais de 1000 tipos de probióticos e cada um deles tem uma vantagem distinta. Os lactobacilos vivos podem ser usados como um dos exemplos mais populares e comuns de probióticos.

Antibióticos e seus efeitos colaterais

Você provavelmente já conhece bem os antibióticos, assim como seus efeitos colaterais. Eles são usados para matar vírus e bactérias que estão tomando conta de seu organismo e prejudicando sua saúde. O problema é que eles acabam causando efeitos secundários físicos, tais como gases, cãibras, flatulência e diarreia. De acordo com artigos científicos, uma em cada cinco pessoas param de usar os seus antibióticos antes do tratamento ser terminado por causa de diarreia. Para tratar a diarreia causada pelos antibióticos, você precisa de Saccharomyces boulardii, que um tipo de fungo benéfico e Lactobacillus rhamnosus GG, que é um tipo de bactéria. Tomar antibióticos também abre uma janela para patógenos que podem causar diarreia, porque os antibióticos matam as bactérias prejudiciais e benéficas sem discriminação. Tomar probióticos ajuda a combater esses patógenos, especialmente Clostridium difficile, que é a causa mais comum de diarreia associada ao uso de antibióticos.

Uso dos probióticos

Embora você possa tomar probióticos enquanto usa antibióticos, não o faça ao mesmo tempo. A recomendação é esperar pelo menos duas horas antes ou depois de tomar o antibiótico para consumir seu suplemento probiótico. Procure suplementos probióticos que contêm as bactérias específicas que você precisa e tenha pelo menos 1 bilhão de células vivas. Os probióticos são geralmente considerados seguros, mas verifique com um médico antes de adicionar qualquer tipo de suplemento para sua dieta.

Você pode comprar iogurtes e produtos enriquecidos com probióticos na próxima vez que for tomar um antibiótico, reduzindo assim os efeitos colaterais. Ou melhor ainda, você pode pedir ao médico a receita dos probióticos para uma melhor saúde. O que não pode acontecer é você tomá-los indiscriminadamente, pois eles em excesso podem causar os mesmos males das bactérias e vírus dos quais você queria se livrar.

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farmacologia

El Pseudomonas

Pseudomonas

Bacterias Pseudomonas son las bacterias del género Pseudomonas de gama proteobacterias. Este tipo de bacterias es a menudo infeccioso y tiene muchas características en común con otras bacterias patógenas. Se producen muy vulgarmente en agua y en algunos tipos de semillas de plantas y, por esta razón, se observaron muy temprano en la historia de la microbiología. El nombre Pseudomonas significa literalmente “falsa unidad”.

Bacterias Pseudomonas son de forma cilíndrica, como muchas otras cepas bacterianas, y son Gram-negativas. Esto significa que cuando se colorea con una cierta de colorante rojo-violeta de acuerdo con el protocolo de tinción de Gram, no retener el color del colorante después de ser lavado. Este hecho da pistas importantes sobre la estructura de la pared celular de la bacteria Pseudomonas. Esto demuestra que es resistente a algunos tipos de antibióticos, hecho que está probando ser cada vez más relevante.

Pseudomonas Aeruginosa

Es el principal patógeno humano del grupo, pudiendo causar infecciones oportunistas especialmente en pacientes inmunocomprometidos, como víctimas de quemaduras, pacientes con cáncer o fibrosis quística. Crecen fácilmente incluso en condiciones desfavorables a otros microorganismos y poseen resistencia intrínseca y adquirida a los antimicrobianos más comunes, siendo causa frecuente de infecciones nosocomiales.

Es una bacteria invasiva y toxigénica. El conocimiento de las características de la P. aeruginosa y de sus mecanismos de patogénesis es muy importante para los profesionales de la salud.

¿Quién recibe esta infección?

Las personas en el hospital pueden obtener esta infección. En los hospitales, la bacteria puede propagarse a través de equipos médicos, soluciones de limpieza, y otros equipos. Pueden incluso extenderse a través de los alimentos. Cuando se extienden a los pacientes que son débil debido a la enfermedad, la cirugía o el tratamiento, pueden causar infecciones muy graves. Por ejemplo, la pseudomonas es una de las principales causas de neumonía en los pacientes que están en las máquinas de respiración.

Víctimas de quemaduras y personas con perforaciones pueden tener infecciones pseudomonas peligrosas de la sangre, hueso, o del tracto urinario. La bacteria también puede entrar en el cuerpo a través de IV agujas o catéteres.

Estas bacterias, en ambientes húmedos, como bañeras de hidromasaje y piscinas piscinas, donde pueden causar una piel erupción o oído de nadador.

¿Cuáles son los síntomas?

Los síntomas dependen de la localización de la infección. Si está en una herida, puede haber exudado verde-azulado o alrededor del área, obteniendo un olor típico. Cuando las infecciones son en otras partes del cuerpo, usted puede tener una fiebre y sensación de cansancio.

¿Cómo es una infección tratada?

Los antibióticos son el tratamiento principal. Puede ser difícil encontrar el antibiótico adecuado, porque las bacterias son resistentes a muchos de estos medicamentos.

En algunos casos, la cirugía se utiliza para eliminar el tejido infectado.

¿Cómo puede evitar quedarse o propagar la infección?

Como las bacterias más resistentes a los antibióticos pueden desarrollar, los hospitales están tomando cuidado adicional para la práctica del control de la infección. Esto incluye frecuente lavado de manos y aislar a los pacientes que están infectados.

Aquí hay algunos otros pasos que usted puede tomar para protegerse:

Buenas prácticas de higiene:

– Mantenga las manos limpias, lavándolas con frecuencia y bien. Lavarse las manos es la mejor manera de evitar los gérmenes que se extienden. Usted puede usar jabón y agua corriente limpia o un desinfectante para las manos a base de alcohol.

– Mantenga cortes y arañazos limpios y cubiertos con un vendaje. Evite el contacto con heridas o curaciones de otras personas.

– No comparta objetos personales, como toallas o láminas de afeitar.

Sea inteligente sobre los antibióticos:

– Sabemos que los antibióticos pueden ayudar cuando una infección es causada por las bacterias. Pero no pueden curar las infecciones causadas por un virus. Siempre pregunte al médico si los antibióticos son el mejor tratamiento.

– Siempre tomar todo su antibiótico como se prescribe. Usando sólo una parte del medicamento puede hacer que las bacterias resistentes a los antibióticos, para desarrollarse.

– No guarde todos los antibióticos. Y no utilice los que han sido prescritos para otra persona.

– Si usted está en el hospital, recuerde a los médicos y el personal de enfermería para lavarse las manos antes de tocar en usted.

Si usted tiene una infección por pseudomonas, usted puede mantener la propagación de la bacteria:

– Cubra la lesión con los apósitos limpios y secos. Siga las instrucciones del médico acerca de cómo cuidar su lesión.

– Mantenga las manos limpias. Usted, su familia y otras personas con las que usted está en contacto cercano deben lavarse las manos con frecuencia, especialmente después de cambiar un vendaje o tocar una herida.

– No compartir toallas, paños, cuchillas de afeitar, ropa u otros elementos que puedan haber tenido contacto con la herida o un vendaje. Lavar las hojas, toallas y ropa con agua tibia y detergente, y séquelas en un secador caliente, si es posible.

– Mantener el ambiente limpio, usando un desinfectante para limpiar todas las superficies que tocan muchas veces (como encimeras, manijas e interruptores de luz).

CUIDADOS CON EL PACIENTE COLONIZADO

Reforzar las orientaciones sobre higienización de las manos, reconocida como la principal medida para reducir la diseminación de patógenos en el ambiente hospitalario. Las recomendaciones de la OMS para la higienización de las manos engloban cinco indicaciones y están justificadas por los riesgos de transmisión de microorganismos.

– Para la mayor parte de los pacientes colonizados / infectados por MR deben ser adoptadas precauciones de contacto y mantenido el uso de máscara quirúrgica en la situación de posibilidad de salpicaduras, así como los demás EPIs recomendados para mantener precauciones estándar.

– Mantener al paciente en cuarto privado, cuando no sea posible, se debe proveer un Área Aislada o Cohorte conforme recomendación del manual de Prevención de Transmisión de Agentes Infecciosos en el Ambiente Hospitalario.

– Colocar en la puerta de la habitación o en un lugar cercano al lecho del paciente la Ficha con Instrucción para las Precauciones Antiinfecciosas a ser adoptadas y también la placa de identificación de MR en la cabecera del lecho;

– Materiales y equipos para medir señales vitales (termómetros, estetoscopio y esfigmomanómetro) deben ser de uso exclusivo del paciente, debiendo realizar la desinfección con alcohol al 70% diariamente. Después del alta del paciente deben ser:

1 – Antes del contacto con el paciente;
2 – Antes de la realización de un procedimiento aséptico;
3 – Después de la exposición a fluidos corporales;
4 – Después del contacto con el paciente;
5 – Después de contacto con el ambiente cercano al paciente;

Para la mayoría de los pacientes colonizados / infectados por MR deben ser adoptadas precauciones de contacto y mantenido el uso de máscara quirúrgica en la situación de posibilidad de salpicaduras, así como los demás EPIs recomendados para mantener precauciones estándar.

– Mantener al paciente en una habitación privada, cuando no sea posible, se debe proveer un Área Aislada o Cohorte conforme a la recomendación del manual de Prevención de Transmisión de Agentes Infecciosos en el Ambiente Hospitalario.

– Colocar en la puerta de la habitación o en un lugar cercano al lecho del paciente la Ficha con Instrucción para las Precauciones Antiinfecciosas a ser adoptadas y también la placa de identificación de MR en la cabecera del lecho;

– Los materiales y equipos para medir señales vitales (termómetros, estetoscopio y esfigmomanómetro) deben ser de uso exclusivo del paciente, debiendo realizar la desinfección con alcohol al 70% diariamente. Después del alta del paciente deben ser sometidos a la rigurosa limpieza y desinfección, incluso encaminar la abrazadera esfigmomanómetro de tejido para la lavandería;

– No hacer stock de materiales (paquetes gazes, compresas, esparadrapos, cintas, …) en la habitación del paciente, pues los mismos al final de aislamiento deben ser despreciados cuando alta, transferencia externa y óbito. En los casos de transferencias internas (ej. UTIs p / enfermerías) encaminar con el paciente.

– Mantener la disponibilidad de los EPIs recomendados (guantes de procedimiento, delantal desechable y máscara), para estar dispuestos cerca de la enfermería del paciente, si es posible utilizando una mesa auxiliar, garantizando el acondicionamiento adecuado de los mismos.

– Mantener la disponibilidad de jabón con Clorexidina para higienización de las manos en las pías cercanas al lugar de alojamiento del paciente con MR.

– Orientar al paciente, sus acompañantes y los profesionales del sector sobre las precauciones necesarias.

– Escalar profesional del equipo de enfermería exclusivo para atender específicamente a este paciente, cuando sea posible.

– Orientar a los profesionales de las áreas de apoyo, que realizan atención en el área de internación del paciente, sobre la necesidad de utilizar las precauciones recomendadas y garantizar la rigurosidad en la higienización de las manos.

A Encefalite

Encefalite

A encefalite é uma inflamação aguda do cérebro, geralmente causada por infecções virais ou bacterianas. Se não tratada, pode ter consequências graves.

Diversos tipos de vírus podem atingir o encéfalo, dentre eles, o vírus da caxumba, o da rubéola, o da varicela e o vírus da raiva entre outros. Dentre as bactérias temos os meningococos, os pneumococos, a tuberculose e até a sífilis. Os flavivírus, a cujo grupo pertencem a dengue, a febre amarela e a zika podem ser causa de encefalite. Acontecem em certas infestações por parasitas como a neurocisticersose; por protozoários, como a toxoplasmose, a malária, ou meningoencefalite por amebas de vida livre.

Quais são os Fatores de risco?

Embora qualquer pessoa esteja sujeita ao desenvolvimento da encefalite, os principais fatores de risco da doença são:

– Idade

Existem alguns vírus que são mais frequentes durante a infância, enquanto outros acometem mais idosos. Isso pode ocorrer por conta de um sistema imunológico enfraquecido ou por conta de imunizações.

– Problemas no sistema imunológico

Pessoas com um sistema imunológico enfraquecido por algum motivo são mais suscetíveis a qualquer tipo de infecção, além de ficar mais fácil para os microrganismos chegarem no cérebro. Pacientes com HIV, que tomam medicamentos que enfraquecem o sistema imunológico ou possuem qualquer outra condição que afeta seu funcionamento são grandes candidatos para o desenvolvimento da doença.

– Regiões geográficas e épocas do ano

Quando se trata de vírus transmitidos por mosquitos e carrapatos, algumas regiões e estações do ano podem ser um fator de risco para a infecção. Isso porque esses animais têm predileção por áreas de clima quente e estão mais ativos durante o verão.

– Crianças que recebem vacinas

A tríplice viral, vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, é um fator de risco para encefalite. Isso porque 1 em cada 3.000 crianças vacinadas desenvolvem a doença. No entanto, isso não é motivo para deixar de tomar a vacina: antes que ela estivesse disponível, essa proporção era de 1 em cada 1.000 crianças.

Não confunda Encefalite com a Meningite!

Embora essas duas doenças afetem o cérebro, existe uma diferença bem grande entre a encefalitemeningite, principalmente em relação à área afetada.

As meninges são membranas protetoras que ficam em volta do cérebro e são as principais acometidas pela meningite. Geralmente, infecções nessas membranas são causadas por bactérias ao invés de vírus.

Já no caso da encefalite, a infecção se dá principalmente por vírus, e a área afetada é o próprio cérebro, não apenas seu revestimento. Além disso, os sintomas desta última são mais severos e incluem distúrbios da consciência e sinais motores.

Como ocorre a transmissão?

Por ser causada por diversos vírus e microrganismos, a encefalite é transmissível sim. O que varia, nesse caso, é a maneira de transmissão.

Alguns dos vírus causadores do problema são transmitidos através da saliva e gotículas respiratórias, outros podem ser por meio de alimentos e bebidas contaminados, enquanto ainda há alguns que são transmitidos em contato direto com a pele.

Dependendo da região geográfica, a encefalite pode ser resultado de uma zoonose, ou seja, os vírus, bactérias ou protozoários podem ser transmitidos por meio de picadas de insetos e carrapatos.

Os Tipos de Encefalite

Apesar de muitos acreditarem que só existe um tipo de encefalite — a viral —, ela pode ser classificada de diferentes formas de acordo com sua origem e duração. Entenda:

– Encefalite infecciosa

Este é o tipo de encefalite causada por doenças infecciosas, como o sarampo e a poliomielite. Pode ser resultado de uma infecção direta ou como resposta do corpo a uma infecção em outros lugares.

Quando causada pelo vírus herpes simplex, é conhecida também como encefalite herpética e pode ser fatal.

– Encefalite pós-infecciosa

Geralmente resultado da reativação de um vírus, a encefalite pós-infecciosa pode ocorrer semanas ou meses após a infecção ter sido resolvida.

– Encefalite autoimune

Em alguns casos, o sistema imunológico passa a atacar a bainha de mielina — um tecido que envolve e protege as células nervosas.

Isso acontece, geralmente, após infecções ou vacinas cujos microrganismos possuem proteínas muito parecidas com aquelas encontradas nesse revestimento dos nervos. Assim, o sistema imune se confunde e passa a atacar tecidos saudáveis, acreditando que ali há uma infecção.

Os principais vírus que desencadeiam essa reação são enterovírus, vírus de Epstein-Barr, HIV e os vírus da hepatite A e B.

– Encefalite crônica

Em alguns casos, a inflamação se dá de maneira lenta e gradual, como no caso de infecções por HIV. Pode ser causada, também, pela Síndrome de Rasmussen, uma desordem neurológica caracterizada por ataques epilépticos frequentes e graves.

Sintomas: como identificar a encefalite?

Os sintomas da encefalite podem variar bastante, dependendo da causa e da parte do cérebro afetada. Num geral, pacientes com encefalite podem apresentar:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Sensibilidade à luz (fotos sensibilidade);
  • Fraqueza;
  • Vômito;
  • Convulsão.

Apesar desses sintomas bem amplos, dependendo das áreas afetadas, alguns sintomas mais específicos são:

  • Alucinações;
  • Má coordenação motora;
  • Lentidão nos movimentos;
  • Rigidez no pescoço e nos membros;
  • Confusão mental;
  • Sonolência;
  • Letargia — que pode evoluir para estupor e coma;
  • Alterações visuais, auditivas e sensoriais;
  • Problemas em formular e compreender a linguagem;
  • Alterações hormonais como diabetes insípido, secreção inadequada de hormônio antidiurético, entre outros.

– Em bebês

Infelizmente, bebês não conseguem expressar o que estão sentindo e, por isso, os pais devem ficar atentos aos sinais que ele demonstra. Alguns exemplos são:

  • Saliência na moleira (fontanela), que indica inchaço cerebral;
  • Náusea e vômitos;
  • Rigidez corporal;
  • Não mamar direito ou não acordar para mamar;
  • Irritabilidade.

Caso perceba algum desses sinais em seu filho, leve-o ao médico imediatamente, pois crianças pequenas podem não resistir à doença.

Como é feito o diagnóstico da encefalite?

O exame de punção lombar consiste na coleta de um líquido que percorre e irriga todo o sistema nervoso, chamado líquido cefalorraquidiano — ou fluido cerebrospinal. Ele pode ser encontrado tanto no cérebro quanto circundando a medula espinhal.

Da mesma forma que os microrganismos circulam no sangue nas infecções mais comuns, os causadores da encefalite também circulam nesse líquido cefalorraquidiano. Dessa forma, além de ser possível detectar a presença de algum microrganismo, em alguns casos pode-se identificá-lo também.

– Imagem por Ressonância Magnética (IRM)

A fim de verificar qual parte do cérebro foi afetada, o médico pode pedir um exame de imagem por ressonância magnética. Esse exame utiliza um campo magnético para gerar imagens do cérebro na forma de “fatias”, que facilita a visualização de anomalias.

Caso não seja possível realizar uma ressonância magnética, pode-se pedir, como alternativa, uma tomografia computadorizada, exame que gera o mesmo tipo de imagem, porém com a utilização de raios-X.

Alguns agentes infecciosos tem uma espécie de “preferência” por certas áreas do cérebro, então os achados desses exames podem ajudar a detectar qual o microrganismo responsável pela encefalite.

– Eletroencefalograma (EEG)

O eletroencefalograma é um exame que monitora a atividade elétrica do cérebro. Com ele, é possível identificar alterações na função elétrica das áreas afetadas, o que pode sugerir um microrganismo específico. No caso de herpes simplex, por exemplo, há alterações de atividade nos lobos temporais — porção do cérebro perto das orelhas.

– Reação em cadeia de polimerase (PCR)

A PCR é uma técnica que produz diversas cópias de um gene, facilitando o trabalho de detectar o material genético do vírus e sua consequente identificação. Alguns tipos de vírus são mais perigosos que outros, como no caso do herpes simplex, que quando não é tratado, pode trazer sequelas graves.

– Biópsia

Raramente, quando os testes anteriores não deram resultados satisfatórios, pode-se requisitar uma biópsia que é a retirada de uma amostra do tecido cerebral. Essa mostra é enviada para análise, onde fica mais fácil detectar o agente infeccioso responsável pela doença.

Quando nenhum microrganismo é encontrado, mesmo após todos esses exames, acredita-se que a encefalite seja produto de um câncer ou de origem autoimune, tipos que não são facilmente detectados por meio de exames laboratoriais.

O Tratamento

Normalmente, encefalites são doenças virais, o que significa que não são usados antibióticos para tratá-las. A única vacina disponível para prevenção é para a encefalite japonesa.

Com a exceção da encefalite por herpes, o esteio de tratamento é alívio do sintoma. As pessoas com encefalites são mantidas hidratadas com fluidos IV, enquanto é monitorado o cérebro. Anticonvulsivos podem ser dados para controle de ataques epilépticos. Esteroides não foram estabelecidos como sendo efetivos. Encefalite de herpes podem causar morte rápida se não diagnosticada e tratada prontamente.

O tratamento indicado é Aciclovir (Zovirax) dado por IV durante 2-3 semanas. Atualmente, o uso de Ribavirin (Rebetol, Virazole), no tratamento de crianças com encefalite de La Crosse, está sendo estudado.

Assistência de Enfermagem com a Encefalite

Um plano de cuidados de enfermagem para encefalite deve concentrar-se em alguns cuidados descritos:

– Na redução da segurança o aumento da pressão intracraniana.Também inclui elevar a cabeceira da cama de 30 graus , dando oxigênio como ordenado , reduzindo os estímulos ao redor do paciente , como evitar tosse, espirros e esforço durante as evacuações. Todas estas medidas irão ajudar a reduzir o risco de qualquer outro aumento da PIC e inflamação.

– Pacientes com encefalite muitas vezes têm hipertermia, ou febre, sendo assim auxiliar com medicamentos prescritos para reduzir a febre, não só para o desconforto do paciente,  mas por causa da febre pode aumentar a pressão intracraniana, realizando o controle da temperatura corporal a cada quatro horas , administrando antipiréticos e banhos de esponja morna como requisitado pelo médico , e monitorar o paciente para sinais de desidratação .

– Encefalite pode causar fortes dores de cabeça, tendo assim alguns cuidados como o posicionamento do paciente (se ele não é contra-indicado pela PIC) e administração de analgésicos leves para combater o desconforto. Pode ser útil para cobrir os olhos do paciente com uma compressa ou gaze, pois assim pode reduzir estímulos desnecessários e a fotofobia.