Cateter Vesical de Alívio

Cateter Vesical de Alívio

A Sonda de Nelaton, também chamada de Cateter ou Sonda Vesical de Alívio, é um dispositivo muito utilizado em procedimento invasivo vesical que consiste em introduzir um cateter estéril através da uretra até a bexiga. Assim que esse cateter chega à bexiga, a urina é eliminada, causando alívio ao paciente. Feito o procedimento, o cateter é retirado e descartado.

Esse é um procedimento de alívio imediato, somente em casos de retenção urinária temporária. Quando há a necessidade de uma sonda permanente, é colocada a sonda vesical de demora, que permanece no paciente durante o tempo necessário, prescrito pelo médico ou enfermeiro.

O procedimento é bastante eficiente, mas é um pouco incômodo e pode causar micro lesões no canal urinário, podendo ocorrer ardência na hora que a urina voltar a sair naturalmente.

Por isso, a sonda vesical de alívio deve ser usada somente em último caso. Antes de usá-la, deve-se estimular o idoso a urinar sem a necessidade de um procedimento tão invasivo.

O procedimento é realizado somente pelo enfermeiro, em equipe de enfermagem, conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013. A forma de realizar o procedimento é bastante parecida com a sondagem vesical de demora, tendo as diferenças que não obtém um balão para ser preenchido com água destilada, e não tracionar a sonda pois não há o balão para que possa fixar, e a utilização de sacos coletores descartáveis e extensões para sondas de alívio, se precisar permanecer por um período de tempo. O técnico de enfermagem pode estar auxiliando neste procedimento, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita Microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina (sistema aberto e descartável);
– Extensão para Sondas;
– Sonda de Nelaton com o tamanho pré-estabelecido;
– Em homens: Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O uso do Cateter Vesical de Alívio para o Cateterismo Vesical Intermitente

O cateterismo vesical intermitente consiste na retirada da urina por meio da sonda de nelaton, diversas vezes por dia, e é um procedimento conhecido e corriqueiro nos hospitais, facilmente realizado por enfermeiros adequadamente treinados.

O cateterismo vesical intermitente deve ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia, na dependência do volume de urina produzido pelo paciente, em regime de antissepsia hospitalar. Após a adequada lubrificação da sonda e da uretra com Lidocaína gel, passa-se a sonda no paciente, drena-se toda a urina da bexiga e imediatamente retira-se a sonda descartando-a. Simples assim.

É de suma importância esclarecer alguns tópicos para os pacientes e seus familiares:

  • A sondagem intermitente causa muito menos infecção urinária do que a sonda de demora.
  • A passagem da sonda de nelaton várias vezes ao dia não machuca o paciente. Ainda que haja algum sangramento na passagem da sonda, o traumatismo é mínimo. A uretra (especialmente a masculina) apresenta finos vasos sanguíneos muito superficiais, que podem sangrar durante o cateterismo, mas isso não traz sequela para o paciente, mesmo que submetido a diversos cateterismos por dia, durante semanas.
  • O cateterismo intermitente facilita a retomada da micção espontânea porque devolve a atividade de enchimento e esvaziamento à bexiga. Sem essa atividade cíclica os reflexos miccionais desaparecem e o paciente não consegue coordenar a micção. É exatamente esse o motivo pelo qual um paciente que permaneceu sondado (com sonda de demora) por vários dias não consegue urinar quando se lhe retira a sonda.
  • Não se deve deixar o paciente ficar com a bexiga muito cheia. Quando isso acontece o músculo que existe na parede da bexiga (chamado Detrusor), responsável pela contração da bexiga ao urinar, perde o seu tônus e isso atrasa o processo de retomada da micção espontânea do paciente. É exatamente esse o motivo pelo qual devemos saber que, conceitualmente, o cateterismo intermitente não é um cateterismo “de alívio” e sim um cateterismo com periodicidade calculada para esvaziar a bexiga do paciente antes que ele entre na condição de “globo vesical”, como chamamos a condição em que a bexiga está cheia em demasia.
  • A retomada da micção espontânea muitas vezes se faz aos poucos. Em alguns pacientes esse é um processo rápido, principalmente quando o paciente já consegue sair do leito e caminhar. Para os pacientes acamados e pacientes com diminuição do nível de consciência, no entanto, pode ser um processo longo e demandar o cateterismo intermitente por vários dias, às vezes semanas.

Uma vez que inicie a retomada da micção espontânea o cateterismo intermitente deve ser realizado após o paciente urinar espontaneamente para retirar o resíduo de urina pós-miccional, que vai progressivamente se tornando menor, até que o paciente não necessite mais do auxílio da sonda.

Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, onde falamos um pouco sobre A Sonda Vesical de Alívio.

 

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

Terapia Intravenosa

No dia a dia da enfermagem, a prática da terapia intravenosa é uma constante. A administração de medicamentos e de outras soluções parenterais se constitui uma das maiores responsabilidades da equipe de enfermagem, o que ressalta a importância de que este seja um procedimento seguro tanto para cliente quanto para o profissional de saúde. Durante a punção venosa, a presença de material inerte, que vai da pele ao sistema vascular, cria uma complexa relação entre cateter, hospedeiro e microrganismos, que pode determinar alterações iatrogênicas, abrangendo desde quadro inflamatório não associado a infecção até quadros graves de septicemia, uma vez que constitui porta aberta entre o meio externo e o meio intravascular.

A complicação mais frequentemente relacionada à PVP é a flebite (ou tromboflebite, quando a esta é combinada com formação de trombo). Há três tipos de flebite: mecânica, química e infecciosa. Na flebite, as células endoteliais da parede venosa tornam-se inflamadas e ásperas, devido a aderência de neutrófilos, facilitando a progressão do processo inflamatório. A flebite química está diretamente relacionada à infusão de soluções irritantes, à diluição de medicações ou misturas de drogas incompatíveis, à elevada velocidade de infusão ou, ainda, à presença de partículas na solução. A flebite mecânica pode advir do uso de cateter calibroso em veia fina, que causa irritação da camada interna da veia.

Também a manipulação frequente do cateter durante a infusão de soluções pode ocasioná-la. Na flebite bacteriana, a inflamação da parede venosa interna está associada à presença de microrganismos. Os fatores relacionados à ocorrência de flebite bacteriana, incluem-se antissepsia inadequada da pele, perda de integridade do cateter intravenoso periférico (CIP), técnica inadequada de inserção do cateter e manutenção ineficiente. Além da presença dos sinais e sintomas que caracterizam a flebite, esta deve ser avaliada por meio de uma escala padronizada que determine sua intensidade em graus. A infiltração e o extravasamento também são complicações relacionadas à TI. A infiltração é a administração acidental de uma solução ou medicamento em um tecido adjacente. O extravasamento é similar a infiltração, no entanto, a solução administrada inadvertidamente, nesse caso, é vesicante ou irritante.

Os sinais e sintomas advindos dessas duas complicações são: edema, desconforto, dor, empalidecimento e resfriamento da pele local, sendo importante a interrupção imediata da infusão, uma vez que, dependendo da substância infundida, pode sobrevir lesão grave, assim como escarificação tecidual e necrose local. O extravasamento é tido como a complicação aguda mais severa, causando extremo desconforto e sofrimento ao paciente e exigindo do enfermeiro habilidade clínica para diagnosticá-lo e intervir precocemente. O hematoma resulta quando o sangue extravasa para dentro dos tecidos adjacentes ao sítio de punção, geralmente criando edema doloroso com sangue infiltrado.

Pode resultar de tentativa de punção sem sucesso, retirada do CIP sem que seja feita pressão adequada no local de remoção ou uso de torniquete ou garrote apertado em local que previamente puncionado. Os sinais de um hematoma incluem equimose, edema imediato no local e extravasamento de sangue no sítio de inserção.

Em grande parte evitável, a infecção de corrente sanguínea (ICS) relacionada a cateter vascular é potencialmente grave e frequente entre pacientes hospitalizados. O sistema da TI resulta em uma potencial rota de entrada de micro organismos no sistema vascular, pelo rompimento dos mecanismos de defesa da pele e, com isso, causar sérios problemas quando penetram e proliferam na cânula ou no fluído intravascular. O mecanismo mais provável das ICS relacionadas a cateteres venosos periféricos é a colonização do trato do cateter vascular seguida de formação de biofilme. A colonização pode ocorrer durante a inserção e/ou ao se manipular o cateter para administração de drogas ou colheita de sangue.

Havendo suspeita de infecção relacionada com perfusão, devem-se, utilizando técnica asséptica e observando precauções-padrão, colher amostras de sangue, da ponta do cateter e do local de inserção do acesso e também amostras da solução infundida (caso se suspeite desta como fonte de sepse).  Muitos são os fatores que podem potencializar o desenvolvimento de complicações durante a TI. Os fatores relacionados ao paciente são idade inferior a um ano ou superior  60; sexo feminino; doenças que resultam em perda de integridade epitelial, como psoríase e queimaduras; granulocitopenia; quimioterapia, imunossupressora; presença de foco infeccioso à distância; gravidade da doença de base; tempo de hospitalização; e outros.

Os fatores inerentes ao próprio acesso vascular e sua manipulação pela equipe de enfermagem (tipo e calibre do CIP, local de inserção, uso de luvas, higienização das mãos,  reparo do local com antissepsia, técnica de inserção, tipo de fixação da cobertura, uso ou não de conectores, tipo de solução para manutenção da permeabilidade, tempo de permanência do cateter e frequência da observação) também são importantes em relação ao desenvolvimento de complicações relativas a TI.  Outros elementos presentes na etapa pós-punção, como identificação da punção (número do cateter, data e horário da punção, responsável pela punção), orientação do paciente, cálculo do gotejamento, diluição e tipo de drogas administradas, também podem influenciar a manifestação de eventos adversos.

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Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP)

derivação ventrículo peritoneal

A derivação ventrículo-peritoneal (DVP) é um dispositivo usado para aliviar a pressão do cérebro causada pelo acúmulo de líquido. A DVP é um procedimento cirúrgico usado primariamente para tratar uma condição chamada hidrocefalia, que ocorre quando o excesso de líquido cefalorraquidiano (LCR) é acumulado nos ventrículos do cérebro.

O LCR atua como um amortecedor para o cérebro e o protege contra lesões no interior do crânio. O líquido age como um sistema de distribuição de nutrientes necessários para o cérebro e também coleta os resíduos para descarte. Geralmente, o LCR flui através desses ventrículos até a base do cérebro.

O fluido então banha o cérebro e a medula espinhal antes de ser reabsorvido no sangue. Quando esse fluxo normal é interrompido, o acúmulo excessivo do fluido pode criar uma pressão perigosa nos tecidos cerebrais, que pode danificar o cérebro. A DVP é colocada cirurgicamente dentro dos ventrículos do cérebro para desviar o fluido para fora do cérebro e restaurar o fluxo e absorção normal do LCR.

Causas

Pessoas de qualquer idade podem desenvolver hidrocefalia e assim precisar de uma derivação ventrículo-peritoneal. No entanto é mais provável a ocorrência de hidrocefalia em bebês e idosos.  O Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Infartos Cerebrais (NINDS – National Institute for Neurological Disorders and Stroke) dos EUA estima que uma em cada 500 crianças sofre de hidrocefalia.

O excesso de líquido pode acumular-se em volta do cérebro por diversos motivos, entre eles:

  • superprodução de LCR
  • absorção deficiente de LCR pelos vasos sanguíneos
  • bloqueios que impedem que o líquido flua pelo cérebro todo

PODE SER REALIZADA POR:

1. Cateter intraventricular
2. Transdutores Intraparenquimatosos
3. Monitorização Subaracnóide

VANTAGENS:

  1. Reproduzir melhor a pressão da caixa craniana;
  2. Drenagem terapêutica do LCR;
  3. Obtém registros contínuos da PIC;
  4. Acesso para administração intraventricular de medicamentos, instilação de ar ou controle da ventriculografia;
  5. Drena o sangue do ventrículo.


DESVANTAGENS:

  1. Dificuldades na canulização do ventrículo;
  2. Risco de infecção é máximo;
  3. Hemorragia;
  4. Obstrução dos sistemas por sangue ou tecidos cerebrais;
  5. Risco de HIC iatrogência, pela conexão inadequada de um equipo de soro no sistema;
  6. Risco de mobilidade inavertida do paciente que pode modificar os níveis de drenagem.

Procedimento

A colocação da derivação ventrículo-peritoneal é realizada sob anestesia geral. O paciente estará dormindo durante a cirurgia e não sentirá nenhuma dor. O procedimento completo leva cerca de 90 minutos.

O cabelo atrás da orelha será raspado em preparo para a derivação, já que essa é a região onde serão inseridos os cateteres. Cateteres são tubos finos e flexíveis que serão usados para drenar o excesso de líquido. O cirurgião fará uma pequena incisão atrás da orelha e também perfurará um pequeno orifício no crânio. Um cateter será inserido no cérebro através dessa abertura. O outro cateter é subcutâneo, isto é, ele é colocado sob a pele, atrás da orelha. Esse tubo descerá até o peito e abdômen, permitindo que o excesso de LCR seja drenado na cavidade abdominal, onde será absorvido. O cirurgião colocará uma pequena bomba em ambos os cateteres e a colocará sob a pele, atrás da orelha. A bomba será ativada automaticamente para retirar o líquido quando a pressão no crânio aumenta. A bomba, também chamada de válvula, pode ser programada para ser ativada quando o líquido aumenta até um volume predeterminado.

Recuperação

A recuperação de um procedimento de DVP leva de três a quatro dias. A maioria dos pacientes consegue deixar o hospital em sete dias depois do procedimento. De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH – National Institutes of Health) dos EUA, crianças que recebem a DVP precisam permanecer deitadas por 24 horas depois da colocação inicial da DVP. Depois das primeiras 24 horas, elas podem sentar-se e movimentar-se cuidadosamente.

Durante a hospitalização, a frequência cardíaca e a pressão arterial serão monitoradas frequentemente, e o médico administrará antibióticos preventivamente. O médico se certificará que a DVP está funcionando corretamente antes de dar alta.

Tratamento

Requer procedimento cirúrgico, que consiste na implantação de um sistema valvular que drena o líquor dos ventrículos cerebrais para um local alternativo do corpo.

O Sistema de Derivação Peritoneal apresenta três partes:
1. Um cateter ventricular
2. Um reservatório e uma válvula para controlar o fluxo do LDR,
3. Um cateter distal que será introduzido por via subcutânea na região peritoneal.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES

 – APÓS COLOCAÇÃO DA DVP

1. Extrusão do cateter pela pele;
2. Fístulas liquóricas e Perfuração de vísceras;
3. Subdrenagem:
3.1. Desconexão, rotura ou obstrução do sistema de derivação;
4. Sobre drenagem:
4.1. Resultante do efeito-sifão, gerado pelas mudanças de posição do paciente, levando ao colapso ventricular e à formação de hematomas IC.
5. Ascite;
6. Peritonite causada por infecção;
7. Migração da ponta do cateter para o escroto causando hidrocele.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM USO DE DVP (e em casos específicos pediátricos):

– Cuidados de Enfermagem no Pré-Operatório:

(Prescrição de enfermagem e resultado esperado)

    1. Observar e registrar sinais de irritabilidade, letargia ou atividade convulsiva.
      * Indica Patologia avançada.
    2. Palpar as fontanelas e linhas de sutura quanto ao tamanho, sinais de abaulamento, tensão e separação.
      * Avaliar a evolução da hidrocefalia.
    3. Medir diariamente o perímetro cefálico e pesar a criança.
      * Avaliar a evolução da hidrocefalia.
    4. Verificar e registrar sinais vitais
      * Ver a evolução e estabilidade do quadro.
    5. Evitar alimentação antes ou após manipulação da criança.
      * Pode precipitar episódios de vômitos.
    6. Observar e registrar aceitação da dieta alimentar.
      * Evitar desnutrição.
    7. Orientar jejum de 6h antes da cirurgia.
      * Evitar complicações durante a cirurgia.
    8. Apoiar a cabeça da criança ao movimentá-lo.
      * Evitar tensão extra sobre o pescoço.
    9. Promover mudança de decúbito a cada 2 horas.
      * Evitar pneumopatia hipostática e úlcera de decúbito.
    10. Observar e registrar entrada e saída de líquidos.
      * Avaliar retenção líquida.
    11. Observar e registrar características das eliminações intestinais.
      * Evitar possível obstipação e/ou distensão abdominal.
    12. Instituir medidas de higiene geral e cuidados à pele.
      * Prevenir úlceras por pressão.
    13. Encorajar a participação dos pais nos cuidados.
      * Integração afetiva entre pais e filhos.
    14. Oferecer apoio emocional e explicar os procedimentos aos pais. demonstrar vontade e disposição de ouvir as preocupações dos pais.
      * Amenizar a ansiedade.
    15. Identificar sinais e sintomas da subdrenagem (são os mesmos do aumento da PIC):
      *Náuseas, vômito;*Apneia, bradicardia e irritabilidade;
      *Convulsões;
      *Fontanela tensa e protuberante, ingurgitamento das veias do couro cabeludo;
      *Edema no trajeto dos cateteres, devido desconexão e extravasamento de LCR do sistema de derivação;
      *Sensibilidade a luz e outros distúrbios visuais

16. Medir e avaliar perímetro encefálico diariamente;
17. Realizar curativo diário no sítio de inserção do cateter;
18. Orientar aos pais sobre como lidar com a criança hidrocéfala ou a criança
com o cateter implantado funcionante.

Cateter de Malecot e a Gastrostomia

Malecot

As gastrostomias são indicadas em pacientes portadores de obstrução esofágica por afecções malignas ou benignas, ou em pacientes portadores de neuropatias graves com distúrbios de deglutição, como via de suporte nutricional de longo prazo, para oferta de medicamentos ou descompressão em algumas situações específicas. Tem a vantagem de proporcionar alimentação intermitente, com controle do esvaziamento gástrico pelo esfíncter pilórico.

Há vários tipos de cateteres disponíveis para este tipo de tratamento, sendo em comum os mais vistos como:

• Cateter de Malecot – antiga, mas muito utilizada quando a opção de confecção da gastrostomia é pela técnica cirúrgica aberta.

• Sondas plásticas mais modernas que possuem peças que auxiliam nas fixações interna e externa da sonda (disco cutâneo, balão) e conectores em Y para irrigação e administração de medicamentos.

A gastrostomia cirúrgica aberta é realizada pelas técnicas de Stamm (sutura em bolsa e fixação à parede abdominal) ou Witzel (confecção de túnel submucoso para proteção da sonda que é também fixada à parede abdominal).

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DA GASTROSTOMIA

– Aspiração Pulmonar
– Infecção da sutura abdominal
– Retirada Acidental
– Úlcera e Sangramento gástricos
– Inflamação do Estoma
– Peritonite (inflamação do peritônio);
– Fístula Gastrocólica
– Hemorragia

Outros métodos utilizados na realização de gastrostomias são a endoscópica percutânea e a por via radiológica.A gastrostomia videolaparoscópica é uma alternativa ao procedimento cirúrgico e sondas de gastrostomia e jejunostomia especialmente projetadas
para colocação laparoscópica já estão disponíveis.

CONTRA-INDICAÇÕES

– Ascite
– Coagulopatia
– Impossibilidade de transiluminação
– Obstrução Intestinal
– Hepatomegalia Importante

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM O CATETER

Deve-se tomar cuidado com a fixação do cateter, principalmente nos primeiros 30 dias de pós-operatório, quando o risco de fístula
gástrica é maior.

Deve-se evitar também a repassagem de sonda de maior calibre, pois esse fato aumenta o orifício e favorece a saída de secreções irritantes. A fixação da sonda deve ser complementada com curativo externo, gaze e esparadrapo ou micropore. A lavagem periódica da sonda com água evita seu entupimento e garante seu bom funcionamento.

CUIDADOS COM A PELE

• O curativo das sondas é feito com o paciente deitado,removendo o adesivo microporoso e gaze, sem molhar.

• A seguir, com água morna e sabonete, limpa-se a pele, cuidando para não lesá-la,retirando os resíduos; em seguida, deve-se secá-la, sempre com movimentos delicados.

• Nunca usar pomadas ou cremes – somente água e sabonete.

• Se houver pêlos ao redor do cateter, cortá-los bem rente com uma tesoura.

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

picc

O PICC, ou Cateter Central de Inserção Periférica, é um dispositivo de acesso vascular inserido perifericamente, tendo a ponta localizada em nível central, na altura do terço distal da veia cava, podendo possuir lúmen único ou duplo. É constituído de poliuretano ou silicone, sendo os de silicone mais flexíveis e em sua maioria inertes, causando menor irritação à parede dos vasos.

Finalidade

Promover a terapia intravenosa por tempo prolongado e de forma segura, garantindo a preservação da rede venosa periférica, diminuição do estresse, dor e desconforto gerado por múltiplas venopunções.

Indicações

– Necessidade de acesso venoso por tempo prolongado (além de 6 dias), avaliando previamente se há possibilidade de utilizar-se da terapêutica com acesso venoso periférico.

– Administração de soluções hipertônicas e/ou vesicantes (Nutrição Parenteral Total com osmolaridade maior que 600 mOsmol/L e soro glicosado com concentração superior a 12,5%, entre outros).

Contra indicações relativas

– Rede venosa periférica prejudicada.

– Recém-nascido com menos de 48h de vida.

– Policitemia.

– Lesões cutâneas no lugar da inserção do cateter.

– Retorno venoso prejudicado.

– Administração de grandes volumes em bolus e sob pressão (risco de rompimento do cateter).

– Situações de emergência.

– Trombose venosa.

– Malformação congênita na rede venosa.

Inserção do cateter compete ao enfermeiro

Através da Resolução do COFEN 258/2001, reconhece que a implantação do cateter de PICC como competência do Enfermeiro, desde que tenha recebido treinamento adequado com cursos de capacitação.

Cuidados de Enfermagem

* O curativo no local da inserção deve ser feito com gazes embebidas em soro fisiológico seguido de clorexidina alcoólico 2% e fixação com película transparente.

* A troca do curativo deve ser realizada a cada sete dias ou antes desse período, se apresentar sangramento ou sujidade.

* Antes de trocar o curativo verificar se há eritema, exsudato ou edema. Apalpar delicadamente em torno do local da inserção para sentir se a área está sensível.* No banho, proteger o curativo para não molhar.* Se necessário o uso de conectores, estes devem ser trocados a cada 72 horas.* Circunferência do braço: deverá ser verificada diariamente, 5cm acima da inserção do cateter. Se houver aumento da circunferência o médico deverá ser comunicado.

* Salinização: utilizar 10ml de solução fisiológica 0,9% antes e após o término de infusões de medicamentos;

* Heparinização: deve ser realizada sempre que o cateter não estiver em uso e repetida a cada 5 dias. A solução recomendada é de 9,8ml de água destilada para 0,2ml de Heparina®, devendo ser injetados 1,5ml da solução. Antes de utilizar o cateter ou na troca da solução de Heparina®, deve-se aspirar e desprezar a solução anterior e lavar o cateter com 10ml de solução fisiológica 0,9%.

* Não utilizar seringa menor que 10ml para infusão no cateter;

* Não tracionar ou reintroduzir o cateter;

* Nunca aferir pressão arterial ou garrotear o membro onde está inserido o PICC;

* Não utilizar adesivos tipo Micropore® ou similares, em torno do corpo do cateter;

* Nunca usar o cateter para administrações de volumes em alta pressão, pois pode ocorrer o seu rompimento;

* A desobstrução e retirada, se necessário, deverão ser feitas por enfermeiro capacitado na passagem do cateter, devendo sempre ser comunicada ao médico a ocorrência.

Saiba mais em nosso canal Youtube:

 

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter
O Cateter Central Totalmente Implantando, mais conhecido como port-a-cath é um dispositivo que fica acoplado abaixo da pele e consiste em um reservatório com membrana perfurável e um cateter de silicone.
Muitas das medicações utilizadas em oncologia são administradas através das veias. Estes tratamentos podem ser longos, e os medicamentos contra o câncer podem causar, por vezes, inflamações nas veias superficiais dos braços, que são mais sensíveis. Por isso foi desenvolvido este tipo de dispositivo para administração de medicamentos e coleta de exames, colocado diretamente nas grandes veias do corpo, o cateter totalmente implantado.

Implantação

A colocação do port compete ao médico especialista e deve ser realizada no centro cirúrgico, através de um procedimento simples, instalado após anestesia local e um sedativo ou anestesia geral. O tempo do procedimento varia de 30 minutos a 1 hora. O paciente pode ter alta no mesmo dia e até receber a infusão do medicamento logo após. É implantado no tecido subcutâneo e introduzido numa veia calibrosa, em geral na veia cava superior, próximo à entrada do coração. A cicatrização da inserção do cateter varia de 7 a 10 dias e após isso, não há necessidade de curativo.

Punção e Manuseio

O acesso ao dispositivo é feito por meio de punção na pele sobre o port com agulha específica que penetra o septo sem cortá-lo, esse procedimento deve ser realizado por um enfermeiro treinado e capacitado, com domínio da técnica e obedecendo aos rigores absolutos de assepsia, avaliação do sítio de punção, bem como as condições clínicas do paciente. É importante saber que algumas atividades que cause muito impacto devem ser evitadas (futebol, tênis, boxe, etc).
Ele apresenta algumas vantagens em relação aos outros tipos de cateter como diminuição de risco de infecções, minimização do risco de trombose, fácil punção, permite tratamento ambulatorial, não interfere nas atividades diárias do paciente, tem melhor aspecto estético e preserva a rede venosa periférica.
Apesar de seguro, em raros casos podem acontecer algumas complicações, como eritema local, sangramento, presença de secreção no local de inserção do cateter e ou febre.
Um cirurgião experiente, com uma boa técnica de implantação, uma assepsia rigorosa associada ao acompanhamento dos pacientes por equipe treinada, reduz as complicações precoces e previne as tardias.
Os cateteres totalmente implantáveis para quimioterapia são meios seguros e confortáveis para a administração de medicamentos e coleta de exames, sendo um importante aliado no tratamento do câncer.
Conforme o PARECER COREN-SP 060/2013 – CT , quando o profissional Técnico de Enfermagem questiona se pode realizar a punção do cateter tipo Port-a-Cath®, é dado conclusão de que:
“Do questionamento quanto a competência da punção do cateter Port-a-Cath®, por ser uma atividade assistencial de alta complexidade, compete ao Enfermeiro. Vale salientar que este profissional deve ser dotado de competência técnica e científica, além de habilidades que sustentem as prerrogativas da legislação para a realização do procedimento. Ao Técnico de Enfermagem compete acompanhar a infusão do medicamento, sempre sob orientação e supervisão do Enfermeiro, além da comunicação imediata de qualquer não conformidade. “