
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que, além de causar grande preocupação para a saúde pública, pode levar a complicações graves e até à morte. Recentemente, o Governo do Estado de São Paulo decretou situação de emergência devido ao aumento expressivo de casos da doença.
Nesta publicação, vamos explorar o que é a dengue, os motivos da emergência em SP e os cuidados de enfermagem essenciais para o manejo dessa doença.
O Que é a Dengue?
A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e a infecção por um sorotipo não confere imunidade contra os outros.
Sintomas da Dengue
Os sintomas variam de leves a graves e incluem:
- Febre alta (39°C a 40°C).
- Dor de cabeça intensa.
- Dor atrás dos olhos.
- Dores musculares e articulares.
- Manchas vermelhas na pele.
- Náuseas e vômitos.
Em casos graves, a dengue pode evoluir para formas hemorrágicas ou síndrome do choque da dengue, que podem ser fatais.
Por Que o Governo de SP Decretou Emergência?
O Governo do Estado de São Paulo decretou situação de emergência devido ao aumento exponencial de casos de dengue em 2023. Alguns fatores contribuíram para esse cenário:
- Proliferação do Mosquito: Condições climáticas favoráveis, como chuvas e calor, aumentam a reprodução do Aedes aegypti.
- Baixa Imunidade da População: A circulação de um sorotipo diferente do vírus pode levar a surtos, já que a população não tem imunidade contra ele.
- Falta de Prevenção: Acúmulo de água parada em residências e áreas públicas facilita a reprodução do mosquito.
A declaração de emergência permite que o governo mobilize recursos e medidas adicionais para combater a doença, como campanhas de conscientização, mutirões de limpeza e reforço no atendimento médico.
Cuidados de Enfermagem no Manejo da Dengue
A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial no atendimento aos pacientes com dengue, desde a identificação dos sintomas até o acompanhamento clínico. Aqui estão os principais cuidados:
Avaliação Inicial
- Identificação dos Sintomas: Avalie a presença de febre, dor de cabeça, manchas na pele e outros sinais típicos da dengue.
- Histórico Epidemiológico: Pergunte se o paciente esteve em áreas com surtos de dengue.
Monitoramento de Sinais Vitais
- Aferir temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória regularmente.
- Observar sinais de gravidade, como queda da pressão arterial ou taquicardia.
Hidratação
- Incentivar a ingestão de líquidos (água, soro caseiro ou soluções de reidratação oral).
- Em casos graves, administrar soro fisiológico por via intravenosa, conforme prescrição médica.
Controle da Dor e Febre
- Administrar paracetamol para dor e febre, evitando anti-inflamatórios (como ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico), que podem aumentar o risco de sangramento.
Vigilância para Complicações
- Monitorar sinais de alerta, como sangramentos (gengivais, nasais ou na urina), vômitos persistentes e dor abdominal intensa.
- Observar sinais de choque, como extremidades frias e pulsos fracos.
Educação do Paciente e Familiares
- Orientar sobre a importância da hidratação e do repouso.
- Alertar sobre sinais de gravidade que exigem retorno imediato ao hospital.
- Ensinar medidas para prevenir a proliferação do mosquito, como eliminar água parada.
Prevenção da Dengue
A prevenção é a melhor estratégia para controlar a dengue. Aqui estão algumas medidas essenciais:
- Eliminar Criadouros do Mosquito:
- Tampar caixas d’água.
- Limpar calhas e ralos.
- Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, pneus e garrafas.
- Uso de Repelentes: Aplicar repelentes na pele e usar roupas que cubram braços e pernas.
- Telas em Janelas e Portas: Impedir a entrada do mosquito em residências.
- Campanhas de Conscientização: Participar de ações comunitárias para combater o Aedes aegypti.
A dengue é uma doença séria que exige atenção e cuidados específicos, especialmente em momentos de surto, como o que estamos vivenciando em São Paulo. A declaração de emergência pelo governo reforça a necessidade de ações rápidas e eficazes para controlar a doença.
Para a equipe de enfermagem, o conhecimento sobre o manejo da dengue e a educação dos pacientes são ferramentas poderosas para salvar vidas e reduzir o impacto da doença.
Referências:

