O Ciclo Cardíaco: A Sístole e a Diástole de uma maneira fácil!

Sístole e Diástole

Sabemos que A sístole e A diástole são dois estágios do ciclo cardíaco, certo?

Na definição, a sístole é a fase de contração do coração, onde o sangue é bombeado para os vasos sanguíneos, já a diástole é a fase de relaxamento, fazendo com que o sangue entre no coração.

Em um adulto normal, a média da pressão sistólica é de 120 milímetros de mercúrio (mmHg), enquanto a diastólica é de 80 mmHg.

Separamos em sub-estágios, todo o processo do ciclo cardíaco para melhor entendimento:

Sub-estágio 1: Na Diástole

Na Diástole, o coração relaxa, permitindo que as câmaras cardíacas sejam preenchidas com sangue, que vem das veias pulmonares e veias cavas, sendo de pressão sanguínea baixa, e os vasos sanguíneos também encontram-se relaxados, onde ocorre então, o início do ciclo cardíaco, onde denominamos de pré-carga, que é a pressão de sangue (pressão diastólica final) presente no ventrículo do coração, após seu enchimento passivo e contração do átrio.

Sub-estágio 2: O Volume Diastólico Final (VDF)

Após o ciclo de preenchimento sanguíneo, vem o volume diastólico final, ou seja, é o volume que está presente em em cada um dos ventrículos ao final da diástole, que pode equivaler entre 142 a 144 ml em cada um.

Sub-estágio 3: Na Sístole

A sístole é a fase do ciclo cardíaco em que o coração está contraído, ou seja, neste sub-estágio, o coração se contrai, bombeando o sangue do coração para a aorta e para a artéria pulmonar, sendo de pressão sanguínea alta, e aí que se encontra os vasos sanguíneos contraídos, onde denominamos de pós-carga, que é uma dificuldade enfrentada pelo ventrículo, durante o processo de ejeção, podendo determinar o débito cardíaco, onde é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto.

Sub-estágio 4: O Volume Sistólico Final (VSF)

Após o esvaziamento dos ventrículos, ocorre o volume sistólico final, onde denomina o volume de sangue que se encontra em cada câmara ventricular ao final de uma sístole, podendo equivaler entre 47 a 50 ml em cada um.

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La Sístole y la Diástole

La contracción ventricular es conocida como sístole y en ella ocurre el vaciamiento de los ventrículos. La relajación ventricular es conocida como diástole y es en esa fase que los ventrículos reciben sangre de los atrios.

La contracción ventricular fuerza entonces el paso de sangre hacia las arterias pulmonares y aorta, cuyas válvulas semilunares (tres membranas en forma de media luna) se abren para permitir el paso de sangre. Una vez en el interior de estos vasos, el retorno de la sangre (reflujo) a los ventrículos a partir de las arterias aorta y pulmonar es evitado por el súbito cierre de esas mismas válvulas.

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A Sístole e a Diástole

Sístole e Diástole

A contração ventricular é conhecida como sístole e nela ocorre o esvaziamento dos ventrículos. O relaxamento ventricular é conhecido como diástole e é nessa fase que os ventrículos recebem sangue dos átrios.

A contração ventricular força, então, a passagem de sangue para as artérias pulmonar e aorta, cujas válvulas semilunares (três membranas em forma de meia lua) se abrem para permitir a passagem de sangue. Uma vez no interior desses vasos, o retorno do sangue (refluxo) para os ventrículos a partir das artérias aorta e pulmonar é evitado pelo súbito fechamento dessas mesmas válvulas.

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Tamponamento Cardíaco

tamponamento

O Tamponamento Cardíaco é uma emergência médica, onde ocorre acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que envolve o coração.

A consequência será o bombeamento ineficiente de sangue para os órgãos e tecidos do corpo, reduzindo a pressão arterial, podendo causar choque e morte, se não tratada a tempo!

Como acontece o Tamponamento Cardíaco?

Ocorre quando um trombo (coágulo) se desloca através da corrente sanguínea até o coração, ou o músculo cardíaco (miocárdio) sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve (pericárdio) seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar.

Esta situação promove o acúmulo de sangue no espaço virtual compreendido entre o pericárdio e o miocárdio, fato que exerce efeito compressivo sobre as câmaras do coração, fazendo com que este seja impedido de relaxar satisfatoriamente durante a sua fase de relaxamento (diástole). Assim, o coração não se enche de sangue suficientemente para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, que por esta razão, caem.

Bastam apenas pequenos acúmulos de líquido, da ordem de 100 a 150 ml, para que as manifestações clínicas do tamponamento apareçam.

Sintomas do Tamponamento Cardíaco

Os sintomas do tamponamento cardíaco são os seguintes:

  • Redução da pressão arterial;
  • Aumento da frequência respiratória e cardíaca;
  • Pulsação paradoxal: desaparece ou diminui durante a inspiração;
  • Veias do pescoço distendidas;
  • Dor no tórax;
  • Queda do nível de consciência;
  • Pés e mãos frias e roxas;
  • Falta de apetite e dificuldade para engolir:
  • Tosse e dificuldade para respirar.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em Tamponamento Cardíaco

Para um atendimento adaptado ao paciente que apresenta tamponamento cardíaco, é
de fundamental importância que a enfermagem esteja treinada e qualificada. Para tanto a enfermagem deve ter uma visão, preparo e comunicação da situação e deve organizar a assistência dada ao paciente.

Fora toda a assistência dada ao médico para a realização da pericardiocentese os cuidados incluem:

  • Tranquilização do paciente;
  • Transporte rápido e monitorização até um hospital que possa efetuar procedimentos cardíacos de emergência;
  • A equipe do hospital onde o paciente será levado deverá já estar informada, para que possam ser iniciadas as preparações para um intervenção cirúrgica de emergência;
  • Deve ser administrado oxigênio em alta concentração;
  • Obter-se dois acessos venosos;
  • Realizar a reposição volêmica para aumentar a pressão venosa central;
  • Deve-se considerar a intubação endotraqueal e a ventilação com pressão positiva, caso o paciente esteja hipotenso.

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