Aspiração de Secreção e sua sequência

A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.

Indicação

  • Presença de secreção visível na VA;
  • Presença de ruído no tubo traqueal;
  • Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
  • Desconforto respiratório;
  • Queda da SpO2;
  • Oscilações na curva de fluxo do ventilador.

Materiais Necessários

  • Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
  • luva estéril para aspirar VAI;
  • Cateter de aspiração adequado;
  • Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
  • extensões de silicone/látex esterilizadas ;
  • Oxímetro de pulso ;
  • estetoscópio;
  • gazes esterilizadas;
  • Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
  • Papel toalha.

Etapas do Procedimento

  1. Identificar a necessidade para aspiração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir todo o material necessário;
  4. Paramentar-se com EPI;
  5. Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
  6. Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
  7. Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
  8. Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
  9. Calçar luvas de procedimento;
  10. Abrir o vácuo e testá-lo;
  11. Abrir o pacote da sonda;
  12. Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
  13. Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
  14. Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  15. Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
  16. Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
  17. Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  18. Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
  19. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  20. Desconectar a sonda do látex;
  21. Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
  22. Posicionar o paciente confortavelmente;
  23. Deixar a unidade em ordem;
  24. Retirar as luvas;
  25. Higienizar as mãos;
  26. Registrar no prontuário o procedimento realizado.

Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas

  1. Explicar o procedimento a ser realizado;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir os materiais necessários;
  4. Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
  5. Aplique proteção facial;
  6. Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
  7. Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
  8. Faça o teste do equipamento de vácuo;
  9. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
  10. Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
  11. Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
  12. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
  13. Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
  14. Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
  15. Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
  16. Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
  17. Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
  18. Higienizar as mãos;

Qual a ordem da aspiração da via aérea?

  1. VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
  2. Cavidade nasal;
  3. Cavidade oral.

Por que essa sequência?

Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.

Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?

Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:

De acordo COFEN Nº 557/2017 RESOLVE:

Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.

Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Referências:

  1. BALBINO, Carlos Marcelo et al. Avaliação da técnica de aspiração de paciente em ventilação mecânica realizada pela enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line, [S.l.], v. 10, n. 6, p. 4797-4803, nov. 2016. ISSN 1981-8963. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11258>. Acesso em: 28 out. 2022. doi:https://doi.org/10.5205/1981-8963-v10i6a11258p4797-4803-2016.
  2. TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
  3. FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
  4. FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set.
    /out. 2012.

Bandeja para Intubação Orotraqueal

Indicação

Promover ventilação artificial.

Executor:

Médico

Material Necessário:

  • 01 Cânula endotraqueal (tamanho solicitado pelo médico);
  • 01 laringoscópio com a lâmina desejada pelo médico;
  • 01 par de luva esterilizada;
  • 01 par de luva de procedimento;
  • Máscara;
  • Óculos;
  • Xylocaína spray e gel;
  • 01 seringa 20ml;
  • Cadarço, tensoplast, ou fixador próprio para TOT;
  • 01 pacote de gaze;
  • 01 Ampola de Soro Fisiológico 0,9%
  • 01 Sonda de Aspiração;
  • 01 ambu conectado em rede de 02;
  • 01 Sistema de Vácuo pronto para uso em rede;
  • 01 fio-guia esterilizado.

Pré – Execução:

  • Constatar ausência e/ou deficiência respiratória;
  • Reunir o material;
  • Solicitar saída de familiares.

Execução:

  • Dispor o material próximo ao leito;
  • Testar laringoscópio;
  • Calçar luva de procedimento;
  • Testar cuff da cânula;
  • Lubrificar a extremidade distal da cânula com Xylocaína gel;
  • Introduzir fio guia na cânula (se necessário);
  • Oferecer máscara, luva esterilizada e óculos ao médico plantonista;
  • Oferecer laringo e cânula ao médico plantonista;
  • Auxiliar no procedimento;
  • Insuflar o cuff da cânula (cânulas abaixo do n° 5, não possuem cuff);
  • Revezar no ambu, se necessário;
  • Fixar a cânula com tensoplast e depois com o cadarço ou utilizar fixador próprio;
  • Manter a unidade em ordem.

Pós – Execução:

  • Desprezar o material utilizado no expurgo;
  • Lavar as mãos;
  • Repor o material de intubação;
  • Fazer as anotações necessárias;
  • Supervisionar e avaliar continuamente o procedimento realizado.

Avaliação:

  • Avaliar rigorosamente a saturação de oxigênio;
  • Avaliar expansão torácica:
  • Avaliar traumatismo de orofaringe:
  • Avaliar sangramento oral ou orotraqueal;
  • Avaliar fixação da cânula:
  • Avaliar perfusão periférica.

Riscos / Tomada de Decisão:

  • Em caso de Traumatismo oral ou queda de dentes, promover compressão local quando possível, retirar corpo estranho (dentes);
  • Seguir prescrição médica, verificar solicitação de avaliação da Endoscopia / Broncoscopia para avaliar a extensão da lesão;
  • Em caso de Intubação, auxiliar o médico para melhor posicionamento da cânula;
  • Em caso de Extubação, informar ao médico e providenciar material com urgência para nova Intubação.

Veja também:

Ventilação Mecânica

Medicações mais usadas em uma Intubação

O que é uma Intubação Endotraqueal?

Conheça um Tubo Endotraqueal

Referências:

  1. CINTRA, E. A.; NISCHIDE, V. M.; NUNES, W. A. Assistência de enfermagem ao paciente gravemente enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003.
  2. HUDAK, C. M.; GALLO, B. M. Cuidados intensivos de enfermagem: uma Abordagem Holística. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
  3. MOTTA, A. L. C. Normas, rotinas e técnicas de enfermagem. São Paulo: Látia, 2003.
  4. PRADO, M. L.; GELBCKE, F. L. Fundamentos para o cuidado profissional de enfermagem. Florianópolis: Cidade Futura, 2013.
  5. KNOBEL, E.; LASELVA, C. R.; JUNIOR, D. F. M.; Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.

A Aspiração de Secreções

Aspiração de Secreções

As Aspirações de Secreções são geralmente usados nos casos mais simples, para resolver as insuficiências respiratórias do tipo obstrutiva por acúmulo de secreções.

A aspiração de secreção do paciente entubado ou traqueostomizado, deve ser quando existir secreção, e não como de rotina. E tendo em mente de que é necessário uma técnica asséptica.

Para que é indicado?

Presença de secreção em pacientes com cânula endotraqueal ou de traqueostomia.

E quando é Contra Indicado?

Absolutas: bronco espasmo, obstrução. Relativas: Hemorragias, pacientes com tendências a sangramentos.

Quais são as possíveis complicações?

Traumatismo, hemorragia, infecção por técnica inadequada, broncoespasmo, hipóxia, a sonda não progride.

O que é são fluidificação de secreções?

É quando as secreções apresentam-se espessas o que dificulta. a sua eliminação, é necessário fluidificá-las, para isto, lança-se mão de:

  • umidificadores ou vaporizadores que proporcionam vapor d´água;
  • nebulizadores que proporciona partículas d´água;
  • micro nebulizadores que facilitam o uso de medicamentos, quebrando o líquido em micro-partículas.

A fluidificação de secreções é usada continuamente, quando o paciente está em uso de respirador mecânico, ou recebendo oxigênio através do tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia (o oxigênio seco resseca secreções, devendo ser umidificado, quando administrado).

Quem pode realizar a aspiração de secreção?

Houve uma atualização nas resoluções do COFEN.

Conforme a Resolução COFEN 0557/2017, determina que dentre os membros da equipe de enfermagem:

  • Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
  • Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEPE.
  • Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
  • Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Os Cuidados de Enfermagem Relacionados à Aspiração

Lembrando que:

  • Troque os frascos de aspiração e conexões a cada 6 horas!
  • Usar cateteres apenas uma vez, podendo trocá-lo durante a aspiração caso tenha muita secreção em suas paredes!

Na Aspiração Endotraqueal

Seguir inicialmente a mesma técnica da aspiração nasotraqueal:

  • Desconectar o respirador, caso faça uso.
  • Introduzir o cateter através do tubo cuidadosamente.
  • Iniciar a aspiração com movimentos rotativos do cateter, retirá-lo gradativamente.
  • Rinsar com água estéril ou solução fisiológica (não é fundamental).
  • Realizar intervalos de 3 min. de uma aspiração a outra, nunca exceder 15 min. para permitir adequada oxigenação do paciente, se necessário usar o ambú, para realizar ventilações.

A Aspiração de Secreção pode-se proceder pelas vias:

  • Vias Aéreas Superiores (VAS);
  • Intubação Oro/Endotraqueal;
  • Traqueostomia

Realizando o procedimento:

  • Verificar indicação do procedimento na prescrição de Enfermagem;
  • Lavar as mãos;
  • Preparar o material e levá-lo para Box do paciente;
  • Orientar o paciente sobre o procedimento;
  • Conferir o número da sonda de aspiração, com o número da cânula endotraqueal (A sonda deve ter diâmetro externo não superior ao diâmetro interno do tubo ou cânula, por exemplo: tubo nº 8/sonda nº 18);
  • Colocar máscara e óculos;
  • Verificar tipo e características da respiração, condições dos batimentos cardíacos do paciente e simetria da expansão torácica;
  • Calçar a luva estéril na mão que vai manipular a sonda de aspiração;
  • Oxigenar o paciente com FiO2 à 100% se no respirador, ou ventilar com ambú com reservatório por 01’, antes e após a aspiração;
  • Previamente aspirar a boca do paciente conforme o procedimento;
  • Abrir embalagem da sonda esterilizada e conectá-la à extremidade do látex;
  • Posicionar a cabeça do paciente no sentido oposto a ser aspirado;
  • Introduzir suavemente a sonda de aspiração endotraqueal na fase inspiratória, sem fazer sucção, sem forçar, o mais lento possível;
  • Observar o paciente e fazer manobra de sucção por 3 a 5 segundos na fase expiratória e tracionar a sonda em um único movimento para fora com movimentos circulares;
  • Repetir o procedimento de remoção das secreções não ultrapassando 15 segundos no tempo total de sucção;
  • Ventilar o paciente, entre cada aspiração, sempre observando suas reações, coloração da pele e ritmo respiratório;
  • Introduzir a seguir a sonda de aspiração, alternadamente, em cada manobra, até a faringe, criando sucção e tracionando-a para fora, com movimentos circulares;
  • Retirar excesso de secreção da sonda com gaze esterilizada;
  • Utilizar uma sonda para cada aspiração, desprezando após o uso;
  • Desligar o aspirador e deixar o sistema seco para evitar refluxo quando usado novamente;
  • Proteger a extremidade do látex com saco plástico (tipo bolsa de colostomia) e fixar em um ponto acima do nível do aspirador;
  • Retirar a luva, recolher o material e deixar em ordem a unidade do paciente;
  • Registrar no prontuário, data e hora do procedimento, quantidade, cor, odor e aspecto da secreção, além das reações do paciente, intercorrências e assinar.

PONTOS A LEMBRAR:

  • A aspiração deve ser realizada quando o paciente apresentar: taquipneia, taquicardia, hipotensão, agitação, ansiedade, secreções visíveis, e ausculta de estertores bolhosos e sibilantes;
  • O aspirador deve estar desinfetado e ser testado antes de iniciar o procedimento;
  • Para colaborar com a tranqüilidade do paciente;
  • Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessiva pressão negativa, lesar a mucosa e aumentar a hipóxia provocada pela aspiração;
  • Promover proteção ao paciente e ao profissional;
  • Constatando sinais de depressão respiratória, irregularidade no ritmo cardíaco, cianose de extremidade, solicitar avaliação do médico plantonista antes de iniciar o procedimento;
  • Diminuir a hipoxemia resultante das aspirações;
  • Evitar contaminação;
  • O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira da cama ligeiramente elevada (Fowler 35 – 40º);
  • Para a aspiração do brônquio direito, virar a cabeça para o lado esquerdo e vice-versa;
  • As secreções dever ser removidas com técnica atraumática e asséptica;
  • Conforme o padrão respiratório do paciente, estar atento ao tempo de aspiração;
  • Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, avaliar com o médico assistente a indicação de nebulização prévia a este procedimento;
  • Durante a aspiração observar: P.A, freqüência cardíaca, arritmias e SaO2 (Saturação de Oxigênio);
  • Efetuar a troca de frasco coletor e extensão (borracha), se necessário;
  • Ao desprezar as sondas, lavar a extensão do látex, aspirando uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitida que a secreção do látex retorne à água;
  • Caso a sonda não progrida, ver com o médico plantonista a necessidade de troca do tubo ou cânula;
  • Neste momento serão usadas luvas de procedimento que, ao término, serão desprezadas no lixo.

Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, e saiba mais sobre a Aspiração de Secreções:

Conozca un tubo endotraqueal

Intubación endotraqueal

Usted está con un paciente, y el mismo presenta una intercurrencia donde algún cuadro que pueda perjudicar su respiración. El médico es llamado, y se hace la Intubación Endotraqueal.

¿Cuándo se indica este tipo de procedimiento?

La intubación endotraqueal puede ser hecha en situaciones de urgencia, como en el edema de glotis, por ejemplo, o electivamente, como en las cirugías que demandan anestesia general.

Se hace para proporcionar una vía aérea clara, cuando el paciente tiene dificultades respiratorias que no pueden se tratan por medios más simples.

En general, sus indicaciones en cuadros patológicos son:

  • Parada respiratoria y / o cardíaca.
  • Insuficiencia respiratoria grave.
  • Obstrucciones de las vías aéreas.
  • Presencia de secreciones abundantes del árbol pulmonar profundo.

¿Cómo se realiza este procedimiento?

En primer lugar, es un procedimiento médico. En general, antes de introducir el tubo endotraqueal, el paciente debe colocarse en decúbito dorsal, sedado en caso de necesidad, y se deben quitar las dentaduras y todas las prótesis removibles que esté usando, seleccionar un tubo de diámetro adecuado, hacer hiperextensión la cabeza del paciente y una pieza bucal debe ser colocada para estabilizar el tubo e impedir que el paciente lo mordga.

El procedimiento debe ser realizado por dos personas, una que realice el procedimiento y otra que debe mantener la estabilización manual de la cabeza y de la columna cervical, el cual debe estar protegido también por un collar cervical.

Con el paciente sedado o anestesiado, el médico pasa a través de su nariz o de su boca, con la ayuda de un laringoscopio, un tubo que va hasta la tráquea.

El laringoscopio es un aparato normalmente utilizado para visualizar la laringe, pero que en la intubación endotraqueal sirve para facilitar la introducción del tubo endotraqueal, que será usado para ventilar mecánicamente al paciente.

Después de realizar la intubación, el tubo traqueal debe ajustarse a la tráquea por medio de un balón inflable y el paciente se conecta al respirador, que promueve la aeración adecuada y donde se mezclan tres gases: aire, oxígeno y óxido nitroso, mantener la anestesia por el tiempo necesario.

¿Cuál es el tamaño adecuado del tubo endotraqueal?

  • Para hombres:

El tubo orotraqueal en los tamaños 9, 10 y 11 permite una ventilación mecánica controlada adecuada y ventilación por bolsa máscara sin obstrucciones.

  • Para mujeres:

El tamaño 9 y 10 posibilitan una ventilación mecánica controlada adecuada y ventilación por bolsa máscara sin obstrucciones.

Los tamaños disponibles en general:

  • Neo/ Pediátricos: 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, 4.5, 5.0, 5.5, 6.0, 6.5;
  • Adultos: 7.0, 7.5, 8.0, 8.5, 9.0, 9.5, 10.0.

El último tubo endotraqueal con sistema de aspiración “Supra Cuff”

En la medicina, están siempre creando renovaciones que puedan favorecer al paciente, en su recuperación.

El uso de Ventilación Mecánica Invasiva (VMI) es una terapia frecuente utilizada en tratamientos en las Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A pesar de ser una técnica alternativa en el tratamiento de Insuficiencia Respiratoria Aguda (IRPA) común dentro de los hospitales, su utilización puede acarrear en algunos daños a los pacientes, como lesión traqueal, barotrauma, toxicidad por el uso de oxígeno y acumulación de secreciones.

La acumulación de secreción se da debido al no cierre de la glotis produciendo así, tos ineficaz y disminución del transporte del moco lo que contribuye a la instalación de la Neumonía asociada a la ventilación mecánica (PAV).

¿Pero qué es PAV?

La PAV es la infección hospitalaria que más acomete pacientes internados en UTI y es definida como una infección que surge de 48 a 72 h tras intubación orotraqueal (TOT) y uso de la VMI.

El diagnóstico de PAV según ANVISA ocurre cuando hay la aparición de infiltrado pulmonar nuevo o progresivo a la radiografía del tórax, asociado a la presencia de signos clínicos y alteraciones de laboratorio como:

  • fiebre (temperatura ≥37,8oC);
  • leucocitosis o leucopenia;
  • presencia de secreción traqueal purulenta en la aspiración del TOT;
  • la cultura positiva en el aspirado traqueal, empeora en los parámetros ventilatorios o empeoramiento en la relación de oxigenación.

Una de las principales causas de PAV es la microaspiración de la secreción por encima del cuff.

Este mecanismo ocurre incluso cuando las presiones del cuff están ajustadas de manera correcta, es decir, entre 20 y -30mmHg y por eso, el uso del TOT de aspiración supra cuff se ha discutido recientemente por varios autores que destacan la técnica como recurso adicional para la prevención de la PAV, pues permite la realización de la aspiración de secreciones que se sitúan por encima del cuff 6-12.

El procedimiento de aspiración traqueal, a pesar de ser necesario para el paciente de la terapia intensiva, acarrea alteraciones hemodinámicas y de mecánica respiratoria, como oscilaciones en los valores de presión arterial, frecuencia cardiaca, saturación de oxígeno, complacencia y resistencia pulmonar.

Por que no hay evidencias si el tubo de aspiración supra cuff aumenta la incidencia de esas complicaciones hemodinámicas y de mecánica respiratoria.

Las Complicaciones de la Intubación

Las complicaciones post-intubación endotraqueal tienen causas y gravedad muy diversas.

Más comúnmente son complicaciones laríngeas locales y cuanto mayor el tiempo de intubación mayor será el riesgo de que exista.

Puede haber también complicaciones extra-laríngeas, como intubación esofágica; la intubación selectiva, alcanzando sólo uno de los bronquios; inducción al vómito, llevando a la aspiración; dislocación de la mandíbula; laceración de partes blandas de las vías aéreas; trauma de las vías aéreas, pudiendo resultar en hemorragia; fractura de dientes; la ruptura o fuga del balón del tubo, resultando en pérdida del sello; lesión de la columna cervical, etc.

Las complicaciones de la intubación endotraqueal pueden ser evitadas, entre otras medidas, por:

  • Cuidado en la introducción del tubo;
  • Elección del tamaño ideal del tubo;
  • Inmovilización adecuada de los pacientes, que no deben mover la cabeza en ninguna hipótesis, durante la colocación del tubo;
  • Cuidados en la aspiración traqueal.

Los Cuidados de Enfermería con el TOT

  • Observar la acumulación de secreción en el trayecto del Tubo Orotraqueal, pues la secreción impide el flujo normal del aire hasta el paciente causando incomodidad y esfuerzo en la respiración;
  • Observar las líneas de conexión del Tubo Orotraqueal hasta la máquina de ventilación mecánica, para que no ocurra ningún tipo de pliegue causando interrupción del paso del aire;
  • Los principales síntomas de obstrucción del Tubo Orotraqueal son el ruido (como ronquido) y pliegues en el sistema de conexión de la máquina hasta el Tubo Orotraqueal;
  • En estos casos se debe procurar la aspiración de las secreciones y la verificación del sistema;
  • La frecuencia de la aspiración no se puede determinar con precisión, por lo que la observación del cuadro es la mejor medida para evitar la incomodidad;
  • La aspiración del Tubo Orotraqueal debe realizarse siempre con material estéril, minimizando el riesgo de infecciones;
  • La fijación del Tubo Orotraqueal (cadera) debe estar firme, siempre evaluando el confort del paciente y siempre realizar el cambio según suciedad;
  • El Tubo Orotraqueal y las conexiones NO pueden ser traicionadas o sometidas a esfuerzos (tirones, movimientos de péndulo o servir como soporte). Estas situaciones causan lesiones en la tráquea del paciente.

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¿Qué es una Intubación Endotraqueal?

Intubación Endotraqueal

Usted está con un paciente, y el mismo presenta una intercurencia donde algún cuadro que pueda perjudicar su respiración.

El médico es llamado, y se hace la Intubación Endotraqueal.

Es nada más que un procedimiento por el cual el médico introduce un tubo en la tráquea del paciente , a través de la boca o de la nariz, para mantenerlo respirando cuando alguna condición impide su respiración espontánea.

¿Cuándo se indica este tipo de situación?

La intubación endotraqueal se puede hacer en situaciones de urgencia, como en el edema de glotis, por ejemplo, o electivamente, como en las cirugías que demandan anestesia general.

Se hace para proporcionar una vía aérea clara, cuando el paciente tiene dificultades respiratorias que no pueden se tratan por medios más simples.

También está indicado para casos:

  • Parada cardíaca con compresiones que se realizan;
  • Incapacidad de un paciente consciente, ventilar adecuadamente;
  • Incapacidad de proteger las vías aéreas del paciente (coma, arreflexia o parada cardiaca);
  • Incapacidad del socorrista en ventilar al paciente inconsciente con los métodos convencionales;

Los Cuidados de Enfermería con la Intubación Endotraqueal

  • Higienizar las manos, Preparar material y ambiente;
  • Paramentarse adecuadamente;
  • Explicar al paciente / familia los beneficios y objetivos del procedimiento;
  • Probar el ambú y fuente de oxígeno, montar, probar y calibrar el ventilador mecánico y colocarlo en modo de espera;
  • Pruebe la red de vacío y deje el sistema de aspiración para el uso inmediato; Asegurar la ausencia de prótesis dentales en el paciente;
  • Probar el laringoscopio (luz);
  • Probar el globo del tubo oro endotraqueal con la jeringa y asegurar su integridad;
  • Lubricar la punta del balón del tubo con xylocaína gel;
  • Posicionar al paciente en decúbito dorsal, cabecera 0º, sin almohadas;
  • Mantener la asepsia durante todo el procedimiento;
  • Administrar los medicamentos solicitados por el médico;
  • Realizar la pre-oxigenación del paciente. Utilizar el guedel si es necesario;
  • Realizar la extensión ligera de la cabeza;
  • Colocar el hilo guía en el lumen del tubo oro endotraqueal;
  • Esperar al médico realizar la laringoscopia: utilizar la lámina del laringoscopio;
  • Penetrando por el lado derecho de la boca (lámina curva (valécula) o lámina recta levanta epiglote). Rechazar la lengua hacia la izquierda y hacia arriba en el campo del médico. Realizar el trazado antero-superior del laringoscopio;
  • Presentar el tubo para el médico. Realizar la tracción de la comisura labial derecha y realizar la presión del cricoide si es necesario;
  • Después de la intubación inmediatamente insuflar el balón;
  • Conectar el ambú y esperar al médico realizar las confirmaciones (cinco puntos: epigástrico, bases y lóbus superiores, expansión torácica);
  • Fijar el tubo con cordón; Conectar el ventilador mecánico;
  • Comprobar señales vitales, oximetría de pulso y presión de la cuchilla;
  • En caso de fracaso en el intento de intubación, volver a la pre-oxigenación;
  • Recoger el material;
  • Higienizar las manos;
  • Proporcionar radiografía de tórax;
  • Anotar el procedimiento realizado registrando intercurrencias.

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Inaloterapia e Oxigenoterapia: As Diferenças

Inaloterapia e Oxigenoterapia

Certamente você tem dúvidas em questão a este dois itens: A Oxigenoterapia e a Inaloterapia. Mas antes, vamos relembrar, que a Inaloterapia pode ser subdividida em fluidificação, oxigenoterapia e a broncodilatação. Objetivando-se em manter a umidade das vias aéreas adequadas, para a garantia de uma respiração apropriada.

Mas iremos abordar sobre estes dois itens:

A inaloterapia é um recurso utilizado para manter a umidade adequada das vias aéreas, permitindo que a respiração funcione apropriadamente. É indicada para administração de medicamentos, principalmente os broncodilatadores e os mucolíticos, e ou para suplementar o oxigênio no sistema respiratório do paciente. Com o uso da inaloterapia, pode-se mobilizar e fluidificar as secreções mucosas, aliviar o edema da mucosa, reduzir o broncoespasmo e até reduzir processos inflamatórios por nebulizações de antibióticos.

Na forma não invasiva, pode-se realizar a umidificação, administração de oxigênio e medicamentos por meio de nebulizações. Os medicamentos dos nebulizadores podem ser por ação pneumática (ar comprimido), em que um estreito jato de gás de alta pressão é expelido através de um reservatório de água, formando gotas de água e vapor lançados contra um anteparo que filtra as partículas maiores de água, com tamanhos de 5 a 20 mícrons, ou por ação mecânica ou ultra-sônica, em que uma corrente elétrica ativa um transdutor piezoelétrico, produzindo vibrações de altíssima frequência, transmitidas para um recipiente plástico fino contendo solução terapêutica. Essas partículas, de tamanho inferior a 0,5 a 8 mícrons, são suspensas no gás propelente para um inalador.

Os medicamentos também podem ser administrados por aerossóis propelidos a freon, um gás que gera alta pressão e produz uma névoa com a solução medicamentosa. Nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), são utilizadas nebulizações contínuas para umidificar as vias aéreas e administrar oxigênio, principalmente para os pacientes que foram extubados e ainda apresentam valores diminuídos da pressão parcial de oxigênio, a hipoxemia.

A inaloterapia em geral pode provocar infecções ou superinfecções, em frequência maior que a suspeitada, por contaminação do equipamento (organismos gram-negativos) e pelas alterações na fagocitose e transporte provocadas pelo oxigênio em alta tensão.

A oxigenoterapia é uma forma terapêutica que tem por finalidade primária a administração de oxigênio suplementar na tentativa de manter a saturação de oxigênio maior que 90%, corrigindo o prejuízo na liberação de oxigênio; sendo assim uma terapia para a correção da hipóxia tissular. É empregada com base no conhecimento dos índices de oxigenação do paciente, em que várias medidas e índices derivados são utilizados para a avaliação da oxigenação. Entre estes, incluem-se pressão e saturação arterial de oxigênio, conteúdo de oxigênio arterial, saturação e pressão de oxigênio venoso misto, liberação sistêmica de oxigênio.

Tendo como métodos da oxigenoterapia:

– Cateter nasal (O paciente recebe oxigênio numa concentração que varia de 25 a 45% e com um fluxo de 0,5 até 5L/mim. É um cateter de fácil colocação e permite o paciente falar e se alimentar sem interromper a oxigenoterapia. Porém, possui algumas desvantagens como: não conhecer o fluxo exato da FiO2, ressecamento da mucosa, irritação cutânea (dermatites de contato) e vazamentos. Para fluxos maiores do que 4L/mim é necessário a umidificação e está contra-indicada em indivíduos que tenham respiração predominantemente oral);
 Máscaras faciais, ou Nebulização (Também não oferecem concentrações fixas de ar inspirado. Devem ser anatômicas, transparentes e resistentes. Durante a alimentação deve ser retirada e também se o paciente apresentar claustrofobia);
– Máscaras com reservatório de oxigênio (É uma máscara com as mesmas características da descrita acima, porém com uma bolsa onde o oxigênio é armazenado e liberado durante as inspirações do paciente);
– Máscaras de Venturi (Constitui um método seguro, pois fornece uma FiOconhecida. O sistema Venturi é baseado na passagem d e um alto fluxo de oxigênio a orifícios no corpo da máscara, cuja escala de concentração de oxigênio varia d e 24% a 50% (FiO 2de 24, 28, 31, 35, 40 e 50%). Esse tipo de máscara é utilizado em ambiente hospitalar, principalmente pós extubação.
– Tenda facial (É uma máscara constituída de material maleável e transparente, geralmente utilizada com crianças. Este t ipo d e mascara oferece uma concentração elevada de oxigênio).