O que faz um Estagiário de Enfermagem?

O estágio em enfermagem é uma etapa fundamental na formação do profissional da área, onde o estudante coloca em prática os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. As atividades de um estagiário podem variar de acordo com a instituição e a área de atuação, mas, em geral, envolvem:

Assistência direta ao paciente

Sob a supervisão de um enfermeiro, o estagiário pode auxiliar em atividades como:

    • Verificação de sinais vitais (pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e respiratória);
    • Preparo de pacientes para exames e procedimentos;
    • Coleta de materiais para exames laboratoriais;
    • Administração de medicamentos (sempre sob supervisão);
    • Realização de curativos;
    • Higiene do paciente;
    • Orientação aos pacientes e familiares sobre cuidados básicos.

Auxílio em atividades administrativas

    • Organização de prontuários;
    • Agendamento de consultas;
    • Controle de estoque de materiais;
    • Elaboração de relatórios.

Participação em atividades de educação em saúde

    • Preparo de materiais educativos;
    • Apresentação de palestras para pacientes e familiares sobre temas relacionados à saúde.

Observação de procedimentos:

    • Acompanhamento de profissionais mais experientes em diversos procedimentos, como intubação, cateterismo e partos.

Principais características de um bom estagiário de enfermagem

  • Pontualidade e assiduidade: Chegar no horário e estar presente são a base de qualquer profissão. Demonstra respeito pela equipe e pelos pacientes.
  • Proatividade: Não espere que as tarefas sejam designadas, busque oportunidades para ajudar e aprender.
  • Responsabilidade: Assuma as suas tarefas com seriedade e cumpra prazos.
  • Respeito: Trate todos os profissionais e pacientes com respeito, independentemente de suas diferenças.
  • Empatia: Coloque-se no lugar do paciente e compreenda suas necessidades.
  • Comunicação: Seja claro e objetivo ao se comunicar com a equipe e os pacientes.
  • Disposição para aprender: Demonstre interesse em aprender novas técnicas e procedimentos.
  • Organização: Mantenha seu ambiente de trabalho organizado e seus materiais em ordem.
  • Ética profissional: Siga os princípios éticos da profissão e mantenha sigilo sobre as informações dos pacientes.

Dicas para um bom desempenho no estágio

  • Vista-se adequadamente: Utilize o uniforme de acordo com as normas da instituição.
  • Esteja sempre atento: Observe os profissionais mais experientes e aprenda com eles.
  • Faça anotações: Anote as informações importantes e as dúvidas que surgirem.
  • Peça ajuda quando precisar: Não tenha medo de pedir ajuda aos seus supervisores.
  • Seja paciente: A aprendizagem leva tempo, seja paciente consigo mesmo.
  • Dê o seu melhor: Dedique-se ao máximo em todas as suas tarefas.
  • Tenha um Manual de Estágio: Esse guia irá te ajudar durante seu processo de estágio em vários setores diferentes, tenha sempre em seu bolso!

O que evitar durante o estágio

  • Atrasar-se ou faltar: A pontualidade e a assiduidade são fundamentais.
  • Ser desrespeitoso: Trate todos com respeito, independentemente de sua posição.
  • Falar sobre assuntos pessoais: Mantenha a concentração no trabalho.
  • Utilizar o celular durante o atendimento: O celular deve ser utilizado apenas em situações de emergência.
  • Criticar outros profissionais: Respeite a opinião dos outros.

É importante ressaltar que:

  • Todas as atividades devem ser realizadas sob a supervisão de um enfermeiro.
  • O estagiário não deve tomar decisões autônomas sobre o tratamento dos pacientes.
  • A segurança do paciente é a principal prioridade.

Por que fazer estágio em enfermagem?

O estágio permite que o estudante coloque em prática os conhecimentos teóricos e desenvolva habilidades práticas,  desenvolvendo competências como comunicação, trabalho em equipe, organização e responsabilidade. O estágio é uma oportunidade para conhecer profissionais da área e construir uma rede de contatos, e a experiência adquirida durante o estágio torna o profissional mais qualificado para o mercado de trabalho.

Referências:

  1. Bosquetti, L. S., & Braga, E. M.. (2008). Reações comunicativas dos alunos de enfermagem frente ao primeiro estágio curricular. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 42(4), 690–696. https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000400011
  2. Benito, G. A. V., Tristão, K. M., Paula, A. C. S. F. de ., Santos, M. A. dos ., Ataide, L. J., & Lima, R. de C. D.. (2012). Desenvolvimento de competências gerais durante o estágio supervisionado. Revista Brasileira De Enfermagem, 65(1), 172–178. https://doi.org/10.1590/S0034-71672012000100025

O Linfedema e seus Estágios

O linfedema é uma condição crônica caracterizada pelo inchaço de um membro (geralmente braço ou perna) devido ao acúmulo de líquido linfático nos tecidos. Esse acúmulo ocorre quando o sistema linfático, responsável por drenar o líquido dos tecidos, está obstruído ou danificado.

Estágios do Linfedema

Estágio 0 (Latente)

Neste estágio, o inchaço ainda não é visível, mas o sistema linfático já está comprometido. O indivíduo pode apresentar sintomas como sensação de peso no membro afetado, fadiga e rigidez.

  • Tratamento: O tratamento precoce é crucial para prevenir a progressão da doença. Geralmente, envolve exercícios leves, cuidados com a pele e medidas para evitar infecções.

Estágio I (Leve)

O inchaço é leve e reversível, ou seja, diminui com a elevação do membro. A pele pode apresentar uma textura um pouco mais espessa.

  • Tratamento: O tratamento nesse estágio inclui terapia de compressão, drenagem linfática manual e exercícios específicos.

Estágio II (Moderado)

O inchaço é mais evidente e persistente, mesmo com a elevação do membro. A pele pode apresentar fibrose (endurecimento) e alterações na coloração.

  • Tratamento: O tratamento é mais complexo e pode incluir terapia de compressão mais intensa, drenagem linfática manual regular, cuidados avançados com a pele e, em alguns casos, cirurgia.

Estágio III (Severo ou Avançado)

O inchaço é irreversível e causa deformidades no membro afetado. A pele pode apresentar verrugas, fissuras e infecções frequentes.

  • Tratamento: O tratamento nesse estágio visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, pois a reversão do inchaço é difícil. As opções incluem cuidados avançados com a pele, terapia de compressão, drenagem linfática manual e, em alguns casos, cirurgia reconstrutiva.

Causas do Linfedema: As causas do linfedema podem ser divididas em primárias e secundárias:

  • Primário: Causado por um defeito congênito no sistema linfático.
  • Secundário: Decorrente de outras condições, como:
    • Câncer e seus tratamentos (radioterapia, cirurgia)
    • Infecções
    • Obesidade
    • Varizes
    • Traumatismos

Sintomas

Além do inchaço, outros sintomas comuns do linfedema incluem:

  • Sensação de peso no membro afetado
  • Dor
  • Rigidez
  • Fadiga
  • Alterações na pele (verrugas, fissuras, infecções)
  • Dificuldade para movimentar o membro

Diagnóstico

O diagnóstico do linfedema é feito por um médico especialista, que pode solicitar exames como:

  • Ultrassonografia
  • Ressonância magnética
  • Cintilografia linfática
  • Linfografia

Tratamento

 O tratamento do linfedema é individualizado e depende do estágio da doença, da causa e das características de cada paciente. As principais opções de tratamento incluem:

  • Terapia de compressão: Uso de meias ou mangas de compressão para reduzir o inchaço.
  • Drenagem linfática manual: Massagem especial que estimula o fluxo da linfa.
  • Exercícios: Exercícios específicos para fortalecer os músculos e melhorar a circulação linfática.
  • Cuidados com a pele: Hidratação e proteção da pele para prevenir infecções.
  • Cirurgia: Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia para remover tecido linfático obstruído ou para reconstruir o sistema linfático.

Prevenção

Embora não seja possível prevenir completamente o linfedema, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco, como:

  • Manter um peso saudável
  • Praticar atividade física regular
  • Cuidar da pele
  • Controlar infecções

Cuidados de Enfermagem

O tratamento do linfedema é individualizado e visa reduzir o inchaço, melhorar a função do membro afetado e prevenir complicações. O enfermeiro atua em diversas modalidades de tratamento:

  • Terapia de compressão: Auxiliar na escolha e aplicação de meias ou mangas de compressão, orientando sobre a importância do uso contínuo.
  • Drenagem linfática manual: Realizar ou supervisionar a técnica de drenagem linfática manual, que estimula o fluxo da linfa.
  • Exercícios terapêuticos: Ensinar e acompanhar os pacientes na realização de exercícios específicos para o linfedema, como os exercícios de bombeamento muscular.
  • Cuidados com a pele: Avaliar regularmente a pele do membro afetado, identificar e tratar lesões, e orientar sobre a importância da higiene.
  • Educação em saúde: Oferecer informações sobre o linfedema, suas causas, sintomas e tratamentos, para que o paciente possa participar ativamente de seu cuidado.

Acompanhamento do Paciente

O acompanhamento regular do paciente com linfedema é essencial para avaliar a evolução do tratamento, identificar e tratar complicações, e ajustar as intervenções conforme necessário. O enfermeiro deve:

  • Monitorar o inchaço: Realizar medidas periódicas do membro afetado para avaliar a efetividade do tratamento.
  • Avaliar a pele: Observar a presença de vermelhidão, calor, dor ou outras alterações na pele que possam indicar infecção.
  • Identificar e tratar complicações: Estar atento a complicações como celulite e linfangite, e orientar o paciente sobre os sinais e sintomas.
  • Oferecer suporte emocional: Acompanhar o paciente em suas dificuldades e oferecer suporte emocional, pois o linfedema pode afetar significativamente a qualidade de vida.

Outros Cuidados

Além das atividades já mencionadas, o enfermeiro pode realizar outras ações importantes, como:

  • Orientar sobre a importância de manter um peso saudável: A obesidade é um fator de risco para o linfedema, por isso é importante orientar o paciente sobre a importância de uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular.
  • Ensinar técnicas de bandagem: Em alguns casos, o enfermeiro pode ensinar o paciente a realizar bandagens compressivas para auxiliar no controle do inchaço.
  • Promover a autocuidado: Incentivar o paciente a participar ativamente de seu tratamento, realizando os cuidados em casa conforme orientação do profissional de saúde.

Referências:

  1. Mariana França Bandeira de Melo, Eduardo Carvalho Horta Barbosa, Conrado Carvalho Horta Barbosa, Janine Silva Pires Horta Barbosa, Patricia de Melo Faria Horta Barbosa. Fisiopatologia, diagnóstico e tratamento do linfedema: revisão narrativa. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 5, n. 4 ,p. 12464-12478, jul./aug., 2022.
  2. Paiva, A. do C. P. C., Elias, E. A., Souza, Í. E. de O., Moreira, M. C., Melo, M. C. S. C. de ., & Amorim, T. V.. (2020). Cuidado de enfermagem na perspectiva do mundo da vida da mulher-que-vivencia-linfedema-decorrente-do-tratamento-de-câncer-de-mama. Escola Anna Nery, 24(2), e20190176. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2019-0176
  3. Marchito, L. de O., Fabro, E. A. N., Macedo, F. O., Costa, R. M., & Lou, M. B. de A. (2019). Prevenção e Cuidado do Linfedema após Câncer de Mama: Entendimento e Adesão às Orientações Fisioterapêuticas. Revista Brasileira de Cancerologia, 65(1), e-03273. https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n1.273

Competência ao cuidado de Feridas

A Resolução Cofen nº 501/2015 estabelece os critérios para a atuação dos profissionais de enfermagem na realização de curativos, de acordo com o grau de complexidade das lesões.

Entenda os graus de lesões das feridas

  • Os curativos de grau 1 são aqueles que envolvem lesões superficiais, com pouca ou nenhuma exsudação, sem sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 2 são aqueles que envolvem lesões parciais ou totais da derme, com moderada exsudação, sem sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 3 são aqueles que envolvem lesões que atingem o tecido subcutâneo, com grande exsudação, podendo apresentar sinais de infecção ou necrose.
  • Os curativos de grau 4 são aqueles que envolvem lesões que atingem o músculo, o osso ou as estruturas profundas, com grande exsudação, podendo apresentar sinais de infecção ou necrose.

Entenda as Competências

A Resolução Cofen nº 501/2015 determina que os curativos de grau 1 e 2 podem ser realizados por qualquer profissional de enfermagem, desde que capacitado e supervisionado pelo enfermeiro.

Já os curativos de grau 3 e 4 devem ser realizados exclusivamente pelo enfermeiro, que deve avaliar a lesão e prescrever o tratamento adequado, sendo que o auxiliar e o técnico devem auxiliar o Enfermeiro nos curativos de feridas em estágio 3 e 4.

Referências:

  1. – BLANCK, M.; GIANNINI, T. Ulceras e feridas – As feridas tem alma. Di livros editora ltda, 2014.
  2. BORGES, E. L. et al. Feridas – Como Tratar. Coopmed Editora Médica, 2009.
  3. BORGES, E. L. Feridas – Úlceras de Membros Inferiores. Editora Guanabara Koogan, 2012.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Procedimentos / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2011 – BRASIL. Protocolo para prevenção de úlcera por pressão. Ministério da Saúde/Anvisa/Fiocruz, 2013.
  5. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Lei do Exercício Profissional, nº 7.498/86; Decreto nº 94.406/87 e Código de Ética dos profissionais de enfermagem.
  6. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 311 de 2007, que aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
  7. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 358 de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem.
  8. Conselho Federal de Enfermagem – COFEN (BR). Resolução 429 de 2012, que dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente.
  9. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – COREN SP. PARECER COREN – SP CAT Nº 011/2009. Uso do laser de baixa intensidade pelo profissional enfermeiro no tratamento clínico de feridas.
  10. Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia – COREN RO. Parecer nº 06/2013, referente à solicitação de esclarecimentos sobre as competências dos Enfermeiros no tratamento de feridas, bem como o direito de atender consultas em estabelecimentos privados e o direito de usar lâmina de bisturi no desbridamento conservador.
  11. CUNHA, N. A. Sistematização da Assistência de Enfermagem no Tratamento de Feridas Crônicas. Monografia. Fundação de Ensino Superior de Olinda. Olinda, 2006.
  12. ERNANDES, L. R. A. Fisiologia da cicatrização: feridas e curativos. 2005. Disponível em URL: 
  13. EPUAP/NPUAP. Prevenção de Úlceras de Pressão – Guia de consulta rápido. Disponível em:http://www.epuap.org/guidelines/QRG_Prevention_in_Portuguese.pdf.
  14. MORAIS, G. F. da C.; OLIVEIRA, S. H. dos S.; SOARES, M. J. G. O. Avaliação de feridas pelos enfermeiros de instituições hospitalares da rede pública. Texto contexto – enferm., Florianópolis , v. 17, n. 1, p. 98-105, mar. 2008 .
  15. OLIVEIRA, Adriana Cristina. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A. 2005.
  16. PEREIRA, A. L. Revisão sistemática de literatura sobre produtos usados no tratamento de feridas. Goiânia, 2006. Dissertação de mestrado. Disponível em: HTTPS://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tde/732/1/Angela%20Lima%20Pereira.pdf.
  17. SANTOS, J. B. et al. Avaliação e tratamento de feridas: orientações aos profissionais de saúde. Hospital de Clínicas de Porto Alegre RS. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/34755/000790228.pdf.
  18. SANTOS, I. C. R. V.; OLIVEIRA, R. C. de; SILVA, M. A. da. Desbridamento cirúrgico e a competência legal do enfermeiro. Texto contexto – enferm., Florianópolis , v. 22, n. 1, p. 184-192, mar. 2013.

A Classificação KDIGO da Lesão Renal

A Lesão renal aguda (LRA) é uma situação frequente em hospitais e unidades de terapia intensiva (UTI), em geral definida como uma redução abrupta da filtração glomerular que leva a aumento de escórias nitrogenadas (ureia e creatinina), distúrbios do equilíbrio acidobásico e alterações hidroeletrolíticas.

Trata-se de uma síndrome clínica ampla que apresenta diversas etiologias, incluindo doenças renais específicas (nefrite intersticial aguda, glomerulopatias e vasculites), condições não específicas (lesões isquêmicas ou tóxicas) e doenças extrarrenais.

Frequentemente, mais de uma dessas condições pode coexistir no mesmo paciente. Desse modo, nos últimos anos, o conceito de LRA vem se aprimorando, bem como as estimativas a respeito de sua incidência, prevalência e mortalidade.

Antes de tudo, é importante você saber:

  • Uma pessoa pode chegar em estágios avançados da disfunção renal sem apresentar sintomas;
  • Exames simples de sangue e urina são capazes de detectar a doença renal;
  • DRC pode ser tratada e, quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar a sua evolução;

Provável Causa

sepse é o principal fator etiológico seguida de nefrotoxicidade medicamentosa / contraste iodado e pós-operatório.

Como a função renal é mensurada?

Taxa de Filtração Glomerular (TFG) mede a capacidade dos rins de filtrarem o sangue e possibilita que o nefrologista identifique se há algum comprometimento renal.

A TFG pode ser facilmente estimada por meio do nível de creatinina no sangue, tal indicador é avaliado junto a elementos como idadeetnia e sexo, assim o especialista pode chegar às conclusões clínicas. Também é possível medir a taxa de filtração através da dosagem creatinina urinária em urina de 24h e sérica.

A Classificação

A LRA já foi classificada por diversos protocolos, dentre os quais os famosos RIFLE – risk (R: risco), injury (I: injúria), failure (F: falência), loss (L: perda mantida da função) e end-stage kidney disease (E: insuficiência renal terminal) – do grupo ADQI (2004), AKIN – Acute Kidney Injury Network  (2007) e, atualmente, utiliza-se o KDIGO – Kidney Disease Improving Global Outcomes  (2012) que incorporou as duas definições prévias.

Estágio

 

TFG

 

Descrição

 

Quadro clínico

 

Estágio 1

 

90 ou mais

 

Danos renais com TFG normal

 

Filtração ainda normal, usualmente, sem sintomas. Mas, já existe risco de evolução da doença se os fatores de progressão não forem tratados.

 

Estágio 2

 

60 a 89

 

Danos renais e diminuição leve na TFG

 

Comprometimento leve da função renal. Pode acontecer devido ao próprio envelhecimento. Geralmente, ainda sem sintomas.

 

Estágio 3

 

30 a 59

 

Diminuição pouco severa TFG

 

Começam os primeiros sintomas como anemia e doença óssea leve. O paciente deve iniciar o tratamento conservador e controlar fatores de risco para evitar a perda da função renal.

 

Estágio 4

 

15 a 29

 

Redução severa na TFG

 

Já conhecido como estágio pré-dialítico. O paciente deve manter tratamento conservador e iniciar preparo para substituição renal.

 

Estágio 5

 

15 ou menos

 

Insuficiência renal estabelecida

 

A maioria dos pacientes apresenta sintomas como náuseas, vômitos e perda de peso. Já a anemia, o acúmulo de líquido e a doença óssea ficam mais intensos. Esse é o momento de iniciar substituição renal.

 

 

A detecção da LRA é baseada em uma alteração precoce dos marcadores (creatinina e DU) e precisa ser feita em tempo real.

Os diferentes estágios da LRA servem para determinar o máximo de gravidade, indicado, por exemplo, pelo valor máximo de creatinina.

O estadiamento da LRA é recomendado pelo KDIGO, em virtude de o conjunto de evidências atuais associar o estágio da LRA à necessidade de terapia renal substitutiva (TRS), com risco, a longo prazo, de desenvolvimento de doença cardiovascular, evolução para DRC e mortalidades intra e extra-hospitalares, mesmo após a aparente resolução da LRA.

Referências:

  1. Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Acute Kidney Injury Work Group. KDIGO clinical practice guideline for acute kidney injury. Kidney Int Suppl. 2012;2:1-138.
  2. Hoste EA, Clermont G, Kersten A, Venkataraman R, Angus DC, De Bacquer D et al. RIFLE criteria for acute kidney injury are associated with hospital mortality in critically ill patients: a cohort analysis. Crit Care. 2006;10(3):R73.
  3. Bellomo C, Ronco C, Kellum JA, Mehta RL, Palevsky P; Acute Dialysis Quality Initiative Workgroup. Acute renal failure definition, outcome measures, animal models, fluid therapy and information technology needs: the Second International Consensus Conference of the Acute Dialysis Quality Initiative (ADQI) Group. Crit Care. 2004;8(4):R204-12.
  4. Chertow GM, Burdick E, Honour M et al. Acute kidney injury, mortality, length of stay, and costs in hospitalized patients. J Am Soc Nephrol. 2005;16:3365-70.
  5. Mehta RL, Kellum JA, Shah SV, Molitoris BA, Ronco C, Warnock DG et al. Acute Kidney Injury Network: report of an initiative to improve outcomes in acute kidney injury. Crit Care. 2007;11(2):R31.
  6. Kirsztajn, Gianna Mastroianni et al. Leitura rápida do KDIGO 2012: Diretrizes para avaliação e manuseio da doença renal crônica na prática clínica. Jornal Brasileiro de Nefrologia [online]. 2014, v. 36, n. 1 [Acessado 10 Novembro 2022] , pp. 63-73. Disponível em: <https://doi.org/10.5935/0101-2800.20140012&gt;. ISSN 2175-8239. https://doi.org/10.5935/0101-2800.20140012.
Notícias da Enfermagem

Instituto abre seleção de estágio ao curso de Enfermagem para o Senac em Palmas e Araguaína

O Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (IFPD) está com seleção aberta para duas vagas de estágio para o Senac em Palmas e Araguaína. As vagas disponíveis são para estudantes do curso de Enfermagem. Todas as vagas oferecem seguro de vida contra riscos de acidentes pessoais, enquanto o termo de compromisso de estágio estiver ativo. Os interessados […]

Notícias da Enfermagem

Santa Casa de Cachoeiro está com vagas abertas para estagiários

A Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, além de cuidar da saúde da população, também ajuda na inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho. Atualmente o hospital tem oportunidades abertas para estágios para técnicos de enfermagem. Os interessados em concorrer a uma das vagas devem fazer o cadastro no site www.superestagios.com.br Para isso realiza na […]

Caderno de Estágio Enfermagem Ilustrada

 

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Temas ilustrados para consulta rápida:
– Tipos de Leitos;
– Posições para exames;
– Anotação de Enfermagem
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– Quadrantes Abdominais;
– Sinais Vitais;
– Eletrocardiograma;
– Sons de Korotkoff;
– Tubos de Coleta;
– Força Motora (Plegia/Paresia/Paralisia);
– Sinais Flogísticos;
– Via Intramuscular.
– Via Subcutânea;
– Seringas;
– Agulhas;
– Cateter Agulhado;
– Cateter Flexível;
– Medidas e Proporções;
– Tipos de Insulinas;
– Administração segura de medicamentos;
– Vias de Administração de Medicamentos;
– Regra de Três;
– Cálculo de Gotejamento;
– Cálculo de Insulina;
– Cálculo de Heparina;
– Cálculo de Dexametasona;
– Cálculo de Penicilina;
– Balanço Hídrico;
– Carrinho de Emergência;
– Materiais para Intubação;
– Cateter O2;
– Máscara de Venturi;
– Macronebulização;
– Inaloterapia;
– CPAP;
– Intubação Endotraqueal;
– Traqueostomia;
– Terminologias da Urina;
– Sonda Vesical de Demora;
– Sonda Vesical de Alívio;
– Nutrição Parenteral;
– Nutrição Enteral;
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– Sonda Enteral;

OBSERVAÇÃO:

* TIRE TODAS OU QUAISQUER DÚVIDAS ANTES DE FECHAR O PEDIDO.