Bandeja para Coleta de Gasometria Arterial

Para que serve?

A coleta de sangue arterial (gasometria) tem por objetivo revelar valores: de potencial de hidrogênio (pH) sanguíneo, da pressão parcial de gás carbônico (PaCO2 ou pCO2), da pressão parcial de oxigênio (PaO2), de íon Bicarbonato (HCO3) e da saturação da Oxi-hemoglobina.

Com isto, pode-se avaliar a adequação da ventilação e realizar correções com a finalidade de alcançar o equilíbrio ácido base do paciente e níveis adequados de gases sanguíneos. Contribui para avaliação diagnóstica e/ou para monitorar a resposta do paciente à terapia.

Executor:

Enfermeiros, Equipe Médica.

Materiais Necessários

  • Etiqueta de solicitação do exame;
  • Seringa estéril com tampa exclusiva para este exame preparada com anticoagulante (seringa própria para gasometria);
  • Agulha (25×7) ou escalpe 23 ou 25;
  • Algodão;
  • Almotolia contendo álcool 70INPM;
  • Bloodstop;
  • Na falta de uma seringa própria para gasometria acrescentar uma seringa de 01 a 03ml, heparina não fracionada (HNF), com tampa de borracha.

Etapas do Procedimento

1. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
2. Conferir a solicitação da coleta que está em forma de etiqueta constando nome do paciente, registro hospitalar, data e exame solicitado;
3. Providenciar os materiais e etiqueta de solicitação;
4. Reunir os materiais na bandeja e colocá-la no carrinho auxiliar;
5. Dirigir-se ao leito do paciente;
6. Realizar a higienização das mãos com água é sabão antisséptico (mínimo 30 segundos), ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
7. Perguntar para o paciente e/ou acompanhante: “Qual é o seu nome completo?”; “Qual é a sua data de nascimento?” “Sabe seu número de registro hospitalar?”;
8. Conferir os dados da pulseira de identificação com os dados relatados;
9. Conferir o registro hospitalar constante na pulseira;
10. Explicar o procedimento e finalidade ao paciente e/ou acompanhante;
11. Posicionar confortavelmente o paciente em decúbito dorsal ou sentado;
12. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
13. Escolher o local a ser puncionado, checar o pulso e expor apenas a área a ser puncionada (a artéria radial deve ser a primeira escolha, se não houver contraindicação);
14. Realizar o Teste de Allen: comprimir simultaneamente as duas artérias (radial e ulnar) pedindo ao paciente que feche e abra várias vezes a mão; esta ficará com uma tonalidade pálida. Em seguida com a mão do paciente aberta, retira-se os dedos da artéria ulnar, a coloração rósea deve voltar, indicando que o fluxo do sangue voltou e a circulação é boa. Se a coloração não voltar, deve-se escolher outro local para a punção arterial;
15. Palpar o pulso radial, em caso de debilidade pensar nos demais locais de punção, em ordem de prioridade: braquial, pedioso e femoral;
16. Realizar higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
17. Colocar máscara cirúrgica, óculos de segurança e luvas de procedimento;
18. Realizar a antissepsia do local escolhido com álcool 70 INPM, realizando fricção de maneira circular, em uma área ampla (aproximadamente 10cm de diâmetro), do centro para fora, trocando o algodão quantas vezes forem necessárias. Não tocar a área após antissepsia e esperar secar espontaneamente;
19. Posicionar a agulha ou escalpe inclinado a 45° a 60° se for braquial, para os demais locais a angulação da agulha deve respeitar: 30-45º para pedioso e 60-90º para femoral;
20. Inserir a agulha ou escalpe na pele, atravessando a parede da artéria, delicadamente com o bisel voltado para cima;
21. Deixar o sangue fluir espontaneamente pela seringa, ao atingir a luz da artéria, ou realizar aspiração até o volume predeterminado;
22. Certificar-se que puncionou a artéria, observando a característica do sangue, que tem coloração vermelho “vivo”;
23. Retirar a agulha ou escalpe com a seringa do local de punção, já realizando leve pressão com o bloodstop. Após a retirada total da agulha (ou escalpe), realizar forte compressão do local de punção, até a completa hemostasia.
26. Verificar se há presença de bolhas de ar dentro da seringa, pois podem alterar os valores de PaO2, se houver colocar a seringa na posição vertical, proteger a ponta e empurrar o embolo até que as bolhas sejam retiradas;
27. Acoplar a tampa da seringa;
28. Movimentar suavemente a seringa para homogeneização da heparina com o sangue;
29. Colocar o material na bandeja;
30. Identificar a seringa com a etiqueta de solicitação do exame;
31. Proteger a seringa, com o material colhido, com gaze e colocar em um recipiente para encaminhamento ao labotarório;
32. Manter o leito organizado e o paciente confortável;
33. Retirar as luvas de procedimento;
34. Realizar a higienização das mãos com água e sabão antisséptico (mínimo 30 segundos), ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
35. Retirar a máscara cirúrgica;
36. Calçar luvas de procedimento;
37. Desprezar os materiais nos locais apropriados;
38. Lavar a bandeja com água e sabão, após secar, friccionar álcool 70INPM e guardá-la;
39. Limpar o carrinho auxiliar com água e sabão, secar e friccionar álcool 70INPM;
40. Retirar as luvas de procedimento;
41. Realizar higienização das mãos com sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) e ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
42. Retirar os óculos de proteção, lavá-los com água e sabão, secá-los e guardá-los;
43. Realizar higienização das mãos com sabão antisséptico (mínimo 30 segundos) e ou álcool gel (mínimo 15 segundos);
44. Realizar a confirmação da coleta no Sistema Hospitalar e anotações de enfermagem, registrando a dificuldade de punção, o membro puncionado e quantas punções foram realizadas para obter o sucesso;
45. Encaminhar o material coletado em recipiente de transporte, identificado com a etiqueta de solicitação do exame ao destino o mais rápido possível;
46. Confirmar no sistema, ao chegar no laboratório, a entrega do material e aguardar a saída do resultado.

Observações

1. Em casos de paciente intubado conferir os dados da pulseira de identificação com os dados da placa de identificação no leito, solicitação do exame ou sistema.
2. Evitar a punção de braço do lado da realização de cirurgia de mastectomia e fístula artério venosa.
3. Não puncionar a artéria do paciente se houver lesão no local.
4. Os locais de escolha para punção da artéria poderá ser artéria radial (primeira escolha), braquial, pediosa e femoral (femoral deve ser a última escolha, pois no caso de ocorrer lesão nesta artéria, com consequente formação de trombo, há grande risco de que o paciente perca o membro inferior).
5. Situações onde houver necessidade de palpação do sítio de punção, após antissepsia, deve-se realizar nova antissepsia e se houver necessidade de manter a palpação durante a coleta, calçar luvas estéreis.
6. Realizar o procedimento com segurança e corretamente para evitar complicações como: trombose arterial, embolização, infecção e formação de pseudoaneurisma.
7. Não realizar mais que duas tentativas de coleta no mesmo local, o ato de “procura” da artéria com a agulha poderá causar lesão na mesma ou nervo ao lado.
8. Comunicar as intercorrências no ato da coleta e realizar os registros necessários.
9. Se o paciente acabou de ser submetido a fisioterapia respiratória, esperar 30 minutos antes de retirar a amostra.
10. Em caso de hematoma ou sangramento aplicar gelo ou curativo compressivo.
11. Remover os pelos, quando necessário, deverá ser realizado com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilizar lâminas de barbear pois estas aumentam o risco de
infecção.
12. Na falta da seringa já adquirida de fábrica com heparina, acrescentar uma seringa de 01 a 03ml, mais uma agulha (25×7), tampa de borracha e heparinizar esta seringa e o escalpe (caso seja utilizado). Aspirar aproximadamente 0,1ml de heparina, não ultrapassar esta quantidade para não ocorrer alterações na análise do material.
13. O SESMT orienta que os óculos de segurança devem ser lavados com água e sabão neutro e secado com papel macio e, apenas em casos de procedimentos de assistência com pacientes de isolamento e/ou projeção de secreções e líquidos biológicos, após a secagem, deve ser utilizado álcool 70°, (até que seja liberada a utilização de quaternário de amônio). Em ambos os casos, após a lavagem, evitar friccionar o papel para secagem, nas lentes.

Referências:

  1. GUERRERO, GP; BECCARIA, ML.; TREVIZAN, MA. Procedimento Operacional Padrão: Utilização na Assistência de Enfermagem em Serviços Hospitalares. Rev. Latino-am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v.16, n.6, p.966-972, 2008.
  2. FELIPPE, MJDB.; SOUZA, LA.; DELARMELINDO, RCA. Protocolos de Coleta de Sangue. Hospital Estadual Bauru, R02. Abr, 2007, 1 – 15 p.
  3. ARAÚJO, G. M. et al. Procedimento de gasometria arterial em unidade de terapia intensiva: relato de experiência. Revista de Enfermagem, v. 11(11), p.72-79, 2015
  4. BORTOLOZO, NM.; GORAYAB, SBS.; CAMPOS, DAGO.; PAIVA, MCMS. Técnicas de Enfermagem: Passo a Passo. EPBU, 2007, 216p.
  5. Brasil agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Medidas de Prevenção de Infecção de Corrente Sanguínea. Brasil ia: cap. 03, pag.77-101, 2017. ANVISA.

Tipos de Exames de Sangue

Os exames de sangue são ferramentas poderosas para avaliar a saúde geral de uma pessoa e diagnosticar diversas condições médicas. Ao analisar uma amostra de sangue, os profissionais de saúde podem medir níveis de substâncias como glicose, colesterol, hormônios e enzimas, além de identificar células sanguíneas anormais.

Exames de sangue para enzimas cardíacas são particularmente importantes na avaliação de problemas cardíacos. Quando o coração é danificado, como em um ataque cardíaco, ele libera enzimas específicas no sangue. A medição desses níveis pode ajudar a confirmar um diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

A gasometria é outro exame de sangue que avalia a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, além do pH. Ela é fundamental para avaliar a função pulmonar e a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos.

Exames de Sangue Comuns e suas Funções

Tipo de Exame O que Mede Para que serve
Hemograma Completo Número e tipo de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) Avalia anemia, infecções, distúrbios de coagulação e outros problemas.
Perfil Bioquímico Níveis de glicose, proteínas, enzimas, eletrólitos e outros componentes Avalia função renal, hepática, cardíaca, e metabólica.
Perfil Lipídico Níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos Avalia o risco de doenças cardíacas.
Tipagem Sanguínea e Fator Rh Tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e presença do fator Rh Essencial para transfusões de sangue e durante a gravidez.
Teste de Função Tireoidiana Níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) Avalia a função da tireoide.
Teste de Glicose em Jejum Nível de glicose no sangue após um período de jejum Diagnostica diabetes e monitora o controle glicêmico.
Teste de Tolerância à Glicose Nível de glicose no sangue após a ingestão de glicose Confirma o diagnóstico de diabetes e avalia a resistência à insulina.
Teste de Hemoglobina Glicada (A1c) Nível médio de glicose nas últimas 2-3 meses Monitora o controle glicêmico em pacientes com diabetes.

Exames de Sangue para o Coração

  • Enzimas Cardíacas: Troponina, CK-MB e LDH são as enzimas mais comumente medidas para avaliar danos ao músculo cardíaco.
  • Proteína C-reativa (PCR): Um marcador inflamatório que pode indicar a presença de doença arterial coronariana.
  • BNP (peptídeo natriurético cerebral): Um marcador de insuficiência cardíaca.

Gasometria Arterial

A gasometria arterial mede os seguintes parâmetros:

  • pH: Indica o equilíbrio ácido-base do sangue.
  • pO2: Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
  • pCO2: Pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
  • Bicarbonato: Um íon importante no equilíbrio ácido-base.
  • Saturação de Oxigênio: Porcentagem de hemoglobina saturada com oxigênio.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Gasometria Arterial

Gasometria Arterial

O termo gasometria arterial refere-se a um tipo de exame de sangue colhido de uma artéria e que possui por objetivo a avaliação de gases (oxigênio e gás carbônico) distribuídos no sangue, do pH e do equilíbrio ácido-básico.

Nesta mesma amostra podem ser dosados, ainda, alguns eletrólitos como o sódio, potássio, cálcio iônico e cloreto, a depender do aparelho (gasômetro) utilizado.

Na Equipe da Enfermagem, quem colhe a Gasometria?

A Resolução Cofen n.º 390/2011, estabelece que a realização da punção arterial, tanto para fins de gasometria como para monitorização de pressão arterial invasiva, é privativa do Enfermeiro, considerando que esse profissional é responsável pela realização de cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam a tomada de decisão pautada em conhecimentos científicos.

Além disso, a Resolução citada estabelece que o Enfermeiro obtenha conhecimentos, competências e habilidades que garantam rigor técnico-científico para a realização do procedimento, atentando para a capacitação contínua relacionada à realização da punção arterial, bem como que esse procedimento deve ser realizado, no contexto do Processo de Enfermagem, conforme reza a Resolução Cofen n.º 358/2009.
Pelo exposto acima, esta CTLN entende que o Enfermeiro devidamente capacitado/qualificado, possui a competência legal exigida para executar a punção arterial, no âmbito da equipe de Enfermagem.

Quais são os Parâmetros?

Os parâmetros mais comumente avaliados na gasometria arterial são:

  • pH 7,35 a 7,45;
  • pO2 (pressão parcial de oxigênio) 80 a 100 mmHg;
  • pCO2 (pressão parcial de gás carbônico) 35 a 45 mmHg;
  • HCO3 (necessário para o equilíbrio ácido-básico sanguíneo) 22 a 26 mEq/L;
  • SaO2 Saturação de oxigênio (arterial) maior que 95%.

A gasometria consiste na leitura do pH e das pressões parciais de O2 e CO2 em uma amostra de sangue. A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na amostra com os padrões internos do gasômetro. Essa amostra pode ser de sangue arterial ou venoso, porém é importante saber qual a natureza da amostra para uma interpretação correta dos resultados.

Quando escolher a gasometria arterial ou a venosa?

Quando se está interessado em uma avaliação da performance pulmonar, deve ser sempre obtido sangue arterial, pois esta amostra informará a respeito da hematose e permitirá o cálculo do conteúdo de oxigênio que está sendo oferecido aos tecidos. No entanto, se o objetivo for avaliar apenas a parte metabólica, isso pode ser feito através de uma gasometria venosa.

Interpretando os Parâmetros da Gasometria Arterial

  • Se a PaCO2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver maior que 7,45, ele está em Alcalose Respiratória.
  • Se a PaCO2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hipoventilando, e se o pH estiver menor que 7,35, ele está em Acidose Respiratória.
  • HCO3- (bicarbonato) As alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear desequilíbrios ácido-básicos por distúrbios metabólicos: Se o HCO3- estiver maior que 28 mEq/L com desvio do pH > 7,45, o paciente está em Alcalose Metabólica.
  • Se o HCO3- estiver menor que 22 mEq/L com desvio do pH < 7,35, o paciente está em Acidose Metabólica.

BE (Base excess) Sinaliza o excesso ou déficit de bases dissolvidas no plasma sanguíneo.

SatO2 (%) Conteúdo de oxigênio/Capacidade de oxigênio; corresponde à relação entre o conteúdo de oxigênio e a capacidade de oxigênio, expressa em percentual.

Acidose Respiratória (Aumento da PaCO2) Qualquer fator que reduza a ventilação pulmonar, aumenta a concentração de CO2 (aumenta H+ e diminui pH) resulta em acidose respiratória.

Hipoventilação → Hipercapnia (PaCO2 > 45mmHg) → Acidose respiratória

Alcalose Respiratória (Diminuição da PaCO2)

Quando a ventilação alveolar está aumentada, a PaCO2 alveolar diminui, consequentemente, haverá diminuição da PCO2 arterial menor que 35mmHg, caracterizando uma alcalose respiratória (diminuição de H+, aumento do pH).

Hiperventilação → Hipocapnia (PaCO2 < 35mmHg) → Alcalose respiratória

Acidose Metabólica (Diminuição de HCO3-)

O distúrbio ácido-básico que mais frequentemente se observa na prática clínica é a acidose metabólica. A administração de HCO3- por via venosa está indicada quando o pH < 7.25, na maioria dos casos.

↓ HCO3- ( < 22 mEq/L) e ↓ pH ( < 7,35)

Alcalose Metabólica (Aumento de HCO3-)

A alcalose metabólica verifica-se quando o corpo perde muito ácido. Pode desenvolver-se quando a excessiva perda de sódio ou de potássio afeta a capacidade renal para controlar o equilíbrio ácido-básico do sangue.

↑ HCO3- ( > 28 mEq/L) e ↑ pH ( > 7,45)

 

La Gasometría Arterial

Gasometría Arterial

El término gasometría arterial se refiere a un tipo de examen de sangre cosechado de una arteria y que tiene por objetivo la evaluación de gases (oxígeno y gas carbónico) distribuidos en la sangre, el pH y el equilibrio ácido-básico.

En esta misma muestra se pueden dosificar, además, algunos electrolitos como el sodio, potasio, calcio iónico y cloruro, a depender del aparato (gasómetro) utilizado.

¿Cuáles son los Parámetros?

Los parámetros más comúnmente evaluados en la gasometría arterial son:

  • pH 7,35 a 7,45;
  • pO2 (presión parcial de oxígeno) 80 a 100 mmHg;
  • pCO2 (presión parcial de gas carbónico) 35 a 45 mmHg;
  • HCO3 (necesario para el equilibrio ácido-básico sanguíneo) 22 a 26 mEq/L;
  • SaO2 Saturación de oxígeno (arterial) mayor que 95%.

La gasometría consiste en la lectura del pH y de las presiones parciales de O2 y CO2 en una muestra de sangre. La lectura se obtiene mediante la comparación de estos parámetros en la muestra con los patrones internos del gasómetro. Esta muestra puede ser de sangre arterial o venosa, pero es importante saber cuál es la naturaleza de la muestra para una interpretación correcta de los resultados.

¿Cuándo elegir la gasometría arterial o la venosa?

Cuando se está interesado en una evaluación de la performance pulmonar, debe ser siempre obtenida sangre arterial, pues esta muestra informará acerca de la hematosis y permitirá el cálculo del contenido de oxígeno que se está ofreciendo a los tejidos. Sin embargo, si el objetivo es evaluar sólo la parte metabólica, esto se puede hacer a través de una gasometría venosa.

Interpretando los Parámetros de la Gasometría Arterial

  • Si la PaCO2 es menor de 35 mmHg, el paciente está hiperventilando, y si el pH es mayor que 7,45, está en Alcalosis Respiratoria.
  • Si la PaCO2 es mayor que 45 mmHg, el paciente está hipoventilando, y si el pH es menor que 7,35, está en Acidosis Respiratoria.
  • HCO3- (bicarbonato) Los cambios en la concentración de bicarbonato en el plasma pueden desencadenar desequilibrios ácido-básicos por trastornos metabólicos: Si el HCO3- es mayor que 28 mEq/L con desviación del pH> 7,45, el paciente está en Alcalosis Metabólica.
  • Si el HCO3- es menor que 22 mEq/L con desviación del pH <7,35, el paciente está en Acidosis metabólica.

BE (Base exces) Señaliza el exceso o déficit de bases disueltas en el plasma sanguíneo.

SatO2 (%) Contenido de oxígeno / Capacidad de oxígeno; corresponde a la relación entre el contenido de oxígeno y la capacidad de oxígeno, expresada en porcentaje.

Acidosis Respiratoria (Aumento de la PaCO2) Cualquier factor que reduzca la ventilación pulmonar, aumenta la concentración de CO2 (aumenta H + y disminuye el pH) resulta en acidosis respiratoria.

Hipoventilación → Hipercapnia (PaCO2> 45mmHg) → Acidosis respiratoria

Alcalosis Respiratoria (Disminución de la PaCO2)

Cuando la ventilación alveolar está aumentada, la PaCO2 alveolar disminuye, consecuentemente, habrá disminución de la PCO2 arterial menor a 35mmHg, caracterizando una alcalosis respiratoria (disminución de H +, aumento del pH).

Hiperventilación → Hipocapnia (PaCO2 <35mmHg) → Alcalosis respiratoria

Acidosis Metabólica (Disminución de HCO3-)

El trastorno ácido-básico que más frecuentemente se observa en la práctica clínica es la acidosis metabólica. La administración de HCO3- por vía venosa está indicada cuando el pH <7.25, en la mayoría de los casos.

↓ HCO3- ( < 22 mEq/L) y ↓ pH ( < 7,35)

Alcalosis Metabólica (Aumento de HCO3-)

La alcalosis metabólica se verifica cuando el cuerpo pierde mucho ácido. Puede desarrollarse cuando la excesiva pérdida de sodio o de potasio afecta la capacidad renal para controlar el equilibrio ácido-básico de la sangre.

↑ HCO3- ( > 28 mEq/L) y ↑ pH ( > 7,45)