A gravidez é um evento fisiológico, mas não está isenta...
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Sondas de alimentação: tipos, indicações e cuidados de enfermagem
A nutrição é uma parte essencial do tratamento de muitos pacientes hospitalizados. Quando a alimentação por via oral não é possível ou não é segura, as sondas de alimentação tornam-se fundamentais para garantir aporte nutricional adequado, manutenção da função intestinal e recuperação clínica.
Para a enfermagem, conhecer os tipos de sondas, suas indicações e os cuidados necessários é indispensável para prevenir complicações e promover segurança ao paciente.
O que são sondas de alimentação?
As sondas de alimentação são dispositivos médicos introduzidos no trato gastrointestinal com o objetivo de administrar dieta enteral, água e, em alguns casos, medicamentos. Elas podem ser utilizadas por curto, médio ou longo prazo, dependendo da condição clínica do paciente.
A escolha do tipo de sonda depende de fatores como tempo previsto de uso, nível de consciência, risco de aspiração, funcionamento do trato digestivo e diagnóstico médico.
Principais tipos de sondas de alimentação
Sondas de Curto Prazo: As Vias Nasais e Orais
As sondas introduzidas pelo nariz (nasais) ou pela boca (orais) são as mais comuns em ambientes hospitalares para pacientes que necessitam de suporte nutricional por um período de até quatro a seis semanas.
Sonda Nasogástrica (SNG) A famosa sonda de Levine, geralmente feita de PVC, é mais rígida e possui um calibre maior. Embora possa ser usada para alimentação em situações muito específicas e curtas, sua principal função na prática clínica é a descompressão gástrica (retirar ar ou líquidos do estômago) ou a drenagem. Para alimentação, ela é menos confortável e apresenta um risco maior de aspiração, já que o conteúdo é depositado diretamente no estômago, onde o refluxo é mais provável em pacientes acamados.
Sonda Nasoenteral (SNE) Diferente da gástrica, a sonda nasoenteral (como a Dobbhoff) é feita de poliuretano ou silicone, materiais muito mais flexíveis e confortáveis que não endurecem com o suco gástrico. Ela é mais fina e possui um fio-guia metálico para facilitar a introdução, além de um peso de tungstênio na ponta para ajudar o posicionamento. Sua ponta deve estar localizada no duodeno ou no jejuno. É a “queridinha” da nutrição enteral de curto prazo porque reduz significativamente o risco de pneumonia aspirativa, já que o alimento “pula” o estômago e vai direto para o intestino.
Sonda orogástrica: Introduzida pela boca até o estômago, é mais utilizada em pacientes inconscientes, intubados ou em recém-nascidos. Seu uso costuma ser temporário e restrito a ambientes hospitalares.
Dispositivos de Longa Permanência: As Estomias
Quando a previsão é de que o paciente precise de suporte nutricional por mais de seis semanas, as sondas nasais tornam-se inadequadas devido ao risco de lesões de septo, sinusites e desconforto crônico. Nesses casos, partimos para os acessos cirúrgicos ou endoscópicos.
Gastrostomia (GTT) A gastrostomia é um acesso direto ao estômago através da parede abdominal. O método mais comum é a Gastrostomia Endoscópica Percutânea (PEG). É uma excelente opção para pacientes com doenças neurológicas crônicas ou tumores de face e pescoço que impedem a passagem nasal. O dispositivo possui um anteparo interno e externo para evitar o deslocamento.
Jejunostomia Semelhante à gastrostomia, mas o cateter é inserido diretamente no jejuno. Essa via é escolhida quando o estômago não pode ser utilizado, seja por cirurgias prévias, gastroparesia grave (estômago paralisado) ou alto risco de refluxo gastroesofágico severo. É uma via mais delicada, pois o intestino não possui a mesma capacidade de reservatório que o estômago, exigindo que a dieta seja administrada de forma mais lenta e controlada, quase sempre em bomba de infusão.
Indicações gerais para uso de sondas de alimentação
As sondas são indicadas quando o paciente apresenta incapacidade de deglutição, risco de aspiração, desnutrição, doenças neurológicas, trauma, queimaduras extensas, estados críticos prolongados ou quando há necessidade de suplementação nutricional.
A decisão de uso deve sempre considerar a preservação do trato gastrointestinal, pois a nutrição enteral é preferível à parenteral sempre que possível.
Materiais e Calibres: Por que Escolher um ou Outro?
O material da sonda define o tempo que ela pode ficar no paciente. O PVC é barato, mas torna-se rígido e irritante em poucos dias, devendo ser trocado com frequência. Já o poliuretano e o silicone são biocompatíveis e podem permanecer por meses.
Quanto ao calibre, utilizamos a escala French (Fr). Para alimentação enteral, geralmente usamos sondas entre 8 Fr e 12 Fr. Sondas mais finas são mais confortáveis, mas entopem com maior facilidade se a enfermagem não for rigorosa na lavagem. Sondas mais grossas (14 Fr a 18 Fr) são reservadas para drenagem de conteúdo gástrico espesso.
Riscos e complicações associadas às sondas
Apesar de essenciais, as sondas de alimentação podem gerar complicações se não forem manejadas corretamente. Entre as mais comuns estão broncoaspiração, obstrução da sonda, deslocamento, lesões nasais, infecções no local de inserção (principalmente em gastrostomias), diarreia, náuseas e distensão abdominal.
Esses riscos reforçam a importância da vigilância constante da equipe de enfermagem.
Cuidados de Enfermagem Fundamentais
A gestão das sondas é uma arte técnica que exige disciplina. O primeiro e mais importante cuidado é a confirmação do posicionamento. Para sondas nasoenterais, o padrão ouro é o Raio-X. Nunca inicie uma dieta sem a confirmação radiológica de que a ponta está abaixo do diafragma. Testes de ausculta (injetar ar e ouvir com o esteto) são falhos e não devem ser usados isoladamente para confirmar posição enteral.
A manutenção da permeabilidade é outro ponto crítico. O enfermeiro e sua equipe devem lavar a sonda com pelo menos 20 a 40 mL de água filtrada antes e depois de cada dieta, e antes e depois de cada medicação. Se a sonda entupir, o paciente perde sua via de nutrição e precisará passar por um novo procedimento invasivo.
O cuidado com a pele não pode ser esquecido. Em sondas nasais, a fixação deve ser trocada diariamente e o local de pressão deve ser alternado para evitar úlceras nas narinas. Em gastrostomias e jejunostomias, o sítio de inserção (o estoma) deve ser mantido limpo e seco, observando sinais de infecção, granulomas ou vazamento de conteúdo gástrico, que é extremamente corrosivo para a pele abdominal.
Por fim, a segurança na administração envolve manter o paciente sempre com a cabeceira elevada entre 30° e 45° durante a infusão e por até uma hora após o término, caso a dieta seja intermitente. Isso previne o refluxo e a consequente aspiração broncopulmonar.
Cuidados específicos com gastrostomia e jejunostomia
Em pacientes com sondas cirúrgicas, é essencial observar sinais de infecção como vermelhidão, secreção, dor e mau odor. A limpeza do estoma deve ser feita diariamente, conforme orientação institucional.
A fixação adequada da sonda evita tração acidental e lesões na pele.
O papel da enfermagem na educação do paciente e da família
A enfermagem tem papel fundamental na orientação de familiares e cuidadores quanto ao manuseio da sonda, administração da dieta, sinais de alerta e higiene do dispositivo, principalmente quando o paciente recebe alta hospitalar com sonda domiciliar.
Esse cuidado educativo reduz complicações e promove maior autonomia e segurança no tratamento.
As sondas de alimentação são ferramentas indispensáveis para a manutenção da nutrição de pacientes que não conseguem se alimentar por via oral. Conhecer os diferentes tipos, suas indicações e os cuidados necessários é essencial para a prática segura da enfermagem.
Uma assistência bem executada reduz riscos, previne infecções, melhora o conforto do paciente e contribui diretamente para a recuperação clínica.
Referências:
AMERICAN SOCIETY FOR PARENTERAL AND ENTERAL NUTRITION (ASPEN). Clinical Guidelines: Nutrition Support of Adult Patients With Hyperglycemia. 2021. Disponível em: https://www.nutritioncare.org.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Terapia Nutricional. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br.
POTTER, Patricia A.; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL (BRASPEN). Diretriz BRASPEN de Enfermagem em Terapia Nutricional Oral, Enteral e Parenteral. 2021. Disponível em: https://www.braspen.org/.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL (BRASPEN). Diretrizes de terapia nutricional. São Paulo, 2021. Disponível em: https://braspen.org
SMELTZER, S. C. et al. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. Disponível em: https://www.grupogen.com.br
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Enteral nutrition in clinical practice. Geneva: WHO, 2017. Disponível em: https://www.who.int
Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurológica rara, progressiva e devastadora, que afeta diretamente os neurônios motores, responsáveis por controlar os movimentos voluntários do corpo. Embora seja mais conhecida por ter afetado o físico do cientista Stephen Hawking, a ELA é um desafio mundial de saúde, pela ausência de cura e pela grande dependência que os pacientes desenvolvem ao longo da evolução da doença.
Neste artigo, vamos explorar de forma clara o que é a ELA, suas manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento, a importância do cuidado de enfermagem e os principais avanços que vêm sendo estudados.
O que é a ELA?
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que ataca seletivamente os neurônios motores. Esses neurônios são as células nervosas responsáveis por levar a informação do cérebro e da medula espinhal para os músculos, controlando o movimento voluntário.
“Esclerose Lateral”: Refere-se ao endurecimento (esclerose) das vias nervosas na medula espinhal (lateral).
“Amiotrófica”: Significa “sem nutrição muscular” (a: sem; myo: músculo; trofia: nutrição), indicando que os músculos, sem receberem os comandos nervosos, atrofiam e enfraquecem.
O Mecanismo da Doença: Por razões ainda desconhecidas (cerca de 90% dos casos são esporádicos), os neurônios motores superiores (no cérebro) e inferiores (na medula) morrem. Com a morte desses “cabos de comando”, o cérebro perde a capacidade de iniciar e controlar o movimento muscular. O resultado é a fraqueza muscular, que se agrava progressivamente.
O Que Não É Afetado: O aspecto mais crucial para o cuidado é que a ELA não afeta as funções cognitivas (a inteligência, a memória e a consciência), nem os sentidos (visão, audição, tato). O paciente está totalmente ciente e lúcido de sua condição.
Causas e fatores de risco
A causa exata da ELA ainda não é totalmente compreendida. Em cerca de 90 a 95% dos casos, ela surge de forma esporádica, sem histórico familiar aparente. Já em 5 a 10% dos casos, há associação com mutações genéticas hereditárias.
Entre os fatores que podem aumentar o risco estão:
Idade, geralmente entre 40 e 70 anos;
Sexo masculino (ligeiramente mais comum nos homens);
Histórico familiar da doença;
Exposição a toxinas ambientais e ocupacionais (ainda em estudo);
Alterações genéticas específicas, como a mutação no gene C9orf72.
Manifestações clínicas
A ELA se caracteriza pela evolução lenta, mas contínua, de sintomas relacionados à perda de função muscular. Entre os principais sinais estão:
Fraqueza muscular em braços, pernas ou músculos da fala e da deglutição;
Atrofia muscular visível;
Espasmos musculares (fasciculações);
Dificuldade na fala (disartria);
Problemas de deglutição (disfagia);
Comprometimento respiratório, que surge em estágios mais avançados.
Com o tempo, a dependência aumenta, exigindo suporte ventilatório, alimentação alternativa por sonda e assistência contínua de enfermagem.
Diagnóstico
Não existe um exame único que confirme a ELA. O diagnóstico é clínico e exige a exclusão de outras doenças. O processo geralmente inclui:
Avaliação neurológica detalhada;
Eletromiografia (EMG), que mede a atividade elétrica dos músculos;
Ressonância magnética, para descartar outras condições;
Exames laboratoriais complementares.
O diagnóstico precoce é importante para iniciar medidas de suporte, planejar os cuidados e oferecer melhor qualidade de vida ao paciente.
Tratamento e manejo
Atualmente, a ELA não tem cura, mas existem medicamentos e intervenções que ajudam a retardar a progressão e a melhorar os sintomas.
Riluzol: primeiro medicamento aprovado, que pode prolongar discretamente a sobrevida.
Edaravona: disponível em alguns países, com efeito antioxidante que pode beneficiar certos pacientes.
Terapias de suporte: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento multiprofissional são essenciais.
Suporte ventilatório e nutricional: quando a doença compromete respiração e deglutição.
Cuidados de Enfermagem
Na ELA, o tratamento medicamentoso visa apenas retardar levemente a progressão. O verdadeiro tratamento de suporte e a gestão da qualidade de vida é o grande foco da enfermagem.
Suporte Respiratório (A Prioridade)
Monitoramento: Avaliar a função pulmonar do paciente de forma contínua.
VNI (Ventilação Não Invasiva): O enfermeiro é essencial na adaptação e no manejo da VNI (BIPAP ou CPAP), que deve ser iniciada assim que a insuficiência respiratória for detectada, geralmente à noite. O uso da VNI alivia a fadiga muscular respiratória.
Cuidados com Aspiração: O paciente pode necessitar de traqueostomia e ventilação mecânica invasiva. Nesses casos, o manejo do ventilador e a aspiração de vias aéreas são cuidados de enfermagem críticos.
Suporte Nutricional e Prevenção de Aspiração
Avaliação da Disfagia: Monitorar a deglutição do paciente durante as refeições. A disfagia leva à desnutrição e, principalmente, ao risco de aspiração pulmonar.
Gastrostomia (GTT): Auxiliar o paciente e a família na decisão da GTT (sonda diretamente no estômago). O enfermeiro garante o manejo correto da sonda, a administração da dieta e a limpeza do estoma.
Gestão da Mobilidade e Prevenção de Lesões
Prevenção de Quedas: Garantir a segurança do ambiente, auxiliar na deambulação e no uso de dispositivos (andadores, cadeira de rodas).
Cuidados com a Pele: A imobilidade aumenta o risco de úlceras por pressão. O enfermeiro deve realizar mudanças de decúbito rigorosas, higiene da pele e uso de superfícies de alívio de pressão.
Comunicação e Apoio Psicossocial
Comunicação Alternativa: Como a fala é perdida, auxiliar o paciente a usar métodos alternativos (pranchas de comunicação, aplicativos de computador controlados pelo movimento dos olhos).
Dignidade: A enfermagem deve sempre conversar com o paciente, e não sobre ele, mantendo o foco em sua consciência e autonomia, que permanecem intactas.
Perspectivas futuras
Avanços na genética, na biologia molecular e em terapias celulares abrem caminhos promissores para o futuro. Estudos com terapia gênica, células-tronco e novos medicamentos estão em andamento, com o objetivo de retardar a degeneração neuronal e melhorar a qualidade de vida.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença desafiadora, que exige cuidado multiprofissional e sensibilidade diante das necessidades do paciente e de sua família. Embora a cura ainda não seja uma realidade, a evolução da ciência e o cuidado humanizado proporcionam suporte essencial para manter dignidade e qualidade de vida.
Referências:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ABRELA). O que é ELA? Disponível em: https://abrela.org.br/.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ABrELA). Informações sobre ELA. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.ela.org.br.
Gastrostomia: Tipos e Cuidados de Enfermagem
Gastrostomia (GTT) e jejunostomia (JJT) são procedimentos cirúrgicos para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício criado artificialmente na altura do estômago (gastrostomia) ou na altura do jejuno (jejunostomia), objetivando uma comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdômen.
Este orifício cria uma ligação direta do meio interno com o meio externo do paciente.
A cirurgia é realizada em pacientes que perderam, temporária ou definitivamente, a capacidade de deglutir os alimentos, tanto em conseqüência de lesões cerebrais graves quanto em transtornos do trato gastrointestinal superior.
Na literatura são descritas, atualmente, três técnicas de gastrostomia: gastrostomia percutânea por fluoroscopia, gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) e gastrostomia cirúrgica.
Gastrostomia Cirúrgica
O procedimento cirúrgico é feito por meio de uma laparotomia no estômago, sendo que, o cateter é colocado na área avascular entre a pequena e a grande curvatura, sendo a bolsa e o cateter fixados por sutura. Externamente, o cateter irá se localizar na altura do hipocôndrio esquerdo.
Gastrostomia Endoscópica Percutânea
É realizada por meio de uma incisão no abdômen e inserção da cânula com a introdução de um fio não absorvível por intermédio da cânula, enquanto o outro médico observa pelo endoscópio que foi passado no trato gastrointestinal superior, usa o laço desse aparelho para segurar o final da sutura e guiá-lo através da boca do paciente.
Os Tipos de Gastrostomia
Gastrostomias Operatórias Temporárias
Tipo Stamm
Dentre as gastrostomias operatórias a de Stamm é a mais utilizada, bem-sucedida, simples rápida e fácil.
Apresenta fechamento espontâneo dois a três dias após a retirada do cateter. De modo geral não causa grandes deformidades no estômago, mantendo, portanto, preservados os contornos anatômicos e o volume gástrico, não interferindo nas operações gástricas ou abdominais subsequentes. O procedimento é realizado com o paciente em decúbito dorsal, através de pequena incisão mediana supra umbilical.
Outras como transversa e subcostal esquerda também podem ser utilizadas. O local da gastrostomia corresponde a superfície anterior do estômago, próximo a grande curvatura, entre o corpo e o antro gástrico.
Introduz-se, então, o cateter através de uma pequena abertura previamente realizada no corpo do estômago, dentro de uma sutura em bolsa (fio inabsorvível 2-0 ou 3-0). Após a confirmação da posição adequada do cateter, através da aspiração de conteúdo gástrico, amarra-se a sutura e faz-se mais outras duas ou três, de forma que, a sutura posterior promova a invaginação da anterior, formando, assim, o trajeto seroso.
A partir daí, faz-se uma contra-abertura, situada cerca de 3 a 5 cm da laparotomia, para exteriorização do cateter. Após a exteriorização do cateter, realiza-se a fixação (gastropexia) apropriada da parede gástrica anterior ao peritônio parietal adjacente ao orifício da contra-abertura.
Essa fixação é feita por quatro pontos simples (norte, sul, leste, oeste), tentando assim, evitar extravasamento de secreção gástrica na cavidade peritoneal. Finalmente, fixa-se o cateter à pele e fecha-se a laparotomia por planos.
Tipo Witzel
É uma modificação da técnica de Stamm, constituindo na construção de um trajeto seroso mais longo. A posição do paciente e a via de acesso à cavidade abdominal é a mesma da técnica anterior. O cateter é introduzido no lume gástrico e fixado por somente uma sutura em bolsa.
A partir daí, deita-se o cateter sobre a parede gástrica seguindo o eixo longitudinal do estômago e, a parede anterior é pregueada sobre o cateter através de uma sutura seromuscular com 4 a 8 cm de extensão. Exterioriza-se o cateter por contra-abertura, fixa-se a parede gástrica anterior ao peritôneo parietal como na técnica de Stamm e fecha-se a laparotomia por planos.
Embora idealizada para reduzir o extravasamento que ocorria na técnica de Stamm, a técnica de Witzel não trouxe vantagem satisfatória, ao contrário, sendo referido até maior propensão ao extravasamento em torno do cateter. Alem disso, apresenta o tempo operatório mais longo e maior deformação gástrica.
Gastrostomias Operatórias Permanentes
As gastrostomias permanentes apresentam grandes desvantagens, tais como, a operação ser mais delicada e trabalhosa, além disso, o tubo gástrico é construído por procedimentos que causam maior deformidade gástrica, redução do volume e maior riscos de complicações pós-operatórias.
Em virtude dessas complicações e do aprimoramento de novas técnicas, as gastrostomias permanentes são raramente indicadas.
Sendo assim, as técnicas serão apenas citadas:
Gastrostomia tipo Depage Janeway;
Gastrostomia tipo Beck-Carrel-Jianu;
Gastrostomia tipo Patton;
Gastrostomia tipo Spivack-Watsuji.
Gastrostomia Endoscópica Percutânea (GEP)
A GEP quando comparada com a gastrostomia operatória apresenta algumas vantagens:
rapidez de execução,
menor tempo de hospitalização,
menor custo,
evita a laparotomia
dispensa anestesia geral na maioria dos pacientes.
As Indicações e contra-indicações
As indicações da GEP são as mesmas de qualquer técnica de gastrostomia, porém, ela se destaca por ser o método de eleição para alimentação enteral prolongada.
Além das contra-indicações comuns a qualquer técnica de gastrostomia a GEP possui algumas contra-indicações especificas absolutas (impossibilidade de realizar a endoscopia, incapacidade de realizar a aposição do estômago na parede abdominal devido a interposição de vísceras intra-abdominais (fígado, baço) e relativas (pacientes soropositivos e oncológicos, obstrução da faringe e esôfago, presença de fístula gástrica ou duodenal, CA de estômago, hipertensão portal com varizes de esôfago, refluxo gastro-esofágico severo e úlcera gastro-entérica).
Complicações
As complicações da GEP estão relacionadas ao procedimento endoscópico (pneumonia de aspiração, perfuração e laceração do esôfago) e à técnica percutânea (infecção no local da saída do cateter, hemorragia no local da gastrostomia, lesão da parede posterior do estômago, peritonite, fístula cólica e gastrocólica e lesão de órgãos adjacentes).
Método de Tração
Paciente em decúbito dorsal e sedado, faz-se a anti-sepsia da parede anterior do abdome com PVPI degermante.
Inicia-se então o procedimento endoscópico, fazendo primeiramente os exames do lume esofágico, gástrico e duodenal em busca de anormalidades que contra-indiquem a técnica. Uma vez o endoscópio situado no lume gástrico faz-se a distensão do estômago através da insuflação de ar.
Direciona-se, então, a luz do endoscópio para a parede anterior do estômago. Com a redução da iluminação do centro cirúrgico a luz do aparelho pode ser vista através das paredes gástrica e abdominal. O melhor local de gastrostomia é o ponto de transiluminação máxima, definido pela observação de uma imagem luminosa circular nítida.
Essa imagem já fornece indícios da inexistência de vísceras abdominais interpostas entre o estômago e a parede anterior do abdome. Porém, para aumentar a segurança na escolha do local da gastrostomia realiza-se também a palpação do abdome com apenas um dedo, sendo que, a observação endoscópica da denteação na parede anterior do estômago é também indicativa de adequada aposição da parede gástrica na abdominal.
Com o local escolhido, realiza-se a infiltração da pele com anestésico local e, faz-se uma incisão de cerca de 0,5 a 1,0 cm de comprimento. A seguir, introduz-se uma agulha com cânula de plástico até o interior do estômago.
Retira-se a agulha e introduz um fio de náilon pela cânula que vai ser preso pelo endoscópio e puxado através do esôfago e da boca juntamente com o aparelho de endoscopia. A extremidade do fio que sai pela boca é amarrada firmemente ao tubo de gastrostomia, o qual é deslocado até o interior do estômago, por tração da extremidade oposta do fio, que sai pelo local da punção na parede abdominal. Quando o tubo atinge a cânula de plástico, observa-se uma leve resistência.
A partir daí o endoscópio é reintroduzido e, sob orientação do endoscopista, o tubo de gastrostomia é colocado na posição adequada. Após a confirmação da posição correta do tubo e ausência de hemorragia o endoscópio é retirado.
O tubo de gastrostomia apresenta um anel de silicone a poucos centímetros da sua extremidade distal, o qual serve para orientação e fixação do tubo na parede gástrica.
Para evitar a reintrodução do endoscópio, indica-se a colocação de quatro marcas de tinta de um centímetro de intervalo na extremidade distal do tubo, acima do anel de silicone. Essas marcas serviriam para orientação do posicionamento adequado do anel na parede gástrica.
A seguir, através de um fixador externo, o tubo gástrico é mantido sob leve tração, assegurando a aposição da parede gástrica à parede abdominal até que ocorra a formação de aderências firmes.
Método de Introdução
O procedimento é idêntico ao método de tração quanto ao preparo do paciente, o procedimento endoscópico, a escolha do local da gastrostomia, a técnica de punção percutânea do estômago e a introdução do fio guia no lume gástrico. A partir daí, retira-se à cânula de plástico e mantém-se o fio guia no local.
Após a dilatação do trajeto da pele até o lume gástrico com um dilatador cônico, o tubo de gastrostomia é introduzido, com o auxilio do fio guia e o seu posicionamento é confirmado pelo endoscópio. Insufla-se o balão do tubo gástrico e traciona-o contra a parede abdominal para que ocorra a aposição das paredes. O endoscópio é retirado e o tubo de gastrostomia é mantido sob leve tensão, mediante fixador externo.
A grande vantagem do método de introdução em relação ao de tração é a ausência de contaminação oral do cateter gástrico, evitando a contaminação do trajeto cutâneo durante a inserção. Porém, como desvantagem, tem sido referido o deslocamento do estômago durante o processo de dilatação do trajeto ou de inserção do tubo gástrico, com potencial para o extravasamento intraperitonial do conteúdo gástrico.
Além disso, tem-se observado maior incidência de fístulas no local da punção com desenvolvimento de peritonite generalizada ou de abscessos intra-abdominais. Enfim, recomenda-se o uso da técnica de tração por ser mais segura.
Gastrostomia Radiológica Percutânea (GRP)
Inicialmente, faz-se o cateterismo nasogástrico para dilatação gástrica com cerca de 500 a 1000 mL de ar. Pode ser necessário ultra-sonografia para excluir a interposição de vísceras entre o estômago e a parede abdominal.
Com o paciente em decúbito dorsal, procede-se a assepsia e anti-sepsia da parede abdominal e o local da punção é infiltrado com anestésico local. Após pequena incisão no local da anestesia, introduz-se um trocarte através da parede abdominal até o lume gástrico.
Com o auxílio do trocarte o tubo de gastrostomia é introduzido e a sua posição correta é confirmada por instilação de meio de contraste no interior do estômago. A seguir o balão é insuflado e o trocarte é retirado. Esse tipo de gastrostomia torna-se necessária à presença do aparelho de fluoroscopia na sala de operação.
Na prática essa técnica de gastrostomia é pouco utilizada, sendo considerada como alternativa para pacientes com obstrução do esôfago ou com outras contra-indicações de gastroscopia ou de GEP.
Gastrostomia Laparoscópica
Esse tipo de gastrostomia segue os mesmos princípios da gastrostomia operatória sendo que o único fator que mudou foi a via de acesso a cavidade abdominal. É a técnica de escolha para pacientes com contra-indicações da GEP.
As vantagens do procedimento laparoscópico incluem a visualização intra-abdominal direta, a redução do tempo operatório, recuperação mais rápida, melhor resultado estético e menor incidência de complicações consequentes à incisão abdominal.
Além disso outra grande vantagem é o fato de em pacientes com refluxo gastroesofágico grave, o procedimento anti-refluxo pode ser realizado concomitante à gastrostomia.
Quem realiza a troca dos Dispositivos da Gastrostomia?
São realizadas através de uma cirurgia, porém as trocas dos dispositivos de GASTROSTOMIAS podem ser realizados no ambiente domiciliar, pelo profissional Enfermeiro capacitado e treinado. As JEJUNOSTOMIAS apenas no Hospital pelo médico. São trocadas em média a cada seis meses ou quando apresentam problema, seja com o dispositivo ou com o orifício no paciente.
Tipos de Dispositivos (Sondas) para Gastrostomia/Jejunostomia
Tipo Botão
Um botão gástrico é uma sonda de silicone transparente que se coloca através da pele do abdómen até ao estômago. Serve para alimentar a criança, dar a medicação e descomprimir o estômago.
É um dispositivo desenhado para maior conforto e mobilidade do doente. Existem diferentes tamanhos que se adaptam ao doente à medida que este vai crescendo. Antes de colocar o botão gástrico, deve-se colocar uma gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), que será mais tarde substituída pelo botão.
Embora o sistema não seja exatamente o mesmo, tem a mesma função. A PEG não é uma técnica definitiva, mas sim transitória.
O botão gástrico é composto por três partes:
A porção extragástrica, na qual se encontra a válvula para encher o balão e o orifício no qual se conectam as sondas de alimentação e a medicação com uma tampa para encerrar;
A porção intraparietal, que é o canal que conecta a parte externa do botão com o balão interno;
A porção intragástrica, na qual se encontra o balão e a saída da alimentação.
Tipo Balão
A Sonda Tipo Balão é constituída por um tubo de silicone que apresenta em sua ponta distal um balão de silicone para fixação interna e um dispositivo em forma de disco para fixação externa.
Indicada para administração de alimentação e/ou medicação através de uma fístula gástrica estabelecida.
Ela é composta por:
Sonda com Linha Radiopaca (permite a visualização radiográfica);
Ponta aberta;
Dois orifícios laterais;
Anel de fixação a 01 cm da pele;
Graduada a cada cm em toda extensão;
Vias com tampa que asseguram o fechamento da sonda;
Acompanha extensão em PVC de 20 cm;
100% Silicone (Grau Medico).
Sonda Tipo Gastro-Jejunal
A Sonda tipo Gastro-Jejunal é indicada para nutrição jejunal e descompressão gástrica concomitante (duplo lúmen), fabricada em silicone grau médico, em seu comprimento apresenta listra radiopaca. Marcas de centímetros estão descritas ao longo do tubo. Internamente fixada por balão de silicone inflável e externamente por anel de segurança em silicone. Entradas individuais para alimentação e descompressão. Alça para endoscópio na extremidade distal.
É composta:
Fabricada em silicone médico hospitalar;
Possui anel de fixação externa SECUR-LOK;
Conector universal para passagem de alimentação jejunal;
Porta para descompressão gástrica;
Portas de saída gástricas e jejunais múltiplas;
Contrapeso em tungstênio na porção jejunal;
Ponta distal afunilada;
Faixa radiopaca.
Sonda Tipo PEG
A Sonda tipo PEG é um método simples e seguro para administração de nutrição enteral prolongada em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, incapazes de receber aporte nutricional suficiente por via oral.
É composta por:
Silicone grau médico;
Suporte interno desenvolvido para reduzir acidentes com retiradas não intencionais;
Conexão universal para alimentação;
Adaptador 90° para completo conforto do paciente;
Linha radiopaca ao longo do tubo;
Suporte interno radiopaco.
Os Cuidados de Enfermagem
Cuidados com o Botton: Cuidados do estoma
Limpar diariamente a zona ao redor do botão com água tépida, sabão, esponja ou gaze, com movimentos circulares de dentro para fora;
Secar cuidadosamente a zona. Pode ser útil usar um bastão de algodão;
Comprovar que a zona ao redor do botão não está vermelha ou inflamada. Se detectar alguma complicação, comunicar ao médico;
Cuidados com o botão
Utilização diária do botão:
Dar a volta inteira ao botão cuidadosamente uma vez ao dia;
Comprovar que o tampão de segurança está bem cerrado sempre que não se utilize;
Recomenda-se verificar o volume de água que há dentro do balão uma vez por mês. Para isso, conectar uma seringa à válvula do balão, aspirando a água que está dentro. Se a quantidade for inferior à que se colocou no dia de mudança, encher a seringa com a quantidade de água destilada que falta e introduzir de novo no balão;
A válvula do balão deve manter-se bem limpa par que funcione corretamente;
Utilização esporádica do botão, porque o doente alimenta-se habitualmente pela boca.
Comprovar semanalmente que o botão não está obstruído:
Aspirar por uma extensão o conteúdo gástrico, confirmando assim a sua correta colocação. o Introduzir depois um pequeno volume de água para que permaneça limpo.
Cuidados com as extensões de alimentação
O botão leva dois tipos de extensões para alimentar e dar a medicação ao doente:
Uma mais grossa para os triturados;
Outra mais fina para os líquidos e para a medicação;
Limpeza externa: é necessário limpar todos os dias com água tépida e sabão neutro;
Limpeza interna: depois de cada alimentação, passar água pelas extensões lentamente, até que não fiquem restos de alimento na extensão.
Administrando a Dieta
Recomenda-se que o doente esteja sentado durante a alimentação (mínimo com inclinação de 45º), é conveniente manter esta posição uma hora após a alimentação.
Em caso de não ser possível sentar o doente, dar a alimentação mais devagar.
A administração dos alimentos com seringa não deve ser rápida, o médico ou enfermeira devem informar sobre o volume e o ritmo a dar.
Conectar a extensão do balão fazendo coincidir a faixa preta do balão e girar uma volta da extensão.
A alimentação deve ser administrada à temperatura ambiente. Se estava no frigorífico, deve ser retirada uma hora antes, mas não aquecer os alimentos.
Limpar bem todo o material externo utilizando água e sabão.
Administrando Medicamentos
Limpar a sonda com água antes e depois de dar a medicação:
Os comprimidos podem ser administrados se forem triturados até serem transformados em pó fino e dissolvidos em 5 a 10 ml de água.
Administrar primeiro as fórmulas líquidas e deixar as densas para o final.
Nunca misturar na seringa vários medicamentos.
Os comprimidos de libertação lenta não se podem triturar. Em caso de serem receitados, pedir ao médico que receite um medicamento alternativo.
Cuidados Gerais com a Gastrostomia e Jejunostomia
Higienizar as mãos com água e sabão antes e depois da manipulação;
Higienizar de 02 a 03 vezes ao dia ou quando houver necessidade, sempre ao redor do orifício com água e sabão, secando posteriormente cuidadosamente;
Trocar a gaze que protege a pele ao redor orifício (orifício é onde o dispositivo entra na pele);
Não utilizar óleos ao redor do orifício, pois pode facilitar a saída do dispositivo;
Manter cabeceira elevada sempre no momento que estiver administrando alimentação, água ou medicação, para não provocar enjoos e vômitos;
Após o término da administração, deixar o paciente nesta posição por aproximadamente 40 minutos;
Em caso de enjoos e vômitos suspender a administração e relatar à equipe;
Após a administração de alimentação e medicação realizar uma lavagem com 20 ml de água em jato utilizando a seringa;
Em caso de dificuldade na passagem da alimentação ou medicação, utilizar água em jato com o auxílio de uma seringa, antes de administração da alimentação ou medicação;
Observar o orifício, em caso de vermelhidão, escoriações (pele ralada) e sangramentos avisar a equipe;
Observar presença de Granuloma no orifício (Granuloma é uma inflamação do tecido no nosso organismo);
Em caso de escape do dispositivo de Gastrostomia do orifício, realizar higiene com água fria, manter o paciente deitado de barriga para cima e solicitar o serviço de urgência.
Saiu acidentalmente o Botão Gástrico, em casa! O que fazer?
Se saiu com o balão cheio: esvazia-lo e introduzi-lo pelo estoma e volta a enche-lo com a mesma quantidade do início e ir ao Hospital.
Se saiu por ruptura do balão, voltar a introduzi-lo e ir ao Hospital;
Se não se consegue introduzir o balão, ir rapidamente ao Hospital, para evitar que o estoma se feche;
Existem no mercado sondas de substituição.
Referências:
Cartilha “ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO COM O PACIENTE NO AMBIENTE DOMICILIAR” do Ministério da Saúde;
BVS Atenção Primária em Saúde
Cateter de Malecot e a Gastrostomia
As gastrostomias são indicadas em pacientes portadores de obstrução esofágica por afecções malignas ou benignas, ou em pacientes portadores de neuropatias graves com distúrbios de deglutição, como via de suporte nutricional de longo prazo, para oferta de medicamentos ou descompressão em algumas situações específicas. Tem a vantagem de proporcionar alimentação intermitente, com controle do esvaziamento gástrico pelo esfíncter pilórico.
Há vários tipos de cateteres disponíveis para este tipo de tratamento, sendo em comum os mais vistos como:
• Cateter de Malecot – antiga, mas muito utilizada quando a opção de confecção da gastrostomia é pela técnica cirúrgica aberta.
• Sondas plásticas mais modernas que possuem peças que auxiliam nas fixações interna e externa da sonda (disco cutâneo, balão) e conectores em Y para irrigação e administração de medicamentos.
A gastrostomia cirúrgica aberta é realizada pelas técnicas de Stamm (sutura em bolsa e fixação à parede abdominal) ou Witzel (confecção de túnel submucoso para proteção da sonda que é também fixada à parede abdominal).
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DA GASTROSTOMIA
– Aspiração Pulmonar
– Infecção da sutura abdominal
– Retirada Acidental
– Úlcera e Sangramento gástricos
– Inflamação do Estoma
– Peritonite (inflamação do peritônio);
– Fístula Gastrocólica
– Hemorragia
Outros métodos utilizados na realização de gastrostomias são a endoscópica percutânea e a por via radiológica.A gastrostomia videolaparoscópica é uma alternativa ao procedimento cirúrgico e sondas de gastrostomia e jejunostomia especialmente projetadas
para colocação laparoscópica já estão disponíveis.
CONTRA-INDICAÇÕES
– Ascite
– Coagulopatia
– Impossibilidade de transiluminação
– Obstrução Intestinal
– Hepatomegalia Importante
CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM O CATETER
Deve-se tomar cuidado com a fixação do cateter, principalmente nos primeiros 30 dias de pós-operatório, quando o risco de fístula
gástrica é maior.
Deve-se evitar também a repassagem de sonda de maior calibre, pois esse fato aumenta o orifício e favorece a saída de secreções irritantes. A fixação da sonda deve ser complementada com curativo externo, gaze e esparadrapo ou micropore. A lavagem periódica da sonda com água evita seu entupimento e garante seu bom funcionamento.
CUIDADOS COM A PELE
• O curativo das sondas é feito com o paciente deitado,removendo o adesivo microporoso e gaze, sem molhar.
• A seguir, com água morna e sabonete, limpa-se a pele, cuidando para não lesá-la,retirando os resíduos; em seguida, deve-se secá-la, sempre com movimentos delicados.
• Nunca usar pomadas ou cremes – somente água e sabonete.
• Se houver pêlos ao redor do cateter, cortá-los bem rente com uma tesoura.
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