Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que provoca manchas vermelhas e ressecadas, podendo causar coceira, ligeira queimação ou dor.

Causa

Embora seja relativamente comum, ainda não se conhece a causa exata dessa condição. A predisposição genética é um fator importante na psoríase. Estresse, infecções, tabagismo, álcool e obesidade também podem desencadear ou agravar os sintomas.

No entanto, é comum que as manchas de psoríase apareçam durante situações que afetam diretamente a imunidade, como períodos de grande estresse ou presença de doenças autoimunes.

Tipos e Sintomas:

  • Psoríase Vulgar (ou Psoríase em Placas): É a forma mais comum da doença. Caracteriza-se pela presença de placas vermelhas com escamas brancas ou prateadas. Essas placas podem variar em tamanho, desde poucos milímetros até vários centímetros. Normalmente, surgem nos braços, pernas, couro cabeludo e região lombar. Também podem afetar as unhas.
  • Psoríase Gutata (ou Psoríase em Gotas): Mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. Manifesta-se por manchas em forma de gota na pele, geralmente após uma infecção por streptococcus das vias respiratórias.
  • Psoríase Pustulosa: Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas bolhas com pus, junto com as manchas de psoríase. Essas bolhas podem aparecer em uma região específica da pele ou se espalhar pelo corpo. Quando generalizada, pode causar febre.
  • Psoríase Invertida: Nesse tipo, as manchas surgem apenas em locais úmidos, como axilas, virilhas, região inframamária e couro cabeludo. Por estarem em áreas úmidas, essas manchas não costumam descamar.
  • Psoríase Ungueal (ou Psoríase nas Unhas): Afeta principalmente as unhas, provocando ondulações, manchas e enfraquecimento. Às vezes, a psoríase ungueal aparece antes dos sintomas na pele.

Tratamento

O tratamento visa controlar os sintomas e prevenir recorrências. Opções incluem cremes, fototerapia, medicamentos orais e, em casos graves, medicamentos injetáveis.

Cuidados de Enfermagem

Educação e Orientação:

  • Compreensão da Doença: Explique aos pacientes e seus familiares sobre a natureza crônica da psoríase, seus fatores desencadeantes e tratamentos disponíveis.
  • Envolvimento Emocional: Reconheça o impacto emocional da doença e ofereça apoio.

Cuidados com a Pele

  • Hidratação: Incentive o uso de emolientes prescritos pelo médico para evitar ressecamento e fissuras na pele.
  • Evite Traumatismos: Oriente os pacientes a não puxar as escamas da pele durante o banho, pois isso pode resultar em lesões (Fenômeno de Koebner).
  • Unhas: Instrua sobre a importância de aparar regularmente as unhas para evitar complicações nas unhas.

Banho de Sol

  • Horários Benéficos: Sugira banhos de sol entre 7h e 10h e após as 16h para promover a remissão da psoríase.

Medicamentos e Substâncias

  • Orientação: Alerta os pacientes a não usar substâncias sistêmicas ou tópicas (como ervas) sem orientação médica.
  • Evite Alguns Medicamentos: Informe sobre medicamentos que podem agravar a psoríase, como anti-inflamatórios não esteroidais, antimaláricos, beta-bloqueadores e lítio.

Relação de Confiança

  • Apoio Emocional: Como a psoríase é uma doença crônica, os pacientes enfrentam desgaste emocional. Estabeleça uma relação de confiança para lidar com esse momento.

Referências:

  1. SBD
  2.  Psoríase Brasil

Termos Técnicos: Lesões Hemorrágicas da Pele

As lesões hemorrágicas da pele são caracterizadas pelo extravasamento de sangue para os tecidos cutâneos, resultando em manchas de diferentes tamanhos e cores. A compreensão desses termos é fundamental para a avaliação clínica e o diagnóstico de diversas condições médicas.

Entenda os Tipos

Equimose

  • Definição: Mancha arroxeada na pele, causada pelo extravasamento de sangue para os tecidos mais profundos.
  • Características: A cor da equimose pode variar ao longo do tempo, passando por tons de roxo, verde e amarelo, à medida que o sangue é reabsorvido.
  • Causas: Trauma, uso de anticoagulantes, distúrbios hemorrágicos.

Hematoma

  • Definição: Acúmulo de sangue coagulado em um tecido, formando uma massa palpável.
  • Características: Pode variar em tamanho e consistência, dependendo da quantidade de sangue extravasado.
  • Causas: Trauma, procedimentos cirúrgicos, ruptura de vasos sanguíneos.

Petéquias

  • Definição: Pequenas manchas vermelhas ou roxas, puntiformes, que não desaparecem com a pressão.
  • Características: Geralmente menores que 2 mm de diâmetro.
  • Causas: Trauma leve, infecções, distúrbios hemorrágicos, deficiência de vitamina C.

Púrpura

  • Definição: Manchas roxas maiores que as petéquias, que não desaparecem com a pressão.
  • Características: Podem variar em tamanho e forma.
  • Causas: Trauma, infecções, distúrbios hemorrágicos, vasculites.

Outros termos relevantes:

  • Víbice: Mancha linear roxa, maior que as petéquias.
  • Hemorragia subcutânea: Sangramento abaixo da pele.
  • Equimose em faixa: Equimose que acompanha o trajeto de um vaso sanguíneo.

Causas comuns de lesões hemorrágicas:

  • Trauma: Quedas, batidas, cirurgias.
  • Distúrbios hemorrágicos: Hemofilia, trombocitopenia, doença de von Willebrand.
  • Infecções: Meningococcemia, dengue.
  • Deficiências nutricionais: Escorbuto (deficiência de vitamina C).
  • Uso de medicamentos: Anticoagulantes, anti-inflamatórios não esteroides.
  • Vasculites: Inflamação dos vasos sanguíneos.

Importância da avaliação

A avaliação das lesões hemorrágicas é fundamental para o diagnóstico de diversas condições médicas. A localização, tamanho, forma e evolução das lesões, juntamente com outros sinais e sintomas, ajudam o médico a identificar a causa e a instituir o tratamento adequado.

Quando procurar um médico

Se você apresentar lesões hemorrágicas inexplicáveis, acompanhadas de outros sintomas como febre, dor, inchaço ou dificuldade para respirar, é importante procurar um médico para avaliação.

Referências:

  1. Med.club

Lesões do Tecido Mole

A Lesões das extremidades e dos tecidos moles são frequentes no atendimento de emergência. Traumas assim podem variar de pequenas escoriações sem gravidade até lesões que colocam a vida do paciente em risco.

As principais causas costumam ser os acidentes de rotina, como distensões, entorses, choques e ferimentos.

Para tratar esses traumas, o mais importante é que a equipe médica tenha agilidade ao proceder com os primeiros-socorros e ao estancar possíveis hemorragias, já que a não observância dessas duas medidas influencia diretamente nas chances de sequelas.

Lesões fechadas

Em situações de lesões dos tecidos moles fechadas não há ruptura da superfície da pele ou das mucosas do corpo. Há, na verdade, um trauma nas camadas inferiores do tecido, podendo gerar edema, equimoses e hematomas.

Na presença desses sinais, o mais indicado é fazer aplicações frias sobre o local para redução do inchaço, da hemorragia e da dor. As lesões fechadas também se beneficiam da imobilização.

Lesões abertas

Costumam ser mais graves e apresentar risco de sequela. Podem ser:

  • Escoriações, que sangram pouco, mas são extremamente dolorosas.
  • Feridas incisas (cortes), que apresentam bordos regulares.
  • Feridas contusas, que são irregulares e apresentam perda de tecido.
  • Feridas perfurantes, que geram dissociação de um ou mais planos de tecidos.
  • Eviscerações, que resultam da lesão da parede abdominal e apresentam exteriorização das estruturas intra-abdominais.
  • Amputações, em que ocorre secção de um membro ou segmento de um membro.
  • Esfacelos, resultantes de esmagamentos.

Cuidados de Enfermagem

Em feridas abertas, as duas preocupações principais dizem respeito ao controle da hemorragia e à prevenção da infecção. A hemorragia deve ser controlada para cada gravidade. Quanto à infecção, o ideal é recorrer à limpeza imediata com soro fisiológico, lavando abundantemente a ferida para remover o máximo de sujidade possível.

Na sequência, deve-se fazer a desinfecção, aplicando desinfetantes como a iodopovidona. A ferida tem de ser coberta com proteção estéril (compressas embebidas em desinfetante), a fim de evitar a entrada de microrganismos.

O próximo passo é avaliar a existência de lesões nas áreas vizinhas e subjacentes. Havendo corpos estranhos, eles devem ser removidos cuidadosamente, desde que não estejam empalados. Quando removidos, é importante repetir o mesmo procedimento de lavagem da ferida.

Já nas amputações, depois do controle da hemorragia, o profissional de saúde precisa colocar compressas no coto e efetuar compressão manual direta. A limpeza só deve ser feita se a perda sanguínea não for significativa. Sem remover as primeiras compressas, chega a hora de fazer um penso.

Nesses casos, ainda existem cuidados necessários com o membro amputado. Ele precisa ser lavado com SF ou água destilada, envolto em compressas com SF, ensacado, e colocado novamente dentro de um saco com gelo.

Os esfacelos, por sua vez, são traumas graves que podem levar à necessidade de amputação. Devem ser lavados rapidamente e depois cobertos com penso compressivo. Sempre que possível, recomenda-se elevar o membro.

Referências:

  1. TSAO H; SWARTZ MN; WEINBERG AN & JOHNSON RA. Soft tissue Infections: erysipelas, cellulitis and gangrenous cellulites. In: FREEDBERG IM; EISEN AZ; WOLFF K; AUSTEN KF; GOLDSMITH LA; KATZ SI & FITZPATRICK TB, eds. Dermatology in general medicine. 5th ed, McGraw Hill, p. 2213-2231,1999.
  2. FITZPATRICK TB; JOHNSON RA & WOLLF K. Infecções bacterianas sistêmicas. In: Dermatologia: Atlas e texto, 3a ed., McGraw Hill, São Paulo, p. 622-678, 1998.
Notícias da Enfermagem

FCecon realiza curso de prevenção e tratamento de lesões de pele

A equipe de Enfermagem da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), recebeu um curso de prevenção e tratamento de lesões de pele, nesta sexta-feira (24/06), com o intuito de aumentar a qualidade dos atendimentos. O curso foi promovido pela Comissão de […]

Conheça os Tipos de Lesões de Pele (Cutâneas)!

As Lesões de pele ou Lesões Cutâneas são interrupções da integridade cutâneo-mucosa que resultam no desequilíbrio da saúde, muitas vezes impedindo ou dificultando atividades básicas do dia a dia, como locomoção e convivência. As lesões de pele são organizadas em diversas classificações e, por isso, exigem tratamentos diferenciados.

As Lesões Primárias

As Lesões primárias são as características físicas de uma doença cutânea que surgem logo no início e são mais úteis para determinar o diagnóstico diferencial. As características típicas das lesões primárias incluem a verificação de elas serem planas ou erguidas, sólidas ou cheias de líquido, de cor escura ou clara, grandes ou pequenas, lisas ou grosseiras.

Máculas

Máculas são lesões planas e não palpáveis, em geral com diâmetro < 10 mm. As máculas representam alteração da cor, não são elevadas ou deprimidas, se comparadas com a superfície da pele.

Placa é uma grande mácula. Os exemplos incluem efélides, nevos planos, tatuagens, manchas em vinho do porto e exantemas devido à infecção por riquétsias, rubéola, sarampo (pode ter pápulas e placas) e algumas erupções alérgicas por fármacos.

Pápulas

Pápulas são lesões elevadas, em geral com diâmetro < 10 mm e que podem ser sentidas ao tato ou à palpação. Os exemplos abrangem nevos, verrugas, líquen plano, picadas de inseto, queratoses seborreicas e actínicas, algumas lesões de acne e câncer de pele.

O termo “maculopapular” é frequentemente impreciso e usado de maneira imprópria para descrever diversos exantemas eritematosos da pele; por ser inespecífico e facilmente mal empregado, esse termo deve ser evitado.

Bolhas

São lesões com diâmetro > 10 mm, contendo líquido claro. Podem ser causadas por queimaduras, picadas, dermatite de contato irritativa ou alérgica e reações a fármacos.

As doenças bolhosas autoimune clássicas compreendem o pênfigo vulgar e o penfigoide bolhoso. As bolhas também podem surgir em doenças hereditárias que apresentam fragilidade cutânea.

Placas

São lesões palpáveis, em geral com diâmetro > 10 mm, que podem ser elevadas ou deprimidas, se comparadas à superfície cutânea. Podem ser arredondadas e com superfície plana. As lesões de psoríase e granuloma anular geralmente formam placas.

Pústulas

São vesículas que contêm pus. São comuns em infecções bacterianas e foliculites, podendo ser encontradas em algumas doenças inflamatórias, como na psoríase pustulosa.

Vesículas

São bolhas pequenas contendo líquido claro, com diâmetro < 10 mm. São características de infecções herpéticas, dermatite de contato alérgica aguda e algumas doenças bolhosas autoimunes (p. ex., dermatite herpetiforme).

Nódulos

São pápulas firmes ou lesões que se estendem na derme ou no tecido subcutâneo. São exemplos os cistos, lipomas e fibromas.

Urticárias (urticas ou vergões)

É caracterizada por lesões elevadas causadas por edema localizado. Pápulas são pruriginosas e vermelhas. Urticas são manifestações frequentes de hipersensibilidade a fármacos, picadas ou espinhos, autoimunidade e, menos comumente, por estímulos físicos, como temperatura, pressão e luz solar.

Em geral, as doenças bolhosas típicas duram < 24 h.

Escamas

São acúmulos sobrepostos do epitélio córneo, observados em doenças como psoríase, dermatite seborreica e infecções fúngicas. A pitiríase rósea e as dermatites crônicas de qualquer tipo podem ser descamativas.

Crostas

São formadas por soro, sangue ou pus dessecados. Podem ocorrer em doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas (p. ex., impetigo).

Erosões

São áreas abertas da pele, consequentes à perda de parte ou de toda a epiderme. Erosões podem ser por traumas ou ocorrer em várias doenças cutâneas inflamatórias ou infecciosas. Escoriação é uma erosão linear causada por coçadura, atrito ou escoriação.

Úlceras

São causadas pela perda da epiderme e às vezes parte da derme. As causas observadas incluem dermatite por estase venosa, trauma físico com ou sem comprometimento vascular (p. ex., causado por úlcera de decúbito ou doença arterial periférica), infecções e vasculites.

Petéquias

São pontos focais não branqueados da hemorragia. As causas incluem anormalidades plaquetárias (trombocitopenia, disfunção plaquetária), vasculites e infecções (p. ex., meningococcemia, febre maculosa das Montanhas Rochosas e outras riquetsioses).

Púrpura

É uma área maior de hemorragia que pode ser palpável. A púrpura palpável é considerada como um sinal da vasculite leucocitoclástica. Pode ser indício de uma coagulopatia. Equimoses ou contusão representam extensas áreas de púrpura.

Atrofia

É o adelgaçamento da pele cujo aspecto pode ser xerótico e enrugado, lembrando papel de cigarro. A atrofia pode ser causada por exposição crônica ao sol, envelhecimento e algumas doenças cutâneas inflamatórias e/ou neoplásicas, incluindo linfoma de linfócitos T e lúpus eritematoso. Muitas vezes decorre também do uso prolongado de corticoides tópicos potentes.

Cicatrizes

São áreas de fibrose que substituem a pele normal após um ferimento. Algumas cicatrizes tornam-se hipertróficas ou espessadas e elevadas. Queloides são cicatrizes hipertróficas que se estendem além da margem original do ferimento.

Telangiectasias

São pequenos vasos sanguíneos permanentemente dilatados que podem ocorrer em áreas de dano solar, rosácea, doenças sistêmicas (especialmente esclerodermia), doenças hereditárias (p. ex., ataxia-telangiectasia, telangiectasia hemorrágica hereditária) ou após tratamento a longo prazo com corticoides fluorados tópicos.

Verrugas

Um pequeno caroço carnudo na pele ou na membrana mucosa causado pelo papilomavírus humano.

Eczemas

O eczema é uma inflamação aguda ou crônica na pele que gera sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão, podendo ser causado por uma alergia. Esta doença de pele não tem cura mas pode ser controlada com o tratamento indicado pelo dermatologista.

Escoriações

Escoriação significa uma falta substancial da pele, que atinge a derme. É uma lesão discreta, resultante de um trauma por abrasão linear ou com pequenas manchas, pontos ou depressões.

Referências:

  1. MSD Manuals

Lesão Medular

Lesão Medular

Uma lesão na medula espinhal é, como o próprio nome diz, qualquer tipo de dano causado à medula, que é parte fundamental do sistema nervoso central. Essas lesões podem ocorrer quando há danos às células dentro da medula ou quando os nervos que correm para cima e para baixo na medula são lesionados.

O trauma na medula geralmente causa perca de movimentos e sensibilidade na parte inferior a lesão. A medula nada mais é que uma continuação do cérebro que transmite as informações processadas pelo cérebro para o resto do corpo, ou do corpo para serem processadas pelo cérebro. E quando uma há uma lesão na medula interrompe o trafego dessa informação, causando assim, uma diminuição ou nenhuma informação do corpo para o cérebro, ou do crebro para o corpo.

A medula espinhal

A medula espinhal passa pelo pescoço e pelas costas e é protegida pela coluna vertebral, que fornece suporte para o tronco e outras estruturas ao redor. A medula espinhal é cercada, também, pelos chamados discos vertebrais, que servem como amortecedores ao caminhar, correr ou saltar. É graças a esses discos, também, que a espinha pode ser flexionada ou estendida. A medula espinhal é parte fundamental do sistema nervoso central, composto também pelo cérebro. Aqui, o cérebro funciona principalmente para receber impulsos nervosos da medula e de nervos cranianos. Já a medula contém os nervos que transportam mensagens neurológicas do cérebro para o restante do corpo, ou do corpo para cérebro.

Causas

Uma lesão na medula espinhal pode ser causada por diversos motivos distintos, como por exemplos:

  • Ferimento de bala ou por faca;
  • Trauma direto no rosto, no pescoço, na cabeça, no peito ou nas costas;
  • Acidente de automóvel;
  • Mergulho;
  • Contorção extrema da parte central do corpo;
  • Queda de uma grande altura.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco que podem levar a uma lesão na medula espinhal incluem a participação em atividades físicas perigosas, o não uso de equipamentos de proteção individual durante essas atividades e os mergulhos em águas rasas.

Osteoporose pode enfraquecer os ossos da coluna, facilitando a ocorrência de uma lesão na medula. Pacientes que sofrem de outros problemas médicos que os deixam mais suscetíveis a quedas por causa de fraqueza ou descoordenação (um AVC, por exemplo) também são mais propensos a traumas nessa região.
Sintomas de Lesão na medula espinhal

Os sintomas de uma lesão na medula espinhal variam conforme a área em que houve o trauma. Essas lesões geralmente causam perda sensorial e motora no local e abaixo dele. A intensidade dos sintomas depende da gravidade lesão, ou seja, se a medula estiver grave, completamente ou apenas parcialmente lesionada .

Alguns sintomas são comuns, independentemente do local da lesão, eles são:

  • Perda do controle normal do intestino e da bexiga (com possibilidade de ocorrer constipação, incontinência urinária e espasmos na bexiga);
  • Dormência;
  • Alterações sensoriais;
  • Espasticidade (aumento do tônus muscular);
  • Dor;
  • Fraqueza e paralisia.

Principais sintomas de acordo com o local da lesão

Lesões cervicais (pescoço) C1 – C8 (Tetraplegia)

Quando as lesões da medula espinhal ocorrem na área do pescoço, em que são classificadas como lesões cervicais, os sintomas podem atingir principalmente os braços, as pernas e a parte central do corpo. Os sintomas podem aparecer em um ou em ambos os lados do corpo e costumam incluir:

Dificuldades respiratórias em decorrência da paralisia dos músculos respiratórios, (principalmente quando a lesão ocorre na parte superior do pescoço)

Lesões torácicas (tórax) T1 – T12 (Paraplegia)

Quando a lesão ocorre na altura do tórax, os sintomas atingem principalmente as pernas. Lesões na medula cervical ou na medula torácica superior também podem resultar em problemas de pressão arterial, sudorese anormal e problemas para manter a temperatura corporal normal.

Lesões lombossacrais (região lombar) L1 – L5 (Paraplegia)

Quando as lesões na medula espinhal ocorrem na parte inferior das costas, sintomas de vários níveis podem afetar uma ou ambas as pernas e podem afetar, também, os músculos que controlam os intestinos e a bexiga.

Tratamento de Lesão na medula espinhal

Uma lesão na medula espinhal é uma emergência médica que requer tratamento imediato para reduzir os efeitos no longo prazo. O tempo que se leva para iniciar o tratamento após a lesão ter ocorrido é um fator fundamental que afeta diretamente no resultado e na eficácia do tratamento.

Mesmo quando não há fratura na coluna, pode haver uma ruptura/luxação na medula que só poderá ser descoberta por exames e pela ausência de sensações/movimentos do nível da lesão para baixo.

Corticoides são comumente usados para minimizar a inflamação que pode lesionar a medula espinhal. Se a compressão na medula espinhal for causada por um hematoma ou um fragmento de osso, que podem ser removido ou reduzidos antes que os nervos fiquem completamente destruídos, a paralisia pode ser minimizada. O ideal é que os corticoides sejam administrados imediatamente após a ocorrência da lesão.

A cirurgia pode ser necessária para:

  • Remover líquidos ou tecidos que pressionam a medula espinhal;
  • Remover fragmentos de ossos, fragmentos do disco ou corpos estranhos;
  • Fundir o ossos fraturados ou implantar próteses na coluna.

O repouso absoluto é necessário para que os ossos da coluna, que carregam a maior parte do peso do corpo, se recuperem totalmente.

Também pode ser recomendada a tração espinhal. Isso ajuda a coluna a não se movimentar. É possível que seja necessário o uso de próteses por um longo tempo.

Serão necessárias sessões de fisioterapia e terapia ocupacional extensivas, além de outras terapias de reabilitação depois que a lesão aguda (geralmente a fase aguda é de 6 meses após a lesão) tiver sido curada. A reabilitação ajuda a pessoa a lidar com a deficiência proveniente do trauma da medula espinhal.

Convivendo com a Lesão

Se houver tetraplegia ou paraplegia, independentemente de ela ser temporária ou não, algumas modificações no dia a dia podem ser feitas para facilitar a acessibilidade do paciente. A fisioterapia e a terapia ocupacional é fundamental ensinando a nova realidade da pessoa, que consegue ser independente.

Complicações possíveis

Uma lesão na medula espinhal pode evoluir para diversas complicações:

  • Alterações na pressão arterial que podem ser extremas (como hiperreflexia autonômica);
  • Insuficiência renal crônica;
  • Trombose;
  • Infecções pulmonares;
  • Lesões na pele (ulcera por pressão);
  • Contraturas;
  • Risco elevado de infecções do trato urinário;
  • Incontinência urinária;
  • Perda de sensações;
  • Perda do funcionamento sexual (impotência masculina);
  • Espasticidade muscular;
  • Paralisia dos músculos respiratórios;
  • Paralisia (paraplegia, tetraplegia – dependendo do local onde houve a lesão);

Pessoas não hospitalizadas com lesão na medula espinhal devem seguir algumas dicas para evitar complicações, como o cuidado pulmonar diário. Seguir as instruções quanto aos cuidados com a bexiga para evitar infecções e danos aos rins também é recomendável. Além disso, cuidar das feridas evita o surgimento de lesões na pele (escara). Um paciente que sofreu uma lesão na medula espinhal deve, ainda, manter seu sistema imunológico fortalecido e deve sempre estar presente nas consultas médicas.

Assistência de Enfermagem

É importante saber nessa fase, qual foi o mecanismo do trauma, isto é, como o indivíduo se machucou, como foi encontrado, se estava consciente, se era capaz de mobilizar os membros, se queixou de dor ou dormência. Pois após ser colhido o histórico do paciente, o exame neurológico detalhado deverá ser realizado. Após o exame clínico, exames complementares deverão ser realizados, entre eles: a radiografia da coluna, tomografia computadorizada (TC) e a ressonância nuclear magnética.

E o tratamento de suporte inclui:

  • Pedir ao paciente tossir e fazer exercícios de respiração profunda e respiração diafragmática;
  • Orientar os responsáveis quanto aos sinais precoces de complicações respiratórias;
  • Aparelhos ortopédicos, exercícios, fisioterapia e cirurgia para corrigir contraturas;
  • Ingestão adequada de líquidos, aumento da massa fecal e emolientes fecais para constipação, decorrente de inatividade;
  • Dieta pobre em calorias, rica em proteínas e fibras;
  • Cirurgia para promover e manter a mobilidade, como liberação de tendões para contraturas e fusão vertebral.

A reabilitação é um processo que auxilia o cliente acometido ou incapaz de alcançar alto nível de funcionamento físico, mental, espiritual e socioeconômico.

Lesões Cutâneas

lesoes pele

As lesões cutâneas incluem qualquer anomalia que ocorre na pele, de uma pequena escoriação a uma ferida profunda.

As lesões cutâneas podem ser a consequência de diversas doenças de pele. Estes incluem:

  • Lesão física;
  • Alergia a alimentos/substâncias. Os alérgenos comuns são: leite, ovos, grãos de pólen, grama, etc.;
  • Doenças de pele, tais como: dermatite de contato, eczema, psoríase, sarampo, rubéola, varicela, queratose seborréica, furunculose, tinea, etc.

As lesões primárias são divididas em:

  • Lesões primária ou primitiva, são as consequências de uma doença inflamatória da pele;
  • Lesões secundárias são evolução das lesões primárias.

MORFOLOGIA PRIMÁRIA

– Cistos: Conhecidos popularmente por “cistos sebáceos”, os cistos encontrados com maior frequência são os epidérmicos e os triquilemais. O conteúdo de ambos não é sebo e sim queratina, a substância que forma a camada mais superficial da pele.

– Fissura: É uma fenda estreita e profunda na pele que se estende à carne, causado devido ao ressecamento da pele, e ocorre nos cantos da boca e nas mãos e pés.

– Mácula: São lesões planas e não palpáveis, em geral com diâmetro <10 mm. As máculas representam alteração da cor, não são elevadas ou deprimidas, se comparadas com a superfície da pele. Placa é uma grande mácula. Os exemplos incluem efélides, nevos planos, tatuagens, manchas em vinho do porto e exantemas devido à infecção por riquétsias, rubéola, sarampo e algumas erupções alérgicas por drogas.

– Nódulo: São pápulas firmes ou lesões que se estendem na derme ou no tecido subcutâneo. São exemplos os cistos, lipomas e fibromas.

– Pápula: São lesões elevadas, em geral com diâmetro < 10 mm e que podem ser sentidas ao tato ou à palpação. Os exemplos abrangem nevos, verrugas, líquen plano, picadas de inseto, queratoses seborreicas e actínicas, algumas lesões de acne e câncer de pele. O termo “maculopapular” é frequentemente impreciso e usado de maneira imprópria para descrever diversos exantemas eritematosos da pele; por ser inespecífico e facilmente mal empregado, esse termo deve ser evitado.

– Pólipo: O pólipo fibroepitelial, também conhecido como acrocórdon ou molusco pendulo, consiste em lesões de pele, benignas, assimétricas, geralmente decorrentes do atrito de roupas, joias, ou até mesmo do próprio cabelo ou unhas, com a pele. Os locais mais comuns de se encontrar estas lesões são no pescoço, face, axilas, porção superior do tronco, pálpebras e também no aparelho urinário de indivíduos de meia-idade ou idosos. Alguns fatores podem colaborar para o surgimento dos pólipos fibroepiteliais como obesidade, gravidez, menopausa e distúrbios endócrinos. Alguns pesquisadores acreditam que a presença dessa lesão pode indicar uma maior probabilidade de desenvolver pólipos de cólon.

– Pústula: São vesículas que contêm pus. São comuns em infecções bacterianas e foliculites, podendo ser encontradas em algumas doenças inflamatórias, como na psoríase pustulosa.

– Vesícula: São bolhas pequenas contendo líquido claro, com diâmetro < 10 mm. São características de infecções herpéticas, dermatite de contato alérgica aguda e algumas doenças bolhosas autoimunes (p. ex., dermatite herpetiforme).

– Bolha: São lesões com diâmetro > 10 mm, contendo líquido claro. Podem ser causadas por queimaduras, picadas, dermatite de contato irritativa ou alérgica e reações a drogas. As doenças bolhosas autoimune clássicas compreendem o pênfigo vulgar e o penfigoide bolhoso. As bolhas também podem surgir em doenças hereditárias que apresentam fragilidade cutânea.

CUIDADOS BÁSICOS DE ENFERMAGEM:

– Conservação da integridade da pele;
– Secar a pele sem fricção e hidratação;
– Evitar a maceração;
– Proteger as mãos do contato com a água e frio;
– Não abusar do uso do sabão;
– Utilização de luvas protetores com contato direto à lesão;
– Administração de medicação prescrita;
– Valorizar a área afetada;
– Controlar os fatores ambientais quanto a Tª e ambiente;
– Cuidados para o alívio de moléstias;
– Prevenir e tratar a sequelas da pele;
– Melhorar a autoestima do paciente;
– Alternativas para a melhoria da autoimagem;
– Educação para o autocuidado da pele;
– Informar sobre os cuidados da pele;
– Orientar sobre os hábitos alimentários;

Características Exsudativas das Lesões

O Exsudato, deriva da palavra latina exsudara, que significa suar. Considero muito didática e elegante a ideia de que os capilares estariam suando, eliminando “suor”.

A produção do exsudato á parte normal no processo de cicatrização das feridas e que á formado essencialmente de sangue do qual foram filtradas as plaquetas e os glóbulos vermelhos.

O exsudato apresenta variações na sua aparência, consistência e volume de acordo com a etiologia da ferida e com uma série de outros fatores, entre eles a invasão bacteriana.

Em resumo podemos dizer que EXSUDATO É O FLUIDO PROVENIENTE DE UMA FERIDA.

Sabemos hoje que o exsudato desempenha um papel fundamental no processo de cicatrização das lesões crônicas, seja ela para o bem ou para o mal.

  • Para o bem: o exsudato mantém o ambiente úmido na ferida. Ambiente este que propicia a migração e a movimentação das células, como também facilita as trocas necessárias para a sucesso da quimiotaxia.
  • Para o mal: os mais visíveis efeitos negativos do exsudato excessivo e mal controlado são os danos e os problemas que provoca na pele do entorno das feridas: maceração e agravamento do eczema são os mais frequentes. E uma pele macerada se torna vulnerável, permitindo a expansão da ferida.

Características Exsudativas

  • Serosa: Origina do soro sanguíneo e secreções de células. É observado nas fases de desenvolvimento da maioria das reações inflamatórias agudas e é encontrada nos estágios precoces da infecção bacteriana. Tem coloração clara.
  • Sanguinolenta: Indica sangue ativo decorrente da ruptura de vasos. Tem coloração vermelho vivo.
  • Serosanguinalenta: Mistura de seroso com sanguinolento. Ocorre em inflamações. Tem coloração vermelho claro, “aguado” para róseo.
  • Purulenta: Ocorre em infecções. Tem coloração amarelada, esverdeada, marrom, podendo ter um odor fétido.
  • Seropurulenta: Mistura de seroso com purulento. Ocorre em infecções. Tem coloração amarelo opaco, fino esbranquiçado.
  • Fibrinosa: É o extravasamento de grande quantidade de proteínas plasmáticas, incluindo o fibrinogênio, e a participação de grandes massas de fibrina.

Anotando as Características em Relatório de Enfermagem

O tipo de exsudato deve ser colocado no relatório de enfermagem, identificando os seguintes pontos:

  • Tipo;
  • Quantidade: Exemplos – Ausente, mínima, moderada, grande;
  • Cor;
  • Odor;
  • Consistência.