A gravidez é um evento fisiológico, mas não está isenta...
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Tipos de Fixação de Tubo Endotraqueal
A fixação de tubo endotraqueal é feita após a inserção do mesmo no paciente, e o tubo deve ser fixado para evitar deslocamentos acidentais. Isso pode ser feito com um dispositivos disponíveis como cadarço, fixador próprio acolchoado de velcro, adesivos e bandagens adesivas (tensoplast).
Tipos de Fixação para TOT
Cruzada duas pontas: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós nos lados superior e inferior do tubo, e fixando-as na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos e pediátricos);
Cruzada uma ponta: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós no lados superior, e fixando-a na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais);
Bigodinho ou tira: É realizado a fixação pelo tubo, colando a tira em forma de “bigodinho” acima do lábio posterior do paciente, Pode ser realizado com bandagem adesiva tensoplast, e fixadores confeccionados próprios com materiais adesivos (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais).
Lembre-se sempre de seguir os protocolos e diretrizes específicas da sua instituição para garantir a segurança e eficácia da fixação do tubo endotraqueal.
As rolhas de secreções são tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo durante a respiração pela ventilação invasiva. Essa é uma das complicações mais comuns em pacientes sob uso de ventilação invasiva (tubo endotraqueal ou traqueostomia).
A umidificação inadequada e balanço hídrico negativo podem propiciar o aparecimento destes tampões.
A importância da higiene brônquica nos pacientes intubados previne o risco de acúmulo de exsudato na luz do tubo mantendo sua funcionalidade que é a oxigenação.
Cuidados
Aspiração das secreções: Realize a aspiração regular das secreções acumuladas na traqueostomia ou no tubo endotraqueal. Isso ajuda a evitar a formação de rolhas de secreção que possam obstruir a passagem do ar.
Umidificação adequada: O uso de umidificação auxilia por diminuir a formação de secreção e evitar a formação de rolhas que podem obstruir a cânula, embora a rolha seja produto da desidratação do paciente.
Higiene regular da pele ao redor do estoma traqueal: Mantenha a área limpa para prevenir infecções e complicações.
Prevenção de complicações: Além da aspiração, esteja atento à possibilidade de decanulação acidental (retirada da cânula) e obstrução por rolha de secreção. A rolha de secreção ocorre quando as secreções acumuladas formam uma espécie de “rolha” que bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar.
O Fio Guia para Intubação Traqueal Adulto é utilizado para auxiliar a inserção do tubo traqueal durante a intubação do paciente, permitindo boa maneabilidade e mínima fricção entre o tubo traqueal e o guia.
A Característica
Geralmente possui extremidade proximal reta e distal angulada em aproximadamente 20mm de diâmetro, assumindo formato de “J”. Também é esterilizado à óxido de Etileno (ETO), podendo obter de forma reutilizável (re-esterilizável) ou descartável.
Indicações de Uso
Facilitar a intubação traqueal em procedimentos anestésico/cirúrgicos de rotina e/ou emergências;
Projetado para dar bom controle direcional durante as intubações orais, têm sua aplicação tanto em situações de rotina como naquelas onde há dificuldade para a exposição adequada da laringe através de laringoscopia (via aérea difícil) e também em emergências da via aérea;
Geralmente utilizado sempre que fatores anatômicos, traumáticos oupatológicos não permitam boa visualização das cordas vocais através de laringoscopia direta;
Não devem ser utilizados para outros fins que não seja a intubação traqueal. Não deve ser utilizado por pessoas que não são profissionais da saúde e não tenham treinamento adequado para realizar a intubação traqueal.
A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.
Indicação
Presença de secreção visível na VA;
Presença de ruído no tubo traqueal;
Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
Desconforto respiratório;
Queda da SpO2;
Oscilações na curva de fluxo do ventilador.
Materiais Necessários
Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
luva estéril para aspirar VAI;
Cateter de aspiração adequado;
Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
extensões de silicone/látex esterilizadas ;
Oxímetro de pulso ;
estetoscópio;
gazes esterilizadas;
Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
Papel toalha.
Etapas do Procedimento
Identificar a necessidade para aspiração;
Higienizar as mãos;
Reunir todo o material necessário;
Paramentar-se com EPI;
Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
Calçar luvas de procedimento;
Abrir o vácuo e testá-lo;
Abrir o pacote da sonda;
Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Desconectar a sonda do látex;
Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
Posicionar o paciente confortavelmente;
Deixar a unidade em ordem;
Retirar as luvas;
Higienizar as mãos;
Registrar no prontuário o procedimento realizado.
Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas
Explicar o procedimento a ser realizado;
Higienizar as mãos;
Reunir os materiais necessários;
Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
Aplique proteção facial;
Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
Faça o teste do equipamento de vácuo;
Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
Higienizar as mãos;
Qual a ordem da aspiração da via aérea?
VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
Cavidade nasal;
Cavidade oral.
Por que essa sequência?
Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.
Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?
Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:
Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.
Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set. /out. 2012.
Bandeja para Intubação Orotraqueal
Indicação
Promover ventilação artificial.
Executor:
Médico
Material Necessário:
01 Cânula endotraqueal (tamanho solicitado pelo médico);
01 laringoscópio com a lâmina desejada pelo médico;
01 par de luva esterilizada;
01 par de luva de procedimento;
Máscara;
Óculos;
Xylocaína spray e gel;
01 seringa 20ml;
Cadarço, tensoplast, ou fixador próprio para TOT;
01 pacote de gaze;
01 Ampola de Soro Fisiológico 0,9%
01 Sonda de Aspiração;
01 ambu conectado em rede de 02;
01 Sistema de Vácuo pronto para uso em rede;
01 fio-guia esterilizado.
Pré – Execução:
Constatar ausência e/ou deficiência respiratória;
Reunir o material;
Solicitar saída de familiares.
Execução:
Dispor o material próximo ao leito;
Testar laringoscópio;
Calçar luva de procedimento;
Testar cuff da cânula;
Lubrificar a extremidade distal da cânula com Xylocaína gel;
Introduzir fio guia na cânula (se necessário);
Oferecer máscara, luva esterilizada e óculos ao médico plantonista;
Oferecer laringo e cânula ao médico plantonista;
Auxiliar no procedimento;
Insuflar o cuff da cânula (cânulas abaixo do n° 5, não possuem cuff);
Revezar no ambu, se necessário;
Fixar a cânula com tensoplast e depois com o cadarço ou utilizar fixador próprio;
Manter a unidade em ordem.
Pós – Execução:
Desprezar o material utilizado no expurgo;
Lavar as mãos;
Repor o material de intubação;
Fazer as anotações necessárias;
Supervisionar e avaliar continuamente o procedimento realizado.
Avaliação:
Avaliar rigorosamente a saturação de oxigênio;
Avaliar expansão torácica:
Avaliar traumatismo de orofaringe:
Avaliar sangramento oral ou orotraqueal;
Avaliar fixação da cânula:
Avaliar perfusão periférica.
Riscos / Tomada de Decisão:
Em caso de Traumatismo oral ou queda de dentes, promover compressão local quando possível, retirar corpo estranho (dentes);
Seguir prescrição médica, verificar solicitação de avaliação da Endoscopia / Broncoscopia para avaliar a extensão da lesão;
Em caso de Intubação, auxiliar o médico para melhor posicionamento da cânula;
Em caso de Extubação, informar ao médico e providenciar material com urgência para nova Intubação.
CINTRA, E. A.; NISCHIDE, V. M.; NUNES, W. A. Assistência de enfermagem ao paciente gravemente enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003.
HUDAK, C. M.; GALLO, B. M. Cuidados intensivos de enfermagem: uma Abordagem Holística. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
MOTTA, A. L. C. Normas, rotinas e técnicas de enfermagem. São Paulo: Látia, 2003.
PRADO, M. L.; GELBCKE, F. L. Fundamentos para o cuidado profissional de enfermagem. Florianópolis: Cidade Futura, 2013.
KNOBEL, E.; LASELVA, C. R.; JUNIOR, D. F. M.; Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.
A Aspiração de Secreções
As Aspirações de Secreções são geralmente usados nos casos mais simples, para resolver as insuficiências respiratórias do tipo obstrutiva por acúmulo de secreções.
A aspiração de secreção do paciente entubado ou traqueostomizado, deve ser quando existir secreção, e não como de rotina. E tendo em mente de que é necessário uma técnica asséptica.
Para que é indicado?
Presença de secreção em pacientes com cânula endotraqueal ou de traqueostomia.
E quando é Contra Indicado?
Absolutas: bronco espasmo, obstrução. Relativas: Hemorragias, pacientes com tendências a sangramentos.
Quais são as possíveis complicações?
Traumatismo, hemorragia, infecção por técnica inadequada, broncoespasmo, hipóxia, a sonda não progride.
O que é são fluidificação de secreções?
É quando as secreções apresentam-se espessas o que dificulta. a sua eliminação, é necessário fluidificá-las, para isto, lança-se mão de:
umidificadores ou vaporizadores que proporcionam vapor d´água;
nebulizadores que proporciona partículas d´água;
micro nebulizadores que facilitam o uso de medicamentos, quebrando o líquido em micro-partículas.
A fluidificação de secreções é usada continuamente, quando o paciente está em uso de respirador mecânico, ou recebendo oxigênio através do tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia (o oxigênio seco resseca secreções, devendo ser umidificado, quando administrado).
Quem pode realizar a aspiração de secreção?
Houve uma atualização nas resoluções do COFEN.
Conforme a Resolução COFEN 0557/2017, determina que dentre os membros da equipe de enfermagem:
Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEPE.
Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
Os Cuidados de Enfermagem Relacionados à Aspiração
Lembrando que:
Troque os frascos de aspiração e conexões a cada 6 horas!
Usar cateteres apenas uma vez, podendo trocá-lo durante a aspiração caso tenha muita secreção em suas paredes!
Na Aspiração Endotraqueal
Seguir inicialmente a mesma técnica da aspiração nasotraqueal:
Desconectar o respirador, caso faça uso.
Introduzir o cateter através do tubo cuidadosamente.
Iniciar a aspiração com movimentos rotativos do cateter, retirá-lo gradativamente.
Rinsar com água estéril ou solução fisiológica (não é fundamental).
Realizar intervalos de 3 min. de uma aspiração a outra, nunca exceder 15 min. para permitir adequada oxigenação do paciente, se necessário usar o ambú, para realizar ventilações.
A Aspiração de Secreção pode-se proceder pelas vias:
Vias Aéreas Superiores (VAS);
Intubação Oro/Endotraqueal;
Traqueostomia
Realizando o procedimento:
Verificar indicação do procedimento na prescrição de Enfermagem;
Lavar as mãos;
Preparar o material e levá-lo para Box do paciente;
Orientar o paciente sobre o procedimento;
Conferir o número da sonda de aspiração, com o número da cânula endotraqueal (A sonda deve ter diâmetro externo não superior ao diâmetro interno do tubo ou cânula, por exemplo: tubo nº 8/sonda nº 18);
Colocar máscara e óculos;
Verificar tipo e características da respiração, condições dos batimentos cardíacos do paciente e simetria da expansão torácica;
Calçar a luva estéril na mão que vai manipular a sonda de aspiração;
Oxigenar o paciente com FiO2 à 100% se no respirador, ou ventilar com ambú com reservatório por 01’, antes e após a aspiração;
Previamente aspirar a boca do paciente conforme o procedimento;
Abrir embalagem da sonda esterilizada e conectá-la à extremidade do látex;
Posicionar a cabeça do paciente no sentido oposto a ser aspirado;
Introduzir suavemente a sonda de aspiração endotraqueal na fase inspiratória, sem fazer sucção, sem forçar, o mais lento possível;
Observar o paciente e fazer manobra de sucção por 3 a 5 segundos na fase expiratória e tracionar a sonda em um único movimento para fora com movimentos circulares;
Repetir o procedimento de remoção das secreções não ultrapassando 15 segundos no tempo total de sucção;
Ventilar o paciente, entre cada aspiração, sempre observando suas reações, coloração da pele e ritmo respiratório;
Introduzir a seguir a sonda de aspiração, alternadamente, em cada manobra, até a faringe, criando sucção e tracionando-a para fora, com movimentos circulares;
Retirar excesso de secreção da sonda com gaze esterilizada;
Utilizar uma sonda para cada aspiração, desprezando após o uso;
Desligar o aspirador e deixar o sistema seco para evitar refluxo quando usado novamente;
Proteger a extremidade do látex com saco plástico (tipo bolsa de colostomia) e fixar em um ponto acima do nível do aspirador;
Retirar a luva, recolher o material e deixar em ordem a unidade do paciente;
Registrar no prontuário, data e hora do procedimento, quantidade, cor, odor e aspecto da secreção, além das reações do paciente, intercorrências e assinar.
PONTOS A LEMBRAR:
A aspiração deve ser realizada quando o paciente apresentar: taquipneia, taquicardia, hipotensão, agitação, ansiedade, secreções visíveis, e ausculta de estertores bolhosos e sibilantes;
O aspirador deve estar desinfetado e ser testado antes de iniciar o procedimento;
Para colaborar com a tranqüilidade do paciente;
Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessiva pressão negativa, lesar a mucosa e aumentar a hipóxia provocada pela aspiração;
Promover proteção ao paciente e ao profissional;
Constatando sinais de depressão respiratória, irregularidade no ritmo cardíaco, cianose de extremidade, solicitar avaliação do médico plantonista antes de iniciar o procedimento;
Diminuir a hipoxemia resultante das aspirações;
Evitar contaminação;
O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira da cama ligeiramente elevada (Fowler 35 – 40º);
Para a aspiração do brônquio direito, virar a cabeça para o lado esquerdo e vice-versa;
As secreções dever ser removidas com técnica atraumática e asséptica;
Conforme o padrão respiratório do paciente, estar atento ao tempo de aspiração;
Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, avaliar com o médico assistente a indicação de nebulização prévia a este procedimento;
Durante a aspiração observar: P.A, freqüência cardíaca, arritmias e SaO2 (Saturação de Oxigênio);
Efetuar a troca de frasco coletor e extensão (borracha), se necessário;
Ao desprezar as sondas, lavar a extensão do látex, aspirando uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitida que a secreção do látex retorne à água;
Caso a sonda não progrida, ver com o médico plantonista a necessidade de troca do tubo ou cânula;
Neste momento serão usadas luvas de procedimento que, ao término, serão desprezadas no lixo.
Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, e saiba mais sobre a Aspiração de Secreções:
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