Dreno Tubular Siliconado (Tipo Penrose)

O Dreno Tubular de Silicone (Tipo Penrose) é classificado como dreno tubular gravitacional, ou seja, quando a aplicação de um vácuo baixo é contra-indicada.

Após um procedimento cirúrgico,  este tipo de dreno impede que a área acumule o líquido, tal como o sangue, que poderia servir como o meio para que o bactéria cresça dentro. Normalmente usado para promover a drenagem em uma ferida cirúrgica aberta.

Caraterísticas Físicas

  • 100% transparente, biocompatível, o silicone de grau médico ajuda a evitar qualquer trauma durante a inserção e retirada e também resiste à adesão de sangue e fluidos corporais;
  • Tubo transparente com linha opaca de raio X permite fácil inspeção visual e observação de fluidos;
  • A Linha Radiopaca Azul confirma o posicionamento exato do dreno no corpo usando raios-X;
  • Parede interior corrugada para drenagem suficiente da ferida sem obstrução;
  • Faixa de tamanhos de 5 mm a 14 mm;
  • Existem tamanhos com 30, 40 ou 50 cm de comprimento para atender a vários requisitos;
  • Estéril, apenas para uso individual.

Alguns Cuidados de Enfermagem

O Dreno Tubular faz parte do Sistema de Drenagem Aberta (Inclusos o tipo laminar e tubular), e devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril (descartável ou karaya) ou com gaze estéril por 72 horas. Após esse período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.

Ao realizar o banho, seja de aspersão ou no leito, os drenos devem permanecer protegidos, para evitar porta de entrada para infecções.

O uso de Alfinetes

Alfinetes de segurança não são recomendados como meio de evitar mobilização dos drenos Penrose por não serem considerados produto para a saúde (PPS), enferrujarem facilmente e propiciarem colonização do local!

Como limpar a região do dreno?

  • De maneira asséptica, com gaze umedecida com soro fisiológico, limpar o óstio de inserção e depois o dreno;
  • Limpar as regiões laterais da incisão do dreno, secar a incisão e as laterais com gaze estéril;
  • Ocluir o dreno mantendo uma camada de gaze entre o dreno e a pele ou quando ocorrer hipersecreção colocar bolsa simples para colostomia.

Referências

  1. COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. PARECER Nº 001/2016/ COFEN/ CTLN LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL. SOLICITAÇÃO DE ORIENTAÇÕES SOBRE A COMPÊTENCIA DO ENFERMEIRO NA RETIRADA DO DRENO PLEURAL TUBULAR. Brasília, 2016. Disponível em: <http://www.cofen.gov.br/parecer-no-0012016-cofen-ctln_38023.html>
  2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017.
  3. Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem MédicoCirúrgica. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. vol. I

O Dreno de Penrose

Dreno de Penrose

O Dreno de Penrose é um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam possível acúmulo no local da ferida operatória pós-operatório de líquidos infectados ou não.

O nome “Penrose”: De onde vem?

O nome dado à este dreno foi pelo Ginecologista americano Charles Bingham Penrose (1862–1925), onde o mesmo inventou este método de drenagem para as cirurgias abdominais.

Como funciona este dreno?

Eventualmente, o orifício de passagem do dreno deve ser amplo, e o mesmo deve ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno através da incisão cirúrgica, mas sim através de uma contra-incisão.

Então o cirurgião utiliza-se de pinças específicas, para puxar o dreno de penrose através desta contra-incisão, e locá-lo internamente até uma altura que o ache necessário para a drenagem, e enfim, é suturado a incisão e é dado alguns pontos ao redor do dreno para a fixação.

Certamente, a fim de evitar depósitos de esfacelo que possam vir a ocluir seu lúmen, o dreno de Penrose deve ser observado e mobilizado em intervalos de 12 horas, entretanto, tracionado em cada curativo (exceto quando contra-indicado), cortado seu excesso e recolocado o alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada.

Seu orifício de saída deve ser ocluído com gaze estéril, ou em alguns casos, com uma bolsa de colostomia descartável, devendo este curativo ser substituído sempre que necessário. É o único dreno que pode ser tracionado, geralmente de 2 á 3 cm por dia, conforme a prescrição médica.

Alguns Cuidados quanto ao Aspecto do Dreno:

Primeiramente registrar separadamente o volume de cada dreno na folha de balanço hídrico, isto possibilita avaliação da redução ou aumento anormal da drenagem. Registrar de forma precisa o aspecto da secreção drenada, e contudo,  é importante checarmos a localização do dreno, quais os cuidados a serem ministrados pela equipe, se está suturado a pele ou não, tipo de dreno utilizado, como manter a permeabilidade do mesmo, o volume esperado de drenagem e principais complicações com o dispositivo.

Cuidados de Enfermagem com o Dreno de Penrose

Materiais necessários:

• Bandeja;
• Pacote de curativo completo;
• Pacote de tesoura de pontos;
• Pacote de gazes;
• 1 alfinete estéril;
• Frasco com anti-séptico;
• Esparadrapo ou micropore;
• Frasco de benzina;
• Cuba rim;
• SF 0,9%.

O Procedimento:

  • Explicar ao paciente sobre o cuidado a ser feito;
  • Preparar o ambiente, como descrito anteriormente;
  • Lavar as mãos;
  • Separar e organizar o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado;
  • Levar a bandeja com o material e colocar sobre a mesa de cabeceira;
  • Descobrir a área tratada e proteger a cama com forro de papel, pano ou impermeável;
  • Colocar o paciente em posição apropriada e prender o saco plástico para lixo em local acessível;
  • Abrir o pacote de curativo e dispor as pinças com os cabos voltados para o executante, em ordem de uso – pinça Kocher e Dente de Rato na extremidade do campo, próximo ao paciente e pinça Kelly e Anatômica na extremidade oposta;
  • Abrir o pacote de gaze e colocá-lo no campo. Se necessário colocar também chumaços de algodão;
  • Abrir o pacote de alfinete, colocando-o sobre o campo com auxílio da pinça Anatômica;
  • Abrir a tesoura e colocá-la ao lado da pinça Kelly;
  • Proceder a retirada do curativo conforme descrito anteriormente;
  • Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico;
  • Colocar uma gaze na região inferior do dreno, isolando-o da pele;
  • O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo (exceto quando contra -indicado). Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando pinças Kelly e Anatômica;
  • Colocar outra gaze sobre o dreno, protegendo-o;
  • Fixar as gazes com adesivo;
  • Juntar o material e colocá-lo na bandeja;
  • Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem;
  • Lavar as mãos;
  • Providenciar a limpeza e a ordem do material;
  • Checar o horário e fazer as anotações de enfermagem, especialmente quanto à evolução da lesão e queixas do paciente.

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El Drenage de Penrose

El Drenaje de Penrose es un drenaje de goma, tipo látex, utilizado en cirugías que implican posible acumulación en el lugar de la herida operatoria postoperatoria de líquidos infectados o no.

El nombre “Penrose”: ¿De dónde viene?

El nombre dado a este drenaje fue por el ginecólogo estadounidense Charles Bingham Penrose (1862-1925), donde el mismo inventó este método de drenaje para las cirugías abdominales.

¿Cómo funciona este drenaje?

En caso necesario, el orificio de paso del desagüe debe ser amplio, y el mismo debe colocarse a la distancia de la tienda a ser drenada, no utilizando el drenaje a través de la incisión quirúrgica, sino a través de una contra-incisión.

Entonces el cirujano se utiliza de pinzas específicas, para tirar del drenaje de penrose a través de esta contra-incisión, y situarlo internamente hasta una altura que lo necesite para el drenaje, y finalmente, se sutura la incisión y se da algunos puntos alrededor del desagüe para la fijación.

Ciertamente, a fin de evitar depósitos de esfacelo que puedan venir a ocluir su lúmen, el drenaje de Penrose debe ser observado y movilizado en intervalos de 12 horas, sin embargo, trazado en cada vendaje (excepto cuando contraindicado), cortado su exceso y, se colocó el sello de seguridad estéril, usando un guante esterilizado.

Su orificio de salida debe ser ocluido con gasa estéril, o en algunos casos, con una bolsa de colostomía desechable, debiendo este apósito ser sustituido siempre que sea necesario. Es el único drenaje que se puede trazar, generalmente de 2 a 3 cm por día, según la prescripción médica.

Algunos cuidados en cuanto al aspecto del drenaje:

Primero registrar por separado el volumen de cada drenaje en la hoja de balance hídrico, esto posibilita la evaluación de la reducción o aumento anormal del drenaje. Registrar de forma precisa el aspecto de la secreción drenada, y sin embargo, es importante verificar la localización del drenaje, que los cuidados a ser ministrados por el equipo, si está suturado la piel o no, tipo de drenaje utilizado, como mantener la permeabilidad del mismo, el volumen esperado de drenaje y principales complicaciones con el dispositivo.

Cuidados de Enfermería con el Drenaje de Penrose

Materiales necesarios:

  • Bandeja;
  • Paquete de curativo completo;
  • Paquete de tijera de puntos;
  • Paquete de gases;
  • 1 alfiler estéril;
  • Frasco con antiséptico;
  • Esparadrapo o micropore;
  • Frasco de bencina;
  • Cuenca riñón;
  • SF 0,9%.;

El Procedimiento:

  • Explicar al paciente sobre el cuidado a ser hecho;
  • Preparar el ambiente, como se ha descrito anteriormente;
  • Lavar las manos;
  • Separar y organizar el material de acuerdo con el tipo de curativo a ser ejecutado;
  • Llevar la bandeja con el material y colocar sobre la mesilla de noche;
  • Descubrir el área tratada y proteger la cama con forro de papel, paño o impermeable;
  • Colocar al paciente en posición apropiada y sujetar la bolsa de plástico a la basura en un lugar accesible;
  • Abrir el paquete de vendaje y disponer las pinzas con los cables orientados hacia el ejecutante, en orden de uso – pinza Kocher y Diente de Ratón en el extremo del campo, cerca del paciente y pinza Kelly y Anatómica en el extremo opuesto;
  • Abrir el paquete de gasa y colocarlo en el campo. Si es necesario colocar también los cojines de algodón;
  • Abrir el paquete de alfil, colocándolo sobre el campo con ayuda de la pinza Anatómica;
  • Abrir la tijera y colocarla junto a la pinza Kelly;
  • Proceder la retirada del vendaje según lo descrito anteriormente;
  • Limpiar el drenaje y la piel alrededor, con suero fisiológico;
  • Colocar una gasa en la región inferior del desagüe, aislándolo de la piel;
  • El drenaje de Penrose debe ser tracionado en cada vendaje (excepto cuando está contraindicado). Cortar el exceso y colocar alfiler de seguridad estéril, usando pinzas Kelly y Anatómica;
  • Colocar otra gasa sobre el dren, protegiéndolo;
  • Fijar las gases con adhesivo;
  • Añadir el material y colocarlo en la bandeja;
  • Dejar al paciente cómodo y el ambiente en orden;
  • Lavar las manos;
  • Proveer la limpieza y el orden del material;
  • Chequear el horario y hacer las anotaciones de enfermería, especialmente en cuanto a la evolución de la lesión y quejas del paciente.

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