Coletor de Urina Pediátrico

O coletor de Urina Pediátrico, é muito utilizado na coleta de amostras de urina de pacientes pediátricos para posterior diagnóstico clínico.

Encontra-se em versões com formato de entrada Masculino, Feminino e Unissex.

Como funciona?

O coletor de urina pediátrico provém de um adesivo altamente resistente, para instalar na criança e permitindo visualizar o conteúdo em sua bolsa transparente. Não é necessário deixar a criança despida, pode utilizar de fralda e/ou roupas por cima, para melhor conforto. Com capacidade de até 100ml.

Objetivos

  • Realizar controle hídrico;
  • Coletar urina para exames laboratoriais;
  • Evitar coleta de urina por cateter vesical e/ou outra técnica invasiva.

Indicação

  • Crianças com menos de 2 anos de idade;
  • Crianças com desenvolvimento cognitivo ou físico prejudicado;
  • Crianças com controle esfincteriano prejudicado ou sem controle esfincteriano voluntário.

Cuidados de Enfermagem

Material Necessário

  • EPI: dois pares de luvas de procedimento, capote, máscara cirúrgica;
  • Bandeja;
  • Materiais para higienização íntima;
  • Saco coletor de urina pediátrico (masculino ou feminino) com bordas colantes;
  • Frasco coletor de urina identificado com os dados da criança (nome, registro e/ou nº do prontuário, data, hora e tipo de exame);
  • Seringa descartável de 10 ml;
  • Cateter uretral de fino calibre;
  • Gazes;
  • Fralda descartável, se for o caso.

Procedimento

  1. Explicar o procedimento a ser realizado e sua finalidade a criança e/ou ao familiar;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir material necessário e levá-los a unidade, colocando materiais o mais próximo ao leito;
  4. Calçar as luvas;
  5. Realizar a higiene íntima e trocar as luvas;
  6. Pegar o saco coletor adequado e retirar os adesivos;
  7. Fixar o coletor em meato uretral de modo não deixar folgas ou dobras entre o coletor e a pele;
  8. Colocar fralda descartável, se necessário;
  9. Aguardar a micção, observando o saco coletor a cada 20 minutos;
  10. Higienizar as mãos;
  11. Retirar o saco coletor com delicadeza;
  12. Abrir os invólucros da seringa e do cateter, acoplá-los e aspirar 10 ml da urina, transferi-la para frasco de coleta esterilizado e tampá-lo;
  13. Recolher o material;
  14. Retirar EPI;
  15. Recompor a unidade da criança;
  16. Colocar a criança em posição confortável, adequada e segura;
  17. Dar destino adequado aos materiais e encaminhar os não descartáveis ao expurgo;
  18. Higienizar as mãos;
  19. Providenciar o encaminhamento da amostra ao laboratório, junto com a requisição do exame;
  20. Proceder as anotações de enfermagem no prontuário da criança, constando: hora da coleta, tipo de exame, ocorrências adversas e as medidas tomadas.

Algumas Observações

  • Está contra indicado o uso do coletor em crianças com lesões no períneo;
  • Solicitar ao acompanhante que evite grandes movimentações da criança durante o tempo em que estiver com o coletor;
  • Quando o tempo de envio, ao laboratório, da urina coletada, for maior que 1 hora, manter sob refrigeração (na geladeira).

Por que a cor da urina é amarela?

Você já parou para pensar em por que o xixi é amarelo?

A cor de nossa urina está associada aos seus componentes, à porcentagem em que eles aparecem e ao funcionamento dos rins. A urina é composta basicamente de água, água salgada e determinadas substâncias que nosso organismo precisa se livrar.

A cor da Urina

A cor amarela vem basicamente das substâncias que serão eliminadas por nosso organismo. Entre elas, as principais são a amônia (NH3), vinda das células, e a bilirrubina (que na qual posteriormente é transformada em urobilinogênio), que vem do sangue quando uma hemoglobina é rompida.

A bilirrubina é degradada pelos rins a urobilogênios, que são os compostos amarelos que dão a cor da urina.

Veja também:

O que a cor anormal da urina diz sobre sua saúde?

Referências:

  1. MDSaúde

Cateterismo Vesical de Demora

sonda vesical

Sonda vesical ou cateter urinário é um tubo de látex, poliuretano ou silicone inserido na uretra até a bexiga para coletar urina para exames ou para injetar substâncias no tratamento de uma cistite (bexiga inflamada). Conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013, o cateterismo passou a ser realizado por um enfermeiro.

As Pontas Distais

A utilização dos diversos cateteres com pontas distintas irá depender da patologia que o paciente apresenta, e também sua característica física. Algumas delas são inseridas somente em procedimento cirúrgico.

O Cateter ou Sonda de Foley

Existem vários tipos de cateter urinário, portanto, estamos abordando sobre o Cateter Foley ou também chamado de Sonda permanente.

A sonda é mantida no lugar por um balão inflado com água. É indicado para condições que afeta os nervos que controlam a bexiga como: espinha bífida, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral ou lesão medular. Também é indicada para doenças crônica debilitante ou terminais com perda de mobilidade ou consciência que impedem usar o banheiro ou um instrumento de coleta.

Esse tipo de cateterismo é muito utilizado a nível hospitalar, em uma gama de procedimentos, incluindo: Obtenção de urina asséptica para exames; esvaziamento da bexiga em pacientes com retenção urinária; preparação cirúrgica e pós-cirurgia; em pacientes com bexiga neurogênica.

Para que é indicado?

As razões pelas quais alguém pode não ser capaz de urinar por conta própria incluem:

  • Fluxo de urina bloqueado por cálculos renais, coágulos de sangue na urina ou hipertrofia da próstata;
  • Cirurgia da próstata;
  • Cirurgia na área genital, como um reparo de fratura de quadril ou remoção de câncer pélvico;
  • Lesão dos nervos da bexiga;
  • Lesão da medula espinal;
  • Condição que prejudica sua função mental, como a demência vascular;
  • Medicamentos que prejudicam a capacidade dos músculos da bexiga de contrair.

O Diâmetro do Cateter

Os diâmetros do cateter são dimensionados pela escala francesa do cateter (Fr), sendo que cada Fr equivale 0.33 mm. Os diâmetros existentes em um cateter urinário são 14Fr, 16Fr, 18Fr, 20Fr, 22Fr.

O clínico seleciona um tamanho grande o suficiente para permitir o fluxo livre de urina e para evitar vazamento de urina ao redor do cateter. Um tamanho maior é necessário quando a urina é espessa, sanguinolenta ou contém sedimentos. Cateteres maiores, no entanto, são mais propensos a danificar a uretra, tem maior risco de serem colonizados por bactérias e são mais difíceis de colocar.

As vias do Cateter

As sondas de duas vias possuem uma via para drenagem de diurese e outra para inflar o balonete. Nas sondas de três vias, a via restante é utilizada para irrigação da bexiga. Geralmente são utilizadas sondas calibrosas em pós-operatório de cirurgias urológicas, em casos de irrigação da bexiga, evitando dessa maneira coágulos indesejáveis.

Os Cateteres Urinários e suas complicações

– Agudas: Infecções urinárias sintomáticas associadas a curta permanência do cateter, podendo incluir quadros de hipertermia, pielonefrite aguda podendo o paciente evoluir para sepse e morte.

– Crônicas: urinárias sintomáticas associadas a longa permanência do cateter, incluindo obstrução do cateter, cálculos urinários, infecções peri urinárias localizadas, inflamações renais crônicas e após muitos anos, câncer de bexiga.

Cuidado com o Risco de Infecção!

A introdução de um cateter de permanência facilita o aporte de bactérias, levando a infecção do trato urinário.

Cuidados de Enfermagem no Procedimento de Introdução do Cateter Vesical de Demora

O Técnico de Enfermagem poderá auxiliar o Enfermeiro no procedimento da introdução do cateter, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– agulha de 40×20;
– Ampola de AD 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina estéril (sistema fechado);
– Sonda Foley com o tamanho pré estabelecido;
– Em homens : Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O Procedimento

– Colocar o paciente em posição (mulher: ginecológica; homem: pernas estendidas);
– Posicionar biombo e foco de luz s/n;
– Lavar as mãos;
– Abrir o pacote de sondagem (cateterismo vesical) em uma mesa auxiliar com um campo estéril se possível ou sobre o leito, no sentido diagonal, colocando uma das pontas sob a região glútea, tomando cuidado para não contaminar o a embalagem interior estéril;
– Colocar PVPI na cuba redonda, que contém as bolas de gaze;
– Abrir a sonda e o resto do material sobre o campo (gaze, agulha, seringa);
– Mulher: colocar xylocaína na gaze
– Abrir a ampola de água e oferecer à quem está passando o cateter;
– O Enfermeiro deve calçar as luvas;
– O mesmo irá testar o Cuff da sonda (fazer o balão inflar);
– O mesmo irá aspirar 10 ml de água destilada sem tocar na ampola;
– O mesmo deve lubrificar 5 cm da sonda;
– No caso de homens: O Enfermeiro deve preparar a seringa com 10 ml de  xilocaína gel;
– O mesmo deve conectar a sonda ao coletor;
– O mesmo deve fazer a antissepsia:
Em  mulheres:  duas bolas de gaze entre a vulva e os grandes lábios, duas bolas de gaze entre os pequenos lábios, uma bola de gaze no meato urinário;
Em homens: afastar o prepúcio e expor a glande, fazer  antissepsia em movimentos circular ou, do meato em direção a  glande , elevar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, injetar 10 ml de  xilocaína  gel no meato;
– O Enfermeiro irá realizar a introdução a sonda pré-conectada a um coletor de drenagem de sistema fechado, bem lubrificada por 5 cm a 7 cm no meato uretral, utilizando técnica asséptica estrita. Em caso de mulheres, se a urina não aparecer, verificar se a sonda não está na vagina. Se erroneamente posicionada, deixar a sonda na vagina como um marco indicando onde não inserir e introduzir outra sonda.
– Insuflar o balonete com água destilada (de acordo com os CC descritos na própria sonda), certificando-se de que a sonda está drenando adequadamente.
– Tracionar suavemente a sonda até sentir resistência.
– Fixar a sonda de demora, prendendo-a juntamente com o a bolsa de drenagem, na face interna da coxa em mulheres,  e em homens na região inguinal, supra púbica ou hipogástrica com esparadrapo do tipo antialérgico;
– Realizar a anotação da data inserida na bolsa coletora de urina;
– Secar a área e manter a paciente confortável;
– Lavar as mãos;
– Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar;
– Manter o ambiente da paciente em ordem.

Para a Retirada do Cateter Vesical de Demora

O que irá precisar:

– Saco de lixo para conteúdos infectantes; luva de procedimento; seringa de 20 ml.

O que fazer?

– Verificar a bolsa coletora (volume, cor, aspecto da urina);
– Calçar luvas de procedimento;
– Aspirar o soro fisiológico ou AD do CUFF ou balão (mesmo volume que foi colocado);
– Retirar a sonda;
– Desprezar no lixo.

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Insuficiência Renal: O que é ?

Insuficiência Renal

A Insuficiência renal é a perda súbita da capacidade de seus rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, que pode ficar fora de equilíbrio.

As causas desta doença são várias, os rins tornam-se incapazes de proceder à eliminação de certos resíduos produzidos pelo organismo.

Existem dois tipos de Insuficiência Renal:

A IRA (Insuficiência Renal Aguda)

É Perda rápida de função renal que pode ser recuperada no espaço de poucas semanas. As causas devem-se desidratação, intoxicações, traumatismos, medicamentos e algumas doenças. Dependendo da gravidade e porque a vida não é possível sem os rins a funcionar, pode ser necessário fazer diálise.

A IRC (Insuficiência Renal Crônica)

Já é a perda lenta progressiva, irreversível das funções renais (é nesta fase que se aconselha os doentes a iniciarem um caminho pessoal de preparação para a diálise).

Lembrando que a IRC é uma patologia progressiva, com elevada taxa de mortalidade, que ameaça tornar-se num grave problema de saúde pública com implicações sérias no Serviço Nacional de Saúde.

Causas que podem levar a uma Insuficiência Renal

  • Condição que diminui o fluxo sanguíneo para os rins;
  • Dano direto aos rins;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Bloqueio nos tubos de drenagem de urina dos rins (uréteres), fazendo com que os resíduos não consigam deixar o corpo através da urina;
  • Glomerulonefrite;
  • Pielonefrite;
  • Rins policísticos;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial.

Há fatores de Risco!

Várias doenças podem concorrer para a anulação funcional permanente dos rins. Atualmente, a mais frequente é a Nefropatia diabética.

A hipertensão arterial, a nefropatia isquêmica, a pielonefrite aguda, as glomerulonefrites e a doença renal policística autossômica dominante são outras doenças que estão na origem da Insuficiência renal crônica (IRC).

Sinais e Sintomas

Os sinais de doença renal aparecem gradualmente, pode nem notar o início destes sinais e sintomas. (Quando a função renal e inferior a 50% podem surgir os seguintes…)

  • Menor produção de urina; necessidade frequente de urinar, mesmo de noite;
  • Inchaço das mãos, pernas, em torno dos olhos;
  • Falta de ar;
  • Dificuldades em dormir;
  • Perda de apetite, náuseas e vômitos;
  • Hipertensão;
  • Sensação de frio e fadiga.

Como é avaliado a função renal?

Clearance de Creatinina

Uma forma mais direta de avaliação da função renal é através da determinação da clearance: a clearance (K) é o volume de sangue a partir do qual uma substância é completamente eliminada pelos rins em cada unidade de tempo (normalmente ml/min.). Matematicamente, essa capacidade pode ser expressa por:

K = Taxa de depuração concentração no sangue

A clearance da creatinina numa pessoa normal saudável é 100-140 ml/min. Isto significa que cerca de 10% do sangue que passa pelos rins (aproximadamente 1200 ml/min) são completamente livres de creatinina. Isto diminui com a idade, sofrendo uma redução de 50% aos 70 anos.

Taxa de Filtração Glomerular (TFG)

O método mais comum para estudar a função renal é calcular a taxa de filtração glomerular (TFG). Na prática clínica, a urina produzida durante um período de 24 horas é recolhida e o volume total e a concentração da creatinina são analisados. Durante este período de colheita da amostra, também é colhida uma amostra de sangue e analisada a concentração no plasma.

Como é o tratamento para os pacientes renais?

O tratamento consiste em todas as medidas clínicas (remédios, modificações na dieta e estilo de vida) que podem ser utilizadas para retardar a piora da função renal, reduzir os sintomas e prevenir complicações ligadas à doença renal crônica.

Apesar dessas medidas, a doença renal crônica é progressiva e irreversível até o momento. Porém, com o tratamento conservador é possível reduzir a velocidade desta progressão ou estabilizar a doença.

Esse tratamento é iniciado no momento do diagnóstico da doença renal crônica e mantido a longo prazo, tendo um impacto positivo na sobrevida e na qualidade de vida desses pacientes. Quanto mais precoce começar o tratamento conservador maiores chances para preservar a função dos rins por mais tempo.

Quando a doença renal crônica progride até estágios avançados apesar do tratamento conservador, o paciente é preparado da melhor forma possível para o tratamento de diálise ou transplante.

O Preparo do paciente para terapia de diálise ou transplante

Essa fase do tratamento inicia-se quando o paciente apresenta em torno de 20% da sua função renal e depende da velocidade com que a sua doença progride; à medida que a função renal se aproxima de 15% é fundamental preparar o paciente para o tratamento de substituição da função renal (diálise ou transplante). A realização desses procedimentos permitirá que o paciente tenha menos complicações quando for iniciar a diálise ou submeter-se ao transplante de rim.

Os Cuidados de Enfermagem na Diálise

  • Monitoração dos SSVV a cada trinta minutos;
  • Monitorar o peso do paciente antes e depois da diálise;
  • Avaliar a via de acesso e monitorar sinais flogísticos;
  • Adotar medidas para controle de infecções;
  • Proporcionar suporte emocional;
  • Avaliar dor e administrar analgésicos prescritos;
  • Aplicar bolsas de calor ou frio;
  • Realizar massagens visando o relaxamento do paciente;
  • Avaliação clínica do paciente;
  • Administrar medicação prescrita;
  • Monitorar o peso do paciente antes e depois da diálise;
  • Manutenção do acesso da diálise;
  • Monitorar níveis anormais de eletrólitos séricos;
  • Ofertar se necessário oxigenoterapia;
  • Verificar SSVV;
  • Realizar curativos do cateter: monitorar os locais das punções, alternando-as;
  • Inspecionar a pele.

Cateter Duplo J

Cateter Duplo J

O Cateter Duplo J tem este nome por apresentar as duas extremidades em forma parecida com a letra J. O Duplo J apresenta furos em seu trajeto que permitem o escoamento da urina é utilizado com a finalidade de drenar a urina do rim em direção a bexiga. É colocado dentro do ureter em casos onde a drenagem de urina do rim para a bexiga está comprometida.

Os principais casos onde se usa o duplo J

  • Pós-operatórios de cirurgias urológicas no rim ou nos ureteres;
  • Compressões extrínsecas do ureter (tumor abdominal);
  • Cálculos obstruindo a drenagem de urina dos rins;
  • Lesões do ureter por trauma;
  • Estenose congênitas ou adquiridas do ureter.

Tempo de Permanência do Cateter

O cateter duplo J pode ficar no ureter por 3 a 9 meses dependendo do seu diâmetro. Na maioria dos casos, não é necessário ficar com o cateter durante tanto tempo. Quando o urologista indica o uso prolongado do duplo J, o ideal é que a cada 3 meses o cateter seja reavaliado para termos certeza que ele não está obstruído.

A retirada do cateter é um procedimento simples e feito por via endoscópica com um cistoscópio. Entra-se pela uretra com esse endoscópio e puxa-se o cateter para fora. Se não houver complicações como aderências ou deslocamentos do duplo J, a retirada é um procedimento rápido, e na maioria das vezes, indolor.

Cuidados Recomendados

Após a colocação do cateter duplo J é importante ter alguns cuidados para não agravar os incômodos que ele pode causar. Recomenda-se ingerir bastante líquido, evitar bebidas ácidas (refrigerantes, bebidas alcoólicas, café, suco de frutas cítricas), alimentos condimentados e apimentados.

Além dos cuidados com a alimentação, quem está com um cateter duplo J deve evitar atividades físicas intensas. Apesar de não ser propriamente proibido, o esforço físico pode agravar o desconforto e provocar pequenos sangramentos na urina.

Convém também não fazer força para urinar para não piorar a dor na coluna lombar, que pode ocorrer nos primeiros 3 dias após a colocação do cateter duplo J.

atividade sexual pode ser mantida normalmente, mas deve ser evitada se a pessoa estiver com um cateter duplo J com fio externo para a sua retirada, pois o cateter pode ser deslocado durante a relação.

Outra recomendação é tomar corretamente os medicamentos analgésicos e antibióticos prescritos pelo médico urologista.

O cateter duplo J pode causar uma série de sintomas, como aumento da frequência urinário, urgência urinária, dor ou ardência para urinar, incontinência urinária, presença de sangue na urina, esvaziamento incompleto da bexiga, desconforto pélvico e dor na região lombar.

Grande parte desses sintomas e incômodos é devida à irritação da bexiga causada pela extremidade do cateter.

Apesar de ser feito com um material flexível e não-alérgico, o cateter duplo J não deixa de ser um corpo estranho para o organismo. É comum ocorrer uma inflamação da mucosa da bexiga, que provoca sintomas semelhantes a uma cistite (infecção urinária na bexiga) e pequenos sangramentos observados na urina.

Outro incômodo frequente é a dor nas costas (lombar) causada pelo retorno da urina da bexiga para os rins.

Bexiga Neurogênica: O que é?

Bexiga Neurogênica

Qualquer condição que interrompa a função da bexiga ou a sinalização neurológica aferente e eferente provoca bexiga neurogênica.

A bexiga neurogênica é um conjunto de disfunções que afetam o enchimento, o esvaziamento e a capacidade de armazenamento da bexiga. Está presente em pessoas com doenças neurológicas e diabetes, provocando perda da capacidade de controlar a micção.

Os indivíduos com bexiga neurogênica não conseguem perceber quando a bexiga está cheia e não são capazes de eliminar a urina voluntariamente.

Em bexigas com funcionamento normal, à medida que a urina se acumula no seu interior, as suas paredes relaxam para ir acomodando um volume cada vez maior de urina.

Na bexiga neurogênica, as suas paredes perdem essa capacidade de se distender. Logo, conforme a bexiga vai se enchendo, a pressão no seu interior aumenta, podendo inclusive provocar dilatação dos rins.

Assim, a bexiga perde a sua capacidade de armazenar a urina e manter uma pressão baixa no seu interior ao mesmo tempo.

Como resultado, ocorrem contrações involuntárias da musculatura da bexiga, com perdas de urina.

Existem dois tipos de Bexiga Neurogênica:

1. Bexiga Hiperativa

Também é conhecida como bexiga espástica ou bexiga nervosa, pois a bexiga se contrai de forma involuntária, havendo assim a perda de urina de forma inesperada e em momentos inapropriados.

  • Sintomas: incontinência urinária, vontade de urinar frequente e em pouca quantidade, dor ou ardência na região da bexiga, perda do controle da capacidade de urinar.

A bexiga hiperativa é mais comum em mulheres, podendo ser estimulada por alterações hormonais na menopausa, ou pelo aumento do útero na gravidez.

2. Bexiga Hipoativa

Também é conhecida como bexiga flácida, pois a bexiga não é capaz de se contrair voluntariamente, ou o esfincter não é capaz de relaxar, o que provoca o armazenamento de urina, sem a capacidade de eliminá-la de forma adequada.

  • Sintomas: sensação de que bexiga não esvaziou completamente após urinar, gotejamento após urinar ou perda de urina involuntária. Isto aumenta as chances de haver infecção urinária e prejuízo na função dos rins, e por isso o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível.

O que causa a Bexiga Neurogênica?

Em crianças, as principais causas de bexiga neurogênica são as doenças neurológicas congênitas, como mielomeningoceles, paralisia cerebral, entre outras.

Nos adultos, a bexiga neurogênica está relacionada com lesões na medula espinhal (paraplegia, tetraplegia), Parkinson, diabetes, esclerose múltipla, diabetes, derrames (AVE), tumores cerebrais, entre outras doenças e problemas neurológicos.

Apesar do diabetes não ser uma doença de origem neurológica, pode causar danos nos nervos periféricos que atuam sobre a bexiga.

E algumas outras causas:

  • Irritação da bexiga, por infecção urinária ou alterações hormonais, como na menopausa;
  • Alterações genéticas, como ocorre na mielomeningocele;
  • Doenças neurológicas reversíveis como neurocisticercose ou neuroesquistossomose;
  • Compressão de nervos da região lombar por hérnia de disco;
  • Acidente que lesiona a coluna, causando paraplegia ou tetraplegia;
  • Doenças neurológicas degenerativas como a esclerose múltipla;
  • Comprometimento neurológico pós-AVE;
  • Alterações neurológicas periféricas pelo diabetes;
  • Perda da elasticidade da bexiga, causada por inflamações, infecções ou alterações neurológicas em geral.

Em homens, a próstata aumentada pode simular muitos sintomas de bexiga neurogênica, sendo uma importante causa reversível de alteração da função dos músculos urinários.

A Assistência de Enfermagem

Observando e sentindo a problemática apresentada pelos pacientes portadores de bexiga neurogênica e verificando ser a abordagem deste problema de interesse para a enfermagem, é fornecido a assistência de enfermagem como:

  • Prevenção de infecções e cálculos vesicais;
  • Reeducação da função vesical;
  • Manutenção das roupas secas;
  • Manutenção da integridade da pele.

Prevenção de infecções e cálculos vesicais

Enquanto se processa a avaliação das condições urinárias do paciente é importantíssimo prevenir as infecções e a formação de cálculos vesicais.

Isto pode ser conseguido através de periodicidade e técnica asséptica rigorosa na troca do cateter e de um programa de ingestão de grande quantidade de líquidos, que estimula o funcionamento renal, auxilia a eliminação de resíduos urinários, dificulta a formação de cálculos e a instalação de infecção.

A lavagem vesical periódica, já não é mais aconselhada, na tentativa de eliminação de mais uma fonte de contaminação, no entanto, alguns urologistas ainda indicam o seu uso.

Caso essas medidas preventivas não sejam suficientes para impedir a instalação de infecção, o médico recorre à antibioticoterapia, como parte do tratamento.

Desde que o paciente esteja livre de infecção vesical pode-se tentar um programa de treinamento para esvaziamento periódico da bexiga.

Fase de treinamento para reeducação vesical

Elabora-se um programa de treinamento para o esvaziamento da bexiga de forma a ajudá-la a funcionar em ritmo de freqüência de eliminação tão próximo ao normal quanto o possível.

Fase de treinamento para o auto-cuidado

Após a retirada da sonda, muitos aspectos deverão ser abordados com o paciente, tentando-se evitar complicações como: infecções, cálculos e extravasamentos de urina.

Uma orientação clara, objetiva e enfocando a importância do cuidado que o paciente deve ter com seu corpo, é fundamental para a sua independência.

A ingestão de líquidos continua a ser bastante estimulada, numa média de 3000 ml. diários, tentando-se prevenir as complicações vesicais já referidas anteriormente.

O controle das características e do volume urinário, é importante.

Qualquer alteração na cor, odor, volume ou quantidade de sedimentação, deve ser imediatamente notificada ao médico, ao mesmo tempo em que se inicia uma hidratação oral intensa, visando maior estímulo para o funcionamento renal e vesical, auxiliando a eliminação de impureza.

Veja mais em nosso canal Youtube:

 

Veja também:

Sistema Urinário

A Irrigação Vesical Contínua: O que é?

Irrigação Vesical

Você está com um paciente sob tratamento urológico, e o médico solicita a Irrigação Vesical de forma contínua nele.

Mas o que é uma Irrigação Vesical?

A Irrigação Vesical em si nada mais é do que a infusão de solução para lavagem contínua da bexiga urinária, geralmente com solução fisiológica a 0,9% gelado ou em temperatura ambiente através de equipos específicos de irrigação, ou por bomba de infusão, em um cateter vesical tipo Folley 3 vias.

Quais são as Indicações?

-Necessidade de introduzir soluções para tratamento de inflamações irritações e infecções da bexiga;
-Prevenir obstruções do trato urinário, removendo coágulos e fragmentos pós-cirúrgicos (Resseção transuretral de próstata e bexiga);
-Prevenção e tratamento de hemorragias da bexiga.

Como é feito o controle?

É feito um comparativo entre o volume infundido em cada bolsa de SF 0,9% e o volume de saída no mesmo período uma vez que também há a saída de sangue em meio ao liquido drenado em coletor de urina sistema tipo fechado que deve ser especificada na anotação como conteúdo amarelo claro, amarelo escuro ou hematúrico.

Por exemplo:

Em uma hora, é infundido 1000ml de soro fisiológico para a bexiga do paciente continuadamente. E em uma hora, contabilizei, 1600 ml de débito pela bolsa coletora do paciente.

Eu preciso subtrair 1000ml, que é o valor do volume total infundido em uma hora de solução fisiológica, ficando somente os 600 ml contabilizados no total, o que quer dizer, que o paciente urinou 600ml naquele período.

Eu preciso também anotar o aspecto da urina do cliente, que pode ser desde hematúrico até amarelo clarinho. Isto é importante pois ajuda na evolução, avaliação e condições para a melhora da via urinária do paciente.

Quem instala o Cateterismo Vesical de Demora?

Conforme esta publicação que enfatizamos sobre o cateterismo vesical de demora, este procedimento é privativo do Enfermeiro, sendo que o papel do técnico de enfermagem é a manutenção e o controle de débito de diurese + irrigação naquele período que é necessário.

O método de instalação é o mesmo de um cateterismo vesical de demora.

Lembrando!

A conscientização da equipe de enfermagem é primordial no sucesso dessa terapia pois se o colaborador não mantiver um fluxo de infusão rápido o suficiente para a necessidade de cada cliente poderá haver a obstrução do cateter, consequentemente o enchimento excessivo da bexiga urinária, um quadro de dor em grande intensidade para o cliente e finalmente o rompimento por pressão da bexiga.

Veja também:

Calculose Renal (Urolitíase)

Cateter Vesical de Alívio

Cateterismo Vesical de Demora

Conheça os Tipos mais comuns de Incontinência Urinária

incontinência urinária

A Incontinência Urinária é uma condição que afeta dramaticamente a qualidade de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social. A incontinência urinária pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos.

Normalmente existe uma perfeita coordenação entre a bexiga e o esfíncter (músculo que funciona como uma válvula que fecha a uretra, impedindo a saída da urina). A maioria das pessoas possui completo controle sobre esse processo, permitindo o enchimento da bexiga entre 400 ml e 500 ml, sem que ocorram perdas urinárias. Na fase de enchimento, a bexiga está relaxada e o esfíncter contraído. Na fase de esvaziamento da bexiga, é necessária uma perfeita coordenação entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter. Esta coordenação é chamada de Sinergismo Vesicoesfincteriano.

A incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino, afirma a Sociedade Brasileira de Urologia. É um problema que afeta todas as faixas etárias, mas acomete mais a população idosa.

Causa um impacto muito grande na qualidade de vida das pessoas. Constrangimento social, mau cheiro etc. O grande problema é o impacto que ela causa. Tornam-se pessoa deprimidas, que perdem suas relações sociais e familiares.

Quais são os tipos de Incontinência Urinária?

É classificado a incontinência pelos sintomas ou pelas circunstâncias que ocorrem no momento da perda de urina. A seguir descrevemos os tipos mais comuns:

Incontinência Urinária de Esforço (Ou também Incontinência Urinária Por Estresse)

A incontinência de esforço acontece quando a pessoa não tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Isso significa que ela terá perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão ou estresse. Ela ocorre frequentemente em mulheres e em
homens que tiveram algum tipo de lesão do esfíncter urinário.

Incontinência urinária de urgência

A incontinência de urgência é um desejo de urinar que é tão forte que você não consegue chegar ao banheiro a tempo. Isso pode acontecer mesmo quando você tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga. A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa da incontinência de urgência.

Incontinência urinária por transbordamento

Esse tipo de incontinência ocorre quando a bexiga está sempre cheia, ocorrendo vazamentos. Também pode acontecer de a bexiga não se esvaziar por completo, o que leva ao gotejamento.

Incontinência urinária funcional

A incontinência funcional ocorre quando uma pessoa reconhece a necessidade de urinar, mas está impossibilitada de ir ao banheiro devido a alguma doença ou complicação que a impede de chegar ao banheiro por conta própria.

Incontinência urinária mista

Em alguns casos, os sintomas de incontinência urinária podem se misturar, criando a incontinência mista.

Cristalóides: O Ringer Lactato

Ringer Lactato

O Ringer-lactato (ou mais precisamente, o soluto de Ringer) é uma solução cristalóide com soluções isotônicas ao plasma sanguíneo,  e líquida de eletrólitos em água.

Os Eletrólitos como o sódio estão naturalmente presentes em fluidos corporais e ajudam na função dos músculos e nervos, bem como na manutenção do pH e no equilíbrio dos fluidos.

A perda de eletrólitos através do suor e da urina é normal, e eles são repostos pelo consumo habitual de líquidos. Se muitos forem perdidos devido a sangramento, vômito ou outra doença, eles devem ser imediatamente repostos.

Mas o que são cristalóides?

Soluções cristaloides, popularmente conhecidos como soros, são as soluções que contêm água, eletrólitos (Sódio, potássio, cálcio, cloro…etc) e/ou açúcares em várias proporções e podem ser hipotônicas, isotônicas ou hipertônicas comparadas ao plasma sanguíneo. Se administram por via intravenosa para repor líquidos e re-estabelecer o Equilíbrio hidrostático e eletrolítico do corpo.

Para qual principal uso o Ringer Lactato é utilizado?

O soluto de Ringer é administrado por via intravenosa a pacientes para reposição de fluidos e eletrólitos perdidos por doença ou lesão. A concentração de eletrólitos e água é desenvolvida para imitar a composição do plasma sanguíneo. Essa solução pode ser prescrita junto com uma solução de açúcar (geralmente a dextrose) para fornecer uma fonte de calorias. O soluto de Ringer pode também ser usado em associação com uma variedade de medicamentos intravenosos, para dilui-los.

Qual é a composição do Ringer Lactato?

A proporção de eletrólitos e água no soluto de Ringer é cuidadosamente balanceada para que ele possa ser usado eficazmente pelo corpo. Em cada 100 ml de soluto de Ringer, há 600 mg de cloreto de sódio, 20 mg de cloreto de cálcio, 30 mg de cloreto de potássio e 310 mg de lactato de sódio. O pH do soluto de Ringer é ajustado para ser 6.6, e um litro dessa solução possui nove calorias.

Ringer Simples e Lactato: Quais sãos as diferenças?

Ambos possuem características semelhantes quanto à composição, diferenciando apenas pelo Lactato,  que é utilizada para reposição, e contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes.

O Ringer Lactato é mais indicado para que tipos de situações?

A sua indicação principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque hipovolêmico. É muito utilizado em casos de reidratação e restabelecimento do equilíbrio hidro eletrolítico, quando há perda de líquidos e dos íons cloreto, sódio, potássio e cálcio, e para prevenção e tratamento da acidose metabólica.

Quais são os efeitos colaterais ?

Como o soluto de Ringer é administrado via intravenosa, um efeito colateral comum é irritação no local da injeção. Ainda que incomuns, reações alérgicas, como inchaço e dificuldade para respirar, podem acontecer. Outros efeitos colaterais potenciais são: hematoma ou infecção no local da injeção, febre, infecção da veia ou aumento anormal do volume de sangue. Edema pulmonar (fluido nos pulmões) e hiper-hidratação também são complicações potenciais que podem ocorrer pelo uso do soluto de Ringer.

Cuidados de Enfermagem ao Ringer Lactato

– Não devem ser administrada simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea devido ao risco de coagulação.

– A administração intravenosa pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na hiper-hidratação, estados congestivos ou edema pulmonar.

Curiosidades

O soluto de Ringer é produzido por uma série de fabricantes diferentes e pode ter pequenas variações na fórmula. Em geral, porém, essas soluções são consideradas isotônicas em relação ao sangue. Isso significa que sua concentração é mais ou menos igual à do sangue saudável. Essa solução pode também ser chamada de Ringer ou Ringer-lactato. O soluto de Ringer foi inventado no final do século XIX pelo fisiologista britânico Sydney Ringer.

O que a cor anormal da urina diz sobre sua saúde?

Urina

Pode ser alarmante ver sangue de cor vermelha de urina na bacia, ou verde, Azul, nublado, ou líquido espumoso que sai do seu corpo. Na maioria das vezes, no entanto, há uma explicação não-ameaçador para a urina que vem em todas as cores do arco-íris.

Os especialistas nos dizem que um corpo saudável de urina é cor de palha. É só um pouco de amarelo e transparente. De vez em quando, no entanto, urina vem em cores diferentes. Em geral, urina de cor estranha é de origem benigna, mas ocasionalmente é um sinal de que está na hora de ir ao médico.

Urina amarela palha

Urina saudável é da 96 por cento da água, com apenas alguns outros produtos de resíduos. O corpo excreta um composto de ácido chamado ureia quando excesso aminoácidos têm de ser convertidos em açúcar. O açúcar permanece no corpo, e uréia, nesse caso contrário faz o pH do sangue fluxo cair.

Uréia em si é incolor. A pequena quantidade de pigmento amarelo na urina saudável é um composto chamado urocromo, é feita a partir de sais biliares reciclados. Bile é um líquido produzido pelo fígado para dissolver as gorduras no trato digestivo. Excesso de sais biliares são eliminados na urina e fezes.

Se você colocar a urina em um frasco, você deve ser capaz de ver a sua verdadeira cor se você devolver um livro branco ou um jornal. Se sua urina está escura, é possível que você não está bebendo bastante água.

Urina completamente límpida (transparente)

Se a urina é completamente clara, é geralmente o resultado de excesso de água que está bebendo. Atletas que bebem muita água durante as competições esportivas, por exemplo, e as pessoas nos regimes de dez copos de água por dia tendem a ter a urina clara. Urina clara geralmente significa apenas que o urocromo é tão diluído que não é visível. Se você parar de beber tanta água, e retorna a cor normal.

Urina clara também é comum em pessoas que tomam diuréticos, em geral, para o pressão arterial elevada ou edema. Quando a medicação é interrompida, Retorna a cor. O médico provavelmente vai levar uma amostra de urina, como parte da vigilância sanitária regular.

Em casos raros, clara de urina pode resultar de diabetes insipidus, a falha da glândula pituitária no cérebro para fazer uma substância chamada hormônio antidiurético. Isso é causado por uma lesão no cérebro ou em certas condições metabólicas. Os rins não recebem a mensagem para mantê-lo no meio da noite, então o sono torna-se difícil, e desidratação, apesar da urina clara, é uma preocupação constante. Essa condição aumenta a sede, uma vez que aumenta a micção, mas é muito difícil acompanhar a hiperatividade dos rins para o dia. Diabetes insipidus é diagnosticada, privando o paciente de água, que isso não deve diminuir a produção de urina, tanto como esperado o oposto.

Urina laranja

Urina laranja pode ser tingida por beta-caroteno, o composto antioxidante mais generoso em cenouras. As pessoas que consomem grandes quantidades de cenouras podem ter urina de cor laranja. Urina laranja também pode ser um sinal de hepatite, como a inflamação no fígado faz bile para viajar diretamente para os rins. No entanto, a desidratação é a causa mais comum de urina laranja. Os rins trabalham a noite toda, quando não me erguer para água potável, e manter a eliminação de urocromo (mencionado acima) sem retirar a água para diluir.

O significado das outras cores urina anormal

Urina amarela brilhante

Às vezes, a urina é brilhante, quase amarelo “Néon”. Em geral, este é um resultado de tomar vitaminas suplementos nutricionais. O corpo não pode armazenar grandes quantidades de vitamina B2, então ele derrama na urina, onde tem uma cor muito perceptível. Como um composto químico isolado, Vitamina B2 é mais laranja amarelo, mas porque ele também absorve a luz azul, tem uma aparência brilhante e amarela na urina. Vitamina B2 é ligeiramente solúvel em água, então, a cor é geralmente sensível primeira micção após tomar o suplemento, em excesso tende a ser excretado ao mesmo tempo.

Urina azul

Se você tiver a urina azul, a explicação mais provável é que você consumiu alimentos feitos com corantes azuis, como glacê ou doce? O fígado processa a coloração e envia mais ou menos diretamente para os rins excretam. Urina azul também é causada pelo uso de azul de metileno, que é injetado em caso de intoxicação acidental com cianeto ou é usado para tratar infecções do trato urinário.

A urina de cor verde

Urina verde é mais comumente um subproduto de um tipo de bactéria chamada Pseudomonas aeruginosa. Esta bactéria vive no intestino, Mas pode ser transferido no trato urinário quando aplicado com um papel higiênico de movimento para a frente em vez de com um movimento para trás. Algumas pessoas que têm câncer de fígado também podem ter urina verde, como algumas pessoas que bebem grandes quantidades de chá verde. urina de cor verde é por vezes observada após exposição a substâncias tóxicas.

O propofol anestésico pode fazer urina esverdeada, assim como certos medicamentos para a doença de Parkinson.

A urina de cor roxa

Urina roxa tende a ser o resultado de uma doença chamada porfiria, Isso afeta cerca de 30.000 pessoas, principalmente no Reino Unido e África do Sul. Porfiria foi a causa do “loucura da infame rey Jorge III” da Grã-Bretanha, enquanto agora pode ser tratada.

Urina vermelha ou cor de rosa

A maioria das pessoas está alarmada com a urina de vermelho na bacia. Às vezes, a descoloração é causada por pigmentos de plantas, em particular a beterraba, mas é mais frequentemente devido a sangramento em qualquer parte do trato urinário. Você precisa apenas 1 ml de sangue para dar a urina cor de rosa. Sangramento do trato urinário pode ser causada por pedras nos rins, golpes nos rins ou da bexiga, o, em casos raros, câncer de bexiga.

Urina marrom ou preta

Igualmente preocupante é a presença de urina marrom ou preta no vaso. Felizmente, Geralmente tem uma causa benigna. O consumo de certos tipos de feijões, especialmente o feijão ou feijão aveludado, provoca o escurecimento da urina devido ao seu teor de dopamina. Certos medicamentos para a doença de Parkinson também, eles têm este efeito, baseado em laxantes sena (nos Estados Unidos. UU. e o Reino Unido, Sennecot) você também pode escurecer a urina.

Urina turva ou branca

Urina turva geralmente indica uma infecção bacteriana. Quando o trato urinário está infectado, o sistema imunológico envia glóbulos brancos para atacar os germes. Alguns deles aparecem na urina de após o despertar.

Os homens têm às vezes urina escura ou espumosa após a relação sexual, ou quando não ejaculam durante longos períodos de tempo. O sêmen pode ficar no trato urinário, e na próstata, podendo aparecer esbranquiçado ou opaco na urina.

Urina espumosa

Pode ser o resultado do mesmo branco ou causas de urina turva, ou pode indicar excesso de proteína dos rins severamente doentes. Se a doença renal é o problema, haverá outros sintomas além de urina espumosa.

 

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