A Aspiração de Secreções

Aspiração de Secreções

As Aspirações de Secreções são geralmente usados nos casos mais simples, para resolver as insuficiências respiratórias do tipo obstrutiva por acúmulo de secreções.

A aspiração de secreção do paciente entubado ou traqueostomizado, deve ser quando existir secreção, e não como de rotina. E tendo em mente de que é necessário uma técnica asséptica.

Para que é indicado?

Presença de secreção em pacientes com cânula endotraqueal ou de traqueostomia.

E quando é Contra Indicado?

Absolutas: bronco espasmo, obstrução. Relativas: Hemorragias, pacientes com tendências a sangramentos.

Quais são as possíveis complicações?

Traumatismo, hemorragia, infecção por técnica inadequada, broncoespasmo, hipóxia, a sonda não progride.

O que é são fluidificação de secreções?

É quando as secreções apresentam-se espessas o que dificulta. a sua eliminação, é necessário fluidificá-las, para isto, lança-se mão de:

  • umidificadores ou vaporizadores que proporcionam vapor d´água;
  • nebulizadores que proporciona partículas d´água;
  • micro nebulizadores que facilitam o uso de medicamentos, quebrando o líquido em micro-partículas.

A fluidificação de secreções é usada continuamente, quando o paciente está em uso de respirador mecânico, ou recebendo oxigênio através do tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia (o oxigênio seco resseca secreções, devendo ser umidificado, quando administrado).

Quem pode realizar a aspiração de secreção?

Houve uma atualização nas resoluções do COFEN.

Conforme a Resolução COFEN 0557/2017, determina que dentre os membros da equipe de enfermagem:

  • Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
  • Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEPE.
  • Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
  • Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Os Cuidados de Enfermagem Relacionados à Aspiração

Lembrando que:

  • Troque os frascos de aspiração e conexões a cada 6 horas!
  • Usar cateteres apenas uma vez, podendo trocá-lo durante a aspiração caso tenha muita secreção em suas paredes!

Na Aspiração Endotraqueal

Seguir inicialmente a mesma técnica da aspiração nasotraqueal:

  • Desconectar o respirador, caso faça uso.
  • Introduzir o cateter através do tubo cuidadosamente.
  • Iniciar a aspiração com movimentos rotativos do cateter, retirá-lo gradativamente.
  • Rinsar com água estéril ou solução fisiológica (não é fundamental).
  • Realizar intervalos de 3 min. de uma aspiração a outra, nunca exceder 15 min. para permitir adequada oxigenação do paciente, se necessário usar o ambú, para realizar ventilações.

A Aspiração de Secreção pode-se proceder pelas vias:

  • Vias Aéreas Superiores (VAS);
  • Intubação Oro/Endotraqueal;
  • Traqueostomia

Realizando o procedimento:

  • Verificar indicação do procedimento na prescrição de Enfermagem;
  • Lavar as mãos;
  • Preparar o material e levá-lo para Box do paciente;
  • Orientar o paciente sobre o procedimento;
  • Conferir o número da sonda de aspiração, com o número da cânula endotraqueal (A sonda deve ter diâmetro externo não superior ao diâmetro interno do tubo ou cânula, por exemplo: tubo nº 8/sonda nº 18);
  • Colocar máscara e óculos;
  • Verificar tipo e características da respiração, condições dos batimentos cardíacos do paciente e simetria da expansão torácica;
  • Calçar a luva estéril na mão que vai manipular a sonda de aspiração;
  • Oxigenar o paciente com FiO2 à 100% se no respirador, ou ventilar com ambú com reservatório por 01’, antes e após a aspiração;
  • Previamente aspirar a boca do paciente conforme o procedimento;
  • Abrir embalagem da sonda esterilizada e conectá-la à extremidade do látex;
  • Posicionar a cabeça do paciente no sentido oposto a ser aspirado;
  • Introduzir suavemente a sonda de aspiração endotraqueal na fase inspiratória, sem fazer sucção, sem forçar, o mais lento possível;
  • Observar o paciente e fazer manobra de sucção por 3 a 5 segundos na fase expiratória e tracionar a sonda em um único movimento para fora com movimentos circulares;
  • Repetir o procedimento de remoção das secreções não ultrapassando 15 segundos no tempo total de sucção;
  • Ventilar o paciente, entre cada aspiração, sempre observando suas reações, coloração da pele e ritmo respiratório;
  • Introduzir a seguir a sonda de aspiração, alternadamente, em cada manobra, até a faringe, criando sucção e tracionando-a para fora, com movimentos circulares;
  • Retirar excesso de secreção da sonda com gaze esterilizada;
  • Utilizar uma sonda para cada aspiração, desprezando após o uso;
  • Desligar o aspirador e deixar o sistema seco para evitar refluxo quando usado novamente;
  • Proteger a extremidade do látex com saco plástico (tipo bolsa de colostomia) e fixar em um ponto acima do nível do aspirador;
  • Retirar a luva, recolher o material e deixar em ordem a unidade do paciente;
  • Registrar no prontuário, data e hora do procedimento, quantidade, cor, odor e aspecto da secreção, além das reações do paciente, intercorrências e assinar.

PONTOS A LEMBRAR:

  • A aspiração deve ser realizada quando o paciente apresentar: taquipneia, taquicardia, hipotensão, agitação, ansiedade, secreções visíveis, e ausculta de estertores bolhosos e sibilantes;
  • O aspirador deve estar desinfetado e ser testado antes de iniciar o procedimento;
  • Para colaborar com a tranqüilidade do paciente;
  • Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessiva pressão negativa, lesar a mucosa e aumentar a hipóxia provocada pela aspiração;
  • Promover proteção ao paciente e ao profissional;
  • Constatando sinais de depressão respiratória, irregularidade no ritmo cardíaco, cianose de extremidade, solicitar avaliação do médico plantonista antes de iniciar o procedimento;
  • Diminuir a hipoxemia resultante das aspirações;
  • Evitar contaminação;
  • O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira da cama ligeiramente elevada (Fowler 35 – 40º);
  • Para a aspiração do brônquio direito, virar a cabeça para o lado esquerdo e vice-versa;
  • As secreções dever ser removidas com técnica atraumática e asséptica;
  • Conforme o padrão respiratório do paciente, estar atento ao tempo de aspiração;
  • Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, avaliar com o médico assistente a indicação de nebulização prévia a este procedimento;
  • Durante a aspiração observar: P.A, freqüência cardíaca, arritmias e SaO2 (Saturação de Oxigênio);
  • Efetuar a troca de frasco coletor e extensão (borracha), se necessário;
  • Ao desprezar as sondas, lavar a extensão do látex, aspirando uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitida que a secreção do látex retorne à água;
  • Caso a sonda não progrida, ver com o médico plantonista a necessidade de troca do tubo ou cânula;
  • Neste momento serão usadas luvas de procedimento que, ao término, serão desprezadas no lixo.

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