Conhecendo um pouco sobre as Veias do Membro Superior (MS)

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Os Ossos da mão: Conhecendo a sua Anatomia

Ossos da mão

Os Ossos da Mão dividem-se em três partes: carpo, metacarpo e falanges. O carpo é constituído por oito pequenos ossos que se articulam uns com os outros e funcionam harmonicamente. Qualquer perturbação em algum desses ossos poderá romper esse equilíbrio, com grave repercussão sobre os movimentos da mão. Dois deles, o escafoide e o semilunar, têm escassa circulação sanguínea.

Por isso, no caso de fraturas dos Ossos da Mão, consolidam-se com grande dificuldade, o que impede a maior parte dos movimentos da mão. Durante o tratamento, a mão fica imobilizada por longo período, que às vezes chega a atingir doze meses. Toda contusão, portanto, deverá ser tratada por médicos especializados, a fim de evitar graves problemas futuros em relação aos delicados movimentos da mão.

Carpo, metacarpo e falanges

O metacarpo é formado por cinco ossos iguais, de forma alongada, que se articulam de um lado com os ossos do carpo e do outro com as falanges. As falanges são três em cada dedo, com exceção do polegar, que só possui duas; ao se aproximarem do metacarpo, executam a função preênsil das mãos.

CARPO é formado de oito ossos, dispostos em duas fileiras. Os da fileira superior (estando os dedos voltados para baixo e a palma para a frente) são os seguintes, a contar de fora para dentro: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. Os da segunda fileira, na mesma ordem, são: trapézio, trapezoide, grande osso e osso unciforme.

METACARPO, que constitui o esqueleto da palma da mão, é formado por cinco ossos metacarpianos.

Os DEDOS (FALANGES), em número de cinco (polegar, indicador, médio, anular e auricular), articulam-se com os metacarpianos. Cada dedo apresenta três falanges: a primeira, ou falange; a segunda, ou falanginha, e a terceira, ou falangeta. O polegar tem apenas duas falanges.

Anatomia do Crânio: Vista Lateral

Crânio

Um pouco de anatomia básica do Crânio: Vista Lateral

Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE)

Traumatismo

 

O traumatismo crânio-encefálico constitui a principal causa de óbitos e sequelas em pacientes politraumatizados; entre as principais causas estão: “Acidentes automobilísticos 50%, assaltos e agressões 12%, quedas 21% e esportes 10%”. Uma das complicações mais comuns aos pacientes vítimas de traumatismo crânio-encefálico (TCE) é a infecção, principalmente a pulmonar.

O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é uma agressão ao cérebro causada por agressão física externa, que pode produzir alteração no nível de consciência e resultar em comprometimento das habilidades cognitivas, físicas e comportamentais.

O TCE constitui qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou cérebro.

Por que ocorre?

As lesões do TCE dependerão da relação entre a capacidade de complacência cerebral (capacidade de suportar a agressão) e as alterações no fluxo sanguíneo cerebral.
As lesões cerebrais podem ser primária ou secundária.

  • Lesão encefálica primária: ocorre no momento do trauma e corresponde principalmente à contusão cerebral e à lesão axonal difusa (LAD).
  • Lesão secundária: é determinada por processos iniciados no momento do trauma, mas clinicamente evidentes algum tempo depois.

Exemplos: hematomas intracranianos, a tumefação cerebral, a lesão cerebral secundária ao aumento da pressão intracraniana, lesão cerebral por diminuição ou falta de oxigênio, queda na pressão sanguínea, dificuldades na respiração, diminuição ou falta de sangue, febre, aumento do açúcar no sangue, alterações do sódio, infeção generalizada alterações na coagulação do sangue.

TCE em números

A incidência de TCE é maior nos homens do que nas mulheres em mais de 2:1 (dois homens para cada mulher). Mais de 50% dos pacientes com TCE está entre as idades de 15 e 24 anos.

O TCE é causa comum de morte em crianças, estando entre 10-13%. Quanto mais grave for o TCE, maior será a mortalidade.

Houve melhora no atendimento ao paciente politraumatizado com o avanço e preparo dos atendimentos de urgência e métodos diagnósticos. Há normatizações do Brain Trauma Foundation e Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira fornecendo informações aos médicos.

Causas

As causas mais comuns de TCE são acidentes de automóveis, traumas esportivos e quedas. Os traumas que ocorrem ao nascimento podem provocar fraturas de crânio, cefalohematoma, hematoma subdural e epidural, síndrome do Bebê Sacudido (shaken baby) e os cistos leptomeningeos (ou fratura em crescimento).

Classificação

O TCE pode ser classificado em:

  1. Fechado – quando não há exposição de estruturas do crânio. Ocorre em acidentes automobilísticos, quedas e agressões.
  2. Aberto ou penetrante – quando há exposição de estruturas do crânio. Ocorre em ferimentos por arma de fogo e lesões por instrumentos perfurantes.

Níveis de gravidade

A gravidade do TCE pode ser avaliada levando-se em consideração o nível de consciência do paciente segundo a escala de coma de Glasgow (ECG). Esta escala é aplicada pelos médicos e avalia três parâmetros que são: 1) abertura ocular; 2) melhor resposta verbal e 3) melhor reposta motora. A pontuação vai de 3 a 15. Quanto menor o valor obtido, pior será o trauma.

  • TCE leve – ECG-14 ou 15 pontos com história de perda de consciência e ou alteração da memória ou atenção maior que 5 minutos. Em crianças menores de 2 anos perda de consciência menor que 1 minuto.
  • TCE moderado – ECG- 9 – 13 pontos ou perda de consciência maior ou igual a 5 minutos e ou déficit neurológico focal.
  • TCE grave – ECG menor que 8 pontos.

Avaliação médica e exames complementares

A avaliação da criança baseia-se nos princípios preconizados pelo ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma).

O exame neurológico deve ser realizado através da escala de coma de Glasgow (realizada por médicos e enfermeiros), alterações pupilares, resposta motora.

A avaliação radiológica baseia-se em radiografia de crânio que avalia as estruturas ósseas e sua integridade e radiografia de coluna cervical quando houver dor ou sensibilidade local e suspeita de fraturas e desalinhamento da coluna.

A Tomografia de crânio é o melhor exame radiológico. Ne na criança deve ser realizada na presença de qualquer alteração neurológica ou cognitiva, bem como na suspeita de depressão ou fratura de base de crânio. A tomografia detecta anormalidades que podem determinar a conduta terapêutica nas primeiras horas e orientar para piora neurológica rápida (pequenos hematomas extra-durais, contusão frontal bilateral ou massa temporal unilateral) além de servir como auxiliar no prognóstico.

A Ressonância Magnética Cerebral (RM) deve ser realizada quando necessária, após a tomografia. Ela possui melhor capacidade de resolução de imagem, superior a tomografia, onde pequenas hemorragias, transtornos isquêmicos, micro-trombos, hemorragias tardias e lesões de fossa posterior são melhores observadas.

Evolução

TCE leve: ocorre em cerca 80% dos pacientes com TCE atendidos em prontos socorros. Destes, cerca de 3% apresentam deterioração inesperada. Desde 1999, foram estabelecido normas para o atendimento destes pacientes.

  • Categoria 0 – Pacientes com TCE, GCS 15, sem perda de consciência, sem amnésia pós-TCE e sem fatores de risco podem ser liberados.
  • Categoria 1 – Pacientes com TCE, GCS 15, com perda de consciência por menos que 30 minutos, amnésia menor que 60 minutos e sem fatores de risco devem ter uma tomografia de crânio. Se a tomografia estiver normal, poderão ser liberados com orientações, exceto se estiverem em uso de anticoagulante ou tiverem outros distúrbios.

Caso a tomografia apresente lesão cirúrgica, o paciente deve ser encaminhado para um centro de trauma para tratamento. Caso não haja indicação de cirurgia, o paciente deve ser internado para observação e repetir a tomografia ou RM.

TCE moderado: corresponde a cerca de 10% dos TCE. Os pacientes obedecem a comandos simples, costumam estar confusos ou sonolentos ou apresentam déficits focais. Cerca de 10% destes pacientes vão deteriorar e evoluir para coma. É necessário estabilização cardiopulmonar antes da avaliação neurológica.

TCE grave: Os pacientes não atendem a comandos simples até mesmo após estabilização cardiopulmonar. São pacientes graves, com alto risco de morte e de sequelas temporárias ou permanentes.

Complicações

Os pacientes vítimas de TCE podem apresentar sequelas físicas, neuropsicomotoras, epilepsia, hidrocefalia e estética (defeitos cranianos). Em geral, quanto mais grave for o trauma, maior a chance de sequelas.

Prevenção do TCE

Como foi visto acima, o TCE pode levar a morte ou mesmo a sequelas graves e permanentes. Além disso, mais de 50% dos pacientes com TCE tem entre 15 e 24 anos, ou seja, a faixa produtiva da vida. O TCE atinge os jovens com a vida toda pela frente. É muito importante prevenir o TCE. As crianças como se encontram em fase de crescimento e desenvolvimento, estão sujeitas às diferentes formas de trauma craniano. Traumas que vão desde traumas ocorridos durante o parto até acidentes automobilísticos. As crianças menores, muitas vezes, são vítimas dos maus tratos e negligência causados até pelos próprios familiares.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM PACIENTES EM TCE EM UTI

-Nas primeiras 48 horas a equipe de enfermagem deve estar atenta ao escore de Glasgow, ao padrão respiratório e aos níveis da PIC (normal menor 10 mmHg) já que uma “elevação da PIC a maior de 20 mmHg em um paciente em repouso, por mais do que alguns minutos, está associada a um aumento significativo da mortalidade; essa atenção da enfermagem permite intervir rapidamente, evitando complicações.”

-Quando o paciente estiver adequadamente sedado e a PIC se manter estável, a mudança de decúbito deverá ser realizada de dois em 2 horas, se a PIC apresentar oscilações, este procedimento deverá ser realizado com cautela.

-O balanço hídrico deverá ser monitorizado atentando-se para o volume urinário e as medidas da pressão venosa central (PVC).

-A nutrição enteral deve ser iniciada após 48 horas de admissão na UTI, estar atento à presença de ruído hidroaéreos (RHA) e distensão abdominal. Nos pacientes que apresentar fraturas de base de crânio, a sondagem nasogástrica ou enteral deve ser feita via oral e não via nasal, pois podemos provocar infecções do tipo meningite e para as aspirações deve ser usado o mesmo critério, não realizar aspirações nasal nestes pacientes.

Estar atento à prescrição de soluções, visto que, a infusão de soluções contendo dextrose, especialmente dextrose a 5% e água, é contra-indicada no tratamento agudo do paciente com TCE, pois favorece o aparecimento de edema cerebral e quando este não está presente e agrava aquele já existente.

COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS

A) Lesões Vasculares: hemorragia, trombose e aneurisma.

B) Infecções: osteomielite, meningite e abscesso.

C) Otoliquorréia.

D) Pneumocele.

E) Lesões de nervos cranianos.

F) Lesões focais no cérebro.

G) Diabetes insípida.

SEQÜELAS FREQUENTES

A) Crises convulsivas

B) Psicose

C) Epilepsia

D) Síndrome post-traumática.

 

Termos de Direção em Anatomia

Anatomia

Na Enfermagem, é muito comum utilizarmos dos termos técnicos em anatomia para especificar a posição dos órgãos e partes do corpo e suas relações uns aos outros em referência à posição anatômica, quando relatamos certos sintomas e aspectos de uma patologia distinta. Existem três termos de direção em anatomia para especificar, os Termos de Relação, de Comparação e de Movimento.

É importante saber localizar com certa precisão para realizar as anotações de Enfermagem.

Exemplos de Termos de Relação:

* Anterior / Ventral / Frontal: na direção da frente do corpo.

* Posterior / Dorsal: na direção das costas (traseiro).

Exemplo: O osso esterno e as cartilagens costais encontram-se anteriormente em relação ao coração. Já os grandes vasos e a coluna vertebral localizam-se posteriormente em relação ao coração.

* Superior / Cranial: na direção da parte superior do corpo.

* Inferior / Caudal: na direção da parte inferior do corpo.

Exemplo: Os grandes vasos localizam-se superiormente ao coração enquanto que o diafragma localiza-se inferiormente ao coração.

* Medial: mais próximo do plano sagital mediano (linha sagital mediana).

* Lateral: mais afastado do plano sagital mediano (linha sagital mediana).

Exemplo: Os ligamentos colaterais do joelho. O ligamento colateral fibular está localizado lateralmente enquanto que o ligamento colateral tibial está localizado medialmente, ou seja, mais próximo à linha sagital mediana.

* Mediano: Exatamente sobre o eixo sagital mediano.

Exemplo:  O esófago e um órgão mediano

* Intermédio: entre medial e lateral.

Exemplo: O muculo Quádriceps Femoral tem quatro porções a que esta entre a porção(vasto) medial e lateral denomina-se intermédia.

* Médio: estrutura ou órgão interposto entre um superior e um inferior ou entre anterior e posterior.

Exemplo: O pulmão direito apresenta três lobos superior inferior e o lobo médio.

Exemplo de Termos de Comparação:

* Proximal: próximo da raiz do membro. Na direção do tronco.

* Distal: afastado da raiz do membro. Longe do tronco ou do ponto de inserção.

Exemplo: O braço é considerado proximal quando comparado ao antebraço (distal), pois está mais próximo da raíz de implantação do membro (cintura escapular).

* Superficial: significa mais perto da superfície do corpo.

* Profundo: significa mais afastado da superfície do corpo.

Exemplo: A pele é uma estrutura superficial comparada às artérias ou os ossos que estão localizados mais profundamente. No sistema venoso é comum utilizarmos esses termos para diferenciar o sistema venoso superficial (mais próximo à superfície) do sistema venoso profundo (passa mais profundamente junto com o sistema arterial).

* Homolateral / Ipsilateral: do mesmo lado do corpo ou de outra estrutura.

* Contralateral: do lado oposto do corpo ou de outra estrutura.

Exemplo: Se considerarmos a mão direita como referência, o membro inferior direito é considerado homo/ipsilateral, pois está localizado do mesmo lado. Já o membro inferior esquerdo é considerado contralateral, pois está localizado no lado oposto à mão de referência (mão direita).

Exemplo de Termos de Movimento:

* Flexão: curvatura ou diminuição do ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

* Extensão: endireitar ou aumentar o ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

* Adução: movimento na direção do plano mediano em um plano coronal.

* Abdução: afastar-se do plano mediano no plano coronal.

* Rotação Medial: traz a face anterior de um membro para mais perto do plano mediano.

* Rotação Lateral: leva a face anterior para longe do plano mediano.

* Retrusão: movimento de retração (para trás) como ocorre na retrusão da mandíbula e no ombro.

* Protrusão: movimento dianteiro (para frente) como ocorre na protrusão da mandíbula e no ombro.

* Oclusão: movimento em que ocorre o contato da arcada dentário superior com a arcada dentária inferior.

* Abertura: movimento em que ocorre o afastamento dos dentes no sentido súpero-inferior.

* Rotação Inferior da Escápula: movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se medialmente e a cavidade glenoide move-se caudalmente.

* Rotação Superior da Escápula: movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se lateralmente e a cavidade glenoide move-se cranialmente.

* Elevação: elevar ou mover uma parte para cima, como elevar os ombros.

* Abaixamento: abaixar ou mover uma parte para baixo, como baixar os ombros.

* Retroversão: posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas ântero-superiores é posterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

* Anteroversão: posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas ântero-superiores é anterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

* Pronação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio medialmente em torno de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha posteriormente.

* Supinação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio lateralmente em torno de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha anteriormente.

* Inversão: movimento da sola do pé em direção ao plano mediano. Quando o pé está totalmente invertido, ele também está plantifletido.

* Eversão: movimento da sola do pé para longe do plano mediano. Quando o pé está totalmente evertido, ele também está dorsifletido.

* Dorsi-flexão (flexão dorsal): movimento de flexão na articulação do tornozelo, como acontece quando se caminha morro acima ou se levantam os dedos do solo.

* Planti-flexão (flexão plantar): dobra o pé ou dedos em direção à face plantar, quando se fica em pé na ponta dos dedos.