Iatrogenia: Um problema que requer atenção

Iatrogenia

A palavra Iatrogenia provém do grego e se refere a qualquer alteração patológica provocada no paciente pela prática dos profissionais da saúde, seja ela certa ou errada, justificada ou não, mas pelo qual resultam consequências prejudiciais para a saúde do paciente.

Na medicina, os atos de iatrogenia que acometem são os efeitos adversos de medicamentos, a utilização indiscriminada de antibióticos (o que leva à resistência das bactérias), quimioterapias e radioterapias (queda capilar, anemia, náuseas, etc.), infecções, ou até o esquecimento de um material cirúrgico dentro do paciente, dentre outros.

As mais comuns iatrogenias acometidas pelos profissionais de enfermagem são relacionadas a medicamentos como: omissão de doses, administração em concentração incorreta, aplicação em horários e vias impróprios, administração de medicamentos em pacientes trocados, assim como aplicação de fármacos errados decorrentes de substituições indevidas ou de dúvidas na prescrição ou na interpretação da prescrição médica. Além desses podem ser acrescentados outros eventos iatrogênicos como infecções por processos invasivos como no uso de cateter e sondas.

Deve se notificar as iatrogenias e usar a educação continuada para atualizar o profissional e diminuir o número de erros, buscando melhorar a qualidade de serviço prestado.

Constata-se que a alta demanda de tarefas, ausência de reciclagem periódica, falta de funcionário e falta de orientação são fatores relacionados ao sistema como um todo que precisam ser reavaliados para a prevenção de ocorrências iatrogênicas. Há também que se rever a qualidade da prescrição médica, apontada como ilegível.

Apesar dos avanços técnico-científicos disponibilizados para o atendimento dos indivíduos doentes e o maior contingente de profissionais envolvidos, entre ele os enfermeiros, o problema encontra-se longe de ser solucionado e há muito para se publicar sobre o tema, considerando as controvérsias e as dificuldades de análises científicas sólidas.

Abrange, portanto, os danos materiais (uso de medicamentos, cirurgias desnecessárias, mutilações,etc.) e psicológicos (psicoiatrogenia – o comportamento, as atitudes, a palavra) causados ao paciente não só pelo médico como também por sua equipe (enfermagem, psicólogos, assistentes sociais,fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais).

Ocorrência iatrogênica é um evento indesejável, de natureza danosa ou prejudicial ao paciente, consequente ou não de falha do profissional e que compromete ou tem o potencial de comprometer a segurança do paciente.

As causas de falhas mais comuns estão na administração das doses das medicações aos pacientes, gerando eventos adversos evitáveis em menor grau, e erros graves interceptados ou não-interceptados, em maior grau. ainda que disponha dos melhores recursos tecnológicos diagnósticos e terapêuticos, passível de cometer iatrogenias.

É fundamental reconhecer a necessidade do constante aprendizado e reciclagem, a humildade e a consciência da susceptibilidade ao erro!

 

Eventos Adversos (EAs)

Eventos Adversos

Um dos assuntos que muitos não dão atenção, mas sendo de extrema importância, pois pode acarretar consequências graves e condutas administrativas sérias. O evento adverso é um acontecimento imprevisto que trouxer prejuízo ou danos ao paciente, visitante ou colaborador.

Tendo como exemplos:

  • Queda do leito;
  • Administração de medicamento errado ou dose errada;
  • Queda de visitante;
  • Agressão;
  • Lesão por pressão;
  • Acidente perfurocortante com colaboradores;

Pode ocorrer o evento quase adverso também. Mas o que é isso?

É um evento adverso que poderia ter acontecido se não fosse detectado antes.

Como por exemplo:

  • Ao administrar um medicamento detectar que o paciente estar com nome trocado na etiqueta de identificação;
  • Piso escorregadio que pode ocasionar uma queda;
  • Erro de identificação do paciente;

O que fazer caso ocorra um EA?

  • Proceder à notificação do caso;
  • Tranquilizar e orientar o cliente, no sentido de que o caso será acompanhado pelo serviço de saúde, até a alta do paciente, e que os eventos adversos são, em geral, de evolução benigna;
  • O cliente deverá ser encaminhado, se necessário, para tratamento específico do evento adverso apresentado, em ambulatório ou unidade de saúde de maior nível de complexidade;
  • Quando necessário, para a complementação do esquema vacinal com imunobiológicos especiais, a vacinação deve ser feita sob orientação de profissional de nível superior, enfermeira ou médico, e solicitada ao Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) de sua região.

Porque devo notificar?

Com os processos assistenciais cada vez mais complexos, o risco da ocorrência de erros, por parte do profissional de saúde, e de eventos adversos, vinculados a erro ou não, tornou-se um dos nossos maiores desafios. Desta forma, a busca pela cultura da segurança do paciente tem se mostrado necessidade crescente na instituição.

Qualquer profissional que atua na unidade deve notificar os eventos adversos ou quase eventos adversos. Preencher corretamente formulário.

Para que servem as notificações?

As informações recebidas pelo NOTIVISA servem para:

  • Subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) na identificação de reações adversas ou efeitos não-desejados dos produtos;
  • Aperfeiçoar o conhecimento sobre os efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados;
  • Promover ações de proteção à Saúde Pública por meio da regulação dos produtos comercializados no País.

É importante lembrar que nem toda notificação gera uma medida sanitária, seja ela regulatória ou não. Por isso é importante notificar sempre que houver suspeita de um incidente, evento adverso ou queixa técnica.