Escala de DINI

A Escala de DINI Tem como objetivo medir a complexidade dos cuidados de enfermagem em pacientes internados em uma unidade clínica pediátrica por meio de um Instrumento de Classificação de Pacientes Pediátricos (ICPP).

A escala de Dini abrange onze áreas do cuidado com o paciente e as pontuações vão de 1 a 4 e são de acordo com a gradação da complexidade assistencial. Com a escala de Dini o enfermeiro avalia a complexidade do paciente para implementar o devido cuidado, classificados em Cuidados Mínimos, Cuidados Intermediários e Cuidados de Alta Dependência.

A Escala

A escala de Dini abrange onze áreas do cuidado com o paciente, sendo elas: atividade; intervalo de aferição de controles; oxigenação; terapêutica medicamentosa; integridade cutâneo mucosa; alimentação e hidratação; eliminações; higiene corporal; mobilidade e deambulação; participação do acompanhante e rede de apoio e suporte.

As pontuações vão de 1 a 4 e são de acordo com a gradação da complexidade assistencial, assim, quanto mais próximo do número 4, o paciente apresenta um maior grau de dependência.

A partir da somatória dos pontos, obtêm-se a classificação do cuidado, os quais podem ser: maior que 38 pontos – intensivos; de 30 a 37 pontos – semi-intensivos; 24 a 30 pontos – alta dependência; 18 a 23 pontos – intermediários e de 11 a 17 pontos – mínimos.

Baseado nisso, o enfermeiro analisa as demandas do paciente no ambiente hospitalar, estrutura a assistência essencial para o manejo e executa os serviços necessários.

DINI – INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS

INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS PONTUAÇÃO
ATIVIDADE: Possibilidade de manutenção de atividades compatíveis com a idade de desenvolvimento, exercitando as habilidades pertinentes a cada idade e interagindo com acompanhante, equipe ou com outras crian as ara sorrir, brincar, conversar, etc.
Desenvolvimento de atividades compatíveis com a faixa etária 1  
Sonolento 2  
Hipoativo ou Hiperativo ou Déficit no desenvolvimento 3  
Inconsciente ou sedado ou coma vigil 4  
INTERVALO DE AFERIÇAO DE CONTROLES: Necessidade de observação e controle de dados como sinais vitais, ressão venosa central, licemia ca ilar, balan hídrico
6/6 horas 1  
4/4 horas 2  
2/2 horas 3  
Intervalo menor 2 horas 4  
OXIGENAÇÃO: Capacidade da criança ou adolescente manter a permeabilidade de vias aéreas, ventila ao e oxi ena ão normais
Respiração espontânea, sem necessidade de oxigenoterapia ou de desobstrução de vias aéreas 1  
Respiração espontânea com necessidade de desobstrução de vias aéreas por instilação de soro 2  
Respiração espontânea com necessidade de desobstrução de vias aéreas por aspiração de secreções elou necessidade de oxigenoterapia 3  
Ventilação Mecânica (Não Invasiva ou Invasiva)                                                        4

TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA: Necessidade da criança ou adolescente receber medicações prescritas

 
Não necessita de medicamentos 1  
Necessidades de medicamentos por via tópica, inalatória, ocular elou oral 2  
Necessidades de medicamentos por sondas ou via parenteral (subcutânea, intramuscular ou intravenoso 3  
Uso de fármacos vasoativos elou hemoderivados elou quimioterápicos 4  
INTEGRIDADE CUTÂNEO MUCOSA: Necessidade de manutenção ou restauração da integridade cutaneomucosa
Pele íntegra sem alteração da cor em toda a área corpórea 1  
Necessidade de curativo superficial, de pequeno porte 2  
Presença de hiperemia (pontos de pressão ou períneo) ou sinais flogísticos em qualquer local da superfície corpórea que necessite de curativo de médio porte 3  
Presença de lesão com deiscência ou secreção com necessidade de curativo de grande porte 4  
ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO: Capacidade da criança ou adolescente ingerir alimentos sozinho, com auxílio, or sondas ou via arenteral
Via oral de forma independente ou seio materno exclusivo 1  
Via oral com auxílio e paciente colaborativo 2  
Sondas (gástrica, enteral ou gastrostomia) 3  
Nutrição parenteral OU via oral com paciente apresentando dificuldade de deglutição ou risco para aspiração 4  
  ELIMINAÇÕES: Capacidade da criança ou adolescente apresentar eliminações urinária e intestinal sozinha, elou necessidade de uso de sondas
  Vaso sanitário sem auxílio 1  
  Vaso sanitário com auxílio 2  
  Fraldas (necessidade de um profissional para a troca) ou sonda vesical de demora 3  
  Sonda vesical de alívio ou estomas ou uso de comadre ou urinol ou fraldas (necessidade de dois rofissionais ara a troca) 4  
  HIGIENE CORPORAL: Capacidade da criança ou adolescente realizar, necessitar de auxílio ou de ender totalmente ara a hi iene cor oral.
  Banho de aspersão sem auxílio 1  
  Banho de as ersão com auxílio 2  
  Banho de imersão ou banho em cadeira 3  
  Banho no leito ou na incubadora ou necessidade de mais de um profissional da 4 enferma em ara a realização de qualquer banho

MOBILIDADE E DEAMBULAÇÃO: Capacidade da criança ou adolescente de mobilizar voluntariamente o corpo ou seguimentos corporais

  Deambulação sem auxílio 1  
  Repouso no leito mobiliza-se sem auxílio 2  
  Repouso no leito, mobiliza-se com auxílio ou deambula com auxílio 3  
  Restrito no leito, totalmente dependente para mudança de decúbito                                                         4  
  PARTICIPAÇÃO DO ACOMPANHANTE: Desempenho do acompanhante para realizar cuidados e atender necessidades da criança ou adolescente
  Acompanhante reconhece as necessidades físicas e emocionais do paciente ponto ediátrico e conse ue atendê-las. 1  
  Acompanhante buscando informações para atender necessidades físicas e emocionais do aciente ediátrico 2  
  Acompanhante tem dificuldade em reconhecer algumas necessidades físicas e emocionais do aciente ediátrico, e é resistente a buscar auxílio e a mudan as 3  
  Acompanhante parece não estar atento nem se interessar quanto às 04 pontos necessidades físicas e emocionais do aciente ediátrico elou desacom anhado 4  
 
  REDE DE APOIO E SUPORTE: Apoio com o qual a criança pode contar durante sua permanência no hospital
  Presença de uma pessoa de confiança acompanhando-o durante todo o tempo 1  
  Presença de uma pessoa de confiança acompanhando-o por mais de 12 horas ao dia 2
  Presença de uma pessoa de confiança acompanhando-o durante menos de 12 horas ao dia 3
  Desacompanhado 4

Referências:

  1. Dini AP,Guirardello EB. Sistema de Classificação de paciente pediátrico: Aperfeiçoamento de um instrumento . Rev Esc Enferm USP 2014; 48(5):787-93
  2. https://www.scielo.br/j/reeusp/a/y5DLN5SVpFQHcnc5qL43WTt/?format=pdf&lang=pt
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