Notícias da Enfermagem

Empreendedorismo na enfermagem está em alta, afirma integrante da comissão da Cofen

A área da saúde proporciona um leque de possibilidades para quem busca empreender. De acordo com a enfermeira Ludimila Cunha, integrante da Comissão Nacional de inovação e empreendedorismo do Conselho Federal de Enfermagem, o número de profissionais da categoria que busca abrir o próprio negócio tem crescido e os segmentos mais fortes são tratamento de […]

Fenômeno do Alvorecer

Todas as manhãs, o nosso corpo libera hormônios que fazem com que a gente acorde e manda uma mensagem para o nosso fígado, para que ele libere a glicose estocada para nos dar energia para iniciar o dia. Mas estes hormônios impedem que o corpo fiquem sensível à ação da insulina, fazendo com que a glicemia aumente entre as 05h00 e as 08h00, e esse processo é conhecido como FENÔMENO DO AMANHECER ou ALVORECER.

Que hormônios são esses ? São os hormônios contra-reguladores – os mesmo que atuam em situações de stress agudo ou então após as crises de hipoglicemia – e se dividem em quatro tipos:

  • Adrenalina
  • Glucagon
  • Cortisol
  • GH ( hormônio do crescimento)

O fenômeno do amanhecer acontece em todas as pessoas, mas nos diabéticos pode ocasionar o aumento da glicemia e, claro, necessita de ajustes nas doses até chegar nos valores ideal.

Em pessoas que não tem diabetes, o processo é naturalmente equilibrado. Já nos diabéticos, por não produzirem a insulina ( no caso do diabetes tipo 1) ou que não produzem insulina devidamente ( diabetes tipo 2) não há insulina para “baixar” essa elevação nos níveis de glicemia, fazendo com que a hiperglicemia apareça.

 

Notícias da Enfermagem

22 dias de UTI: Enfermeiro de 28 anos tem alta após adquirir COVID19 – “NÃO É UMA GRIPEZINHA”

O enfermeiro Gabriel Ferreira Groba, de 28 anos, recebeu alta e homenagem dos colegas de trabalho do hospital que fica na Praia Grande, no litoral de São Paulo. O jovem enfermeiro recebeu alta hospitalar neste sábado (25) e ganhou uma surpresa feita por colegas na saída da UTI. Ao som de “Vencedor”, Groba pode ver […]

Hemorragia Digestiva

hemorragia digestiva

A Hemorragia digestiva é mais um sintoma de alguma doença do que uma doença por si mesma. Várias condições médicas podem ocasionar hemorragia. A maioria das causas de hemorragia digestiva está relacionada a condições que podem ser curadas ou controladas, como úlcera ou hemorróidas. Porém, algumas causas de hemorragia digestiva podem ser ameaça à vida.

A hemorragia digestiva é caracterizada por um sangramento em algum local do sistema digestivo. Ela pode ser classificada como hemorragia digestiva alta quando os locais do sangramento são acima do do ângulo de Treitz (Esôfago, o estômago e o duodeno) ou hemorragia digestiva baixa, quando o sangramento ocorre abaixo do ângulo de Treitz (intestino delgado, grosso ou reto).

Causas da hemorragia digestiva

Algumas das possíveis causas da hemorragia digestiva são:

Hemorragia digestiva alta:

  • Úlcera gástrica;
  • Úlcera duodenal;
  • Varizes esôfago-gástricas;
  • Câncer no esôfago, estômago ou duodeno;
  • Perfuração do esôfago, estômago ou duodeno.

Hemorragia digestiva baixa:

  • Hemorroida;
  • Fissura anal;
  • Pólipo intestinal;
  • Doença de Crohn;
  • Diverticulose;
  • Câncer no intestino;
  • Perfuração do intestino;
  • Endometriose intestinal.

Muito das vezes, para descobrir a causa da hemorragia, o médico poderá solicitar uma laparoscopia exploratória.

Sintomas da hemorragia digestiva

Os sintomas da hemorragia digestiva podem variar ligeiramente dependendo da região onde há o sangramento.

O sintomas da hemorragia digestiva alta podem ser:

  • Vômito com sangue ou coágulos de sangue (hematemese);
  • Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);

Já os sintomas da hemorragia digestiva baixa podem ser:

  • Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);
  • Sangue vermelho vivo nas fezes (enterorragia).

Quando se trata de uma hemorragia grave pode ainda haver os seguintes sintomas:

  • Tontura;
  • Suor frio;
  • Desmaio.

Entendendo as Terminologias relacionadas à Hemorragia Digestiva:

  • Hematêmese: é o vômito de sangue, que pode ser vermelho vivo ou com aspecto de pó de café. Não confundir a hematêmese com a hemoptise, uma expectoração de sangue que ocorre em problemas do sistema respiratório, frequentemente acompanhada de tosse e espuma.
  • Enterorragia: presença de sangue vivo nas fezes, em maiores quantidades do que nas hematoquezia.
  • Hematoquezia: presença de raias de sangue vermelho vivo nas fezes ou presença de sangue misturada as fezes (fezes castanho-avermelhadas).
  • Melena: eliminação de fezes negras, geralmente com odor fétido, que ocorre quando a hemorragia já é superior a 500 ml de sangue.

De uma forma geral, hematêmese e melena caracterizam um foco de sangramento alto (HDA), isto é, entre a faringe e o cólon direito (onde fica o ângulo de Treitz). Já a hematoquezia e enterorragia caracterizam quandro de HDB, isto é, um foco de sangramento localiza-se no intestino grosso, cólon, reto e sigmóide).

Cuidados de Enfermagem com o HDA ou HDB:

  • Reposição intravenosa de líquidos através de cateter de grosso calibre. Soluções cristalóides ou colóides de grande quantidade. Inclusão de dextrose e tiamina (se alcoólatra);
  • Providenciar amostra sanguínea: tipagem, reação cruzada, estudo da coagulação;
  • Notificar banco de sangue quanto à necessidade de: concentrado de hemácia, plasma fresco congelado, concentrado de plaquetas;
  • Identificar rapidamente sinais clínicos de choque hemorrágico: taquicardia, taquipnéia, depleção mínima 40%, pulsos finos, volume sanguíneo circulante, hipotensão, pele fria e pegajosa, obnubilação mental.

Sinais clínicos mais sutis:

  • Piloereção;
  • Perda de volume circulante 30 a 40%;
  • Pressão arterial baixa;
  • Enchimento capilar lento;
  • Oligúria;

OBS:

  • Instalação de cateter intra arterial para fornecer dados mais confiáveis da PA;
  • Baixa perfusão tissular durante o choque requer reposição volêmica mais agressiva;
  • Baixo débito cardíaco, o CO2 expirado está limitado pela baixa perfusão pulmonar, requer reposição volêmica para melhorar a perfusão pulmonar;Restabelecimento correto da volemia:

Hipervolemia – aumenta a pressão portal

Hipovolemia – restringe a perfusão hepática

CONTROLE DO SANGRAMENTO

  • Monitorização das pressões enchimento das câmaras cardíacas direita e esquerda;
  • Realizar SNG Resfriamento intragástrico – lavagem gástrica se prescrito;
  • Mensurar as perdas;
  • Controlar rigorosamente as infusões;
  • Monitorização dos gazes sanguíneos;
  • Administração adequada de O2;
  • Controle de PA;
  • Auxiliar durante a endoscopia digestiva alta – esclerose endoscópica;
  • Administrar medicação IV – vassopressina, somatostina atentando para os efeitos colaterais sob prescrição médica;
  • Realizar cuidados com balão de Sengstaken – Blackmore como:
    • Manter bem fixada na narina do paciente
    • Controlar volume e aspecto do débito
    • Monitorar a pressão dos balões com manometro, não deixando baixar a pressão
    • Trocar fixação, quando necessária
    • Avaliação neurologica
    • Jejum absoluto

Hemorragia

Veja também:

 

O Sistema Digestivo