No entanto, como qualquer medicamento, ele pode causar reações adversas em alguns pacientes.
Reações Associadas
Distúrbios Cardíacos
Bradicardia: Uma diminuição moderada da frequência cardíaca, muitas vezes dependente da dose.
Arritmias: Às vezes, o uso da amiodarona pode levar ao aparecimento ou piora das arritmias, podendo até resultar em parada cardíaca.
Alterações na Condução: Isso inclui bloqueio sinoatrial e atrioventricular de vários graus.
Torsade de Pointes: Uma arritmia ventricular rara, mas grave.
Distúrbios Oftálmicos
Microdepósitos na Córnea: Esses depósitos lipídicos podem causar percepção de halos coloridos sob luz intensa ou visão turva. Alguns pacientes também podem desenvolver neuropatia ótica ou neurite, que pode progredir para cegueira.
Distúrbios Endócrinos
Hipotireoidismo: É uma reação comum.
Hipertireoidismo: Embora menos frequente, também pode ocorrer.
Distúrbios Hepáticos:
Aumento das Transaminases Séricas: Isso é comum no início da terapia e geralmente retorna ao normal com a redução da dose.
Doença Hepática Crônica: Isso é raro, mas pode ser grave.
Distúrbios Cutâneos:
Fotossensibilidade: A amiodarona pode causar pigmentação grisácea ou azulada da pele, especialmente com uso prolongado ou altas doses. Essa pigmentação desaparece lentamente após a interrupção do tratamento.
Alterações na Pigmentação da Pele: Além da fotossensibilidade, a amiodarona pode causar pigmentação cinza-azulada da pele.
O cloridrato de amiodarona é um antiarrítmico, com a finalidade de regularizar as alterações dos batimentos cardíacos (arritmias), o que pode ocorrer em alguns quadros clínicos.
Como Funciona?
O Cloridrato de Amiodarona inibe a conversão periférica de tiroxina (T4) em triiodotiroxina (T3) e pode causar alterações bioquímicas isoladas (aumento do nível sérico de T4 livre, com leve redução ou mesmo nível normal de T3 livre), em pacientes clinicamente eutireoidianos (função normal da tireoide).
Os Efeitos Colaterais
Comprimido
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
Aparecimento ou piora da arritmia, seguida, às vezes, por parada cardíaca
Incomum
Alterações da condução (bloqueio sinoatrial e atrio-ventricular de vários graus)
Incomum
Bradicardia acentuada ou parada sinusal em pacientes com disfunção do nódulo sinusal e/ou em pacientes idosos
Muito raro
Torsade de pointes
Desconhecida
Lesões, envenenamento e complicações processuais
Disfunção primária do enxerto após transplante cardíaco
Desconhecida
Distúrbios endócrinos
Hipotireoidismo
Comum
Hipertireoidismo, algumas vezes fatal
Comum
Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH)
Muito raro
Distúrbios oftálmicos
Microdepósitos na córnea, geralmente limitados à área subpupilar. Eles podem ser associados com a percepção de halos coloridos, sob luz intensa ou de visão turva. Os microdepósitos na córnea consistem em depósitos de complexos lipídicos e são reversíveis algum tempo após a suspensão do tratamento
Muito comum
Neuropatia ótica / neurite, que pode progredir para a cegueira
Muito raro
Distúrbios gastrintestinais
Distúrbios gastrintestinais benignos (náuseas, vômitos, disgeusia) podem ocorrer em decorrência da dose de ataque e desaparecem com a redução da dose
Aumento isolado das transaminases séricas, que são normalmente moderados (1,5 a 3 vezes o valor normal) no início da terapia. Os níveis podem retornar ao normal com redução da dose ou mesmo espontaneamente
Muito comum
Distúrbios hepáticos agudos com aumento das transaminases séricas e/ou icterícia, incluindo insuficiência hepática, que às vezes pode ser fatal
Comum
Doença hepática crônica (pseudo hepatite alcoólica, cirrose), às vezes fatal
Muito raro
Distúrbios do sistema imunológico
Edema angioneurótico (Edema de Quincke). Reações anafiláticas/anafilactoides incluindo choque
Desconhecida
Aumento do nível sérico de creatinina
Muito raro
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Diminuição do apetite
Desconhecida
Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo
Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino
Toxicidade pulmonar (pneumonite alveolar/ intersticial ou fibrose, pleurite, bronquiolite obliterante com pneumonia em organização) às vezes fatal
Comum
Hemorragia pulmonar
Desconhecida
Broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória severa, especialmente em pacientes asmáticos. Síndrome de angústia respiratória aguda do adulto, algumas vezes fatal, geralmente no período pós-cirúrgico imediato (possível interação com elevadas concentrações de oxigênio)
Muito raro
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Fotossensibilidade
Muito comum
Pigmentação grisácea ou azulada da pele no caso de utilização prolongada ou de altas doses diárias. Com a interrupção do tratamento essa pigmentação desaparece lentamente
Comum
Eritema durante o uso de radioterapia, “rash” cutâneos, normalmente inespecíficos, dermatite esfoliativa, alopecia
Muito raro
Eczema, urticária, reações cutâneas severas às vezes fatais incluindo necrólise epidérmica tóxica/síndrome de Stevens-Johnson, dermatite bolhosa e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos
Desconhecida
Distúrbios vasculares
Vasculite
Muito raro
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Injetável
As seguintes definições de frequência são usadas:
Muito comum (≥10%);
Comum (≥ 1 e < 10%);
Incomum (≥ 0,1 e < 1%);
Raro (≥ 0,01 e < 0,1%);
Muito raro (<0,01%);
Frequência desconhecida (não pode ser estimada pelos dados disponíveis).
Reação Adversa
Frequência
Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático
Neutropenia, agranulocitose
Desconhecida
Distúrbios cardíacos
Bradicardia geralmente moderada
Comum
Aparecimento ou piora da arritmia, seguida, às vezes, por parada cardíaca
Muito raro
Bradicardia acentuada, parada sinusal que pode determinar a descontinuidade do tratamento com Cloridrato de Amiodarona, principalmente nos pacientes com disfunção do nódulo sinusal e em pacientes idosos
Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH)
Muito raro
Distúrbios oftálmicos
Neuropatia ótica / neurite, que pode progredir para a cegueira
Desconhecida
Distúrbios gastrintestinais
Náusea
Muito comum
Pancreatite/pancreatite aguda
Desconhecida
Distúrbios gerais e condições no local da administração
Reações no local da aplicação, tais como: dor, eritema, edema, necrose, extravasamento, infiltração, inflamação, endurecimento, tromboflebite, flebite, celulite, infecção e modificação na pigmentação
Comum
Distúrbios hepato-biliares
Aumento isolado das transaminases séricas, que são normalmente moderados (1,5 a 3 vezes o valor normal) no início da terapia. Os níveis podem retornar ao normal com redução da dose ou mesmo espontaneamente
Muito raro
Distúrbios hepáticos agudos com aumento das transaminases séricas e/ou icterícia, incluindo insuficiência hepática, que às vezes pode ser fatal
Muito raro
Distúrbios do sistema imunológico
Choque anafilático
Muito raro
Edema angioneurótico (Edema de Quincke)
Desconhecida
Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo
Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino
Pneumonite intersticial ou fibrose, às vezes fatal, complicações respiratórias severas (síndrome de angústia respiratória aguda no adulto) às vezes fatais
Muito raro
Broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória severa, especialmente em pacientes asmáticos
Muito raro
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Transpiração
Muito raro
Eczema, urticária, reações cutâneas severas às vezes fatais incluindo necrólise epidérmica tóxica/síndrome de Stevens-Johnson, dermatite bolhosa e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos
Desconhecida
Distúrbios vasculares
Queda da pressão sanguínea, geralmente moderada e transitória. Foram relatados casos de hipotensão severa ou colapso após administração de superdose ou injeção muito rápida
Comum
Rubor quente
Muito raro
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Quando é Contraindicado?
Comprimido
Cloridrato de Amiodarona é contraindicado nos seguintes casos:
Hipersensibilidade conhecida ao iodo, à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes:
Com bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial e doença do nó sinusal (risco de parada sinusal), distúrbios severos de condução atrioventricular, a menos que o paciente esteja com um marcapasso implantado;
Que fazem uso de associação com medicamentos que possam induzir torsade de pointes;
Com disfunção da tireoide;
Grávidas, exceto em circunstâncias excepcionais;
Lactantes.
Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Todas estas contraindicações listadas não se aplicam quando a amiodarona é utilizada na sala de emergência em casos de fibrilação ventricular resistente a ressuscitação cardiopulmonar por choque (desfibrilador).
Injetável
O cloridrato de amiodarona é contraindicado nos seguintes casos:
Hipersensibilidade conhecida ao iodo, à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes:
Com bradicardia sinusal, bloqueio sino-atrial e doença do nó sinusal (risco de parada sinusal), distúrbios severos de condução atrioventricular, a menos que o paciente esteja com um marcapasso implantado;
Com distúrbios de condução bi ou tri-fasciculares, a menos que o paciente tenha um marcapasso implantado ou esteja em uma unidade assistencial especial e amiodarona seja administrada com retaguarda de marcapasso de demanda;
Com hipotensão arterial severa, colapso circulatório;
Com hipotensão, insuficiência respiratória severa, miocardiopatia ou insuficiência cardíaca (possível agravamento);
Que fazem uso de associação com medicamentos que possam induzir torsade de pointes;
Com doença tireoidiana;
Gestação, exceto em circunstâncias excepcionais;
Lactação.
Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Todas estas contraindicações listadas não se aplicam quando a amiodarona é utilizada na sala de emergência em casos de fibrilação ventricular resistente a ressuscitação cardiopulmonar por choque (desfibrilador).
Os Cuidados de Enfermagem
Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
Nos casos de administração por via endovenosa, diluir em solução fisiológica 0,9% ou em solução glicosada 5%.
Orientar o paciente a não deixar o leito, devido ao risco de tontura.
Cardioversão Elétrica e Farmacológica
Certamente você já ouviu diversas vezes sobre a cardioversão em pacientes com certas arritmias. Mas você sabia que existe dois tipos de cardioversão?
O médico avaliará as condições certas para aquele paciente, na qual apresenta uma arritmia.
Cardioversão Farmacológica
Se a arritmia não é uma emergência, um médico irá normalmente usar medicação para fazer o coração bater normalmente. Isto é chamado de cardioversão farmacológica ou química. É mais efetiva quando iniciada dentro dos sete primeiros dias do início das arritmias – fibrilação atrial e flutter atrial.
Pode normalmente obter o medicamento através de um IV, enquanto os médicos verificam o coração. Mas, às vezes, as pessoas podem tomar o medicamento como um comprimido.
Cardioversão Elétrica
É um procedimento eletivo utilizado para reverter arritmias mediante a administração de uma corrente elétrica direta e sincronizada que despolariza o miocárdio. Para que a descarga elétrica seja sincronizada o paciente deve estar monitorizado no próprio cardioversor e o botão de sincronismo deve estar ativado.
A descarga é liberada na onda R (período refratário da despolarização cardíaca). Esse mecanismo consiste em despolarizar simultaneamente quase todas as fibras cardíacas, interrompendo os mecanismos de reentrada, com o objetivo de restaurar o impulso cardíaco de maneira coordenada, com apenas uma fonte de geração de impulso elétrico.
Geralmente é um procedimento que requer sedação ao paciente, e a terapia escolhida para o tratamento de taquiarritmias. como por exemplo, a Fibrilação atrial (FA) e Flutter atrial.
lembre–se: A Cardioversão Elétrica não é o mesmo que Desfibrilação!
Ainda existe confusão sobre a diferença entre cardioversão e desfibrilação, além de falta de atenção e cuidado no momento do disparo da corrente elétrica, resultando em sérias consequências. Presenciei várias vezes consequências indesejáveis para a equipe, como choque simultâneo no paciente, enfermeiro, técnico de enfermagem, no paciente e médico e, também, consequências para os pacientes, como queimaduras extensas de primeiro e segundo grau.
Na desfibrilação, promove uma aplicação de corrente elétrica não sincronizada ao músculo cardíaco. O choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio. tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco.
Na cardioversão, é aplicado o choque elétrico de maneira sincronizada, assim, o paciente deve estar monitorado no cardioversor e este deve estar com o botão de sincronismo ativado, pois a descarga elétrica é liberada na onda P. ou seja. no período refratário.
Quais são os Riscos?
Embora incomuns, a cardioversão apresenta riscos. Algumas vezes esse procedimento pode piorar arritmias. Em ocasiões raras pode causar arritmias potencialmente fatais.
Cardioversão pode soltar coágulos sanguíneos no coração. Esses coágulos podem viajar até órgãos e tecidos do corpo e causar AVC ou outros problemas. Fazer o uso de profilaxias como anticoagulantes antes e depois da cardioversão pode reduzir esse risco.
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