Cadeira de Banho

A cadeira de banho é um dos aparelhos indispensáveis para pacientes com limitações na locomoção ou que apresentam dificuldades para permanecerem na posição ereta durante a higienização corporal.

A sua utilização

A cadeira de banho é um equipamento que facilita a higiene e o conforto de pessoas com limitações na locomoção, equilíbrio ou força muscular, como idosos, deficientes ou pacientes em reabilitação.

Ela permite que o banho seja feito com mais segurança, evitando quedas, lesões e infecções.

Existem diversos modelos de cadeiras de banho, cada um adequado para uma necessidade específica. Algumas cadeiras têm rodas, braços escamoteáveis, cintos de segurança ou caixas coletoras de resíduos.

Outras são simples, dobráveis ou adaptadas para obesos. A escolha da cadeira de banho deve levar em conta o tamanho, o peso, a condição clínica e a preferência do usuário.

A cadeira de banho deve ser resistente à água, ter assento e encosto confortáveis e antiderrapantes, e pés de borracha ou ventosas para fixar no chão ou na banheira. É um item essencial para garantir a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas que precisam de auxílio para se higienizar.

Vantagens

Melhora a higienização dos pacientes

A limpeza corporal diária é um hábito comum dos brasileiros se comparado às pessoas residentes em países europeus. Por isso, os pacientes que estão debilitados de forma temporária ou permanentemente sentem falta de uma higienização completa.

Além disso, a remoção da sujicidade corporal previne formação de úlceras de decúbito, a proliferação de fungos em pregas cutâneas e garante um frescor e vitalidade após o procedimento.

Adicionalmente, ao utilizar a cadeira de banho os pacientes poderão desfrutar de momentos relaxantes e higiênicos dentro das limitações físicas encontradas, diminuindo o suor e o mau cheiro provenientes de outras partes íntimas.

Promove a segurança do indivíduo

Existem diversos tipos de cadeiras de banho e cada uma tem uma indicação clínica específica. Cadeiras simples são recomendadas para indivíduos que precisarão dela por um período curto, pois apresentam menos funcionalidades.

Existem cadeiras mais complexas, que são acopladas a caixas coletoras de resíduos corporais (fezes e urina principalmente) e aquelas com braços escamoteáveis, que facilitam o transporte entre os cômodos da casa.

Também é possível adquirir cadeiras de banho para deficientes confeccionadas em PVC, que garantem conforto de praticidade no momento da higienização corporal além de serem seguras e convenientes para o paciente.

Outra novidade é a cadeira de banho para obesos, que tem um layout adaptado para esses pacientes e suporta até 150 kg, sendo indicada para qualquer faixa etária.

Nos modelos mais simples, não existem rodinhas embaixo, enquanto nas cadeiras mais complexas existem travas dianteiras, o que facilita a fixação em qualquer piso.

Algumas, ainda, têm cintos de segurança ao longo de sua estrutura para imobilizar os pacientes vítimas de traumatismos na coluna vertebral, situação que exige cuidados específicos.

Melhora a autoestima do paciente

A cadeira de banho facilitará a higienização dos pacientes que se sentem desmotivados após a situação que resultou na necessidade desse aparelho ou que ainda não tiverem experiências positivas durante o uso.

Pessoas que ainda estão assimilando a condição clínica permanente, frequentemente se sentem depressivas e sem ânimo para fazer algumas atividades, inclusive a higienização, enquanto outras se tornam resistentes porque não foi indicada a cadeira mais adequada à sua condição física.

Por isso, retornam à rotina sem o uso desse artefato, o que pode comprometer seriamente a limpeza corporal e a segurança do paciente.

Sendo assim, os acompanhantes, profissionais de saúde e familiares devem incentivar o paciente a iniciar ou retomar o uso da cadeira do banho para melhorar a autoestima e aceitar a nova condição clínica.

Possibilita um banho mais completo

Antigamente o banho dos pacientes acamados ou com restrições para ficarem em posição ereta era feito com panos umedecidos passados ao longo do corpo, deixando a limpeza completa somente para as partes íntimas.

Com a evolução tecnológica, surgiram as cadeiras com diversas funcionalidades que proporcionaram uma limpeza corporal mais adequada e embaixo do chuveiro — condição permitida atualmente devido ao material usado na confecção dos equipamentos.

Dessa forma, é possível incluir a higienização frequentemente e torná-la um hábito prazeroso e contínuo. Basta apenas selecionar o modelo que atende às necessidades clínicas do paciente.

Facilita a adaptação à nova rotina

A utilização da cadeira de banho proporciona emoções conflitantes nos pacientes que necessitam dela: de um lado, observa-se a autonomia para realizar a atividade higiênica por conta própria, enquanto do outro percebe-se a dependência de familiares para a limpeza corporal, que para alguns é um fato constrangedor.

No primeiro caso, verifica-se uma excitação do paciente em poder desfrutar do momento do banho de forma independente, utilizando os produtos de higiene calmamente e aproveitando esse momento.

No segundo caso, percebe-se uma tristeza do indivíduo ao saber que necessita de cuidados de outras pessoas para seus hábitos de higiene. Todavia, com intervenções de caráter positivo, esse tempo pode ser divertido para ambos.

O mais importante nessas situações é adaptar a nova rotina de maneira que não se torne estressante e cause novas complicações clínicas no paciente. Por isso, recomendações dos especialistas são bem-vindas nesse quesito para mostrar os benefícios da utilização desse aparelho.

Garante mais qualidade de vida

Qualidade de vida é a percepção do indivíduo em relação à sua condição atual. Nesse contexto, são englobadas as intervenções clínicas para o conforto do paciente e os sentimentos dos doentes em relação ao processo.

Sendo assim, as intervenções terapêuticas devem propiciar menor risco de problemas clínicos, ausência ou eliminação de dor e todas devem ser discutidas com o paciente e seus familiares.

Nesse cenário, os profissionais de enfermagem são os profissionais que podem ajudar nessa situação. Eles serão responsáveis por indicar a cadeira de banho mais condizente ao estado do paciente e fornecer as informações sobre o uso correto, além de promover um atendimento humanizado e integral.

Também deverá acompanhar essa adaptação no ambiente residencial e se certificar da segurança dos procedimentos e de avaliar a percepção do paciente em relação ao problema.

A cadeira de banho é um aparelho imprescindível para pacientes com dificuldade de locomoção, para aqueles que não se sentem confortáveis para permanecerem na posição ereta ou em situações temporárias que a exigem.

Sendo assim, a escolha do equipamento deve ser feita por um especialista no assunto, analisando quesitos como conforto, segurança e qualidade de vida do paciente.

Referência:

  1. Mobiloc

O Banho a Seco

Hoje vamos conversar sobre uma prática que se torna uma mão na roda (e um carinho extra) no cuidado com pacientes acamados: o banho a seco com lenço umedecido.

Sei que o banho tradicional com água é o padrão ouro, mas em certas situações, essa alternativa pode ser mais confortável, segura e igualmente eficaz para a higiene e bem-estar dos nossos pacientes. Vamos entender como e por que ele se tornou um aliado tão importante?

Quando a Água Não é a Melhor Opção: Entendendo as Indicações do Banho a Seco

O banho a seco com lenço umedecido não substitui o banho tradicional em todas as situações, mas ele se mostra uma excelente alternativa em alguns cenários específicos, como:

  • Pacientes com Mobilidade Severamente Reduzida: Aqueles que não conseguem se mover ou tolerar a movimentação necessária para um banho no leito convencional ou no chuveiro.
  • Pacientes Instáveis Clinicamente: Indivíduos com sinais vitais instáveis, em ventilação mecânica ou com outras condições que tornam a manipulação para o banho tradicional arriscada.
  • Pacientes com Dor Intensa: A movimentação para o banho com água pode exacerbar a dor, tornando o banho a seco uma opção mais suave e tolerável.
  • Pacientes com Curativos Extensos ou Dispositivos Invasivos: Em situações onde molhar curativos ou sítios de inserção de dispositivos (cateteres, drenos) precisa ser evitado.
  • Pacientes com Medo ou Ansiedade: Alguns pacientes podem sentir medo ou ansiedade em relação ao banho tradicional no leito.
  • Cuidados Paliativos: Em pacientes em cuidados paliativos, o conforto e a minimização do desconforto são prioridades, e o banho a seco pode ser mais gentil.
  • Quando Recursos são Limitados: Em situações com escassez de água ou de profissionais para auxiliar no banho tradicional.

Nesses casos, o banho a seco com lenço umedecido oferece uma forma eficaz de manter a higiene da pele, remover sujidades e odores, além de proporcionar conforto e bem-estar ao paciente.

Como Fazer Direito: O Passo a Passo do Banho a Seco com Lenço Umedecido

Realizar o banho a seco com lenço umedecido requer atenção aos detalhes para garantir a eficácia e o conforto do paciente. O ideal é seguir um passo a passo organizado:

  1. Prepare o Ambiente e o Paciente: Explique o procedimento ao paciente (mesmo que pareça não responsivo, a comunicação é importante) e garanta a privacidade. Reúna todo o material necessário: pacote de lenços umedecidos (preferencialmente sem álcool e hipoalergênicos), toalha limpa, creme hidratante (se indicado), roupa de cama limpa e roupa do paciente limpa.
  2. Lave as Mãos: A higiene das mãos é fundamental antes de qualquer contato com o paciente.
  3. Comece pelo Rosto: Utilize um ou dois lenços umedecidos para limpar delicadamente o rosto, incluindo testa, bochechas, nariz e queixo. Se necessário, utilize um lenço limpo para secar suavemente.
  4. Limpe os Braços e Mãos: Comece por um braço, limpando desde o ombro até os dedos, incluindo axilas e espaços entre os dedos. Seque suavemente com a toalha. Repita no outro braço.
  5. Higienize o Tórax e Abdômen: Limpe o tórax e o abdômen com movimentos suaves. Seque delicadamente com a toalha. Observe a pele em busca de irritações ou lesões.
  6. Pernas e Pés: Comece por uma perna, limpando desde a coxa até os dedos, incluindo a virilha e os espaços entre os dedos dos pés. Seque suavemente. Repita na outra perna.
  7. Região Íntima: A higiene da região íntima requer atenção especial. Utilize lenços limpos e troque-os a cada passada, limpando da frente para trás em mulheres e da ponta para a base do pênis em homens, com atenção às dobras da pele. Seque cuidadosamente.
  8. Costas e Região Glútea: Peça ajuda para virar o paciente de lado (se não houver contraindicação) ou posicione-o de forma que seja possível limpar as costas e a região glútea com lenços umedecidos. Seque bem, especialmente as áreas de dobra da pele, para prevenir dermatites.
  9. Aplique Hidratante (se indicado): Se a pele do paciente estiver seca ou houver prescrição médica, aplique um creme hidratante suave nas áreas limpas e secas.
  10. Vista o Paciente e Arrume o Leito: Vista o paciente com roupas limpas e troque a roupa de cama.
  11. Descarte o Material e Lave as Mãos: Descarte os lenços umedecidos e outros materiais utilizados de forma adequada e realize a higiene das mãos novamente.
  12. Registre o Procedimento: Anote no prontuário a data e hora do banho, as condições da pele do paciente e qualquer intercorrência.

É importante utilizar um número adequado de lenços para garantir a limpeza eficaz de todas as áreas do corpo, trocando os lenços conforme ficam sujos. Evite esfregar a pele com força; os movimentos devem ser suaves e delicados.

Nossos Cuidados Essenciais: O Olhar da Enfermagem no Banho a Seco

O banho a seco com lenço umedecido vai além da simples higiene. Envolve nosso cuidado atencioso e observação do paciente:

  • Avaliação da Pele: Aproveite o momento do banho para avaliar a integridade da pele, procurando por áreas de vermelhidão, irritação, lesões, sinais de infecção ou pontos de pressão. Documente qualquer alteração encontrada.
  • Observação do Conforto: Avalie o conforto do paciente durante e após o procedimento. Observe sinais de dor ou desconforto e ajuste a técnica conforme necessário.
  • Promoção da Circulação: A massagem suave durante a limpeza pode ajudar a estimular a circulação sanguínea, especialmente em áreas de maior risco para úlceras por pressão.
  • Fomento da Autoestima: Mesmo acamado, sentir-se limpo e cheiroso contribui para a autoestima e o bem-estar psicológico do paciente.
  • Comunicação Terapêutica: Utilize o momento do banho como uma oportunidade para conversar com o paciente, oferecer apoio emocional e fortalecer o vínculo terapêutico.
  • Educação do Paciente e Família: Se o paciente e a família estiverem envolvidos nos cuidados, oriente-os sobre a técnica correta do banho a seco.

Lembrem-se que cada paciente é único, e a forma como realizamos o banho a seco pode precisar de adaptações de acordo com as necessidades individuais e as condições clínicas.

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higiene das Mãos. Brasília: ANVISA, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicos-de-saude/publicacoes/seguranca-do-paciente-higiene-das-maos. (Embora o foco seja higiene das mãos, reforça a importância da técnica correta nos cuidados).
  2. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
  3. TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LEMONE, P.; LYNN, P. Fundamentos de Enfermagem: A Arte e a Ciência do Cuidado de Enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

Banho no leito: Por onde começo?

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

Para estas pessoas que não tem experiência e o preparo profissional adequado, listamos algumas dicas de como realizar o banho no leito da forma correta e segura.

Dicas de como dar o banho no leito em pacientes acamados

Quando temos um paciente acamado, sem mobilidade ou com nenhuma condição de segurança para sair do leito até o chuveiro, o banho é realizado na própria cama. Há vários tipos banho no leito e produtos, e hoje vamos falar do banho com irrigação, realizado de forma segura, completa e se aproxima da experiência do chuveiro pois permite o uso de água corrente.

Este banho no leito úmido, é completo e se aproxima da experiência de um banho normal, que nós estamos acostumados, embora com um volume muito menor de água.

Materiais necessários e como é o passo a passo recomendado

  1. Tenha em mãos um jarro de água ou uma mangueira conectada ao chuveiro, para iniciar o preparo do banho. A água deve estar em temperatura adequada para o conforto do paciente (mais quente no inverno e ambiente no verão).
  2. Tenha uma bacia ou balde para desprezar a água utilizada durante o banho
  3. Produtos de higiene (uso pessoal) como sabonete, shampoo, algodão etc
  4. Toalhas (uma para o rosto e outras necessárias para o corpo)
  5. Roupas, fraldas e acessórios como pente, hidratantes, desodorantes para finalizar o pós banho

Durante o banho o paciente deve estar protegido do vento e de temperatura ambiente fria, e sempre que possível, o cuidador deve se atentar para o conforto, privacidade e dignidade do paciente, mantendo sempre uma postura ética durante o banho.

Passo a passo – Como realizar o banho no leito de forma correta

  1. Comece pela cabeça. Ao lavar os cabelos, é necessário que ela esteja posicionada na cabeceira da cama, para que a água possa fluir direto para a bacia. Nesse caso, irrigar a cabeça, passar o shampoo, massagear cabeça e fios, e em seguida enxaguar. Se for usar condicionador, repetir o processo. Secar bem a cabeça e enrolar em uma toalha, para proceder com o banho.
  2. Lavar o rosto, pescoço, orelhas, braços e mãos, parte por parte, dobra por dobra, utilizando o algodão molhado embebido em sabonete. Enxaguar com um algodão limpo e secar, sempre parte por parte do corpo, sempre cuidando para proteger com uma toalha seca, as partes já limpas e secas.
  3. Descendo, cuidamos da higiene do tronco – sendo homem ou mulher – lavando bem embaixo das mamas, axilas, tórax e abdômen. Com um algodão molhado, irrigamos cada região, secando cuidadosamente logo em seguida. Cobrimos com a toalha seca e seguimos adiante.
  4. A próxima etapa são os membros inferiores, começando pela virilha e sem seguida, a dobra das pernas e pés, dando atenção aos lugares mais suscetíveis a acumular resíduos que podem causar mal cheiro ou infecções. Novamente, após lavar cada área com o algodão, devemos irrigar com o algodão molhado em água limpa e em temperatura confortável. Feito o enxágue, devemos secar cuidadosamente e cobrir com toalhas limpas e secas.
  5. Finalmente, realizamos a higiene íntima do paciente lavando suas partes genitais. O procedimento varia, mas essencialmente a preocupação em deixar esta região por último é porquê o paciente pode urinar ou evacuar durante o banho.
  6. Tanto no paciente homem quanto na mulher, inicia-se a limpeza pela área frontal. No homem, deve-se abaixar um pouco a glande do pênis, limpando cuidadosamente e observando se há a existência de resíduo de pomada próximo à uretra. Se houver algum resíduo, recomenda-se usar um pouco de óleo (de amêndoas ou de girassol), normalmente já prescrito ao paciente. Na mulher, o algodão é passado por fora dos grandes lábios vaginais. Novamente, há que se ter cuidado para não entrar em contato com a uretra, para evitar infecções urinárias. Tendo feito a higiene e tendo enxaguado, é hora de cuidar da parte posterior. Nesse momento, é necessário que o paciente seja virado (decúbito lateral), para que toda a área posterior do seu corpo possa ser higienizada. Novamente, evitar o uso de pomadas e dar preferência ao óleo prescrito pelo médico, para hidratar e evitar assaduras.
  7. Finalmente, lavamos toda a parte posterior do paciente (costas), encerrando com esta etapa o banho no leito.
  8. Vista o paciente e em seguida, retorne a área do banho ao seu estado original recolhendo os itens utilizados no banho.

Lembre-se sempre que o banho é um conforto para o paciente, e que não apenas ajuda na prevenção de infecções da pele, como também pode contribuir para o relaxamento e autoestima do seu paciente.

Referência:

  1. HUFSC

Banho RN humanizado: A Técnica do “Bebê Embrulhadinho”

O banho do bebê é um momento importante de interação, entre a pessoa que realiza o banho (mãe/pai/avós e outros) e o bebê.

Ocorre que, geralmente, o que deveria ser um momento especial e de relaxamento acaba se tornando estressante, com o bebê irritado. E não, não precisa ser assim. Deve ser algo prazeroso, pois remete ao ambiente líquido e quente do útero materno.

Atualmente, há várias técnicas para dar banho em bebê recém-nascido, de uma maneira mais “humanizada”, ou seja, minimizando o estresse e proporcionando o relaxamento.

Banho humanizado: técnica bebê embrulhadinho

Passo a passo:

– Escolha um tecido leve, permeável à água e com medidas que permitam enrolar o bebê. Um tecido tipo fralda de algodão é bastante prático- daí advém o nome “banho com fralda”;

– Feche portas e janelas. Se tiver ar condicionado, aquecer o ambiente em 25 graus Celsius, antes de despir o bebê;

– Antes do banho, realize a limpeza do bumbum do bebê, utilizando algodão e água morna, removendo urina e fezes;

– Após a limpeza do bumbum do bebê, posicione as mãos e antebraços do bebê cruzados sobre o tórax e enrole- o, como se fizesse um “charutinho ou embrulho”;

– Encha a banheira ou bacia com água na temperatura em torno de 36,5 até o máximo de 37,5 graus Celsius. A temperatura da água deve ser agradável à pele da face interna do punho do adulto. Teste sempre a temperatura com seu punho, antes de iniciar o banho;

– Coloque o bebê embrulhadinho na água, podendo ficar submerso até a altura dos mamilos. Mantenha uma mão e antebraço apoiando a cabeça e ombros do bebê e a outra mão sobre o tecido. Deslize o bebê na água, permitindo que ela massageie assim o corpo. Converse com o bebê, com tom de voz suave e baixa. Mantenha o pano úmido com a água, aquecendo e contendo o bebê;

– Descubra somente a região do corpo que for lavar e, logo em seguida, cubra-a novamente com o tecido aquecido. Assim faça, sucessivamente, com todas as regiões. Vá sempre jogando água sobre o tecido, mantendo-o aquecido o tempo todo. O bumbum e os órgãos genitais são as últimas regiões a serem limpas no banho;

– Encerre o banho em 10 minutos. Deixe o tecido molhado solto dentro da banheira/bacia;

– Retire o bebê da água e seque-o imediatamente, com a toalha que estará disposta aberta sobre o tórax do adulto. Dessa forma, o bebê fica menos exposto à variação de temperatura. Pode secá-lo dessa forma, no mesmo ambiente em que tomou banho e que então já está aquecido.

O segredo do “banho embrulhadinho” é ir descobrindo e cobrindo o bebê, a cada região do corpo que for limpar/massagear. O bebê permanece contido e aquecido durante todo o banho, o que gera relaxamento. Converse sempre com o bebê durante o banho, transmitindo calma.

Referência:

  1. Manual de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso: Método Mãe Canguru ( Ministério da Saúde, 2002)

Materiais para Banho no Leito

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

Se preparando para o Estágio em Enfermagem?

Preparando o material necessário

Antes que você ponha a mão na massa, é necessário separar o equipamento e o material necessários. Garantindo que não esqueceu nada, você evita ter que se afastar constantemente, poupando tempo e diminuindo riscos. Por isso, antes de prosseguir, tenha os seguintes itens à mão:

  • roupas e lençóis limpos;
  • uma toalha de banho;
  • duas gazes, preferencialmente estéreis;
  • três litros de água morna, em uma bacia;
  • duas esponjas macias;
  • sabonete líquido adequado à pele do paciente.

Como proceder ao banho no leito?

Tipos de Banho Hospitalar

Combinando o roteiro com o paciente

Para evitar contratempos durante o banho, é necessário realizar alguns combinados com o paciente. O primeiro deles é o horário: o banho no leito deve ser realizado em um momento confortável tanto para você quanto para ele. Assim, não haverá urgência e o banho será mais adequado.

Outra dica para ficar de olho é em relação às necessidades fisiológicas do paciente. Garanta que ele estará de bexiga vazia e sem vontade de evacuar no momento — isso evitará que ele necessite de outro banho em um curto espaço de tempo. No momento do banho no leito, especificamente, não se esqueça de comunicar ao paciente tudo o que você estiver fazendo.

Esponja Para Banho no Leito

O Mercado Hospitalar sempre inova com tecnologias que facilitam o cuidado ao paciente, acamado em âmbito hospitalar e domiciliar.

Atualmente, há produtos com tecnologias inovadoras ao banho do paciente, que permitem a facilidade e a não utilização de produtos pessoais convencionais, oferecendo suporte com produtos próprios e com Ph correto para a pele do paciente.

E a Esponja para Banho no leito é uma dessas inovações.

Ela é impregnada com gel dermatológico pH 5.5, que ao entrar em contato com água, o mesmo se desprende formando espuma.

Indicação de Uso

Indicada para higienização pessoal em várias condições, a esponja de banho possui ênfase em pacientes acamados ou com restrição de mobilidade. Esta característica permite ao profissional de saúde oferecer o banho no leito com maior praticidade e agilidade, reduzindo o tempo gasto para o banho.

esponja de banho para acamados limpa, hidrata, suaviza e ativa a circulação, eliminam células mortas, evita contágio por bactérias e fungos, evita a desidratação da pele, sendo indicado para qualquer tipo de pele.

Outras Indicações:

  • Para higiene pessoal, facilita o banho de pessoas acamadas ou com restrição de mobilidade;
  • Duas esponjas são suficientes para o banho: uma para a região genitoanal e outra para o restante do corpo.

Do que é confeccionada?

  • Confeccionada em poliéster, macia, altamente absorvente e isenta de impurezas;
  • Cada unidade mede aproximadamente 18cm x 12cm e 0,5cm de espessura;
  • pH: 5.5

Como utilizar estas esponjas?

Deve umedecer parcialmente a esponja com água morna, retirar o excesso de água, ensaboar a pele do paciente suavemente, enxaguar ou retirar o excesso de espuma com uma toalha, conforme necessidade, secar.

Alguns cuidados:

  • Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada;
  • Inspecione a esponja antes do uso. Se apresentar algum tipo de dano, rasgo, sujidade não utilizar;
  • Produto de uso único, descartar após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar;
  • Este produto se destina à higiene corporal. Indicada para todos os tipos de pele;
  • Em caso de irritação da pele, suspender o uso;
  • Não utilizar em feridas com tecido vitalizado. Não utilizar em mucosa;
  • A esponja reage com a água liberando o sabonete formando espuma;
  • Use quantidades reduzidas de água para não liberar todo o sabonete de uma só vez;
  • Avalie atentamente a região a ser higienizada para decidir pelo enxague ou não;
  • O enxague é se necessário. Podendo ser removido o excesso de espuma com uma toalha úmida e posterior secagem com uma toalha seca;
  • Fazer a higienização da pele com delicadeza e suavidade, não é necessário aplicar força ou pressão para remover qualquer sujidade;
  • A esponja deve ser trocada entre a lavagem da cabeça, dos membros, tronco e genitais;
  • Considerar o uso de EPI adequado para o procedimento de higienização corporal;
  • Não há contraindicações conhecidas.

Veja também:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

Referência:

  1. Kolplast

Banho no Leito

Banho no leito

O Banho no leito é uma das atribuições do Técnico de Enfermagem, pois consiste na lavagem de toda/parte da superfície corporal de forma a satisfazer as necessidades de higiene e conforto do paciente. É uma prática de higiene em que se procura remover o suor, a oleosidade, a poeira e os micro-organismos da pele. Inclui por vezes, a massagem de toda a extensão corporal ou parte dela.

É uma intervenção autônoma de enfermagem que se constitui de extrema importância para o bem-estar físico, psíquico e social do doente. É um momento de relacionamento interpessoal único, que pode e deve promover a comunicação e empatia com o doente.

O horário deve ser adequado, não só à organização de cada instituição mas, sobretudo e primordialmente aos hábitos dos doentes. A sua execução é dependente de uma consulta ao processo e plano de cuidados no sentido de se identificar o nível de dependência do doente. Devem verificar-se as condições ambientais da unidade: temperatura, ventilação, iluminação.

Respeitar as preferências e a privacidade do doente (mantendo-o sempre coberto com um lençol, evitando exposições desnecessárias). Observar o doente, interrogar, interpretar e relacionar. Mobilizar o doente para que se sinta seguro, usando movimentos rápidos e firmas, mas suaves.

Fazer a higiene de modo a que todo o corpo fique lavado, começando das zonas mais limpas para as mais sujas. Mudar a água sempre que necessário. Secar bem, dando especial atenção às orelhas, axilas, umbigo, pregas cutâneas e espaços interdigitais.

Colocar sempre a roupa suja diretamente no saco adequado para o efeito.

Os cuidados de higiene podem classificar-se de acordo com a extensão corporal, com a ajuda e com o local onde são executados. Assim:

Segundo a extensão corporal:

  • Total
  • Parcial

Segundo a ajuda:

  • Total
  • Parcial

Segundo o local:

  • Na cama
  • No chuveiro

Por exemplo podemos dizer que ao doente X foram prestados:

Cuidados de higiene totais, com ajuda total no chuveiro.

Tendo a Avaliação Inicial de:

• Verificar indicações e precauções específicas em relação ao movimento e posicionamento.
• Verificar entubações e localização dos cateteres I.V.
• Avaliar a necessidade do banho.
• Avaliar a capacidade de ajuda da pessoa; planear a ajuda apropriada.
• Durante o banho na cama, deve realizar movimentos passivos (MPA) das articulações, conforme apropriado.
• Avaliar a capacidade para compreender instruções.
• Perguntar quais as preferências em produtos auxiliares de higiene (por exemplo, sabão).
• Obtenha produtos auxiliares da higiene, roupa e equipamento.
• Avaliar a temperatura e ventilação do quarto (ajuste se possível);
feche as janelas e porta para prevenir correntes de ar.
• Lavar as mãos antes de ir buscar a roupa.
• Usar mecanismos corporais corretos.

Preparação ao Paciente e os Materiais utilizados:

• Explicar como é que a pessoa pode ajudar.
• Explicar a sequência das atividades
• Desimpedir a zona de trabalho.
• Assegurar a privacidade.
• Colocar o material necessário na cadeira ao lado da cama ou na mesa-de-cabeceira a uma altura confortável.
• Ajustar a cama a uma altura confortável com as grades levantadas.
• Posicionar o doente em decúbito dorsal, salvo contra-indicação.

MATERIAL

• Bacia para o banho
• Sabão
• Luvas
• Carro de roupa limpa
• Carro de roupa suja (ou hamper)
• 3 Toalhetes ou esponjas
• 1 Toalha de rosto
• 1 Toalha de banho
• Camisa ou pijama
• Produtos auxiliares de higiene (sabão, pó de talco, desodorizante, loção da pele)

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