A limpeza da Cânula Metálica de Traqueostomia

A limpeza da cânula metálica de traqueostomia é um procedimento importante para prevenir complicações como infecções, obstruções e irritações na traqueia.

As secreções acumuladas dentro da cânula interna precisam ser retiradas através de limpeza frequente (4 vezes ao dia), pois podem formar rolhas ou tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo (respiração).

Como realizar a limpeza?

LIMPEZA DE CÂNULA INTERNA (INTERMEDIÁRIO)

A cânula metálica deve ser limpa diariamente, seguindo os passos abaixo:

  1. A limpeza deve ser feita, se possível, antes da alimentação, pois poderão ocorrer acessos de tosse durante a retirada e colocação da cânula interna;
  2. Lave bem as mãos antes e depois de realizar os cuidados com a traqueostomia para evitar infecções;
  3. Luvas descartáveis devem ser utilizadas pelo familiar ou cuidador;
  4. O paciente deve estar confortável, na posição sentada ou com a cabeceira da cama bem elevada durante a limpeza;
  5. Retire a cânula interna. Algumas cânulas possuem um conector com uma trava giratória, sendo necessário girá-lo para desencaixá-lo da cânula externa;
  6. Realize a limpeza com água corrente, usando detergente neutro e escova fina ou uma pinça e gaze para retirar toda a secreção acumulada, tanto por dentro como por fora;
  7. Enxague bem, retirando todo o detergente;
  8. Não utilize produtos à base de cloro na cânula metálica (hipoclorito, água sanitária, etc.), pois podem danificá-la;
  9. Seque a cânula interna com gaze ou papel toalha;
  10. Recoloque-a na cânula externa e gire o conector até travar (caso possua trava giratória);
  11. Se a cânula interna sair acidentalmente e cair no chão, realize a limpeza conforme descrito acima e encaixe-a novamente na cânula externa.

Algumas Observações

  • O paciente deve beber bastante líquido, como água, chá e sucos (se não houver contraindicação médica), pois podem contribuir para que as secreções fiquem mais líquidas e fáceis de serem eliminadas através da tosse.
  • Se o paciente estiver se alimentando por sonda, deve seguir as orientações do nutricionista.
  • Inalações podem ser realizadas conforme orientação médica.

Referência:

  1. EBSERH

Traqueostomia: O que é, e como é feito?

Traqueostomia

A Traqueostomia consiste em um procedimento cirúrgico que objetiva criar uma abertura na parede anterior da traqueia comunicando-se com o meio exterior, sendo mantido aberto com o auxílio de uma cânula.

Este procedimento é indicado em casos como:

  • Obstrução das vias aéreas superiores;
  • Permitir a higiene das vias aéreas;
  • Fornecer oxigênio para os pulmões, por meio de ventilação mecânica;
  • Em casos de Intubação prolongada.

O procedimento é simples e segue os seguintes passos: primeiramente a região cervical onde será realizado o procedimento é limpa e, subsequentemente, é realizada uma incisão para expor os anéis de cartilagem que compõem a parede externa da traqueia. Por conseguinte, o cirurgião realização uma incisão em dois desses anéis e introduz a cânula, que pode ser metálica ou de plástico, permitindo uma comunicação da traqueia com a região cervical.

O acesso cirúrgico pode ser realizado em diferentes níveis:

  • Cricotireoidostomia: feita na região da transmembrana cricotireoidiana.
  • Traqueostomia alta: é feita acima do ístimo da tireoide.
  • Traqueostomia transístmica: feito através do ístimo da tireoide, sendo preciso realizar sua secção e sutura.
  • Traqueostomia baixa: feita abaixo do ístimo da tireoide após ser tracionado cranialmente.
  • Traqueostomia mediastinal anterior: é feita no mediastino anterior depois de realizada uma ressecção do manúbrio do osso externo.
  • Traqueostomia percutânea: nesta realiza-se a técnica de Seldinger adapatada.

Embora a morbidade resultante de traqueostomia seja baixa, entre 4% a 10%, assim como qualquer procedimento cirúrgico, a mesma envolve potenciais complicações. Os maiores riscos de ocorrência de complicações estão em pacientes muito doentes ou que necessitam de uma traqueostomia de emergência. Dentre elas estão:

  • Obstrução da cânula por secreções;
  • Hemorragia;
  • Danos às cordas vocais, levando à mudança permanente da voz;
  • Infecção;
  • Pneumotórax;
  • Lesão de esôfago;
  • Prejuízo à deglutição;
  • Cicatrização hipertrófica.

A recuperação da realização do procedimento fica na dependência de diferentes fatores, como a durabilidade da traqueostomia, as condições dos tecidos ao redor da incisão e as condições físicas do paciente.

A remoção da cânula deve ser feita assim que o paciente já possa respirar normalmente por via aérea fisiológica. A dificuldade de remoção da cânula pode ocorrer nas seguintes situações:

  • Persistência da causa que levou ao procedimento de traqueostomia;
  • Deslocamento da parede anterior da traqueia, ocasionando obstrução da luz da mesma;
  • Edema de mucosa;
  • Intolerância ao aumento da resistência do ar, resultante da necessidade do ar passar pelas narinas;
  • Estenoses;
  • Traqueomalácea.

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A Cânula Orofaríngea: Guedel

Cânula Guedel

A Cânula Orofaríngea, também conhecida como Cânula de Guedel, é um dispositivo destinado a manter pérvia a via aérea superior em pacientes inconscientes ou com rebaixamento do nível de consciência.

É um dispositivo utilizado para o manejo das vias aéreas. Ela evita que a base da língua de pacientes com depressão do sensório obstrua a orofaringe e, consequentemente, permite uma melhor oxigenação.

Por ser um dispositivo considerado invasivo no manejo das vias aéreas, deve-se somente usar em pacientes inconscientes, devido ao potencial de induzir náuseas, vômitos e uma possível bronco aspiração.

Não devemos colocar o dispositivo ou devemos retirá-lo caso o paciente tenha o reflexo do vômito presente!

Atentar ao cuidado na inserção!

É necessário cuidado na colocação da cânula, porque a inserção incorreta pode empurrar a língua para trás, na faringe, e produzir obstrução de via aérea, manifestada por troca insuficiente de ar, indicada por tosse ineficaz e fraca, ruídos respiratórios estridentes, dificuldade respiratória acentuada e até mesmo cianose (cor azulada de pele, unhas e lábios).

A cânula orofaríngea está disponível em medidas para recém-natos, crianças e adultos.

Cada fabricante disponibiliza um sistema de cores para a identificação dos tamanhos (os fabricados mais modernos), e também para identificar o tamanho certo é visualizar numeração acoplada ao dispositivo, e também há um outro método melhor para identificar o tamanho adequado da cânula: Segurá-la ao lado da face da vítima, com a extremidade inferior tocando o ângulo da mandíbula, logo abaixo do lóbulo da orelha e estender a outra extremidade até a comissura labial.

A Cânula Orofaríngea e os Pacientes Intubados

Você sabia? Além do uso em vítimas de rebaixamento de nível de consciência (RNC), este dispositivo é muito utilizado em UTI para pacientes intubados no manejo da ventilação mecânica, pois previne a mordedura do tubo endotraqueal em pacientes intubados, e também a prevenir fissuras e lesões orais, principalmente lesões na língua dos pacientes intubados, como a troca e adequação do tamanho da cânula de Guedel.

COMO COLOCÁ-LA?

Há dois métodos:

  1. (Método 1): Deprima a língua com um abaixador de língua;
  2. (Método 1): Insira o dispositivo com a concavidade para baixo com cuidado para não empurrar a língua para trás, o que poderia bloquear a via aérea;
  3. (Método 2): Uma forma alternativa e uma das mais utilizadas é colocar de maneira invertida, ou seja, com a concavidade voltada para cima. Após a inserção até o véu palatino, devemos girar o dispositivo 180°, colocando a concavidade para baixo e inserindo-o na cavidade oral.

Alguns cuidados:

– Não inserir a Guedel invertida em crianças, devido a um potencial dano ao palato;

– Cuidar para não empurrar a língua para trás e provocar uma obstrução da via aérea;

– Cuidar para não causar trauma nos lábios e dentes do paciente;

– Não usar esse dispositivo em pacientes acordados!

É importante ressaltar que a cânula de Guedel é usada para auxiliar na ventilação mas não protege a via aérea, e só deve permanecer enquanto não se obtêm uma via aérea definitiva.

REFERÊNCIA

  1. Baskett, T. F. (2004). Arthur Guedel and the oropharyngeal airway, 63, 3–5.http://doi.org/10.1016/j.resuscitation.2004.07.004

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Entendiendo sobre La Traqueostomía

Traqueostomía

La Traqueostomía consiste en un procedimiento quirúrgico que tiene como objetivo crear una abertura en la pared anterior de la tráquea comunicándose con el medio exterior, manteniéndose abierto con el auxilio de una cánula.

Este procedimiento se indica en casos como:

  • Obstrucción de las vías aéreas superiores;
  • Permitir la higiene de las vías aéreas;
  • Suministrar oxígeno para los pulmones, por medio de ventilación mecánica;
  • En casos de Intubación prolongada.

El procedimiento es simple y sigue los siguientes pasos: primero la región cervical donde se realizará el procedimiento es limpia y, posteriormente, se realiza una incisión para exponer los anillos de cartílago que componen la pared externa de la tráquea. Por lo tanto, el cirujano realiza una incisión en dos de estos anillos e introduce la cánula, que puede ser metálica o de plástico, permitiendo la comunicación de la tráquea con la región cervical.

El acceso quirúrgico puede realizarse en diferentes niveles:

  • Cricotirenoidostomía: hecha en la región de la transmembrana cricotiroide.
  • Traqueostomía alta: se hace por encima del istmo de la tiroides.
  • Traqueostomía transistémica: hecha a través del istmo de la tiroides, siendo necesario realizar su sección y sutura.
  • Traqueotomía baja: hecha debajo del istmo de la tiroides después de ser tracionado cranealmente.
  • Traqueostomía mediastinal anterior: se realiza en el mediastino anterior después de realizada una resección del manubrio del hueso externo.
  • Traqueostomía percutánea: en esta se realiza la técnica de Seldinger adaptada.

Aunque la morbilidad resultante de traqueostomía es baja, entre 4% a 10%, así como cualquier procedimiento quirúrgico, la misma implica potenciales complicaciones. Los mayores riesgos de ocurrencia de complicaciones están en pacientes muy enfermos o que necesitan una traqueostomía de emergencia. Entre ellas están:

  • Obstrucción de la cánula por secreciones;
  • Sangrado;
  • Daños a las cuerdas vocales, llevando al cambio permanente de la voz;
  • Infección;
  • Neumotórax;
  • Lesión de esófago;
  • Perjuicio a la deglución;
  • Cicatrización hipertrófica.

La recuperación de la realización del procedimiento queda en la dependencia de diferentes factores, como la durabilidad de la traqueostomía, las condiciones de los tejidos alrededor de la incisión y las condiciones físicas del paciente.

La remoción de la cánula debe hacerse tan pronto como el paciente ya pueda respirar normalmente por vía aérea fisiológica. La dificultad de remoción de la cánula puede ocurrir en las siguientes situaciones:

  • Persistencia de la causa que llevó al procedimiento de traqueotomía;
  • Desplazamiento de la pared anterior de la tráquea, ocasionando obstrucción de la luz de la misma;
  • Edema de mucosa;
  • Intolerancia al aumento de la resistencia del aire, resultante de la necesidad del aire pasar por las fosas nasales;
  • Estenosis;
  • Traqueomalacia.

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