Cateter Venoso Central (CVC)

Os Cateteres Venosos Centrais (CVC) são cateteres cuja ponta se localiza numa veia de grosso calibre. A inserção do cateter pode ser por punção de veia jugular, subclávia, axilar ou femoral. Tem por finalidade permitir uma terapia adequada em doentes que necessitem de intervenções terapêuticas complexas.

São geralmente necessitados em casos de Emergência, Unidade de cuidados intensivos, pós-operatórios-operatórios imediatos de cirurgias complexas, Patologias que requerem medidas terapêuticas prolongadas.

As principais indicações para a CVC

  • Hipovolemia Refratária;
  • Hipotensão Grave;
  • Medida de PVC;
  • Hemocomponentes;
  • Utilização de Drogas Vasoativas;
  • Acesso periférico difícil, quimioterapia, transplante de medula óssea, nutrição parenteral;

Existem cateteres de diversos lúmens (vias), sendo de uma em até três ou mais, se necessário, de acordo com a necessidade da situação.

Os Principais Fatores de Risco no uso do cateter

  • Maior tempo de permanência do dispositivo no paciente;
  • Maior manipulação do cateter;
  • Violação da técnica asséptica;
  • Execução e material inadequados na cobertura do local de inserção do cateter;
  • Tipo do cateter (número do lúmen e qualidade do material);
  • Infusão de líquidos contaminados;
  • Soluções contaminadas;
  • Mãos da equipe de saúde;
  • Técnica inadequada de manipulação;
  • Antissépticos contaminados.

Tempo de permanência

– Curta: cateteres produzidos em poliuretano ou PVC e não possuidores de barreira bacteriana, devem ficar implantados em um prazo máximo de 15 dias.

Longa: cateteres produzidos em silicone e possuidores de barreira bacteriana, não possuem prazo para sua retirada.

Atuação do Técnico de Enfermagem no procedimento

A preparação psicológica do doente é extremamente importante. O Técnico de enfermagem, sempre que possível, deve explicar ao doente o que é um CVC, a sua necessidade, e alguns aspectos sobre o procedimento de colocação. Após preparação do material, pode ser necessário efetuar a tricotomia da região onde irá ser colocado o CVC. A tricotomia deve efetuar-se antes do procedimento com tesoura ou máquina elétrica e nunca com lâmina, devido ao risco acrescido de colonização de pequenas escoriações acidentais.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Deve ser realizado em condições de assepsia e controle radiológico para verificação do posicionamento da ponta do cateter.

Algumas das Principais Complicações Pós Inserção do CVC

– Torácicas:

  • Pneumotórax;
  • Hemotórax;
  • Hidrotórax;
  • Enfisema subcutâneo

– Arteriais:

  • Laceração arterial;
  • Fístula artério-venosa;
  • Hematoma subcutâneo;

– Venosas:

  • Laceração venosa;
  • Hematoma subcutâneo;
  • Trombose venosa;
  • Embolia gasosa;

– Cardíacas:

  • Arritmias;
  • Perfuração cardíaca;

– Neurológicas:

  • Traumatismo do plexo;
  • Braquial;

– Mecânicas:

  • Migração do catéter;
  • Angulação do catéter;
  • Compressão do catéter;

– Outras

  • Infecção;
  • Obstrução;
  • Remoção Acidental;

Os cuidados de Enfermagem para o CVC

  • Lavar o cateter com 20ml de SF 0,9% após infusão de hemocomponentes ou de medicações;
  • Heparinizar o cateter quando seu próximo uso for ocorrer em um tempo superior a 24h e salinizar quando o tempo for inferior a 24h;
  • Trocar o equipo utilizado para administração de quimioterápicos antineoplásicos e soroterapia a cada 72h e o de hemocomponente a cada transfusão, exceto plaquetas que deve ser trocada ao final do volume total prescrito;
  • Trocar o curativo tradicional com gazes a cada 24h e na presença de umidade e sujidade ou sempre que for necessário;
  • Identificar os equipos em uso com a data e horário da instalação e assinatura do responsável;
  • Identificar e anotar a data, horário e assinatura do responsável pela punção e curativo do dispositivo de punção;
  • Anotar o número de punções realizadas, em um impresso próprio, para permitir controlar o tempo de uso do cateter;
  • Observar se há formação de hematoma local e administrar analgésico conforme queixas do cliente, no pós-operatório imediato da implantação do cateter;
  • O cateter pode ser usado logo após a sua implantação, na ausência de complicações operatórias. Nesse caso deve ser puncionado ainda sob efeito do anestésico, evitando a dor da punção;
  • Inspecionar e palpar o local de inserção do cateter, procurando detectar precocemente sinais de infecção;
  • Observar com rigor o aspecto das soluções a serem infundidas, quanto à presença de resíduos, corpos estranhos, precipitação, coloração e turvação;
  • Utilizar, preferencialmente, sistemas de infusão fechados em cateteres totalmente implantados.

Veja também:

O Cateter Permcath: O que é?

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres Flexíveis

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Catéter Venoso Central (CVC)

cvc

Los catéteres venosos centrales (CVC) son catéteres cuya punta se ubica en una vena de grueso calibre. La inserción del catéter puede ser por punción de vena yugular, subclavia, axilar o femoral. Tiene por objeto permitir una terapia adecuada en pacientes que necesiten intervenciones terapéuticas complejas.

Se necesitan en casos de emergencia, unidad de cuidados intensivos, postoperatorio inmediatos de cirugías complejas, patologías que requieren medidas terapéuticas prolongadas.

Las principales indicaciones para la CVC

  • Hipovolemia Refractaria;
  • Hipotensión Grave;
  • Medida de PVC;
  • Hemoderivados;
  • Uso de Drogas Vasotivas;
  • Acceso periférico difícil, quimioterapia, trasplante de médula ósea, nutrición parenteral.;

Hay catéteres de varios lúmenes (vías), siendo de una en hasta tres o más, si es necesario, de acuerdo con la necesidad de la situación.

Los principales factores de riesgo en el uso del catéter

  • Mayor tiempo de permanencia del dispositivo en el paciente;
  • Mayor manipulación del catéter;
  • Violación de la técnica aséptica;
  • Ejecución y materiales inadecuados en la cobertura del lugar de inserción del catéter;
  • Tipo del catéter (número del lumen y calidad del material);
  • Infusión de líquidos contaminados;
  • Soluciones contaminadas;
  • Manos del equipo de salud;
  • Técnica inadecuada de manipulación;
  • Antisépticos contaminados.

Tiempo de permanencia

  • Corta: los catéteres producidos en poliuretano o PVC y no poseedores de barrera bacteriana, deben quedar implantados en un plazo máximo de 15 días.
  • Larga: catéteres producidos en silicona y poseedores de barrera bacteriana, no tienen plazo para su retirada.

Actuación del Técnico de Enfermería en el procedimiento

La preparación psicológica del paciente es extremadamente importante. El Técnico de enfermería, siempre que sea posible, debe explicar al paciente lo que es un CVC, su necesidad, y algunos aspectos sobre el procedimiento de colocación. Después de la preparación del material, puede ser necesario efectuar la tricotomía de la región donde se colocará el CVC. La tricotomía debe efectuarse antes del procedimiento con tijera o máquina eléctrica y nunca con lámina, debido al mayor riesgo de colonización de pequeñas escorias accidentales.

NOTA IMPORTANTE

Se debe realizar en condiciones de asepsia y control radiológico para verificar el posicionamiento de la punta del catéter.

Algunas de las principales complicaciones después de la inserción del CVC

– TORÁCICO

  • Neumotórax;
  • Hemotórax;
  • Hidrotórax
  • Enfisema subcutáneo;

– ARTERIAL

  • Laceración arterial;
  • Fístula arteriovenosa;
  • Hematoma subcutáneo;

– VENOSO

  • Laceración venosa;
  • Hematoma subcutáneo;
  • Trombosis venosa;
  • Embolia gaseosa;

– CARDICAS

  • Arritmias;
  • Perforación cardíaca;

– NEUROLÓGICA

  • Traumatismo del plexo braquial;

– MECÁNICO

  • Migración del catéter;
  • Angulación del catéter;
  • Compresión del catéter;

– OTRO

  • Infección;
  • Obstrucción;
  • Eliminación accidental;

Los cuidados de enfermería para el CVC

  • Lavar el catéter con 20 ml de SF 0,9% después de infusión de hemocomponentes o de medicamentos;
  • Heparinizar el catéter cuando su próximo uso se produzca en un tiempo superior a 24h y salinizar cuando el tiempo sea inferior a 24h;
  • Intercambiar el equipo utilizado para la administración de quimioterápicos antineoplásicos y sueroterapia cada 72h y el de hemocomponente a cada transfusión, excepto plaquetas que debe ser cambiada al final del volumen total prescrito;
  • Intercambiar el apósito tradicional con gasas cada 24h y en presencia de humedad y suciedad o siempre que sea necesario;
  • Identificar los equipos en uso con la fecha y hora de la instalación y firma del responsable;
  • Identificar y anotar la fecha, hora y firma del responsable de la punción y curativo del dispositivo de punción;
  • Anotar el número de punciones realizadas, en un impreso propio, para permitir controlar el tiempo de uso del catéter;
  • Observar si hay formación de hematoma local y administrar analgésico según quejas del cliente, en el postoperatorio inmediato de la implantación del catéter;
  • El catéter se puede utilizar inmediatamente después de su implantación, en ausencia de complicaciones operativas. En ese caso debe ser puncionado aún bajo efecto del anestésico, evitando el dolor de la punción;
  • Inspeccionar y palpar el lugar de inserción del catéter, buscando detectar precozmente signos de infección;
  • Observar con rigor el aspecto de las soluciones a infundir, en cuanto a la presencia de residuos, cuerpos extraños, precipitación, coloración y turbidez;
  • Utilizar, preferentemente, sistemas de infusión cerrados en catéteres totalmente implantados.

 

 

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateter Venoso Central

Os Cateteres Venosos Centrais (CVC) são cateteres cuja ponta se localiza numa veia de grosso calibre. A inserção do cateter pode ser por punção de veia jugular, subclávia, axilar ou femoral. Tem por finalidade permitir uma terapia adequada em doentes que necessitem de intervenções terapêuticas complexas.

São geralmente necessitados em casos de Emergência, Unidade de cuidados intensivos, pós-operatórios-operatórios imediatos de cirurgias complexas, Patologias que requerem medidas terapêuticas prolongadas.

As principais indicações para a CVC

  • Hipovolemia Refratária;
  • Hipotensão Grave;
  • Medida de PVC;
  • Hemocomponentes;
  • Utilização de Drogas Vasoativas;
  • Acesso periférico difícil, quimioterapia, transplante de medula óssea, nutrição parenteral;

Existem cateteres de diversos lúmens (vias), sendo de uma em até três ou mais, se necessário, de acordo com a necessidade da situação.

Os Principais Fatores de Risco no uso do cateter

  • Maior tempo de permanência do dispositivo no paciente;
  • Maior manipulação do cateter;
  • Violação da técnica asséptica;
  • Execução e material inadequados na cobertura do local de inserção do cateter;
  • Tipo do cateter (número do lúmen e qualidade do material);
  • Infusão de líquidos contaminados;
  • Soluções contaminadas;
  • Mãos da equipe de saúde;
  • Técnica inadequada de manipulação;
  • Antissépticos contaminados.

Tempo de permanência

– Curta: cateteres produzidos em poliuretano ou PVC e não possuidores de barreira bacteriana, devem ficar implantados em um prazo máximo de 15 dias.

Longa: cateteres produzidos em silicone e possuidores de barreira bacteriana, não possuem prazo para sua retirada.

Atuação do Técnico de Enfermagem no procedimento

A preparação psicológica do doente é extremamente importante. O Técnico de enfermagem, sempre que possível, deve explicar ao doente o que é um CVC, a sua necessidade, e alguns aspectos sobre o procedimento de colocação. Após preparação do material, pode ser necessário efetuar a tricotomia da região onde irá ser colocado o CVC. A tricotomia deve efetuar-se antes do procedimento com tesoura ou máquina elétrica e nunca com lâmina, devido ao risco acrescido de colonização de pequenas escoriações acidentais.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Deve ser realizado em condições de assepsia e controle radiológico para verificação do posicionamento da ponta do cateter.

Algumas das Principais Complicações Pós Inserção do CVC

– Torácicas:

  • Pneumotórax;
  • Hemotórax;
  • Hidrotórax;
  • Enfisema subcutâneo

– Arteriais:

  • Laceração arterial;
  • Fístula artério-venosa;
  • Hematoma subcutâneo;

– Venosas:

  • Laceração venosa;
  • Hematoma subcutâneo;
  • Trombose venosa;
  • Embolia gasosa;

– Cardíacas:

  • Arritmias;
  • Perfuração cardíaca;

– Neurológicas:

  • Traumatismo do plexo;
  • Braquial;

– Mecânicas:

  • Migração do catéter;
  • Angulação do catéter;
  • Compressão do catéter;

– Outras

  • Infecção;
  • Obstrução;
  • Remoção Acidental;

Os cuidados de Enfermagem para o CVC

  • Lavar o cateter com 20ml de SF 0,9% após infusão de hemocomponentes ou de medicações;
  • Heparinizar o cateter quando seu próximo uso for ocorrer em um tempo superior a 24h e salinizar quando o tempo for inferior a 24h;
  • Trocar o equipo utilizado para administração de quimioterápicos antineoplásicos e soroterapia a cada 72h e o de hemocomponente a cada transfusão, exceto plaquetas que deve ser trocada ao final do volume total prescrito;
  • Trocar o curativo tradicional com gazes a cada 24h e na presença de umidade e sujidade ou sempre que for necessário;
  • Identificar os equipos em uso com a data e horário da instalação e assinatura do responsável;
  • Identificar e anotar a data, horário e assinatura do responsável pela punção e curativo do dispositivo de punção;
  • Anotar o número de punções realizadas, em um impresso próprio, para permitir controlar o tempo de uso do cateter;
  • Observar se há formação de hematoma local e administrar analgésico conforme queixas do cliente, no pós-operatório imediato da implantação do cateter;
  • O cateter pode ser usado logo após a sua implantação, na ausência de complicações operatórias. Nesse caso deve ser puncionado ainda sob efeito do anestésico, evitando a dor da punção;
  • Inspecionar e palpar o local de inserção do cateter, procurando detectar precocemente sinais de infecção;
  • Observar com rigor o aspecto das soluções a serem infundidas, quanto à presença de resíduos, corpos estranhos, precipitação, coloração e turvação;
  • Utilizar, preferencialmente, sistemas de infusão fechados em cateteres totalmente implantados.

Veja também:

O Cateter Permcath: O que é?

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres Flexíveis

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

Cateter Central Totalmente Implantado