O que faz um Enfermeiro de Pronto Socorro?

O enfermeiro de pronto socorro desempenha um papel crucial na assistência imediata e eficaz a pacientes que buscam atendimento por diversas condições de saúde, desde as mais simples até as mais complexas. Suas atribuições são vastas e exigem conhecimento técnico, habilidades de comunicação e grande capacidade de tomada de decisão sob pressão.

Principais atribuições

  • Acolhimento e classificação de risco: É o primeiro contato com o paciente. Nessa etapa, o enfermeiro avalia a gravidade do quadro clínico e define a prioridade do atendimento, garantindo que os casos mais urgentes sejam atendidos rapidamente.
  • Coleta de dados e histórico de saúde: Realiza uma entrevista detalhada com o paciente para obter informações sobre os sintomas, histórico médico, alergias e medicamentos em uso.
  • Exame físico: Avalia os sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, frequência respiratória), ausculta o coração e pulmões, inspeciona a pele e realiza outros procedimentos de acordo com a necessidade do paciente.
  • Assistência de enfermagem: Realiza procedimentos como curativos, administração de medicamentos, coleta de exames, monitoramento de sinais vitais, entre outros.
  • Estabilização de pacientes críticos: Em casos de emergência, o enfermeiro atua na estabilização do paciente, realizando manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), intubação orotraqueal e outros procedimentos de suporte avançado de vida.
  • Orientação e educação: Oferece orientações aos pacientes sobre os cuidados a serem tomados após a alta, medicamentos, retorno para consultas e promoção da saúde.
  • Gestão da equipe: Coordenada a equipe de enfermagem, distribuindo tarefas e supervisionando o trabalho dos técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem.
  • Participação em protocolos e procedimentos: Cumpre os protocolos e procedimentos estabelecidos pela instituição, garantindo a qualidade e a segurança do atendimento.

Outras atividades importantes

  • Registro dos cuidados: Documenta todas as ações realizadas no prontuário do paciente, garantindo a continuidade do cuidado e a comunicação entre os profissionais de saúde.
  • Manutenção de equipamentos: Verifica o funcionamento dos equipamentos utilizados na assistência ao paciente, garantindo a segurança e a eficácia dos procedimentos.
  • Participação em programas de educação continuada: Busca constantemente aprimorar seus conhecimentos e habilidades, participando de cursos e treinamentos.

Referências:

  1. Hospital Federal de Bonsucesso: http://www.hgb.rj.saude.gov.br/artigos/atividades.asp
  2.  Faculdade ITH: https://faculdadeith.com.br/2022/05/19/enfermeiro-emergencista-conheca-as-atribuicoes-que-o-profissional-e-respaldado-a-realizar/

Carrinho de Emergência Pediátrico

Um carrinho de emergência pediátrico é especialmente equipado para atender às necessidades únicas de crianças e adolescentes em situações de emergência. Ele contém uma variedade de materiais e medicamentos que permitem ao profissional de saúde estabilizar o paciente e iniciar o tratamento de forma rápida e eficiente.

O que deve conter?

A composição exata de um carrinho de emergência pediátrico pode variar entre instituições, mas geralmente inclui os seguintes itens:

Medicamentos e diluentes   Quantidade 
Adenosina 6mg/2ml 03 ampolas
Água destilada 10ml 10 ampolas
Amiodarona, cloridrato 150mg/3mL 02 ampolas
Atropina, sulfato 0,25mg/1mL 05 ampolas
Bicabornato de Sódio 8,4% 250mL 04 frascos
Dexametasona, fosfato 4mg/ml 02 ampolas
Diazepan 10mg/2mL 04 ampolas
Dobutamina, cloridrato 250mg/20mL 02 ampolas
Dopamina, cloridrato 50mg/10mL 02 ampolas
Epinefrina 1mg/mL (Adrenalina) 10 ampolas
Fenitoína sódica 5% 250mg/5mL 02 ampolas
Fenobarbital sódico 200mg/2ml 02 ampolas
Fentanila, citrato 0,05mg/mL 20mL 04 frascos
Furosemida 20mg/2ml 03 ampolas
Flumazenil 0,5mg/5mL 02 ampolas
Glicose Hipertônica 25% 10mL 05 ampolas
Glicose Hipertônica 50% 10mL 05 ampolas
Gluconato de Cálcio 10% 0,5mEq/mL 10mL 02 ampolas
Hidrocortisona, succinato 100mg 02 frascos
Hidrocortisona, succinato 500mg 02 frascos
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 20mL 01 frasco
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 5mL 02 ampolas
Metilpredinisolona, succinato Sódico 125mg 02 frascos
Metilpredinisolona, succinato Sódico 500mg 01 frasco
Midazolan, cloridrato 15mg/3mL 03 ampolas
Naloxona, cloridrato 0,4mg/mL 02 ampolas
Nitroprusseto de sódio 25mg/2mL 01 ampola
Norepinefrina, hemitartarato 8mg/4mL (Noradrenalina) 02 ampolas
Prometazina, cloridrato 50mg/2mL 02 ampolas
Soro Fisiológico 0,9% 10 ml 10 frascos
Succinilcolina, cloridrato 500mg 01 frasco
Tiopental sódico 1000mg 01 frasco
          
Circulação Quantidade 
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 24 / 22 04 unidades cada
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 20 /18 / 16 / 14 02 unidades cada
Cateter intravenoso periférico rígido (Scalp) n° 19 / 21 / 25 / 27 02 unidades cada
Agulha hipodérmica descartável 13X4,5 02 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×7 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×8 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 40×12 ou 30×10 03 unidades
Equipo Macrogotas 02 unidades
Equipo Parenteral 02 unidades
Equipo Fotossensível 02 unidades
Multivias ou Torneira de 3 vias (three ways) 03 unidades
Seringa 3 mL / 5 mL / 10 mL / 20 mL / 60 mL 02 unidades cada
Eletrodo descartável infantil 01 pacote
Gel condutor 01 unidade
Vias Aéreas Quantidade
Luva estéril 6,0/ 6,5 / 7,0 / 7,5 / 8,0 / 8,5 01 par cada
Cânula Endotraqueal nº 4,0 / 4,5 sem cuff 03 unidades cada
Cânula Endotraqueal nº 5,0 / 5,5 / 6,0 / 6,5 / 7,0 com cuff 03 unidades cada
Cateter de aspiração nº 8 / 10 / 12 01 unidade cada
Guia pequeno para cânula traqueal 01 unidades
Guia grande para cânula traqueal 01 unidades
Cânula orofaríngea (Guedel)  nº 1 / 2 / 3 / 4 01 unidade cada
Máscara de reanimação nº 01 / 02 / 03 01 unidade cada
Reanimador manual (AMBU) 500 mL e 1000 mL 01 unidade cada
Cateter Oxigênio Tipo Óculos 01 unidade
Umidificador 01 unidade
Máscara de nebulização contínua 01 unidade
Materiais Complementares Quantidade 
Cateter uretral Levine  nº 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Cateter vesical de demora nº/ 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Coletor de urina sistema fechado 02 unidades
Coletor de urina sistema aberto 02 unidades
Cateter gástrico nº 8 / 10 / 12 / 14 / 16 01 unidade cada
Borracha de silicone 03 unidades
Soluções Quantidade 
Soro fisiológico 0,9% 250 mL 01 frasco
Soro fisiológico 0,9% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 10% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 5% 250 mL 01 frasco
Água destilada 500 mL 01 frasco
Bicarbonato de sódio 250 mL 01 frasco
Solução Ringer Lactato 500 mL 01 frasco

 

É importante ressaltar que o conteúdo do carrinho de emergência pediátrico deve ser verificado regularmente para garantir que todos os materiais estejam disponíveis, em condições adequadas de uso e com validade dentro do prazo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. Cmos DRAKE

Urgências e Emergências Ginecológicas

As urgências e emergências ginecológicas são condições que requerem atenção médica imediata devido ao risco potencial de complicações sérias para a saúde da mulher. As causas podem variar desde infecções e sangramentos até problemas com a gravidez e doenças ginecológicas.

Situações que devem ser considerados

Sintomas comuns que indicam uma Urgência Ginecológica

  • Dor pélvica intensa: Pode ser um sinal de infecção, apendicite, cisto ovárico torcido, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Sangramento vaginal anormal: Fluxo intenso, fora do período menstrual, após a menopausa ou acompanhado de outros sintomas, como dor ou febre.
  • Febre alta e calafrios: Podem indicar uma infecção pélvica, doença inflamatória pélvica ou outras condições graves.
  • Náuseas e vômitos intensos: Podem ser sintomas de gravidez ectópica, torção ovárica ou outras condições.
  • Dor ao urinar ou ao defecar: Podem indicar infecção urinária, infecção pélvica ou outros problemas.
  • Inchaço abdominal: Pode ser causado por um cisto ovárico, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Dor durante o sexo: Pode ser um sinal de infecção, endometriose ou outros problemas.

Alguns exemplos específicos de Emergências Ginecológicas

  • Gravidez ectópica: A gravidez se instala fora do útero, geralmente na tuba uterina, e pode ser fatal se não tratada.
  • Torção ovárica: O ovário gira em torno de seu próprio eixo, interrompendo o suprimento sanguíneo.
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): Infecção dos órgãos reprodutivos femininos que pode causar danos irreversíveis se não tratada.
  • Sangramento uterino anormal: Pode ser causado por fibromas, pólipos, câncer ou outros problemas.
  • Aborto espontâneo: Perda da gravidez antes da 20ª semana de gestação.
  • Trabalho de parto prematuro: Início do trabalho de parto antes das 37 semanas de gestação.
  • Rotura de membrana: Ruptura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto.
  • Eclâmpsia/Pré eclâmpsia: A pré-eclâmpsia é um novo diagnóstico de hipertensão arterial ou da piora de hipertensão arterial preexistente, que é acompanhada de um excesso de proteína na urina e que surge após a 20ª semana de gravidez. Eclâmpsia são convulsões que ocorrem em mulheres com pré-eclâmpsia e que não apresentam outra causa.
  • Placenta Prévia: é uma condição durante a gravidez onde a placenta se implanta na parte inferior do útero, perto ou cobrindo o colo do útero.

O que fazer em caso de urgência ou emergência ginecológica

  • Procure atendimento médico imediatamente. Não hesite em ir ao hospital ou entrar em contato com um médico por telefone.
  • Descreva os seus sintomas com detalhes. Inclua a data de início, a intensidade e outros sintomas que você está sentindo.
  • Responda honestamente às perguntas do médico. Fornecer informações precisas é crucial para um diagnóstico correto.
  • Siga as instruções do médico. Tome os medicamentos prescritos e faça os exames necessários.
  • Contate o médico caso os seus sintomas não melhorem.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Conferência de carrinho de emergência: De quem é a responsabilidade?

A conferência de carrinho de emergência é um procedimento crucial para garantir a segurança e a prontidão em situações de emergência. A responsabilidade pela conferência deve ser claramente definida e atribuída a um indivíduo ou equipe.

Lembrando que juntamente com os profissionais farmacêuticos, é realizado uma conferência e vistoria ampla, mas aqui discutiremos a responsabilidade DENTRO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM.

De quem é a reponsabilidade?

De acordo com a Câmara Técnica e PARECER COREN-SP Nº 010/2022, a responsabilidade pela montagem, conferência e reposição de materiais do carro de emergência, no âmbito da equipe de enfermagem, é do enfermeiro.

No entanto, todos os membros da equipe de enfermagem podem realizar a conferência, reposição e limpeza do equipamento, desde que sob supervisão do Enfermeiro, conforme estabelecido na Lei do Exercício Profissional, n. 7.498/86.

Já o controle de inventário e de estoque é realizado pelo farmacêutico.

Referências:

  1. Camara-Tecnica-Perguntas-e-Respostas-2020.pdf (corenmg.gov.br)
  2. Parecer_010_2022-Carro-de-emergencia.pdf (coren-sp.gov.br)

Urgência e Emergência: Conceitos Básicos

Urgência e Emergência

Em hospitais e postos de saúde, todos já viram ambulâncias, prontos-socorros e placas com o enunciado “Emergência”. Porém, em vez de usar esse termo, alguns profissionais da saúde afirmam que determinado caso é urgente. Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? Não é muito simples, pois, realmente, seus significados são quase iguais.

Vamos Entender?

DIFERENÇAS ENTRE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Urgência

É a ocorrência imprevista de danos à saúde, em que não ocorre risco de morte, ou seja, indivíduo necessita de atendimento médico mediato. Consideramos prioridade moderada de atendimento. Exemplos:

– Dor torácica sem complicações respiratórias;
– Alguns tipos de queimaduras;
– Fraturas sem sinais de choques ou outras lesões mais sérias;
– Vômito e diarreia, acompanhados ou não por estado febril abaixo de 39ºC;
– Sangramentos e ferimentos leves e moderados.

Emergência

Constatação médica de condições de danos à saúde, que implicam em risco de morte, exigindo tratamento médico imediato. Consideramos alta prioridade de tratamento de atendimento. Exemplo:

– Parada cardiorrespiratória (PCR);
– Dor torácica acompanhada de desconforto respiratório;
– Politraumatismo em geral;
– Hemorragias de alta intensidade;
– Queimaduras extensas;
– Perda do nível de consciência;
– Intoxicações em geral;
– Ferimento por arma de fogo (FAF);
– Ferimento por arma branca (FAB);
– Estados de choque;
– Estado febril acima de 40ºC;
– Gestações em curso com complicações.

Tanto a urgência como a emergência requerem do profissional de enfermagem atenção imediata em suas ações. O conhecimento técnico faz a diferença no final do atendimento!

O PRONTO SOCORRO

É o Local “físico” destinado ao atendimento de urgências e emergências constatadas. Geralmente está localizado em um hospital ou próximo a ele. É para o pronto-socorro que as vítimas são encaminhadas após o primeiro atendimento, independente de seu estado.

A SALA DE URGÊNCIA

Local destinado e equipado dentro do pronto-socorro para atendimento de urgências e emergências, independente de sua procedência.

As salas de urgência e emergência devem estar localizadas em pontos estratégicos do pronto-socorro, ser de fácil acesso para entrada de ambulâncias e carros de resgate, além de ter pessoal qualificado e disponível para qualquer circunstância.

OS RECURSOS

Humanos – são as equipes de enfermagem e médica que atuam durante as urgências e emergências.
Materiais – equipamentos e materiais que as salas de urgência devem ter, necessários para estabilizar o quadro clínico do paciente.
Serviços – todo o pessoal de apoio, como laboratório, banco de sangue, centro de imagens.

A FINALIDADE DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

Problemas como: inadequação do espaço para o atendimento, falta de protocolos, conflito sobre a autonomia do enfermeiro, a falta de triagem, entre vários outros, podem dificultar o atendimento a demanda de pacientes, para isso devem-se buscar alternativas que garantam um serviço rápido e com qualidade.

A ESTRUTURA DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

A estrutura da unidade de emergência deve ocupar o andar térreo. O planejamento físico  a unidade tem alguns propósitos básicos que são: a criação de espaços para abrigar equipamentos e permitir livre circulação da equipe de trabalho; a eficácia nos atendimentos, através de recursos; a redução de ações improvisadas; a assistência será mais completa se aliada a recursos materiais e ambiente físico adequado; atendimento com segurança, eficácia no uso do pessoal e equipamento, que a unidade pode desenvolver.

Existem algumas dificuldades inerentes à estrutura e funcionamento da emergência como: falta de formação específica dos profissionais, ausência de programas de treinamento em serviço, que acarretam alterações na estrutura organizacional e no atendimento aos pacientes.

A sala de atendimento de emergência, deve oferecer recursos materiais e humanos para atender pacientes com risco de vida. A sala deve ser ampla, ter equipamentos necessários para um atendimento de emergência como, por exemplo, aparelho de pressão, bomba de infusão, desfibrilador ou cardioversor, monitor cardíaco, carro de parada, aparelho de ventilação mecânica, ambú, laringoscópio, mandril, tábua para reanimação cardíaca saída de oxigênio e vácuo, escada, lixos, hamper.

Estrutura Física

– Área geográfica distinta dentro do hospital
– Acesso controlado sem trânsito
– Acesso direto próximo elevador, UTI, Sala recuperação, Centro Cirúrgico, Unidades
– Intermediárias e Serviço de laboratório e radiologia.
– Observação individual e conjunto dos pacientes
– Espaço suficiente para mobilização de paciente e locomoção de pessoal
– Tranqüilidade e ambiente agradável
– Atendimento a pacientes ambos sexos, sem discriminação de grupos etários
– Boa iluminação(natural e artificial)
– Canalização de vácuo, oxigênio e ar comprimido
– Tomadas elétricas em número ideal por leito
– Revestimento liso não absorvente e lavável
– Ar condicionado e aquecimento
– Sanitários: Pacientes e funcionários
– Sala de reuniões e estudos
– Rouparia e Expurgo
– Armazenamento de equipamentos
– Proporcionar observação contínua do paciente
– É indicada separação dos leitos por divisórias
– Proporciona relativa privacidade.

A sobrevivência dos pacientes em um ambiente de emergência pode vir a depender não só da disponibilidade da infra-estrutura necessária aos procedimentos, como de sua correta localização no edifício hospitalar, já que deste posicionamento depende, muitas vezes a rapidez com que são oferecidos os primeiros cuidados a pacientes em estado mais grave.

Em unidades de médio e pequeno porte estas salas podem vir a integrar um único ambiente localizado junto Hall de Emergência, com fácil acesso ao Centro Cirúrgico e a Unidade de Tratamento Intensivo. Um acesso discreto ao necrotério também é desejável.

A sala de politrauma, onde são atendidos pacientes que sofreram acidentes ou violências (causas externas) deve ser, preferencialmente, separada da sala de emergências, onde são tratados os outros casos de maior gravidade. A separação da sala de politrauma dos demais ambientes da unidade é importante para a humanização do atendimento, evitando a visão desnecessária das ocorrências que ali se verificam.

Tanto as salas de Politrauma como de Emergência devem ser dimensionadas para atender, ao mesmo tempo, no mínimo dois pacientes. Devem permitir total liberdade de circulação para a equipe, recessos para o estacionamento de carrinhos com material esterilizado, de anestesia e de ressuscitação, lavabos, bancada com cuba, armários com portas de vidro ou prateleiras, que facilitem a visão de equipamentos e medicamentos, um nível de iluminamento elevado, pontos de gases medicinais, tomadas, inclusive para raios-X transportável, entre outras facilidades e, preferivelmente, um posto de enfermagem e área de expurgos exclusivos.

Atualmente, alguns hospitais de emergência com alta resolutividade, principalmente aqueles localizados nos grandes centros urbanos, são dotados de Centros de Trauma. Nestes ambientes destinados a atender os casos mais críticos os pacientes permanecem apenas por poucos minutos, durante os quais equipes especialmente treinadas decidem seu encaminhamento para o Centro Cirúrgico ou para a UTI.

Além destes ambientes, complementam o programa funcional das unidades de urgência e emergência uma série de ambientes tais como a Unidade Transfusional, onde é feita a guarda e a distribuição de hemocomponentes, rouparia, copa, local para a guarda de aparelho de RX transportável, área para guarda de pertences de pacientes, sanitários de funcionários, estar e plantão médico, estar e plantão de enfermagem e de pessoal de apoio, estacionamento de ambulâncias com estar e sanitário anexo para motoristas, salas administrativas, posto policial, cantina, sala de utilidades, depósito de material de limpeza (DML), sala de armazenamento temporário de resíduos etc.

AS RELAÇÕES COM AS DEMAIS UNIDADES FUNCIONAIS

O posicionamento da Unidade de Urgência e Emergência em relação às demais unidades funcionais que integram o edifício hospitalar é fator determinante na geração e na própria qualidade dos fluxos hospitalares que entre elas se verificam, influindo fortemente na maior ou menor operacionalidade da unidade, assim como no combate à infecção hospitalar.

Assim a distribuição espacial das unidades funcionais (setorização) e de seus respectivos ambientes, devem ser estudadas levando-se em consideração, principalmente a adequação dos fluxos hospitalares que delas se originam.

RELEMBRANDO OS CONCEITOS BÁSICOS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

Pronto atendimento: Estabelecimento de saúde que presta assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, dentro do horário de funcionamento.

Pronto socorro: é a unidade destinada a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, mas que funciona durante as 24h do dia e dispõe de leitos de observação.

Urgência: significa pressa, rapidez, brevidade ou necessidade imediata. O atendimento de urgência são ações destinadas à recuperação dos pacientes em condições agudas, mas não há perigo iminente de falência de qualquer de suas funções vitais. As condições urgentes são graves, mas geralmente não perigosas se o suporte médico e o tratamento tiverem uma pequena demora. O tratamento deve ter início num período entre 20 minutos e 2 horas.

Emergência: significa ocorrência perigosa, situação crítica ou necessidade imediata. Gomes (1994), conceitua atendimento de emergência como conjunto de ações empregadas para a recuperação de pacientes, cujos agravos à saúde necessitam de assistência imediata, por apresentarem risco de vida, uma vez que põem em risco determinadas funções vitais que, com o passar do tempo, diminuem sua chance de eventual recuperação. Jung (2002), destaca a importância da intervenção no serviço de emergência. Relata ainda, que apesar do paciente ficar pouco tempo internado nessa unidade, é essencial que sua fisiologia seja investigada e esta unidade não seja vista como um serviço que serve de passagem para pacientes que procuram atendimento.

Paciente Crítico: Paciente grave, com comprometimento de 1 ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de sua auto-regulação, necessitando substituição artificial de funções e assistência contínua.

Paciente potencialmente Crítico: Paciente grave, que apresenta estabilidade clínica, com potencial risco de agravamento do quadro e necessidade de cuidados contínua.

Atenção ao paciente Crítico: Atendimento ao paciente de forma humanizada, minimizando os riscos decorrentes dos métodos terapêuticos utilizados com relação aos benefícios obtidos, visando à garantia de sua sobrevida com qualidade, assim como a manutenção da estabilidade de seus parâmetros vitais dentro dos recursos necessários.

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Conhece como é feito a triagem, ou a classificação de risco (Protocolo de Manchester)? Veja mais sobre o Protocolo neste link!

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Drogas de Emergência

Drogas de Emergência

O conhecimento e o domínio sobre as principais drogas utilizadas nas situações de emergência são fundamentais para o técnico de enfermagem que presta cuidados aos pacientes em estado crítico. Este são somente alguns das drogas mais usadas em uma emergência.

O Carrinho de Emergência

Carrinho de Emergência

É um armário indispensável,  contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros e técnicos de enfermagem quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.

Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização dos carros de emergência, objetivando homogeneizar o conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os setores em que se dever obter estes carrinhos são Unidade de Internação, Pronto Socorro, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Centro Cirúrgico, Unidade Ambulatorial, Hemodinâmica, entre outros.

A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe um a controvérsia de quem é a responsabilidade da conferencia do carrinho de parada, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porem o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho de Emergência. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

O que deverá ter no carrinho?

  • Tábua de compressão torácica;
  • Desfibrilador / cardioversor;
  • Monitor;

1ª GAVETA

Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas: Os Diluidores como água destilada e soro fisiológico, e medicamentos como Atropina, Adrenalina, Aminofilina, Bicarbonato de sódio  em ampola de 10ml a 8,4%, Cloreto de potássio (KCl), diazepam, dopamina, hidantal, amiodarona, fentanil, fenobarbital, furosemida, prometazina, cedilanide, sulfato de magnésio a 50%, Hidrocortisona de 100mg e 500mg, heparina, midazolan, haldol, adalat, isordil, gluconato de cálcio, glicose hipertônica (50%), lidocaína.

2ª GAVETA

Materiais para a Intubação de Emergência: O Ressuscitador Manual (AMBU), Tubos Endotraqueais de todos os tamanhos, Lâminas e laringoscópio, fio guia, cânula de guedel de todos os tamanhos, máscara descartável, óculos de proteção individual, cadarço para a fixação do tubo, cânulas de traqueostomia de todos os tamanhos, eletrodos para a monitorização e umidificador,

3ª GAVETA

Deverá ter de todos os calibres: Agulhas, abbocaths, jelcos, sonda vesical, sonda nasoenteral e nasogástrica, fios de sutura, seringas, e também deverá conter dânulas, cateteres centrais, xilocaína gel, equipos macro ou microgotas, luvas estéreis e de procedimento, filme transparente estéril para fixação do acesso venoso, e kit de aspiração de emergência.

4ª GAVETA

Deverá ter de todos os tipos de soros: Fisiológico a 0,9%, glicosado a 5%, 10%, Ringer Lactato, Frasco de Bicarbonato a 5%, Voluven, (bolsas com ml variadas).

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Veja também:

Carrinho de Curativo: O que deve conter?