Como descobrir quantos gramas existem em uma bolsa de Soro Glicosado 5%? Entenda o cálculo de forma simples e definitiva

Entre os cálculos mais comuns realizados na prática da enfermagem está a identificação da quantidade de glicose presente nas bolsas de Soro Glicosado 5% (SG 5%).

Embora pareça algo complexo à primeira vista, a verdade é que o cálculo é bastante simples quando entendemos o significado da concentração expressa no rótulo da solução.

Saber interpretar essas informações é importante não apenas para provas e concursos, mas também para a prática clínica, principalmente em setores como enfermaria, pronto-socorro, centro cirúrgico, pediatria e terapia intensiva.

Nesta publicação, você aprenderá de forma simples como calcular a quantidade de glicose presente nas bolsas de 100 mL, 250 mL, 500 mL e 1000 mL, além de entender a lógica matemática utilizada nesses cálculos.

O que significa o 5% na prática?

O termo “por cento” (%) na farmacologia, quando falamos de soluções, refere-se a gramas por 100 mililitros (g/100ml). Portanto, dizer que um soro glicosado está a 5% significa que, em cada 100 ml de soro, nós temos exatamente 5 gramas de glicose dissolvidas.

A partir dessa definição simples, você nunca mais precisará decorar tabela nenhuma, pois tudo o que você precisa fazer é uma regra de três básica ou, mais facilmente, uma proporção direta. Se você sabe que 100 ml contém 5 gramas, você consegue descobrir qualquer volume.

Como interpretar a concentração percentual?

A porcentagem pode ser traduzida matematicamente da seguinte forma:

5% = 5 g → 100 mL

A partir dessa relação, conseguimos descobrir facilmente a quantidade de glicose em qualquer volume de solução.

Calculando para as bolsas de 100, 250, 500 e 1000 ml

Vamos aplicar essa lógica para os volumes mais comuns que encontramos no hospital.

Para a bolsa de 100 ml, o cálculo é automático, já que a própria definição de 5% se baseia em 100 ml. Então, em 100 ml de soro glicosado a 5%, você tem exatamente 5 gramas de glicose.

Agora, para a bolsa de 250 ml, fazemos o seguinte raciocínio: se em 100 ml temos 5 gramas, em 250 ml teremos x gramas. Multiplicando cruzado (ou simplesmente percebendo que 250 ml é 2,5 vezes 100 ml), descobrimos que 2,5 vezes 5 gramas resulta em 12,5 gramas de glicose.

No caso da bolsa de 500 ml, o cálculo fica ainda mais intuitivo. 500 ml é o dobro de 250 ml, ou 5 vezes 100 ml. Se em 100 ml temos 5 gramas, em 500 ml teremos 5 vezes 5, totalizando 25 gramas de glicose.

Por fim, a bolsa de 1000 ml, que é o litro completo. Se em 100 ml temos 5 gramas, em 1000 ml — que contém 10 vezes 100 ml — teremos 10 vezes 5 gramas. O resultado são 50 gramas de glicose pura dentro desse frasco.

Resumo rápido para decorar

Volume da Bolsa Quantidade de Glicose
100 mL 5 g
250 mL 12,5 g
500 mL 25 g
1000 mL 50 g

Existe uma fórmula mais rápida?

Sim.

Depois de entender a lógica, você pode usar a seguinte fórmula:

Gramas = Volume (mL) × Concentração (%) ÷ 100

Exemplo para uma bolsa de 500 mL:

Gramas = 500 × 5 ÷ 100

Gramas = 25

Resultado:

25 gramas de glicose.

Por que esse cálculo é importante para a enfermagem?

Embora muitas vezes o profissional apenas administre a solução prescrita, conhecer a quantidade de glicose administrada é fundamental em diversas situações clínicas.

Entre elas:

  • pacientes diabéticos;
  • pacientes críticos;
  • nutrição parenteral;
  • controle glicêmico rigoroso;
  • cálculo de aporte calórico;
  • terapia intensiva neonatal;
  • pediatria.

O conhecimento da quantidade real de glicose administrada ajuda a compreender melhor os efeitos metabólicos da terapia intravenosa.

Quantas calorias existem em uma bolsa de SG 5%?

Uma curiosidade interessante é que cada grama de glicose fornece aproximadamente 4 kcal.

Assim:

◊Bolsa de 100 mL:

5 g × 4 = 20 kcal

◊Bolsa de 250 mL:

12,5 g × 4 = 50 kcal

◊Bolsa de 500 mL:

25 g × 4 = 100 kcal

◊Bolsa de 1000 mL:

50 g × 4 = 200 kcal

Apesar de fornecer energia, o soro glicosado não substitui uma nutrição adequada.

Cuidados de enfermagem durante a administração de SG 5%

Entender a quantidade de gramas é um cuidado de enfermagem preventivo. Ao manipular uma solução glicosada, você deve sempre observar a prescrição médica e o estado clínico do paciente. Uma infusão rápida de glicose, especialmente em grandes volumes, pode levar a picos glicêmicos indesejados, o que é um risco real para pacientes com diabetes descompensado ou pacientes em estado crítico.

Sempre verifique a integridade da bolsa, a validade e se não há turvação ou partículas no líquido antes de conectar ao equipo. Além disso, monitore o local da punção venosa. Soluções glicosadas, por serem hipertônicas se forem concentradas ou se infundidas de forma inadequada, podem causar irritação vascular ou flebite. Se o paciente relatar dor ou se você observar vermelhidão no trajeto da veia, interrompa a infusão, reavalie o acesso e comunique o enfermeiro responsável.

A segurança na administração começa na conferência do rótulo e termina na observação contínua da resposta do paciente àquela carga glicêmica.

Erros comuns entre estudantes

Um erro bastante frequente é acreditar que uma bolsa de 500 mL de SG 5% contém apenas 5 gramas de glicose. Na verdade, os 5 gramas estão presentes em cada 100 mL.

Como a bolsa possui cinco vezes esse volume, ela contém cinco vezes mais glicose. Outro erro comum é esquecer de converter a porcentagem corretamente durante a regra de três. Por isso, compreender o conceito é mais importante do que decorar números.

Curiosidades sobre o Soro Glicosado 5%

O SG 5% é considerado uma solução isotônica dentro da bolsa, mas após a glicose ser metabolizada pelo organismo, seu efeito fisiológico torna-se semelhante ao de água livre. É uma das soluções mais utilizadas no ambiente hospitalar.

Pode ser utilizada para manutenção hídrica, diluição de medicamentos e prevenção de hipoglicemia em situações específicas. Em pacientes críticos, sua administração deve ser cuidadosamente monitorada para evitar alterações glicêmicas.

Compreender o cálculo dos gramas presentes em uma bolsa de Soro Glicosado 5% é uma habilidade básica, porém extremamente importante para estudantes e profissionais de enfermagem. A regra é simples: uma solução a 5% contém 5 gramas de glicose em cada 100 mL. A partir dessa informação, é possível calcular facilmente a quantidade presente em qualquer volume.

Além de facilitar provas, concursos e avaliações acadêmicas, esse conhecimento contribui para uma assistência mais segura e uma melhor compreensão da terapia intravenosa utilizada diariamente nos serviços de saúde.

Referências:

  1. POTTER, Patricia A.; PERRY, Anne G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
  2. SANTOS, N. C. et al. Cálculo de medicação: uma ferramenta para a segurança do paciente. São Paulo: Editora Senac, 2020. Disponível em: https://www.sp.senac.br/
  3. TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de terapia intravenosa e administração de soluções parenterais. Brasília: Ministério da Saúde.
  5. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
  6.  

    Manual MSD – Soluções Intravenosas

  7. BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. S. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023.

Notícias da Enfermagem

19 de Maio: Dia Mundial da Conscientização das DII e o Papel Fundamental da Enfermagem

19 de maio de 2026 – Hoje é celebrado o Dia Mundial da Conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), uma data globalmente reconhecida para informar, acolher e dar visibilidade aos milhões de pacientes que convivem com essas condições crônicas. A data reforça a urgência de diagnósticos precoces e do acesso a tratamentos adequados, além de […]

O que é um Bloqueio de Ramo?

bloqueio de ramo

Um paciente dá entrada em uma Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica, após feito um eletrocardiograma de admissão, é notável uma alteração no ECG, sendo um bloqueio de ramo (direito ou esquerdo).

Mas o que é exatamente um Bloqueio de Ramo?

Analisando anatomicamente um coração, você entenderá que há os nós sinoatrial e atrioventricular, e havendo um sistema de condução cardíaca, onde essas conduções elétricas passam pelos feixes, como o atrioventricular, que na qual transmitem impulsos elétricos vindos do mesmo.

O Bloqueio de Ramo, nada mais são distúrbios da condução elétrica distal ao feixe de His, que provocam mudanças na maneira em que ambos os ventrículos são despolarizados.

Esta alteração na despolarização ventricular, causa alterações significativas no complexo QRS do electrocardiograma, que em casos severos (bloqueios completo do ramo) provoca um aumento da duração e mudanças na morfologia.

Os bloqueios de condução podem ser provocados por diferentes cardiopatias, incluindo a degeneração intrínseca sem outra cardiopatia associada.

Como a despolarização é alterada, a repolarização ventricular também é realizada de forma anormal, portanto, a onda T também apresentará alterações morfológicas nos bloqueios completo do ramo.

A Divisão do Feixe de His

  • O ramo direito, estimula o ventrículo direito e o terço direito do septo interventricular.
  • O ramo esquerdo, estimula o ventrículo esquerdo e os restantes dois terços do septo interventricular.

Enquanto o ramo direito permanece indiviso, o ramo esquerdo é dividido em dois pequenos ramos ou fascículos.

  • O fascículo anterior, que transmite o impulso para a região ântero-superior do ventrículo esquerdo.
  • O fascículo posterior, que transmite o impulso para a região póstero-inferior do ventrículo esquerdo.

Qualquer alteração em um desses três ramos provoca um distúrbio de condução interventricular que se reflete em alterações no electrocardiograma.

Bloqueios completos de ramo

O bloqueio de ramo completo ocorre quando há uma obstrução completa do impulso no ramo direito, ou no ramo esquerdo antes da subdivisão.

Os bloqueios completos do ramo apresentam, no eletrocardiograma, um complexo QRS largo (superior a 0,12 s).

Isto é causado porque o estímulo elétrico primeiro despolariza ao ventrículo do ramo saudável, e depois, através do miocárdio, ao ventrículo do ramo afetado.

O tempo de despolarização ventricular é aumentado e, por conseguinte, ocorre um alargamento do complexo QRS.

O que pode causar um Bloqueio de Ramo?

A causa pode variar dependendo se o bloqueio é do ramo direito ou do esquerdo.

De um modo geral, essas causas podem dever-se à pressão arterial elevada, toxicidade medicamentosa, febre reumática, excessiva ingestão de álcool, câncer de pulmão, cirurgia no coraçãotumor, hiperatividade da glândula tireoidepneumoniainflamação do pericárdioembolia pulmonar, sífilis e doença de Lyme.

Causas do bloqueio do ramo direito: as causas mais importantes do bloqueio do ramo direito, são entre outras, as alterações do eletrocardiograma em um paciente normal, doença de Chagas e a comunicação interatrial (CIA).

A propensão a estes bloqueios aumenta com a idade e é mais comum em idosos do que em pessoas de meia-idade ou jovens.

Da mesma forma, essa propensão aumenta nas pessoas que têm pressão arterial alta ou doenças cardíacas.

Causas do bloqueio do ramo esquerdo: o bloqueio do ramo esquerdo está associado a doenças cardíacas na maioria dos casos.

As principais delas são: hipertrofia ventricular esquerda, doença arterial coronariana, doença cardíaca/valvular, miocardiopatias e doença degenerativa do sistema de condução.

Esse bloqueio pode se dar também com frequência cardíaca elevada e, menos frequentemente, em pacientes com estudos cardiológicos normais.

O bloqueio do ramo esquerdo pode ser a primeira evidência de uma doença cardíaca não conhecida.

Complicações Possíveis do Bloqueio de Ramo

A principal complicação dos bloqueios de ramo é a bradicardia (frequência cardíaca lentificada), o que às vezes pode causar síncopes.

Os bloqueios de ramo podem também causar morte súbita.

Como o bloqueio de ramo afeta a atividade elétrica do coração, às vezes, ele pode dificultar o diagnóstico correto de outras doenças do coração e levar a atrasos na gestão adequada delas.

Há tratamento?

Em si mesmo, os bloqueios do primeiro e mesmo do segundo graus não requerem um tratamento específico, mas sim a doença cardíaca que os tenha causado.

Em pacientes com sintomas de síndrome coronariana aguda, o bloqueio do ramo esquerdo deve ser tratado como um infarto agudo do miocárdio.

De modo geral, o tratamento do bloqueio de ramo envolve a implantação de um marcapasso artificial.

Um bloqueio alternante entre o ramo direto e o esquerdo é critério de implante de um marcapasso definitivo.

Embora alguns bloqueios não precisem de tratamento, outros podem evoluir para um bloqueio coronário total (bloqueio de terceiro grau).

Outra variante do bloqueio de ramo é um distúrbio do nódulo sinusal causado pela degeneração das artérias coronárias.

 

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Miocardiopatia de Takotsubo: “O Coração Partido”

Miocardiopatia de Takotsubo: "O Coração Partido"

Miocardiopatia de Takotsubo, também conhecida como a Síndrome do “O Coração Partido”, “Coração Quebrado”, e “Cardiomiopatia Induzida por Estresse”, trata-se de uma desordem transitória e segmentar do ventrículo esquerdo, na ausência de coronariopatia obstrutiva.

Esta síndrome foi descrita pela primeira vez por pesquisadores japoneses no início do da década de 1990.

O nome Takotsubo significa “pote de pesca japonês para capturar polvo”.

Acomete com maior frequência indivíduos do sexo feminino (aproximadamente 95% dos casos), especialmente que se encontram no período pós-menopausa, com idade média entre 60 a 80 anos.

Foi definida pela American Heart Association como uma cardiomiopatia adquirida primária e é responsável por 1% a 2% dos casos de síndrome coronariana aguda.

Fatores de Causa

Existem alguns fatores que precipitam a síndrome: E dentre eles estão os estresses físico e emocional.

Tipicamente, um indivíduo com este tipo de cardiomiopatia apresenta um início súbito de insuficiência cardíaca congestiva juntamente com alterações no eletrocardiograma que sugerem infarto do miocárdio.

Outras manifestações clínicas que o paciente com esta afecção pode apresentar são: precordialgia e/ou dispneia; síncopes; arritmias; edema agudo de pulmão e/ou choque cardiogênico.

Atualmente, os critérios mais aceitos para o diagnóstico desta síndrome são os seguintes:

  • Hipocinesia, acinesia ou discinesia transitória de segmentos médios do ventrículo esquerdo, com ou sem comprometimento apical;
  • Ausência de patologia arterial coronária ou de indícios de ruptura aguda de placa;
  • Novas alterações no eletrocardiograma ou discreta elevação da tropina;
  • Ausência de feocromocitoma ou da miocardite.

O tratamento desta síndrome habitualmente é de suporte. Embora a maioria dos pacientes apresente pressão baixa, o uso de agentes inotrópicos pode intensificar a doença.

Recomenda-se uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA)/ bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) até o retorno à normalidade da função ventricular; betabloqueadores que, quando utilizados continuamente, podem  reduzir recorrências; anticoagulação em presença de trombo ventricular e/ou embolia sistêmica.

O prognóstico é bom, havendo recuperação total dentro de aproximadamente 8 semanas após início do tratamento.

Embora pouco comum, a recorrência as síndrome de Takotsubo tem sido relatada e aparentemente está relacionada à presença do fator desencadeante.

Referências:
http://journals.lww.com/coronary-artery/Fulltext/2011/05000/Takotsubo_Syndrome.13.aspx
http://en.wikipedia.org/wiki/Takotsubo_cardiomyopathy

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Parecer Coren-SP 005/2018: O Técnico de enfermagem pode passar SNG?

Eis uma dúvida que lota minha caixa de mensagens diariamente, sobre a competência do técnico de enfermagem em passagem de sonda nasogástrica: O Técnico pode estar passando?

Lembrando que os pareceres e resoluções dos conselhos mudam constantemente, e em meados de 2014, determinaram na Resolução Cofen nº 453/2014, que “compete ao Enfermeiro estabelecer o acesso enteral por via oro/gástrica ou transpilórica para a administração da NE, conforme procedimentos preestabelecidos.”, deixando de ser, desde aquela época, uma atribuição direta dos técnicos de enfermagem, cabendo somente aos cuidados e a manutenção da mesma.

Porém, a tal determinação parte do pressuposto de que a realização de tal procedimento demanda conhecimento teórico e prático específico, além de consistir em uma atividade de complexidade mais elevada e, portanto, conforme preconizado pela Lei do Exercício Profissional, nestes casos, a assistência era prestada pelo profissional Enfermeiro.

Porém, em meados de 2018, foi atualizado e esclarecido por meio de PARECER COREN-SP 005/2018, onde foi solicitado um parecer quanto à competência para passagem de sonda nasogástrica/orogástrica por profissional de Enfermagem.

Tendo alguns tópicos importantes:

– Quando a passagem da sonda nasogástrica/orogástrica tem outras finalidades que não o estabelecimento de uma via de acesso para terapia enteral, bem como, após a avaliação criteriosa do Enfermeiro quanto à complexidade do paciente e do procedimento (por exemplo: pacientes com distúrbio de coagulação, acometido de varizes esofagianas, presença de franco desconforto respiratório), e tendo em sua equipe profissional de nível médio capacitado, este procedimento poderá ser delegado para tal profissional.

– E mesmo com a delegação da atividade, ela somente poderá ser desempenhada sob orientação e supervisão do Enfermeiro, sendo a confirmação de posicionamento do dispositivo, preferencialmente, feita por este profissional!

Lembrando que, ainda que é assegurado a todo profissional de enfermagem o direito de se recusar a executar atividade que não seja de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereça segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade!

Tendo em conclusão mediante aos principais tópicos, concluíram que a competência para passagem de sonda nasogástrica/orogástrica poderá ser delegada para o Técnico de Enfermagem, após avaliação do Enfermeiro quanto ao nível de complexidade do paciente e procedimento!

Não esquecendo, que a passagem de dispositivos para estabelecimento de Terapia Nutricional Enteral é de competência exclusiva dos profissionais Enfermeiros!

Fonte: PARECER COREN-SP 005/2018

Diabetes LADA: O que é?

A Diabetes LADA, que provém do inglês “Latent Autoimune Diabetes in Adults”, em sua tradução livre Diabetes Latente Autoimune do Adulto,  é uma doença autoimune, que possui semelhanças aos tipos 1, que é a deficiência progressiva na secreção de insulina e a tipo 2, que ocasiona níveis elevados de glucagon do DM, o que torna o diagnóstico difícil.

O que difere é desenvolver-se somente na idade adulta e de forma lenta, havendo uma demora até que o indivíduo se torne insulinodependente.

A Dificuldade em Diagnosticar

Por seu lento surgimento, é possível que médicos o confundam com o tipo 2 em uma primeira análise, mas com o tempo notam que assemelha-se mais ao tipo 1.

Existem especialistas que defendem que se o diagnóstico inicial de um paciente for de LADA e logo em seguida iniciar-se o tratamento com pequenas doses de insulina exógena, as ilhotas produtoras  de   insulina  do  pâncreas  destes  indivíduos podem ser preservadas por mais tempo, ou seja, as ilhotas minimamente funcionais por mais tempo significam controle do diabetes mais fácil e maior prevenção do desenvolvimento de complicações.

Quem é afetado pelo LADA?

Pode atingir 2% da população e ocorre geralmente em adultos: São adultos jovens entre 25 e 40 anos, não apresentam sobrepeso nem hipertensão arterial.

Como é confirmado este diagnóstico?

Para confirmar o diagnóstico de diabetes tipo LADA, é necessário fazer um exame chamado anticorpos Anti-células Beta, Anti-GAD.

Visite a Sociedade Brasileira de Diabetes para se informar mais sobre esta patologia!

Veja mais em:

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Os Medicamentos e seus Antídotos

Os Medicamentos e seus Antídotos

Você sabia que um medicamento é classificado como um fármaco de agente tóxico? é o principal agente tóxico que causa intoxicação em seres humanos!

E aqui no Brasil, ocupa o primeiro lugar nas estatísticas do SINITOX desde 1994, sendo que :

Os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos, antiinflamatórios são as classes de medicamentos que mais causam intoxicações em nosso País (44% foram classificadas como tentativas de suicídio e 40% como acidentes, sendo que as crianças menores de cinco anos – 33% e adultos de 20 a 29 anos – 19% constituíram as faixas etárias mais acometidas pelas intoxicações por medicamentos).

Mas o que são os Antídotos na farmacologia?

O Antídoto é o termo genérico para definir qualquer substância que interfere na cinética e/ou dinâmica de outra substância, diminuindo ou neutralizando seu efeito tóxico.

Alguns antídotos agem por antagonismo competitivo e outros por antagonismo não competitivo.

Um Exemplo:

Um exemplo de antídoto é a ação do bicarbonato de sódio sobre um veneno ácido, uma vez que este, é capaz de neutralizar a ação deste tipo de substância nociva.

Importante! Em situações de envenenamento, deve-se sempre comunicar imediatamente um médico, hospital ou bombeiro!

Quais são alguns dos agentes tóxicos com seus antídotos?

Agente Tóxico  Antídoto
Opiáceos Naloxona
Benzodiazepínicos Flumazenil
Paracetamol N- Acetilcisteína
Insulina Glicose
Betabloqueadores Glucagon
Organofosforados e Carbamatos Atropina
Antidepressivos Tricíclicos Bicarbonato
Anticolinérgicos Fisostigmina
Metanol e Etilenoglicol Etanol
Isoniazida Piridoxina
Ferro Desferroxamina
Cumarínico Vitamina K
Chumbo, Mercúrio, Arsênico Dimercaprol
Antagonistas de Cálcio Cálcio
Digitálicos Anticorpos Específicos
Metahemoglobinizantes Azul de Metileno
Monóxido de Carbono Oxigênio
Heparina Protamina
Tiossulfato de sódio​ (Cianeto) Nitrito de Sódio
Amanita Phalloides Nitrito de Sódio
Veneno de Víboras Soro Antiofídico
Anticonvulsivantes Carvão Ativado
Descongestionantes Nasais e Sistêmicos Carvão Ativado

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Procedimento Coronário Invasivo: A Pulseira Hemostática

Procedimento Coronário Invasivo: A Pulseira Hemostática

O Procedimento Coronário Invasivo dá se pelos procedimentos como o Cateterismo Cardíaco, onde é um procedimento invasivo e cirúrgico que utiliza diferentes tipos de cateteres para registros de pressões intra-cardíacas, colheita de amostras sanguíneas e injeções intra-cardíacas de contraste radiopaco.

Este procedimento é realizado sob emissão de Raios-X na forma de fluoroscopia para dirigir o cateter ao local a ser estudado e cinefluoroscopia para registro de imagens digitalizadas em CD.

Para cada local a ser explorado usam-se cateteres de medidas e angulações diferentes.

O que pode ser realizado através do Cateterismo Cardíaco?

– Angiocoronariografia;
– Ventriculografia;
– Aortografia;
– Arteriografia pulmonar;
– Biópsia endocárdica;
– Angioplastia coronária com balão;
– Angioplastia coronária com colocação de endoprótese ou STENT;
– Estudos de Cardiopatia valvular;
– Valvoplastia Pulmonar;
– Colocação de Marca-Passo temporário;
– Estudo de Cardiopatia Congênita;
– Atriosseptostomia.

As vias de acesso mais utilizadas

Via Braquial

Com anestesia local, próximo à dobra da flexão do cotovelo, na parte anterior, é feito uma incisão e a separação dos tecidos por dissecção.

Isola-se a artéria Braquial para ter acesso ao lado esquerdo do coração (arterial) ou a veia Basílica para acesso ao lado direito do coração (venoso).

Então é feito uma incisão no vaso onde será introduzido o cateter, que será lavado com soro heparinizado após sua introdução.

Completado os estudos necessários o cateter é retirado, suturando-se o vaso e finalmente a pele.

Via Femural

Com anestesia local na região femoral (inguinal) faz-se a palpação dos vasos, introduzindo-se uma agulha de punção, localiza-se e punciona-se a artéria ou a veia Femoral.

Introduz-se então um fio guia pelo lúmen da agulha.

Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se no vaso somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres.

O fio guia que sempre ajuda na colocação e posicionamento dos cateteres com segurança, será retirado após.

Via Radial

Com anestesia local na região radial (punho) faz-se a palpação da artéria radial, introduzindo-se uma agulha de punção.

Após a punção, um fio guia é introduzido pelo lúmen da agulha.

Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se na artéria somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres.

O fio guia sempre ajudará na colocação e posicionamento dos cateteres.

A Técnica por Punção Radial

Quando são completados os estudos necessários os cateteres e a bainha do introdutor são retirados.

Aplica-se no local da punção femoral, pressão durante 15 a 20 minutos até parar totalmente o sangramento.

É feito curativo compressivo no local por 12 horas.

Se punção radial é feito curativo compressivo por 02 horas imediatamente após a retirada da bainha do introdutor. Troca-se o curativo por curativo oclusivo por mais 12 horas.

O Curativo Compressivo: Pulseira Hemostática

O acesso radial, além de propiciar maior conforto e comodidade, associa-se a menores taxas de complicações vasculares e sangramento grave, com potencial impacto na morbimortalidade.

Assim, é desejável a adoção de estratégias que reduzam o risco de oclusão arterial após procedimentos invasivos, possibilitando sua reutilização.

Por isso, existe atualmente, um dispositivo, chamado de Pulseira Hemostática, sendo encontrado no mercado com diversos nomes comerciais, onde oferece maior conforto ao paciente após o
procedimento e exibe custo-efetividade comprovada.

A principal preocupação no pós operatório é na prevenção de complicações vasculares no sítio de punção radial, com ênfase na taxa de oclusão arterial, após a realização de procedimentos coronários invasivos, a fim de evitar:

  • Hematoma;
  • Pseudoaneurisma;
  • Fístula arteriovenosa;
  • Síndrome compartimental;
  • Sangramento.

Como é feito a manutenção após o Cateterismo?

Imediatamente após o término do procedimento, o introdutor é tracionado cerca de 2 cm.

O dispositivo aplicado no paciente com o marcador verde (localizado no centro do balão maior) posicionado exatamente no orifício da punção, facilitando a localização, a visualização e o controle de possível sangramento.

Insufla-se o balão com seringa própria, injetando 15 mL de ar, com retirada simultânea e total do introdutor, observando, ao final, a ausência de sangramento ativo.

A partir da 4ª hora e a cada hora subsequente (5ª e 6ª horas), esvazia-se 5 mL de ar lentamente, mantendo o balão conectado à seringa e controlando o êmbolo com o polegar.

Em caso de sangramento durante qualquer etapa da retirada do dispositivo, é injetado novamente o volume de ar necessário para manutenção da hemostasia, repetindo o processo após 60 minutos.

Os Cuidados de Enfermagem

Pós Cateterismo Diagnóstico

  • Repouso no leito por 05 horas (femoral) e por 03 horas (braquial ou radial) sem mover, apoiar ou dobrar o membro cateterizado, recomenda-se conter o membro onde realizou o procedimento;
  • Verificar o local cateterizado, como:- pulso, cor, temperatura a cada 15 minutos na primeira hora , 30 minutos na segunda hora, 60 minutos nas três horas seguintes.
  • Verificar PA e FC quando checar os parâmetros acima;
  • Qualquer alteração comunicar a equipe médica;
  • Se sangramento, comprimir o local e comunicar equipe médica;
  • Dieta leve;
  • Orientar o paciente sobre estes cuidados;
  • Após a quinta hora permitir deambulação, verificando os parâmetros acima;
  • Se possível, fazer ECG logo após procedimento;
  • Orientar paciente para retirar curativo oclusivo após 12 horas e se dissecção braquial, os pontos depois de 08 dias. Se punção femoral, retirar curativo compressivo após 12 horas.

Pós Cateterismo Terapêutico

  • Na Angioplastia Coronária: O que é?

Consiste na introdução de um cateter balão na luz da artéria coronária, exatamente na porção média da lesão, sendo o balão insuflado com contraste radiopaco.

O objetivo é a expansão do diâmetro luminal da artéria.

Os Cuidados de Enfermagem Pré Operatório

  • Reservar leito na UTI;
  • Reservar sala cirúrgica;
  • Checar disponibilidade de equipe cirúrgica;
  • Reservar sangue do mesmo tipo do paciente;
  • Seguir protocolo médico de medicações.

Os Cuidados de Enfermagem Pós Operatório

  • Após a angioplastia coronária o paciente é mantido com anticoagulante pleno por 12 a 24 horas;
  • A bainha do introdutor é retirada depois deste período quando a coagulação estiver normal;
  • Repouso absoluto no leito;, 2- elevar cabeceira da cama até 45 graus;
  • Controlar bomba de infusão de Nitroglicerina e Heparina;
  • Controlar PA e P cada meia hora ( 4 vezes ), depois de hora em hora;
  • Verificar curativo na região inguinal a cada hora;
  • Dieta leve;
  • Retirar bainha do introdutor após normalização de coagulação sanguínea, se necessário anestesiar o local;
  • Proceder cuidados pós-cateterismo diagnóstico por punção femoral.
  • Na Angioplastia Coronária com colocação de endopróteses coronárias ou Stents: O que é?

Stent é um dispositivo em formato de mola de aço inoxidável, pequeno e entrelaçado que é introduzido na artéria coronária com obstrução por meio de um cateter balão.

O cateter balão é inflado, o que provoca a expansão do stent, pressionando-o contra a parede da artéria.

Após o balão ser desinsuflado e retirado, o stent fica na posição permanentemente, mantendo o vaso aberto.

  • Na Valvuloplastia por cateter balão: O que é?

Consiste na passagem de um cateter balão desinsuflado pela válvula aórtica, mitral ou pulmonar e insuflamento do mesmo na tentativa do rompimento da válvula, diminuindo a estenose.

Valvuloplastia Pulmonar é relatada como sendo um método seguro e efetivo.

O procedimento é realizado por punção percutânea femoral.

Os cuidados de enfermagem pré e pós são os mesmos para cateterismo cardíaco diagnóstico.

Abertura da válvula por cateter balão.

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Entendendo o Exame de Reflexo Patelar

Entendendo o Reflexo Patelar

Patela é o nome correto para aquilo que conhecemos como rótula, aquele pequenininho osso que está disponível no nosso joelho.

Quando a nossa perna está flexionada e suspensa, como acontece quando sentamos numa determinada altura e levamos uma pancada nela e ficamos com a perna suspensa no ar, colocamos a perna no modo mais protegido.

Qual a importância do exame reflexo patelar?

É uma das partes mais importantes e um exame clínico do neurologista, devido à informação que é colhida através da objetividade.

São testados os vários reflexos presentes na musculatura corporal, e em teoria, qualquer reflexo muscular pode ser medido e testado. Dessa forma, numa consulta médica, serão testados:

  • Bíceps
  • Tríceps
  • Peitoral maior
  • Cúbito
  • Rádio-pronador
  • Flexor dos dedos
  • Adutores da coxa
  • Flexores da coxa
  • Quadríceps
  • Tríceps sural

Se por algum acaso o paciente não apresente o reflexo desejado, podendo ele ser muito elevado ou apresentado abaixo do esperado, pode indicar o uso de doença neurológica.

Tais exames conseguem nortear o médico, dizendo se eles estão nos nervos/plexos/raízes ou se estão na medula.

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Os Neurotransmissores

Os Ossos do Pé

Os ossos do pé dão sustentação à importantíssima extremidade dos membros, responsável pela nossa ação de caminhar, correr e praticamente quase todos os movimentos do corpo humano.

Cada pé é composto por 26 ossos, sendo que todos eles estão divididos em três grandes regiões: tarso, metatarso e falanges.

Vejamos os ossos do pé pertencentes a cada uma dessas regiões:

Ossos do Tarso do pé

O tarso é a parte superior do pé que se liga com os ossos da perna. Essa região do pé é composta por 7 ossos:

– tálus;

– calcâneo;

– cuboide;

– navicular;

– três cuneiformes.

Obs.: desses ossos do pé, somente o tálus está articulado com os ossos da perna.

Ossos do Metatarso do pé

O metatarso consiste em um grupo com 5 ossos grandes localizados na região que antecede os dedos. Esses ossos são articulados com as falanges (dedos) e com os ossos do tarso, sendo esses 5 ossos responsáveis pelo suporte e estabilização do pé, sobretudo ao caminhar.

Ossos das Falanges do pé

A região dos dedos abriga diversos ossos do pé. A região dos dedos é composta por 14 falanges, sendo que:

– o hálux (1º dedo) tem duas falanges (proximal e distal).

– os outros quatro dedos têm três falanges cada (proximal, média e distal).

Dessa forma, temos os seguintes nomes para os ossos do pé:

  • – Calcâneo;
  • – Talo (astrágalo);
  • – Cuboide;
  • – Navicular;
  • – Primeiro cuneiforme;
  • – Segundo cuneiforme;
  • – Terceiro cuneiforme;
  • – Primeiro metatarso;
  • – Segundo metatarso;
  • – Terceiro metatarso;
  • – Quarto metatarso;
  • – Quinto metatarso;
  • – Falange proximal do Hálux;
  • – Falange distal do Hálux;
  • – Primeiro dedo (Hálux);
  • – Segundo dedo;
  • – Terceiro dedo;
  • – Quarto dedo;
  • – Quinto dedo (mínimo);
  • – Falange distal;
  • – Falange média;
  • – Falange proximal. 

Os Principais Problemas nos Pés

Os pés podem sofrer com uma série de problemas relacionados aos ossos, aos músculos ou às artérias, sendo os principais deles:

Fascite plantar

Trata-se de uma das causas mais frequentes de dor no calcanhar. Essa doença é caracterizada pela inflamação ocorrida em um dos tecidos do pé chamado de fáscia plantar, que fica localizado na sola do pé e é responsável por ligar o calcâneo (osso que forma o calcanhar) aos dedos.

A principal causa desse problema é a tensão ou uso excessivo da fáscia plantar, provocando dificuldades para caminhar e dores.

Esporão de calcâneo

Consiste numa das doenças ortopédicas mais comuns, sendo que um dos principais sintomas são dores intensas no calcanhar (principalmente quando os pés tocam o chão). Esse problema ocorre devido a uma sequência de microtraumatismos provocados no osso calcâneo, que provoca a formação do esporão. Esses microtraumatismos são causados devido a impactos intensos e constantes.

Metatarsalgia

Esse problema causa dores que atingem principalmente a parte da frente dos pés, um pouco antes dos dedos. Entre as principais causas da metatarsalgia estão o uso constante de sapatos inadequados para os pés, excesso de peso, exercícios de alto impacto e presença de deformidades nos pés (joanete ou pé cavo).

Neuroma de Morton

Trata-se de um espessamento do nervo interdigital, que passa entre os dedos do pé. O neuroma de Morton é caracterizado por causar dormência e dores na ponta do pé, sendo que uma das queixas mais comuns dos pacientes é a sensação de que eles estão pisando numa pedra ou bola, principalmente quando usam sapatos apertados ou com salto alto.

Dedos em garra e em martelo

Esses dois problemas que afetam os pés são considerados deformidades dos dedos, ocorrendo principalmente pela retração e encurtamento dos músculos e ligamentos do pé. Em alguns momentos, o dedo em garra pode estar associado a problemas mais graves de saúde, como paralisia cerebral, derrame, Pé Marie-Charcot, diabetes, distúrbios genéticos e artrite reumatoide.

Sesamoidite

Consiste em um tipo de inflamação que afeta um ou dois ossos pequenos que ficam próximos às articulações. Esse problema ocorre sobretudo devido ao uso constante de salto alto.

Joanete (hálux valgo)

Problema que afeta principalmente as mulheres, o joanete é caracterizado pelo inchaço ósseo que se forma na articulação que fica na base do dedão do pé. As principais causas do joanete estão associadas ao uso constante de sapatos apertados, tensão nos pés e artrite, sendo que os principais sintomas são dor e rigidez no dedão do pé.

Hálux rígido

Essa doença consiste na artrose da articulação metatarso falangeana, que exerce o papel de conectar o dedão ao pé. Essa doença acarreta a perda dos movimentos do dedão, fazendo com que ele fique dolorido e rígido.

Neuropatia (pé diabético)

Essa doença acontece devido a complicações do Diabetes mellitus, quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma ferida. Essa ferida pode ocorrer a partir do momento em que a circulação sanguínea é insuficiente e os níveis de glicemia na corrente sanguínea estão desequilibrados.

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