Os Ritmos Chocáveis Vs Não Chocáveis em uma PCR

Os Ritmos Chocáveis Vs Não Chocáveis em uma PCR

Os Ritmos Chocáveis Vs. Não Chocáveis em uma PCR  é um diagnóstico de mecanismo que exige imediata monitorização do ritmo cardíaco. O reconhecimento precoce da modalidade ou mecanismo de PCR permite adequar o tratamento e, consequentemente, melhorar a sobrevida da vítima.

Quais são as Modalidades de uma Parada Cardíaca?

A PCR ocorre nas seguintes modalidades:

  • Fibrilação ventricular (FV);
  • Taquicardia ventricular (TV) sem pulso;
  • Atividade elétrica sem pulso (AESP);
  • Assistolia.

Quais são os Ritmos Chocáveis (aqueles que podem ser revertidos)?

Fibrilação ventricular (FV)- É a contração incoordenada do miocárdio em conseqüência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sanguíneo adequado. No ECG, ocorre a ausência de complexos ventriculares individualizados que são substituídos por ondas irregulares em ziguezague, com amplitude e duração variáveis.

Taquicardia ventricular sem pulso (TV)- É a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que podem levar à acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo a ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da FV. O ECG caracteriza-se pela repetição de complexos QRS alargados não precedidos de ondas P e, se estas estiverem presentes, não guardam relação com os complexos ventriculares.

Quais são os Ritmos Não Chocáveis (aqueles que podem não podem ser revertidos)?

Atividade elétrica sem pulso (AESP) – É caracterizada pela ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, com exclusão de taquicardia ou FV. Ao ECG, caracteriza-se pela presença de alguma atividade elétrica organizada que não produz resposta de contração miocárdica eficiente e detectável.

Assistolia – É a cessação de qualquer atividade elétrica ou mecânica dos ventrículos. No eletrocardiograma (ECG) caracteriza-se pela ausência de qualquer atividade elétrica ventricular observada em, pelo menos, duas derivações.

 

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O Dreno de Penrose

Dreno de Penrose

O Dreno de Penrose é um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam possível acúmulo no local da ferida operatória pós-operatório de líquidos infectados ou não.

O nome “Penrose”: De onde vem?

O nome dado à este dreno foi pelo Ginecologista americano Charles Bingham Penrose (1862–1925), onde o mesmo inventou este método de drenagem para as cirurgias abdominais.

Como funciona este dreno?

Eventualmente, o orifício de passagem do dreno deve ser amplo, e o mesmo deve ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno através da incisão cirúrgica, mas sim através de uma contra-incisão.

Então o cirurgião utiliza-se de pinças específicas, para puxar o dreno de penrose através desta contra-incisão, e locá-lo internamente até uma altura que o ache necessário para a drenagem, e enfim, é suturado a incisão e é dado alguns pontos ao redor do dreno para a fixação.

Certamente, a fim de evitar depósitos de esfacelo que possam vir a ocluir seu lúmen, o dreno de Penrose deve ser observado e mobilizado em intervalos de 12 horas, entretanto, tracionado em cada curativo (exceto quando contra-indicado), cortado seu excesso e recolocado o alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada.

Seu orifício de saída deve ser ocluído com gaze estéril, ou em alguns casos, com uma bolsa de colostomia descartável, devendo este curativo ser substituído sempre que necessário. É o único dreno que pode ser tracionado, geralmente de 2 á 3 cm por dia, conforme a prescrição médica.

Alguns Cuidados quanto ao Aspecto do Dreno:

Primeiramente registrar separadamente o volume de cada dreno na folha de balanço hídrico, isto possibilita avaliação da redução ou aumento anormal da drenagem. Registrar de forma precisa o aspecto da secreção drenada, e contudo,  é importante checarmos a localização do dreno, quais os cuidados a serem ministrados pela equipe, se está suturado a pele ou não, tipo de dreno utilizado, como manter a permeabilidade do mesmo, o volume esperado de drenagem e principais complicações com o dispositivo.

Cuidados de Enfermagem com o Dreno de Penrose

Materiais necessários:

• Bandeja;
• Pacote de curativo completo;
• Pacote de tesoura de pontos;
• Pacote de gazes;
• 1 alfinete estéril;
• Frasco com anti-séptico;
• Esparadrapo ou micropore;
• Frasco de benzina;
• Cuba rim;
• SF 0,9%.

O Procedimento:

  • Explicar ao paciente sobre o cuidado a ser feito;
  • Preparar o ambiente, como descrito anteriormente;
  • Lavar as mãos;
  • Separar e organizar o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado;
  • Levar a bandeja com o material e colocar sobre a mesa de cabeceira;
  • Descobrir a área tratada e proteger a cama com forro de papel, pano ou impermeável;
  • Colocar o paciente em posição apropriada e prender o saco plástico para lixo em local acessível;
  • Abrir o pacote de curativo e dispor as pinças com os cabos voltados para o executante, em ordem de uso – pinça Kocher e Dente de Rato na extremidade do campo, próximo ao paciente e pinça Kelly e Anatômica na extremidade oposta;
  • Abrir o pacote de gaze e colocá-lo no campo. Se necessário colocar também chumaços de algodão;
  • Abrir o pacote de alfinete, colocando-o sobre o campo com auxílio da pinça Anatômica;
  • Abrir a tesoura e colocá-la ao lado da pinça Kelly;
  • Proceder a retirada do curativo conforme descrito anteriormente;
  • Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico;
  • Colocar uma gaze na região inferior do dreno, isolando-o da pele;
  • O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo (exceto quando contra -indicado). Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando pinças Kelly e Anatômica;
  • Colocar outra gaze sobre o dreno, protegendo-o;
  • Fixar as gazes com adesivo;
  • Juntar o material e colocá-lo na bandeja;
  • Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem;
  • Lavar as mãos;
  • Providenciar a limpeza e a ordem do material;
  • Checar o horário e fazer as anotações de enfermagem, especialmente quanto à evolução da lesão e queixas do paciente.

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A Endocardite: O que é?

A Endocardite é uma infecção que atinge parte da camada mais interna do coração, o endocárdio, que está em contato direto com o sangue interno. Também podem afetar as válvulas cardíacas, septo interventricular ou as cordas tendinosas que abrem as válvulas, podendo ser de origem infecciosa ou não, mas pela forte pressão sanguínea local, o endocárdio é uma região pouco protegida pelo sistema imunológico, o que também dificulta seu tratamento eficiente.

Há dois tipos de Endocardite:

A Endocardite Infecciosa

Apresenta-se na forma de uma massa amorfa, chamada de vegetação, que se podem deslocar e atingir diversos pontos do corpo, como os pulmões e o cérebro. É composta de células inflamatórias, plaquetas, fibrina e uma grande quantidade de microrganismos. Costuma ocorrer nas válvulas cardíacas, porém pode ocorrer em outros pontos do endocárdio. Pode ser causado por inúmeras espécies de bactérias ou fungos, embora estes sejam mais raros.

Antes da existência dos antibióticos a doença era quase invariavelmente fatal, sendo que a doença era dividida entre aguda e subaguda conforme o grau de virulência do agente e do tempo de evolução do agente, que varia de dias a meses. Hoje permanece séria, mas com um prognóstico muito melhor. A doença tem fatores de risco, ou seja, situações que facilitam seu aparecimento. Os fatores de risco mais conhecidos para a endocardite são:

  • Certas doenças congênitas do coração (má formações durante a formação do embrião);
  • Certas doenças das válvulas do coração, provocadas por Moléstia reumática, um tipo de reumatismo.
  • Determinados tipos de Prolapso da válvula mitral, uma doença do tecido de sustentação da válvula mitral;
  • Uso de drogas ilícitas endovenosas (toxicomania).

A Endocardite Não-Infecciosa

Também conhecida como marântica, pode ser causada por tumor, doença autoimune (como lúpus) ou por respostas inflamatórias do corpo.

Que Sinais e Sintomas pode apresentar?

Podem ocorrer, entre outros:

  • Febre,
  • Calafrios,
  • Sudorese (suor excessivo),
  • Perda de peso,
  • Mal estar,
  • Perda de apetite,
  • Tosse,
  • Dor de cabeça,
  • Náuseas e;
  • Vômitos.

Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico é feito por cultura bacteriana, por métodos de ecocardiografia ou pela demonstração de infecção sanguínea através de hemocultura, que permite identificar as bactérias livres no sangue. O endocárdio não é uma superfície fácil de ser infecta, então doenças que favoreçam o desenvolvimento de endocardite, como febre reumática ou prolapso de válvula mitral, devem ser avaliadas também.

Como é feito o tratamento?

O tratamento visa controlar a infecção e, se possível, a correção da causa que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

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Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Há apresentações que são compostas e formuladas para serem liberadas gradualmente ao decorrer das horas, tendo sua finalidade de proteger os princípios ativos do pH baixo do estômago, bem como proteger a mucosa gástrica dos efeitos irritantes que algumas drogas possuem.

Todavia, alguns medicamentos possuem um revestimento entérico, formulado com a intenção de permitir que tais medicamentos passem intactos pelo estômago e liberem seus princípios ativos diretamente no intestino.

Tal mecanismo protege o estômago dos efeitos irritantes da droga, evita que o fármaco seja destruído pelo suco gástrico e atrasa o início da ação do medicamento.

Formulações de ação estendida (liberação lenta) são feitas para liberar a droga por um longo período de tempo.

Essas formulações incluem comprimidos em múltiplas camadas, nos quais a droga é liberada quando cada camada se dissolve.

Há também pílulas de liberação mista, que se dissolvem em intervalos de tempo diferentes.

Alguns medicamentos de ação estendida possuem duas metades, podendo, assim, ser quebrados em duas partes sem que se afetem os mecanismos de liberação da droga.

Ainda assim, tais medicamentos não podem ser macerados ou mastigados.

O que fazer quando uma medicação é prescrita e ocorrer este tipo de situação?

O profissional precisa ter um conhecimento básico dos fármacos utilizados em seu setor, para saber se pode ou não ser macerado, pode consultar o farmacêutico disponível no hospital, ou tirar dúvidas com o Enfermeiro do setor. Se tudo indicar que não é recomendado a utilização da medicação macerada, é necessário comunicar ao médico, para administrar em métodos alternativos, como via endovenosa, intramuscular, etc.

Nome Comercial

Nome Genérico

Observação

Acinic®, Metri®. Niacina Liberação lenta
Adalat® Nifedipino Liberação lenta
Anemiplus®, Hematofer®, Ferrini® Sulfato Ferroso Liberação lenta
Artane®

Triexifenidil

Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Carbolitium CR® Carbonato de Lítio Liberação lenta
Cardizem®, Cardizem CD®, Cardizem SR® Diltiazem Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Clohedyl SA® Oxtrifilina Liberação lenta
Depakene® Ácido Valpróico Liberação lenta. Irrita as membranas mucosas
Diamox®, Zolamox® Acetazolamida Liberação lenta
Dicorantil F® Disopiramida Liberação lenta
Dilacoron® Verapamil Liberação lenta
Dimetapp® Gelcaps Pseudoefedrina, Bronferinamina Liberação lenta

Dimorf®, Dimorf LC®, Dolo Moff®

Morfina Liberação lenta
Dorflex®, Doricin®, Rielex® Orfenadrina Liberação lenta
Dulcolax®, Lacto-Purga® Bisacodil Revestimento entérico
Eribiotic®, Eriflogin®, Eripan®, Eritax®, Eritrex®, Ilosone®, Lisotrex® Eritromicina (Etilsuccinato) Revestimento entérico
FULCIN®, SPOROSTATIN® Griseofulvina Maceração pode resultar em precipitação da droga
Gaspirem®, Loprazol®, Losec®, Lozap®, Omep®, Omeprazol® Omeprazol Liberação lenta
Hidrato de Cloral® Hidrato de Cloral Cápsula preenchida com líquido
INDERAL®,PRONOL®, PROPACOR®, Propranolol®, Propranolon®, Rebaten LA®, SanPRONOL® Cloridrato de Propanolol Liberação lenta
INDOCID® Indometacina Liberação lenta

Isordil®

Dinitrato de Isossorbida

Liberação lenta
Lansoprazol® Prazol Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar

Mestinon®

Piridostigmina

Liberação lenta
Monotrean®, Nicopaverina AP® Papaverina Liberação lenta
Naldecon® Fenilefrina Liberação lenta
Piroxil®, Piroxin® Piroxicam Irrita as membranas mucosas
Polaramine®, Celestamine® Dexclorfeniramina Liberação lenta
Roacutan® Isotretinoína Irrita as membranas mucosas
Teolong®, Talofilina® Teofilina Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Tropinal® Hiosciamina Liberação lenta

Precauções Padrão: O que são?

Precauções Padrão: O que são?

As Precauções Padrão, também conhecida como Precauções Universais, são medidas de proteção que devem ser adotadas pelos profissionais de saúde que terão contato direto com o paciente.

O que seriam estas medidas?

– Lavar as mãos, antes e após o contato com qualquer cliente/paciente ou material utilizado;

-Uso de luvas de procedimento, quando entrar em contato com qualquer fluído ou exsudato (secreção);

-Máscara e óculos de proteção devem ser utilizados durante os procedimentos em que possam ocorrer respingos de gotas de sangue ou de fluídos orgânicos, prevenindo a exposição de mucosas na boca, nariz e olhos;

-Aventais ou capotes devem ser utilizados nos procedimentos que sabidamente respingam sangue ou fluídos orgânicos, contaminando a roupa;

E o mais importante!

Os profissionais da área da saúde devem tomar medidas preventivas para evitar acidentes, ao manusear e desprezar perfurocortantes como agulhas, instrumentos ou qualquer outro material cortante.

O que são os Tipos de Precauções ou Isolamentos?

O isolamento é um conjunto de medidas técnicas para formar uma barreira asséptica, com o intuito de impedir a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para o outro, aos colaboradores, visitantes, ao meio ambiente.

E os principais são:

Precaução respiratória

São indicadas para pacientes portadores de microrganismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 mícrons, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos.

(Exemplo: coqueluche, difteria, streptococos pneumoiae, neisseria meningitides e caxumba).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte de pacientes com o mesmo agente etiológico. A distância mínima entre dois pacientes deve ser de 1 metro. A porta pode permanecer aberta;
  2. Máscara deve ser utilizada se houver aproximação ao paciente, numa distância inferior a um metro. Por questões operacionais, as máscaras podem ser recomendadas para todas as vezes que o profissional entrar no quarto. Devem-se incluir os visitantes e acompanhantes;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado ao mínimo indispensável e, quando for necessário, o paciente deve usar máscara.

Precauções com aerossóis

São indicadas para pacientes com suspeita ou infecção comprovada por microrganismos transmitidos por aerossóis (partículas de tamanho menor que 5 mícrons) que ficam suspensos no ar e que podem ser dispersos a longas distâncias.

(Exemplo: varicela, sarampo, tuberculose).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; um mínimo de 06 trocas de ar por hora; e, cuidados com o ar que é retirado do quarto (filtragem com filtros HEPA) antes da recirculação em outras áreas do hospital. As portas devem ser mantidas fechadas;
  2. Proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95. Indivíduos suscetíveis a sarampo e varicela não devem entrar no quarto de pacientes com suspeita ou portadores destas infecções;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

Precauções de contato

Estão são indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microrganismos com importância epidemiológica e que são transmitidos por contato direto (pele-a-pele) ou indireto (contato com itens ambientais ou itens de uso do paciente).

(Exemplo: infecções gastrintestinais, respiratória, pele e ferida colonizada, entéricas e grandes abscessos).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte, quando os pacientes estiverem acometidos pela mesma doença transmissível. Os recém-nascidos podem ser mantidos em incubadora. Crianças e outros pacientes, que não deambulam, não requerem quarto privativo, desde que as camas tenham um afastamento maior do que 1 metro entre elas;
  2. Uso de luvas quando entrar no quarto do paciente. Após o contato com material que contenha grande concentração de microrganismos (por exemplo: sangue, fezes e secreções), as luvas devem ser trocadas e as mãos lavadas. Após a lavagem das mãos, deve-se evitar o contato com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  3. Uso de avental limpo, não estéril, quando entrar no quarto, se for previsto contato com o paciente que possa estar significativamente contaminando o ambiente (diarreia, incontinência, incapacidade de higienização, colostomia, ileostomia, ferida com secreção abundante ou não contida por curativo). O avental deve ser retirado antes da saída do quarto, e deve-se evitar o contato das roupas com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  4. O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao mínimo. As precauções devem ser mantidas durante o transporte;
  5. Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais devem ser submetidas à limpeza diária;
  6. Equipamentos de cuidado com os pacientes e materiais como estetoscópio, esfigmomanômetro ou cômoda ao lado do paciente, sempre que possível, devem ser usados somente por um único paciente. Se não for possível, a desinfecção deste material é recomendada entre o uso em um e outro paciente.

Precaução Empírica

As precauções empíricas são indicadas para os casos de pacientes sem diagnóstico definitivo, porém com indícios de infecção por agentes que necessitem de precauções. Devem permanecer até que haja confirmação ou esclarecimento do diagnóstico.

Nestes casos inserem-se:

– Precauções de Contato: diarreias agudas de etiologia infecciosa, erupção vesicular, abcessos ou feridas com exsudato que extravase a cobertura;

– Precauções para Aerossóis: erupção vesicular, tosse com febre e infiltração de lobo pulmonar em qualquer local em paciente HIV positivo;

– Precauções para Gotícula: meningite, exantema petequial e febre.

Isolamento Reverso

Destina-se a paciente cuja resistência à infecção esteja seriamente comprometida.

Ex: leucemia, queimados, pós-cirurgia cardíaca, transplantados AIDS.

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo necessário;
  2. Manter a porta sempre fechada;
  3. Capote: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto;
  4. Máscara deve ser utilizada pelo paciente;
  5. Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente;
  6. Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente;
  7. Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto;
  8. Transporte de pacientes: deve ser evitada a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente.

A ANVISA disponibiliza gratuitamente, em seu site, a cartilha sobre os tipos de precauções padrão e diversas informações importantes e relevantes ao assunto.

Veja também:

Hematúria: Quais são as causas?

Hematúria

A definição mais simples da hematúria é presença de sangue na urina. Porém, na maioria das situações, o paciente com hematúria não se apresenta com uma urina francamente sanguinolenta, avermelhada ou com coágulos visíveis. Em muitos casos, a perda de sangue no trato urinário é tão discreta que não é possível notar a presença de sangue na urina apenas olhando para a mesma. Além disso, a presença de outras substâncias na urina, como bilirrubinas, medicamentos, corantes, mioglobina etc., também podem deixar a urina avermelhada, passando a falsa impressão de haver hematúria.

Portanto, para definirmos com segurança que uma urina contém sangue, é preciso submetê-la a análises laboratoriais. O exame de urina mais utilizado para o diagnóstico da hematúria é o EAS (também chamado de urina tipo 1 ou urina tipo 2).

Quais são os tipos de Hematúria?

Como existem dezenas de causas para a presença de sangue na urina, a caracterização da mesma ajuda na investigação clínica. Uma hematúria pode ter as seguintes características:

1. Hematúria macroscópica

É a hematúria que pode ser vista a olho nu, pois a urina encontra-se escurecida, avermelhada ou com coágulos de sangue. Este tipo de hematúria é facilmente reconhecida pelo próprio paciente.

2. Hematúria microscópica

É a hematúria que não pode ser vista a olho nu. A aparência da urina é completamente normal, sendo a presença de sangue apenas detectada através do exame de urina. Este tipo de hematúria pode existir por anos sem que o paciente tenha consciência do fato.

3.  Hematúria com coágulos

A hematúria com coágulos é um tipo de hematúria macroscópica. A presença de coágulos geralmente indica um sangramento de maior volume, causado por uma lesão do trato geniturinário, que frequentemente pode ser identificada através de exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.

4. Hematúria persistente ou transiente

A hematúria, seja ela macroscópica ou microscópica, pode ser persistente, ou seja, está constantemente presente; ou ser intermitente, isto é, aparecer e desaparecer de tempos em tempos.

5. Hematúria dismórfica

Hematúria dismórfica ocorre quando no exame de urina detectam-se hemácias com formato atípico (dismórficas). Isso geralmente é um sinal de doença dos glomérulos renais.

6. Hematúria isolada

Hematúria isolada ocorre quando o paciente não apresenta nenhum outro sinal ou sintoma  além da presença de sangue na urina. A maioria das doenças que provoca hematúria causa sintomas, como dor para urinar, febre, dor nas costas, ou outras alterações nos exames laboratoriais, como a presença de proteínas e/ou leucócitos na urina, elevação da creatinina e da urina no sangue.

A presença de sangue na urina quando ocorre sem nenhum outro sinal ou sintoma e com exames laboratoriais persistentemente normais, habitualmente, indica uma doença benigna.

E as causas?

A hematúria pode ter origem em qualquer ponto do trato urinário, incluindo rins, ureter, bexiga, próstata ou uretra. Algumas causas de sangramento urinário são:

  • Câncer renal.
  • Câncer de bexiga.
  • Câncer de próstata.
  • Cálculo renal.
  • Infecção urinária.
  • Hiperplasia benigna da próstata.
  • Glomerulonefrite.
  • Lúpus.
  • Anemia falciforme.
  • Doença policística renal.
  • Acidentes com traumatismo renal.
  • Trauma após passagem de sonda vesical.
  • Trauma por manipulação cirúrgica ou endoscópica do sistema urinário.
  • Biopsia da próstata.
  • Biópsia renal.
  • Cistite rádica (lesão da bexiga por radioterapia).
  • Tuberculose urinária.
  • Esforço físico.
  • Excesso de cálcio na urina.
  • Endometriose.
  • Uretrite.
  • Anticoagulação excessiva.

Obs:  alguns medicamentos, como pyridium, rifampicina, fenitoína e nitrofurantoína, ou alimentos, como beterraba,  podem deixar a urina avermelhada sem que isso signifique a presença de sangue.

Investigando as Causas

Como podemos ver acima, as causas de sangue na urina são múltiplas e, por isso, nem sempre a investigação é simples e rápida.

No caso de mulheres com hematúria microscópica o primeiro passo é confirmar se a urina não foi colhida durante a menstruação. Durante o período menstrual há sempre um pouco de sangue da menstruação na urina, provocando uma falsa hematúria. Nestes casos, o exame de urina precisa ser refeito fora da menstruação para confirmação.

Algumas vezes, os sinais e sintomas que acompanham a hematúria podem sugerir o diagnóstico, por exemplo:

  • Mulheres jovens com ardência ao urinar e hematúria provavelmente têm cistite.
  • Pacientes com hematúria acompanhada de febre, calafrios, vômitos e dor lombar possivelmente apresentam pielonefrite.
  • Hematúria acompanhada de excruciante dor lombar, com com irradiação para virilha, costuma ser um sinal de cálculo renal.
  • Homens idosos, com hematúria e jato urinário fraco, devem sempre ser investigados para doenças da próstata.
  • Em pessoas acima dos 50 anos, fumantes e com hematúria macroscópica, o câncer de bexiga deve ser sempre pensado.

Quando não há uma causa aparente para a hematúria, inicia-se uma investigação mais complexa, tentando descartar ou confirmar algumas das várias causas citadas acima. Alguns dos exames que podem ser usados na investigação são a ultrassonografia, tomografia computadorizada ou cistoscopia. Outros exames laboratoriais de sangue e urina também ajudam no diagnóstico diferencial. Em algumas hematúrias, principalmente se houver suspeita de doença dos glomérulos renais, a biópsia renal pode ser indicada.

E também:

DOENÇA DA MEMBRANA FINA (HEMATÚRIA BENIGNA FAMILIAR)

Em alguns casos de hematúria isolada não é possível identificar uma causa. Se o paciente não tiver nenhuma outra queixa e se todos os exames forem normais, um acompanhamento anual ou a cada dois anos apenas para ver se está tudo bem é o único procedimento indicado nestes casos. Geralmente estes pacientes apresentam um problema chamado doença da membrana fina, que é uma discreta alteração genética nas membranas dos glomérulos, provocando perda de sangue na urina, sem nenhuma relevância clínica. Estes pacientes habitualmente vivem o resto da vida com hematúria sem que isso provoque qualquer repercussão em suas vidas.

HEMATÚRIA APÓS ESFORÇO FÍSICO

A hematúria após esforço físico é aquela que surge após a realização de qualquer atividade física de grande intensidade, geralmente extenuante. Este tipo de hematúria pode ser macroscópica ou microscópica e tende a ser transiente, desaparecendo após alguns dias de repouso.

Este tipo de sangramento na urina não costuma ter nenhum significado clínico. Se o paciente for jovem, saudável, não tiver outras queixas e a hematúria desaparecer com o repouso, não há necessidade de nenhuma investigação mais profunda.

Há tratamento?

Como a hematúria é um sinal de doença e não uma doença em si, não há um tratamento específico para ela. Cada uma das causas de hematúria apresenta um forma de tratamento diferente e, em muitos casos, não é necessário tratamento algum, como nos pacientes com doença da membrana fina, hematúria pós-esforço físico ou hematúrias transitórias.

Veja também:

sistema urinário

O Equipo Bomba de Infusão

O Equipo Bomba de Infusão

Em resumo, o que é a Bomba de infusão?

A bomba de infusão é um dispositivo médico que fornece fluidos, tais como nutrientes e medicamentos no corpo de um paciente em quantidades controladas.

Também podem ser utilizadas na residência de pacientes que precisam de cuidados especiais (home care). Podem ser fornecidas substâncias como insulina ou outros hormônios, antibióticos, medicamentos controlados como drogas vasoativas, sedo analgesias, medicamentos quimioterápicos e analgésicos.

Muitas vezes a administração de medicamentos, seja no ambiente hospitalar ou mesmo nos cuidados domiciliares “home care”, requer um controle rigoroso e maior precisão, nestes casos a utilização da bomba de infusão é imprescindível. Mas não somente medicação requer o uso da bomba de infusão também pacientes com necessidades nutricionais específicas.

Portanto a bomba de infusão deve ser considerada essencial na estruturação de um serviço de saúde que ofereça uma solução completa ao paciente.

O que é o Equipo de Bomba de Infusão?

É nada mais que um equipo de soro padrão, porém com um sistema de silicone em seu centro, para bombear e controlar os líquidos a serem infundidos para dentro do corpo. Normalmente o material utilizado é o silicone, que proporciona maior precisão e durabilidade (até 48 horas). Também são equipos especiais as que utilizam métodos como as membranas flexíveis acopladas a válvulas de esferas ou laminares que só permitem o fluxo unidirecional.

O fluxo neste caso é pulsátil e também controlado por motores de precisão. Alguns modelos carregam seu próprio suprimento de energia e líquido, como por exemplo as normalmente usadas para dosagens contínuas de insulina ou anestésicos.

Um acionador mecânico provoca um deslocamento do líquido no interior do tubo por ação peristáltica. Este mecanismo pode ser classificado de rotativo ou linear.

Quais são os Tipos de Equipos para Bomba de Infusão?

Existem diversos tipos de equipos específicos para a bomba de infusão: Desde para dieta enteral, medicamentos controlados (sendo eles fotossensíveis ou não), com bureta acoplada, podendo variar os tipos destes equipos com os diversos fabricantes diferentes. É necessário um treinamento prévio para o manuseio destes equipos e bombas de infusão, de preferência com alguém responsável pelo próprio fabricante.

Qual é a validade destes equipos?

É necessário consultar o POP da instituição, para averiguar o tempo de uso de um equipo de bomba de infusão padronizada naquele hospital. Pode variar entre 48 a 96 horas.

Que cuidados devemos tomar com estes equipos?

– Sempre atentar a instalação correta do silicone ao rolete, para que evite o retorno da medicação à câmara do equipo e assim não sendo infundido corretamente;

– Evitar que utilize medicações com ações farmacológicas diferentes no mesmo equipo, para evitar uma interação medicamentosa e a perda da eficácia daquela medicação;

– Não utilizar equipos próprios para nutrição enteral com medicações de uso endovenoso;

– O equipo de Nutrição parenteral deve ser sempre descartado após 24 horas de infusão juntamente com a bolsa de NPP;

– Ao término de uma infusão de medicamento com aquele equipo, se o mesmo ainda estiver na validade, sempre retirar do acesso venoso do paciente, tomando o cuidado de não contaminar a ponta do equipo, sempre resguardando com a sua tampa original;

– Sempre datar a instalação daquele equipo para o controle de validade;

– Retirar todo o ar do equipo antes da instalação do mesmo na bomba de infusão, pois há bombas de infusão muito sensíveis a bolhas, e assim dificulta a leitura e o andamento daquele medicamento;

– Evitar que molhe o equipo ou de espirrar quaisquer medicações próxima ao sistema de silicone, pois se cristalizar o equipo pode dificultar a leitura do mesmo na bomba de infusão;

– Atentar a instalação correta do silicone ou ao dispositivo próprio na bomba de infusão, pois há bombas que não irão funcionar corretamente se estiverem mal posicionadas.

– Evitar dobra e pinçamento do equipo, no caso de transporte do paciente, para que evite o mal fluxo da medicação pela bomba de infusão e assim não alarmando constantemente, utilizando sempre de um suporte próprio para a maca, assim ficando ao nível acima do paciente.

 

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Dicas

Cálculos EnfMed: Enfermagem e Medicina em um Só Aplicativo!

Para os amantes de aplicativos, da Enfermagem e também da Medicina, este é um aplicativo inovador! Primeiramente este aplicativo desenvolvido especialmente para os Sistemas Operacionais Android, chamado de “Cálculos EnfMed”, foi desenvolvido pelo Enfermeiro Erick Vazquez Yañez. Mexicano, graduado em Enfermagem com especialização em Enfermagem Neonatal, com diploma em inaloterapia e ventilação mecânica, e sobretudo professor […]

A Roupa Privativa

A Roupa Privativa é um Equipamento de Proteção Individual (EPI), e faz parte da norma regulamentadora do Ministério do trabalho, a NR 32, tendo em pauta os seguintes itens:

 32.10.19 O empregador deve fornecer, sem ônus para o empregado, vestimenta de trabalho adequada aos riscos ocupacionais em condições de conforto, bem como responsabilizar-se por sua higienização.

32.10.20 Antes de sair do ambiente de trabalho, após o seu turno laboral, os trabalhadores devem retirar suas vestimentas e os equipamentos de proteção individual, que possam estar contaminados por agentes biológicos e colocá-los em locais para este fim destinados.

Porém, se utilizados de forma inadequada pode ser um veículo de transmissão de microrganismos potencialmente patogênicos, influenciando na distribuição dos mesmos em diferentes ambientes.

Segundo citado na NR 32,  o profissional deve depositar seus EPI em locais próprios antes de sair do ambiente de trabalho, pois, essa segurança não é efetiva apenas pelo uso desses equipamentos, mas também pela forma que são utilizados, sua descontaminação e rotina de troca. É significativa a quantidade de microrganismos encontrados nos uniformes dos profissionais de saúde e essa quantidade pode aumentar durante o período de trabalho. Os agentes patogênicos encontrados nessas vestimentas podem ser advindos dos pacientes, correndo o risco de em seguida serem disseminados no ambiente, contaminando outros indivíduos e comprometendo a recuperação dos mesmos.

O risco é ainda maior quando essa contaminação ocorre em ambientes como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que são setores destinados ao acolhimento de pacientes com perfil clínico grave e que necessitam de acompanhamento e atenção contínua para o monitoramento do seu desempenho durante a internação. Estas unidades são consideradas áreas críticas, tanto pelo estado clínico dos pacientes internados, quanto pelo risco desses desenvolverem Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Mas o que são as IRAS?

As IRAS são definidas como qualquer tipo de infecção que acomete o indivíduo em ambiente hospitalar e estão entre a maior causa de morbimortalidade em pessoas que se encontram em estado clínico agravado e que se submetem a procedimentos clínicos invasivos, além da sepse e microrganismos multirresistentes, entre outros fatores de risco que podem levar ao óbito, sendo consideradas, portanto, um relevante problema de saúde pública.

Dentre os agentes causadores dessas IRAS está presente o grupo dos Staphylococcus sp., esses microrganismos estão presentes na microbiota da pele e podem ser facilmente disseminados. O risco dessa disseminação em ambientes críticos é preocupante devido à grande capacidade que esse microrganismo possui de desenvolver resistência à maioria dos antibióticos.

O grande número de infecções hospitalares adquiridas anualmente gera um custo financeiro significativo. Em meio às prováveis fontes dessas infecções encontram-se os equipamentos de saúde, dentre os quais estão presentes os uniformes privativos, que apresentam uma contaminação de 60%, incluindo bactérias resistentes a diferentes drogas.

Quais são os benefícios com o uso da Roupa Privativa?

A utilização de uniformes privativos para as UTIs é de fundamental importância para a proteção dos colaboradores do setor, bem como a manutenção das boas práticas para cuidados aos pacientes na intenção de evitar IRAS. E para proteção pessoal também do colaborador, a fim de evitar que se contamine com fluídos, secreções e outros itens que podem prejudicar o uso de sua roupa pessoal.

Não somente a Roupa Privativa, mas outros itens também podem levar a contaminação!

Devemos também nos preocupar não somente com a troca constante destas roupas privativas, mas também como a lavagem de gorros/toucas não descartáveis (de tecido), e a limpeza constante dos sapatos ocupacionais, o lavagem constante dos jalecos, que se armazenados em outros locais com sujidade acoplada nestes itens, podendo contaminar um ambiente totalmente livre de microrganismos.

Porém, a contaminação de jalecos, roupas privativas, gorros, sapatos, uniformes é praticamente inevitável em ambiente hospitalar, podendo ser um dos fatores que levam a infecções, considerando que estes são um potencial reservatório de microrganismos, o que leva a hipótese de que os uniformes analisados neste estudo possam estar colaborando para a disseminação de agentes possivelmente patogênicos.

A contaminação dos uniformes utilizados para a assistência à saúde aumenta de forma progressiva de acordo com o tempo de uso e atividades desenvolvidas no período de utilização dos mesmos.

Os Microrganismos

Diferentes microrganismos são encontrados nas amostras dos uniformes privativos, porém, enfatizou-se o Staphylococcus aureus por sua importância epidemiológica nas IRAS, sendo estes referidos como um dos microrganismos que mais estão associados às infecções primárias da corrente sanguínea. Um fator importante sobre esse microrganismo é sua capacidade de adquirir resistência a diferentes antibióticos, tais como a oxacilina e vancomicina.

REFERÊNCIA:

VALADARES, Bruno Dos Santos et al. Contaminação de Uniformes Privativos Utilizados por Profissionais que Atuam nas
Unidades de Terapia Intensiva. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, jan. 2017. ISSN 2238-3360. 

Veja também:

O Terror dos Hospitais: Os Microrganismos Resistentes e seu tempo de sobrevida no ambiente

Acinetobacter

Pseudomonas

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta

O Equipo Bureta é um dispositivo utilizado para administrar medicações em pequenos volumes e que necessitem de um rigoroso controle de seu volume com exatidão.

A administração de medicações em bureta é um método para controle de volume que permite fornecer um volume de líquido relativamente pequeno e em quantidades exatas, no caso da neonatologia, pediatria e em clínicas para adultos, onde são usadas várias medicações que requerem re-diluição, como por exemplo:

-Amicacina;
-Aminofilina;
-Gentamicina;
-Penicilina;
-Clindamicina, entre outras.

É indicada para para crianças acima de 2.500 kg, sem clínica de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva) ou insuficiência renal aguda, pois nesta técnica, a cada medicação, introduz-se no mínimo 10 ml de solução para re-diluir o medicamento e 10 ml para lavar a bureta ou equipo.

A re-diluição destas medicações podem ser feitas com soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado a 5%, de acordo com a prescrição médica.

No caso da re-diluição de medicamentos na qual é utilizada em Neonatologia e Pediatria, apresentam prescrições médicas com doses que são calculadas por meio do peso ou superfície corporal da criança. Re-diluir consiste em diluir o medicamento dentro do padrão de costume, avaliar quanto contém em cada ml, aspirar 1 ml e re-diluir em 9 ml de água destilada, quantas vezes forem necessárias para que possamos aspirar a dose prescrita com exatidão.

PROCEDIMENTO E MATERIAL PARA O PREPARO DA MEDICAÇÃO DILUÍDA EM BURETA

– Higienizar as mãos;
– Separar o material necessário: Soro e/ou ampolas de soluções de acordo com a prescrição médica;
-Seringa para aspirar as soluções prescritas: avalie o volume de medicação para determinar a seringa;
-agulhas 40/12 para aspirar a medicação;
-Algodão e álcool;
-Equipo bureta (micro gotas).

PREPARANDO A MEDICAÇÃO NA BURETA

– Retire o equipo da Embalagem;

-Feche a pinça rolete;

-Abra o soro no local indicado, após ter feito a desinfecção com álcool a 70%;

-Retire a capa protetora da ponteira da conexão da câmara do equipo;

-Conectar a ponteira do equipo no soro, com técnica asséptica para que não ocorra contaminação;

-Retire o ar da extensão do equipo, drenando o soro pelo equipo;

-Identifique o soro com com o rótulo contendo as informações necessárias (do paciente e da medicação);

-Identifique o equipo de soro com data, para que ocorra a sua troca de acordo com o protocolo da instituição;

-Colocar o soro no suporte devidamente identificado;

-Preencha a bureta com soro;

-Faça desinfecção com álcool a 70% no orifício de silicone da bureta;

-Injete o medicamento, posicionando a agulha na parede interna da bureta;

-Complete o volume de diluente prescrito;

-Comunique ao paciente e/ou ao seu responsável se presente, o que será realizado;

-Conecte o equipo no dispositivo venoso;

-Calcule quantas micro gotas serão administradas por minuto;

-Inicie a infusão da solução prescrita;

-Lave as mãos;

– Realize a checagem da medicação na prescrição médica e a anotação de enfermagem do procedimento;

 

OBSERVAÇÕES DE ENFERMAGEM

 

-O equipo e bureta devem ser lavados após cada medicação para evitar precipitação da droga, devido interação medicamentosa;

-Comunicar e registrar as possíveis reações adversas;

-Toda medicação deve ser administrada em SG5% ou SF0,9% puro; sendo exclusivo para este fim e trocado a cada 24hs;

-O tempo de infusão influenciará sua toxicidade, observe o tempo preconizado para cada medicação;

-Avaliar o quadro clínico do paciente, idade, medicamento prescrito e respeitar as especificações do fabricante;

-Importante ter o conhecimento de regras básicas para calcular o gotejamento da medicação.

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