Antieméticos: Grupos, Medicamentos e Cuidados de Enfermagem

Sentir náuseas e vomitar é algo desconfortável para qualquer pessoa, sobretudo para pacientes em tratamentos como quimioterapia, pós-operatório ou gravidez. É aí que entram os antieméticos — medicamentos com ação específica para prevenir e tratar esses sintomas. No entanto, cada grupo atua de forma distinta e exige atenção da equipe de enfermagem na escolha, administração e monitoramento.

Nesta publicação, explico de forma natural e prática os principais grupos de antieméticos, os medicamentos dentro deles e os cuidados necessários para usá-los de forma segura e eficaz.

Por Que Sentimos Náuseas e Vômitos? O Sistema de Alerta do Corpo

Antes de falar dos medicamentos, é importante saber que náuseas e vômitos não são doenças em si, mas sim sintomas. Eles são um mecanismo de defesa do nosso corpo, uma forma de expulsar substâncias que ele considera prejudiciais ou de sinalizar que algo não está bem.

O centro de vômito, localizado no cérebro, é ativado por diversas vias:

  • Estímulos do trato gastrointestinal: Irritação no estômago ou intestino.
  • Zona quimiorreceptora de gatilho (ZQG): Uma área no cérebro sensível a substâncias tóxicas no sangue (como quimioterápicos).
  • Sistema vestibular: Envolvido no equilíbrio, responsável pelo enjoo de movimento.
  • Córtex cerebral: Estímulos como dor, estresse, ansiedade, ou até mesmo cheiros e visões desagradáveis.

Os antieméticos atuam bloqueando esses diferentes sinais, impedindo que cheguem ao centro de vômito e causem o mal-estar.

Anticolinérgicos (Antimuscarínicos)

Os anticolinérgicos, também chamados antimuscarínicos, agem bloqueando os receptores de acetilcolina no sistema nervoso central e periférico, sendo eficazes em náuseas associadas a distúrbios vestibulares, como tontura e enjoos de movimento.

O exemplo mais conhecido é a escopolamina, usada em adesivo transdérmico para prevenir náuseas por movimento. Entre os efeitos adversos, são comuns boca seca, visão turva, retenção urinária e constipação.

Cuidados de enfermagem: observar sinais de retenção urinária, orientação para não expor a adolescentes/desconforto ocular e registrar a aplicação correta do adesivo.

Anti-histamínicos

Esses medicamentos bloqueiam receptores H1, reduzindo náuseas causadas por estimulação vestibular (como enjoo de movimento ou labirintite). Entre eles estão a prometazina, a dimenidrinato e a hidroxizina .

São eficazes, mas causam sedação, tontura e efeitos anticolinérgicos.

Cuidados de enfermagem: monitorar nível de consciência, orientar sobre evitar atividades que exijam atenção (como dirigir) e planejar administração à noite.

Antagonistas dos receptores de dopamina (principalmente D₂)

Atuam na zona gatilho quimiorreceptora, sendo úteis em vômitos por opióides, anestesia ou quimioterapia. Os principais são a metoclopramida, domperidona, clorpromazina e droperidol. Esses fármacos podem causar sintomas extrapiramidais e prolongar o intervalo QT.

Cuidados de enfermagem: monitorar sinais extrapiramidais (tremores, rigidez), avaliar ECG se houver risco, observar episódios de sonolência e avisar médicas sobre efeitos adversos.

Antagonistas dos receptores de serotonina (5‑HT₃)

São os fármacos mais usados atualmente para vômitos pós-quimioterapia ou pós-operatório. Entre eles destacam-se a ondansetrona, granisetrona, dolasetrona, tropisetrona e palonosetrona.

Esses medicamentos bloqueiam receptores 5‑HT₃ no sistema nervoso central e nas terminações vagais intestinais, reduzindo efetivamente a náusea. Têm efeitos adversos como cefaleia, constipação e prolongamento do QT.

Cuidados de enfermagem: verificar histórico cardíaco, monitorar frequência cardíaca, registrar resposta ao medicamento e ajustar doses conforme prescrição.

Antagonistas dos receptores de neurocinina‑1 (NK₁)

Principais representantes: aprepitanto, fosaprepitanto, casopitanto, rolapitant. Esses bloqueiam os receptores da substância P, sendo eficazes em vômitos tardios relacionados à quimioterapia.

Cuidados de enfermagem: acompanhar possíveis efeitos gastrointestinais (fadiga, diarreia), interações medicamentosas via CYP3A4 (com corticosteroides, por exemplo), e registrar o perfil hepático.

Canabidiol e canabinóides (como nabilona)

Os canabinoides atuam em receptores CB1 e modulam também os receptores 5‑HT₃, reduzindo náuseas. A nabilona, um canabinoide sintético, é aprovada pela FDA para náuseas induzidas por quimioterapia. Já o canabidiol (CBD) tem efeito antiemético e pode ser prescrito no Brasil sob controle especial .

Cuidados de enfermagem: monitorar efeitos como tontura, aumento de apetite, hipotensão ortostática, interações com outros medicamentos e orientar sobre possíveis efeitos psicoativos (mais prevalente com THC).

Outras classes mencionadas em prática

Embora não tenham sido foco principal, vale mencionar: benzodiazepínicos (lorazepam, diazepam) usados para náuseas emocionais, e glucocorticoides (dexametasona), frequentemente combinados com antagonistas 5‑HT₃ e NK₁ para tratar vômitos induzidos por quimioterapia.

Cuidados de Enfermagem

Nós, profissionais de enfermagem, temos um papel crucial no manejo das náuseas e vômitos:

  • Avaliação Abrangente: Não basta saber que o paciente está com náuseas. Precisamos investigar a causa, a intensidade, o que piora e o que melhora.
  • Administração Segura: Conhecer o medicamento, a dose correta, a via, o tempo de infusão e os principais efeitos colaterais.
  • Monitoramento da Eficácia: Observar se o medicamento fez efeito e se o paciente está mais confortável.
  • Manejo de Efeitos Colaterais: Estar atento aos efeitos adversos e saber como agir.
  • Conforto e Medidas Não Farmacológicas: Além do medicamento, oferecer conforto: ambiente calmo, ventilação, compressas frias, alimentos leves (se permitido), e apoio emocional.
  • Educação ao Paciente: Explicar sobre os medicamentos, seus efeitos esperados e os efeitos colaterais que deve relatar.

Os antieméticos não são soluções universais; cada grupo atua em receptores específicos e demanda cuidado dedicado na escolha e uso. Para o estudante de enfermagem, valorizar a farmacologia, aplicar técnicas seguras e observar sinais de complicações torna o cuidado mais eficiente e centrado no paciente.

Referências:

  1. GOODMAN & GILMAN. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 13. ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill Brasil, 2018. (Consultar capítulos sobre fármacos que atuam no sistema nervoso autônomo, agentes procinéticos e antieméticos).
  2. KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. (Consultar capítulo sobre fármacos que atuam no sistema nervoso central e antieméticos).
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA (SBOC). Guia de Recomendações SBOC: Manejo de Náuseas e Vômitos Induzidos por Quimioterapia (NVIQ). Disponível em publicações da SBOC (geralmente atualizadas periodicamente).
  4. LECTURIO. Antieméticos: classes e ação em diferentes receptores. 2022. Disponível em: https://www.lecturio.com/es/concepts/antiemeticos/
  5. NCBI. Cannabinoid Antiemetic Therapy. StatPearls, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK535430/
  6. MEDICINE.CANCER.GOV. Cannabis y canabinoides – náuseas e vômitos. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/espanol/cancer/tratamiento/mca/pro/cannabis‑pdq/
  7. WIKIPEDIA. Nabilona. 2020. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nabilona

Medicamentos Digitálicos

Os digitálicos constituem uma classe de fármacos cardíacos que têm origem na planta Digitalis purpurea (dedaleira) e são usados há muito tempo para tratar patologias cardíacas.

Esta publicação discute as principais drogas digitálicas, o seu mecanismo de ação, as indicações, os efeitos adversos e os cuidados de enfermagem no manejo desses medicamentos.

Principais Medicamentos Digitálicos

Os dois digitálicos mais utilizados na prática clínica são:

Digoxina

  • Fármaco mais comum da classe
  • Meia-vida: 36-48 horas (permite administração uma vez ao dia)
  • Excreção: Renal (requer ajuste em pacientes com insuficiência renal)

Digitoxina

  • Menos utilizado que a digoxina
  • Meia-vida mais longa: 5-7 dias
  • Excreção: Hepática

Mecanismo de Ação

Os digitálicos atuam por:

  1. Inibição da bomba Na+/K+ ATPase:
    • Aumento do cálcio intracelular → maior contratilidade cardíaca (efeito inotrópico positivo)
  2. Efeitos no sistema nervoso parassimpático:
    • Redução da frequência cardíaca (efeito cronotrópico negativo)
    • Retardo da condução AV (efeito dromotrópico negativo)

Indicações Terapêuticas

Os digitálicos são prescritos para:

  • Insuficiência cardíaca congestiva (especialmente com fração de ejeção reduzida)
  • Controle da resposta ventricular em fibrilação atrial
  • Taquiarritmias supraventriculares

Efeitos Adversos e Toxicidade

A intoxicação digitálica é uma preocupação significativa devido ao baixo índice terapêutico desses medicamentos. Os sinais de toxicidade incluem:

Manifestações Cardíacas

  • Bradicardia sinusal
  • Bloqueios AV
  • Arritmias ventriculares (extra-sístoles ventriculares, taquicardia ventricular)

Manifestações Extracardíacas

  • Náuseas e vômitos
  • Alterações visuais (visão amarelada, halos luminosos)
  • Confusão mental (especialmente em idosos)

Cuidados de Enfermagem

A enfermagem desempenha papel crucial no manejo seguro dos digitálicos:

Administração

  • Verificar frequência cardíaca antes da administração (suspender se FC < 60 bpm)
  • Administrar sempre no mesmo horário para manter níveis séricos estáveis
  • Observar rigorosamente a dose prescrita (erros podem levar à intoxicação)

Monitoramento

  • Avaliar níveis séricos de digoxina (faixa terapêutica: 0,5-2 ng/mL)
  • Monitorar eletrólitos (hipocalemia e hipomagnesemia aumentam a toxicidade)
  • Observar sinais de intoxicação digitálica

Educação ao Paciente

  • Orientar sobre sinais de toxicidade a serem relatados imediatamente
  • Ensinar a monitorar pulso radial diariamente
  • Alertar sobre interações medicamentosas (diuréticos, antiarrítmicos)

Considerações Especiais

  • Idosos: Maior risco de toxicidade (reduzir dose)
  • Insuficiência renal: Ajustar dose de digoxina (não se acumula a digitoxina)
  • Gravidez: Usar com cautela (classe C de risco)

Os digitálicos são medicamentos importantes ainda hoje no arsenal terapêutico cardiovascular, mesmo com a atual disponibilidade de novas drogas.

A utilização dos digitálicos requer monitorização cuidadosa devido ao risco de toxicidade. O trabalho da enfermagem é fundamental para garantir a administração segura, monitoração de efeitos adversos e educação do paciente.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Insuficiência Cardíaca. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br.
  2. KATZUNG, B.G.; TREVOR, A.J. Farmacologia Básica e Clínica. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 2019.
  3. LOPES, A.C.; et al. Tratado de Clínica Médica. 3. ed. São Paulo: Roca, 2020.
  4. AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). Guidelines for the Management of Heart Failure. Circulation, v. 146, n. 15, 2022. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001063.
  5. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). WHO Model List of Essential Medicines. 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MHP-HPS-EML-2023.02. 

Antidiabéticos: Diabetes Mellitus tipo 2

O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O tratamento com medicamentos antidiabéticos é fundamental para controlar os níveis de glicose no sangue e prevenir complicações.

Nesta publicação, vamos explorar os principais grupos de antidiabéticos, seus mecanismos de ação e os cuidados de enfermagem essenciais para pacientes com diabetes.

Os Principais Grupos de Antidiabéticos

Biguanidas (Metformina)

  • Mecanismo de ação: Diminui a produção de glicose pelo fígado, aumenta a sensibilidade à insulina e retarda a absorção de glicose no intestino.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar função renal, orientar sobre o risco de acidose láctica, especialmente em situações de jejum prolongado, desidratação ou insuficiência renal.
  • Exemplo mais comum: Metformina (Glucophage, Gliformin)

Sulfonilureias

  • Mecanismo de ação: Estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar hipoglicemia, especialmente em idosos e pacientes com função renal alterada. Orientar sobre a importância de uma alimentação regular e a associação com atividade física.
  • Exemplos: Glibenclamida, Glipizida, Glimepirida

Inibidores da alfa-glicosidase

  • Mecanismo de ação: Retardam a absorção de carboidratos no intestino, reduzindo os picos de glicose pós-prandial.
  • Cuidados de enfermagem: Orientar sobre a importância de uma dieta equilibrada e a ingestão de fibras.
  • Exemplos: Acarbose, Miglitol

Tiazolidinedionas (Glitazonas)

  • Mecanismo de ação: Aumentam a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar ganho de peso, retenção hídrica e insuficiência cardíaca congestiva.
  • Exemplos: Pioglitazona, Rosiglitazona

Agonistas do GLP-1

  • Mecanismo de ação: Mimetizam a ação do hormônio incretina, estimulando a liberação de insulina, reduzindo a glucagonemia e retardando o esvaziamento gástrico.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar hipoglicemia, náuseas e vômitos.
  • Exemplos: Liraglutida (Victoza), Semaglutida (Ozempic), Exenatida (Byetta)

Inibidores da DPP-4

  • Mecanismo de ação: Aumentam os níveis de incretinas endógenas, potencializando a ação da insulina e reduzindo a produção de glicose hepática.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar infecções do trato respiratório superior.
  • Exemplos: Sitagliptina (Januvia), Saxagliptina (Onglyza), Linagliptina (Trajenta)

Inibidores da SGLT2

  • Mecanismo de ação: Inibem a reabsorção de glicose nos túbulos renais, aumentando a excreção urinária de glicose.
  • Cuidados de enfermagem: Monitorar infecções urinárias e genitais, poliúria e polidipsia.
  • Exemplos: Dapagliflozina (Forxiga), Canagliflozina (Invokana), Empagliflozina (Jardiance)

Cuidados de Enfermagem Gerais para Pacientes com Diabetes

  • Educação: Oferecer educação sobre o diabetes, automonitoramento da glicemia, importância da dieta, atividade física e adesão ao tratamento.
  • Monitoramento: Acompanhar regularmente os níveis de glicose, pressão arterial e peso.
  • Identificação de complicações: Estar atento aos sinais e sintomas de hipoglicemia, cetoacidose diabética e outras complicações agudas e crônicas.
  • Promoção da saúde: Estimular hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do estresse.

É importante ressaltar que esta publicação tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada paciente é único e o tratamento deve ser individualizado, considerando as características clínicas e as necessidades de cada um.

Referências:

  1. Ruy Lyra, Luciano Albuquerque, Saulo Cavalcanti, Marcos Tambascia, Wellington S. Silva Júnior e Marcello Casaccia Bertoluci. Manejo da terapia antidiabética no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). DOI: 10.29327/5412848.2024-7, ISBN: 10.29327/5412848.2024-7.
  2. Araújo, L. M. B., Britto, M. M. dos S., & Porto da Cruz, T. R.. (2000). Tratamento do diabetes mellitus do tipo 2: novas opções. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 44(6), 509–518. https://doi.org/10.1590/S0004-27302000000600011

Antiarrítmicos: Classificação de Vaughan-Williams

A classificação de Vaughan-Williams é um sistema amplamente utilizado para categorizar os medicamentos antiarrítmicos de acordo com seus mecanismos de ação primários. Essa classificação, embora tenha sido proposta há algumas décadas, continua sendo um ponto de referência fundamental na prática clínica e na pesquisa farmacológica.

Por que a classificação é importante?

Compreender como os antiarrítmicos funcionam é crucial para:

  • Seleção do medicamento: Escolher o fármaco mais adequado para cada tipo de arritmia, considerando os benefícios e riscos individuais de cada paciente.
  • Previsão de efeitos colaterais: Antecipar potenciais efeitos adversos e monitorar os pacientes de forma mais eficaz.
  • Combinações medicamentosas: Desenvolver estratégias terapêuticas combinando diferentes classes de antiarrítmicos, quando necessário.

As cinco classes principais

A classificação de Vaughan-Williams divide os antiarrítmicos em cinco classes principais, com base em seu efeito sobre os canais iônicos do coração:

  1. Classe I: Bloqueadores dos canais de sódio
    • Subclasses: IA, IB e IC
    • Mecanismo de ação: Retardam ou bloqueiam a fase rápida de despolarização do potencial de ação.
    • Exemplos: Quinidina, lidocaína, flecainida.
    • Efeitos: Aumentam o período refratário efetivo, diminuem a automatismo e a condução.
    • Usos: Taquiarritmias supraventriculares e ventriculares
  2. Classe II: Beta-bloqueadores
    • Mecanismo de ação: Bloqueiam os receptores beta-adrenérgicos, diminuindo a frequência cardíaca e a condução atrioventricular.
    • Exemplos: Atenolol, propranolol, metoprolol.
    • Efeitos: Reduzem a demanda de oxigênio do miocárdio e estabilizam as membranas celulares.
    • Usos: Taquiarritmias supraventriculares, fibrilação atrial, angina e hipertensão.
  3. Classe III: Bloqueadores dos canais de potássio
    • Mecanismo de ação: Prolongam o potencial de ação, aumentando o período refratário efetivo.
    • Exemplos: Amiodarona, sotalol, ibutilida.
    • Efeitos: Aumentam a variabilidade da frequência cardíaca e podem prolongar o intervalo QT.
    • Usos: Taquiarritmias supraventriculares e ventriculares, fibrilação atrial.
  4. Classe IV: Bloqueadores dos canais de cálcio
    • Mecanismo de ação: Reduzem a condução atrioventricular e a contractilidade miocárdica.
    • Exemplos: Verapamil, diltiazem.
    • Efeitos: Diminuem a frequência cardíaca e a pressão arterial.
    • Usos: Taquiarritmias supraventriculares, fibrilação atrial, angina e hipertensão.

     

  5. Outras classes:
    • Classe 0: Bloqueadores dos canais HCN (marcapasos cardíaco).
    • Classe V: Agentes que atuam em canais mecanossensíveis.
    • Classe VI: Agentes que modulam a comunicação entre as células cardíacas.

     

A classificação de Vaughan-Williams é uma ferramenta útil para entender os mecanismos de ação dos antiarrítmicos, mas não deve ser utilizada de forma isolada.

A escolha do tratamento antiarrítmico ideal deve ser individualizada e baseada em uma avaliação cuidadosa do paciente, considerando o tipo de arritmia, a presença de comorbidades e os possíveis efeitos colaterais.

Referências:

  1. Questões de Cardiologia
  2. Tá de clinicagem

Reconstituição Vs. Diluição: Entenda como Funciona!

reconstituição e diluição

Reconstituição e Diluição: Esses dois termos geram confusão na maioria das pessoas e são erroneamente utilizados como sinônimos por alguns fabricantes e pela literatura farmacêutica.

No entanto, embora descrevam processos semelhantes representam objetivos diferentes, a reconstituição consiste em retornar um medicamento da forma de pó (liofilizados) para sua forma original líquida.

Para isso, adiciona-se diluentes como água destilada estéril, cloreto de sódio a 0,9% e glicose 5% ao recipiente com o pó medicamentoso seguindo as instruções do fabricante até que se obtenha o medicamento recomendado para o uso.

Já a diluição tem como objetivo alterar a concentração de um medicamento já em estado líquido, seja esse uma solução, uma suspensão ou um pó reconstituído. Os diluentes usados geralmente são os mesmos.

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Que Medicamento é Esse?: Adrenalina

Adrenalina

A Adrenalina, também conhecida como Epinefrina, é um hormônio liberado na corrente sanguínea que tem a função de manter o corpo alerta para situações de fortes emoções ou estresse como luta, fuga, excitação e medo, por exemplo.

Como medicamento em forma sintética, é um potente medicamento com efeito antiasmático, vasopressor e estimulante cardíaco que pode ser utilizado em situações de urgência ou em UTI, como para tratar uma reação anafilática ou para estimular os níveis de pressão.

Como Funciona?

A Adrenalina atua no alívio do broncoespasmo, no alívio das reações de hipersensibilidade devida a medicamentos e outros alérgenos. Também pode ser utilizada para restabelecer o ritmo cardíaco na parada cardíaca, mas não deve ser usada em insuficiência cardíaca ou choque cardiogênico, traumático ou hemorrágico.

Pode ser usada no alívio de sintomas da doença do soro, urticária e edema angioneurótico; para ressuscitação na parada cardíaca devido a acidente anestésico, no glaucoma simples (ângulo aberto); para o relaxamento e inibição da contração da musculatura uterina.

Os Efeitos Colaterais

Pode ocasionar:

  • Fibrilação ventricular fatal, hemorragia subaracnoide ou cerebral, aumento da PA, podendo causar ruptura aórtica, angina pectoris. obstrução da artéria central da retina;
  • Náuseas ou Vômito;
  • Diminuição do débito urinário, retenção urinária, disúria, espasmo vesical;
  • Queimação transitória (durante a administração);
  • Fotofobia, visão turva, hipersensibilidade, dor nos olhos;
  • Anorexia, tendência suicida ou homicida, tontura, ansiedade, medo, palidez, desorientação, perda da memória, agitação psicomotora, alucinação, inquietação, sonolência, tremor, insônia, convulsão, depressão no SNC, sintomas de paranóia, cefaleia.

Quando é Contraindicado?

Nos casos de hipersensibilidade às aminas simpaticomiméticas ou bissulfitos ou fluorocarbonos (recomenda-se evitar o uso de alguns inalantes em pacientes com hipersensibilidade ou intolerância prévia a essas drogas).

Use cuidadosamente nos casos de doença cardíaca, hipertensão, hipertiroidismo, diabetes, glaucoma (exceto para uso oftálmico) e em pacientes idosos (mais suscetíveis a reações adversas; recomenda-se reduzir a dose).

O uso excessivo, por via intranasal, pode causar tolerância e broncoespasmo paradoxal. Gestação (terceiro trimestre), lactação e crianças <2 anos não há segurança ainda estabelecida.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme recomendado e a não exceder as doses indicadas, devido ao risco de desenvolvimento de reações adversas (broncoespasmo paradoxal) ou da perda de sua eficácia. O uso prolongado ou excessivo também pode levar ao desenvolvimento de tolerância.
  • A eficácia pode ser restabelecida com a suspensão da medicação, durante alguns dias, e, em seguida, reinicia-se o tratamento. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. As doses restantes devem ser administradas em intervalos regulares. As doses esquecidas não devem ser dobradas. A medicação deve ser administrada logo ao primeiro sinal de broncoespasmo. Se, após a administração da medicação, não houver alívio na falta de ar ou se ela for acompanhada de diaforese, tontura, palpitações ou dor torácica, recomende que o paciente comunique imediatamente ao médico.
  • Broncodilatador: antes e durante a terapia, avalie: a ausculta pulmonar, o padrão respiratório, o pulso e a  PA; relate a quantidade, a cor e o aspecto da secreção produzida e comunique ao médico quaisquer achados anormais; antes do início e periodicamente durante a terapia, monitore: os testes de função pulmonar para determinar a efetividade do tratamento; e avalie: broncoespasmo paradoxal (respiração ofegante) e, diante esta ocorrência, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; sinais de tolerância à droga e broncoespasmo de rebote; os pacientes que requerem> 3 inalações/dia (vigilância rigorosa), pois, se, após 3-5 inalações, em 6-12h, houver apenas um mínimo ou nenhum alívio, o tratamento apenas com aerossol não é recomendado; reações de hipersensibilidade (rash, urticária, edema de face, lábios ou pálpebras) e, diante desta ocorrência, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico.
  • Choque: a hipovolemia deve ser corrigida antes da administração IV de isoproterenol; choque anafiláctico: é necessário administrar concomitantemente a reposição de volume com a epinefrina; os glicocorticóides e os anti-histamínicos podem ser usados com a epinefrina.
  • Vasopressor: freqüentemente durante a administração IV, monitore: a PA, o pulso, o ECG, a freqüência respiratória (os parâmetros hemodinâmicos e o débito urinário também devem ser monitorizados continuamente); e avalie: dor torácica, arritmia, freqüência cardíaca> 110bpm e hipertensão (consulte o médico sobre as avaliações de pulso, PA e alterações ao ECG para possibilitar o ajuste da dose ou a suspensão da medicação).
  • Antes da administração, avalie cuidadosamente a dose, a concentração e a via, para evitar reações fatais devido a erros na administração da medicação.
  • Exames laboratoriais: pode causar: diminuição transitória nas concentrações de potássio sérico, aumento da glicose no sangue e das concentrações séricas de ácido láctico (devido ao uso por via intranasal [inalação] ou em doses mais altas do que as recomendadas).
  • Superdosagem e Toxicidade: Os sintomas são: agitação persistente, dor ou desconforto torácico, hipotensão, tontura, hiperglicemia, hipocalemia, convulsão, taquiarritmia, tremor persistente e vômito; sendo o tratamento com a suspensão do broncodilatador adrenérgico e de outros agonistas beta-adrenérgicos e terapia de manutenção sintomática; os bloqueadores beta adrenérgicos cardios-seletivos devem ser usados cuidadosamente, uma vez que podem induzir broncoespasmo.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!
  • Inalação: instrua o paciente que são necessários intervalos de 1-2min. entre as inalações (solução, aerossol); que, quando em uso concomitante de glico-corticóides ou inalações de ipratrópio, o broncodilatador deve ser administrado primeiro e os outros medicamentos 5min. após, para evitar toxicidade pela inalação de propulsores de fluorocarbono (exceto quando recomendado de outra forma); sobre a técnica correta de inalação (aerossol, respiração por pressão positiva intermitente [RPPI], inalante dosimetrado); informe ao paciente que após cada inalação, o bocal deve ser sempre lavado e que os enxágues orais minimizam as reações adversar (como boca seca), sendo que o spray não deve ser usado próximo aos olhos; a manutenção de uma ingestão de líquidos adequada (2-3 litros/dia) auxilia na fluidificação das secreções viscosas ou aderentes; na falta de alívio ou a piora dos sintomas respiratórios, após a inalação, ou na presença de dor torácica, cefaleia, tontura severa, palpitações, nervosismo ou fraqueza, o médico deverá ser comunicado imediatamente .
  • Endotraqueal: se o paciente estiver intubado, a droga poderá ser injetada diretamente na árvore bronquial, através do tubo endotraqueal; execute 5 insuflações rápidas; administre vigorosa mente 10ml (1 mg/ml) diretamente no tubo; prossiga com 5 insuflações rápidas.
  • SC ou IM: a suspensão só deve ser administrada por via SC; não use soluções que apresentem alterações (rosa ou castanho) em sua cor original ou que contenham partículas; a droga pode causar irritação do tecido; alterne os locais de aplicação para evitar a necrose do tecido; logo após a administração, massageie os locais de aplicação para aumentar a absorção da droga e diminuir a vasoconstrição local; evite administração IM no músculo glúteo; agite bem a suspensão antes de administrar e injete rapidamente.
  • IV: não use soluções que apresentem alterações (rosa ou castanho) em sua cor original ou que contenham partículas; após o seu preparo, qualquer solução não usada, dentro de 24h, deve ser descartada; direta: administre cada 1mg em, pelo menos, 1min.; administrações mais rápidas podem ser usadas durante ressuscitação cardíaca; intermitente: em choques anafiláticos severos, a dose de 0,1-0,25mg pode ser repetida a cada 5-15min.; administre além de 5-10min.; contínua: administre 1-4mcg/min.

 

Farmacocinética Vs Farmacodinámica

Farmacocinética

Tal vez una cuestión que confunda mucho en farmacología, pudiendo cambiar las definiciones, por lo que vamos a aclarar algunas dudas:

¿Qué es la Farmacocinética?

Este se refiere a los procesos de absorción, distribución, biotransformación y eliminación de los fármacos (es decir, lo que el organismo hace a los fármacos).

Por ejemplo, un perfil farmacocinético de un antibiótico se refiere a la concentración en la sangre o en los tejidos en el tiempo y refleja los procesos de absorción, distribución, biotransformación y eliminación del medicamento.

La información farmacocinética es importante para estimar la dosis apropiada del antibiótico, la frecuencia de administración, para ajustar las dosis en los pacientes y para hacer comparaciones entre los distintos fármacos.

El proceso de absorción consiste en el paso del fármaco desde el lugar donde se deposita hasta alcanzar la circulación sanguínea. Por la vía intravenosa, no existe absorción dado que el fármaco se introduce directamente en el torrente sanguíneo.

Administración oral: la mayoría de los pacientes con infecciones se tratan con antibióticos por vía oral. Las ventajas de la vía oral son el costo más bajo, menos efectos secundarios y mayor aceptación por el paciente. El porcentaje de absorción de un antibiótico administrado oralmente varía entre el 20% (por ejemplo, eritromicina) y casi el 100% (en el caso de la amoxicilina, clindamicina, linezolide, …). Estas diferencias de biodisponibilidad no son clínicamente importantes siempre que la concentración de fármaco en el lugar de infección sea suficiente para inhibir o eliminar el agente causante de la infección.

Sin embargo, la eficacia de la terapia puede estar comprometida cuando la absorción se reduce como resultado de condiciones fisiológicas o patológicas (como la presencia de alimentos en el estómago o la existencia de una diarrea), de interacciones medicamentosas o por el no cumplimiento del tratamiento.

La vía oral es usualmente usada para pacientes con infecciones con poca gravedad, cuya absorción no está comprometida por ninguna condición.

Administración intramuscular: a pesar de la vía intramuscular, generalmente presenta una biodisponibilidad del 100%, no se utiliza tan bien como la vía intravenosa y la vía oral, en parte debido al dolor asociado a las inyecciones intramusculares. La vía intramuscular se utiliza para situaciones específicas en las que se requiere un efecto inmediato.

Administración intravenosa: la vía intravenosa está indicada cuando los antibióticos orales no son efectivos contra un agente patógeno en particular cuando la biodisponibilidad es incierta cuando se requieren grandes dosis y cuando se requiere un efecto inmediato.

Después de la administración intravenosa, la biodisponibilidad es del 100% y la concentración en la sangre es máxima después del final de la perfusión.

El proceso de distribución corresponde a la transferencia reversible de las moléculas del fármaco de la circulación sanguínea a los tejidos del organismo. Los fármacos penetran en los tejidos a diferentes velocidades, dependiendo de su capacidad para atravesar las membranas (por ejemplo, la penicilina tarda más tiempo en penetrar en el cerebro que otros fármacos).

Algunos tejidos acumulan cantidades elevadas de fármacos que sirven como reserva de éste, prolongando su distribución y continuando circulando en la sangre varios días después de que el paciente los dejara de tomar.

La distribución de los fármacos varía de un individuo a individuo. Las personas mayores almacenan grandes cantidades de fármaco en la grasa, pues la proporción de ésta en el organismo aumenta con la edad.

Para ser eficaz, la concentración de antibiótico debe exceder la concentración inhibitoria mínima del agente patógeno. La concentración de antibiótico en la sangre generalmente excede la concentración inhibitoria mínima para las bacterias susceptibles, pero como la mayoría de las infecciones son extravasculares, el antibiótico tiene que ser distribuido a los lugares de la infección. Cuando la infección se encuentra en lugares donde la penetración es difícil, como por ejemplo los ojos y la próstata, son necesarias dosis más altas o administraciones locales durante períodos prolongados, para obtener la curación.

Aunque el antibiótico penetre en el lugar de infección, su actividad puede ser alterada por varios factores del medio donde va a actuar, como por ejemplo, las variaciones del pH.

Biotransformación y eliminación: los fármacos son sustancias extrañas al organismo y de las que se quiere liberar. Para ello los fármacos sufren transformaciones que alteran su estructura química, permitiendo su eliminación.

La biotransformación de los fármacos puede tener lugar en varios órganos como el riñón, el intestino, el pulmón y el hígado. Este último órgano es el más importante de todos en esta tarea debido a su gran diversidad enzimática.

Al igual que otros fármacos, los antibióticos se eliminan a través de la vía hepática, la eliminación renal o los dos órganos en conjunto.

¿Qué es la Farmacodinámica?

Es cuando se refiere a las acciones farmacológicas ya los mecanismos por los cuales los fármacos actúan (es decir, lo que los fármacos hacen al organismo).

Los antibióticos actúan en las bacterias, por acción bactericida o bacteriostática. Como existen diferentes antibióticos, existen también varios mecanismos de acción, que no siempre están suficientemente aclarados.

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Cuidado com os Medicamentos Viciantes!

Medicamentos Viciantes

Estas são apenas algumas dos medicamentos viciantes que pode ser encontrado em farmácias, mas a maioria precisa de receita médica para distribuição.

Eles são viciantes porque eles agem sobre o sistema nervoso central.

Opióides

Eles são derivados de ópio, com potência analgésica forte. Fazendo com que o efeito adverso seja a constipação, causando então um vício potente.

  • A Morfina: Com potência analgésica forte, é usado para tratar a dor severa e é frequentemente usado em cirurgias. O vício ocorre porque é ligado aos receptores de dor, e os opióides produzem um estado de bem-estar ao paciente. A prescrição é necessária, e é geralmente administrado por via intramuscular ou EV.
  • O Fentanil: Também atua sobre os receptores da dor e, consequentemente, a sua potência analgésica é forte. É utilizada no tratamento de dor crônica em pacientes críticos e é geralmente aplicado com sistemas transdérmicos ou também EV.
  • O Tramadol: É um analgésico opióide, usado como comprimidos ou EV para tratar a dor.
  • A Codeína: É um derivado de opiáceos, mas tem efeito antitússico, por isso, é útil contra a tosse seca. Está disponível nas farmácias, sob a forma de xarope e comprimidos, de modo que pode causar às pessoas dependência, sendo que muitas vezes leva a constipação.

Benzodiazepínicos

Parte do grupo das benzodiazepinas, são potentes e hipnótico viciante e causam dependência.

  • O Diazepam: é um ansiolítico de ação prolongada. É o primeiro do grupo a ser denominado como hipnótico, anticonvulsivante, sedativo e relaxante muscular. Pode ser administrado em comprimidos ou por via EV.
  • O Clonazepam: é um medicamento utilizado para tratar transtornos psicológicos e neurológicos, como crises epilépticas ou ansiedade, devido à sua ação anticonvulsivante, relaxamento muscular e tranquilizante. Pode ser encontrado sob forma de comprimidos ou EV.
  • O Alprazolam: ansiolítico de curta duração, é encontrado sob forma de comprimidos.
  • O Midazolam: é a substância ativa de um medicamento indutor do sono conhecido comercialmente como Dormonid. Esse medicamento de uso oral e injetável é indicado para indivíduos que sofrem de insônias e para sedação antes de cirurgia, sua ação altera o funcionamento dos neurotransmissores e deprime o sistema nervoso central.

Outros Estimulantes do SNC

  • O metilfenidato:  é um fraco estimulante do sistema nervoso central. Ele é usado para tratar a hiperatividade de déficit de atenção. É usado principalmente em crianças e em forma de comprimido.
  • O Oximetazoline: um formato inalador descongestionante nasal prontamente disponível em farmácias sem receita médica. Não é recomendável usar mais de 3 dias. Se usado muitos dias pode causar efeito rebote e sempre precisa dele para respirar melhor.
  • A Anfetamina: são uma classe de drogas sintéticas que estimulam o sistema nervoso central, da qual podem ser obtidos compostos derivados, como a metanfetamina e a metilenedioximetanfetamina, também conhecida por MDMA ou Ecstasy, que são as anfetaminas mais consumidas de forma abusiva e ilegalmente. Estas substâncias aumentam o estado de alerta  e reduzem a fadiga, aumentam a concentração, diminuem o apetite e aumentam a resistência física, induzindo um estado de bem-estar ou de euforia. No entanto, existem anfetaminas que são usadas para um fim terapêutico, como é o caso do transtorno do déficit de atenção, que pode afetar crianças e adultos, e para a narcolepsia, que é um distúrbio cujo principal sintoma é a sonolência excessiva.
  • A Cafeína: Indicado para a produção de estimulação cardíaca. Ele é usado como comprimidos de anti-enxaqueca, em combinação com outros analgésicos viciantes podem produzir esta dependência. Disponíveis em farmácia, em forma de comprimidos, xaropes, e injetáveis em âmbito hospitalar.

Veja mais em:

farmacologia

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Drogas usadas em UTI e suas diferenças

drogas uti

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 20/09/2026.

Na UTI, saber o nome da medicação não é suficiente. O que realmente muda a assistência é reconhecer para que aquela droga está sendo usada, qual resposta se espera e qual alteração pode indicar toxicidade ou falha do tratamento.

A terapia medicamentosa do paciente crítico é ampla e varia conforme diagnóstico, gravidade, perfil da unidade e protocolo institucional. Por isso, não existe uma lista fixa de “drogas de UTI” que sirva para todos os pacientes.

Medicamentos cardiovasculares

Adenosina

É utilizada principalmente em determinadas taquicardias supraventriculares regulares, por bloquear temporariamente a condução pelo nó AV. Tem início e duração de ação extremamente rápidos, podendo provocar rubor, desconforto torácico e sensação transitória de mal-estar.

Na taquicardia de complexo estreito regular, pode ser considerada após manobras vagais. Em taquicardias de complexo largo, seu uso é muito mais restrito: a AHA 2025 admite consideração apenas quando o ritmo é regular e monomórfico e o paciente está estável.

Amiodarona

É um antiarrítmico utilizado em diferentes arritmias, incluindo situações específicas de taquicardia ventricular e controle de ritmo ou frequência em determinados pacientes. Pode causar bradicardia, hipotensão e alterações do intervalo QT, além de possuir importantes efeitos adversos extracardíacos quando utilizada de forma prolongada.

Atropina

É um antagonista muscarínico utilizado na bradicardia aguda sintomática com comprometimento hemodinâmico, depois de considerar e tratar causas reversíveis. Pode provocar taquicardia, palpitações, boca seca, retenção urinária e alterações visuais. Se a bradicardia instável persistir apesar da atropina, outras estratégias, como estimulação cardíaca, podem ser necessárias.

Diltiazem

É um bloqueador dos canais de cálcio utilizado em determinadas situações de hipertensão e, principalmente, no controle da frequência ventricular em algumas taquiarritmias supraventriculares, como fibrilação atrial. Pode causar hipotensão e bradicardia.

Não deve ser tratado como uma medicação universal para qualquer taquicardia. Na taquicardia de complexo largo, por exemplo, a AHA contraindica seu uso quando há suspeita de taquicardia ventricular.

Drogas vasoativas

Noradrenalina

É um potente vasopressor e permanece como primeira escolha no choque séptico. Seu principal efeito é aumentar o tônus vascular e a pressão arterial, embora a resposta cardíaca também dependa do contexto clínico.

Uma correção importante em relação ao material antigo: o vasopressor não precisa obrigatoriamente esperar um cateter venoso central. Nas diretrizes de sepse de 2026, recomenda-se considerar o início periférico para restaurar a pressão em vez de atrasar a terapia enquanto se obtém acesso central, desde que exista acesso adequado e monitorização frequente para extravasamento.

Dopamina

A dopamina possui efeitos cardiovasculares dependentes da dose, mas seu uso é hoje muito mais restrito. A antiga ideia de utilizar “dopamina em baixa dose para proteção renal” deve ser retirada: essa estratégia não é recomendada.

No choque séptico, a noradrenalina é preferida à dopamina devido à melhor evidência e ao maior risco de arritmias associado à dopamina.

Dobutamina

É um inotrópico que aumenta principalmente a contratilidade cardíaca e pode elevar o débito cardíaco. Nas diretrizes de sepse de 2026, pode ser adicionada à noradrenalina quando existe disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de ressuscitação adequada e pressão arterial restaurada.

Sedação, analgesia e controle neurológico

Midazolam

É um benzodiazepínico utilizado para sedação e controle de crises convulsivas em situações específicas. Pode provocar depressão respiratória, hipotensão e sedação prolongada, principalmente quando há acúmulo ou associação com outros depressores do sistema nervoso central.

A grafia correta é midazolam, e “Dormonid” é nome comercial de apresentação, não o nome da classe farmacológica.

Diazepam

Também é benzodiazepínico, com propriedades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Pode causar sedação, ataxia, depressão respiratória e outros efeitos relacionados ao sistema nervoso central.

Fenitoína

É um anticonvulsivante que reduz a propagação de descargas elétricas anormais. Seu uso exige atenção a interações medicamentosas, efeitos neurológicos e, na administração intravenosa, às características específicas da formulação e do acesso.

Manitol

É um diurético osmótico utilizado em situações selecionadas de hipertensão intracraniana e edema cerebral. A resposta deve ser acompanhada juntamente com estado neurológico, função renal, balanço hídrico e eletrólitos.

A indicação não deve ser reduzida à ideia de “diminuir edema por diferença de concentração”; o uso depende da causa, avaliação neurológica e estratégia definida pela equipe.

Medicamentos que exigem atenção especial

Bicarbonato de sódio

Não deve ser descrito simplesmente como “medicação para corrigir acidose metabólica”. O bicarbonato tem indicações específicas e seu uso indiscriminado pode produzir alterações ácido-base e eletrolíticas.

Durante parada cardiorrespiratória, por exemplo, não é uma medicação de uso rotineiro para todos os pacientes. Pode ter papel em situações específicas, como determinadas intoxicações e algumas condições graves, mas a prioridade continua sendo a ressuscitação de alta qualidade e o tratamento da causa reversível.

Sulfato de magnésio

É utilizado em situações específicas, como torsades de pointes associada a QT prolongado e determinadas condições obstétricas, incluindo prevenção e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia/eclâmpsia.

Na arritmia polimórfica com QT normal, a administração rotineira de magnésio não é recomendada pela AHA 2025.

Dexametasona

É um corticosteroide com potente ação anti-inflamatória e imunossupressora. Suas indicações na UTI são diversas e dependem da doença tratada; não deve ser apresentada simplesmente como uma droga para “retirar líquido intracelular”.

Pode causar hiperglicemia, retenção hidrossalina, alterações de pressão arterial e outros efeitos sistêmicos.

Antitrombóticos e trombolíticos

Alteplase

É um trombolítico que converte plasminogênio em plasmina e pode ser utilizado em situações específicas de trombose, conforme indicação clínica e protocolo, como determinados casos de acidente vascular cerebral isquêmico e embolia pulmonar de alto risco.

O principal risco é sangramento, especialmente intracraniano em determinados contextos, por isso a seleção do paciente e o acompanhamento são rigorosos.

Clopidogrel

É um antiagregante plaquetário utilizado principalmente na prevenção de eventos aterotrombóticos em situações específicas, como síndromes coronarianas agudas e após determinados procedimentos coronarianos.

O efeito esperado é reduzir a agregação plaquetária; o principal risco clínico é sangramento.

Estreptoquinase

A estreptoquinase pertence ao grupo dos fibrinolíticos, mas não deve mais ocupar o mesmo destaque que recebeu no material antigo. Sua disponibilidade e utilização dependem do país, protocolo e indicação, enquanto outros agentes fibrinolíticos são utilizados em diversas situações contemporâneas.

Por isso, a página deixa de apresentá-la como uma das principais “drogas de UTI” e passa a priorizar conceitos de segurança e indicações atuais.

Nitroglicerina e nitroprussiato

A nitroglicerina é um vasodilatador predominantemente venoso em doses usuais, com efeito também arterial em determinadas condições. Pode ser utilizada em cenários selecionados, como síndromes coronarianas e congestão associada à hipertensão.

O nitroprussiato de sódio produz vasodilatação arterial e venosa potente e rápida, sendo utilizado em situações selecionadas que exigem controle rigoroso da pressão arterial. Ambos podem causar hipotensão e precisam de monitorização adequada.

Analgesia

Tramadol

É um analgésico opioide de ação central utilizado em determinados quadros de dor. Pode causar náuseas, tontura, sonolência e depressão do sistema nervoso central. Também apresenta risco de interações medicamentosas, incluindo aquelas relacionadas à serotonina e ao limiar convulsivo.

Em pacientes críticos, a escolha do analgésico deve considerar intensidade da dor, função renal e hepática, nível de consciência, ventilação e demais medicamentos utilizados.

O que mudou na administração das drogas

A orientação antiga de que todas as drogas devem ser administradas em bomba de infusão e calculadas em mcg/kg/min precisa ser retirada como regra universal.

Infusões contínuas de medicamentos tituláveis frequentemente exigem bomba, especialmente quando pequenas mudanças na velocidade podem produzir alterações clínicas importantes. Porém, a unidade de dose depende da medicação: pode ser mg/h, mcg/min, mcg/kg/min, U/h, mL/h ou outra forma definida pela prescrição e apresentação.

Da mesma forma, um medicamento administrado em bolus não precisa obrigatoriamente receber um flush de SF 0,9% em todas as situações. O flush depende do medicamento, volume residual do dispositivo, compatibilidade, tipo de acesso e protocolo institucional.

Em uma situação comum de troca de uma infusão contínua, o cuidado não termina quando a nova seringa é conectada. É preciso conferir concentração, programação da bomba, identificação da linha e resposta clínica, porque uma mesma droga pode ter apresentações e concentrações diferentes.

Acesso venoso e segurança

O acesso central continua sendo importante para diversas terapias e situações de longa duração, mas não é obrigatório para todo medicamento vasoativo desde o primeiro minuto. Em choque séptico, o início periférico pode ser utilizado para evitar atraso, desde que exista um acesso adequado e que o sítio seja monitorado frequentemente.

O acesso deve ser avaliado quanto à permeabilidade, sinais de infiltração, extravasamento, dor, edema, hiperemia e alteração da perfusão. Medicamentos vesicantes ou de maior risco exigem atenção especial e cumprimento do protocolo institucional.

O ISMP classifica como medicamentos de alta vigilância, entre outros, vasopressores intravenosos, antiarrítmicos IV, insulina, opioides, bloqueadores neuromusculares, anticoagulantes, trombolíticos, sulfato de magnésio e nitroprussiato. Esses medicamentos merecem barreiras adicionais de segurança porque um erro pode causar dano grave.

Cuidados de enfermagem

Na administração de medicamentos em pacientes críticos, a enfermagem deve:

  • conferir paciente, medicamento, dose, concentração, via, horário e velocidade;
  • verificar compatibilidade e estabilidade conforme protocolo e fabricante;
  • identificar corretamente seringas, soluções e linhas;
  • utilizar bomba de infusão quando indicada;
  • acompanhar sinais vitais, ritmo cardíaco, perfusão, diurese e outros parâmetros relacionados à terapia;
  • avaliar continuamente o acesso venoso;
  • observar efeitos terapêuticos e reações adversas;
  • planejar a substituição das infusões antes do término;
  • registrar administração, titulação, resposta e intercorrências;
  • comunicar imediatamente alterações clínicas relevantes.

Não é necessário transformar todos os cuidados em uma sequência fixa. O parâmetro que precisa ser acompanhado depende da droga e do motivo pelo qual ela foi prescrita.

Para memorizar

  • Adenosina: algumas taquicardias supraventriculares regulares.
  • Amiodarona: antiarrítmico para situações específicas.
  • Atropina: bradicardia aguda sintomática em determinados cenários.
  • Noradrenalina: principal vasopressor no choque séptico.
  • Dobutamina: inotrópico para situações selecionadas de disfunção cardíaca com hipoperfusão.
  • Midazolam e diazepam: benzodiazepínicos.
  • Manitol: terapia osmótica em indicações neurológicas específicas.
  • Alteplase: fibrinolítico para indicações selecionadas.
  • Sulfato de magnésio: utilizado em situações específicas, incluindo torsades de pointes e pré-eclâmpsia/eclâmpsia.
  • Nitroglicerina e nitroprussiato: vasodilatadores com indicações distintas.
  • Bicarbonato: não é corretivo universal de acidose nem medicamento rotineiro de toda parada cardiorrespiratória.

Resumo para salvar

Drogas Usadas em UTI

  • As drogas de UTI variam conforme o diagnóstico e o protocolo da unidade
  • Nem todo medicamento exige bomba ou cálculo em mcg/kg/min
  • Noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha no choque séptico
  • Medicamentos de alta vigilância exigem conferência e monitorização rigorosas

Referências:

  1. AMERICAN HEART ASSOCIATION. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Dallas: AHA, 2025. Disponível em: AHA Guidelines 2025.
  2. AMERICAN HEART ASSOCIATION. Part 9: Adult Advanced Life Support. Dallas: AHA, 2025. Disponível em: Adult Advanced Life Support.
  3. EVANS, Laura et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2026. Intensive Care Medicine, 2026. Disponível em: Surviving Sepsis Campaign 2026.
  4. INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES. ISMP List of High-Alert Medications in Acute Care Settings. Horsham: ISMP, 2024. Disponível em: ISMP High-Alert Medications. 
Dicas

Previna a Superbactéria: Use Racionalmente os Antibióticos!

A resistência das bactérias aos antibióticos tem aumentado muito nos últimos anos. Ela pode surgir nas bactérias devido à alterações genéticas, mas quando se toma o antibiótico, as que possuem resistência podem sobreviver enquanto as que são sensíveis morrem, gerando uma seleção das bactérias resistentes. Por isso é muito importante evitar o uso desnecessário de […]