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Hipervolemia Vs Hipovolemia: As diferenças
Hipervolemia e hipovolemia são condições médicas que se referem ao volume de sangue no corpo.
Entenda as diferenças
A hipervolemia, também chamada de sobrecarga de fluidos, ocorre quando há um acúmulo excessivo de plasma sanguíneo, que é a parte líquida do sangue.
Isso leva a um aumento do volume de sangue, que pode causar inchaço, aumento de peso, pressão alta e problemas cardíacos.
Pode ser causada por problemas renais, cardíacos ou hepáticos, uso excessivo de sal ou medicamentos que retêm líquidos.
A hipovolemia, por outro lado, é a diminuição do volume de sangue devido à perda de plasma sanguíneo.
Isso pode acontecer por hemorragias, vômitos, diarreias, queimaduras ou desidratação.
A hipovolemia pode levar a uma redução da oferta de oxigênio para os tecidos, causando choque hipovolêmico, que é uma emergência médica.
Os sintomas da hipovolemia incluem dor de cabeça, tontura, pele pálida e fria, confusão mental e desmaio.
As principais diferenças entre hipervolemia e hipovolemia são o volume de sangue no corpo, as causas e as consequências para a saúde.
Como é tratado?
O tratamento depende da causa e da gravidade da condição.
A hipervolemia pode ser tratada com diuréticos, restrição de sal e fluidos e tratamento da doença subjacente. A hipovolemia pode ser tratada com reposição de fluidos, transfusão de sangue e tratamento da causa da perda de sangue.
O Bicarbonato de Sódio e os Cuidados de Enfermagem
O Bicarbonato de Sódio é um agente alcalinizador, destinado ao tratamento de uma condição na qual o sangue apresenta um excesso de ácido ou uma falta de base, acarretando frequentemente, uma redução do pH sanguíneo (pH< 7,0), ou seja, aumenta a concentração de bicarbonato no plasma, o que diminui a acidez e eleva o pH sanguíneo, o que reverte às manifestações clínicas da acidose (excesso de ácido nos líquidos do corpo) e tampona o excesso da concentração do íon hidrogênio. Esta condição pode ocorrer em casos graves de doença renal (nos rins), diabetes não controlada, insuficiência circulatória causada por choque ou grave desidratação, hemorragia, parada cardíaca e acidose láctica.
Também, é indicada em quadros com necessidade de alcalinização urinária e em manobras de ressuscitação cardiorrespiratória.
Para que casos não é indicado o Bicarbonato de Sódio?
– Hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue);
– Alcalose metabólica ou respiratória (pH do sangue aumentado);
– Hipernatremia (aumento da concentração do sódio no sangue);
– Hipervolemia (aumento do volume sanguíneo);
– Pacientes com insuficiência renal (função prejudicada dos rins);
– hipoventilação (redução da quantidade de ar nos pulmões).
Também é contraindicado para pacientes com perda de cloreto por vômito ou sucção gastrointestinal contínua, e em pacientes que utilizam diuréticos, pois pode ocorrer alcalose hipoclorêmica.
Em casos de hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue) a alcalose pode ocasionar: tetania, hipertensão arterial, convulsões ou insuficiência cardíaca congestiva, neste caso, a administração de sódio pode ser clinicamente prejudicial.
Cuidados de Enfermagem com a Administração de Bicarbonato de Sódio
– Deve-se monitorar o equilíbrio ácido-básico, hidroeletrolítico e níveis de glicemia.
– Cuidado ao administrar soluções parenterais, especialmente as compostas por íons de sódio, em pacientes que administram corticosteroides ou corticotropina.
– A depleção de potássio pode predispor o paciente a acidose metabólica e a coexistência de hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue) pode ser associada com espasmo carpopedal, assim como o aumento do pH sanguíneo.
– Atentar a utilização de fármacos que podem ocasionar interação medicamentosa com o Bicarbonato, podendo além de cristalizar o medicamento na via de acesso, causando obstrução, podendo neutralizar o efeito medicamentoso de ambos e assim não sendo eficaz.
O Tratamento
– As soluções que contém íons de sódio devem ser usadas com cautela em cardiopatas, em pacientes com a função renal comprometida e em situações onde haja edema com retenção de sódio.
– Em pacientes com a função renal diminuída, a administração de soluções contendo íons sódio pode resultar na retenção de sódio.
– A administração intravenosa destas soluções pode causar sobrecarga de fluidos e/ou soluto, resultando na diluição da concentração sérica de eletrólitos, super-hidratação, estado congestivo (edema, congestão visceral e pulmonar) ou edema pulmonar.
– A Infiltração extravascular deve ser evitada.
As Interações medicamento-medicamento:
Anfetamina, dextroanfetamina, efedrina, flecainida, mecamilamina, metanfetamina, pseudoefedrina, quinidina: o bicarbonato de sódio pode diminuir a eliminação destes medicamentos, e assim, aumentar seu efeito terapêutico.
Clorpropamida, lítio, metotrexato, salicilatos, tetraciclinas: o bicarbonato de sódio pode aumentar a eliminação destes medicamentos, e assim, diminuir o seu efeito terapêutico.
Cetoconazol: o bicarbonato de sódio pode diminuir a dissolução do cetoconazol no trato gastrointestinal, reduzindo a sua eficácia.
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