Quaternário de Amônia

Os Quaternários de Amônio/Amônia são uma família de compostos antimicrobianos agentes ativos catiônicos fortes, e obtém uma grande ação desinfetante, agindo com as bactérias gram-positivas, quanto para bactérias gram-negativas.

Os Quaternários de amônio também são usados como ativos desinfetantes comuns, desinfetantes hospitalares, bactericidas, bacteriostáticos, agentes de controle de fungos e bolor e entre outros.

Atualmente a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, dispõe de regulamentação de produto do tipo desinfetante e sanitizantes para diversas superfícies através da RDC35/2010 produtos com ação antimicrobiana utilizados em artigos semi-críticos e críticos.

Os Quaternários de amônio podem ser utilizados como ativos desinfetantes em:

  • Desinfetantes comuns
  • Desinfetantes semi críticos (superfícies dura)
  • Fungicidas
  • Viruscidas
  • Germicidas
  • Bactericidas
  • Bacteriostáticos
  • Agentes de controle de fungos e bolor

Quaternários tem inúmero outros usos relacionados, devido às suas largas propriedades de espectro, eficácia, e físico/químicos. Eles também aumentam a capacidade de limpeza de formulações de detergentes.

Embora quaternários de amônio possuam vários benefícios, também têm diversos aspectos negativos. Quaternários são difíceis de usar em formulações, uma vez que carecem de compatibilidade com muitos compostos. Por exemplo, aniônicos neutralizam quaternários e podem precipitá-los como insolúveis, tornando-os ineficazes.

Referência:

Polyorganic.com.br

O que são os Resíduos Hospitalares?

Resíduo Hospitalar

O Termo Resíduo Hospitalar provém dos resíduos descartados pelos Serviços de Saúde, na qual contém alto teor de contaminação para o ser humano e o meio ambiente.

Os mesmos devem ser corretamente separados, armazenados, identificados e encaminhados para um tratamento seguro mediante contratação de empresas especializadas e de acordo com as normativas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Os Serviços de Saúde geralmente incluem: hospitais, clínicas, laboratórios, ambulatórios, farmácias, postos de saúde, necrotérios, centros de pesquisa, entre outros.

O que geralmente são descartados nestes serviços são as luvas, seringas, algodão, gazes, bem como órgãos, tecidos, medicação, vacinas vencidas, materiais cortantes, dentre outros. Note que esses estabelecimentos podem ser também as clínicas veterinárias.

Como é feito este descarte?

Deve ser feito de maneira adequada, visto a quantidade de bactérias e vírus (resíduos infectantes) que apresentam os quais podem levar ao contágio de doenças infecciosas.

Além disso, os remédios contêm sustâncias tóxicas e radioativas que podem contaminar e alterar a qualidade do solo e a água.

Lembrando que, mesmo em casa, não devemos descartar os medicamentos vencidos, pois segundo a coleta seletiva eles são levados aos aterros sanitários, o que pode prejudicar a vida das pessoas que coletam o lixo, bem como contaminar a área.

Nesse caso, algumas farmácias contam com o descarte de medicamentos que não serão mais utilizados.

Para tanto, seu destino é realizado mediante uma coleta de lixo hospitalar própria e realizada por caminhões específicos que os levam aos locais para incineração, ou seja, para serem queimados em altas temperaturas.

Além da incineração, alguns casos são realizados o aterramento e a radiação. Lembre-se que o descarte inadequado desse tipo de lixo pode afetar gravemente o meio ambiente e a saúde humana.

A Classificação: Os Tipos de Resíduos Hospitalares conforme a ANVISA

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na Resolução RDC nº 33/03 os resíduos hospitalares são classificados em 5 tipos, sendo que o primeiro (classe A) são os mais perigosos uma vez que representam grandes riscos de contaminação devido à presença de agentes biológicos.

  • Grupo A (potencialmente infectantes);
  • Grupo B (químicos);
  • Grupo C (rejeitos radioativos);
  • Grupo D (resíduos comuns);
  • Grupo E (perfurocortantes).

Essa classificação e sistematização foi implementada pela Anvisa com o intuito de evitar prejuízos ambientais bem como prevenir acidentes que possam atingir profissionais que trabalham diretamente nos processos de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação desses resíduos.

Afinal, o que são?

Os Resíduos Infectantes ou Biológicos?

Têm a possível presença de agentes biológicos, que, por suas características, podem apresentar risco potencial à saúde e capacidade de provocar infecção. Exemplos: sangue, membranas e excreções. O acondicionamento deve ser feito em saco plástico branco leitoso, resistente e impermeável. A destinação final é a incineração.

Os Resíduos Perfurocortantes?

São todos os materiais descartados que podem causar cortes e perfurações. Exemplos: agulhas, escalpes, lancetas e ampolas. O acondicionamento é feito em recipientes rígidos. A destinação correta é a incineração.

Os Resíduos Químicos?

Contêm substâncias químicas que podem apresentar riscos, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Exemplos: resíduos saneantes, desinfetantes e desincrostrantes, resíduos de reagentes utilizados na realização de testes manuais e efluentes de equipamentos automatizados. O acondicionamento deve ser feito em sua embalagem original, dentro de recipiente inquebrável, envolvido por um saco. A destinação é a devolução ao fabricante.

Os Resíduos Comuns?

Não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. Exemplos: sobras de alimentos, papéis de uso sanitário, fraldas e embalagens em geral. O acondicionamento deve ser feito em lixeiras ou recipientes que diferenciem cada conteúdo. Devem ser enviados à reciclagem, reutilização ou aterramento.

Os Resíduos Radioativos?

São quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados em norma. Exemplos: resíduos provenientes de serviços de medicina nuclear e radioterapia. O acondicionamento deve ser feito em recipientes blindados. A destinação final são os depósitos de lixo radioativo.

Os Subgrupos do Grupo A : Infectantes

  • Grupo A1: Resíduos provenientes de manipulação de microorganismos, inoculação, manipulação genética, ampolas e frascos e todo material envolvido em vacinação, materiais envolvidos em manipulação laboratorial, material contendo sangue, bolsas de sangue ou contendo hemocomponentes. Este resíduo deve ser acondicionado pelo gerador em saco branco leitoso com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A2: Corresponde a carcaças, peças anatômicas, vísceras animais e até mesmo animais que foram submetidos a processo de experimentação com microorganismos que possam causar epidemia.  Como estes resíduos possuem um alto grau de risco, devem ser acondicionados em sacos vermelhos contendo símbolo de risco infectante.
  • Grupo A3: Peças anatômicas (membros humanos), produtos de fecundação sem sinais vitais, com peso inferior a 500 gramas e estatura menor que 25 cm, devem ser acondicionados pelo gerador em saco vermelho com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A4: Kits de linha arteriais, filtros de ar e de gases aspirados de áreas contaminadas, sobras de laboratório contendo fezes, urina e secreções, tecidos e materiais utilizados em serviços de assistência á saúde humana ou animal, órgãos e tecidos humanos, carcaças, peças anatômicas de animais, cadáveres de animais e outros resíduos que não tenham contaminação ou mesmo suspeita de contaminação com doença ou microorganismos de importância epidemiológica. Estes resíduos devem ser acondicionados pelo gerador em sacos branco leitoso com símbolo de risco infectante.
  • Grupo A5: Órgãos, tecidos, fluidos e todos os materiais envolvidos na atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação por príons (agentes infecciosos compostos por proteínas modificadas). Estes materiais devem ser acondicionados pelo gerador em 2 sacos vermelhos (um dentro de outro) contendo símbolo de risco infectante.

As Classes de Códigos conforme a ONU

Quando consideramos o transporte de resíduos no qual não seja prevista utilização, mas que são transportados para fins de despejo, incineração ou qualquer outro processo de disposição final devemos entender que são substâncias, soluções ou misturas que contêm, ou estão contaminados por, um ou mais produtos perigosos.

A classificação adotada para os resíduos considerados perigosos, considerando o tipo de risco que apresentam e conforme as recomendações para o transporte de resíduos Perigosos da ONU é composta das seguintes classes definidas abaixo:

  • Classe 1 – Explosivos

Subclasse 1.1 – Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa

Subclasse 1.2 – Substâncias e artefatos com risco de projeção

Subclasse 1.3 – Substâncias e artefatos com risco predominante de fogo

Subclasse 1.4 – Substâncias e artefatos que não apresentam risco significativo

Subclasse 1.5 – Substâncias pouco sensíveis

  • Classe 2 – Gases comprimidos, liquefeitos, dissolvidos sob pressão ou altamente refrigerados.

Subclasse 2.1 – Gases inflamáveis;

Subclasse 2.2 – Gases não inflamáveis, não tóxicos;

Subclasse 2.3 – Gases tóxicos.

  • Classe 3 Líquidos Inflamáveis
  • Classe 4 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 4.1 – Sólidos inflamáveis;

Subclasse 4.2 – Substâncias sujeitas à combustão espontânea;

Subclasse 4.3 – Substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

  • Classe 5 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 5.1 – Substâncias Oxidantes;

Subclasse 5.2 – Peróxidos Orgânicos.

  • Classe 6 – Esta classe se subdivide em: 

Subclasse 6.1 – Substâncias Tóxicas (venenosas);

Subclasse 6.2 – Substâncias Infectantes.

  • Classe 7 – Substâncias Radioativas
  • Classe 8 – Corrosiva
  • Classe 9 – Substâncias Perigosas Diversas

Os Cuidados de Enfermagem com os Resíduos Hospitalares

  • O primeiro cuidado que devemos ter no ambiente hospitalar é em relação a lavagem das mãos, esse deve ser feito de forma rigorosa, pois trata tanto da prevenção da saúde do paciente quanto do profissional. As mãos devem ser lavadas antes e após qualquer cuidado prestado a um paciente. Lembrando que o uso da luva não exclui a necessidade de lavagem das mãos.
  • Os cuidados com materiais contaminados é de extrema importância, pois visa a proteção do profissional e auxilia também no controle de infecção hospitalar, devendo ser acondicionados em locais apropriados.
  • É importante o uso de máscaras e protetor ocular quando o paciente possa gerar respingos ou aerosóis de secreções ou fluidos corporais durante o procedimento prestado.
  • O uso do avental é para proteger o profissional da umidade das roupas durante atividades com o paciente.
  • A equipe de enfermagem também deve ter um cuidado especial com relação ao descarte do lixo hospitalar, afim de prevenir acidentes e infecção.

Lembrando que o lixo deve ser separado de forma rigorosa, para cada classe existe um tipo de coleta e destinação, é necessário a identificação com a respectiva simbologia e seu transporte deve ser realizado por profissionais capacitados e treinados para não se contaminar.

Desinfecção de Artigos Hospitalares

Desinfecção

A Desinfecção Hospitalar, como veremos, é de extrema importância para que o técnico de enfermagem saiba distinguir os tipos e suas definições,  pois além de ser um assunto que muito cai em provas e concursos e também provas práticas em hospitais, o técnico de enfermagem trabalha em cima da prevenção e do controle de infecção hospitalar em geral, exercendo a limpeza dos artigos não críticos e semi-críticos com os produtos certos a serem utilizados, podendo ser de vários níveis e com vários tipos de desinfetantes, e o processo pode ser afetado por vários fatores como:

  • Limpeza prévia do material mal executada;
  • Tempo curto de exposição ao germicida;
  • Concentração da solução germicida alterada (diluída, por exemplo);
  • Temperatura e pH do processo.

Dependendo da necessidade, vários graus ou níveis de desinfecção podem ser obtidos, seja com substâncias diferentes, seja com a mesma substância, porém, com métodos diferentes (maior tempo de exposição, concentração do produto, etc.) ou, então, utilizando processos diferentes.

A desinfecção pode ser classificada em:

  • Baixo Nível
  • Médio Nível
  • Alto Nível
  • Não Definido
  • Mista

Desinfecção de Baixo Nível

  • São destruídas as bactérias em forma vegetativa. alguns vírus e alguns fungos.
  • Sobrevivem a este método Mycobacterium tuberculosis. esporas bacterianos, vírus da hepatite B (H BV) e os vírus lentos.

Soluções germicidas de baixo nível:

  • Álcool etílico, n-propílico e isopropílico, hipoclorito de sódio (dependente da concentração);
  • Quaternário de amônia.

Observação:

  • Iodóforos, disponíveis apenas como antissépticos.
  • A concentração da solução e o tempo de exposição são fatores importantes.

Desinfecção de Médio Nível

  • Igual às soluções de baixo nível e ação também em M. tuberculosis, maioria do vírus (inclusive HBV) e a maioria dos fungos.
  • Sobrevivem a esse método Mycobacterium intracelulare. os esporas bacterianos e os vírus lentos.

Soluções germicidas de médio nível:

  • Álcool etílico (70%) e isopropílico (92%). Hipoclorito de Sódio (dependente da concentração), fenólicos e iodóforos.

Observação:

A concentração da solução e o tempo de exposição à solução podem mudar a classificação para outra nível.

Desinfecção de Alto Nível

  • São destruídas as bactérias, vírus, fungos e alguns esporos.
  • Sobrevivem a esse método apenas alguns esporos bacterianos e os vírus lentos.

Soluções germicidas de alto nível:

  • Hipoclorito de Sódio (dependente da concentração), Glutaraldeído, Solução de Peróxido de Hidrogênio, Cloro e compostos clorados, Ácido Peracético, Ortophtalaldeído, Água Superoxidada.

Observação:

Observação cuidadosa quanto ao tempo de exposição e temperatura ambiente são importantes em muitas das soluções.

Não Definido

Agrupam-se aqui alguns métodos que incluem: passar a ferra (calor seco). água fervente (30 minutos). pastilhas de formaldeído. O nível de desinfecção é dependente do grau de temperatura e concentração de germicidas durante o processo.

Mista ou Limpeza e Desinfecção Combinadas

Existe um grupo de equipamentos que combinam limpeza e desinfecção: máquinas de lavar louça, de lavar roupa (aquecidas). desinfetadoras aquecidas. de limpeza com jatos de vapor. com temperaturas que variam de 60°C a 90°C.

Desinfetantes

1. Álcool
2. Hipoclorito de Sódio
3. lodóforos
4. Fenólicos
5. Quaternários de Amônia
6. Formaldeído
7. Glutaraldeído
8. Peróxido de Hidrogênio
9. Ácido Peracético
10. Ácido Peracético + Peróxido de Hidrogênio
11. Orthophtalaldeído
12. Agua Superoxidada

Como instrução geral é importante conhecer sobre o desinfetante (ou germicida) se:

  • a matéria orgânica causa ação ou inativação na solução;
  • espectro de ação;
  • tempo de ação;
  • sofre ou não ação da luz;
  • a solução se evapora em recipiente sem tampa ou não;
  • toxicidade;
  • prazo de validade da solução após a diluição;
  • deixa ou não resíduos sobre os materiais ou superfícies;
  • há necessidade de uso de luvas e máscaras no preparo e utilização.
Crônicas de um técnico Histórias

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“Quero compartilhar à vocês uma experiência minha, que eu digo, não é nada boa para nós e para nossa saúde, mas acontece muito, e muito das vezes, sofremos calados com medo de represália. Trabalhei há 6 anos em uma Instituição na qual sempre foi meu sonho em trabalhar. Me formei como auxiliar de enfermagem na […]