Notícias da Enfermagem

I Fórum de Enfermagem no Atendimento Pré-Hospitalar está com inscrições abertas; evento será realizado em 9 de maio

Uma assistência em saúde segura passa pela conscientização e valorização do papel dos profissionais da Enfermagem que atuam fora do ambiente hospitalar. A fim de refletir sobre a liderança, o protagonismo e as práticas avançadas na Rede de Emergência no Ceará, será realizado, no dia 9 de maio, o I Fórum de Enfermagem no Atendimento […]

Sala Amarela Hospitalar

A Sala Amarela é destinada a casos de gravidade moderada, já estabilizados, que tenham passado pela Sala Vermelha ou não, e que necessitam de cuidados especiais, ou seja, pacientes que necessitam de atendimento médico e de enfermagem o mais rápido possível, porém não correm riscos imediatos de vida.

Como funciona?

Essa área conta com uma sala própria para pacientes já estabilizados, mas que ainda precisam de cuidados especiais (pacientes críticos ou semi críticos).

Localização

A Sala amarela geralmente fica estabelecida nos setores de pronto atendimento como Pronto Socorro e PPA (Primeiro Pronto Atendimento), em locais de fácil e rápido acesso para a estabilização do paciente, perto da Sala Vermelha.

O que deve ter em uma sala Amarela?

Com boxes individuais e estrutura semelhante a uma UTI dentro da própria Emergência, deverá estar equipada com desfibriladores ou cardioversores, bombas de infusão, dentre outros equipamentos.

Quem atua em Sala Amarela?

Nela, atuam profissionais médicos com experiência em medicina de emergência, e a sala conta ainda com corpo de enfermagem exclusivas e com experiência em atendimento a pacientes moderados e graves.

Situações que são atendidas na Sala Amarela

  • pacientes já estabilizados na área vermelha, mas que ainda requerem cuidados especiais;
  • pacientes com cefaleia intensa;
  • dor torácica intensa;
  • antecedentes com problemas respiratórios, cardiovasculares e metabólicos (diabetes);
  • desmaios;
  • alterações dos sinais vitais em pacientes sintomáticos;
  • hemorragias;
  • diminuição do nível de consciência, entre outros.

Referência:

  1. Agência Brasília

Infecção Hospitalar VS Comunitária

A Portaria 2.616/98 traz diretrizes e normas para o controle das infecções hospitalares. Em seu anexo II, conceitos e critérios para o diagnóstico das infecções classificando-as em comunitárias ou hospitalares.

Infecção Comunitária

É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. São também comunitárias:

  • As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção;
  • Infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (ex: Herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis e AIDS). Adicionalmente, são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas.

Infecção Hospitalar

É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Usa-se como critérios gerais:

  • Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser considerado como hospitalar;
  • Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão, considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão;
  • As infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas.

Observações

  • Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos, realizados previamente.
  • Tempo ou período de incubação de uma doença infeciosa é o intervalo de tempo que transcorre entre a exposição a um agente infecioso e a aparição do primeiro sinal ou sintoma da doença de que se trate.

Referências:

  1. Slides de Controle de Infecção Hospitalar:  http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/aula_NNISS.pdf
  2. Manual Básico de Controle de Infecção Hospitalar: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoA.pdf
  3. Portaria 2.616/98:  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt2616_12_05_1998.html

Sala Vermelha Hospitalar

A Sala Vermelha é destinada a pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos. Em geral, pessoas que aguardam a definição de um diagnóstico, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Neste setor, os pacientes podem contar com o atendimento de uma equipe de profissionais especializados e equipamentos de última geração.

Como funciona?

O paciente em estado grave vai direto para a Sala Vermelha. Depois de estabilizado, é avaliado pelos médicos do hospital e segue para a área competente, de acordo com cada caso.

O sistema de classificação de risco também prevê que os pacientes do pronto-socorro (atendimento de porta) passem por acolhimento, sejam triados e encaminhados às salas.

Localização

A Sala vermelha geralmente fica estabelecida nos setores de pronto atendimento como Pronto Socorro e PPA (Primeiro Pronto Atendimento), em locais de fácil e rápido acesso para a estabilização do paciente.

O que deve ter em uma sala vermelha?

Com boxes individuais e estrutura semelhante a uma UTI dentro da própria Emergência, deverá estar equipada com monitores cardíacos, desfibriladores, ventiladores mecânicos, bombas de infusão, instrumental para procedimento de emergência como intubações, drenagem torácica e traqueostomias, dentre outros equipamentos.

Quem atua em Sala Vermelha?

Nela, atuam profissionais médicos com experiência em medicina de emergência, com residência médica, certificação em Suporte Avançado de Vida em Cardiologia [ACLS, na sigla em inglês] e muitos atuam prioritariamente em UTI. A sala conta ainda com corpo de enfermagem e fisioterapia exclusivas e com experiência em atendimento a pacientes graves.

Situações que são atendidas na Sala Vermelha

Em geral, pessoas que aguardam a definição de um diagnóstico, traumas, AVE/AVC, Infarto Agudo do Miocárdio, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Referências:

  1. Secretaria de Saúde DF

Protocolo START: Triagem de Múltiplas Vítimas

O protocolo de triagem START Simple Triage And Rapid Treatment, isto é, triagem simples e tratamento rápido, foi pensado para rápida avaliação em incidentes com múltiplas vítimas, categorizando-as em quatro categorias de cores que informam o nível de urgência necessária de atendimento.

Pacientes classificados como categoria verde, são os feridos que deambulam; esses indivíduos podem se movimentar e obedecer comandos. Eles devem ser direcionados a uma área segura e aguardar posterior atendimento e tratamento.

Pacientes classificados no grupo preto não respiram, mesmo após reposicionamento das vias aéreas. Esses pacientes não recebem tratamento.

As duas categorias intermediárias – vermelho, que indica pacientes que necessitam de atendimento imediato, e amarelo”, que indica pacientes que também devem receber cuidado rápido, porém ainda podem aguardar – requerem uma avaliação mais aprofundada acerca do status respiratório, circulatório e neurológico (mental).

RPM – 30 – 2 – obedece ordens

“RPM – 30 – 2 – obedece ordens” foi criado como uma forma de memorizar os componentes do exame que separam pacientes entre o grupo vermelho e o grupo amarelo. Cada uma das três primeiras letras do mnemônico se relaciona com um dos três componentes seguintes:

  • R (respiração): Indica aqueles pacientes que se adequam para tratamento posterior, devendo apresentar frequência respiratória (FR) menor que 30 ipm;
  • P (perfusão): Perfusão adequada é indicada quando tempo de preenchimento capilar é menor do que 2 segundos;
  • M (mental): nos sugere que o status mental é adequado se o paciente consegue obedecer comandos. Isto é, o paciente com status mental adequado consegue realizar as ordens que lhes são solicitadas.

Pacientes com qualquer das categorias RPM alterada (FR maior que 30 ipm, perfusão capilar lenta ou status mental alterado) pertencem à categoria “vermelha e demandam controle imediato de condições de alto risco de morte como hemorragia ou obstrução de vias aéreas. Aqueles que não se encaixam nas categorias verdevermelho ou preta são designados amarelos, recebendo prioridade após a categoria vermelha ser atendida.

Pela sua natureza, incidentes com múltiplas vítimas são estressantes e acontecem quando estamos menos preparados. O simples mnemônico “RPM – 30 – 2 – obedece ordens” pode ajudar você a lembrar os componentes importantes do sistema a serem avaliados.

Referências:

  1. https://canadiem.org/start-triage-protocol-rpm-30-2-can-do/;
  2. Rosen P. Rosen’s Emergency Medicine. Elsevier; 2018.

Álcool 70%

Álcool 70% é indicado para uso hospitalar, na desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos. O álcool etílico a 70% tem sido amplamente utilizado na prevenção de infecção relacionada à assistência saúde no ambiente hospitalar, tendo em vista a sua eficácia, baixa toxicidade, baixo custo e facilidade de uso.

É importante salientar que, para possuir ação germicida, o álcool etílico precisa estar diluído em água numa concentração de 70% p/p ou 77 v/v, uma vez que a água facilita a entrada do álcool no interior do microrganismo e diminui a sua evaporação aumentando o tempo de ação.

Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação germicida do álcool é através da desnaturação de proteínas dos microrganismos e remoção de lipídios causando desidratação e precipitação do citoplasma ou protoplasma.

O álcool etílico à 70% p/p (etanol) e o álcool isopropílico (entre 60 e 95%) possuem ação contra bactérias na forma vegetativa, vírus envelopados (por ex. H1N1, coronavírus) microbactérias e fungos, sendo utilizados como desinfetantes e antissépticos. Eles não têm ação contra a forma esporulada das bactérias e nem contra vírus não envelopados e, por isso, não podem ser utilizados como esterilizantes químicos.

Sua Aplicação em Ambiente Hospitalar

Desinfecção para superfícies fixas e artigos não críticos de ambientes hospitalares e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde como pisos, paredes, mobiliários e bancadas. atendendo todos os padrões de qualidade e para fins de registro exigidos pela ANVISA.

O uso de álcool etílico a 70% como desinfetante

De acordo com a definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desinfetantes são formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas e apresentam efeito letal para microrganismos não esporulados e que são utilizadas em superfícies e materiais não vivos.

O álcool à 70% é classificado como desinfetante de nível intermediário e tem sido utilizado, nos serviços de saúde, na desinfecção de mobiliários e equipamentos, termômetros, estetoscópios, ampolas e frascos de medicamentos, fibra óptica de endoscópios, dentre outros.

Uso do álcool etílico a 70% p/p como antisséptico

Antissepsia consiste num conjunto de medidas utilizadas para eliminação ou inibição do crescimento dos microrganismos presentes na pele ou nas mucosas, através da aplicação direta de um antisséptico.

Antissépticos são agentes germicidas compostos por substâncias hipoalergenicas e de baixa causticidade, sendo utilizados na pele e mucosas. São registrados na Anvisa como medicamentos ou como cosméticos. Os antissépticos aquosos são utilizados em mucosas e os alcoólicos são utilizados na pele. Há, ainda, os antissépticos degermantes que são utilizados para degermação das mãos e da pele.

O álcool a 70%, utilizado como antisséptico, é encontrado na forma líquida e na forma de gel. O álcool a 70% na forma líquida é registrado na Anvisa como medicamento e é utilizado na antissepsia da pele para realização de punções venosas. O álcool em gel é utilizado para higienização das mãos, possui emolientes para evitar ressecamento da pele e é registrado na Anvisa como cosmético.

O álcool a 70% é bastante usado como antisséptico por apresentar rápida ação como germicida, ser de fácil aplicação e de baixa toxicidade.

Riscos à saúde do álcool a 70%

Independente do seu uso (desinfetante ou antisséptico) ou de sua forma (líquido ou gel), o álcool à 70% é inflamável e, portanto, não deve ser utilizado próximo à fonte de ignição ou de chama.

O álcool a 70% na forma líquida é um irritante da pele e o seu uso constante pode levar a dermatites. Este efeito irritante é amenizado utilizando a formulação em gel. Devido ao efeito irritante, as soluções alcoólicas não devem ser usadas em mucosas. O uso tópico do álcool etílico não produz toxicidade sistêmica.

Em caso de ingestão acidental ou intencional, o álcool é absorvido pelo trato gastrointestinal e as manifestações clínicas da intoxicação são àquelas causadas pela intoxicação por etanol.

Cuidados na aquisição do álcool etílico à 70% em período de epidemia:

  1. Não comprar produto sem registro na Anvisa e sem rótulo adequado. O registro do produto na Anvisa como saneante começa com o número 3, já o registro como medicamento começa com o número 1 e como cosmético inicia com o número 2.
  2. Não utilizar álcool etílico que não seja hidratado e na concentração de 70% p/p ou 77 v/v.
  3. Dê preferência ao álcool etílico a 70% na formulação em gel para a higienização das mãos e com registro na Anvisa para que não haja irritação da pele.
  4. O álcool absoluto ou em concentrações mais elevadas não devem ser utilizadas, pois, além de não ter a eficácia desejada, são mais irritantes da pele e mais inflamáveis.

Referências:

  1. Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Álcool: Enquadramento do produto: cosmético, saneante ou medicamento. Disponível em
  2. Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC Nº 59, de 17 de dezembro de 2010. Dispõe sobre os procedimentos e requisitos técnicos para a notificação e o registro de produtos saneantes e dá outras providências.
  3. Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Santos AAM et al. Importância do Álcool no Controle de Infecções em Serviços de Saúde, 2002. Disponível em http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/controle_alcool.pdf
  4. Centers for Disease Control and Prevention. Chemical Disinfectants: Guideline for Disinfection and Sterilization in Healthcare Facilities (2008). Disponível em https://www.cdc.gov/infectioncontrol/guidelines/disinfection/disinfection-methods/chemical.html
  5. Graziano UM et al. Eficácia da desinfecção com álcool 70% (p/v) de superfícies contaminadas sem limpeza prévia. Rev. Latino-Am. Enfermagem mar.-abr. 2013;21(2):[06 telas]
  6. National Center for Biotechnology Information. PubChem Database. Ethanol, CID=702, https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Ethanol (accessed on Jan. 13, 2021).

Mochilas para Atendimento Pré-Hospitalar

As mochilas para o Atendimento pré-hospitalar são ferramentas para facilitar o atendimento de acordo com o tipo de suporte: O SBV / SAV.

De acordo com o Atendimento em questão:

  • SBV (Suporte Básico de Vida) : Sempre as mochilas vermelha e verde, DEA (Desfibrilador Externo Automático), adicionando a mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos;
  • SAV (Suporte Avançado de Vida) : são as mochilas azul, Amarela, Verde, Monitor Cardíaco, Mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos.

O Que contém em cada Mochila?

Mochila Verde

Possui as mais variadas medicações, possibilitando todo tipo de atendimento, como por exemplo, casos de hipertensão, parada cardíaca, dispneia, surtos psicóticos, náuseas, vômitos entre outras queixas.

Mochila Azul

Possui variados materiais para abertura de vias aéreas, intubação.

Mochila Vermelha

Possui materiais para punção venosa e aparelhos para mensuração de sinais vitais como oximetro, estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro e aparelho HGT.

Mochila Amarela

Possui materiais para pequenas cirurgias (instrumentos, tesouras, ataduras, gazes, etc).

Mochila Laranja

Possui materiais de apoio para queimaduras, acesso venoso, vias aéreas, entre outros.

Dependendo do tipo de ocorrência, comunicada pelo médico regulador, a equipe deve se organizar em relação a que tipo de material e como transportá-lo, a fim de diminuir o tempo resposta do atendimento.

Referência:

  1. SAMU 192 Sorocaba

Esponja Para Banho no Leito

O Mercado Hospitalar sempre inova com tecnologias que facilitam o cuidado ao paciente, acamado em âmbito hospitalar e domiciliar.

Atualmente, há produtos com tecnologias inovadoras ao banho do paciente, que permitem a facilidade e a não utilização de produtos pessoais convencionais, oferecendo suporte com produtos próprios e com Ph correto para a pele do paciente.

E a Esponja para Banho no leito é uma dessas inovações.

Ela é impregnada com gel dermatológico pH 5.5, que ao entrar em contato com água, o mesmo se desprende formando espuma.

Indicação de Uso

Indicada para higienização pessoal em várias condições, a esponja de banho possui ênfase em pacientes acamados ou com restrição de mobilidade. Esta característica permite ao profissional de saúde oferecer o banho no leito com maior praticidade e agilidade, reduzindo o tempo gasto para o banho.

esponja de banho para acamados limpa, hidrata, suaviza e ativa a circulação, eliminam células mortas, evita contágio por bactérias e fungos, evita a desidratação da pele, sendo indicado para qualquer tipo de pele.

Outras Indicações:

  • Para higiene pessoal, facilita o banho de pessoas acamadas ou com restrição de mobilidade;
  • Duas esponjas são suficientes para o banho: uma para a região genitoanal e outra para o restante do corpo.

Do que é confeccionada?

  • Confeccionada em poliéster, macia, altamente absorvente e isenta de impurezas;
  • Cada unidade mede aproximadamente 18cm x 12cm e 0,5cm de espessura;
  • pH: 5.5

Como utilizar estas esponjas?

Deve umedecer parcialmente a esponja com água morna, retirar o excesso de água, ensaboar a pele do paciente suavemente, enxaguar ou retirar o excesso de espuma com uma toalha, conforme necessidade, secar.

Alguns cuidados:

  • Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada;
  • Inspecione a esponja antes do uso. Se apresentar algum tipo de dano, rasgo, sujidade não utilizar;
  • Produto de uso único, descartar após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar;
  • Este produto se destina à higiene corporal. Indicada para todos os tipos de pele;
  • Em caso de irritação da pele, suspender o uso;
  • Não utilizar em feridas com tecido vitalizado. Não utilizar em mucosa;
  • A esponja reage com a água liberando o sabonete formando espuma;
  • Use quantidades reduzidas de água para não liberar todo o sabonete de uma só vez;
  • Avalie atentamente a região a ser higienizada para decidir pelo enxague ou não;
  • O enxague é se necessário. Podendo ser removido o excesso de espuma com uma toalha úmida e posterior secagem com uma toalha seca;
  • Fazer a higienização da pele com delicadeza e suavidade, não é necessário aplicar força ou pressão para remover qualquer sujidade;
  • A esponja deve ser trocada entre a lavagem da cabeça, dos membros, tronco e genitais;
  • Considerar o uso de EPI adequado para o procedimento de higienização corporal;
  • Não há contraindicações conhecidas.

Veja também:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

Referência:

  1. Kolplast

Qual é a Finalidade do Expurgo Hospitalar?

expurgo hospitalar funciona como um setor que provém de um equipamento para despejo de sangue, secreções,  líquidos provenientes de cirurgias ou materiais que oferecem algum tipo de risco.

A importância do Expurgo Hospitalar

De acordo com um estudo feito pelo Hospital Albert Einstein, o maior risco ambiental a partir dos resíduos hospitalares é representado pelo chamado lixo infeccioso. Caracteriza-se pela presença de agentes biológicos como sangue e derivados, secreções e excreções humanas, tecidos, partes de órgãos, peças anatômicas; além de resíduos de laboratórios de análises e de microbiologia, de áreas de isolamento, de terapias intensivas, de unidades de internação, assim como materiais perfurocortantes.

Uma vez que esses materiais entrem em contato com o solo ou a água, podem causar sérias contaminações no ambiente e causar danos à vegetação. Também podem haver sérios problemas caso esses materiais contaminados entrem em contato com rios, lagos ou até mesmo com lençóis freáticos, pois dessa forma a contaminação irá se espalhar com maior facilidade, prejudicando qualquer ser vivo que entrar em contato com essa água.

Desta maneira, o expurgo hospitalar por ser um equipamento voltado para descarte de resíduos infecciosos é de suma importância em hospitais.

É no expurgo, que são acondicionados também, todos os sacos de resíduos hospitalares, subdivididos em tipos de resíduos para o descarte, materiais como artigos críticos e semi-críticos para a limpeza e desinfecção, e ao encaminhamento para a esterilização dos materiais.

Alguns cuidados de Enfermagem

  • O enfermeiro da unidade deverá fazer escala de serviço designando o profissional responsável pelos cuidados diários com o expurgo;
  • O expurgo deverá dispor de bancada, vaso sanitário (com tampa) para desprezar efluentes relacionados à assistência aos clientes e pia com torneira para lavagem de materiais;
  • Os materiais (comadres, papagaios, baldes e outros) usados que aguardam limpeza, os hampers (cestos) de roupa suja fechados e o lixo, devidamente acondicionado em lixeiras com tampa, deverão ser estocados no expurgo, permanecendo pelo menor tempo possível;
  • Os hampers com roupa suja deverão ser identificados com nome da unidade, data e horário;
  • Os recipientes de descarte de perfuro-cortante, que estejam no limite máximo da capacidade (2/3), deverão ser fechados e lacrados com fita adesiva e armazenados no expurgo até sua remoção pelo Serviço de Higienização e Limpeza;
  • A equipe de enfermagem deverá observar o local de armazenamento desses recipientes para evitar que sejam depositados sob superfícies molhadas;
  • Os acessórios utilizados para assistência respiratória (máscaras de assistência ventilatória:
    • De nebulização simples e contínua, de Venturi, traqueostomia, e com reservatório) e bandejas utilizadas, após a separação dos materiais descartáveis e perfuro-cortantes, deverão ser acondicionados em recipiente de material rígido com tampa, armazenados, temporariamente, no expurgo e encaminhadas ao CME ao final do plantão, respeitando os horários estabelecidos em sua Instituição.

Referência:

  1. EBSERH

Hamper Hospitalar: A Real Finalidade

A questão da higiene é fundamental nos setores hospitalares, a fim de que a proteção mais adequada das roupas e dos demais produtos que marcam presença nestes ambientes. E o mobiliário mais imprescindível é o Hamper Hospitalar, que faz parte essencial de todos os setores que demandam assistência à saúde.

Afinal, de onde vem essa palavra, o “Hamper”?

Termo originalmente do inglês, o “Hamper” refere-se a um conjunto de itens relacionados com cesta. Em uso principalmente britânico, refere-se a uma cesta de vime, geralmente grande, que é usada para o transporte de itens, muitas vezes alimentos.

Na América do Norte, o termo geralmente se refere a um receptáculo familiar, muitas vezes uma cesta, para roupas limpas ou sujas, independentemente da sua composição, ou seja, “um cesto de roupa”.

O mesmo tipo de recipiente seria usado para retornar roupas limpas, que seriam eliminadas pelo serviço de lavanderia e o recipiente vazio deixado no lugar do recipiente completo para retirada posterior.

No uso hospitalar, o Hamper tem sua utilização como meio de transporte de roupas de origem hospitalares (roupas de cama, roupas pessoais, enxovais hospitalares) sujas e infectadas ou contaminadas, sem ter o contato com outros ambientes externos.

A Utilização

Suporte de Hamper é indicado para embalar e transportar roupas sujas que foram utilizadas em ambientes médico-hospitalares. Geralmente o mobiliário é composto pela estrutura do suporte de aço inox, com sacos de resíduos hospitalares à parte para serem encaixados ao suporte, ficando prontos para o uso.

Mas o Hamper é só para roupa suja?

Não! Certamente os sacos para hampers são divididos em grupos, onde em alguns setores podem utilizar para acondicionar resíduos radioativos, químicos, descarte de peças anatômicas, etc. sendo descartados corretamente conforme as normativas da ANVISA.

Referências:

  1. Educalingo.