Medicamentos de Atenção Básica

Os medicamentos básicos ou essenciais são aqueles destinados à Atenção Primária à Saúde, satisfazendo as necessidades prioritárias de cuidados da saúde da população. Entre eles, destacamos analgésicos, antitérmicos, antibióticos e anti-inflamatórios.

Importante ressaltar que também seguem protocolos de condição de uso. Incluem-se os medicamentos controlados pela portaria 344, dispensados no NGA e Centro de Saúde I e medicamentos manipulados.

MEDICAMENTOS PARA ATENÇÃO BÁSICA (para dispensação aos pacientes)

TRATO ALIMENTAR E METABOLISMO

– Antiácidos e fármacos para o tratamento da úlcera péptica
HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO, 61,5 MG/ML, SUSPENSÃO ORAL FRASCO 150 ML
OMEPRAZOL 20 MG CÁPSULA
RANITIDINA 150 MG. COMPRIMIDO

– Agentes antiespasmódicos, anticolinérgicos e propulsivos
DIMETICONA 75MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL
HIOSCINA 10 MG COMPRIMIDO (ESCOPOLAMINA BUTILBROMETO)

– Antieméticos e antinauseantes
METOCLOPRAMIDA 10 MG COMPRIMIDO
METOCLOPRAMIDA 4MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL

– Laxativos
OLEO MINERAL PURO. FRASCO 100ML

– Fármacos utilizados em diabetes
GLIBENCLAMIDA 5 MG COMPRIMIDO
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML. FRS 10ML FRASCO (CASA DO DIABÉTICO)
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML. FRS 10ML FRASCO (CASA DO DIABÉTICO)
METFORMINA 850 MG COMPRIMIDO

– Vitaminas e Suplementos minerais
CARBONATO DE CALCIO 500MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARBONATO DE CÁLCIO 500MG + VITAMINA D 200 UI (MANIPULADO) CÁPSULA
CARBONATO DE CÁLCIO 500MG + VITAMINA D3 400 UI (MANIPULADO) CÁPSULA
MULTIVITAMINAS, ASSOCIADAS COM SAIS MINERAIS COMPRIMIDO
POLIVITAMINICO GOTAS. FRASCO 30ML
SAIS REIDRATACAO ORAL, ENVELOPE
TIAMINA. CLORIDRATO 300 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
VITAMINAS DO COMPLEXO B, B1,B2,B3,B5,B6 DRÁGEA

SANGUE E SISTEMA HEMATOPOÉTICO

– Agentes antitrombóticos
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 100 MG COMPRIMIDO
VARFARINA SODICA 5MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA)

– Preparações antianêmicas
ÁCIDO FÓLICO 5 MG COMPRIMIDO
SULFATO FERROSO 25 MG FE ELEMENTAR/ML FRASCO 30ML SOL ORAL
SULFATO FERROSO 40MG (FE ELEMENTAR). COMPRIMIDO

– Farmacoterapia para o sistema circulatório e linfático
MELILOTUS OFFICINALIS 26,7MG + CUMARINA 4MG (MANIPULADO) CÁPSULA
RUTINA 100MG + CASTANHA DA ÍNDIA 300MG (MANIPULADO) CÁPSULA
PENTOXIFILINA 400MG COMPRIMIDO (NGA)

SISTEMA CARDIOVASCULAR

– Terapia cardíaca
AMIODARONA. CLORIDRATO 200 MG COMPRIMIDO
DIGOXINA 0.25 MG COMPRIMIDO
ISOSSORBIDA, SAL DINITRATO, 10 MG, COMPRIMIDO
ISOSSORBIDA, SAL DINITRATO, 5 MG, COMPRIMIDO SUBLINGUAL

– Anti-hipertensivos
CLONIDINA. CLORIDRATO 0.10 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
METILDOPA 250MG (MANIPULADO) CÁPSULA
METILDOPA 500MG (MANIPULADO) CÁPSULA

– Diuréticos
ESPIRONOLACTONA 25MG COMPRIMIDO
FUROSEMIDA 40 MG COMPRIMIDO
HIDROCLOROTIAZIDA 25 MG COMPRIMIDO

– Agentes beta-bloqueadores
ATENOLOL 50MG COMPRIMIDO
CARVEDILOL 12,5MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 25MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 3,125MG (MANIPULADO) CÁPSULA
CARVEDILOL 6,25MG (MANIPULADO) CÁPSULA
PROPRANOLOL 40 MG COMPRIMIDO

– Bloqueador de canal de cálcio
ANLODIPINA 5MG COMPRIMIDO
NIFEDIPINA 20 MG RETARD COMPRIMIDO
VERAPAMIL 80MG COMPRIMIDO

– Agentes que agem no sistema renina-angiotensina
CAPTOPRIL 25 MG COMPRIMIDO
ENALAPRIL 20 MG COMPRIMIDO
ENALAPRIL 5 MG COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 25 MG COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 50 MG COMPRIMIDO

– Agentes hipolipemiantes
SINVASTATINA 10MG, COMPRIMIDO
SINVASTATINA 20MG, COMPRIMIDO
SINVASTATINA 40MG, COMPRIMIDO

DERMATOLÓGICOS

– Antifúngicos de uso tópico
CLOTRIMAZOL, 10 MG/G, CREME BISNAGA 20 G
MICONAZOL. NITRATO 20MG/G CREME GINECOLÓGICO + APLICADOR

– Emolientes e protetores
ÓXIDO DE ZINCO, ASSOCIADO COM VITAMINA A + VITAMINA D, POMADA BISNAGA
45G

– Antibióticos e quimioterápicos para uso dermatológico
NEOMICINA, ASSOCIADA COM BACITRACINA, 5MG + 250UI/G, POMADA BISNAGA 10 G

– Corticosteroides, preparações dermatológicas
DEXAMETASONA. ACETATO 1MG/G. CREME TUBO 10G

SISTEMA GENITURINÁRIO E HORMÔNIO SEXUAIS

– Anti-infecciosos e antissépticos ginecológicos
METRONIDAZOL 500MG/5G GEL GINECOLÓGICO + APLICADOR

– Hormônios sexuais e moduladores do sistema genital
ETINILESTRADIOL 0.03MG + LEVONORGESTREL 0.15MG. CARTELA COM 21 COMPRIMIDOS
MEDROXIPROGESTERONA 150MG/ML. 1ML INJETÁVEL
NORETISTERONA 0.35MG. CARTELA COM 35 COMPRIMIDOS
NORETISTERONA (ENANTATO)+ESTRADIOL(VALERATO) 50MG+5MG/ML INJ., AMPOLA

– Farmacoterapia para a próstata
DOXAZOSINA 2MG COMPRIMIDO

PREPARAÇÕES HORMONAIS SISTÊMICAS, EXCLUINDO HORMÔNIOS SEXUAIS

– Corticoides de uso sistêmico
DEXAMETASONA. ELIXIR 0.5 MG/5ML
PREDNISONA 20 MG COMPRIMIDO
PREDNISONA 5MG COMPRIMIDO

– Terapia para tireoide
LEVOTIROXINA SODICA 100 MCG COMPRIMIDO
LEVOTIROXINA SODICA 25 MCG COMPRIMIDO
LEVOTIROXINA SODICA 50MCG COMPRIMIDO

AGENTES ANTI-INFECCIOSOS DE USO SISTÊMICO

– Antimicrobianos de uso sistêmico
AMOXICILINA 250MG/5ML. FRS 150ML SUSPENSÃO ORAL
AMOXICILINA 500 MG CÁPSULA
AZITROMICINA 200MG/ML SUSPENSÃO ORAL
AZITROMICINA 500MG COMPRIMIDOS
BENZILPENICILINA G. BENZAT. 1.200.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
BENZILPENICILINA G. BENZAT. 600.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
BENZILPENICILINA PROCAINA + POTASSICA 400.000UI INJETÁVEL, AMPOLA
CEFALEXINA 250MG/5ML. FRASCO 60ML SUSPSÃO ORAL
CEFALEXINA 500 MG COMPRIMIDO/CÁPSULA
GENTAMICINA 40MG. 1ML INJ., AMPOLA
GENTAMICINA 80MG. 2ML INJ., AMPOLA
SULFAMETOXAZOL 200MG/5ML+TRIMETOPRIM 40MG/5ML. FRASCO 100ML SUSPENSÃO ORAL
SULFAMETOXAZOL 400MG + TRIMETOPRIM 80MG COMPRIMIDO

– Antimicótico de uso sistêmico
FLUCONAZOL 150MG CÁPSULA
NISTATINA 100.000 UI/ML. SOL. ORAL

– Antivirais de uso sistêmico
ACICLOVIR 200 MG COMPRIMIDO

SISTEMA MUSCULO-ESQUELÉTICO

– Produtos antirreumáticos e anti-inflamatórios
COLCHICINA 0.5 MG COMPRIMIDO
DICLOFENACO SODICO 50MG. COMPRIMIDO
IBUPROFENO 50MG/ML 30ML FRASCO

– Antigotosos
ALOPURINOL 100MG COMPRIMIDO
ALOPURINOL 300MG COMPRIMIDO

SISTEMA NERVOSO

– Analgésicos
DIPIRONA SODICA 500MG/ML. FRASCO 10ML SOL ORAL
PARACETAMOL 200MG/ML. FRASCO 15ML SOL ORAL
PARACETAMOL 750MG COMPRIMIDO

– Antiepiléticos
ACIDO VALPROICO 250 MG/5ML. 100ML XAROPE (NGA/CSI)
ACIDO VALPROICO 250MG CÁPSULA/COMPRIMIDO (NGA/CSI)
ACIDO VALPROICO 500 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CARBAMAZEPINA 100MG/5ML SUSPENSÃO ORAL FRASCO 100ML (NGA/CSI)
CARBAMAZEPINA 200 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENITOINA 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENOBARBITAL 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FENOBARBITAL 40MG/ML. FRASCO 20ML SOL. ORAL (NGA/CSI)

– Fármacos antiparkinsonianos
BIPERIDENO 2 MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)

– Antipsicóticos
CARBONATO DE LITIO 300MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA 4%. FRASCO. 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA. CLORIDRATO 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLORPROMAZINA. CLORIDRATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 1 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 2MG/ML FRASCO 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
HALOPERIDOL 5 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HALOPERIDOL DECANOATO 50MG/ML INJETÁVEL (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA 40MG/ML FRASCO 20ML SOL ORAL (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA. MALEATO 100 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
LEVOMEPROMAZINA. MALEATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

– Ansiolíticos, hipnóticos e sedativos
CLONAZEPAM 2 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLONAZEPAN 2.5MG/ML. FRASCO 20ML SOL. ORAL (NGA/CSI)
DIAZEPAM 5MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
DIAZEPAN 10 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
NITRAZEPAM 5 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

– Antidepressivos
AMITRIPTILINA 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
CLOMIPRAMINA. CLORIDRATO 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
FLUOXETINA 20MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)
IMIPRAMINA 25 MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

ANTIPARASITARIOS

– Antiprotozoários
METRONIDAZOL 200MG/5ML. SUSPENSÃO ORAL FRASCO 100ML
METRONIDAZOL 250 MG COMPRIMIDO

– Anti-helmínticos
MEBENDAZOL 100 MG COMPRIMIDO
MEBENDAZOL 20MG/ML. SUSPENSÃO ORAL, FRASCO 30ML

– Ectoparasiticidas – incluindo escabicidas
DELTAMETRINA, 0,2MG/ML SHAMPOO FRASCO 100 ML
PERMETRINA 5% LOÇÃO 60ML

SISTEMA RESPIRATÓRIO

– Preparações nasais
SOL FISIOLOGICA NASAL + CLORETO BENZALCONIO. FRASCO 30ML

– Antiasmáticos – fármacos para doenças obstrutivas das vias aéreas
AMINOFILINA 100 MG COMPRIMIDO
SALBUTAMOL SPRAY 100MCG/DOSE. 200 DOSES FRASCO

– Anti-histamínicos de uso sistêmico
DEXCLORFENIRAMINA. MALEATO 2MG/5ML. FRASCO 120ML XAROPE
LORATADINA 10MG COMPRIMIDO
PROMETAZINA 25MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)

ÓRGÃOS DO SENTIDO

– Oftalmológicos
CLORANFENICOL + RETINOL + AMINOACIDOS + METIONINA. POMADA OFTÁLMICA TUBO 10G
TOBRAMICINA 3MG/ML. FRASCO CONTA-GOTAS COM 5ML DE SOLUÇÃO OFTÁLMICA

MEDICAMENTOS PARA USO NAS UNIDADES DE SAÚDE (Destinados apenas aos procedimentos internos)

ACIDO ACETICO DILUIDO (MANIPULADO)
ÁCIDO TRANEXÂMICO 250MG/5ML INJ., AMPOLA
ADENOSINA 3MG/ML 2ML INJ., AMPOLA
ADRENALINA 1:1000. 1ML INJ., AMPOLA
AGUA PARA INJECAO 10ML AMPOLA
AGUA PARA INJECAO 5 ML AMPOLA
ALCOOL BORICADO (MANIPULADO) FRASCO
AMINOFILINA 0.24G/10ML SOL. INJ., AMPOLA
AMIODARONA (HCL) 150MG/3ML. INJ., AMPOLA
ATROPINA 0.25 MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
ATROPINA 1%. 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
BICARBONATO SODIO 8.4% INJ., AMPOLA
BIPERIDENO. LACTATO 5MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
CETOPROFENO 100MG/ 2ML – IM, INJ., AMPOLA
CICLOPENTOLATO 10MG/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
CITRATO DE FENTANILA 50 MCG/ML INJETÁVEL – 2ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORETO DE SUXAMETONIO 100MG INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
CLORETO DE SUXAMETONIO 500MG INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
CLORHEXIDINA SOLUCAO 0.12% FRASCO (MANIPULADA)
CLORIDRATO DE HIDRALAZINA 20MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORIDRATO DE NALBUFINA 10MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORIDRATO DE NALOXONA 0,4MG/ML INJETÁVEL – 1ML (RESTRITO AO SAMU)
CLORPROMAZINA 25 MG/5ML. INJ., AMPOLA
COLAGENASE+CLORANFENICOL. 30G POMADA TUBO
DESLANOSIDO 0.4 MG/ 2ML. INJ., AMPOLA
DEXAMETASONA.FOSF 4MG/ML; 2,5ML INJ., AMPOLA
DIAZEPAN 5MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
DICLOFENACO SODICO 25MG/ML. 3ML INJ., AMPOLA
DIMENIDRINATO 30 MG + CLORIDRATO DE PIRIDOXINA 50MG + GLICOSE 1000MG +
FRUTOSE 1000MG INJETÁVEL – EV – 10ML
DIMENIDRINATO 50MG + PIRIDOXINA 50MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
DIPIR. SODICA + HIOSCINA 5ML INJETAVEL , AMPOLA
DIPIRONA + ADIF. + PROMETAZINA AMP. 2ML INJ., AMPOLA
DIPIRONA SODICA + HIOSCINA. 20 ML SOL. ORAL FRASCO
DIPIRONA SODICA 500MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
DOPAMINA 50MG/10ML. INJ., AMPOLA
ENEMA (SOL. FOSFATO MONOSSODICO+DISSODICO). 130ML. FRASCO
ERGOMETRINA 0.2MG/ML. 1ML INJ., AMPOLA
FENILEFRINA 10% SOL. OFTÁLMICA, 5ML FRASCO
FENITOINA 50 MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
FENOBARBITAL 200MG/ML. INJ., AMPOLA
FENOTEROL. 5MG/ML. 20ML SOL. P/ INALACAO FRASCO
FITOMENADIONA 10MG INJ., AMPOLA
FLUMAZENIL, CLORID. 0,1MG/ML 5ML INJ., AMPOLA
FLUORESCEÍNA 10MG/ML SOL. OFTÁLMICA 5ML FRASCO
FUROSEMIDA 10MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
GLICOSE 25% 10ML INJ., AMPOLA
GLICOSE 50% 10ML INJ., AMPOLA
GLUCONATO DE CALCIO 10%. 10ML INJ., AMPOLA
HALOPERIDOL 5MG/ML 1ML INJ., AMPOLA
HEPARINA 5000UI 5ML INJ., AMPOLA
HIDROCLORIDRATO DE DOBUTAMINA 250MG/20ML INJETÁVEL (RESTRITO AO SAMU)
HIDROCORTIZONA. SUCCINATO 100MG. INJ., AMPOLA
HIDROCORTIZONA. SUCCINATO 500MG. INJ., AMPOLA
HIDROXIDO DE POTASSIO 10%. SOLUCAO AQUOSA (MANIPULADO) FRASCO
IPATROPIO. BROMETO 0.025%. 20ML SOLUCAO P/INALACAO FRASCO
LEVOMEPROMAZINA 5MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
LIDOCAINA 20MG/G GEL 30G TUBO
LIDOCAINA C/ VASOCONSTRITOR. FRASCO 20ML INJ., AMPOLA
LIDOCAINA S/ VASOCONTRITOR. 20ML INJ., AMPOLA
LOÇÃO OLEOSA CICATRIZANTE À BASE DE ÓLEO DE GIRASSOL, ÁCIDOS GRAXOS
ESSENCIAIS COM VITAMINAS A E E.
METOCLOPRAMIDA 5MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
MIDAZOLAN 5MG/ML. 3ML INJ., AMPOLA
MORFINA , SULFATO 1MG/ML INJETÁVEL – 2ML (RESTRITO AO SAMU/PRONTO SOCORRO)
PODOFILINA 25%. SOL OLEOSA (MANIPULADO) FRASCO
POTASSIO. CLORETO 10% 10ML INJ., AMPOLA
POTASSIO. CLORETO 19.1% 10ML INJ., AMPOLA
PROMETAZINA (HCL) 25MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
PROXIMETACAÍNA 0,05 MG/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
RANITIDINA (HCL) 25MG/ML. 2ML INJ., AMPOLA
SODIO. CLORETO 10% 10ML INJ., AMPOLA
SODIO. CLORETO 20% 10ML I INJ., AMPOLA
SOLUCAO DE LUGOL (MANIPULADO ) FRASCO
SOLUCAO DE SCHILLER (MANIPULADO) FRASCO
SOLUÇÃO GLICERINADA 12% ENEMA FRASCO
SORO DE MANITOL. FRASCO COM 250 ML
SORO FISIOLOGICO 0.9% . 100ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9% . 125ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9% 1.000 ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 250 ML (INFUSÃO EV)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 250 ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 500 ML (USO TÓPICO)
SORO FISIOLOGICO 0.9%. 500 ML (INFUSÃO EV)
SORO GLICOFISIOLÓGICO 5%. 500 ML
SORO GLICOFISIOLÓGICO 5%.1.000 ML
SORO GLICOSADO 5%. 250 ML
SORO GLICOSADO 5%. 500ML
SORO RINGER C/ LACTATO. FRASCO COM 500 ML
SULFADIAZINA DE PRATA 1% 50G. TUBO
SULFADIAZINA DE PRATA 1% POTE 400G. POTE
TERBUTALINA, SULFATO 0,5MG/ML 1ML INJ., AMPOLA
TETRACAÍNA, CLORIDRATO + FENILEFRINA, 10ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
TRAMADOL 50MG/ML INJETÁVEL – 2ML INJ., AMPOLA (RESTRITO AO SAMU/PRONTO SOCORRO)
TROPICAMIDA 0,01 G/ML 5ML SOL. OFTÁLMICA FRASCO
VITAMINA C 100MG/ML. 5ML INJ., AMPOLA
VITAMINAS DO COMPLEXO B.2ml INJ., AMPOLA

Medicamentos de Uso Restrito ao Serviço Especializado

ACIDO FOLINICO 15 MG COMPRIMIDO (CSI)
ALENDRONATO DE SÓDIO 10MG (NGA/CSI)
ALENDRONATO DE SÓDIO 70MG (NGA/CSI)
AMOXICILINA 400MG + CLAVULANATO DE POTÁSSIO 57MG/ML SUSPENSÃO FRASCO 70ML (NGA)
BUDESONIDA, AEROSSOL NASAL, 50MCG/DOSE, FRASCO COM VÁLVULA
DOSIFICADORA (NGA/CSI)
CIPROFLOXACINO, CLORIDRATO 500MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
HIPROMELOSE 0,2% A 0,5% SOL. OFTÁLMICA, FRASCO (CENTRO OFTALMOLÓGICO)
LEVODOPA 250MG + CARBIDOPA 25MG (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 100MG + 25MG CÁPSULA (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 100MG + 25MG, COMPRIMIDOS
DISPERSÍVEIS (NGA/CSI)
LEVODOPA, ASSOCIADO À BENSERAZIDA, 200MG + 50MG COMPRIMIDO (NGA/CSI)
METIMAZOL 10MG.(TIAMAZOL) COMPRIMIDO (CASA DO DIABÉTICO)
MINOXIDIL 10MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (RENAIS CRONICOS)
PROPILTIOURACIL 100MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (CASA DO DIABÉTICO)
SALMETEROL 25MCG + FLUTICASONA 125MCG SPRAY 120 DOSES (NGA)
SERTRALINA, CLORIDRATO 50MG COMPRIMIDO/CÁPSULA (NGA/CSI)

Saúde Não Tem Preço!

Para ter acesso gratuito aos medicamentos, basta que o usuário apresente o CPF, um documento com foto e a receita médica válida (validade de 120 dias) em qualquer um dos estabelecimentos (farmácias e drogarias) credenciados no Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”. Segue a lista dos medicamentos do Programa:

Hipertensão:

CAPTOPRIL 25 MG, COMPRIMIDO
MALEATO DE ENALAPRIL 10 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE PROPRANOLOL 40 MG, COMPRIMIDO
ATENOLOL 25 MG, COMPRIMIDO
HIDROCLOROTIAZIDA 25 MG, COMPRIMIDO
LOSARTANA POTÁSSICA 50 MG

Diabetes:

GLIBENCLAMIDA 5 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 500 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 850 MG, COMPRIMIDO
CLORIDRATO DE METFORMINA 500 MG, COMPRIMIDO DE AÇÃO PROLONGADA
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 10 ML
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 5 ML
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, REFIL 3ML (CARPULE)
INSULINA HUMANA NPH 100 UI/ML – SUSPENSÃO INJETÁVEL, REFIL 1,5ML (CARPULE)
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 10 ML
INSULINA HUMANA REGULAR 100 UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, FRASCOAMPOLA 5 ML
INSULINA HUMANA REGULAR 100UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, REFIL 3ML (CARPULES)
INSULINA HUMANA REGULAR 100UI/ML, SOLUÇÃO INJETÁVEL, REFIL 1,5ML (CARPULES)

Asma:

SULFATO DE SALBUTAMOL 5 MG/ML – SOLUÇÃO INALAÇÃO
SULFATO DE SALBUTAMOL 100 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
BROMETO DE IPRATRÓPIO 0,25 MG/ML – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, SOLUÇÃO PARA INALAÇÃO
BROMETO DE IPRATRÓPIO 0,02 MG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 50 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 200 MCG/CÁPSULA – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, CÁPSULAS INALANTES 1 (UMA) CÁPSULA
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 200 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO
DIPROPIONATO DE BECLOMETASONA 250 MCG/DOSE – ADMINISTRAÇÃO PULMONAR, INALADOR DOSEADO

Considerações sobre o “Saúde Não Tem Preço”

Caso o paciente esteja impossibilitado de comparecer à farmácia ou drogaria:

Fica dispensada a obrigatoriedade da presença física do paciente, titular da prescrição médica e/ou laudo/atestado médico, quando se enquadrar na seguinte condição: incapacidade nos termos dos art. 3º e 4º do Código Civil, desde que comprovado.

Nesse caso, a dispensação somente será realizada mediante a apresentação dos seguintes documentos:

a) do paciente, titular da receita, CPF, RG ou certidão de nascimento;

b) do representante legal, o qual assumirá, juntamente com o estabelecimento, as responsabilidades pela efetivação da transação: CPF e RG. Considera-se representante legal aquele que for:

a) declarado por sentença judicial;

b) portador de instrumento público de procuração que outorgue plenos poderes ou poderes específicos para aquisição de produto de higiene pessoal junto ao Programa; ou

c) portador de instrumento particular de procuração com reconhecimento de firma, que autorize a compra de produto de higiene pessoal junto ao Programa.

Em caso de menores de idade:
O menor de idade portador de CPF poderá adquirir seus medicamentos normalmente. Para menores de idade que não possuírem CPF, pode-se aceitar o CPF do pai ou da mãe, até providenciar um próprio. Neste caso, o responsável legal deverá apresentar identidade civil que comprove a dependência do menor de idade, titular da receita médica.

O elenco de referência estabelecido por esta Portaria é composto de medicamentos integrantes da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME-2014 9ª edição-2015).

Farmacologia: Agonista Vs Antagonista

Na farmacologiaagonista refere-se às ações ou estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva.

Agonista inverso causa uma ação oposta do agonista.

Os denominados antagonistas agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. O antagonismo pode diminuir ou anular o efeito do agonista.

Os medicamentos sem prescrição médica, se misturados podem ser perigosos, podendo os mesmos interagir entre si.

Exemplos: morfina, fenilefrina e isoproterenol, benzodiazepinas e barbitúricos agem como agonistas.

Classificação

Os antagonistas são classificados em:

  • parcial/total
  • reversível/irreversível
  • competitivo/alostérico

O antagonista parcial não anula totalmente o efeito de um agonista, sendo este mais utilizado, já o total atua somente no problema, não interferindo nas partes que estão funcionando. Em caso de intoxicação é aconselhável o antagonista total, pois protege melhor o organismo.

No antagonista reversível/irreversível, o agonista tem ao poder de reverter e o outro de inibir os efeitos do antagonista. Já o antagonista competitivo impede o agonista de se encaixar, competindo com o mesmo e o alostérico atua em receptores que tem o efeito diminuidor liberado pelo agonista.

O efeito de um antagonista sobre o agonista se torna inferior devido as constantes estimulações.

Exemplos: Betabloqueadores, bloqueadores musculares, antagonistas benzodiazepínicos, antagonista dos receptores opioides.

Referências:

  1. Leff P. The two-state model of receptor activation. Trends Pharmacol Sci 1995;16:8997. (Fornece a base teórica para a Equação 2.6; discute o tratamento quantitativo das interações fármacoreceptor.)
  2. Pratt WB, Taylor P, eds. Principles of drug action: the basis of pharmacology. 3rd ed. New York: Churchill Livingstone; 1990. (Contém uma discussão detalhada de farmacodinâmica.)

Guia Online de Diluição de Medicamentos

Vale lembrar que a padronização vai variar muito de cada instituição (conforme POP), portanto cabe identificar a utilização do que é feito em seu setor!

Referências:

  1. uptodate/Usp
  2. ATB Sanford 2019 

Regra dos 30 Minutos: Administração de Medicamentos no horário adequado

Na assistência hospitalar, atrasos ou omissões de doses podem ocorrer em todas as etapas do processo de utilização de medicamentos. Eles estão entre os erros de medicação mais notificados.

Embora sejam ocorrências que aparentam ter gravidade potencial reduzida, elas são importantes, seja pela sua elevada frequência ou por colocar pacientes em situações de risco.

Além disso, quando envolvem alguns medicamentos ou condições de saúde críticas, erros desse tipo podem evoluir com danos graves ou fatais como, por exemplo, a omissão ou atraso na administração de antimicrobianos em pacientes com sepse ou de anticoagulantes em pacientes com embolia pulmonar ou infarto agudo do miocárdio.

Erros por atrasos

Os erros por atraso ou omissão de doses de um medicamento podem estar relacionados a diversas situações, tais como:

  • ausência de conciliação medicamentosa envolvendo falhas ou mesmo ausência de avaliação dos medicamentos em uso pelo paciente;
  • não prescrição de medicamentos necessários ao paciente em situações específicas, como a necessidade de substituir, interromper ou reiniciar um medicamento no pré ou pós-operatório;
  • erros na transcrição e atrasos na validação da prescrição; indisponibilidade do medicamento prescrito na instituição ou sistema de saúde;
  • transferência do paciente para outras unidades; ausência do paciente no leito devido à realização de procedimentos ou exames no mesmo horário da administração do medicamento;
  • alta hospitalar sem informações adequadas sobre o tratamento.

Além disso, uma situação comum que pode provocar esses erros é o dimensionamento inadequado da equipe de enfermagem, fazendo com que os profissionais tenham um número excessivo de pacientes para cuidar, o que pode contribuir para limitar e prejudicar a qualidade da assistência.

A criação da “Regra dos 30 minutos”

Até 2008, para que os hospitais dos Estados Unidos recebessem os pagamentos devidos, o Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS) orientava os auditores hospitalares a verificar se os medicamentos eram administrados em até 30 minutos antes ou após o horário aprazado.

Essa orientação ficou conhecida como “Regra dos 30 minutos” e se aplicava todos os medicamentos, sem diferenciação entre medicamentos de tempo crítico ou aqueles considerados menos complexos, como suplementos vitamínicos diários.

A Dificuldade de execução

No entanto, em uma pesquisa realizada com 18 mil enfermeiros, os autores observaram que as mudanças ocorridas nos métodos de administração de medicamentos, a complexidade dos cuidados, o número de medicamentos prescritos por paciente e o número de pacientes por enfermeiro tornavam a “Regra dos 30 minutos” de difícil execução.

Muitos enfermeiros relataram, nessa pesquisa, que a grande pressão para administrar medicamentos conforme a regra favorecia a ocorrência de erros. Assim, a “Regra dos 30 minutos” passou a ser considerada insegura, exceto quando a administração dentro deste intervalo de tempo se fazia essencial sob a perspectiva clínica.

A definição e a atualização

Para definir o horário de administração de um medicamento deve-se considerar a complexidade da indicação para a qual foi prescrito, a situação clínica, as necessidades do paciente que o recebe, bem como as características químicas e farmacológicas específicas do medicamento.

Suas propriedades químicas, mecanismo de ação e indicação terapêutica determinam como ele deve ser administrado, se é necessário respeitar o horário exato da prescrição, ou se é possível administrá-lo dentro de uma janela de tempo segura em torno do horário em que foi prescrito sem comprometer a segurança do paciente e o efeito terapêutico desejado, e qual a extensão dessa janela de tempo caso ela seja adequada.

Com base nessa realidade, a “Regra dos 30 minutos” foi atualizada e hoje são utilizadas as seguintes definições:

Medicamentos Programados

Incluem aqueles cujas doses devem ser administradas de acordo com um ciclo de frequência padrão e repetidas (ex.: uma, duas, três ou quatro vezes ao dia; diariamente; semanalmente; mensalmente). Eles podem ser programados conforme um tempo crítico ou não crítico.

Medicamentos programados de tempo crítico

São aqueles cujo aprazamento da administração no horário prescrito deve ser seguido rigorosamente. A administração desses medicamentos fora do intervalo de 30 minutos, antes ou depois do horário prescrito, pode causar danos ao paciente.

Medicamentos programados de tempo não crítico

São aqueles cuja antecipação ou atraso na administração, desde que respeitado um intervalo específico de 1 ou 2 horas, não apresentam potencial de causar danos ao paciente.

Os medicamentos programados NÃO INCLUEM:

  • doses que devem ser administradas imediatamente;
  • primeira dose ou dose de ataque;
  • doses únicas;
  • doses com horário predefinido (ex.: antimicrobiano profilático administrado em um dado tempo antes da primeira incisão cirúrgica);
  • medicamentos administrados para preparo do paciente para realização de algum procedimento (ex.: sedação pré-procedimento);
  • medicamentos de uso concomitante ou sequencial (ex.: medicamentos administrados antes da quimioterapia e medicamentos quimioterápicos; n-acetilcisteína e contraste iodado);
  • medicamentos administrados em horários específicos para garantir “pico” de concentração plasmática ou níveis séricos adequados;
  • medicamentos administrados conforme a condição clínica do paciente (ex.: conforme pressão arterial ou glicemia) ou prescritos “se necessário”;
  • medicamentos utilizados em estudos clínicos ou farmacocinéticos.

Orientações para administração de medicamentos programados

É recomendado que as instituições:

  • desenvolver uma lista dos medicamentos programados de ‘tempo crítico’, específica para o perfil da instituição, incluindo aqueles que são críticos em função de indicação ou diagnóstico específicos;
  • estabelecer diretrizes que facilitem a revisão da prescrição, a dispensação e administração de medicamentos de tempo crítico. Os registros realizados nessas etapas devem alertar às equipes que esses medicamentos requerem especial atenção para o cumprimento do horário aprazado, conforme as orientações vigentes para medicamentos programados de tempo crítico;
  • definir prazos específicos para administração de primeiras doses e doses de ataque para medicamentos, como antimicrobianos, anticoagulantes, antiepiléticos, entre outros, em que a situação clínica ou o diagnóstico é crítico.
Tipos de Medicamentos Programados Orientações para a administração no horário adequado
Medicamentos programados de tempo crítico
Devem constar em listagem individualizada definida pela instituição e incluir pelo menos os itens descritos a seguir.
• Medicamentos em esquema de administração mais frequente do que a cada 4 horas.
Opioides de horário fixo utilizados para manejo de dor crônica ou em cuidados paliativos (flutuações no intervalo de administração podem ocasionar crise de dor desnecessária).
Imunossupressores utilizados para prevenção da rejeição de transplantes de órgãos ou tratamento da miastenia grave.
• Medicamentos que devem ser administrados respeitando-se um intervalo de tempo em relação a outros medicamentos para prevenção de interação medicamentosa (ex.: antiácidos e fluoroquinolonas).
• Medicamentos que necessitam ser administrados dentro de um período específico em relação às refeições (ex.: bolus de insulinas de correção; alendronato).
• Medicamentos considerados de tempo crítico quando usados para uma indicação ou diagnóstico específico.
 

 

 

 

Administrar na hora exata indicada ou dentro de 30 minutos antes ou após o horário aprazado.

Medicamentos programados de tempo não crítico
Medicamentos de administração diária, semanal e mensal Administrar dentro de 2 horas antes ou após o horário aprazado
Medicamentos prescritos com frequência maior do que uma vez ao dia, mas menor do que seis vezes ao dia (a cada 4 horas). Administrar dentro de 1 hora antes ou após o horário aprazado.

Referências:

  1. Institute for Safe Medication Practices Canada. Aggregate Analysis of Dose Omission Incidents Reported as Causing Harm. ISMP Canada Safety Bulletin [Internet]. 2013 Mar 27; 13(2):1-7. Disponível em: https://www.ismp-canada.org/ download/safetyBulletins/2013/ISMPCSB2013-02_Dose_Omission_Incidents.pdf
  2. National Patient Safety Agency (NPSA). Safety in Doses – Improving the use of medicines in the NHS. National Reporting and Learning Service [Internet]. 2007. Disponível em: http://www.nrls.npsa.nhs.uk/EasySiteWeb/getresource.axd?AssetID=61626&type=full&
  3. Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos. Prevención de errores por omisión o retraso de la medicación. Boletín Recomendaciones para la prevención de errores de medicación [Internet]. 2015 Dez; (41). Disponível em: http://www.ismp-espana.org/ficheros/Bolet%C3%ADn%2041%20%28Diciembre%202015%29.pdf
  4. National Patient Safety Agency (NPSA). Rapid Response Report NPSA/2010/RRR009: Reducing harm from omitted and delayed medicines in hospital. National Reporting and Learning Service [Internet]. 2010 Fev 24. Disponível em: http://www.nrls.npsa.nhs.uk/resources/type/alerts/?entryid45=66720
  5. Stokowski LA. Timely Medication Administration Guidelines for Nurses: Fewer Wrong-Time Errors? Medscape: Medscape Nurses [Internet]. 2012 Out 16. 07]. Disponível em: http://www.medscape.com/viewarticle/772501_3
  6. Institute for Safe Medication Practices. Guidelines for timely medication administration Response to the CMS “30-minute rule”. Acute Care ISMP Medication Safety Alert! [Internet]. 2011 Jan 13. Disponível em: http://www.ismp.org/Newsletters/acutecare/articles/20110113.asp
  7. Centers for Medicare & Medicaid Services. State Operations Manual – Appendix A – Survey Protocol, Regulations and Interpretive Guidelines for Hospitals [Internet]. 2007 Maio 30. Disponível em: https://www.cms.gov/Regulations-andGuidance/Guidance/Manuals/downloads/som107ap_a_hospitals.pdf
  8. Institute for Safe Medication Practices. Timely Administration of Scheduled Medications. ISMP Acute Care Guidelines [Internet]. 2011. Disponível em: http://www.ismp.org/tools/guidelines/acutecare/tasm.pdf
  9. Oliveira RC, Camargo AEB, Cassiani SHB. Estratégias para prevenção de erros na medicação no setor de emergência. Rev Bras Enferm. 2005 Ago; 58(4):399-404.

Como Descartar Medicamentos Corretamente?

Fazer o descarte de medicamentos vencidos ou de medicamentos que sobraram de algum tratamento feito jogando-os no lixo comum ou no esgoto doméstico não é uma boa solução.

Isso porque os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar algumas substâncias dos medicamentos, que acabam contaminando o meio ambiente, podendo, assim causar danos aos seres vivos que nele habitam.

Então, que destino dar aos medicamentos?

Existem muitos locais que aceitam remédios e seringas descartados pela população.

Medicamentos Controlados

Farmácias de Manipulação:

Deixar os medicamentos que serão inutilizados dentro de armário com chave e aguardar inspeção programada. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a farmácia deve arquivar por dois anos.

Drogarias e distribuidoras:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima. Após protocolo da solicitação, a drogaria irá aguardar inspeção que será realizada pela Supervisão de Saúde local.

Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a drogaria deve arquivar por dois anos.

Indústrias de medicamentos:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para medicamentosindustriais@prefeitura.sp.gov.br.

Após protocolo da solicitação, o estabelecimento deverá aguardar inspeção local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que o estabelecimento deve arquivar por dois anos.

Laboratórios:

As substâncias, padrões analíticos e amostras de medicamentos controlados pela Port. 344/98 a serem inutilizados deverão ser segregados. Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima.

Após protocolo da solicitação, o laboratório deverá aguardar inspeção sanitária no local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pelo estabelecimento deverá entrar em contato com a empresa que realiza a retirada dos resíduos e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda com a coleta e sua incineração. A empresa emitirá comprovante de retirada dessas substâncias, cuja cópia deverá ser apresentada à equipe inspetora e original arquivada por dois anos.

Descarte de Medicamentos e Frascos:

Muitas farmácias fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos, assim como várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) e supermercados.

Descarte de Bulas e Caixas:

As caixas de papel, também chamadas de embalagem secundária, assim como as bulas, não têm contato direto com o medicamento. Portanto, não são tóxicas ao meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Mas é importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, também chamadas de embalagens primárias (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte nos postos de coleta.

Estes não devem ser descartados juntamente com o lixo orgânico, devido aos danos que podem causar ao meio ambiente.

Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes e só devem ser descartados nos postos de coleta.

Lembramos que os medicamentos, enquanto utilizados e dentro de seu prazo de validade, devem ser armazenados em suas caixas (embalagens secundárias).

Descarte de medicamentos que ainda não estão vencidos, mas não estão mais em uso:

Acumular muitos medicamentos em casa não é um bom hábito. Quando há sobras, o melhor a fazer é descartá-las nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada.

Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. Nunca tome medicamentos que mudaram de cor, textura ou cheiro.

Referências:

  1. https://www.pastoraldacrianca.org.br/meio-ambiente/descarte-de-medicamentos;
  2. http://www.ufrgs.br/boletimcimrs/descarteboletim.pdf;
  3. Roché.;
  4. Prefeitura de São Paulo

Mochilas para Atendimento Pré-Hospitalar

As mochilas para o Atendimento pré-hospitalar são ferramentas para facilitar o atendimento de acordo com o tipo de suporte: O SBV / SAV.

De acordo com o Atendimento em questão:

  • SBV (Suporte Básico de Vida) : Sempre as mochilas vermelha e verde, DEA (Desfibrilador Externo Automático), adicionando a mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos;
  • SAV (Suporte Avançado de Vida) : são as mochilas azul, Amarela, Verde, Monitor Cardíaco, Mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos.

O Que contém em cada Mochila?

Mochila Verde

Possui as mais variadas medicações, possibilitando todo tipo de atendimento, como por exemplo, casos de hipertensão, parada cardíaca, dispneia, surtos psicóticos, náuseas, vômitos entre outras queixas.

Mochila Azul

Possui variados materiais para abertura de vias aéreas, intubação.

Mochila Vermelha

Possui materiais para punção venosa e aparelhos para mensuração de sinais vitais como oximetro, estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro e aparelho HGT.

Mochila Amarela

Possui materiais para pequenas cirurgias (instrumentos, tesouras, ataduras, gazes, etc).

Mochila Laranja

Possui materiais de apoio para queimaduras, acesso venoso, vias aéreas, entre outros.

Dependendo do tipo de ocorrência, comunicada pelo médico regulador, a equipe deve se organizar em relação a que tipo de material e como transportá-lo, a fim de diminuir o tempo resposta do atendimento.

Referência:

  1. SAMU 192 Sorocaba

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Se você está cuidando de um paciente cujo há vários medicamentos para serem administradas intermitente, e o mesmo já possui alguns equipos já instalados e com dânulas o suficiente para que não exteriorize o cateter, muito provavelmente você possa utilizar do Injetor Lateral dos equipos.

A Função do Injetor Lateral

É indicado para uso na perfusão de soluções parenterais que necessite ser administrada lentamente, para seu maior aproveitamento ou evitar que a sua administração muito rápida que venha causar algum problema ao paciente.

E também, assim evita desconectar um equipo em uso e que possa contaminar a via de acesso do paciente.

Mas eu posso conectar mais dânulas, não seria mais fácil e prático?

Avalie bem o paciente quanto a necessidade de muitas dânulas além do suficiente, pois uma das complicações sobre a perda do acesso como função, exteriorização e contaminação é devido a alta manipulação do cateter sem a devida assepsia, além de que muitas vezes infelizmente há precariedade quanto a troca das dânulas onde os mesmos possuem validade de uso, o que pode prejudicar toda a extensão de dânulas (sendo novas e de uso de um certo período, contaminando todas em conjunto) juntas no mesmo ramo, além de que, quanto mais dânulas instaladas no paciente, mais o risco de perder o acesso devido o peso, podendo exteriorizar e perder o cateter.

Por serem de material auto cicatrizante, os injetores laterais dos equipos podem ser utilizadas mais de uma vez, desde que obedeça os protocolos de assepsia e higienização, assim evitando contaminação de todo o ramo do equipo, dânulas e acesso venoso.

Dependendo do modelo, uns podem não possuir o injetor.

Observação

Sempre deve atentar-se quanto a interação medicamentosa com o medicamento a ser injetado pelo equipo. Pode ser que tenha interação com o medicamento que está sendo infundido na via com o que vai ser administrado na seringa.

Para isso, se tem o conhecimento de que este medicamento a ser infundido “in bolus” possa reagir com o fármaco que já está sendo infundido via equipo direto no acesso, evite utilizar o injetor lateral.

É importante ressaltar a importância do conhecimento das interações medicamentosas, para evitar danos e reação adversa ao paciente.

Veja também:

O Equipo Bureta

O Equipo Bomba de Infusão

Extensor Polifix Multivias

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Equipo de Nutrição Enteral

 

Aplicação IM: Região Deltoide

O Deltoide é um músculo superficial, com espessura reduzida, tecido estriado e denso, fixado no terço lateral da clavícula.

Em sua parte mais profunda, atinge o terço superior do úmero e a articulação escapulo-umeral.

A vascularização ocorre pela veia/artéria axilar, circunflexa posterior e umeral.

A inervação se dá pelo plexo cervical, braquial e nervo circunflexo.

É revestido pela pele, por tecido conjuntivo subdermico e por aponeurose superficial.

Sua função é fletir, abduzir, estender e rodar medial e lateralmente o braço.

Alta Absorção

Por ser uma musculatura bem vascularizada é muito utilizada na aplicação de injeções e vacinas, pois apresenta absorção rápida da droga.

Vantagem e Desvantagens

A região do deltoide tem como vantagem a exposição mínima do corpo no momento da aplicação e facilidade de acesso.

Entretanto, as desvantagens evidenciadas em inúmeros estudos demostram que essa região é contraindicada para a maioria das drogas, uma vez que tem capacidade mínima para absorção, visto que a musculatura é superficial e pequena em comparação com as outras regiões.

Critérios de Aplicação

Cabe complementar que as injeções aplicadas no músculo deltoide não devem ultrapassar dois ml, serem leitosas, viscosas, oleosas ou irritáveis porque são pouco solúveis e podem afetar a função motora do braço, causar lesão nos nervos e artérias próximas, provocar distúrbios isquêmicos, necroses e amputação nas extremidades dos membros. Portanto devem ser utilizados como última opção!

Lembrando que, o artigo 30 do capítulo I do Código de Ética do Profissional de Enfermagem evidencia que é proibido ao profissional a administração de medicamentos sem o conhecimento do mecanismo de ação da droga e de seus possíveis riscos.

Quem pode aplicar Intramuscular dentro da Equipe de Enfermagem?

A Lei do Exercício Profissional da Enfermagem no 7498/1986 (BRASIL, 1986) descreve que a função do preparo e administração de medicamentos é dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem sendo a supervisão, orientação, direção e responsabilidade do Enfermeiro.

O Enfermeiro precisa ter ciência que o preparo e a administração de medicação não são apenas uma tarefa mecânica a ser executado em aquiescência com a prescrição médica e com a medicação recebida da farmácia, esse procedimento requer o julgamento do profissional, sendo imprescindível o conhecimento legal, ético, técnico e científico para garantir a segurança do paciente.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Leitura da prescrição médica;
  • Identificação do produto a ser injetado (apresentação e dose);
  • Escolha do material adequado (seringas, agulhas, luvas, algodão e álcool);
  • Definição do local da injeção;
  • Habilidade técnica para realização da injeção e seguimento das normas de biossegurança, começando pela lavagem das mãos.

A escolha da Região Correta

A administração de medicamento IM de maneira segura depende da avaliação adequada da musculatura considerando a característica e irritabilidade da droga, volume compatível com o tamanho da musculatura escolhida, distância em relação a vasos e nervos importantes, espessura do tecido adiposo, sexo, idade e tamanho adequado da agulha, que deve ultrapassar o tecido adiposo e depositar o medicamento na musculatura profunda.

Referências:

  1. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Higienização das mãos em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2007. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacaomaos/manualintegra.pdf
  2. BRASIL. Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/decreto/1980-1989/D94406.htm
  3. COCOMAN, A.; MURRAY, J. Intramuscular injections: a review of best practice for mental health nurses. Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing, v. 15, p. 424-434, nov. 2008. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18454829
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução n o 311/2007. Aprova a reformulação do Código de ética dos Profissionais de Enfermagem. Disponível em: http://www.cofen.qov.br/resoluo-cofen-3112007 4345.html
  5. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução n o 358/2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. Disponível em: http.’//www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009 4384.html
  6. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM – COREN -BA. Parecer n. 021/2013 dispõe sobre Dosagem de Medicamentos como Responsabilidade do Enfermeiro, 2013. http://ba.corens.portalcofen.gov.br/parecer-coren-ba-0212013 8112.html
  7. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM – COREN -SC. Parecer n. 016/2013 dispõe nove certos na administração de medicação, 2013. Disponível em: http://transparencia.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/Resposta-medicamentos.pdf

Agulha Ponta Romba

As Agulhas Ponta Romba têm se tornado um dos dispositivos mais rotineiros nos setores de Assistência Hospitalar, e é de suma importância entender sobre a o seu uso na administração de medicamentos.

São comumente indicadas somente para utilização de aspiração e preparação de um medicamento, reconstituição do medicamento e acesso aos IV Bags. Elas substituem as agulhas hipodérmicas tradicionais, reduzindo o risco de acidentes com perfuro-cortantes, pois possuem calibres compatíveis, com bom fluxo e pontas sem corte, evitando acidentes.

A Principal característica destas agulhas são as pontas sem corte, o que facilita e evita os grandes acidentes com perfuro durante o preparo dos medicamentos, assim atendendo a Norma NR 32.

Os tamanhos das agulhas são variadas, porém de tamanhos grandes: Podendo ser encontradas sob 40 x 12, 25 x 10, por exemplo.

As Vantagens do uso

  • Facilita o manuseio sem que o profissional precise alterar a técnica empregada;
  • Sua ponta apresenta cânula siliconizada, ideal para perfurar o frasco ampola e realizar a limpeza de ferimentos;
  • Outra característica é a presença do calibre, compatível com um bom fluxo e ponta sem corte;
  • Substitui as agulhas hipodérmicas tradicionais, o que reduz os riscos de acidentes com perfurocortantes.

Como Utilizá-las?

A técnica de aspiração é empregada em diversas situações e para que ela seja eficaz indica-se a Agulha de Aspiração Ponta Romba.

Para utilizá-la corretamente, separe todos os materiais exigidos, lave adequadamente as mãos e calce as luvas estéreis. Não se esqueça também de confirmar o nome do paciente em relação ao procedimento ou medicação prescrita.

Caso a aspiração seja realizada para administração de medicamentos, faça a antissepsia adequada do frasco. Logo em seguida, você deve seguir os passos:

  1. Abra a embalagem da agulha em pétala;
  2. Conecte a agulha na seringa Luer Lock e faça uma volta completa;
  3. Certifique-se que a agulha está encaixada corretamente;
  4. Perfure a borracha do frasco ampola no ângulo de 90º;
  5. Aspire a medicação e elimine as bolhas de ar;
  6. Quando finalizar a aspiração, descarte a agulha no coletor de perfuro cortante;
  7. Caso haja contato com a pele durante o procedimento descartar a agulha. Além disso, não se preocupe: a ponta romba dificulta a penetração e diminui o risco de acidentes com perfuro cortantes.

Ao terminar todos os procedimentos, não se esqueça de lavar as mãos novamente para reduzir a possibilidade de propagação de doenças.

Veja Também:

Seringas: Tipos e Indicações

Agulha: Os Tipos e Indicações

Referência:

  1. Sol Millenium

A Reação Extrapiramidal com Medicamentos

Vamos à um exemplo, que pode acontecer com qualquer pessoa neste planeta!

Imagine ir a um hospital para tratar um distúrbio gastrointestinal e após tomar medicamentos pela via endovenosa, intramuscular ou oral acabar sofrendo uma crise de inquietação motora, que gera tremores nas pernas, vontade de correr e muita angústia.

Isso se chama de Reação ou Efeito Extrapiramidal, que pode ser provocado pelo tal medicamento que você recebeu!

A Reação Extrapiramidal é uma situação pouco conhecida da maioria dos profissionais de saúde e, portanto, raramente diagnosticada.

Ainda, podendo ser confundida com crise de pânico ou mesmo desequilíbrio emocional. Ela pode ocorrer após uso de alguns medicamentos injetáveis ou não, administrados em razão de uma enxaqueca, dor de cabeça, náuseas e/ou vômitos.

Pouco depois, de forma inesperada, aparecem sintomas de agitação psicomotora com uma vontade incontrolável de sair de onde se está ou mover-se, sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de autocontrole, movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala e etc.., mas não necessariamente todos esses sintomas, isolados ou simultaneamente.

Esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis ?

Sim, ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!

Por que isso acontece?

Porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos.

Certas drogas utilizadas para enxaqueca como a diidroergotamina (cefalium), para náuseas e vômitos como a metoclopramida (plasil) e bromoprida (digesan) e também o haloperidol (haldol) podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando os sintomas descritos.

Portanto, ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importante informar ao médico esta predisposição; porque se você já teve uma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!

Referências:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_extrapiramidal