Que Medicamento é Esse?: Espironolactona

A Espironolactona é um medicamento indicado para tratamento da hipertensão essencial, edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica e edema idiótico.

Além disso, também é utilizado como terapia auxiliar na hipertensão maligna, na hipopotassemia quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas, profilaxia da hipopotassemia e hipomagnesemia em pessoas que tomam digitálicos ou quando outras medidas forem inadequadas ou impróprias.

Também pode ser usada no diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário e no tratamento pré-operatório de pessoas com hiperaldosteronismo primário.

Como Funciona?

A espironolactona é um medicamento com ação diurética, que tem um início de ação diurética gradual com o efeito máximo sendo alcançado no 3º dia da terapia.

A diurese continua por 2 ou 3 dias após o final da administração do mesmo.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais que podem ocorrer com o uso de espironolactona são ginecomastia, náusea, sonolência, tontura, função hepática anormal, insuficiência renal aguda, trombocitopenia, leucopenia, cansaço, dor de cabeça, erupção cutânea, alopécia, crescimento de cabelo anormal, dor e neoplasma nos seios, mal estar, hiperpotassemia, ​distúrbios eletrolíticos, alterações no apetite sexual, urticária, confusão mental, febre, ataxia, impotência, distúrbios menstruais e cãibras nas pernas.

Além disso, também tem sido observado carcinoma mamário em pessoas tomando espironolactona.

Quando é Contraindicado?

O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de hipersensibilidade conhecida à espironolactona ou demais componentes da formulação.

A espironolactona não deve ser usada em grávidas e mulheres que estejam a amamentar.

Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance a melhora.
  • A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação.
  • Pode causar tontura.
  • Recomende o paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool, dos substitutos do sal e de alimentos que contem altas concentrações de potássio ou sódio, como também o uso de qualquer medicação sem o conhecimento do médico.
  • Hipertensão: reforce a necessidade do emprego de medidas adicionais para o controle da hipertensão; a medicação ajuda a controlar, mas não cura a hipertensão.
  • VO: a medicação deve ser administrada todos os dias no mesmo horário.

Permanganato de Potássio: Como calcular?

O permanganato de potássio possui propriedades antibacterianas, antifúngicas e cicatrizantes, sendo por isso muito usado em infecções e problemas de pele como eczema, aftas, dermatite, acne, candidiase vaginal, vulvovaginites, catapora, brotoeja, feridas e coceira causada por alergias.

Para se usufruir dos benefícios do permanganato de potássio é importante fazer a diluição correta, indicada pelo médico, e respeitar o número de aplicações, assim como o tempo de tratamento.

Como usar

Para usufruir dos benefícios do permanganato de potássio, ele deve ser usado corretamente. Assim, antes de o utilizar, deve-se diluir 1 comprimido de 100 mg em cerca de 1 a 4 litros de água natural ou morna, dependendo do problema que se pretende tratar, que vai conferir à água uma coloração violeta.

Caso se trate de uma primeira aplicação, deve-se testar antes numa pequena região da pele e verificar se ocorre alguma reação, que é sinal de que a pessoa é alérgica a esta substância, e nestes casos, a solução não deve ser usada.

Depois disto, a solução pode ser usada de várias formas:

1. Banho de permanganato de potássio

Para utilizar o permanganato de potássio, pode-se fazer um banho, permanecendo dentro da solução por cerca de 10 minutos, todos os dias, até que as feridas desapareçam completamente. Deve-se evitar ao máximo o contato com o rosto.

2. Banho de assento de permanganato de potássio

Para fazer um bom banho de assento, deve-se permanecer sentado dentro de uma bacia com a solução, durante alguns minutos. Também se pode utilizar o bidê ou uma banheira de imersão.

3. Compressa de permanganato de potássio

Uma boa forma de usar a solução de permanganato de potássio, principalmente em idosos e bebês, por ser mais difícil fazer o banho, é mergulhar uma compressa nesta solução e de seguida passar no corpo.

Cuidados a ter e possíveis riscos

O permanganato de potássio é de uso exclusivamente externo. Não deve ser ingerido nem usado perto da região ocular, devido à sua elevada toxicidade.

Além disso, também nunca deve ser usado sem ser diluído e o comprimido não deve entrar em contato com as mãos devido à sua ação corrosiva, podendo causar irritação, vermelhidão, dor, queimaduras e manchas.

Cálculo de Permanganato

Apresentação do medicamento

Na bula do medicamento, você irá encontrar descrito a sua concentração numa forma peculiar de escrita, como por exemplo, 1:20.000.

O que isto significa 1:20.000?

Significa dizer que 1 grama está para 20.000 ml, ou seja, 1 grama está para 20 litros (20.000 ml = 20 litros, pois 1 litro é igual a 1000 ml).

Veja:

  • 1:20.000 – Significa 1 grama em 20.000 ml;
  • 1:40.000 – Significa 1 grama em 40.000 ml;
  • 1:50.000 – Significa 1 grama em 50.000 ml.

Como as questões vão cobrar?

Geralmente as questões de cálculo de permanganato de potássio dão a concentração que deve ter a solução, por exemplo 1:50.000, e o medicamento disponível, geralmente 100 gramas. E em cima disso, é pedido para realizar o cálculo da quantidade em gramas, ou em fração de comprimido que deve ser diluído na quantidade prescrita.

Vamos resolver uma questão!

Questão 1

Foi prescrito 1 litro de solução de permanganato de potássio a uma concentração de 1:20.000, utilizando comprimidos de 100 mg. Para obter a solução prescrita, o profissional de enfermagem dissolver em 1 litro a quantidade de:

a) 25 mg (1/4 de comprimido);

b) 50 mg (1/2 de comprimido);

c) 100 mg (1 comprimido);

d) 150 mg (1 1/2 comprimidos);

e) 200 mg (2 comprimidos).

Antes de partirmos para a resolução, é muito importante retirar os dados do enunciado. Isto evita muitos erros.

Assim:

  • Prescrição: 1 litro de solução de permanganato de potássio numa concentração de 1:20.000;
  • Comprimidos disponíveis: 100 mg
  • Pergunta-se: Quantas mg do comprimido deve ser dissolvido em 1 litro para ter a concentração de 1:20.000?

Quando a concentração está numa proporção de 1:20.000, significa dizer que a concentração deve ser 1 grama para cada 20.000 ml.

Resolução

Para resolver a questão, basta montar regra de três simples considerando o seguinte raciocínio:

Se a concentração é de 1 grama para cada 20.000 ml, quanto será a concentração de 1 litro?

Não esqueça de realizar a conversão, pois o exercício quer a resposta em mg e em ml.

1 grama = 1000 mg

1 litro = 1000 ml

Reformulando a pergunta: Se a concentração é de 1000 mg para cada 20.000 ml, quanto será X mg para 1000 ml?

1000 mg ————————–20.000 ml

X mg ——————————-1000 ml

(multiplique cruzado)

20.000 . X = 1000 . 1000

20.000X = 1.000.000

X = 1.000.000 / 20.000

X = 50 mg

Basta utilizar 1/2 comprimido, ou seja 50 mg.

Resposta letra B.

Foi prescrito 1.000 ml de solução de permanganato de potássio na concentração de 1:40.000 ml com comprimidos de 100 mg. Para obter a solução prescrita, o profissional de enfermagem utilizar quantos comprimidos:

a) 1 comprimido;

b) 2 comprimidos;

c) 1/4 comprimido;

d) 1/2 comprimido;

Dados da questão:

  • Prescrição: 1 litro = 1000 ml de solução
  • Concentração prevista: 1:40.000 = 1 grama:40.000ml = 1000 mg:40.0000

Resolução (regra de três)

Se em 40.000 ml tenho 1000 mg, quantas gramas terei em 1000 ml?

40.000 ml——————–1000 mg

1000 ml————————X

(Multiplique cruzado)

40.000 . X =1000 . 1000

40.000X = 1.000.000

X = 1.000.000 / 40.000

X = 25 mg.

Se 100 mg é um comprimido inteiro, 25 mg é 1/4 de comprimido.

Resposta Letra C

Referência:

  1. MedicinaNET

Cristalóides: O Ringer Lactato

Ringer Lactato

O Ringer-lactato (ou mais precisamente, o soluto de Ringer) é uma solução cristalóide com soluções isotônicas ao plasma sanguíneo,  e líquida de eletrólitos em água.

Os Eletrólitos como o sódio estão naturalmente presentes em fluidos corporais e ajudam na função dos músculos e nervos, bem como na manutenção do pH e no equilíbrio dos fluidos.

A perda de eletrólitos através do suor e da urina é normal, e eles são repostos pelo consumo habitual de líquidos. Se muitos forem perdidos devido a sangramento, vômito ou outra doença, eles devem ser imediatamente repostos.

Mas o que são cristalóides?

Soluções cristaloides, popularmente conhecidos como soros, são as soluções que contêm água, eletrólitos (Sódio, potássio, cálcio, cloro…etc) e/ou açúcares em várias proporções e podem ser hipotônicas, isotônicas ou hipertônicas comparadas ao plasma sanguíneo. Se administram por via intravenosa para repor líquidos e re-estabelecer o Equilíbrio hidrostático e eletrolítico do corpo.

Para qual principal uso o Ringer Lactato é utilizado?

O soluto de Ringer é administrado por via intravenosa a pacientes para reposição de fluidos e eletrólitos perdidos por doença ou lesão. A concentração de eletrólitos e água é desenvolvida para imitar a composição do plasma sanguíneo. Essa solução pode ser prescrita junto com uma solução de açúcar (geralmente a dextrose) para fornecer uma fonte de calorias. O soluto de Ringer pode também ser usado em associação com uma variedade de medicamentos intravenosos, para dilui-los.

Qual é a composição do Ringer Lactato?

A proporção de eletrólitos e água no soluto de Ringer é cuidadosamente balanceada para que ele possa ser usado eficazmente pelo corpo. Em cada 100 ml de soluto de Ringer, há 600 mg de cloreto de sódio, 20 mg de cloreto de cálcio, 30 mg de cloreto de potássio e 310 mg de lactato de sódio. O pH do soluto de Ringer é ajustado para ser 6.6, e um litro dessa solução possui nove calorias.

Ringer Simples e Lactato: Quais sãos as diferenças?

Ambos possuem características semelhantes quanto à composição, diferenciando apenas pelo Lactato,  que é utilizada para reposição, e contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes.

O Ringer Lactato é mais indicado para que tipos de situações?

A sua indicação principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque hipovolêmico. É muito utilizado em casos de reidratação e restabelecimento do equilíbrio hidro eletrolítico, quando há perda de líquidos e dos íons cloreto, sódio, potássio e cálcio, e para prevenção e tratamento da acidose metabólica.

Quais são os efeitos colaterais ?

Como o soluto de Ringer é administrado via intravenosa, um efeito colateral comum é irritação no local da injeção. Ainda que incomuns, reações alérgicas, como inchaço e dificuldade para respirar, podem acontecer. Outros efeitos colaterais potenciais são: hematoma ou infecção no local da injeção, febre, infecção da veia ou aumento anormal do volume de sangue. Edema pulmonar (fluido nos pulmões) e hiper-hidratação também são complicações potenciais que podem ocorrer pelo uso do soluto de Ringer.

Cuidados de Enfermagem ao Ringer Lactato

– Não devem ser administrada simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea devido ao risco de coagulação.

– A administração intravenosa pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na hiper-hidratação, estados congestivos ou edema pulmonar.

Curiosidades

O soluto de Ringer é produzido por uma série de fabricantes diferentes e pode ter pequenas variações na fórmula. Em geral, porém, essas soluções são consideradas isotônicas em relação ao sangue. Isso significa que sua concentração é mais ou menos igual à do sangue saudável. Essa solução pode também ser chamada de Ringer ou Ringer-lactato. O soluto de Ringer foi inventado no final do século XIX pelo fisiologista britânico Sydney Ringer.

Solução Polarizante

Pacientes com hiperpotassemia ou hipercalemia são mais susceptíveis a arritmias cardíacas durante digitalização e também necessitam de tratamento intensivo para essa alteração eletrolítica.

Neste caso, é feita uma redistribuição do potássio, que no caso, há três maneiras de serem feitas: A Administração de bicarbonato de sódio (pH), a solução polarizante (insulina + glicose) e agentes B2 – adrenérgicos.

Neste caso, onde abordamos a solução polarizante, onde a administração desta solução (glicose e insulina) sem o K+ favorece a redistribuição do K+, forçando a migração do íon do compartimento extracelular para o intracelular.

A infusão de insulina aumenta a captação do potássio pelas células musculares através de mecanismo descrito anteriormente.

Para evitar hipoglicemia, deve-se usar 1 Ul de insulina regular para 4 5 gramas de glicose.

Habitualmente, prepara-se solução com 100ml de glicose 50% + 10 Ul de insulina regular, que deve ser administrada em infusão EV em 5-10 min. Não esquecendo, que pacientes com hiperglicemia intensa devem ser medicados apenas com insulina.

0 inicio da ação ocorre em 30 min, com o pico em 60 min e o efeito se prolonga por 4 a 6 h.

Os princípios básicos do potássio

O Potássio é o principal eletrólito intracelular. Cerca de 98% do potássio que temos esta dentro das células. Apenas 2% esta fora, e essa concentração de potássio no soro varia de 3,5 a 5,0 mEq/1.

Esse eletrólito move-se para dentro e fora das células através da atuação da bomba de sódio e potássio.

Chamamos de Hipopotassemia ou Hipocalemia e Hiperpotassemia ou Hipercalemia os desequilíbrios associados a esse cátion, no qual pequenas alterações já são significativas.

E influencia a condutividade elétrica tanto do músculo esquelético quanto cardíaco.

A alteração na concentração de potássio modifica o ritmo e a excitabilidade do miocárdio. São geralmente associados a diversas patologias, lesões, Medicamentos (AINE e inibidores de ECA), e distúrbios ácido-base.

Diuréticos e os Cuidados de Enfermagem

A classe dos diuréticos é uma das mais usadas, estando indicada em várias doenças como hipertensão, insuficiência cardíaca, cirrose hepática e outros que falarei com mais detalhes abaixo.

Quais são os diuréticos mais usados?

Diuréticos de alça:
– Furosemida (Lasix®)

Diuréticos tiazídicos:
– Hidroclorotiazida (Drenol®)
– Clortalidona (Higroton®, Hygroton®)
– Indapamida (Natrilix®, Indapen®, Fludex®, Vasodipin®)
– Metolazona (Diulo®)

Diuréticos poupadores de potássio:
– Espironolactona (Aldactone®, Spiroctan®, Diacqua®)
– Amilorida
– Triantereno

Ainda existem o Manitol e a Acetazolamida, que são usados apenas em situações específicas.

Diurético é tudo igual? 

Não, cada uma das 3 famílias descritas acima age em um local distinto do túbulo renal, apresenta efeitos desejáveis e adversos diferentes, e estão indicados para doenças distintas.

Como cada família de diurético age em local diferente do rim, não se assustem se o médico eventualmente prescrever 2 classes de diuréticos ao mesmo tempo. Não há nada de errado nesta conduta. Existem, inclusive, combinações já prontas no mercado. As mais comuns:

– Hidroclorotiazida + Amilorida (Moduretic®).
– Hidroclorotiazida + Espironolactona (Aldazida®, Ondolen®).

Mas, apesar do mecanismo de ação distinto, todos eles apresentam uma característica em comum: aumentam a eliminação de sódio (sal) e água pela urina. Na verdade, os diuréticos agem primariamente aumentando a excreção de sódio. Como não podemos urinar sal, o rim aumenta a quantidade de água excretada para poder diluir e eliminar esse sódio todo na urina.

Os diuréticos são indicados principalmente para o tratamento da hipertensão e dos edemas (inchaços). Os dois problemas estão relacionados a excesso de sal no organismo, que como consequência, provocam retenção de água. Para que o diurético exerça seu papel de modo correto, é preciso que o paciente limite sua ingestão de sal durante o uso da droga. Não adianta nada o diurético provocar um aumento na eliminação de sal pelos rins se o paciente está se entupindo de sal na dieta. Para haver resposta clínica, é preciso sair mais sal na urina do que entra pela dieta.

Tipos de Diuréticos:

1) Diuréticos de alça – Furosemida (Lasix®)

O mais famoso diurético de alça é a furosemida (mais conhecida como Lasix®). É o diurético mais potente. Para se ter uma ideia, em pessoas normais apenas 0,4% do sódio filtrado nos rins sai na urina, os 99,6% restantes retornam para o sangue. Com o início da furosemida, o sódio excretado pula para 20%.

Por isso, a furosemida está indicada em doenças que apresentam retenção de sódio e líquidos como insuficiência cardíaca, cirrose, síndrome nefrótica e insuficiência renal.

Apesar do seu alto poder de excretar sódio, a furosemida não é um bom diurético para hipertensão. Ela só deve ser usada para esse fim em pessoas que tenham concomitantemente as doenças citadas acima.

Os efeitos efeitos colaterais mais comuns da furosemida: baixa de potássio, baixa de magnésio, desidratação, câimbras, hipotensão, aumento do ácido úrico. Edema de rebote pode ocorrer após suspensão súbita.

2) Diuréticos Tiazídicos – Hidroclorotiazida (Drenol® ou Clorana®), Clortalidona (Higroton®, Hygroton®) e Indapamida (Natrilix®, Indapen®, Fludex®, Vasodipin®)

Os diuréticos tiazídicos promovem uma diurese menor que a furosemida, porém, por terem um efeito que dura até 24h, a perda de sódio e água acaba sendo constante.

São os diuréticos mais indicados na hipertensão, pois além de diminuir o sódio, eles também tem ação vasodilatadora. Em pacientes com insuficiência renal avançada, os tiazídicos não funcionam. Neste caso, o melhor diurético é a furosemida, mesmo para hipertensão.

Se não houver contraindicações, os tiazídicos devem ser a primeira, ou no máximo, a segunda escolha no tratamento da hipertensão.

Os efeitos colaterais mais comuns dos tiazídicos: todos da furosemida, além de aumento da glicose e do colesterol em algumas pessoas. Os tiazídicos causam sódio baixo no sangue mais frequentemente que a furosemida, principalmente em idosos.

3) Diuréticos poupadores de potássio – Espironolactona (Aldactone®, Spiroctan®, Diacqua®), Amilorida e Triantereno

O mais usado é a espironolactona. Essa classe possui esse nome porque é a única que não aumenta a excreção de potássio na urina. Um dos efeitos colaterais dos tiazídicos e furosemida é a diminuição deste mineral no sangue por excesso de perda urinária. Os poupadores de potássio agem excretando sódio e diminuindo a excreção de potássio. Isso é ótimo para quem tem potássio baixo e perigoso para quem o tem alto. É o grupo de diuréticos mais fraco e estão contraindicados na insuficiência renal avançada. São muito usados em associação com outros diuréticos.

A espironolactona também inibe um hormônio chamado aldosterona, que quando aumentado, piora a insuficiência cardíaca e a cirrose. Por isso, ela é muito usada nessas 2 doenças junto com a furosemida.

Os efeitos efeitos colaterais mais comuns da espironolactona são o aumento do potássio, ginecomastia, aumento de pelos e alterações menstruais.

4) Diurético Osmótico Manitol 20%

O manitol é um remédio diurético utilizado no hospital para aumentar a quantidade de urina, podendo ser utilizado para evitar a falência renal em caso de cirurgias ou para reduzir a pressão intracraniana.

O manitol não pode ser comprado nas farmácias convencionais, só podendo ser utilizado por profissionais de saúde em hospitais.

Indicações

O manitol está indicado para aumentar a quantidade de urina, prevenir o surgimento de falência dos rins durante cirurgias vasculares ou após trauma, reduzir a pressão intracraniana, tratar o inchaço do cérebro, reduzir a pressão intraocular, tratar ataque de glaucoma, eliminar substâncias tóxicas pela urina ou aliviar qualquer inchaço provocado por problemas no coração ou rins.

Efeitos colaterais

Os principais efeitos colaterais do manitol surgem, especialmente, quando o medicamento não é administrado de forma adequada e incluem desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, inchaço dos pulmões, ou redução súbita da pressão arterial, por exemplo.

Contraindicações

O manitol está contraindicado para pacientes com doença renal grave, insuficiência cardíaca progressiva, congestão pulmonar, desidratação grave, hemorragia intracraniana, lesões progressivas nos rins ou com hipersensibilidade ao manitol.

5)Inibidores da Anidrase Carbônica – Acetazolamida (Diamox®), cloridrato de dorzolamida (Occupress®)

Inibem a enzima anidrase carbônica, responsável pela conversão de água e dióxido de carbono em ácido carbônico.

Esta inibição permite reduzir a secreção de H+ para o túbulo proximal do rim, evitando a reabsorção de sódio. Este fato justifica-se pela existência de um transporte ativo (antiporte) que ocorre entre o H+ (em direção ao túbulo) e o Na+ (em direção à célula). O sódio vai ser mais excretado e, uma vez que a reabsorção de água está diretamente dependente da de sódio, aumenta também a excreção de água, tendo seu efeito pouco potente. Dois dos seus principais efeitos adversos são a acidose metabólica e a hipocalemia.

Hoje em dia este grupo raramente é usado como diurético. São usados no tratamento do glaucoma (reduzem a formação do humor aquoso do olho pelo mesmo mecanismo).

Cuidados gerais de Enfermagem

  • Os diuréticos devem ser administrados preferencialmente pela manhã, para que a diurese resultante não interfira no repouso noturno do paciente;
  • Manter – se um registro de ingesta e de secreção, uma vez que o paciente pode perder um grande volume de líquido após uma única dose de um determinado diurético;
  • Como base para avaliar a eficácia da terapêutica, os pacientes que recebem medicamentos diuréticos são pesados diariamente na mesma hora. Além disso, examina – se o turgor da pele com vistas a evidências de edemas ou desidratação. Também deve se monitorar a freqüência do pulso.
  • A dosagem será determinada pelo peso diário do paciente, pelos achados físicos e por seus sintomas;
  • A avaliação periódica dos eletrolitos alertará para a hipotassemia e a hiponatremia;
  • Profilaxia da hipopotassemia – ingesta de alimentos ricos em potássio (pêssegos, bananas, espinafre).