Conector “T” de Ayres

O conector “T” de Ayres é um dispositivo simples, porém extremamente importante no cuidado respiratório hospitalar. Muito utilizado em pacientes em processo de desmame da ventilação mecânica, em oxigenoterapia e em nebulização, ele permite a conexão entre diferentes componentes do sistema respiratório de forma segura e funcional.

Para o estudante de enfermagem, compreender como funciona o conector em “T”, quando utilizá-lo e quais cuidados devem ser adotados é fundamental para garantir a segurança do paciente e a eficácia da terapia respiratória.

Neste texto, vamos abordar de forma completa o que é o conector “T” de Ayres, suas indicações, funcionamento, aplicações clínicas, riscos e cuidados de enfermagem.

O que é o conector “T” de Ayres?

O conector “T” de Ayres é um acessório em formato de letra “T”, geralmente confeccionado em plástico ou material médico atóxico, que permite a ligação entre uma via aérea artificial (como tubo orotraqueal ou traqueostomia) e fontes de oxigênio ou nebulização.

Seu nome é associado ao sistema descrito por Ayres, utilizado inicialmente em circuitos respiratórios e anestésicos, e hoje amplamente empregado em unidades de internação, UTI e pronto atendimento.

Ele possui três extremidades:

  • uma extremidade conectada ao paciente (tubo traqueal ou cânula de traqueostomia),
  • uma extremidade ligada à fonte de oxigênio ou nebulizador,
  • e uma extremidade aberta para saída do ar expirado.

Essa estrutura permite que o paciente inspire oxigênio enriquecido e expire livremente para o ambiente.

Para que serve o conector “T” de Ayres?

O principal objetivo do conector “T” de Ayres é fornecer oxigênio e/ou aerossóis ao paciente que respira espontaneamente, mas que ainda necessita de suporte respiratório.

Ele é muito utilizado em situações como:

  • teste de respiração espontânea durante o desmame da ventilação mecânica,
  • oxigenoterapia em pacientes traqueostomizados,
  • nebulização com broncodilatadores ou soluções salinas,
  • suporte respiratório transitório após extubação,
  • pacientes com respiração espontânea, mas ainda dependentes de oxigênio suplementar.

Diferente do ventilador mecânico, o conector em “T” não fornece pressão positiva contínua. Ele apenas permite a passagem do oxigênio e a eliminação do ar expirado.

Funcionamento do conector “T” na prática

O funcionamento é simples e fisiológico. O oxigênio flui pela mangueira conectada a uma das extremidades do “T”. O paciente inspira esse ar enriquecido por meio do tubo ou da traqueostomia. Ao expirar, o ar sai pela extremidade aberta do conector.

Quando associado a um nebulizador, o conector permite a administração de medicamentos inalados diretamente na via aérea, favorecendo a deposição pulmonar do fármaco.

Esse sistema reduz a resistência respiratória e permite avaliar se o paciente consegue manter respiração eficaz sem o auxílio do ventilador mecânico.

Principais indicações clínicas

O conector “T” de Ayres é indicado principalmente para:

  • Pacientes em processo de desmame ventilatório, para testar a capacidade respiratória espontânea.
  • Pacientes traqueostomizados que necessitam de oxigênio suplementar.
  • Administração de nebulização em pacientes com via aérea artificial.
  • Pós-operatório imediato de cirurgias torácicas ou abdominais, quando há necessidade de suporte leve.
  • Pacientes com doenças pulmonares crônicas em exacerbação leve.

Vantagens do uso do conector “T” de Ayres

Entre as principais vantagens estão:

  • simplicidade de uso,
  • baixo custo,
  • permite avaliação clínica da respiração espontânea,
  • facilita a nebulização direta,
  • reduz dependência da ventilação mecânica,
  • favorece a autonomia respiratória do paciente.

Além disso, é um dispositivo leve, portátil e facilmente adaptável a diferentes circuitos.

Riscos e limitações

Apesar de ser um dispositivo seguro, o conector “T” de Ayres apresenta limitações importantes.

Ele não fornece pressão positiva nem controle de volume corrente, o que pode ser perigoso em pacientes com insuficiência respiratória grave.

Entre os riscos possíveis estão:

  • hipoxemia se o fluxo de oxigênio for insuficiente,
  • acúmulo de secreções se não houver aspiração adequada,
  • desconexões acidentais,
  • contaminação se houver falha na higienização,
  • fadiga respiratória em pacientes ainda não preparados para o desmame.

Por isso, sua utilização deve ser criteriosa e sempre acompanhada por monitorização clínica.

Cuidados de enfermagem no uso do conector “T” de Ayres

A enfermagem tem papel central no manuseio seguro desse dispositivo. É fundamental verificar se as conexões estão firmes e bem adaptadas ao tubo traqueal ou à cânula de traqueostomia. O fluxo de oxigênio prescrito deve ser conferido antes da instalação do sistema.

Durante o uso, o profissional deve observar atentamente o padrão respiratório, a frequência respiratória, a coloração da pele e mucosas e a saturação de oxigênio. Qualquer sinal de desconforto respiratório, como uso de musculatura acessória ou queda da SpO₂, deve ser comunicado imediatamente.

Outro cuidado essencial é a aspiração de vias aéreas sempre que necessário, pois o conector não possui sistema de remoção de secreções.

A higienização do dispositivo deve seguir os protocolos institucionais, respeitando o tempo de uso recomendado pelo fabricante. Nunca se deve reutilizar conectores descartáveis.

A equipe também deve orientar o paciente, quando consciente, sobre a finalidade do dispositivo, reduzindo ansiedade e favorecendo a cooperação.

Diferença entre conector “T” e outros sistemas respiratórios

O conector “T” de Ayres se diferencia do ventilador mecânico porque não gera pressão positiva nem ciclos respiratórios automáticos. Ele também difere da máscara de oxigênio, pois é conectado diretamente à via aérea artificial.

Comparado ao CPAP ou ao BIPAP, o “T” não oferece suporte pressórico. Por isso, é usado principalmente como etapa intermediária no desmame ventilatório.

Importância para a enfermagem

Para o profissional de enfermagem, o conector “T” representa um instrumento de avaliação clínica e cuidado contínuo. Seu uso adequado contribui para:

  • redução do tempo de ventilação mecânica,
  • prevenção de complicações respiratórias,
  • promoção da autonomia respiratória do paciente,
  • segurança durante a transição entre ventilação assistida e respiração espontânea.

Conhecer suas indicações, limites e cuidados é parte essencial da prática segura em unidades críticas.

O conector “T” de Ayres é um dispositivo simples, mas de grande relevância na assistência respiratória hospitalar. Ele permite oxigenação, nebulização e avaliação da respiração espontânea de forma prática e acessível.

Para estudantes e profissionais de enfermagem, compreender seu funcionamento e saber identificar sinais de falha respiratória durante o uso é indispensável para garantir a segurança do paciente.

Mais do que um acessório, o conector “T” é uma ferramenta de transição entre a dependência tecnológica e a recuperação da respiração natural.

Referências:

  1. AMERICAN ASSOCIATION FOR RESPIRATORY CARE (AARC). Clinical Practice Guideline: Selection of a Resuscitation Device for Neonates and Children. 2022. Disponível em: https://www.aarc.org
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância do Óbito Infantil e Fetal e do Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  3. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN-SP). Atuação da Enfermagem em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. São Paulo: COREN-SP, 2020. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br
  4. TAMEZ, Eloísa A.; SILVA, Maria Jones P. Enfermagem na UTI Neonatal: Assistência ao Recém-Nascido de Alto Risco. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
  5. MORTON, P. G.; FONTAINE, D. K. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
  6. SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.
  7. WEST, J. B. Fisiologia respiratória: princípios básicos. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Diretrizes para oxigenoterapia e suporte ventilatório. Disponível em: https://sbpt.org.br

Coleta com seringa e agulha: Recomendações da SBPC/ML

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), reconhecendo a importância da coleta de sangue venoso para a qualidade dos exames laboratoriais, publicou um documento com recomendações abrangentes para essa prática.

Este documento, fruto da colaboração de especialistas renomados, apresenta diretrizes detalhadas para profissionais da saúde, visando padronizar e otimizar o processo de coleta, assegurando a integridade das amostras e a confiabilidade dos resultados.

Pontos Abordados

  • Deixar o álcool secar antes de iniciar a punção.
  • Evitar usar agulhas de menor calibre. Usar esse tipo de material somente quando a veia do paciente for fina ou em casos especiais.
  • Evitar colher o sangue de área com hematoma.
  • Tubos com volume de sangue insuficiente ou em excesso alteram a proporção correta de sangue/aditivo, levando à hemólise e a resultados incorretos.
  • Em coletas com seringa e agulha, verificar se a agulha está bem adaptada à seringa, para evitar a formação de espuma.
  • Não puxar o êmbolo da seringa com muita força.
  • Ainda em coletas com seringa, descartar a agulha e passar o sangue deslizando-o cuidadosamente pela parede do tubo, cuidando para que não haja contaminação da extremidade da seringa com o anticoagulante ou com o ativador de coágulo contido no tubo.
  • Não executar o procedimento de espetar a agulha na tampa de borracha do tubo para a transferência do sangue da seringa para o tubo, pois poderá criar uma pressão positiva, o que provoca, além da hemólise, o deslocamento da rolha do tubo, levando à quebra da probe de equipamentos.
  • Homogeneizar a amostra suavemente por inversão de 5 a 10 vezes, de acordo com as instruções do fabricante, não chacoalhar o tubo.
  • Não deixar o sangue em contato direto com gelo, quando o analito a ser dosado necessitar desta conservação.
  • Embalar e transportar o material de acordo com as determinações da Vigilância Sanitária local, das instruções de uso do fabricante de tubos e do fabricante do conjunto diagnóstico a ser analisado.
  • Usar, de preferência, um tubo primário; evitar a transferência de um tubo para outro.

As Recomendações da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso são um instrumento valioso para todos os profissionais envolvidos na coleta e análise de amostras de sangue.

A SBPC/ML reforça seu compromisso em promover a excelência na Medicina Laboratorial, disponibilizando recursos e ferramentas que contribuem para a melhor qualidade dos serviços laboratoriais no Brasil.

Acesse o documento completo das Recomendações: https://controllab.com/wp-content/uploads/guia_coleta_sangue.pdf

Referência:

  1. SPBC/ML

Tubo de coleta: Azul

No mundo das análises clínicas, a coleta de sangue é um procedimento fundamental para o diagnóstico e acompanhamento de diversas condições de saúde. Entre os diversos materiais utilizados para essa finalidade, o tubo azul de coleta de exame desempenha um papel crucial.

O que é o Tubo Azul?

O tubo azul é um recipiente utilizado para a coleta de sangue, especificamente para exames de coagulação.

Este tubo é facilmente identificável pela cor da tampa e contém citrato de sódio, um anticoagulante que impede a coagulação do sangue durante o armazenamento e transporte da amostra.

Para quais exames é utilizado?

O citrato de sódio presente no tubo azul é essencial para preservar os fatores de coagulação do sangue, tornando-o ideal para exames que medem a capacidade de coagulação do paciente. Alguns dos exames mais comuns realizados com o sangue coletado em tubos azuis incluem:

  • Tempo de Protrombina (TP): Avalia a via extrínseca e comum da coagulação.
  • Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa): Mede a via intrínseca e comum da coagulação.
  • Fibrinogênio: Determina a concentração de fibrinogênio no sangue.

Esses testes são fundamentais para diagnosticar distúrbios hemorrágicos ou trombóticos, monitorar pacientes em terapia anticoagulante e preparar para procedimentos cirúrgicos que possam envolver riscos de sangramento.

Por que é importante seguir as instruções de uso?

A precisão dos resultados dos exames de coagulação depende diretamente da qualidade da amostra de sangue coletada.

O uso inadequado do tubo azul, como a mistura insuficiente com o anticoagulante ou a proporção errada de sangue para citrato, pode levar a resultados imprecisos e potencialmente perigosos.

Por isso, é crucial que os profissionais de saúde sigam rigorosamente as instruções de coleta e manuseio desses tubos.

O tubo azul de coleta de exame é um componente vital no diagnóstico laboratorial. Seu uso adequado garante a integridade das amostras de sangue e a precisão dos resultados dos testes de coagulação, contribuindo assim para um diagnóstico correto e o tratamento eficaz dos pacientes.

Referências:

  1. Educarhsaúde
  2. Diagnósticos do Brasil

Tipos de Fixação de Tubo Endotraqueal

A fixação de tubo endotraqueal é feita após a inserção do mesmo no paciente, e o tubo deve ser fixado para evitar deslocamentos acidentais. Isso pode ser feito com um dispositivos disponíveis como cadarço, fixador próprio acolchoado de velcro, adesivos e bandagens adesivas (tensoplast).

Tipos de Fixação para TOT

  • Cruzada duas pontas: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós nos lados superior e inferior do tubo, e fixando-as na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos e pediátricos);
  • Cruzada uma ponta: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós no lados superior, e fixando-a na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais);
  • Bigodinho ou tira: É realizado a fixação pelo tubo, colando a tira em forma de “bigodinho” acima do lábio posterior do paciente, Pode ser realizado com bandagem adesiva tensoplast, e fixadores confeccionados próprios com materiais adesivos (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais).

Lembre-se sempre de seguir os protocolos e diretrizes específicas da sua instituição para garantir a segurança e eficácia da fixação do tubo endotraqueal.

Referências:

  1. Orientação Fundamentada – 112.pdf (coren-sp.gov.br)
  2. pop-ur-049-estudo-sobre-a-fixacao-de-dispositivos-traqueais.pdf (www.gov.br)

Rolhas e Tampões na Ventilação Invasiva

As rolhas de secreções são tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo durante a respiração pela ventilação invasiva. Essa é uma das complicações mais comuns em pacientes sob uso de ventilação invasiva (tubo endotraqueal ou traqueostomia).

A umidificação inadequada e balanço hídrico negativo podem propiciar o aparecimento destes tampões.

A importância da higiene brônquica nos pacientes intubados previne o risco de acúmulo de exsudato na luz do tubo mantendo sua funcionalidade que é a oxigenação.

Cuidados

  1. Aspiração das secreções: Realize a aspiração regular das secreções acumuladas na traqueostomia ou no tubo endotraqueal. Isso ajuda a evitar a formação de rolhas de secreção que possam obstruir a passagem do ar.
  2. Umidificação adequada: O uso de umidificação auxilia por diminuir a formação de secreção e evitar a formação de rolhas que podem obstruir a cânula, embora a rolha seja produto da desidratação do paciente.
  3. Higiene regular da pele ao redor do estoma traqueal: Mantenha a área limpa para prevenir infecções e complicações.
  4. Prevenção de complicações: Além da aspiração, esteja atento à possibilidade de decanulação acidental (retirada da cânula) e obstrução por rolha de secreção. A rolha de secreção ocorre quando as secreções acumuladas formam uma espécie de “rolha” que bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar.

Referências:

  1. manual-traqueostomia.pdf (accamargo.org.br)
  2. PEBMED
  3. Ministério da Saúde

Tubo de Coleta: Vermelho

O tubo vermelho para coleta de sangue é um dos vários tubos coloridos usados na coleta de sangue, cada um com um propósito específico.

Ativador de Coágulo

O tubo vermelho é conhecido por conter um ativador de coágulo que acelera o processo de coagulação do sangue.

Isso resulta em uma amostra de soro de alta qualidade após a centrifugação, separando o soro das células do coágulo. Além disso, muitos desses tubos contêm um gel separador que ajuda a diferenciar ainda mais o soro das células do coágulo.

Exames Indicados

O tubo vermelho é indicado para uma variedade de exames, principalmente análises bioquímicas, sorológicas, imunológicas e para detecção de marcadores cardíacos e tumorais. Alguns exemplos de exames que utilizam o tubo vermelho incluem testes para colesterol, glicose, ureia e creatinina.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem na coleta de sangue com tubo vermelho são cruciais para garantir a segurança do paciente e a qualidade da amostra. Aqui estão algumas diretrizes importantes:

  1. Identificação Correta do Paciente: Verificar a identidade do paciente antes da coleta para evitar erros.
  2. Preparação Adequada: Organizar o material necessário, usar luvas e realizar a higiene das mãos antes e após a coleta.
  3. Técnica de Coleta: Seguir a técnica correta de coleta de sangue para minimizar o desconforto do paciente e reduzir o risco de hematomas.
  4. Armazenamento e Transporte: Etiquetar corretamente os tubos e armazená-los conforme as diretrizes para preservar a integridade da amostra.
  5. Pós-Coleta: Registrar o procedimento e o volume de sangue coletado no prontuário do paciente e instruir o paciente sobre cuidados após a coleta, como compressão do local da punção e evitar carregar peso no braço coletado por um período.

Essas práticas ajudam a evitar complicações e garantem que os resultados dos exames sejam confiáveis e precisos. É essencial que os profissionais de enfermagem estejam bem treinados e atualizados sobre as melhores práticas na coleta de sangue.

Referência:

  1. Labnetwork

AccuCuff™: Indicador de Pressão de Balão

O Accucuff™ é um dispositivo que permite medir a pressão do balão de dispositivos de via aérea, como tubo endotraqueal, traqueostomia ou máscara laríngea.

A Importância da Mensuração do Cuff

A mensuração da pressão do cuff é um procedimento muito importante na rotina de uma  unidade de terapia intensiva (UTI). Uma série de complicações que podem agravar o quadro clínico do paciente submetido à ventilação mecânica invasiva estão associadas tanto à hiper quanto à hipoinsuflação do balão.

Atualmente, uma recente tecnologia chamada Accucuff™ permite realizar o monitoramento contínuo e preciso dessa pressão, garantindo mais segurança aos pacientes.

Tipos e Tamanhos

  • O Rosa é indicado para tubos endotraqueais ou traqueostomias PEDIÁTRICAS.
  • O azul é indicado para tubos endotraqueais ou traqueostomias ADULTOS.
  • O vermelho é indicado para Máscara laríngea de TODOS OS TAMANHOS.

Vantagens

  • A visualização contínua elimina a necessidade de verificação constante da pressão do cuff e assim reduz o risco de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica.
  • A graduação de pressão negativa garante que o cuff está totalmente esvaziado, reduzindo o risco de trauma durante remoção.
  • Dispositivo leve, reduz risco de deslocamento do tubo.
  • Adequado para o uso em uma ampla gama de dispositivos de vias aéreas.
  • A pressão pode ser ajustada de forma rápida e fácil evitando a insuflação excessiva do cuff.
  • Ajuda a evitar complicações como lesão da mucosa, isquemia, necrose ou fístula, que podem ocorrer se a pressão do balão for muito alta ou muito baixa.
  • É fácil de usar, portátil e preciso, e pode melhorar a segurança e o conforto dos pacientes que necessitam de dispositivos de via aérea.

Como funciona?

  • Assim que escolher o Accucuff de acordo com o tamanho do dispositivo do paciente, encaixe a conexão branca do dispositivo na válvula unidirecional do tubo do paciente, realizando o movimento de empurrar e girar para garantir uma vedação segura.
  • Insufle o balão do dispositivo de vias aéreas até que a linha preta do pistão esteja dentro da zona verde.
  • Não insufle excessivamente para obter a vedação do dispositivo de gerenciamento das vias aéreas.
  • Certifique-se de que o balão esteja totalmente desinsuflado antes de tentar remover o dispositivo para vias aéreas.

Em Tempo Real

O monitoramento em tempo real é útil para detectar mudanças na pressão do cuff causada por alterações ou ruptura acidental do cuff.

O indicador de pressão AccuCuff ™ não contém metal ou molas, sem contraindicação para o uso em exames.

Veja como funciona o Accucuff !

 

Referências:

  1. Medis Medical
  2. Cirúrgica Fernandes

Aspiração de Secreção e sua sequência

A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.

Indicação

  • Presença de secreção visível na VA;
  • Presença de ruído no tubo traqueal;
  • Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
  • Desconforto respiratório;
  • Queda da SpO2;
  • Oscilações na curva de fluxo do ventilador.

Materiais Necessários

  • Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
  • luva estéril para aspirar VAI;
  • Cateter de aspiração adequado;
  • Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
  • extensões de silicone/látex esterilizadas ;
  • Oxímetro de pulso ;
  • estetoscópio;
  • gazes esterilizadas;
  • Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
  • Papel toalha.

Etapas do Procedimento

  1. Identificar a necessidade para aspiração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir todo o material necessário;
  4. Paramentar-se com EPI;
  5. Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
  6. Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
  7. Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
  8. Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
  9. Calçar luvas de procedimento;
  10. Abrir o vácuo e testá-lo;
  11. Abrir o pacote da sonda;
  12. Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
  13. Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
  14. Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  15. Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
  16. Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
  17. Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  18. Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
  19. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  20. Desconectar a sonda do látex;
  21. Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
  22. Posicionar o paciente confortavelmente;
  23. Deixar a unidade em ordem;
  24. Retirar as luvas;
  25. Higienizar as mãos;
  26. Registrar no prontuário o procedimento realizado.

Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas

  1. Explicar o procedimento a ser realizado;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir os materiais necessários;
  4. Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
  5. Aplique proteção facial;
  6. Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
  7. Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
  8. Faça o teste do equipamento de vácuo;
  9. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
  10. Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
  11. Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
  12. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
  13. Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
  14. Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
  15. Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
  16. Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
  17. Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
  18. Higienizar as mãos;

Qual a ordem da aspiração da via aérea?

  1. VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
  2. Cavidade nasal;
  3. Cavidade oral.

Por que essa sequência?

Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.

Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?

Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:

De acordo COFEN Nº 557/2017 RESOLVE:

Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.

Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Referências:

  1. BALBINO, Carlos Marcelo et al. Avaliação da técnica de aspiração de paciente em ventilação mecânica realizada pela enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line, [S.l.], v. 10, n. 6, p. 4797-4803, nov. 2016. ISSN 1981-8963. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11258>. Acesso em: 28 out. 2022. doi:https://doi.org/10.5205/1981-8963-v10i6a11258p4797-4803-2016.
  2. TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
  3. FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
  4. FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set.
    /out. 2012.

Tubo Laríngeo (TL)

O Tubo Laríngeo é uma evolução do Combitube, sendo menos traumático e mais, uma vez que apenas 1 válvula se insufla 2 balonetes.

Outra evolução, dessa vez em relação à máscara laríngea, é que seu número é escolhido pela altura e não pelo peso ideal, minimizando contas e erros.

Deverá ser lubrificado e introduzido na linha média da boca, até que a linha proximal demarcada em seu tubo, próximo ao conector de 15 mm pela mesma via, devendo a pressão ser menor que 60 cmH2O.

Vantagens

Em relação a Máscara Laríngea:

  • Escolha do tamanho de acordo com a altura e não pelo peso ideal, minimizando as contas;
  • Não necessita introduzir o dedo na boca do paciente;
  • Introduzido até marcação e não até sentir resistência;
  • Os de segunda geração, permitem a passagem de sonda gástrica mais calibrosa que a máscara laríngea.

 

Os Tamanhos

O tamanho do tubo laríngeo é escolhido de acordo com a tabela a seguir:

Tamanho Paciente Altura
0 Neonatal < 5kg
1 Bebê 5-12 kg
2 Pediátrico 12-25 kg
2,5 Pediátrico 125-150 cm
3 Adulto < 155 cm
4 Adulto 155-180 cm
5 Adulto > 180 cm

Referência:

  1. Via Aérea Difícil

Veja também:

A Máscara Laríngea (ML)

Conozca un tubo endotraqueal

Intubación endotraqueal

Usted está con un paciente, y el mismo presenta una intercurrencia donde algún cuadro que pueda perjudicar su respiración. El médico es llamado, y se hace la Intubación Endotraqueal.

¿Cuándo se indica este tipo de procedimiento?

La intubación endotraqueal puede ser hecha en situaciones de urgencia, como en el edema de glotis, por ejemplo, o electivamente, como en las cirugías que demandan anestesia general.

Se hace para proporcionar una vía aérea clara, cuando el paciente tiene dificultades respiratorias que no pueden se tratan por medios más simples.

En general, sus indicaciones en cuadros patológicos son:

  • Parada respiratoria y / o cardíaca.
  • Insuficiencia respiratoria grave.
  • Obstrucciones de las vías aéreas.
  • Presencia de secreciones abundantes del árbol pulmonar profundo.

¿Cómo se realiza este procedimiento?

En primer lugar, es un procedimiento médico. En general, antes de introducir el tubo endotraqueal, el paciente debe colocarse en decúbito dorsal, sedado en caso de necesidad, y se deben quitar las dentaduras y todas las prótesis removibles que esté usando, seleccionar un tubo de diámetro adecuado, hacer hiperextensión la cabeza del paciente y una pieza bucal debe ser colocada para estabilizar el tubo e impedir que el paciente lo mordga.

El procedimiento debe ser realizado por dos personas, una que realice el procedimiento y otra que debe mantener la estabilización manual de la cabeza y de la columna cervical, el cual debe estar protegido también por un collar cervical.

Con el paciente sedado o anestesiado, el médico pasa a través de su nariz o de su boca, con la ayuda de un laringoscopio, un tubo que va hasta la tráquea.

El laringoscopio es un aparato normalmente utilizado para visualizar la laringe, pero que en la intubación endotraqueal sirve para facilitar la introducción del tubo endotraqueal, que será usado para ventilar mecánicamente al paciente.

Después de realizar la intubación, el tubo traqueal debe ajustarse a la tráquea por medio de un balón inflable y el paciente se conecta al respirador, que promueve la aeración adecuada y donde se mezclan tres gases: aire, oxígeno y óxido nitroso, mantener la anestesia por el tiempo necesario.

¿Cuál es el tamaño adecuado del tubo endotraqueal?

  • Para hombres:

El tubo orotraqueal en los tamaños 9, 10 y 11 permite una ventilación mecánica controlada adecuada y ventilación por bolsa máscara sin obstrucciones.

  • Para mujeres:

El tamaño 9 y 10 posibilitan una ventilación mecánica controlada adecuada y ventilación por bolsa máscara sin obstrucciones.

Los tamaños disponibles en general:

  • Neo/ Pediátricos: 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, 4.5, 5.0, 5.5, 6.0, 6.5;
  • Adultos: 7.0, 7.5, 8.0, 8.5, 9.0, 9.5, 10.0.

El último tubo endotraqueal con sistema de aspiración “Supra Cuff”

En la medicina, están siempre creando renovaciones que puedan favorecer al paciente, en su recuperación.

El uso de Ventilación Mecánica Invasiva (VMI) es una terapia frecuente utilizada en tratamientos en las Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A pesar de ser una técnica alternativa en el tratamiento de Insuficiencia Respiratoria Aguda (IRPA) común dentro de los hospitales, su utilización puede acarrear en algunos daños a los pacientes, como lesión traqueal, barotrauma, toxicidad por el uso de oxígeno y acumulación de secreciones.

La acumulación de secreción se da debido al no cierre de la glotis produciendo así, tos ineficaz y disminución del transporte del moco lo que contribuye a la instalación de la Neumonía asociada a la ventilación mecánica (PAV).

¿Pero qué es PAV?

La PAV es la infección hospitalaria que más acomete pacientes internados en UTI y es definida como una infección que surge de 48 a 72 h tras intubación orotraqueal (TOT) y uso de la VMI.

El diagnóstico de PAV según ANVISA ocurre cuando hay la aparición de infiltrado pulmonar nuevo o progresivo a la radiografía del tórax, asociado a la presencia de signos clínicos y alteraciones de laboratorio como:

  • fiebre (temperatura ≥37,8oC);
  • leucocitosis o leucopenia;
  • presencia de secreción traqueal purulenta en la aspiración del TOT;
  • la cultura positiva en el aspirado traqueal, empeora en los parámetros ventilatorios o empeoramiento en la relación de oxigenación.

Una de las principales causas de PAV es la microaspiración de la secreción por encima del cuff.

Este mecanismo ocurre incluso cuando las presiones del cuff están ajustadas de manera correcta, es decir, entre 20 y -30mmHg y por eso, el uso del TOT de aspiración supra cuff se ha discutido recientemente por varios autores que destacan la técnica como recurso adicional para la prevención de la PAV, pues permite la realización de la aspiración de secreciones que se sitúan por encima del cuff 6-12.

El procedimiento de aspiración traqueal, a pesar de ser necesario para el paciente de la terapia intensiva, acarrea alteraciones hemodinámicas y de mecánica respiratoria, como oscilaciones en los valores de presión arterial, frecuencia cardiaca, saturación de oxígeno, complacencia y resistencia pulmonar.

Por que no hay evidencias si el tubo de aspiración supra cuff aumenta la incidencia de esas complicaciones hemodinámicas y de mecánica respiratoria.

Las Complicaciones de la Intubación

Las complicaciones post-intubación endotraqueal tienen causas y gravedad muy diversas.

Más comúnmente son complicaciones laríngeas locales y cuanto mayor el tiempo de intubación mayor será el riesgo de que exista.

Puede haber también complicaciones extra-laríngeas, como intubación esofágica; la intubación selectiva, alcanzando sólo uno de los bronquios; inducción al vómito, llevando a la aspiración; dislocación de la mandíbula; laceración de partes blandas de las vías aéreas; trauma de las vías aéreas, pudiendo resultar en hemorragia; fractura de dientes; la ruptura o fuga del balón del tubo, resultando en pérdida del sello; lesión de la columna cervical, etc.

Las complicaciones de la intubación endotraqueal pueden ser evitadas, entre otras medidas, por:

  • Cuidado en la introducción del tubo;
  • Elección del tamaño ideal del tubo;
  • Inmovilización adecuada de los pacientes, que no deben mover la cabeza en ninguna hipótesis, durante la colocación del tubo;
  • Cuidados en la aspiración traqueal.

Los Cuidados de Enfermería con el TOT

  • Observar la acumulación de secreción en el trayecto del Tubo Orotraqueal, pues la secreción impide el flujo normal del aire hasta el paciente causando incomodidad y esfuerzo en la respiración;
  • Observar las líneas de conexión del Tubo Orotraqueal hasta la máquina de ventilación mecánica, para que no ocurra ningún tipo de pliegue causando interrupción del paso del aire;
  • Los principales síntomas de obstrucción del Tubo Orotraqueal son el ruido (como ronquido) y pliegues en el sistema de conexión de la máquina hasta el Tubo Orotraqueal;
  • En estos casos se debe procurar la aspiración de las secreciones y la verificación del sistema;
  • La frecuencia de la aspiración no se puede determinar con precisión, por lo que la observación del cuadro es la mejor medida para evitar la incomodidad;
  • La aspiración del Tubo Orotraqueal debe realizarse siempre con material estéril, minimizando el riesgo de infecciones;
  • La fijación del Tubo Orotraqueal (cadera) debe estar firme, siempre evaluando el confort del paciente y siempre realizar el cambio según suciedad;
  • El Tubo Orotraqueal y las conexiones NO pueden ser traicionadas o sometidas a esfuerzos (tirones, movimientos de péndulo o servir como soporte). Estas situaciones causan lesiones en la tráquea del paciente.

Vean más en nuestro canal YouTube: