Quimioterapia Branca e Vermelha: As diferenças

No universo da oncologia, a quimioterapia se destaca como um poderoso aliado no combate ao câncer. Dentro desse universo, dois termos intrigam os pacientes: quimioterapia vermelha e branca. Mas, quais as diferenças entre elas? Será que a cor define a intensidade do tratamento?

Mergulhando nas Diferenças

A distinção entre vermelha e branca reside na cor dos medicamentos utilizados, não na severidade do tratamento.

Quimioterapia Vermelha

Composta por antraciclinas, como a doxorrubicina e a epirrubicina, que possuem coloração avermelhada.

Quimioterapia Branca

Engloba diversos medicamentos sem coloração, como ciclofosfamida, taxanos, vinorelbina e gencitabina.

Características e Aplicações:

  • Quimioterapia Vermelha:
    • Aplicações: Diversos tipos de câncer, incluindo mama, estômago, pulmão, bexiga, ovário e sarcomas.
    • Efeitos Colaterais: Fadiga, náuseas, vômitos, perda de cabelo, aumento do risco de infecções e danos cardíacos.
  • Quimioterapia Branca:
    • Aplicações: Câncer de colo do útero, pulmão, mama, entre outros.
    • Efeitos Colaterais: Fadiga, náuseas, vômitos, perda de cabelo, neuropatia (dor, formigamento ou fraqueza nas mãos e pés) e diarreia.

Principais Medicamentos

Quimioterapia Vermelha:

  • Doxorrubicina (Adriamicina®)
  • Epirrubicina (Ellence®)
  • Idarubicina (Idamycin®)
  • Daunorubicina (Cerubidine®)

Quimioterapia Branca:

  • Ciclofosfamida (Endoxan®)
  • Paclitaxel (Taxol®)
  • Docetaxel (Taxotere®)
  • Vinorelbina (Navelbine®)
  • Gemcitabina (Gemzar®)

Lembrando que:

  • A escolha da quimioterapia ideal depende do tipo e estadio do câncer, da saúde geral do paciente e de outros fatores.
  • Os efeitos colaterais variam entre os indivíduos e podem ser controlados com medicações e acompanhamento médico.
  • O diálogo aberto e constante com a equipe médica é fundamental para um tratamento eficaz e seguro.

Referência:

  1. ACCamargo

Método ZIM e o PICC

O método ZIM é uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para o cateter PICC no braço, baseado na mensuração do comprimento do braço e na divisão dessa área em três zonas, tendo como referência anatômica o início do epicôndilo medial do úmero e como final a linha axilar.

Por que utilizar este método?

O método ZIM visa reduzir as complicações relacionadas à inserção do PICC, como trombose venosa, infecção, extravasamento e migração do cateter.

Também facilita a escolha do tamanho adequado do cateter, evitando excesso ou falta de material. É indicado para pacientes adultos e pediátricos, mas requer treinamento e habilidade dos profissionais que realizam o procedimento.

Como é feito?

Para realizar a inserção do cateter PICC pelo método ZIM, é necessário seguir os seguintes passos:

  • Avaliar o paciente e verificar as indicações e contraindicações para o uso do PICC.
  • Escolher o braço para a inserção, preferencialmente o braço não dominante e sem lesões ou alterações vasculares.
  • Medir o comprimento do braço desde o início do epicôndilo medial do úmero até a linha axilar e dividir essa medida em três partes iguais, formando as zonas 1, 2 e 3.
  • Identificar a veia mais adequada para a punção, de acordo com o calibre, trajeto e profundidade. A veia basílica é a mais recomendada, seguida da veia cefálica e da veia braquial. A zona 1 é a preferida para a punção, pois permite uma maior estabilidade do cateter e menor risco de complicações. A zona 2 é a segunda opção, mas requer mais cuidado na fixação do cateter. A zona 3 é a última opção, pois aumenta o risco de trombose, infecção e migração do cateter.
  • Realizar a antissepsia da pele e colocar os equipamentos de proteção individual (EPIs).
  • Realizar a punção venosa com técnica asséptica, usando uma agulha introdutora ou um dispositivo de acesso vascular periférico (DAVP).
  • Confirmar o retorno venoso e avançar o cateter pelo introdutor ou pelo DAVP até atingir a veia cava superior ou inferior, de acordo com o comprimento previamente calculado.
  • Retirar o introdutor ou o DAVP e fixar o cateter na pele com um curativo transparente e adesivo.
  • Realizar uma radiografia de tórax para confirmar a posição correta do cateter e avaliar possíveis complicações.
  • Liberar o uso do cateter após a confirmação radiológica e registrar o procedimento em prontuário.

Referências:

  1. Protocolo Núcleo de Protocolos Assistenciais Multiprofissionais/03/2017 Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) Neonatal e Pediátrico: Implantação, Manutenção e Remoção
  2. Cateter central de inserção periférica em pediatria e neonatologia: possibilidades de sistematização em hospital universitário 
  3. Método de inserção de zona PICCTM (ZIMTM): uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para PICCs no braço 
  4. Colocación de PICC: el método ZIM y la tunelización, 2 recursos claves para asegurar su éxito 

Tarjas de Medicamentos: Tipos e Significados

As tarjas de medicamentos são uma forma de classificar os remédios conforme o grau de risco que eles oferecem à saúde do consumidor e as exigências para a sua venda.

Existem quatro tipos de tarjas: sem tarja, vermelha, preta e amarela. 

 

Os Tipos

Medicamento sem tarja

Os medicamentos isentos de prescrição (MIP) não necessitam de receita médica para que sejam vendidos. No entanto, os MIPs cumprem com todos os demais requisitos de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela legislação sanitária em vigor. Estão descritos na Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP) e são indicados para tratamento de doenças não graves e com evolução lenta ou inexistente;

Tarja vermelha

São remédios que oferecem risco intermediário de efeitos adversos ao usuário e devem ser prescritos pelo profissional de saúde. Estes estão divididos em duas subcategorias: sem retenção de receita, ou seja, não ficam com a farmácia depois da aquisição, e com retenção, que ficam de posse da farmácia por estarem sujeitos a controle especial. A embalagem desse tipo de medicamento tem de informar a necessidade de prescrição médica e de retenção de receita, quando for o caso – além dos riscos.

Tarja preta

Para a segurança do paciente, esses medicamentos precisam de um controle maior na hora de ser adquirido. Esses remédios geralmente afetam o sistema nervoso central, por isso podem causar dependência ou levar à morte. Medicamentos de tarja na cor preta só podem ser adquiridos mediante apresentação de prescrição médica que deve ser retida com o farmacêutico.

Tarja amarela

Há também o grupo dos medicamentos genéricos, com faixa na cor amarela. Eles pertencem tanto ao grupo dos medicamentos tarjados quanto dos não tarjados, sendo que, em ambos os casos, o medicamento possui a tarja amarela em sua embalagem. Entretanto, quando pertencente ao grupo dos tarjados, a embalagem possui a tarja amarela junto com a tarja vermelha ou preta. Esses medicamentos podem ou não exigir receita médica.

As letras utilizadas nos rótulos para identificação do nome comercial do medicamento e para a denominação genérica dos princípios ativos devem ser de fácil leitura e ostentar o mesmo destaque.

Você sabia?

No Brasil, é proibida a utilização de cores nos rótulos de medicamentos que possam causar confusão ou erro na identificação da faixa vermelha.

Os rótulos das embalagens dos medicamentos com destinação institucional destinados ao Ministério da Saúde, para distribuição através de programas de saúde pública, devem obedecer à identificação padronizada e descrita no Manual de Identificação Visual para Embalagens de Medicamentos.

Referência:

1. Ministério da Saúde

Sala Vermelha Hospitalar

A Sala Vermelha é destinada a pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos. Em geral, pessoas que aguardam a definição de um diagnóstico, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Neste setor, os pacientes podem contar com o atendimento de uma equipe de profissionais especializados e equipamentos de última geração.

Como funciona?

O paciente em estado grave vai direto para a Sala Vermelha. Depois de estabilizado, é avaliado pelos médicos do hospital e segue para a área competente, de acordo com cada caso.

O sistema de classificação de risco também prevê que os pacientes do pronto-socorro (atendimento de porta) passem por acolhimento, sejam triados e encaminhados às salas.

Localização

A Sala vermelha geralmente fica estabelecida nos setores de pronto atendimento como Pronto Socorro e PPA (Primeiro Pronto Atendimento), em locais de fácil e rápido acesso para a estabilização do paciente.

O que deve ter em uma sala vermelha?

Com boxes individuais e estrutura semelhante a uma UTI dentro da própria Emergência, deverá estar equipada com monitores cardíacos, desfibriladores, ventiladores mecânicos, bombas de infusão, instrumental para procedimento de emergência como intubações, drenagem torácica e traqueostomias, dentre outros equipamentos.

Quem atua em Sala Vermelha?

Nela, atuam profissionais médicos com experiência em medicina de emergência, com residência médica, certificação em Suporte Avançado de Vida em Cardiologia [ACLS, na sigla em inglês] e muitos atuam prioritariamente em UTI. A sala conta ainda com corpo de enfermagem e fisioterapia exclusivas e com experiência em atendimento a pacientes graves.

Situações que são atendidas na Sala Vermelha

Em geral, pessoas que aguardam a definição de um diagnóstico, traumas, AVE/AVC, Infarto Agudo do Miocárdio, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Referências:

  1. Secretaria de Saúde DF

A Prática de uso de Canetas em Registros de Enfermagem

Você certamente deve ter aprendido nos cursos técnicos, até em graduação sobre o uso rotineiro de canetas conforme os respectivos plantões diurno (azul e preta) e noturno (vermelha).

Mas você sabia que não existe regulamentação na qual se justifique a prática de anotar os registros de enfermagem utilizando canetas de cores azul, preta e vermelha?

Não existe amparo legal pra que seja cobrado essa prática.

Ao pesquisarem PARECERES, emitidos pelos próprios CORENS, frisam que esta prática não tem uma regulamentação, baseando-se nas informações supracitadas encontradas em literaturas, mas sim, podem ser PADRONIZADAS pelos serviços de enfermagem das Instituições.

O que podem diferenciar mediante a padronização é de facilitar as atividades gerenciais, como por exemplo a supervisão de registros pelos enfermeiros coordenadores/supervisores de plantão e as ações da equipe de auditoria de prontuários.

Se você tem ainda dúvidas, pode ler sobre nestes pareceres técnicos: