Tipos de Incisões Cirúrgicas Abdominais

A incisão é geralmente realizada por um médico cirurgião, seu objetivo é permitir o acesso a área a ser operada. Usam-se lâminas 1, 2, 3. 4, e assim em diante, dependendo da região a ser operada. É também conhecida como Cesura, ultrapassa, sem danificar os tecidos, a derme, epiderme, e hipoderme da pele.

Todas as incisões sempre na mesma proporção: pele, aponeurose, peritônio, cavidade!

INCISÃO DE KOCHER

Incisão de Kocher (subcostal direita) (homenagem a Emil Theodor Kocher); própria para cirurgias no fígado, na vesícula biliar e na árvore biliar.

INCISÃO DE MCBURNEY

Quadrante inferior direito para apendicectomia, porém obliqua.

INCISÃO DE LANZ

Realizada no ponto de McBurney, seguindo os sentido das fibras do músculo oblíquo externo.

INCISÃO DE BATTLE

Indicada para apendicectomia.

INCISÃO DE PHANNESTIEL

Incisão transversal abaixo do umbigo e apenas 1 dedo acima da sínfise púbica, empregada mais freqüentemente para cesariana.

INCISÃO DE RUTHERFORD MORRISON

Indicada para acesso do cólon sigmoide e pelve.

INCISÃO TRANSVERSA

É mais usada para acessar pâncreas, cólon direito, duodeno, etc.

INCISÃO MEDIANA

É a mais comum no trauma. Permite acesso amplo à cavidade abdominal.

INCISÃO PARAMEDIANA

Indicada para esplenectomia, ressecção de cólon esquerdo e acesso ao estômago;

Incisões Cirúrgicas

Antissepsia Cirúrgica das Mãos e Sua Técnica

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 14/09/2026.

Na preparação para uma cirurgia, esfregar mais forte não significa higienizar melhor. O objetivo é reduzir a microbiota das mãos e antebraços sem provocar lesões na pele, porque uma técnica agressiva pode irritar a barreira cutânea e comprometer a própria segurança do profissional.

O que mudou na técnica?

O termo “escovação cirúrgica” ainda é muito utilizado em aulas e rotinas hospitalares, mas atualmente o preparo pré-operatório pode ser realizado por fricção com produto à base de álcool específico para preparo cirúrgico ou por antissepsia com produto degermante apropriado, conforme protocolo institucional e orientação do fabricante.

A OMS não recomenda o uso rotineiro de escovas para o preparo cirúrgico. Quando houver sujeira visível, deve-se realizar higiene prévia com sabonete líquido e água; para a região subungueal, pode ser utilizado um limpador de unhas, sem escovação agressiva.

Preparo antes da antissepsia

Antes de iniciar, retire anéis, relógios, pulseiras e outros adornos. As unhas devem estar curtas e limpas, sem unhas artificiais. O profissional deve estar adequadamente paramentado conforme as normas do centro cirúrgico.

Se houver sujeira visível nas mãos, antebraços ou região subungueal, faça a limpeza prévia com água e sabonete líquido comum e enxágue completamente. Não é necessário transformar essa etapa em uma longa escovação antes de aplicar o antisséptico.

Na prática do centro cirúrgico, é fácil perceber como um detalhe interfere na técnica: o profissional chega à pia usando anel ou relógio e precisa interromper o preparo para retirá-los. O ideal é que os adornos já tenham sido retirados antes de iniciar, evitando tocar novamente em objetos pessoais depois da antissepsia.

Antissepsia com produto degermante

Quando o protocolo utilizar clorexidina ou PVP-I degermante, o produto deve ser aplicado nas mãos e antebraços, alcançando todas as superfícies, incluindo palmas, dorso, dedos, espaços interdigitais, unhas e antebraços.

A fricção deve seguir o tempo determinado pelo fabricante e pelo protocolo institucional. Não existe necessidade de estabelecer uma quantidade fixa de movimentos, como 25 movimentos no cotovelo ou 30 movimentos sob as unhas. A OMS orienta que, para sabonete antimicrobiano, o tempo geralmente fica entre 2 e 5 minutos, de acordo com o produto utilizado.

E quando o preparo é feito com álcool?

Os produtos à base de álcool específicos para preparo cirúrgico são uma alternativa reconhecida. Nesse caso, as mãos precisam estar secas, e a quantidade aplicada deve ser suficiente para manter mãos e antebraços úmidos durante todo o tempo recomendado pelo fabricante.

Depois da aplicação, deve-se aguardar a secagem completa antes de vestir as luvas estéreis. Não se deve combinar sequencialmente a lavagem com produto degermante e a fricção cirúrgica alcoólica sem indicação, porque isso pode reduzir a eficácia do produto e aumentar a irritação da pele.

Enxágue e secagem também fazem parte

Quando o método utilizado exige enxágue, mantenha as mãos acima dos cotovelos e permita que a água escorra das mãos em direção aos cotovelos, evitando retornar com as mãos para áreas já enxaguadas.

A secagem deve ser realizada com toalha ou compressa estéril, começando pelas mãos e seguindo em direção aos antebraços, utilizando áreas diferentes do material para regiões diferentes. Depois disso, as luvas cirúrgicas estéreis são colocadas sem tocar superfícies contaminadas.

Um erro que chama atenção durante a rotina é quando, depois de todo o preparo, o profissional encosta a mão na torneira, na roupa ou em outra superfície para ajustar alguma coisa. Nesse momento, o problema não está na qualidade do antisséptico, mas na recontaminação durante a etapa final.

Por que não devemos usar escova de rotina?

A escovação vigorosa pode provocar abrasões e irritação da pele, especialmente quando repetida várias vezes durante o dia. A OMS recomenda não utilizar escovas no preparo cirúrgico, e a Anvisa também orienta evitar escova para a limpeza subungueal quando houver sujeira visível.

O preparo adequado busca reduzir a carga microbiana sem danificar desnecessariamente a pele. Além disso, luvas estéreis não substituem a antissepsia cirúrgica, porque perfurações podem ocorrer durante o procedimento e nem sempre são percebidas.

Cuidados de enfermagem

A equipe deve verificar antes do preparo se não existem adornos, unhas artificiais ou sujidade visível. O produto utilizado precisa ser apropriado para preparo cirúrgico e estar disponível em quantidade suficiente.

Durante a técnica, cubra completamente mãos e antebraços, respeite o tempo indicado pelo fabricante, evite movimentos que causem trauma à pele e mantenha as mãos em posição adequada durante o enxágue. Após a antissepsia, evite qualquer contato com superfícies não estéreis antes da colocação das luvas.

A educação permanente também é importante: ensinar a diferença entre higiene das mãos, preparo pré-operatório e escovação tradicional ajuda a eliminar práticas antigas que ainda aparecem na rotina por hábito. A Anvisa disponibiliza material específico de 2025 para orientar as equipes cirúrgicas sobre esse preparo.

Resumo para salvar

Antissepsia Cirúrgica das Mãos: Faça Certo

  • Escovação não é obrigatória no preparo cirúrgico
  • Use produto apropriado para antissepsia cirúrgica
  • Respeite o tempo indicado pelo fabricante
  • Evite recontaminar as mãos antes das luvas

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Informe Técnico GVIMS/GGTES/DIRE3 nº 01/2025: orientações gerais à equipe cirúrgica sobre preparo pré-operatório das mãos e antebraços em serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2025. Disponível em: Informe Técnico Anvisa nº 01/2025.
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do paciente em serviços de saúde: higiene das mãos. Brasília, DF: Anvisa, 2026. Disponível em: Caderno 12 — Higiene das Mãos.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). WHO guidelines on hand hygiene in health care. Geneva: WHO, 2009. Disponível em: WHO Guidelines on Hand Hygiene.
  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global guidelines for the prevention of surgical site infection. 2. ed. Geneva: WHO, 2018. Disponível em: WHO Global Guidelines for Surgical Site Infection Prevention. 

Fasciotomia

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